sábado, 7 de março de 2009

O bisbilhoteiro de volta

Chego, neste fim de semana, a conclusão que os políticos são farinha do mesmo saco. Isso é razão para acomodar, dizer: “Ah, não muda mesmo, então para que se preocupar?”. Muito pelo contrário. É aí que se deve bater neste saco. Bater sem dó e nenhuma piedade. A tapas e pontapés.

Vejam o que está no Estadão de hoje:

A bordo do Aerolula, no voo que o levou de Campinas a Brasília na última segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado explícito para uma plateia de petistas e assessores palacianos sobre o nome da sua preferência para disputar o governo de São Paulo, em 2010: é o do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP).

Certo de que Palocci não será responsabilizado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela violação direta do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, Lula já discute com aliados a candidatura do deputado ao governo paulista.

O presidente da República tem tratado do assunto com regularidade. No voo para Campinas, ele reiterou a sua posição em favor de Palocci numa conversa em que o interlocutor direto era o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) - mas o diálogo foi mantido diante de vários ministros e assessores especiais.


O bisbilhoteiro do PT, que quebrou ilegalmente o sigilo bancário do caseiro Francenildo, é o candidato de Lula para o governo de São Paulo nas eleições do ano que vem. Lula já tem plena certeza que o STF irá inocentar Palocci. E quem disse para o Apedeuta que o bisbilhoteiro tem chance de ser absolvido? Eu pensava que o STF era comandado por Daniel Dantas, hehehe...

Nesta semana nós vimos José Sarney e Renan Canalheiros articulando a volta de Fernando Collor de Melo aos holofotes do cenário político destêpaiz. Vimos um Lula não muito surpreendido com a escolha do presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado. Vimos o silêncio indecente daqueles que pintaram as caras em 1992 para tirar Collor do poder e que volta com tudo neste ano. Terminamos a semana com Lula apoiando a candidatura de Antônio Palocci para o governo de São Paulo. A política brasileira está bem armada. O PMDB ocupando o Congresso Nacional, um presidente corrupto voltando ao cenário político e um ministro bisbilhoteiro sendo escolhido pelo cara, cuja ética não poderia ser questionada segundo os intelekituwaiwais do petralhismo. Este é o Brasil! Esta é a terra onde os políticos são todos iguais. Se eu me acomodo com isso? Que nada! Eu me incomodo e partirei para o ataque sem dó e nenhuma piedade.

"A inteligência brasileira" por Diogo Mainardi

– Chester.
– Copo de polipropileno.
– Chinelo de dedo.
Uma empresa internacional de assessoria, Monitor Group, publicou uma lista com as 101 maiores descobertas brasileiras. É um retrato da engenhosidade nacional. Quem precisa de Arquimedes, se nós criamos a lombada eletrônica? Quem precisa de Leonardo da Vinci, se nós criamos a caipirosca engarrafada? Quem precisa de Thomas Edison, se nós criamos o fast-food de bobó de camarão?
Chu Ming Silveira é autora de uma das 101 maiores descobertas brasileiras: o orelhão. A ideia é particularmente inovadora porque, em vez de diminuir o barulho da rua, como todas as outras cabines de telefone espalhadas pelo mundo, o orelhão, funcionando como uma grande orelha, tem a singularidade de captar os ruídos externos e amplificá-los.
Antes que Chu Ming Silveira desenvolvesse o projeto do orelhão, o Brasil teve outros inventores. O maior deles: Alberto Santos Dumont. Ele é reconhecido por todos os brasileiros como o inventor do avião. Mas sua verdadeira proeza foi conseguir inventar o avião três anos depois de o avião ter sido inventado pelos irmãos Wright. Inventar algo que nunca existiu, como os irmãos Wright, é incomparavelmente mais simples e rudimentar do que inventar algo que já existe, como Santos Dumont. Ele está para a aeronáutica assim como Al Gore está para a internet. Santos Dumont é o Al Gore dos céus.
No ano passado, Dilma Rousseff declarou que a descoberta de petróleo na camada pré-sal "foi produzida pela inteligência brasileira e pela tecnologia brasileira". De fato, o petróleo descoberto no pré-sal consta da lista do Monitor Group, ao lado de outros triunfos da inteligência brasileira e da tecnologia brasileira, como a macarronada pré-cozida da cadeia de restaurantes Spoleto. Para perfurar o terreno até o pré-sal, a Petrobras arrendou duas sondas. A primeira, Ocean Clipper, foi fei-ta em Kobe, pela Mitsubishi, e pertence à Diamond Offshore. A segunda, Paul Wolff, foi feita em Mississippi, pela Ingalls, e pertence à Noble Corporation.
Quando se analisam os contratos assinados pela Petrobras para explorar o petróleo na camada pré-sal, despontam nomes de companhias genuinamente brasileiras como Schlumberger, Aker Solutions, Halliburton, Subsea 7, FMC Technologies, Technip e Mitsui Ocean Development. Em janeiro, um engenheiro estrangeiro disse à revista Offshore que o Brasil é inexperiente no assunto e que "tem um monte de problemas pela frente". Mas quem é capaz de fazer uma macarronada pré-cozida seguramente também é capaz de fazer um buraco no solo para retirar o petróleo do pré-sal.
A inteligência brasileira e a tecnologia brasileira produziram, na Bahia, o orelhão em forma de berimbau. Como é que a gente pode falhar?

