quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Botinha Cor de Rosa no "Fala que eu te escuto"

Fabiana Scaranzi virou repórter do programa “Fala que eu te escuto” da Rede Record. É mais um programa da igreja do bispão Edir Macedo. Fabiana não merecia isso. Quem merecia era Paulo Henrique Amorim. Imagine você, todo deprimido, precisando de uma ajuda espiritual e liga para o “Fala que eu te escuto”. Aí alguém diz do outro lado da linha: “Ola, tudo beinnnn?” Ao invés de ser aspirante a Bofe de Elite, Paulo Henrique Amorim deveria apresentar o “Fala que eu te escuto”.

O futuro já começou

Barack Obama vai manter o secretário de Defesa do governo Bush Robert Gates. Mas Obama está blindado, não é mesmo? Ele pode adiar a mudança. Ele pode manter no seu governo pessoas "de Washington" como ele rotulava as pessoas contrárias as mudanças que propunha. Já nós não podemos criticá-lo. Ou é canalha, ou é racista. Obama vai mostrando como será a "change": a volta dos clintonistas e a continuação dos bushistas (sem trocadilhos, por favor).

Com cara de Muricy Ramalho

Sou fã do Muricy Ramalho. Não somente porque ele é técnico do meu time, mas pelo jeitão dele. Ranzinza, não tolera perguntas idiotas e nunca está satisfeito. Eu lembro do dia em que o São Paulo foi campeão no ano passado. Enquanto os jogadores comemoravam, Muricy caminhava rumo aos vestiários depois de agradecer a torcida que sempre o prestigiou, prestigia e prestigiará. Ele já pensava neste ano, no que teria que fazer, como fazer, quais peças (não se fala mais jogadores de futebol e sim peças do time) seriam usadas para montar o elenco.

Sou fã do Muricy Ramalho porque ele nunca se contenta com as coisas. Sempre precisa de um ajuste aqui e ali, sempre precisa continuar trabalhando duro. Talvez seja a influência do mestre Telê Santana que dispensa apresentações. Muricy foi auxiliar de Telê. Eu começava minha vida de torcedor são paulino e Muricy seguia os passos do mestre.

Desde 2001 Muricy Ramalho nunca deixou de ganhar um título. Até sobre o meu São Paulo ele já foi campeão. É o trabalho diário, repetitivo, incansável. É a cobrança, o sempre querer mais, o exigir o máximo do jogador. Talvez na hora do treino os jogadores devem xingar até o técnico em pensamento, mas depois agradecem quando recebem a medalha de campeão e seus passes são valorizados, prontos para jogar no exterior.

Na metade deste ano muita gente contestava o trabalho de Muricy. Dentro do São Paulo mesmo tinha dirigente metido a besta querendo mandá-lo embora. Mas o presidente Juvenal Juvêncio deixou Muricy trabalhar. E ele trabalhou, trabalhou seus jogadores e no domingo que vem pode agradecer de novo o apoio que recebeu da torcida desde sempre num Morumbi lotado.

Sei que eu não tenho o talento de um Armando Nogueira para escrever sobre futebol, nem uma memória fabulosa de um Paulo Vinícius Coelho ou uma simplicidade de um Fernando Calazans. Mas falo de futebol aqui também. Mas sempre de um lado, né? Sempre falando sobre o meu São Paulo.

Alguns inimigos disseram que eu sou idólatra deste ou daquela pessoa, que eu copio este ou aquele cara. Não nego minhas influências. Não nego o meu passado apesar de arrepender de algumas coisas que fiz. Mas, se alguém perguntar para mim que cara tem o blog eu respondo na hora: tem a cara de Muricy Ramalho. Nada está bom, tudo tem que melhorar e trabalhar muito, muito, muito. Se sou ranzinza como o Muricy? Nem tanto. Tem horas que eu acho até que eu brinco demais. Aí eu ouço o Muricy falando: “Pô, meu filho, larga de brincadeira e vá fazer o seu trabalho”. Aí eu volto a fazer o que tem que ser feito.

O advogado de Dantas intimidando jornalista

Eu não vi petralha nenhum descendo a lenha em Luiz Eduardo Greenhalgh. Ele é advogado de Daniel Dantas. Ele é aliado do “banqueiro bandido” como diz o delegado maluquinho Protógenes Queiroz. É melhor poupar Greenhalgh e apontar os jornalistas de Dantas, não é mesmo?

O Estadão de hoje traz uma reportagem falando que Greenhalgh entrou com um pedido na Justiça para que os documentos obtidos pelo jornal sobre a guerrilha do Araguaia fossem recolhidos. É assim que a esquerda quer abrir os porões da ditadura militar. É na base da intimidação. Se dependesse do advogado de Daniel Dantas, a porta da casa de Leonencio Nossa, jornalista do Estadão, já estaria arrombada e os capangas de Greenhalgh revirando armários, gavetas, pastas a procura dos documentos sobre a guerrilha.

