quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Estudantes e pastores para poder alcançar o nirvana

Por Ana Paula Verly e Fernanda Thurler
no Jornal do Brasil

A campanha do segundo-turno teve início em 6 de outubro, mas apoios expressivos são manifestados só esta semana, às vésperas de ir às urnas. Com a preferência maciça dos estudantes por Fernando Gabeira (PV), segundo a penúltima pesquisa Datafolha, Eduardo Paes (PMDB) cumpriu ontem e anteontem uma maratona de reuniões com líderes estudantis, em universidades do subúrbio, na tentativa de arrebanhar os indecisos. No final da noite, recebeu o apoio formal da UNE, comandada pelo PCdoB de Jandira Feghali. Também correndo por fora, na conquista dos evangélicos, Gabeira sacramentou a união com pastores das igrejas Batista, Presbiteriana, Assembléia de Deus e Reina, depois de os votos da Igreja Universal terem ido em direção a Eduardo Paes graças ao apoio de Crivella.
Depois de passar a noite na casa de um correligionário do PSDB em Bangu, Gabeira continuou na Zona Oeste e recebeu o apoio de cerca de 100 pastores, em cerimônia religiosa realizada em Campo Grande. Mais tarde, visitou um templo da Assembléia de Deus Ministério da Restauração, onde discursou sobre os três pontos em comum com os evangélicos:
– Somos vítimas de preconceito; temos no coração o mesmo sentimento de compaixão com os mais pobres; e não somos apegados aos bens materiais. Em 50 anos de vida pública, meu nome não esteve envolvido em nenhum escândalo.
O candidato verde foi até comparado a Moisés, personagem bíblico que teve de buscar exílio depois de matar um feitor egípcio para fugir da pena de morte.
– Temos algumas semelhanças – admitiu Gabeira. – De fato, Moisés esteve no exílio, assim como eu. De fato, Moisés voltou para acudir seu povo, e eu estou aqui para acudir meu povo.
Para reiterar o apoio à candidatura de Gabeira e pedir adesão dos "irmãos", o bispo Hermes Fernandes da igreja Reina criticou "alguns setores da igreja evangélica":
– A resistência de algumas congregações da igreja evangélica acaba ofuscando questão de ético que são mais importante. A igreja tem que ser um canal de diálogo aberto com todos os setores da sociedade.

Presença do tráfico

O candidato verde também caminhou ao lados dos vereadores Renato Moura (PTC), Lucinha (PSDB) e Aspásia Camargo (PV) por quatro comunidade de Bangu dominadas pelo tráfico – Rebu, Taquaral, Vila Aliança e Vila Vintém – acompanhado por três carros de som e um carro com microfone de onde fez o discurso final.
Alguns indícios da presença de traficantes foram notadas. No Rebu, um homem foi visto escondendo um carregador de arma. No caminho para Taquaral, outro homem passou pela carreata com um radiotransmissor. Na comunidade, Gabeira visitou uma igreja da Assembléia de Deus Ministério da Restauração, onde há um trabalho social de tratamento de jovens dependentes químicos e socialização de ex-integrantes do tráfico.
– Todos são internos, mas além de se livrarem do vício, aqueles jovens precisam de oportunidade no mercado de trabalho – comentou Gabeira.

Lideranças estudantis

Embora Jandira Feghali (PCdoB) tenha considerado o apelido de sopa de letrinhas para a candidatura de Paes um "desrespeito a nossa história", as siglas presentes ontem na reunião da qual participaram, na Universidade Castelo Branco, em Realengo, fortalecem a tese. Líderes da UNE (União Nacional dos Estudantes), da UEE (União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro), de CAs (centros acadêmicos) e DCEs (diretórios centrais de estudantes) formavam a mesa sobre a qual o candidato assinou um termo de compromisso com os estudantes. Em jogo, a tentativa de garantir uma fatia dos cerca de 350 mil deles, segundo cálculos do presidente da UEE-RJ, Daniel Iliesco, que votarão domingo.
– O movimento estudantil nos apóia porque o Gabeira não tem proposta – criticou o candidato, para, na sequência, anunciar a implantação da meia passagem para universitários e a criação do Fundo Municipal de Amparo à Pesquisa, com verba da prefeitura.
O TRE proibiu o Estado de inaugurar UPAs até domingo, alegando que elas estavam sendo utilizadas eleitoralmente.