"A paz é fruto da justiça". Será?

O título deste post é o lema da Campanha da Fraternidade deste ano que a CNBB promove. O tema em questão é a segurança pública. A Comissão Pastoral da Terra é um dos braços da CNBB. Ontem, ela divulgou uma nota criticando duramente o presidente do STF Gilmar Mendes por conta das suas críticas aos repasses que o governo dá ao MST. A pastoral, é claro, defende os bandidos do MST e ainda relembra o caso Daniel Dantas.

Estou começando a perceber que a Campanha da Fraternidade deste ano não cumprirá seus objetivos. Como pode a paz ser fruto da justiça se uma das pastorais da CNBB apóia um movimento que nem reconhecido pela Justiça é? A Justiça e a paz tem que estar acima da luta de classes, coisa que os bispos da Pastoral da Terra parecem não querer. Aí vem aquele lixo marxista que infesta a Igreja Católica desde o surgimento da Teologia da Libertação, esse negócio de que fulano é da elite e é contra o pobre coitado do MST que invade propriedade alheia.

A comissão deveria estar satisfeita ao ver Gilmar Mendes disposto a acelerar os processos sobre conflitos agrários. Isso poderia investigar as mortes que acontecem no campo, mas a Comissão Pastoral da Terra quer mesmo é que os processos que beneficiem os baderneiros do MST obtenham vantagem.

A CNBB contradiz o que propõe na Campanha da Fraternidade deste ano. Justiça para a entidade tem que beneficiar aqueles que estão debaixo da sua asa. Caso contrário será alvo de notas nojentas que ainda tem o destempero de citar o Santo Evangelho. Amar o próximo como a ti mesmo, o principal ensinamento de Jesus, está longe da comissão dos bispos.

Será que a paz é mesmo fruto da Justiça? A CNBB não cobra que o MST exista legalmente. Pelo visto, o fruto que a CNBB tanto espera vai demorar a amadurecer.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tem que obedecer a lei

No Estadão:

A promotora da Vara Agrária de Castanhal, região nordeste do Pará, Ana Maria Magalhães Carvalho, encaminhou ontem ao procurador-geral do Estado, José Ibrahim Rocha, e ao secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo, recomendação para que cumpram imediatamente todas as liminares de reintegração de posse de fazendas invadidas pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) e outros grupos similares em 30 áreas na rodovia Belém-Brasília.

Ela ameaça Rocha e Araújo com ações criminais e civis, caso não seja obedecida. A decisão foi tomada depois de a promotora fazer vistoria em várias fazendas invadidas e constatar que os sem-terra e os "sem-tora" estão derrubando florestas inteiras para produção de carvão
. (Leia mais aqui).

A promotora está certa. Decisão da Justiça tem que ser cumprida. E o Estado não pode ser conivente com as ações criminosas do MST.

Dinheiro público para o MST

Na Folha:

De R$ 8,2 milhões em verbas da Educação, repassados em 2003 e 2004 à Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), R$ 7,3 milhões (90%) foram distribuídos às secretarias regionais do MST em 23 Estados, diz o Tribunal de Contas da União, baseado na contabilidade das entidades.
O movimento não existe como empresa e, portanto, não pode receber dinheiro público.
Os dados do TCU contradizem afirmações do ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), que havia dito que não há provas da ligação entre a Anca e o MST. A afirmação ocorreu após o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, chamar de ilegal a destinação de verbas ao movimento
. (Leia mais aqui)

Pois é... O MST não existe judicialmente. Não existe para invadir e não ter que responder na Justiça pela sua bandidagem. E mesmo assim Lula continua abrindo a torneira para os baderneiros. Até quando?