Mas tem um trecho da reportagem que é interessante colocar aqui:

Greenhalgh é autor de um processo movido em 1982 em que pede esclarecimentos sobre a guerrilha. Fontes do Judiciário informaram que o pedido de busca e apreensão na casa do repórter chegou ontem à tarde à mesa de um juiz para o despacho. O procurador Rômulo Conrado deu parecer contrário ao pedido do advogado e ex-deputado federal, argumentando que o jornalista "não é parte integrante da lide, razão pela qual não pode figurar no pólo passivo do processo".

O pedido de Greenhalgh, feito no dia 25 de junho, causou surpresa em setores do Ministério Público que trabalham para abrir os arquivos oficiais sobre as mortes no Araguaia. Reconhecido pelo trabalho em defesa das famílias dos mortos no Araguaia, o ex-deputado federal pelo PT foi recriminado por representantes do partido e assessores diretos do presidente Lula, em 2006, por repassar para jornalistas de Brasília documentos militares que supostamente constrangeriam a conduta do atual deputado e ex-guerrilheiro José Genoino durante a guerrilha do Araguaia.

Não havia nada contra Genoino nos documentos, como concluíram jornalistas que tiveram acesso ao material. Um assessor do governo disse ao Estado que o objetivo de Greenhalgh, que em 2006 disputava uma cadeira na Câmara, era tirar votos do colega de partido. Genoino foi preso logo no início dos combates e sofreu tortura.


Vejam o que os petralhas são capazes para conseguir seus objetivos. Eles acabam com tudo e com todos para conseguir o que desejam. Passam por cima até de cupanheros de partido.

Eu tenho um livro aqui na minha biblioteca (preciso organizá-la urgentemente) que fala sobre o grupo Clamor, que tentava achar os filhos que os militares seqüestraram dos seus pais nas ditaduras militares na América do Sul. Um dos personagens do livro é justamente Greenhalgh. E vejam vocês quem é o personagem desta intimidação. Sem contar a defesa de Daniel Dantas.

Vocês vão percebendo como é que a esquerda quer abrir os arquivos da ditadura militar. Se tal documento puder ser usado contra o inimigo que seja mostrado. Se outro documento incriminar a causa esquerdista é melhor deixar nos arquivos.
Se Luiz Eduardo Greenhalgh tem tempo de pedir na Justiça a apreensão de documentos na casa do jornalista do Estadão sobre a guerrilha no Araguaia quer dizer que ele não está nem aí para o processo sobre Daniel Dantas.

Tem gente que diz que o banqueiro comprou juízes, jornalistas e políticos. Eu fico imaginando o que Greenhalgh não fez para defender seu cliente ilustre. Se ele é capaz de distribuir documentos que prejudicariam seu cupanhero de partido, imaginem o que ele não seria capaz de fazer para livrar Daniel Dantas das acusações que lhe pesam nas costas.

Senado aprova cota de 40% para meia-entrada

Por Leandro Souto Maior
no Jornal do Brasil

A aprovação no Senado, por 14 votos a 7, do relatório da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que limita a venda de ingressos pela metade do preço a 40% do total de entradas disponíveis em eventos culturais e esportivos, não dirimiu a polêmica em relação à meia-entrada. Depois de três horas de votação, na tarde de ontem, o projeto de lei 188/07 aponta para o que pode ser a solução de um problema que macha o benefício: a enxurrada de carteirinhas falsificadas. Além de criar a cota, o texto inclui a criação do Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da Meia-Entrada e Identificação Estudantil. Associações de artistas, exibidores de cinema e produtores de eventos foram à Brasília acompanhar a votação.
– Não pretendemos tirar o benefício, queremos é dar uma outra vantagem que não existe. Estamos muito contentes, foi a vitória de todo o cidadão brasileiro – comemora Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR).
A União Nacional dos Estudantes, a UNE, contrária ao estabelecimento da cota, manifestou-se tão logo a votação foi encerrada.
– Muito nos surpreende que o projeto tenha sido aprovado. Somos favoráveis aos direitos de meia-entrada irrestrita, não vamos aceitar a limitação – protesta Lúcia Stumpf, presidente da UNE, que estava presente à sessão em Brasília. – Não há como garantir transparência sobre essa cota. Teríamos que confiar na boa fé dos empresários, e isso nunca funcionou. Estamos decepcionados e vamos nos mobilizar para que este resultado seja revisto na próxima terça-feira. Hoje foi um revés perigoso para os estudantes. O Senado cedeu à pressão e ao lobby dos empresários.
O parecer favorável foi dado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Para virar lei, o projeto segue para a Câmara dos Deputados, mas, provavelmente, só deve entrar na pauta do ano que vem. Produtores e artistas também buscam ressarcimento pelo estado do subsídio dado pelos produtores e exibidores. Na hora da votação, todos deram as mãos num gesto simbólico.
– Vamos começar agora um trabalho de conscientização, não só dos deputados, mas de toda a população brasileira – adianta a atriz Beatriz Segall, chamada de madrinha do movimento. – Hoje estamos reféns dos patrocínios. Não podemos contar com a o resultado da bilheteria, e isso provoca o aumento dos preços.
Parlamentares demoraram para chegar a um consenso em relação à cota de 40%, apontada pelo senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) como uma afronta à luta histórica dos estudantes pelo acesso a produções culturais. O projeto, proposto pelos senadores Eduardo Azeredo (PSDB -MG) e Flávio Arns (PT-PR), também prevê a criação de um órgão para fiscalizar e definir a emissão da carteira de estudante.
– A rádio Jovem Pan declarou que ganhou R$ 3 milhões vendendo carteira de estudantes. A UNE repassou a emissão para terceiros sem ligação com a cultura – denuncia o ator Odilon Wagner. – É preciso que uma instituição de maior credibilidade faça o controle.