Promotor dá parecer por cassação de Kassab

Por Moacir Assunção e Roberto Almeida
no Estado de São Paulo

O promotor eleitoral Eduardo Rheingantz declarou que a representação 635/2008, proposta pela candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, deve ser julgada procedente e opinou pela cassação da candidatura de Gilberto Kassab (DEM). A representação acusa o prefeito de uso da máquina com base na cerimônia oficial em que entregou um cheque simbólico de R$ 198 milhões ao governador José Serra (PSDB) para a expansão do metrô. Em seu parecer, Rheingantz afirma que o evento, realizado no dia 15 de outubro, "revelou manifesta intenção de beneficiar a campanha eleitoral do candidato Kassab". Segundo ele, não havia "nenhuma urgência no repasse, e a sua realização espetacular, a poucos dias do pleito, é um flagrante desrespeito à Lei Eleitoral".De acordo com o promotor, Kassab violou dois pontos específicos do artigo 73 da Lei nº 9.504/97, que proíbem uso de bens, imóveis, materiais ou serviços do Estado em campanha eleitoral. "Montaram um espetáculo no canteiro de uma obra pública, transformando-a em palanque da campanha eleitoral do prefeito candidato", afirma Rheingantz. "A configuração do ato eleitoral é evidente. Houve a personalização do que deveria ser um mero ato administrativo, com a entrega simbólica de dinheiro do erário municipal, na presença da imprensa e de diversas autoridades, em local público."A representação, preparada por Hélio Silveira, advogado do PT, foi protocolada no dia 17 de outubro. À época, Kassab disse que Marta queria ganhar a eleição "no tapetão". O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), coordenador da campanha petista, declarava ser "impossível" que não fosse apontado uso da máquina. O parecer de Rheingantz será analisado pelo juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral, que decidirá se acolhe o pedido de cassação de Kassab.A assessoria do candidato enviou nota na qual informa que "o parecer do Ministério Público foi proferido antes da apresentação de provas, como a documentação do Metrô, atestando que todas as despesas do evento foram arcadas pela companhia". "O juiz vai decidir com base em todas as provas juntadas no processo. A campanha de Kassab reafirma que o evento cumpriu rigorosamente a legislação", completa o texto.

Lacerda sobe 8 pontos e tem 45%, contra 40% de Quintão

Por Paulo Peixoto e Fernanda Odilla
na Folha de São Paulo

Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo governador tucano Aécio Neves e pelo prefeito petista Fernando Pimentel, virou a disputa no segundo turno em Belo Horizonte, embora a situação seja de empate técnico com o oponente, Leonardo Quintão (PMDB). Lacerda tem 45% do total de votos, contra 40% de Quintão, segundo pesquisa Datafolha.Considerando apenas os votos válidos, Lacerda tem 53%, contra 47% de Quintão. Os percentuais dos votos nulos, brancos e dos eleitores indecisos são excluídos pelo Datafolha para contabilizar os votos válidos.O Datafolha ouviu 1.049 eleitores entre ontem e anteontem em Belo Horizonte. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.Lacerda cresceu oito pontos percentuais em relação à pesquisa anterior do Datafolha, dos dias 16 e 17 de outubro. Lacerda tinha 37% do total de votos, contra 47% de Quintão, que caiu sete pontos.Apesar da situação eleitoral favorável ao candidato de Aécio e Pimentel, o resultado final da eleição ainda é indefinido, de acordo com Mauro Paulino, diretor do Datafolha."Certamente é uma virada, que mostra que o eleitor de BH continua refletindo. Talvez a eleição em Belo Horizonte seja a mais dinâmica entre todas as capitais. É uma eleição não definida, embora neste momento o favoritismo volta para o Marcio Lacerda", disse Paulino, acrescentando que os últimos debates têm importante peso.O apoio a Lacerda cresceu entre os eleitores de 45 a 59 anos (de 42% para 52%), os que possuem ensino superior (de 42% para 55%), os que possuem renda de cinco a dez salários mínimos (de 44% para 51%) e acima de dez salários (de 45% para 59%).Quintão, por sua vez, perdeu a preferência dos eleitores que avaliam a gestão de Aécio como regular (caiu de 60% para 48%) e dos que consideram ruim ou péssimo o governo do prefeito Pimentel (caiu de 61% para 45%). Também perdeu a preferência entre os eleitores de 25 a 34 anos (de 53% para 40%).O crescimento de Lacerda na reta final do segundo turno é fruto de uma campanha mais agressiva, na qual o candidato socialista se expôs mais, em comparação com o primeiro turno. Na fase anterior, ele foi ofuscado pelos padrinhos Aécio e Pimentel.Governador e prefeito se afastaram da campanha neste segundo turno, mas mantêm a boa aprovação: 80% aprovam o governo Aécio e 73%, a gestão Pimentel, segundo o Datafolha.Quintão, por sua vez, não se expôs tanto como na primeira fase, começou a faltar a debates e evitou o quanto pôde fazer uma campanha agressiva.A pesquisa , contratada pela Folha e pela TV Globo, foi registrada na Justiça com o número 79973/2008.