Era a leitura bíblica do dia

Na Folha:

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) usou ontem um trecho da Bíblia para pedir "um discurso atraente, quando estiver diante do leão". A leitura em forma de pedido foi feita para 15 mil pessoas, durante a missa do padre Marcelo Rossi, no Santuário do Terço Bizantino, uma das mais tradicionais agendas de campanha dos candidatos em São Paulo.
Escolhida pelo presidente Lula para concorrer a sua sucessão, mas ainda sem se assumir oficialmente pré-candidata do PT à Presidência em 2010, Dilma foi convidada pelo padre a ler uma passagem do Antigo Testamento: "Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. E livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar", diz o trecho do capítulo 4 do livro de Ester lido por Dilma.
Foi a participação mais ativa da ministra no evento. Ela sentou na primeira fila da área reservada para personalidades públicas, no palco. Ao seu lado estavam o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) e o vereador Gabriel Chalita (PSDB-SP).
Os organizadores não informaram quem escolheu qual passagem bíblica seria lida pela ministra. Dilma não comungou, não cantou músicas -apesar de em muitos momentos ter acompanhado com palmas. Na parte final da missa, ela segurou uma vela, como fez grande parte da plateia. Sua assessoria não confirmou se é católica.
A ministra também não participou das brincadeiras do padre Marcelo, tradição das missas. Quando ele pediu para que levantasse a mão "quem já teve o coração partido", Dilma não se moveu. Ao seu lado, Chalita ergueu as mãos. Mas, ao final, ela não fugiu da chuva de água benta distribuída pelo prelado.
Dilma não quis falar com a imprensa e deixou o local assim que o evento se encerrou.
Segundo pessoas que a acompanharam, a ministra teria decidido participar da missa após ouvir do vice-presidente, José Alencar, que os encontros "são especiais" e que ele teria ficado muito impressionado com a participação popular no evento. Ela teria entrado em contato com o padre, que a convidou. Foi a primeira vez que Dilma participou da missa no local.
Chalita disse que a ministra comentou, antes de deixar o evento, que "adorou" a missa, e que a celebração a teria feito "muito bem". Segundo o vereador, ela recebeu de presente da mãe de Marcelo Rossi uma coleção de 50 terços para "distribuir a pessoas que quer bem".
Questionado se se tratava de um evento de campanha, o deputado Jilmar Tatto afirmou que "a campanha é só em 2010". Disse que a ministra aproveitou uma agenda em São Paulo, na tarde de ontem, para participar do evento.
O apoio de padre Marcelo Rossi, fenômeno multimidiático da Igreja Católica, é um dos mais cobiçados pelos candidatos em São Paulo.


A ex-guerrilheira leu o trecho da Bíblia indicada para o dia de ontem. Ela leu a primeira leitura. Nos dias de semana, durante a missa, lê-se uma leitura, um salmo responsorial e o Evangelho, ao contrário dos domingos na qual duas leituras antecedem o salmo e o Evangelho. A leitura é do livro de Ester capítulo 4, versículo 17. É um bonito louvor ao Deus de Abraão. Não sei porquê a organização da missa celebrada pelo Padre Marcelo Rossi não explicou para a reportagem da Folha de São Paulo o rito litúrgico que Dilma Rousseff seguiu. Segue abaixo a leitura do texto bíblico de ontem:
Naqueles dias, na rainha Ester, temendo o perigo de morte que se aproximava, buscou refúgio no Senhor. Prostrou-se por terra desde a manhã até o anoitecer, juntamente com suas servas, e disse:“Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, pois eu mesma me expus ao perigo. Senhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas, Senhor, até o fim, todos os que te são caros.
Agora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus. Vem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. E livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Os dinossauros

Ontem teve programa eleitoral do PCB. Este partido ainda existe? Existe e continua com o mesmo discurso de antigamente. Só o comunismo pode salvar o mundo da crise. O capitalismo já era. Os dinossauros continuam aparecendo na TV e ainda dizendo que o partido que representam é “o partido do século XXI”. O mundo muda, as pessoas mudam, mas só o PCB continua o mesmo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ainda sobre o Bolsa Família e a oposição

Lula criticando a oposição por causa do Bolsa Família (ver post abaixo deste)? Quem pegar a origem de tal programa verá que é a unificação dos programas sociais iniciados no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas Lula não é besta de dividir os louros eleitorais do Bolsa Família com FHC.
Na campanha presidencial de 2006, o então candidato tucano Geraldo Alckmin nunca confrontou Lula sobre o Bolsa Família. Deixou o Apedeuta se vangloriar, se achar o novo “Pai dos Pobres”. Com uma oposição dessas Lula criticando-a... Ele deveria agradecer ao PSDB e ao DEMO que não fazem nada para lembrar do que Lula juntou e continuou do governo Fernando Henrique Cardoso

Não tem saída

Na Folha online:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira a execução dos programas sociais colocados em prática governo federal. Sem citar a oposição que o acusa de utilizar esses programas com objetivos eleitorais, Lula disse que foram essas políticas sociais as responsáveis pelo crescimento econômico no país.