EUA abrem o cofre novamente

No Jornal do Brasil


O Federal Reserve (Fed, o BC americano) e o Departamento do Tesouro dos EUA anunciaram ontem novas medidas para tentar restaurar a circulação de crédito no país, tanto para o consumidor como para financiamentos imobiliários, hipotecas e pequenas empresas. O novo pacote de socorro terá valor total de US$ 800 bilhões e já contou com a participação da equipe do presidente eleito Barack Obama.
O Fed de Nova York vai emprestar até US$ 200 bilhões para instituições financeiras com papéis baseados em títulos de dívidas de consumo, como dívidas de cartões de crédito, por exemplo.
O BC dos EUA anunciou ainda que vai comprar até US$ 500 bilhões em títulos lastreados em hipotecas que haviam sido garantidas pela Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae – as três empresas hipotecárias que contam com apoio do governo – além de outros US$ 100 bilhões em papéis de dívida emitidos diretamente por essas empresas.
As medidas do Fed vão "ajudar os participantes do mercado a atenderem as necessidades de domicílios e pequenas empresas ao garantir a emissão de títulos lastreados em créditos estudantis, financiamentos de veículos, dívidas de cartões de crédito e empréstimos garantidos pela SBA (Administração de Pequenas Empresas, na sigla em inglês)", segundo comunicado da instituição.
O Tesouro, por sua vez, informou que vai colocar US$ 20 bilhões à disposição para apoiar a iniciativa Fed de Nova York. Segundo o Fed, os recursos do Tesouro fazem parte do chamado TARP (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo governo no início de outubro para resgatar o setor financeiro.
O mercado de títulos garantidos por ativos proporciona uma maior oferta de dinheiro a instituições financeiras que fornecem empréstimos a pequenas empresas e a consumidores. Segundo o Tesouro, a emissão desse tipo de título, lastreado em dívidas de consumo e em empréstimos a pequenas empresas, em 2007, chegou a cerca de US$ 240 bilhões. No terceiro trimestre deste ano, no entanto, houve uma queda acentuada dessas emissões e, em outubro, praticamente estagnou.
"Uma paralisação continuada no mercado desses títulos poderia deteriorar ainda mais a oferta de crédito aos consumidores e aumentar as perspectivas de deterioração da economia como um todo", diz um comunicado do Tesouro.
As novas medidas dificilmente serão os últimos esforços para compensar as perdas que tiveram início com as hipotecas subprime e espalharam-se pela economia.
No total, o governo já assumiu pelo menos US$ 7 trilhões em obrigações financeiras diretas e indiretas, na forma de resgates a Wall Street, empréstimos emergenciais e garantias a depósitos bancários, negócios entre bancos e hipotecas.
As ações de ontem representaram dois grandes marcos na expansão do governo em mercados privados. Foi a primeira vez em que o Fed e o Tesouro intervieram em débitos do consumidor, de financiamentos a automóveis e despesas com educação a pequenos negócios. O programa de US$ 200 bilhões é semelhante a um banco do governo, o que evidencia até onde Washington foi obrigada a atuar em nome do sistema bancário paralisado.
No entanto, os programas também representaram um novo nível de comprometimento do Fed. Ao invés de tentar fortalecer a economia com a redução de taxas a curto prazo, o Fed optou por injetar vastas quantias diretamente em mercados específicos de hipotecas e outros que pareçam precisar de ajuda.
Os riscos de longo prazo são imensos e difíceis de estimar. A primeira ameaça é uma nova investida da inflação, pelo menos depois que a economia sair da curva descendente. Também existe o perigo de jogar para o cidadão a responsabilidade sobre trilhões de dólares em ativos cujos valores podem acabar despencando. Isso levanta ainda questões sobre como o governo poderá lidar com as novas obrigações, se é que pode fazê-lo.
Autoridades concordam que o risco maior seria não fazer nada. Enquanto a economia contraiu 0,5% no terceiro trimestre, analistas privados prevêem que a atividade econômica já mergulhou entre 4% e 5% no quarto trimestre, e continuará a trajetória pelo menos na primeira metade de 2009.

