sábado, 16 de outubro de 2010

"Borat Rousseff" por Diogo Mainardi

Se Borat tem o potássio, Dilma Rousseff tem o pré-sal. Um é igual ao outro. Da mesma maneira que Dilma Rousseff louva nossas reservas de petróleo do pré-sal, Borat louva as reservas de potássio de seu país. Para estimular o sentimento nacionalista do eleitorado, Dilma Rousseff pode até tentar adaptar o hino de Borat:

O Brasil é um país glorioso!

É o exportador número um do pré-sal.

O resto da América do Sul tem um pré-sal inferior

O pai de Dilma Rousseff nasceu em Gabrovo, na Bulgária. O vilarejo romeno de Glod está localizado ali perto. Foi em Glod que Sacha Baron Cohen filmou Borat. Se o pai de Dilma Rousseff tivesse permanecido na Bulgária, a atual candidata a presidente do Brasil, com um tantinho de sorte, poderia ter sido uma das protagonistas do filme, exatamente como Spiridom Ciorebea.

Spiridom Ciorebea é um dos moradores de Glod. Sacha Baron Cohen escalou-o para o papel de Livamuka Sakonov, o aborteiro do vilarejo de Borat. Spiridom Ciorebea acabou processando os autores do filme. Assim como Dilma Rousseff, ele recusou-se a aceitar que o caracterizassem como um fautor do aborto. Assim como Dilma Rousseff, ele foi desmentido publicamente e perdeu o processo.

Borat é sempre acompanhado por Azamat Bagatov, seu produtor, que foi treinado no Ministério da Propaganda soviético. Dilma Rousseff é sempre acompanhada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. Recentemente, José Eduardo Dutra disse que o debate sobre o aborto pertence à Idade Média. O que pertence à modernidade, para o PT, é a Casa Civil de Erenice Guerra e de seu filho Israel.

Israel? Borat, em sua viagem aos Estados Unidos, tenta comprar uma pistola para se proteger dos judeus. Impossibilitado de comprar uma pistola, resolve comprar um urso. O urso de Dilma Rousseff é Mahmoud Ahmadinejad, o ditador iraniano que prometeu resolver o problema dos judeus, riscando Israel do mapa.

Na hierarquia de Borat, Deus ocupa o primeiro lugar. Depois: o homem, o cavalo, o cachorro, a mulher, o rato e o inseto. Na hierarquia de Dilma Rousseff, Deus era um retardatário, mas durante a campanha eleitoral Ele foi empurrado rapidamente para a frente, ultrapassando até mesmo o inseto e o rato.

Borat abandona a mulher e os filhos em seu vilarejo e, depois de tentar raptar a playmate Pamela Anderson, arruma outra mulher nos Estados Unidos. Nesse ponto, seu caso é semelhante ao do pai de Dilma Rousseff. Quando saiu de Gabrovo, ele abandonou sua mulher, grávida de oito meses, e casou-se novamente no Brasil.

Dilma Rousseff conta com o apoio de Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Fernando Morais. Borat, por sua vez, conta com o apoio de Urkin, o estuprador de seu vilarejo.

O Brasil é um país glorioso! Borat para presidente!

Preconceito contra Dilma? Conta outra

Lula disse que os ricos tem preconceito e medo da Dona Laquestoff. É mesmo? Vamos ver quem está doando dinheiro para campanha dela. Com certeza tem muito rico na lista.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Será que ela topa?