Atualmente, o presidente e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) são alvos de uma ação na Justiça Eleitoral sob a acusação utilização de ações governamentais com fins eleitorais.

"No Brasil, toda vez que se faz políticas sociais para os pobres é chamado de assistencialista", afirmou Lula, na presença de ministros, parlamentares e empresários que participam de um seminário econômico organizado pelo CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) --que é um órgão consultivo da Presidência da República.

Para o presidente, não restam dúvidas de que os programas sociais são responsáveis pelo crescimento econômico brasileiro. "Foi exatamente a quantidade de políticas sociais que nós criamos no país que fez o Brasil crescer", disse ele, relacionando os programas Bolsa-Família, Luiz para Todos, entre outros.

No mês passado, o DEM e PSDB representaram contra o presidente e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acusando-os de lançarem um "pacote de bondades" --definindo uma série de medidas para os municípios-- como pré-campanha eleitoral.

A AGU (Advocacia Geral da União), que defende Lula e Dilma na ação, negou a realização de pré-campanha eleitoral --mesmo a ministra sendo virtual candidata à sucessão presidencial. Para o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), o governo federal cumpre suas funções ao executar programas e para com essas ações seria levar à estagnação.

O Bolsa Família é um programa eleitoreiro. O programa não tem porta de saída para quem entra. Quem entra deseja ficar recebendo a esmola de Lula até quando puder.
Nunca vi Lula criticar os bacanas que fazem seus malabarismos para pegar dinheiro do Bolsa Família. Várias denúncias foram feitas a respeito. Será que existe investigação a caminho? Será que Lula sabe disso? É que as denúncias saíram nos jornais e não sei se Franklin Martins selecionou as matérias a respeito para o chefão ler.

Acostumando com tudo

Do site G1:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (5), em Brasília, que não recebeu com “surpresa” a eleição do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) para o comando da Comissão de Infraestrutura do Senado.
Com o apoio do PMDB, mais explicitamente do presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP) e do líder do partido na Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que compõem a base de apoio ao governo, Collor venceu a disputa contra a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
Se a tradição de divisão do comando das comissões fosse levado em conta, o PT teria direito de comandar a comissão, que é importante para o acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em entrevista após a abertura da reunião do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento, realizada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Lula disse que o PMDB apenas cumpriu um acordo feito com Collor à época da eleição de José Sarney. “Os votos que elegeram o Collor foram os votos que elegeram o Sarney. Não vejo isso com surpresa não”, afirmou Lula.
Lula não endossou as críticas do PT à eleição de Collor pela quebra do princípio da proporcionalidade, que garantiria regimentalmente a vaga para a petista Ideli Salvatti. Tradicionalmente, a distribuição das comissões é feita privilegiando as maiores bancadas.
Como o PT tem a quarta maior bancada, e o PTB, a quinta, o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) chamou o acordo que elegeu Collor de "espúrio". “O PT tinha direito [a assumir a comissão] se a proporcionalidade tivesse sido respeitada desde o começo. Não foi. Vivendo e aprendendo. E fazer disso uma boa salada”, afirmou Lula.


Ah, se fosse em outros tempos. Naqueles tempos em que o PT batia no peito e dizia ser o único partido ético do Brasil. Lula não sentiria esta mesma tranqüilidade ao ver Fernando Collor de Melo assumir a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Ao dizer que a eleição de Collor não causou nenhuma surpresa só demonstra os tempos lulistas que o país atravessa: acostumado com tudo. O brasileiro está assim hoje: recebendo notícias políticas sem nenhuma surpresa.

Continuemos! Incomodemos!