Ex-presidente é denunciado por improbidade

Na Folha de São Paulo

O Ministério Público Federal do Distrito Federal denunciou à Justiça o ex-presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) Paulo Lustosa e outros cinco ex-servidores do órgão por improbidade administrativa. Na ação, o Ministério Público pede a devolução de R$ 3,74 milhões pagos à empresa OSM Consultoria e Sistemas, que teria sido contratada de forma irregular na gestão de Lustosa.O valor do contrato, que previa, entre outras coisas, a elaboração e instalação de um software e a gestão de pessoal, foi de R$ 13 milhões. Segundo a denúncia, outros órgãos públicos fizeram contratos parecidos, com preços mais baixos -média de R$ 130 mil.Por meio da assessoria, Lustosa disse que o contrato foi avalizado pelas áreas jurídica e técnica da Funasa. E que foi a atual gestão quem fez a maior parte dos pagamentos.A Funasa informou que quando Danilo Forte assumiu a presidência, em 2007, analisou e cancelou todos os contratos suspeitos, inclusive esse.Já a empresa alega que não tem responsabilidade sobre as supostas irregularidades e que o serviço contratado foi entregue.

Câmara aprova emenda que muda tramitação de MPs

Por Denise Madueño
no Estado de São Paulo

O plenário da Câmara aprovou ontem à noite, por 363 votos contra 50, o texto básico da proposta de emenda constitucional que muda a edição e a tramitação das medidas provisórias (MPs). O projeto mantém o poder do presidente da República de continuar legislando e editando quantas medidas provisórias quiser, uma das mais criticadas das regras atuais. A medida provisória continuará valendo por 120 dias, prazo que é suspenso durante o período de recesso parlamentar. A mudança mais comemorada pelos defensores da proposta refere-se ao chamado trancamento de pauta. Atualmente, a MP bloqueia a pauta de votações no plenário da Câmara ou do Senado se não for votada após 45 dias de sua edição. Isso impede que os parlamentares possam definir suas próprias prioridades. A proposta flexibiliza esse trancamento automático, dando preferência e urgência para que a MP seja votada mais rapidamente.Nesse novo regime, chamado por deputados de "trancamento disfarçado", a MP entra no primeiro item da pauta do plenário 16 dias depois de editada. Para mudar essa ordem de votação, passando outro projeto na frente, só com a aprovação de requerimento por maioria absoluta (257 deputados, no caso da Câmara, e 41 senadores, quando a MP estiver no Senado). Será mais difícil mudar a ordem de votação dos projetos do que aprovar a própria MP, que exige maioria simples dos votantes na sessão.Pontos do texto ainda passarão por novas votações, quando a oposição, principalmente, tentará fazer alterações no projeto. Depois de votada em dois turnos na Câmara, a proposta será analisada pelos senadores. A proposta do relator, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), foi elaborada em um acordo entre os partidos da base e de oposição com trocas e compensações, o que resultou em um texto sem mudanças radicais nas regras em vigor.A votação do projeto teve o empenho pessoal do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), um dos críticos da edição excessiva de medidas provisórias. Ele estabeleceu a mudança das regras como prioridade de sua gestão no cargo.
OPOSIÇÃO
O DEM, que defendeu e ajudou a aprovar a proposta na comissão especial, em abril deste ano, recuou e votou contra. O partido considerou que a nova regra, que acaba com o trancamento automático, vai dificultar a obstrução das votações no plenário, um instrumento fartamente usado pela minoria e pela oposição, o que poderá comprometer a estratégia da bancada na atuação parlamentar. "A proposta dá ao governo a condição de obstruir e de manipular como quiser a pauta", protestou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).A mudança na regra de edição de medida provisória para os créditos suplementares não agradou ao governo nem à oposição. Os dois lados têm proposta para tentar alterar o texto durante a continuidade da votação no plenário. Os deputados governistas querem permitir o uso de MPs para crédito suplementar sem restrição e a oposição quer limitar essa possibilidade.Atualmente, o governo edita MP de créditos suplementares sem limitação, usando uma brecha constitucional, mesmo sob o risco de ações no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta mantém o uso de MP de crédito extraordinário para despesas imprevisíveis e urgentes decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Além disso, autoriza o uso de MP para créditos suplementares se projeto de lei semelhante encaminhado ao Legislativo não tiver sido votado, no prazo de 75 dias, em sessão do Congresso (conjunta da Câmara e do Senado).
TRAMITAÇÃO
A proposta acaba com a comissão mista prevista para analisar a MP antes de ela seguir ao plenário. Na prática, essa comissão nunca é instalada.Pela proposta, a medida provisória será analisada preliminarmente - se cumpre os critérios de urgência e de relevância - nas comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado (Casa em que estiver tramitando). As comissões, no entanto, não terão poder de barrar as MPs, que seguirão para análise em plenário.O deputado Flávio Dino (PC do B-MA), que defendia maior limitação na edição de MPs, ficou a favor da aprovação da proposta. "Temos alguns avanços à mão e não podemos perdê-los em nome de um ideal", afirmou, ressaltando que o texto foi o resultado possível e não a mudança de regras ideal.Pela proposta, o presidente da República não poderá mais editar uma MP revogando outra que esteja em tramitação. Mas, em compensação, ganha o poder de retirar uma MP nos 15 primeiros dias depois de sua edição. Os governistas vão tentar manter a possibilidade de revogação na continuidade das votações do projeto.O relator, Leonardo Picciani, que apresentou inicialmente uma proposta mais restritiva para a edição de MPs, considerou que a versão final do texto ficou equilibrada e que houve avanços em relação às regras atuais. "Deixa de ter o trancamento", afirmou Picciani. "Politicamente, o Legislativo recupera o poder de definir sua pauta. O plenário pode dar uma parada nas medidas provisórias, votar o que lhe interessa e depois voltar. Hoje, tem de limpar a pauta primeiro."