Dilma Rostock segue o roteiro neste segundo turno: detonar o governo Fernando Henrique Cardoso levando José Serra junto. Segundo a propaganda petista, o governo FHC foi o pior de todos os tempos. Será que foi pior que o governo Sarney? Será que foi pior que o governo Collor? Dilma está perto destes, como posso dizer, "estadistas" e pode muito bem fazer a comparação.
Não vou ficar enrolando muito aqui. Queria fazer um desafio para a Dona Laquestoff. Será que ela topa rejeitar as alianças com todos os políticos que a apoiam hoje e que apoiaram o governo Fernando Henrique Cardoso? Ora, o discurso dela ficaria muito mais coerente se ela desse um pé na bunda de Michel Temer. O vice dela foi aliado de FHC. Como pode Dilma Laquestoff fazer tantas críticas à FHC se o vice dela assinava embaixo todos os feitos do governo tucano? Não é só Michel Temer que apoiou FHC. Jader Barbalho, Renan Canalheiros (este foi até ministro de FHC), Romero Jucá (este era um dos líderes de FHC no Congresso e ajudou a enterrar os infinitos pedidos de CPI vindos do PT quando este era oposição).
Dilma Laquestoff precisa deixar de ser hipócrita e praticar o que ela diz (e olha que eu nem meti o dedo no tema religião, hein?). Se ela fala que FHC afundou o Brasil por que não rompe relações com aliados dela que foram aliados de FHC e apoiaram todos os atos do governo tucano?
Como viram, é muito simples apontar as mentiras, as contradições, as enganações do discurso petralha. Resta saber se José Serra vai deixar Dilma Laquestoff difundir a idéia de que o governo FHC foi um desastre e que ele afundou junto.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que assombra Dilma

Acabo de ler o texto que segue abaixo no blog do Augusto Nunes. Se José Serra começar a bater forte na tecla Sarney e Collor perto da Dilma Rostock é capaz dela partir "pros tapas":

No debate transmitido pela Band, José Serra brandiu por poucos segundos a arma que, acionada com firmeza e pontaria, liquidará de vez a aventura de Dilma Rousseff: o confronto entre os ex-presidentes que apoiam cada candidato. O palanque da sucessora que Lula inventou é assombrado por José Sarney e Fernando Collor. A campanha da oposição tem Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Sarney conduziu o país à falência com o Plano Cruzado, levou a inflação às nuvens e saiu do Planalto pela porta dos fundos. Fora o resto. Collor conseguiu catapultar os índices inflacionários para o espaço sideral, apadrinhou uma quadrilha federal só igualada em gula e desfaçatez pelo bando do mensalão e foi despejado do Planalto por ter desonrado o cargo. Fora o resto.

Itamar Franco resgatou a nação da UTI e lançou o Plano Real. Fernando Henrique sepultou a inflação para sempre, modernizou o país com a privatização de mamutes estatais, enquadrou os perdulários malandros com a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou as diretrizes da política econômica que Lula, por instinto de sobrevivência, cuidou de manter intocadas. Com tamanho zelo que nomeou para o comando do Banco Central, em 2003, o deputado federal Henrique Meirelles, eleito pelo PSDB de Goiás.

O Brasil, ensinou Ivan Lessa, esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anos anteriores. E milhões de jovens nem conheceram o país atormentado pela inflação medonha e agredido pelo primitivismo das estatais devastadas pela inépcia e pela corrução. Alguns programas eleitorais e debates na TV bastarão para recordar aos amnésicos crônicos como foram os governos de Sarney e Collor — e descrever didaticamente para as novas gerações o inferno de que se livraram graças aos governos de Itamar e FHC.

Collor e Sarney simbolizam o antigo, o coronelismo de terno e gravata, a roubalheira federal anabolizada pelo turbilhão inflacionário. Itamar e Fernando Henrique representam o país que pensa e presta. Dilma quer falar do passado? Seja feita a sua vontade. Os eleitores aprenderão que Lula, depois de malbaratar as safras plantadas pelos dois antecessores que apoiam Serra, pretende alojar no Planalto uma fraude que reverencia a dupla que arruinou o Brasil.