Comprei hoje o jornal O Globo. Acabo de ler a coluna do Merval Pereira. Faz um retrospecto dos notáveis que estampam as páginas políticas dos jornais de hoje. José Sarney era aliado dos militares. Seu final de governo foi melancólico. Fernando Collor de Melo e Lula atacavam sem dó e nenhuma piedade o primeiro governo civil pós-ditadura. Sem falar que os próprios candidatos se atacavam. Merval relembra as falas de Lula quando Collor caiu em 1992 e deste quando Lula via seu esquema do mensalão ir por água abaixo. O colunista do Globo relembra também Renan Canalheiros e o suspeito dinheiro que ele usou para pagar pensão da filha que teve com uma amante. Na coluna é lembrado até o pedido de desculpas que o então candidato a Prefeitura do Rio Eduardo Paes mandou para Lula e Marisa Letícia por causa das duras críticas que fizera ao governo na época da CPI dos Correios. Paes criticava a transformação repentina de Lulinha de um simples trabalhador de zoológico para um grande empresário.

Lendo a coluna de Merval Pereira hoje no Globo percebemos como está a política brasileira. Podre, cheia de políticos sujos que roubaram dinheiro público ontem e que hoje ganham altas posições nos poderes da Banânia. Reparem nos rostos de José Sarney, Renan Canalheiros e Lula se eles se sentem culpados pela baixa qualidade e produtividade na política do Brasil? Eles sempre aparecem sorrindo, como se a realidade fosse assim mesmo e que nada mudaria. São eles os formadores de quadrilha que roubam estêpaiz. São eles que merecem tapas e pontapés. São eles que procuram sempre se dar bem não se importando o meio utilizado.

E, para concluir, quem critica hoje a nefasta política brasileira é taxado de “hipócrita”, “falso moralista”, “indignação seletiva”. Pois é... Além de assistir ao deprimente quadro político brasileiro sempre aparece algum petralha mandando os incomodados com todo este teatro sujo se calarem. Mas eles não conseguirão calar as poucas, mas ainda existentes vozes que resistem a tudo que está acontecendo no Brasil. Continuemos! Incomodemos!

Que mamata!

No Estadão:

Beneficiada nos últimos cinco anos com R$ 10 milhões em verbas federais oriundas de convênios ou emendas parlamentares, a União Nacional dos Estudantes (UNE) garante que "mantém sua independência e não é comprável por nenhum governo". Quem afirma é a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, que atribui a abertura das torneiras - os repasses aumentaram em mais de 20 vezes - ao maior acesso oferecido pelo governo Lula: "Nos anos de Fernando Henrique, tínhamos muita dificuldade de diálogo."

Pois é... Talvez, se Fernando Henrique Cardoso tivesse repassado alguma bufunfa para a UNE não haveria tantos protestos contra seu governo. Lula oferece as tetas estatais para os esquerdopatas que infestam o meio acadêmico. Alguém já viu a UNE criticar Lula? Para que, né? Aliás, o que a senhorita Lúcia Stumpf tem a nos dizer sobre a volta de Fernando Collor de Melo aos holofotes nacionais depois da sua eleição para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado? Em 1992, a UNE puxava as manifestações contra o caçador de marajás. O que ela tem a nos dizer agora? Nada! Mamando nas tetas lulistas não tem jeito de falar alguma coisa.

Injustiças? Que injustiças?

No Estadão:

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que respeita as afirmações do senador Jarbas Vasconcelos (PE) contra o PMDB, mas criticou a generalização das denúncias, que, segundo ele, pode levar a injustiças. "Acho que apontar nomes e fatos específicos seria um passo além da denúncia que atinge a todo um aglomerado partidário. Portanto, eu respeito as denúncias do senador Jarbas, mas em qualquer atividade, em especial na vida pública, a generalização, a meu ver, pode levar a algumas injustiças."

Depois de afirmar, em entrevista à revista Veja, que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" e "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas", Jarbas, em discurso da tribuna do Senado anteontem, voltou a atacar o próprio partido. Ele cobrou uma auditoria oficial nos fundos de pensão de estatais e disse que "os acontecimentos" no Real Grandeza "são uma prova clara e inequívoca" das práticas que denunciou.

O PMDB costuma ser apontado como possível plano B de Aécio caso ele não consiga se viabilizar como presidenciável do PSDB em 2010. Ele nega que tenha intenção de deixar o partido.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) apoiou ontem o senador pernambucano. "Jarbas expressou um sentimento que estava parado no ar. As pessoas estão cansadas de corrupção e impunidade. Quem tem amor ao País dará razão a Jarbas. As coisas estão demais", disse, após de participar de evento da ONG Alfabetização Solidária em São Paulo.