Novo inquérito no STF apura desvios na central de Paulinho

Por Alan Gripp
na Folha de São Paulo

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, que pode ter seu futuro político decidido hoje pela Câmara, é alvo de novo inquérito no Supremo Tribunal Federal para apurar denúncias de desvio de dinheiro público. Presidida por ele, a Força é suspeita de usar alunos fantasmas para justificar repasses federais que bancaram cursos oferecidos a desempregados.Depoimentos de "alunos" que nunca estiveram nas salas de aula e o surgimento de evidências de irregularidades em convênios com o Ministério do Trabalho fazem parte do inquérito, aberto atendendo a pedido feito mês passado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.Paulinho já é investigado em outro inquérito no STF que apura seu suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) revelado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal.A nova investigação se concentra na subcontratação pela Força Sindical de entidades encarregadas de ministrar cursos profissionalizantes para trabalhadores de baixa renda em São Paulo, pagos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Segundo o Ministério Público Federal, nos cadastros de alunos da entidade foram localizados 26.991 nomes e 24.948 números de CPF repetidos.A Folha teve acesso ao documento em que o procurador-geral pede a abertura do inquérito. Nele, não há a informação de quantas entidades estão sob investigação. Mas o parecer cita como o caso mais rumoroso o da subcontratação da Fundação João Donini, em Piraju (SP), por R$ 215 mil, em 2002.Após analisar a documentação da João Donini, a PF encontrou registros de alunos que nunca se matricularam, alunos inscritos mais de uma vez para o mesmo curso ou com CPFs em branco e cursos que não saíram do papel. A meta era capacitar 1.050 alunos.Em depoimento, o professor Paulo Sérgio Furlan Braga afirmou que o número de alunos que figurava nas folhas de freqüência dos cursos de secretariado e telemarketing, ministrados por ele, "era expressivamente superior àquele que comparecia, de fato, às aulas".Braga disse que recebeu "recomendação expressa" de João Donini, presidente da entidade, para que a presença de alunos fosse marcada a lápis -ordem que, para a Procuradoria, tinha o objetivo de facilitar a adulteração dos papéis após o fim dos cursos.O inquérito contém ainda o depoimento de moradores da região que revelam nunca terem se matriculado, freqüentado aulas e muito menos recebido certificado de conclusão, apesar de em seus nomes constarem registros de participação nestes três momentos.Além disso, pareceres da CGU (Controladoria Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União) condenaram a contratação da Fundação João Donini sem licitação. A entidade foi fechada após o início das investigações.O inquérito está nas mãos do ministro Celso de Mello, que analisará pedidos de diligências feitos pelo procurador-geral da República. Antonio Fernando solicitou uma perícia nos relatórios de presença de alunos. O ministro deverá se pronunciar nos próximos dias.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A última prova

Bem, estou aqui estudando para a última prova do ano, do semestre, do curso, enfim... Falta pouco para este blogueiro se dedicar a este espaço como deve e merece. Volto amanhã!

Imprensa governista

“Título de cidadania emociona Marconi” e “Marconi Perillo é o mais novo fusqueiro de Goiânia” são alguns títulos de reportagens que saíram hoje no Diário da Manhã. Já o Popular sempre mostra o desempenho de Iris Rezende nas mini-maratonas que acontecem aqui.
Ah, essa imprensa goiana sempre governista, sempre puxando o saco de quem comanda!

Foi o Daniel Dantas que mandou

O delegado maluquinho Protógenes Queiroz está fora do departamento de inteligência da Polícia Federal. Quem mandou? Ora, Daniel Dantas é claro! O cara manda e desmanda nestêpaiz.

Tocando o sino

Na Folha de São Paulo de hoje:

Em encontro amanhã no Planalto com representantes de movimentos sociais, estudantis e sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma defesa enfática do atual modelo de política econômica, alvo de duras críticas desses mesmos movimentos desde o primeiro mandato petista.
Numa espécie de resposta sutil aos presentes, Lula irá relacionar a alegada eficiência dessa política com a possibilidade de manter os investimentos na área social durante a turbulência internacional.
A reunião foi convocada por Lula para, entre outros pontos, alertar os movimentos de que estão descartados, por ora, investimentos extras na área social, por conta da crise.
O presidente indicará que novos programas não devem ser criados até 2010 e dirá que as ações sociais em curso serão mantidas sem cortes.
Serão cerca de 500 representantes de movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis, desde MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e UNE (União Nacional dos Estudantes) até indígenas, movimento negro, mulheres e empregadas domésticas.