Imprensa só é boa quando favorece Dilma e o PT

A Folha de hoje fala de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa. Ele foi citado por Dilma Rostock durante o debate da Band. Ela disse que Souza fugiu com R$ 4 milhões da campanha tucana. Na reportagem, Paulo Vieira exige que Dilma apresente provas e que José Serra o defenda.
Quem denunciou a tal fuga de grana na campanha do PSDB foi a revista Isto É.
Dilma disse, por meio de sua assessoria, que as referências foram publicadas pela imprensa e que são de conhecimento público. Ah, é? Interessante! Quando a imprensa denuncia alguma coisa no ninho tucano não vejo ninguém criticando a imprensa, não vejo Lula acusando a imprensa de ser um partido. Quando a denúncia pode render alguns pontinhos para Dilma Rostock a imprensa é boa, merece citação já no primeiro debate na televisão. Mas se a imprensa denuncia as tretas da ex-assessora de Dilma na Casa Civil aí é o fim do mundo. Imprensa boa para o petismo é aquela que acusa o adversário.
Franklin Martins disse recentemente que a liberdade de imprensa não garante uma imprensa boa. Depois dessa reportagem da revista Isto É ele vai rever seus conceitos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eles estão descontrolados

É impressão minha ou os petistas estão descontrolados? A propaganda do PT mostrou trechos do debate na Band ontem. Mostrou Dilma Laquestoff atacando as privatizações, os feitos do governo FHC e, como não poderia deixar de ser, se fez de vítima na polêmica sobre o aborto. A Dona Laquestoff tá possessa de raiva. Não sei se essa agressividade vai dar resultado, mas que demonstra um certo desespero do PT isso demonstra. Demonstra que eles estão descontrolados.

Sobre o debate

Assisti ao debate da TV Bandeirantes ontem. José Serra e Dilma Rousseff decidiram deixar o clima "paz e amor" nos bastidores e partiram para o ataque. Dilma estava muito nervosa, já Serra estava mais tranquilo. Não sei se a estratégia do ataque vai render alguma coisa para Dilma.
Claro que as privatizações seriam abordadas. Dilma criticou as privatizações realizadas no governo FHC. Serra defendeu as privatizações e disse que o PT fez o mesmo. Ufa! Pensei que o Serra fosse vestir uma jaqueta com os logotipos das estatais e deixar Dilma atacar. Fez bem em defender o que foi bom para o Brasil. Graças às privatizações que temos telefone celular.
Acho que falta a Serra se valorizar mais. Quando Dilma detonava a administração tucana em São Paulo Serra deveria ter dito que, se a administração tucana era tão ruim por que Geraldo Alckmin fora eleito governador já no primeiro turno? Aliás, o próprio Serra foi eleito no primeiro turno para governador em 2006.
Falaram sobre o aborto. Dilma ainda não explicou pra gente se ela é realmente contra ou a favor. Ela disse que era a favor num debate realizado pela Folha de São Paulo em 2007. Três anos depois ela fala que é contra. Vai entender.
O debate demonstrou que o clima esquentou. Vamos ver no que vai dar. Vamos analisar também. Acho que Serra foi melhor no debate. Resta saber se ele vai aguentar a pressão vindo do lado de lá.

domingo, 10 de outubro de 2010

Outro blog bom

Aí ao lado tem a lista de alguns blogs que este blogueiro acompanha. Segue mais uma sugestão: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/ É o blog do Augusto Nunes. O cara é bom.

Eles na TV

Assisti ao primeiro programa eleitoral do segundo turno. O programa do José Serra melhorou. Finalmente o PSDB percebeu que aquele negócio de "fiz-em-são-paulo-vou-fazer-no-brasil" não dá certo. Geraldo Alckmin tentou fazer isso em 2006 e perdeu para Lula. O programa tucano, depois de 8 anos, resolveu mostrar Fernando Henrique Cardoso, valorizar o Plano Real e mostrar que Lula deu continuidade à política econômica do governo FHC. Que demora, hein? Vamos ver o desenrolar da propaganda. Se brincar o Serra pode voltar a dizer "fiz-em-são-paulo-vou-fazer-no-brasil".
O programa de Dilma Rousseff tentou mostrar que ela saiu fortalecida depois do primeiro turno. Falou da quantidade de votos recebidos. E, como não poderia deixar de ser, fez comparações entre o governo Lula e o governo FHC. Para os petistas, FHC governou só para os ricos. Pois é. Só não falaram o recorde de lucros dos banqueiros no governo Lula. E olha que o Lula sempre falou mal dos banqueiros quando era opositor. Imagina o que ele faria se elogiasse?
Vamos ver o desenrolar desta história. Vamos acompanhar. Não vamos fazer o que os diretores dos institutos de pesquisa fizeram durante o primeiro turno. É melhor acompanhar, analisar do que se fazer de Mãe Diná das eleições.