Paes sobe e Gabeira cai, mas seguem empatados no Rio

Na Folha de São Paulo

A disputa no segundo turno pela Prefeitura do Rio segue em empate técnico, mas o candidato do PMDB, Eduardo Paes, registrou 44% das intenções de voto -oscilação positiva de dois pontos percentuais- contra 41% de Fernando Gabeira (PV) -oscilação negativa de três pontos-, revela Datafolha.A novidade da pesquisa é que o peemedebista alcançou a dianteira numérica e obtém crescimento ou oscilação positiva em 11 dos 14 estratos de renda, escolaridade, idade e gênero pesquisados, com o candidato verde registrando queda ou oscilação negativa em 12 desses segmentos. Em uma semana, Paes inverteu a tendência do eleitorado, que estava favorável a Gabeira.Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o candidato do PMDB pode ter entre 41% e 47% dos votos contra 38% e 44% do postulante do PV. Nos votos válidos (excluídos da contagem os brancos e os nulos), Paes tem 52% e Gabeira, 48%.Em relação ao levantamento anterior, o candidato do PMDB cresceu mais entre os eleitores com nível superior e entre as mulheres, tendo o candidato do PV perdido mais eleitores entre os jovens e entre os de menor renda. Esses dois movimentos combinados explicam a inversão numérica de posições entre os candidatos no Rio.Paes tinha 21% das intenções de voto entre os eleitores de nível superior e agora atingiu 29%. Nesse segmento, Gabeira passou de 66% para 62%, uma queda de quatro pontos, apesar de manter 33 pontos de frente.Entre as mulheres, o candidato do PMDB passou de 43% para 47%, faixa em que o verde recuou de 40% para 37%.Gabeira sofreu uma forte queda entre os eleitores mais novos, perdendo sete pontos entre os que têm de 16 a 24 anos (passou de 56% para 49%) e outros sete na faixa etária de 25 a 34 anos (indo de 47% para 40%), nos quais Paes fica com 40% e 42%, variação positiva de dois e três pontos percentuais, respectivamente.Também entre os mais pobres o candidato verde perdeu votos, passando de 32% para 25% das intenções de voto, faixa em que o peemedebista foi de 53% para 56%.Entre os mais ricos, Gabeira continuou crescendo, passando de 63% para 67%. Paes obtém, nesse estrato, seu pior índice, 24%, três pontos a menos do que na semana passada.Outra movimentação favorável a Paes ocorreu entre os eleitores que votaram no primeiro turno em Jandira Feghali (PC do B), dos quais 49% agora dizem que votarão no PMDB, contra 36% que afirmam optar pelo PV. Na semana passada, Gabeira tinha maioria no segmento, com 57%. Entre os eleitores no primeiro turno de Marcelo Crivella (PRB), 50% pretendem votar em Paes e 27% em Gabeira.A pesquisa, feita em parceria com a TV Globo, ouviu 1.313 eleitores ontem e anteontem.

Kassab alcança 18 pontos de vantagem sobre Marta

Por Cátia Seabra
na Folha de São Paulo

A quatro dias da eleição, chega a 18 pontos a vantagem do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre a adversária Marta Suplicy (PT), revela o Datafolha. Segundo pesquisa realizada ontem e anteontem, Kassab conta com 54% da preferência contra 36% de Marta.Como 93% dos eleitores afirmam estar "totalmente decididos" sobre seu voto, Kassab está a um passo da reeleição. Lembrando que o prefeito trilha trajetória ascendente, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que "é remota a possibilidade de mudança de quadro". E, só uma onda - um "tsunami" - seria capaz de reverter esse cenário."Considerando-se a falta de tempo, só algo muito sério, que mobilizasse a opinião pública, poderia mudar esse quadro", afirmou Paulino.Em comparação à pesquisa anterior, realizada nos dias 16 e 17, Kassab foi de 53% para 54%, enquanto Marta sofreu variação negativa, de 37% para 36%. Com isso, a vantagem de Kassab oscilou de 16 para 18 pontos. A margem de erros é de dois pontos percentuais, tanto para mais como para menos.Ainda segundo a pesquisa, realizada em parceria com a TV Globo, votos nulos e em branco chegam a 5%. Outros 4% se declaram indecisos.Kassab tem 60% dos votos válidos contra 40% de Marta. Para o resultado oficial da eleição, a Justiça leva em conta os votos válidos: excluídos brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo, o Datafolha excluiu também os indecisos.
Estabilidade
O quadro permanece estável, apesar da estratégia da campanha do PT de desqualificação do gestão Kassab e de associação do prefeito ao malufismo. Segundo a pesquisa, a aprovação do governo Kassab se mantém no mesmo patamar da semana passada, sendo ótimo e bom para 59% dos eleitores. A administração é regular para 26% dos eleitores; 15% a avaliam como "ruim/péssimo".No início do segundo turno, a campanha de Marta também exibiu peças em que se questionava se Kassab era casado ou tinha filhos. Alvo de críticas, a propaganda foi tirada do ar."Nenhuma das estratégias do PT surtiu efeito", disse Paulino.Hoje, 94% dos eleitores de Marta e de Kassab estão decididos sobre seu voto. Só 6% do eleitorado admite mudar.O índice dos eleitores de Kassab que conhece o número do candidato é de 82%. O grau de conhecimento é maior entre eleitores de Marta: 90%.Ainda segundo a pesquisa, Kassab é hoje o herdeiro de maior parte dos votos do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do ex-prefeito Paulo Maluf (PP): 77% dos eleitores de Alckmin declaram voto no prefeito, enquanto 11% optarão por Marta. Alckmin teve 22,48% dos votos.O prefeito herda também 73% dos eleitores de Maluf. Maluf teve 5,91% dos votos no primeiro turno.Já a maior parte dos eleitores de Soninha Francine (PPS) - 41% - declara voto em Marta. Kassab conta com 34%.Da semana passada para cá, Kassab apresentou um crescimento de 11 pontos entre os eleitores de 16 a 24 anos: de 45% para 56%. Marta perdeu nove pontos, caindo para 37%.Kassab registra variação positiva entre os com renda familiar mensal de até dois mínimos. Nos dias 16 e 17, tinha 41%, contra 48% de Marta. Hoje, com 43%, está tecnicamente empatado com Marta (46%). O prefeito tem larga vantagem entre eleitores com renda acima de 10 mínimos, mas perdeu seis pontos nesse segmento -caiu de 79% para 73%. Nesse estrato, Marta oscilou de 15% para 16%, e os votos brancos e nulos subiram de 5% para 9%.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Números do Datafolha