Comentário

Depois o manipulado sou eu. Depois eu que tenho que ler comentários que gritam: “Pare de ser manipulado por aquele blogueiro”, “Acredite que tem jornalista comprado por Daniel Dantas sim”, “Você, seu reacionário de merda, idolatra aquele outro blog”. Vocês sabem que eu não vou responder aos comentários maldosos que vêm pra cá. Prefiro continuar na linha que sempre o blog seguiu desde outubro do ano passado quando estreou. Voltemos ao comentário da reportagem.

Abaixo disse que Lula segue a política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso apesar de tê-la condenado nos oito anos de mandato do tucano. Lula disse que o Plano Real era um “estelionato eleitoral”. Vejam na reportagem da Folha que Lula defende a política econômica. Mas não esperem vocês que ele vai agradecer ao governo anterior.

Lula convocou uma reunião com os “movimentos sociais”. Isso demonstra quem são os manipulados. É só Lula toca o sino que lá vem os representantes do povo ou de qualquer outra coisa que saem das cabeças iluminadas dessa gente. Mais uma prova de que estes “movimentos sociais” são manipulados pelo governo. Mais uma demonstração de que, se eles se calaram durante o mensalão, foi porque Lula tocou o sino e eles correram para o Palácio do Planalto seguir as ordens do mestre.

Eu não idolatro ninguém. Só mexo o corpo quando toca o sino da Igreja. Os “movimentos sociais” sim idolatram Lula. Fazem tudo o que ele manda. É só Lula tocar o sino que eles correm para o Planalto a espera da primeira ordem. E engolem seco as críticas à política econômica.

Bancos lucram no governo petista

Eu li a entrevista que Lula concedeu à revista Caros Amigos no ano 2000. Lula disse cada coisa. Disse que pediria a Deus que tirasse a vida se fizesse o que Fernando Henrique Cardoso estava fazendo.

Nesta entrevista, Lula disse que os banqueiros deveriam ter medo do PT. Tudo que Lula fala pode ter certeza que vai acontecer o contrário. Lula disse que não ia participar das eleições municipais de 2008? Ele foi a São Paulo e São Bernardo do Campo ajudar os cupanheros. Lula disse que a crise financeira mundial não chegaria ao Brasil? Olha a crise aí.

Os banqueiros nunca lucraram tanto no governo petista. São recordes de lucros, de sucessos e de tudo mais. É claro que eu acho isso muito bom. Mas o PT não achava bom num passado não muito distante. Querem a verdade histórica? Comparem os discursos do PT de ontem com o que eles fazem hoje. Deus é tão bom que poupou a vida de Lula ao seguir a cartilha econômica do governo FHC.

Bancos lucram mais que economia real

Por Ludmilla Totinick
no Jornal do Brasil

Pela primeira vez no governo Lula, o lucro dos bancos no Brasil superou o resultado de todos os outros setores da economia juntos no terceiro trimestre, segundo pesquisa da consultoria Economática, divulgada ontem. O lucro consolidado de 15 bancos de capital aberto foi de R$ 6,92 bilhões contra o lucro consolidado de 201 empresas não financeiras sem a Vale, Petrobras e Eletrobrás, que somou R$ 6 bilhões.
De acordo com a Economática, em 22 trimestres dos 23 estudados, o lucro consolidado do setor bancário sempre foi o maior de todos os demais setores, mas nunca tinha conseguido obter o lucro superior a todos os setores não financeiros consolidados.
A alta rentabilidade destes bancos, no entanto, não é forte o suficiente para atenuar os efeitos da crise. O crédito, considerado o motor da economia, é cada vez mais escasso e mais caro. Nem mesmo o conjunto de medidas adotadas pelo governo, em que o Banco Central injetou R$ 78 bilhões, por meio da liberação dos depósitos compulsórios (recursos que têm de ser mantidos na autoridade monetária pelas instituições financeiras) para beneficiar pequenos e médios bancos, e que têm enfrentado graves problemas para captar recursos, é suficiente para os bancos mostrarem a cor do dinheiro.
O setor não financeiro com maior lucro acumulado é o de energia elétrica, com 29 empresas que somam lucro de R$ 2,94 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Já o setor de papel e celulose, com sete empresas, acumula prejuízo de R$ 2,66 bilhões. Os outros setores que apresentam prejuízo no terceiro trimestre do ano são o químico – com R$ 994 milhões – e o de alimentos e bebidas, com R$ 12 milhões.
O comportamento das instituições bancárias é alvo de críticas do presidente Lula e de outros representantes do governo. Alegam que o dinheiro sumiu ou que está sendo investido em títulos do Tesouro. Economistas entrevistados pelo Jornal do Brasil têm opiniões diferentes. Francisco Barone, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), censura a atitude das instituições financeiras.
– A escassez de crédito piora a liquidez da economia. Com isso, as empresas adiam seus investimentos, o número de empregos cai e há um agravamento da crise. O crédito é um dos responsáveis pela liquidez do sistema econômico. O grande problema é que em época de crise o risco das atividades produtivas aumenta muito – ressalta. – Um dos componentes da taxa de juros é o risco da operação. No lucro do banco estão embutidos: custo de captação, impostos, risco de operação e a previsão de inadimplência.
O economista da FGV-RJ defende crédito com taxa de menores para tentar evitar a situação de recessão.
Para Domingos Pandeló Junior, professor de finanças do Ibmec-São Paulo, o crédito é muito importante para a economia, mas deve ser concedido com bastante prudência.
– É um tipo de oxigênio para dar fôlego, mas não acho que seja um bom momento para sair por aí emprestando dinheiro. Vivemos uma fase complicada, de muitas incertezas. Na verdade, não sabemos qual é o tamanho real dessa crise. Os bancos precisam ser cautelosos. O governo fica pressionando a liberação de crédito, mas os bancos poderão ter problemas de liquidez lá na frente – observa.
O professor vê a retirada das grandes empresas (Vale, Petrobras e Eletrobrás) da base de comparação da pesquisa como uma atitude incoerente.
– Sinto uma preocupação muito mais política do que econômica por parte do governo – reclama.