sábado, 2 de outubro de 2010

"Agora, Mozart!" por Diogo Mainardi

Demi Moore tem um Toto. Brad Pitt tem um Toto. Madonna tem um Toto. Leonardo DiCaprio tem um Toto. Nesta semana, imitei-os e também encomendei um Toto.

O que é Toto? Toto é um vaso sanitário. Mais exatamente: Toto é uma marca japonesa de vasos sanitários. O modelo que encomendei foi o Neorest 550. Uma reportagem da revista Barron’s apelidou-o de “Maserati do encanamento”. Para mim, foi a reportagem do ano.

O Neorest 550 tem a tampa aquecida. Segundo a Barron’s, Whoopi Goldberg, que mandou instalar vasos sanitários da Toto em seus seis banheiros, aprecia particularmente essa característica. A tampa sobe e desce automaticamente. E se higieniza depois de cada uso. Para abafar os sons provenientes do banheiro, o Neorest 550 toca Mozart. Enquanto isso, um catalisador se encarrega de eliminar os odores mais repulsivos.

O motivo que me levou a encomendar o Neorest 550, porém, foi outro. Ele possui um mecanismo interno que, acionado por con-trole remoto, funciona como um bidê, borrifando água morna do centro, da parte dianteira e da parte traseira. Em seguida, um jato de ar quente enxuga a área umedecida. Tito, meu menino mais ve-lho, tem uma série de impedimentos motores, mas faz quase tudo sozinho, exceto ir ao banheiro. Com o Toto, Tito poderá superar também essa barreira.

Nos últimos oito anos, publiquei um monte de artigos sobre Lula. A partir deste domingo, com a escolha de um novo presidente, ele ficará para trás. Nunca mais terei de citar seu nome. Nunca mais precisarei saber o que ele diz. Poderei me dedicar a temas menos passageiros, como o vaso sanitário da Toto.

Pessoalmente, meu interesse por Lula sempre foi nulo. Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, eu o via como um gordinho oportunista. Agora, em 2010, depois de dois mandatos sucessivos, continuo a vê-lo da mesma maneira: como um gordinho oportunista. Entre Lula e o vaso sanitário da Toto, interesso-me muito mais pelo vaso sanitário da Toto. Se o maior mérito de Lula, reconhecido por todos, foi ter evitado mexer na economia, posso garantir que o vaso sanitário da Toto, em seu lugar, teria mexido ainda menos. E teria tocado Mozart para abafar os sons provenientes do PT.

Mas, assim como Lula aparelhou a Anac, ele aparelhou também, por longo tempo, minha coluna. Semanalmente, ao abrir a gaveta de minha escrivaninha, eu me surpreendia com o que encontrava e dizia: “Caraca, mais um aparentado de Erenice Guerra está escondido aqui dentro!”. E, em vez de escrever sobre o vaso sanitário da Toto, acabava escrevendo outro artigo sobre Lula.