- São Paulo

Gilberto Kassab (DEMO) - 53%
Marta Suplicy (PT) – 36%

- Belo Horizonte

Márcio Lacerda (PSB) – 45%
Leonardo Quintão (PMDB) – 40%

- Rio de Janeiro

Eduardo Paes (PMDB) – 44%
Fernando Gabeira (PV) – 41%

E tivemos um momento de paz

Acabei de chegar. Sai com minha amiga Danielle, minha irmã. Conversamos sobre coisas da vida e tivemos um momento de paz. Falamos sobre tudo, rimos muito. Para mim amizade é isso: é o gostar de estar junto, querer estar junto, jogar conversa fora. Muitos acham que amizade é só companhia para ir numa destas festas que pipocam a toda hora. Eu detesto isso. Não gosto das tais baladas. Gosto de coisa mais calma, de momentos de paz com amigos, com irmãos, com pessoas que gostamos muito de estar perto.

Misturando as coisas

Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Depois que o bispo Dom Pedro Luiz reprovou o manifesto pró-Dona Supla escrito por padres e católicos (e não esta diferenciação chula que o petismo que fazer do ser padre e do ser católico), os petistas querem misturar as coisas. Sim, Padre Marcelo Rossi cantou parabéns para o prefeito e candidato a reeleição Gilberto Kassab. Em nenhum momento Padre Marcelo pediu para os fiéis votarem em Kassab e denegrirem a imagem de Dona Supla. O manifesto dos padres ou católicos, ou seja lá o que for, além de pedir votos para Dona Supla denigre a imagem de Kassab. Associam-no com a ditadura militar. Bem, por falar em ditadura, relembro um desafio que lancei aqui. Gostaria de ver estes padres e/ou católicos progressistas condenando as ditaduras cubana, chinesa e coreana do norte. Ah, aí será a gente que vai misturar as coisas, não é mesmo?

Padre não é católico

É isso aí. O petismo quer diferenciar padres dos católicos. Quem assinou o manifesto pró-Dona Supla não foram padres e sim católicos. Vejam que eles querem desorganizar até a Igreja Católica, como já vem desorganizando desde a formação da maldita Teologia da Libertação (putz, em pensar que eu já li livros da dupla Boff e Betto).
Ah, José Dirceu é outro que quer mostrar a diferença entre ser padre e ser católico. E ele ainda deu um puxão de orelha no bispo auxiliar de São Paulo Dom Pedro Luiz. O bispo condenou o manifesto. Para o ex-guerrilheiro, a condenação do bispo é um ato pró-Kassab. Ou seja, ou você está com eles ou você é contra eles. Padre Julio Lancelloti apoiou o manifesto. Ele não é padre, é católico, ou seria o inverso? Que mais gente se levante contra a onda petista que tenta mandar até na Igreja Católica.

Crise? Que crise?

A Folha online noticia:

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desabou 10,03%, o que acionou o mecanismo do "circuit breaker", que interrompe o pregão por meia hora. O temor de uma recessão global, e seus reflexos nos balanços corporativos, leva a uma nova jornada de nervosismo extremo nos mercados financeiros. A Bolsa informou que o pregão retorna às 17h48 e será estendido até as 18h18.

Paes é de guerra

Escrevi um post com este mesmo título há algumas semanas para comentar as atitudes de Eduardo Paes. De grande lutador contra o mensalão, ele se tornou um grande vendido, que continua lutando, mas ao lado de pessoas que ele dizia que faziam parte de uma quadrilha.
Paes tenta se afastar dos panfletos apócrifos que criticam Fernando Gabeira. Realmente Paes lulou de vez. Ele não sabia de nada. Não tem nada a ver com ele. Já ouvi este discurso antes. No tempo em que Paes era tucano e criticava os petistas que não sabiam de nada.
Numa reportagem no Jornal do Brasil de hoje, Paes critica os tais panfletos, mas ele não condena, não pede que a justiça puna os autores. E o mais interessante é que os panfletos apreendidos pela Justiça Eleitoral estavam juntos dos panfletos oficiais do candidato. Isso é só o que vem à tona. Imagine o que não está acontecendo no submundo (eu disse submundo e não subúrbio). O Paes é de guerra. O da guerra suja.