PF chamará Lacerda para explicar participação da Abin

Por Fausto Macedo
no Estado de São Paulo

A Polícia Federal vai chamar para depor seu ex-diretor-geral, delegado Paulo Lacerda, no inquérito que investiga suposto crime de usurpação de função pública durante a Operação Satiagraha. Diretor afastado da Agência Brasileira de Inteligência, Lacerda teria concordado oficialmente com o engajamento de 84 agentes e oficiais da Abin na investigação que é de competência da PF.Ainda não há data marcada para a audiência de Lacerda, mas sua convocação é inevitável, na avaliação da PF. O inquérito foi aberto para apurar vazamento de dados da Satiagraha cobertos pelo sigilo. Durante a investigação, a PF constatou que o delegado Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha, recrutou os arapongas da Abin para reforçar o cerco ao banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.O inquérito é dirigido pelo delegado Amaro Ferreira, corregedor da PF. Ele tomou o depoimento de 28 funcionários da Abin - e eles revelaram o papel que desempenharam na Satiagraha, a mando de Protógenes.Para a PF, a mobilização de aparato tão expressivo não pode ter ocorrido sem autorização de Lacerda.Thelio Braun D?Azevedo, oficial de Inteligência, lotado na sede da Abin em Brasília, relatou ter acatado ordens para escalar agentes. "Na condição de Diretor de Operações de Inteligência recebeu determinação superior para indicar 4 nomes de servidores que iriam cumprir uma missão, que não lhe fora revelada", disse à PF.Alguns arapongas admitiram acesso ao Sistema Guardião, a máquina de grampos da PF, por meio de senhas pessoais e intransferíveis de agentes da PF. Há 20 dias, a PF fez buscas no Centro de Operações da Abin, no Rio.As dúvidas que cercam Lacerda são relativas ao seu grau de comprometimento na cessão de agentes da Abin para a Satiagraha. O delegado Amaro Ferreira juntou ao inquérito o depoimento de Lacerda à CPI dos Grampos, que investiga abusos com a chancela do Judiciário na interceptação telefônica.À CPI, Lacerda fez um desabafo. "Na opinião de alguns, os suspeitos de sempre estão na Abin. Persiste certa intolerância e incompreensão com a atividade de inteligência." Ele condenou "entendimento equivocado de alguns no sentido de que servidores da Abin não estariam legitimados a colaborar com outros órgãos ou entes da administração em serviços de sua área especializada, posição restritiva que não é juridicamente sustentável".Segundo Lacerda, a Satiagraha, "por sua complexidade e dimensão, certamente contou com o auxílio especializado não apenas de alguns servidores da Abin, mas também o de outros órgãos das áreas de mercado financeiro e de fiscalização tributária". Ele contou que foi Protógenes quem pediu "cooperação de alguns oficiais da Abin" com seu trabalho.