Neste domingo, Lula tentará eleger uma aparentada de Erenice Guerra como sua sucessora. Será seu ato final. Depois disso, acabou. Escrevo seu nome pela última vez em minha vida: Lula. E agora? Agora, Mozart!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Pega água lá"

Não estou assistindo às propagandas políticas na televisão. Mas ontem, enquanto jantava, assisti algumas partes. Ontem foi dia dos candidatos ao governo fazerem suas promessas que nunca serão realizadas.
Vi Iris Rezende conversando com Lula. Os dois tentaram parecer amigos de infância, como se fossem aliados de muitos anos. Lula vive criticando o governo anterior, não é mesmo? Mas Iris Rezende foi ministro da Justiça do governo anterior. Será que Lula sabia disso? Acho que não. Lula e seus petralhas nunca sabem de nada. Aliás, meses atrás Lula esteve em Goiânia e nem citou Iris Rezende como seu candidato por estas terras. Teceu vários elogios à Henrique Meirelles. Iris foi tão ofuscado que Lula o confundiu com um garçom quando disse para o então prefeito de Goiânia: "Pega água lá". Vai ver, depois da conversa entre Lula e Iris mostrada ontem, o primeiro deve ter dito ao segundo: "Pega água lá".

Cidinho é o FHC de Vanderlan

O Diário da Manhã de hoje nos mostra que o governador Alcides Rodrigues é uma espécie de Fernando Henrique Cardoso da campanha de Vanderlan Cardoso (PR). Cidinho não é mostrado. Das poucas propagandas que vi do candidato que se diz governista (o slogan dele é "Goiás no rumo certo") não vi Alcides Rodrigues pedindo votos para Vanderlan ou Vanderlan dizendo que, se eleito, vai continuar a fazer tudo aquilo que Cidinho fez. Alcides virou Fernando Henrique Cardoso: deve ser escondido, é nome amaldiçoado e se pronunciado deve bater três vezes na madeira. Assim como o tucano José Serra esconde FHC da sua campanha, Vanderlan esconde Cidinho.

sábado, 18 de setembro de 2010

O hino do blog

Em tempos de Lula, Dilma, Erenice, Dirceu e petralhadas nada melhor que o hino deste blog, Metal contra as nuvens da Legião Urbana:

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

domingo, 5 de setembro de 2010

A herança do lulismo é a ilegalidade

Vergonhosa, asquerosa, nojenta. Eis as definições para a quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra praticada por algum aloprado petralha escondido na folha de pagamento da Receita Federal. É apenas uma amostra do que o lulismo está fazendo no governo. Contra adversários eles armam dossiês, cometem falcatruas, rasgam a Constituição. E ainda contam com a benção de Lula. Este, aliás, quer jogar a culpa em Serra. Não só Lula como o PT. A priori, os petralhas disseram que foi a própria filha do candidato tucano que pediu seus dados à Receita. Depois nós vemos a mentira caindo quando a procuração que seria de Verônica Serra era falsa.
Para beneficiar Lula e seus aliados, os aloprados petralhas são capazes de tudo. Em 2006 as garras deles foram flagradas pela Polícia Federal quando tentavam comprar um dossiê falso contra José Serra. Quatro anos depois nós vemos os mesmos aloprados em ação, mostrando que o fato ocorrido quatro anos antes em nada interferiu em suas atividades ilegais. Eles continuaram usando a máquina pública em favor do partido. Enquanto Lula continuar aplaudindo seus aloprados a máquina pública continuará sendo usada para produzir dossiês, acessar dados sigilosos de forma ilegal.
E a herança que Lula vai deixar é a ilegalidade. Tudo é permitido para beneficiar aliados até quebrando sigilo fiscal da filha do candidato a oposição. Os aloprados de 2006 estão soltos. Quem me garante que os aloprados de 2010 irão para a cadeia? Enquanto Lula passar a mão na cabeça deles não haverá punição. E sem punição a Constituição continuará sendo rasgada por aloprados que fazem seus serviços sujos a mando do chefe.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lula e a imprensa (outra vez)