Isso aqui tá bom demais (Parte 2)

Isso aqui ta muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai

É assim que os aliados novos e antigos de Iris Rezende estão saindo do seu gabinete. Segundo o Diário da Manhã de hoje, é grande a procura pelo prefeito. Todo mundo quer participar da farra. Quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair.
E o PT se reúne com Iris às escondidas. Boa coisa não deve ser. Tudo que o PT faz escondido não é boa coisa. O Foro de São Paulo foi feito escondido e não é uma boa coisas. O que será que eles estão tramando? Com certeza, nestas reuniões secretas, ouve-se a música de Dominguinhos:

Isso aqui ta muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai

A culpa é dos adversários

Na "guerra de informações" da polícia paulista, a primeira vítima foi a verdade. A segunda, a inteligência. Assim Elio Gapari termina seu artigo publicado hoje em vários jornais. Ele culpa o governador José Serra pela confusão entre as polícias civil e militar e pelo desfecho trágico do que aconteceu em Santo André. Pois é. Nós não podemos culpar Lula de nada, mas eles podem culpar os adversários de Lula.
Gaspari não fala no seu texto do discurso do Paulinho da Força e do BNDES clamando pela baderna, querendo bagunçar o coreto. É mesmo, Gaspari, a verdade morreu. Você simplesmente escondeu o que o Paulinho disse pouco antes do confronto entre as polícias perto do Palácio dos Bandeirantes.
Sim, o GATE errou feio ao permitir o retorno de Nayara ao cativeiro. Mas em nenhum momento o comandante da operação fugiu das suas responsabilidades. Em nenhum momento ele foi contra investigar como ocorreu o desfecho da tragédia.
O texto de Elio Gaspari é apenas um exemplo do que vai acontecer até 2010. José Serra será surrado em artigos, em greves, em discursos de humanistas que, na verdade, são lobos em pele de cordeiro. Enquanto isso Lula continuará impune. A culpa é dos adversários de Lula como mostra Elio Gaspari, Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e tantos outros.

Aumenta romaria ao gabinete de Iris

Por Alexandre Bittencourt
no Diário da Manhã

O quinto andar do Paço Municipal experimenta um entra-e-sai de aliados como poucas vezes experimentou nos quatro anos de mandato do prefeito reeleito Iris Rezende (PMDB). Ocupam a agenda do prefeito compromissos para audiência com presidentes de partido, vereadores e suplentes que deram suporte à vitória do peemedebista, há duas semanas. Em comum, o fato de todos buscarem ampliar seu quinhão na administração no próximo mandato. Passaram pela ante-sala do prefeito ontem de manhã a caravana do PRTB, liderada pelo ex-secretário de Fiscalização Urbana Santana Pires, e outra do PTC, presidido pelo também ex-secretário de Fiscalização Rannieri Lopes. Santana chegou acompanhado dos vereadores eleitos Charles Bento e Richard Nixon. O encontro durou 40 minutos. Saiu satisfeitíssimo.“Está combinado que o prefeito aproveitará entre 15 e 20 suplentes do nosso partido. O PRTB conquistou mais de 40 mil votos e merece um espaço maior.” A legenda espera manter a Fiscalização, conquistar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Municipal (Sedem), a Secretaria Parlamentar e, quem sabe, abocanhar uma das subprefeituras que serão criadas. “Que seja na região noroeste. Nossos dois vereadores são de lá.”Também de olho no noroeste está o PDT da vereadora eleita Tatiana Lemos, filha do vereador Euler Ivo e da deputada estadual Isaura Lemos. A primeira conversa entre os três e Iris ocorreu há cerca de dez dias e foi curta. Tatiana oficializou candidatura à presidência da Câmara – o que, na pior das hipóteses, pode deixá-la em situação melhor para negociar cargos na prefeitura. Segundo Euler, já há acordo para que ele assuma a Secretaria de Habitação. O PDT ainda tenta manter a vaga no Trabalho. “Até o final do ano, o prefeito vai nos chamar para conversar. Queremos ouvir o que ele tem a dizer sobre as subprefeituras. O PDT duplicou a bancada e tem sido leal.” O vereador está certo de que a disputa pelas administrações regionais será acirrada. “Vai ser uma briga de faca, mas Iris tem o cabo da faca na mão”, disse, aos risos. O PCdoB desembarcou no Paço na sexta-feira com objetivo de assegurar o controle da Secretaria de Esportes, hoje, sob comando do presidente do partido, Luis Carlos Orro. Agradeceram o apoio do prefeito à candidatura do vereador eleito Fábio Tokarski e ensaiaram sobre o que Orro chamou de “desdobramentos e cenários futuros”. Segundo o secretário, o direito de escolha da equipe é inalienável ao prefeito. “Cabe ao prefeito decidir. Não consideramos correto fazer nenhuma pressão”, avaliou Orro.
SIGILO
O PT, maior partido da coligação que elegeu Iris e que conseguiu indicar o candidato a vice, discute a ocupação de cargos na administração de Iris no mais absoluto sigilo, a princípio, longe do gabinete do prefeito. O presidente metropolitano do partido, economista Luis Alberto Gomes de Oliveira, diz que, há algum tempo, a legenda se ocupa deste debate, mas avisa que estão todos da executiva proibidos de tornar pública a discussão. Especula-se que o grupo petista ligado à ex-deputada federal Neyde Aparecida esteja exigindo a Comurg, hoje, sob tutela de Wagner Siqueira Júnior, além da Saúde, Educação e algumas subprefeituras. Os vereadores Marina Sant’Anna e Serjão Dias, que se opuseram à aliança com PMDB e agora buscam espaço no governo federal, estão fora da negociação. O PRB, partido do secretário de Administração, Jorge Pinheiro, é outro que busca readequar seu espaço à dimensão adquirida nas urnas e ao projeto traçado para 2010. O primeiro vice-presidente da Câmara, vereador reeleito Rusembergue Barbosa, que integra bancada da sigla ao lado do estreante Joãozinho da Bicicleta, sinaliza com o desejo de presidir a cobiçada Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). Tem à frente um páreo duro: o atual presidente, Clarismino Júnior, que goza de prestígio junto ao prefeito de Goiânia.