Após cassação, Assembléia da PB aprova leis a toque de caixa

Por Cíntia Acayba
na Folha de São Paulo

Depois da confirmação da cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), a Assembléia Legislativa convocou sessões extraordinárias e conseguiu aprovar ontem ao menos oito projetos de lei, como planos de cargo, carreira e remuneração de servidores.A oposição ao governador tucano na Assembléia e o senador José Maranhão (PMDB), que ficou em segundo lugar na eleição de 2006 e deve assumir como governador, consideraram a convocação extraordinária e a aprovação de leis "a toque de caixa" uma tentativa de inviabilizar a próxima gestão.Segundo representantes da oposição, apenas os 20 deputados da base governista (de um total de 36 deputados na Casa) votaram pelos projetos -a maioria proposta pelo Poder Executivo-, já que os deputados da oposição deixaram o plenário em protesto.Texto publicado no site da Assembléia da Paraíba afirma que as matérias foram aprovadas com os votos de 24 deputados -20 da base do governo tucano e quatro de oposição.Para o deputado Gervásio Maia (PMDB) e José Maranhão, a aprovação das leis vai provocar ônus ao Orçamento estadual. Maranhão deve assumir o governo após a publicação do acórdão com a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que manteve a cassação de Cunha Lima, o que deve ocorrer nos próximos dias."Eles querem inviabilizar a execução orçamentária. Por que não fizeram isso antes? Estão há quase seis anos no governo e não aprovaram nenhum plano de cargo e salário. Cada plano desse traz um ônus colossal para o Orçamento do Estado", disse Maranhão.Segundo a assessoria de Cunha Lima, 31 projetos referentes a cargos, carreira e remuneração de servidores foram sancionados em sua gestão.Entre os projetos que receberam aval do plenário ontem, estão a lei orgânica da Procuradoria Geral do Estado e o plano de cargos, carreira e remuneração da Controladoria Geral do Estado. Outra matéria aprovada fixa o subsídio de procuradores das autarquias do Estado.Segundo Maia, a convocação da sessão foi irregular. "A convocação aconteceu no domingo e grande parte dos deputados não foi convocada para sessão. Eu, líder da oposição, não recebi detalhamento dos projetos."Os deputados Arthur Cunha Lima (PSDB), presidente da Assembléia, e Manoel Ludgério (PDT), líder da base governista, foram contatados diversas vezes pela reportagem, mas não atenderam às ligações.Maia afirmou que está reunindo material sobre supostas ilegalidades cometidas contra o regimento da Assembléia para apresentar à Justiça e anular as leis aprovadas. Entre as ilegalidades, disse, está a convocação de apenas parte dos deputados para as sessões, o não encaminhamento do conteúdo das matérias e a retirada do prazo de seis dias para a apresentação de emendas ao Orçamento. No site da Assembléia, texto diz que a Casa "aprova projetos que beneficiam servidores"."Não quero dizer de antemão que revogarei as leis, porque isso faz parte de um plano de intrigas. Mas essa questão do Orçamento está quase certo que vou revogar", disse Maranhão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A moda agora é...

Senador de terno e gravata é coisa do passado
A moda agora é legislar pelado...


Fiz uma adaptação de um funk que tocou tempos atrás. A letra original dizia que beijo na boca é coisa do passado e que a moda era namorar pelado. Não me perguntem a relação entre o beijo e o namoro.

Um senador quer abolir o terno e a gravata nas sessões da Casa. Ele está certo. Eis um tema relevante a ser debatido por vossas excelências. Que maravilhas de discursos Mão Santa faria sobre o assunto. Renan Canalheiros poderia falar o que ele fez com Mônica Veloso sem usar terno e gravata. É um assunto interessante. Se de terno e gravata eles já fazem sacanagens dentro do Senado imagine se eles legislassem pelado. Mão Santa diria que se Adão e Eva não tivessem experimentado a maçã proibida poderíamos estar andando pelado até hoje.

Ainda sobre o blog

Tenho comentado sobre a velocidade do blog, não é mesmo? Eu quero postar mais. Eis o ponto. Hoje só postei depois do meio dia. Agora que estou lendo os jornais de hoje. Gosto de fazer uma seleção do que leio nos jornais e postar aqui. Mas eu já disse a correria que está sendo este final de semestre na faculdade. Minha última prova será na quarta feira. Mas pode deixar que este blogueiro compensará seus leitores com muitos textos e seus inimigos com muito mais bobagens. Enquanto isso vou escrevendo um post aqui e outro ali. Melhor isso do que nada, né? Mas esperem só acabar a faculdade. Seleção de reportagens dos jornais que leio, comentários, mais escritos... Não ganho nada fazendo isso aqui, mas eu me divirto muito.

Coitado do próximo presidente

Eu tenho dó do próximo presidente da República. Lula deixará uma herança maldita. Uma herança que poderia ter sido evitada se o desgoverno federal estivesse cumprido sua missão e não apegado a discursos fáceis e metáforas futebolísticas. A crise está aí e Lula empurra com a barriga. Ele tem medo. Ele tem medo até do nome das medidas tomadas pelo seu desgoverno para conter a crise. Se falarem que o desgoverno prepara um pacote pode ter certeza que vai ter lulista dizendo que tudo isso é mentira. Lula não tem coragem de tomar medidas drásticas. Prefere deixar para ver como fica. Vai entregar este abacaxi para seu sucessor. Como um leitor mesmo me reconheceu como Mãe Dinah, eu prevejo que 2009 será um ano bastante difícil economicamente e o Apedeuta não elegerá seu sucessor. O próximo presidente passará o mandato inteiro arrumando a casa. Quando for o momento de investir Lula reaparecerá como o candidato que trará os bons tempos da economia em 2015. Eu sou astrólogo, mas vocês não precisam acreditar em mim. Acreditem na Mãe Dinah. A original é melhor que a cópia.