Sei não, mas caso Dilma Rousseff seja eleita presidente da República, a imprensa vai penar. Os petistas estão muito enfurecidos com ela. Até Franklin Martins atacou a imprensa.
Ontem, para variar, Lula desceu o sarrafo na imprensa. Disse ele: Eu acho que o empresariado aprendeu muito, o governo aprendeu muito, os sindicalistas aprenderam muito. Acho que a imprensa vai precisar aprender um pouco ainda, porque eu nunca vi gostar tanto de notícia ruim.
Notícia ruim? Ora essa, seu Lula! Veja a maneira como a imprensa tratou a sua candidata quando as pesquisas presidenciais começaram a ser divulgadas. Quando José Serra ainda liderava as pesquisas sempre os jornais falavam que Dilma Rousseff cresceria. Serra era líder, mas a manchete dizia que Dilma estava crescendo.
Mesmo quando a maré está favorável o petismo acha uma maneira, um momento para atacar a imprensa. Isso é muito ruim. Notícia boa ou notícia ruim, é isso que os jornais, as revistas, os sites, as televisões, as rádios devem noticiar. Lula quer uma imprensa ajoelhada, que só escreva e fale o que foi bom para ele, seu governo e seus aliados. Não conseguiu. Só faltava Dilma Rousseff vencer as eleições e Franklin Martins decretar uma medida que coloque a imprensa nos moldes do novo governo. Aí vai ser dose.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E o PSDB não vai fazer nada?

O PT diz que vai processar José Serra por causa das declarações sobre a quebra de sigilo fiscal que alguns petralhas fizeram contra aliados do tucano. O PT processando Serra... Será que o PSDB nunca pensou em processar o PT pelas declarações contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Tem horas que eu tenho dó do FHC. Ninguém o defende, nem o próprio partido.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Foi o Lula que disse

O Estadão online de hoje tem uma reportagem que merece atenção. Lula está melancólico. Sabe que seus dias de vida boa no Palácio do Planalto está acabando. Aí ele solta uma das suas. Lula disse que queria mais alguns anos de mandato. Ai que dó dele.
Lembro de vários petistas e aliados dos petistas pedirem para alterar a Constituição e permitir que Lula disputasse um terceiro mandato. Lula negou. O PT dizia que era coisa da imprensa e da oposição (os alvos de sempre). Hoje Lula desmente as argumentações petistas. Ele queria sim ficar mais tempo no poder. Segue abaixo a reportagem do Estadão online e toda a melancolia lulista por deixar a vida boa no Palácio do Planalto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "lamentou" não ter mandado ao Congresso uma emenda à Constituição que lhe permitisse aumentar o seu mandato na Presidência da República. "Está certo que está no final do mandato, mas junto com esta lei complementar podia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato", disse ele, ao sancionar alterações na Lei Complementar 97, que amplia os poderes do Ministro da Defesa e estende à Marinha e à Aeronáutica o poder de polícia nas fronteiras, que apenas o Exército possuía.

Em seu primeiro discurso na primeira cerimônia realizada na volta ao Palácio do Planalto, Lula falou ainda do seu "arrependimento" de não ter comprado um maior, ou talvez dois aviões do tipo Airbus A-319, como o adquirido, por causa do tamanho das delegações de empresários que costuma levar em suas viagens pelo mundo para ampliar os negócios com o Brasil. "Hoje eu sei que precisava", prosseguiu Lula, no discurso de improviso.

O presidente brincou ainda com os comandantes militares ao agradecer a cooperação e a compreensão deles no entendimento da necessidade de modificações na legislação. Brincou porque chamou todos de "companheiros", lembrando que, se tivesse mais um ano de governo, daqui a pouco estaria chamando-os de "camaradas", expressão usada pelos comunistas ao se dirigir aos seus colegas.

CPI da Câmara do DF recomenda indiciamento de 22 pessoas

No G1

A conclusão da CPI da Codeplan, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, sugere ao Ministério Público o indiciamento de 22 pessoas, entre elas os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz e o ex-vice Paulo Octávio, por pagamentos sem contrato, dispensa de licitações, superfaturamento de preços, entre outras irregularidades.