Com piora da crise, Lula já fala em cortar o Orçamento

Por Afra Balazina
na Folha de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que poderá reduzir o Orçamento dos ministérios se a crise financeira mundial atingir o Brasil.A afirmação foi feita a cientistas na comemoração dos 60 anos da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) após ser questionado se a crise afetaria a destinação de recursos para a ciência.Lula respondeu que, para não vender ilusões, não poderia "assumir o compromisso com vocês de que, se houver uma crise econômica que abale o Brasil, a gente vai manter todo o dinheiro de todos os ministérios como está". "Até porque, se a União arrecadar menos, vai ter menos dinheiro para todo mundo", afirmou.Desde o agravamento da crise global, em setembro, Lula vinha dizendo que o Brasil sofreria pouco: "Ela [crise] é lá [EUA] um tsunami, e aqui vai chegar uma marolinha, que não vai dar nem para esquiar", disse ele no início deste mês.Mas, desde então, o dólar mantém alta firme em relação ao real (ontem subiu 5%), grandes empresas revelam perdas significativas com o câmbio e suspendem investimentos. Já a confiança dos industriais despencou, apontou pesquisa da CNI divulgada ontem.Aos cientistas, Lula ressaltou que não há ministério "menos importante" e comparou o governo a uma casa em que os pais têm quatro ou cinco filhos."Quando chega o fim do ano um quer um tênis, um quer uma calça. E o dinheiro não dá. Você vai ter que, em vez de dar uma calça, dar uma bermuda mais barata para um e, em vez de dar uma meia que venha até o joelho, dar uma meia pequenininha. É sempre um cobertor que não dá para cobrir o pé e a cabeça", afirmou.O presidente disse que a crise financeira mundial resgatou "o gostinho pelo papel do Estado". "Até o [presidente dos EUA, George W.] Bush está falando em comprar ações de bancos privados. Isso é muito importante porque o coração do regime capitalista começa a tomar gostinho pelo papel do Estado, que esteve desmoralizado nos últimos 30 anos", afirmou.E, em outra comparação "caseira", Lula chamou o mercado de filho adolescente. "Quando o filho adolescente vem atrás do pai? Quando está sem dinheiro ou doente (...). O mercado que ditou regras quando precisa recorre ao paizão que é o Estado", disse o presidente.
Otimismo
Apesar da ressalva de poder ter que retirar recursos dos ministérios em caso de crise, o tom do discurso do presidente aos cientistas foi, no geral, otimista."É importante que a gente tenha em conta que essa crise pode chegar muito mais leve do que ela chegou nos países de origem, sem nos esquecermos de que é a primeira crise que acontece primeiro nos países ricos para depois ir para a periferia", disse. "E quem está dando solidez para a economia mundial são exatamente esses países periféricos, como Brasil, China, Índia, África do Sul, México e outros."Ele ponderou que o país pode, no entanto, sofrer as conseqüências de uma recessão no mundo desenvolvido -o que causaria "um certo problema nas exportações de todos os países do mundo, inclusive do Brasil".Porém, até esse reflexo ele opina que pode não ser tão severo. "Acho que o Brasil sofrerá menos porque diversificou muito sua parceria comercial. Há dez anos nós tínhamos praticamente 27% da nossa balança comercial com os EUA. Hoje nós temos pouco mais de 14%."Sobre seu otimismo, ele disse que não poderia agir diferente. "Imagina visitar no hospital um companheiro que está em fase terminal, sentar na beira da cama e falar: "Ó, ontem morreu um cara igualzinho'".