Como assim? Depois da entrevista de Jarbas Vasconcelos alguém se prontificou a dizer que era um peemedebista que não se encaixava na parte que só quer mesmo corrupção? Na semana seguinte a entrevista, a revista Veja ressaltou o silêncio do PMDB perante a entrevista e apontou vários nomes do partido que estão sendo investigados. Se Aécio Neves que nomes de corruptos no PMDB eu o ajudo a refrescar a memória: Renan Canalheiros, Jader Barbalho, José Sarney...
O que Aécio quis mesmo foi dar um recado ao PSDB. Ele quer ficar de bem com todo mundo, inclusive com o PMDB. Se o ninho tucano não o escolher como candidato a presidência quem sabe o governador mineiro não vá procurar apoio na boa parte do PMDB que só quer saber de corrupção para a sua candidatura?

Marconi deixou Dilma pautar o depoimento

Fernando Collor de Melo é o novo presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado. Vai assumir a vaga de Marconi Perillo. O que será que Marconi fez nesta comissão? Um trecho de uma reportagem de hoje da Folha de São Paulo: Como presidente de comissão, Collor terá poder para convocar reuniões, definir a pauta de votações e indicar relatores de projetos. Seu antecessor foi Marconi Perillo (PSDB-GO), que articulou a convocação de Dilma para depor sobre o dossiê de gastos da era FHC.

Peraí! Marconi não articulou a convocação de Dilma Rousseff para depor sobre o dossiê anti-FHC. Quando o senador goiano era presidente da Comissão que o famigerado ex-presidente assume convocou Dilma para falar sobre o PAC. Marconi deixou para os colegas da comissão os questionamentos sobre o dossiê. Marconi deixou Dilma pautar aquela sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado. Aliás, no dia 6 de maio do ano passado escrevi aqui:

Marconi Perillo já quer aliviar a barra de Dilma Rousseff no Senado. Ele disse: Vamos conduzir a sessão de forma equilibrada, respeitosa. O objetivo é debater o PAC, mas também não vamos cercear a liberdade de cada senador, nem podemos fazer isso. Vou manter a imparcialidade. Parece até que Marconi é da base aliada. Ele é presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Ele é do PSDB. Ele vai deixar que Dilma só fale do PAC, mas vai deixar os senadores perguntarem o que quiserem. Como assim? Que oposicionista é esse? Ao invés de dizer, com todas as letras, que Dilma vai ter que responder perguntas sobre o dossiê anti-FHC produzido na Casa Civil, Marconi fica em cima do muro. Este é o grande herói de Goiás. Este é o cara que as marconetes tanto defendem. Marconi Perillo demonstra como é a oposição do PSDB: sempre aliviando a barra dos petistas. Oposição mesmo só o DEMO. Oposição mambembe, mas bem melhor que o PSDB. Marconi é o tucano-lulista que, apesar de estar na oposição, sempre procurar defender o governo, enxergar o “lado bom” do governo.

Será que Marconi articulou mesmo a convocação de Dilma?

Farinha do mesmo saco

Na Folha:

Tidas como órgãos vitais do Poder Legislativo, as 31 comissões permanentes do Congresso serão comandadas por 11 parlamentares investigados ou processados no Supremo Tribunal Federal. Alguns deles receberam doações de campanha de empresas diretamente interessadas em temas tratados nas comissões que vão dirigir.
Os presidentes das 20 comissões permanentes da Câmara e 11 do Senado foram eleitos ontem, depois de designados pelos partidos. Entre eles, 17 não têm formação profissional relacionada aos assuntos usualmente discutidos nas reuniões, segundo suas biografias.
Não à toa, as indicações foram precedidas de grande disputa. As comissões são responsáveis pela análise prévia dos projetos. Lá pode ser agilizada ou emperrada a tramitação de uma proposta. Elas também têm poder de convocar autoridades, como ministros, a prestar esclarecimentos.
Alguns presidentes indicados pelas legendas estão envolvidos em novas denúncias. À frente da Comissão da Amazônia, Silas Câmara (PSC-AM), já fora acusado de por ex-funcionários de seu gabinete de ter embolsado parte de seus salários. Agora é suspeito de falsificar a certidão de nascimento da filha adotiva do parlamentar para inscrevê-la no plano de saúde de funcionários da Casa.
No Senado, o tucano Eduardo Azeredo (MG), agora presidente da Comissão de Relações Exteriores, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por envolvimento no mensalão mineiro, esquema de desvio de verba supostamente ocorrido no período em que ele tentava se reeleger ao governo de Minas, em 1998.
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que comandará a Comissão de Assuntos Sociais, responde a inquérito por crime de responsabilidade, do tempo em que foi prefeita de Mossoró, suspeita de favorecer uma empresa em uma obra na cidade.
Além dos três, também são investigados os deputados Roberto Rocha (PSDB-MA), Sabino Castelo Branco (PTB-AM), Eduardo Sciarra (DEM-PR), Elcione Barbalho (PMDB-PA), Eduardo Gomes (PSDB-TO); e os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Fernando Collor (PTB-AL).