Procurado pela TV Globo, Arruda não foi encontrado. Paulo Octávio disse que só responderá depois que tiver acesso ao relatório. Roriz afirmou que os contratos foram firmados no governo do PT.

O relatório da CPI tem 98 páginas onde o suposto esquema de corrupção é detalhado com base nas investigações da Polícia Federal, nos depoimentos prestados ao Ministério Público Federal e à CPI. Leia mais aqui.

Comentário

Pois é. O PT sempre diz que o seu mensalão é uma invenção da imprensa. Imagine se José Roberto Arruda, chefe do mensalão do DEMO, disser que tudo isso que está aí na reportagem é uma armação da imprensa golpista? Tudo que é ruim para o PT a culpa é da imprensa, da elite e da oposição. Tudo que é ruim para a oposição (e logicamente bom para o PT) merece apoio, investigação e punição aos culpados. Pobre do José Roberto Arruda que não tem ninguém para teorizar suas sujeiras como o PT tem espalhado em tantos lugares.

É tudo culpa da imprensa

Já sei! Já sei! É tudo culpa da imprensa, não é mesmo? A reportagem abaixo, publicada no Estadão online, mostra como os aloprados petistas usam a máquina pública para o bem do partido. Eles fizeram isso em 2006 e fazem agora em 2010.
É simplesmente nojento ler os comentários que seguem abaixo da reportagem. É a baba petralha sendo expelida a todo momento. Baba contra a imprensa, é claro! Foi algum jornalista que fez a funcionária da Receita Federal repassar a senha para quem não devia. Se dependesse de Franklin Martins nós nem saberíamos desta notícia.

Mais aloprados do que nunca

Por Leandro Colon e Rui Nogueira
no Estadão online

Investigação interna da Receita Federal revela que acessos suspeitos aos sigilos fiscais de adversários do PT foram além do manuseio dos dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Os documentos mostram que, no mesmo dia, de um mesmo computador e em sequência, servidores do Fisco abriram os dados sigilosos de Eduardo Jorge e de mais três pessoas ligadas ao alto comando do PSDB. São elas: Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado.

O Estado teve acesso a informações do processo aberto pela Corregedoria da Receita para saber quem acessou e por que os dados de Eduardo Jorge foram abertos em terminais da delegacia da Receita Federal em Mauá (SP). Essas informações foram parar num dossiê que teria sido montado por integrantes do comitê de campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). A oposição acusa funcionários do governo de violarem os sigilos fiscais de tucanos para fabricar dossiês na campanha eleitoral.

Os dados da investigação revelam que as declarações de renda de Eduardo Jorge e dos outros três tucanos foram acessadas do mesmo computador, por uma única senha, entre 12h27 e 12h43 do dia 8 de outubro do ano passado. O terminal usado foi a da servidora Adeilda Ferreira Leão dos Santos. A senha era de Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. Às 12h27, foi aberta a declaração de renda de 2009 de Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações do governo de Fernando Henrique Cardoso. Três minutos depois, às 12h30, acessaram os dados do empresário Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima de José Serra. Às 12h31, a declaração de Renda de Ricardo Sérgio foi aberta. Ele é ex-diretor do Banco do Brasil no governo FHC. Às 12h43m41s daquele mesmo dia, o mesmo terminal acessou a declaração de renda de 2009 de Eduardo Jorge. Quatorze segundos depois, os dados referentes a 2008 foram abertos por um servidor da Receita.

Os nomes dos tucanos foram destacados pela própria investigação da Receita Federal, como "contribuintes que despertaram interesse na apuração". O trabalho de apuração da Receita compreendeu os acessos ocorridos naquela delegacia entre 3 de agosto e 7 de dezembro de 2009. Em depoimento à corregedoria da Receita, as duas funcionárias negam envolvimento na abertura desses dados. Dona da senha usada, Antonia Aparecida alega que repassou o código a outras duas colegas e que não sabe quem fez essas consultas.