Em blocos, vereadores abrem debate sobre Mesa Diretora

Por Alexandre Bittencourt
no Diário da Manhã

Vereadores da Capital mal se viram eleitos e já deram início à fase inicial de articulações para eleição do presidente da Câmara, que consiste em se organizar em pequenos e médios blocos que negociarão, em tese, entre si, para definição de nomes para a Mesa Diretora e para o comando da Casa. Os principais interessados em se unir a blocos são os vereadores de oposição, que, por serem minoria, correm sério risco de ser isolados no mandato do próximo presidente e ficar, inclusive, de fora da Mesa. São eles: Maurício Beraldo (PSDB), Anselmo Pereira (PSDB), Geovani Antônio (PSDB) e Juarez Lopes (PTN), todos experientes, além do novato Henrique Arantes (PTB). “Os mais novos que se cuidem: assim que vier o rolo compressor do Paço, os primeiros a abandonarem o bloco são os mais antigos de Casa. Quem confiar neles corre risco de ficar no prejuízo”, adverte um vereador da base do prefeito. Ontem, um grupo de oito vereadores – a maioria em primeiro mandato – almoçou na Churrascaria Walmor. Alguns admitem que fazem parte até de mais de um bloco.

Tarso politiza morte de Eloá e paralisação de policiais civis

Por Vasconcelo Quadros
no Jornal do Brasil

A greve na Polícia Civil de São Paulo e o seqüestro que resultou na morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, em Santo André, no ABC paulista, estão sendo usados como munição política para acirrar a disputa pela prefeitura paulistana entre a ex-ministra Marta Suplicy (PT) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) no domingo. Além de, naturalmente, antecipar a guerra que PT e o PSDB do governador José Serra começam a travar pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, recebeu o comando grevista, ontem, em Brasília, e aproveitou a entrevista sobre o encontro para afirmar que o governo paulista é o único que não aceita parceria no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), onde o carro-chefe é a capacitação dos policiais através de estudos e treinamento – o que, na opinião de especialistas em segurana pública, faltou à polícia em Santo André.
– O Pronasci tem acolhido várias prefeituras paulistas, mas o governo de São Paulo até agora não se moveu na direção da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp) – disse o ministro. – Temos métodos de treinamento adequados, mas cabe aos Estados acessá-los ou não. Qualquer análise apressada (do desfecho do seqüestro) pode parecer provocação. Não devo entrar em polêmica com o governador José Serra. Os novos paradigmas do Pronasci são conhecidos de todos.
Quando assumiu o cargo, há três meses, o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, fez questão de ressaltar o contraste entre os governos paulista e do Rio na formação de parcerias sobre o Pronasci. Segundo ele, São Paulo simplesmente se recusava a participar. A contrapartida do programa é a redução do índice de letalidade na ação da polícia e a implementação da política de direitos humanos nas corporações.

Ação de bastidores

A decisão do ministro em abrir a agenda aos grevistas foi mais uma alfinetada em Serra, que se recusa a receber o grupo desde que o movimento teve início, há 37 dias. Na entrevista, Tarso disse que não tomaria a iniciativa de entrar na contenda, mas nos bastidores, segundo relato de um policial que participou do encontro reservado, teria prometido agir para criar um canal de diálogo entre o movimento e o Palácio dos Bandeirantes. Em público, o ministro disse que só intercederia se o governo paulista pedir sua opinião.
– Sem um contato eu não seria bem recebido – justificou.
Tarso afirmou que, como como se trata de conflito coletivo e para evitar "uma certa fricção federativa", não seria recomendável o governo federal interferir diretamente na questão. Os sindicalistas queriam que ele mediasse o conflito com Serra.

Valério deixa sede da PF e vai para presídio

Na Folha de São Paulo

O publicitário Marcos Valério de Souza, réu no processo do mensalão, foi transferido ontem, por volta das 13h, da carceragem da Polícia Federal em São Paulo para o presídio de Tremembé, no interior do Estado. Valério foi preso durante a Operação Avalanche no último dia 11, sob a suspeita de ter "encomendado" um inquérito para prejudicar dois fiscais da Fazenda paulista.Segundo a PF, o publicitário foi contratado pela Cervejaria Petrópolis, que havia recebido uma multa de R$ 104 milhões aplicada pelos fiscais. Marcos Valério e a empresa negam possuir qualquer vínculo com o inquérito falso aberto contra os funcionários da Fazenda.Para o advogado Marcelo Leonardo, a prisão de seu cliente não se justifica e coloca em risco a vida de Marcos Valério, que teria recebido ameaças de morte. A defesa deve entrar com um pedido de habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) em São Paulo ainda hoje.