Tanto o governo como a oposição tem políticos devendo explicações na Justiça e mesmo assim são escolhidos para comissões no Senado. Vai ver ninguém sabe de nada lá na Casa, não é mesmo?
Quando o PT era oposição não me lembro de falarem da relação Roberto Teixeira – Lula. Aliás, para saber mais sobre as armações petralhas no período em que a turma batia no peito e se dizia ética sugiro a leitura do livro Já vi esse filme de Luiz Maklouf Carvalho.
Já que todo político está no mesmo saco, tratemo-os a tapas e pontapés.

Podcast do Diogo Mainardi: "Prestando Contas"

Eu já elogiei Barack Obama. Como é? Nunca elogiei? Nunca mesmo? Nesse caso, elogio aqui, agora, pela primeira vez.
Alguns dias atrás, Barack Obama anunciou seus planos para o Iraque. Ele reconheceu plenamente o sucesso militar dos Estados Unidos, que garantiu aos iraquianos "a oportunidade de ter uma vida melhor". Mais importante do que isso, ele contrariou suas promessas eleitorais e se comprometeu a manter no país, por um período indeterminado, até 50 mil soldados, mesmo depois da retirada oficial das tropas, em 31 de agosto de 2010.
Nos últimos anos, fiz um monte de comentários sobre a guerra no Iraque. Dei uma espiada em meus artigos a respeito do tema, para contabilizar acertos e erros, e prestar contas aos meus leitores. Em
29 de outubro de 2003, afirmei:
"Os iraquianos tiveram sorte. Só um presidente suicida como Bush poderia ter entrado numa guerra dessas. A guerra foi ruim para os americanos e boa para os iraquianos, [com] o fim de Saddam Hussein. Espero que Bush seja reeleito e cumpra seu dever de reconstruir o que ajudou a destruir, ainda que isso aumente o buraco financeiro americano. Minha previsão é que Bush será reeleito no ano que vem e, por causa do elevado custo da aventura iraquiana, sairá da Casa Branca em 2008 como o presidente mais impopular da história".
Retomei o assunto em
20 de outubro de 2004, ao comentar a disputa entre George Bush e John Kerry:
"Eu só torceria por um candidato que se comprometesse a mandar mais soldados para o Iraque. [Para] Bush, significaria admitir que a guerra foi pessimamente planejada. Se os Estados Unidos pretendem garantir a transição política no Iraque, e impedir que o país entre numa guerra civil, precisam se mexer sozinhos. O futuro dos iraquianos depende da disponibilidade do próximo presidente americano de mandar mais soldados para o sacrifício".
Dois anos e meio depois desse artigo, o presidente reeleito George Bush seguiu minhas ordens e mandou mais tropas para o Iraque. Fui um dos primeiros comentaristas a proclamar o sucesso dessa estratégia. Em
31 de outubro de 2007, eu disse:
"Os americanos alarmaram-se tanto com o número [de mortes no Iraque] que aceitaram mandar mais 30 000 soldados para lá. Resultado? Em fevereiro de 2007, quando as novas tropas desembarcaram no país, registraram-se 3 014 mortes. Em agosto, elas já haviam diminuído para 1.674. Em setembro, 848. Em outubro, até a última quinta-feira, morreram 531 iraquianos".
Repeti alguns desses argumentos em
26 de março de 2008:
"A guerra no Iraque acaba de completar cinco anos. Os americanos erraram militarmente, erraram politicamente, erraram estrategicamente. George W. Bush tem de ser responsabilizado por isso. Mas eu topo dizer que os Estados Unidos acertaram ao derrubar o tirano genocida Saddam Hussein. E topo dizer também que a guerra no Iraque pode e tem de ser vencida".
Em
6 de agosto de 2008, durante a última campanha presidencial, antecipei alguns dos fatos mais recentes:
"A guerra no Iraque acabou. Só que ninguém parece ter notado. Ao contrário do que dizia Barack Obama, os Estados Unidos derrotaram os tártaros. Ao contrário do que dizia John McCain, seus soldados já podem se preparar para a retirada".
Eu já elogiei Diogo Mainardi? Já. Até demais.