Bispo barra manifesto pró-PT

Por Vera Rosa
no Estado de São Paulo

O manifesto divulgado por padres vinculados a pastorais sociais em favor da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, provocou desconforto na Igreja Católica. Para conter o mal-estar, o bispo auxiliar de São Paulo, d. Pedro Luiz Stringhini, divulgou nota de esclarecimento, na qual pede "perdão aos fiéis que se sentiram ofendidos". Mais: diz que a distribuição da mensagem nas missas já estava proibida antes mesmo de seu lançamento, na sexta-feira."A Igreja não aprova a participação de padres em apoio a um manifesto de caráter político, partidário, eleitoral", reagiu o bispo. Coordenador da comissão que idealizou o manifesto, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou que o texto foi mal interpretado."Não estamos dando um cheque em branco para Marta", disse Carvalho. Um dos principais auxiliares de Lula no Planalto, ele lembrou que a carta, assinada pelo Fórum de Católicos pela Justiça, em Favor dos Mais Pobres, também não expressa a posição oficial da Igreja Católica, mas, sim, de alguns setores."Eu compreendo a preocupação de d. Pedro de não permitir que a Igreja se posicione eleitoralmente. Mas o Fórum não é de padres, é de católicos", insistiu Carvalho.Ex-seminarista, o homem forte de Lula - que desembarcou em São Paulo há dez dias, para socorrer a campanha de Marta - integra o movimento Fé e Política. Trata-se de uma ala da chamada Igreja progressista que considera necessário o posicionamento de cristãos em defesa de projetos que mais se aproximem do Evangelho."Só lamento que em nenhum momento tenha havido manifestação oficial da Igreja sobre o site de Gilberto Kassab (DEM), que ostenta fotos com bispos e padres", argumentou Carvalho, numa referência ao prefeito, candidato à reeleição.O padre Tarcísio Marques Mesquita, que também participou da reunião para o lançamento do manifesto pró-Marta, disse que a mensagem de apoio à petista não foi lida nas missas."O nosso objetivo não foi produzir animosidade nem ofender o outro candidato e, sim, defender projetos que contemplam os moradores de rua, os excluídos. Não queremos criar polêmica, mas o padre Marcelo Rossi apareceu outro dia com um bolo na mão e Kassab apagou as velinhas. Eu não cantei parabéns para ninguém", comentou o padre, ao lembrar que o prefeito também expôs suas idéias na Região Episcopal Belém.Tanto Mesquita como Carvalho admitiram que Marta enfrenta rejeição de setores da Igreja e de evangélicos por defender a ampliação do direito ao aborto e a união civil entre homossexuais. Ressalvaram, porém, que a prefeitura não cuida desses temas. "Claro que não sou a favor do aborto, mas não discutimos isso. Também não ficamos em celeumas sobre opção sexual. Tratamos de questões mais sublimes, como saneamento básico e centros de saúde", garantiu Mesquita.

Material contra Gabeira em comitê de Paes

Por Paulo Marcio Vaz e Pedro Vieira
no Jornal do Brasil

Uma equipe de fiscalização da propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) apreendeu ontem, no interior de um dos comitês do candidato à prefeitura do Rio Eduardo Paes (PMDB), em Bangu, na Zona Oeste, 15 panfletos apócrifos com os dizeres "Gabeira ofende a Zona Oeste", além de 185 adesivos que estampavam a frase "Sou suburbano com muito orgulho". Ao saber da apreensão, Paes negou que tenha qualquer comitê oficial de campanha em Bangu. O candidato afirmou que nada tem a ver com a confecção de panfletos apócrifos e que o tal comitê deve ter sido aberto por simpatizantes. Próximo ao local, no carro de um dos cabos eleitorais de Paes, também foram achados sete adesivos com a inscrição "Sou carioca suburbano com orgulho e muito amor".
Os adesivos tinham tipologia semelhante à de outros encontrados há uma semana dentro de uma Kombi, em Fazenda Botafogo, quando foram apreendidos cerca de 6 mil panfletos – também apócrifos – contra o candidato Fernando Gabeira (PV). Os fiscais do TRE chegaram ao comitê de Eduardo Paes depois de receberem denúncias sobre a existência dos panfletos.
– Meu único comitê fica na Avenida das Américas, 19.350, no Recreio. Sou contra esses panfletos e vamos deixar claro que não temos nada a ver com isso – disse Paes.
O chefe de fiscalização do TRE-RJ, Luiz Fernando Santa Brígida, que participou da operação, suspeita que os panfletos apócrifos apreendidos ontem seriam distribuídos junto com material convencional da campanha de Eduardo Paes, já que encontravam-se dobrados junto aos panfletos oficiais do candidato. Santa Brígida chegou a dizer que, se for constatado que a distribuição de panfletos contra Gabeira se trata de uma "ação conjunta" da campanha peemedebista, a candidatura de Paes poderia até correr o risco de impugnação.
De posse de um auto de busca e apreensão, os fiscais do TRE-RJ levaram o material para a sede do TRE, no centro do Rio. Ao saber da apreensão, Fernando Gabeira evitou comentar o ocorrido, dizendo apenas esperar que a Justiça Eleitoral investigue o caso.

Seis mil panfletos

Na última quarta-feira, fiscais do TRE apreenderam cerca de 6 mil panfletos apócrifos contra Fernando Gabeira em Coelho Neto, na entrada da Fazenda Botafogo, no interior de uma Kombi. O material estava em poder de dois casais, que foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Na Kombi, havia ainda cerca de três mil panfletos de campanha de Eduardo Paes, além de 30 faixas com a inscrição "Sou suburbano com muito orgulho".
Na ocasião, o coordenador de fiscalização de propaganda eleitoral no Estado do Rio de Janeiro, Luiz Márcio Pereira, disse que não havia dúvidas de que se tratatava de uma ação orquestrada. O juiz não foi encontrado para falar a respeito da apreensão feita ontem.