Tem que investigar mesmo

No Jornal do Brasil:

O Conselho Nacional de Justiça, com o voto de minerva do corregedor-geral de Justiça, ministro Gilson Dipp, aprovou ontem uma recomendação aos tribunais ­ proposta pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes ­ para que "priorizem e monitorem constantemente o andamento de processos judiciais envolvendo conflitos fundiários" e "implementem medidas concretas e efetivas objetivando o controle desses andamentos". O ministro Gilmar Mendes ­ que passara a presidência da sessão do CNJ para o ministro Dipp ­ disse, mais tarde, que a providência nada tinha a ver com críticas veladas que fizera à atuação do Executivo e do Ministério Público no combate às invasões de fazendas pelo Movimento dos Sem-Terra e similares: ­ É bom que haja uma atuação do MP, fazendo a distinção entre repasses legítimos e ilegítimos a esses movimentos. Mas é preciso haver decisão. Já estamos a dois anos do final do governo Lula. Essas investigações vão ser feitas no próximo governo? Os recursos públicos não são recursos do governo, e a sociedade não tem de pagar por isso. Não podemos esperar mais.

O presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes é uma das poucas vozes lúcidas no Brasil. É preciso investigar com urgência as verbas que Lula passa para os “movimentos sociais”. É preciso saber de tudo! E Gilmar Mendes tocou num ponto interessante: será que o próximo governo vai dar andamento às investigações sobre os repasses aos baderneiros de plantão?

quarta-feira, 4 de março de 2009

A tapas e pontapés

Na Folha online:

A aliança firmada entre o PT e o PSDB nas eleições para a presidência do Senado não conseguiu garantir a vitória da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) para presidir a Comissão de Infraestrutura do Senado. Apesar de três senadores tucanos terem declarado apoio à petista na comissão, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-SP) foi eleito com 13 votos para o cargo com o apoio do DEM e do PMDB --partido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A vitória de Collor fortaleceu o PMDB no Senado, especialmente o líder do partido, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan conseguiu mobilizar aliados para aprovar a indicação de Collor depois que o PMDB prometeu a presidência de uma comissão permanente da Casa para o ex-presidente --em troca do apoio do PTB na campanha do senador José Sarney (PMDB-AP) para a presidência da Casa.

O PT, que se uniu ao PSDB na campanha do senador Tião Viana (PT-AC) para a presidência do Senado, votou unido em favor de Ideli na comissão --que obteve o total de dez votos. O PSDB, com quatro vagas na Infraestrutura, concedeu apenas três votos a petista --uma vez que o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), aliado de Sarney, se ausentou da votação.

Além da chamada "tropa de choque" de Renan na comissão, Collor ainda contou com o voto da bancada do DEM --que se uniu ao PMDB na campanha de Sarney. DEM e PSDB seguiram caminhos opostos desde a disputa pelo comando do Senado, quando os dois partidos de oposição concederam separadamente apoios a Tião e Sarney.


Que bela oposição nós temos. O PSDB apóia o PT e o DEMO apóia Fernando Collor de Melo. Collor é do PTB, partido da base aliada de Lula que, por sua vez, é do PT. Todos são iguais, não é mesmo? Portanto, devem receber o mesmo tratamento: a tapas e pontapés.

PS: Por que o senador goiano Marconi Perillo (PSDB) se ausentou da votação. Por falar nele, para ressaltar que, na política, todo mundo é igual, a reportagem fala que o ex-governador de Goiás é aliado de José Sarney. Este é do PMDB e o PMDB de Goiás é adversário de Marconi Perillo. Mais tapas e pontapés neles!

Com ajuda do amigo Renan

Fernando Collor de Melo é o novo presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado (ver post abaixo deste). Mas ele contou com a ajuda do seu velho amigo Renan Canalheiros. Como é bom ter amigos, não é mesmo? Renan era o braço direito do então presidente Collor no Congresso.

E Collor vence o PT

Na Folha online:

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) venceu nesta quarta-feira a queda-de-braço com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) pela presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Collor foi eleito com 13 votos contra dez recebidos por Ideli, numa disputa que dividiu aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o grupo de Ideli.

Em 1992 foi o PT que venceu Fernando Collor de Melo colaborando e muito na campanha pelo impeachmeant do então caçador de marajás. Dezesseis anos depois é Collor que vence o PT ao ser eleito presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado.
Cadê os cara-pintadas? Não vão fazer nada? Pelo visto, a mamata dada por Lula aos “movimentos sociais” fizeram com que os aqueles que protestavam contra os corruptos se calassem, ou melhor, deixassem correr solto o que sempre aconteceu sistematicamente nestêpaiz. Collor está de volta e derrotando o PT de Ideli Salvatti.