sábado, 20 de setembro de 2008

Por que este ódio contra a oposição?

Lula esteve presente hoje num comício de campanha da Dona Supla. E, para não deixar de ser, criticou o DEMO de Gilberto Kassab. Aí eu fico me perguntando: por que Lula bate tanto na oposição se a oposição não é capaz de tirar essa quantidade imensa de popularidade dele? É que Lula quer o consenso, quer todo mundo no seu barco. É que o petralhismo dividiu o país: os bons estão com Lula e os maus querem segurar estêpaiz. É aquele velho e já surrado jogo do bem contra o mal. Mas isso não será para sempre.

"O mal-estar dos "progressistas"" por Reinaldo Azevedo

A exemplo de todo mundo e do mundo todo, considero Barack Obama o favorito nas eleições presidenciais americanas – desconfio que até o republicano John McCain pense o mesmo. Com o tsunami que colheu a economia, a todos parece impensável, e a mim também, que o democrata perca a disputa. Até o dia em que escrevo este artigo, as pesquisas indicam, no entanto, um empate técnico entre ambos. Na contagem dos delegados, dada a tendência dos estados, McCain leva ligeira vantagem. O chamado "pensamento progressista" tem reagido de modo um tanto estranho aos fatos – especialmente depois da indicação de Sarah Palin para vice na chapa republicana.
O mal-estar dos "progressistas" com o persistente McCain chega a relativizar o valor da própria democracia – que só provará a sua força se Obama vencer. As virtudes e fraquezas dos postulantes deixam de ser debatidas na terra. O confronto é transferido para uma esfera abstrata, que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava de "o mundo como idéia" – título de um formidável livro seu. Nesse lugar-nenhum, dá-se, então, o choque entre o velho e o novo, a mudança e a reação, os modernos e os reacionários. Como um dos lados da disputa advoga uma natural e intrínseca superioridade moral, resta evidente que uma eventual vitória de McCain poria em dúvida as virtudes do próprio sistema.
Há dias, um articulista do jornal inglês The Guardian escreveu que, por enquanto, considera injusto o antiamericanismo presente em boa parte do mundo. Mas, alertou, se Obama não for eleito, ele começará a achar que o ódio faz sentido. E aqui lhes deixo uma dica do que eu chamaria "modo de ler": percebam como o candidato democrata, com alguma freqüência, é apresentado como a chance que os americanos têm de se redimir perante a história, de se desculpar por todos os seus malfeitos, de fazer um ato de contrição. Bem, eu não creio que eles devam desculpas a ninguém.
Esse "mundo como idéia" pode, eventualmente, recorrer à trapaça e mesmo à mentira em nome do futuro. No dia 11 de setembro, Sarah concedeu uma entrevista a Charlie Gibson, da ABC News (disponível no site abcnews.go.com), e foi indagada sobre o que poderia acontecer se a Geórgia, uma vez integrante da Otan – aliança militar integrada por países ocidentais, liderados pelos EUA –, sofresse um ataque da Rússia. Gibson fez uma pergunta indutiva: "A gente não teria de partir para a guerra?". E Sarah respondeu o óbvio: um tratado supõe a proteção mútua dos países que o integram. Noto: ela já havia dispensado generosas palavras de paz à Rússia, que chamou de "vizinho de porta" – afinal, ela governa o Alasca. Inútil. Foi tratada como uma cretina beligerante, para quem uma guerra com os russos é uma trivialidade – além de ser favorável à exploração do petróleo e contra o aborto...
Jamais se deve duvidar da fé de Obama, a menos que o sujeito seja um porco reacionário e fundamentalista. Mas a de Sarah pode ser objeto de chicanas e chacotas as mais diversas. A sua firme posição contrária ao aborto – e convenham que boa parte da América está com ela – é apresentada como uma das mais claras evidências de seu atraso mental, suposta manifestação de um país que nega as conquistas do mundo contemporâneo. Na entrevista a que me referi, foi indagada: "Acredita que os EUA estão numa guerra santa?". A resposta foi boa. Ela citou o presidente Lincoln (1809-1865), um republicano: "Não devemos rezar para Deus estar ao nosso lado numa guerra ou em outra hora qualquer; devemos é rezar para estar ao lado de Deus". Mais: "Eu acredito que a luta contra o terrorismo islâmico é o lado certo (...). Eu odeio a guerra, e, hoje, Charlie, é o dia em que envio meu filho mais velho (...), com outros 4 000 mulheres e homens americanos admiráveis, para lutar pelo nosso país, pela democracia e por nossas liberdades". Sarah não é boba. E isso pode ser muito irritante.
Obama é o favorito. Todos os analistas estão certos. Raramente as condições objetivas, para lembrar um fraseado antigo da teoria política, concorreram tanto a favor de um nome. Bush é o presidente mais impopular da história; os americanos rejeitam a guerra do Iraque; e já se sabe que a crise econômica está longe do fim – culpar a Casa Branca por ela requer certa torção da realidade, mas não importa. Governos arcam com o peso das crises e são beneficiados por ciclos virtuo-sos. Embora tudo esteja a seu favor, por que Obama não dispara nas intenções de voto? Vim respondendo a essa questão ao longo do texto.
No dia 7 de janeiro deste ano, escrevi no meu blog um pequeno artigo em que indagava: "Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para enfrentá-los?". Em tempos em que as pessoas preferem parecer justas a ser inteligentes, fui alvo de uma saraivada: "Machista!". "Racista!". "Machista e racista!".
Eu apenas tomava o par "homem branco" como "um apelo simbólico à tradição, à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo; que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo". É evidente que esse sistema só demonstra mais virtudes à medida que se deixa renovar. Mas essa evidência não respondia à minha curiosidade: "Quem encarna, no Partido Democrata, o elogio da tradição, da conservação?". A que chegava mais perto era Hillary Clinton. E foi fuzilada justamente por isso.
A famosa frase "É a economia, idiota", com que um assessor de Bill Clinton definiu a estratégia para vencer George Bush, o pai, brutalizou um tanto a percepção política. Ela é verdadeira apenas quando não falha... Além das condições objetivas de um país, há as subjetivas, plasmadas em valores, em memórias histórica e afetiva, nas crenças, nas religiões. Elas dizem respeito ao "homem moral", não ao "homem econômico". A militância e o pensamento engajado quase nunca representam a média das opiniões – o corriqueiro é que haja um divórcio entre essas duas instâncias. A média das opiniões, aliás, pode ser visualizada no excelente site Real Clear Politics (www.realclearpolitics.com), que mantém atualizado um mapa com a situação eleitoral nos estados americanos: neles se elegem os delegados que escolherão o presidente.
Por enquanto, Obama lidera nos extremos "progressistas" do país, literalmente nas margens dos Estados Unidos. McCain está com o "meião". Se fosse para fazer literatura, diria que o democrata tem a parcela que olha para fora, e McCain, a que olha para dentro; Obama fica com a que quer ser influente em Berlim; McCain, com aquela cujas mães levam os filhos para o jogo de hóquei. Obama pode estar de frente para o mundo, onde transitam os personagens retratados pelo artista pop Andy Warhol (1928-1987), mas também de costas para as vastas dimensões que aparecem nos quadros de Edward Hopper (1882-1967). McCain tem resistido ao furacão Obama, a despeito de tantas crises, porque, nessa parte do país que alguns pretendem caracterizar como reacionária e racista, estão algumas das melhores virtudes da América. E isso inclui, ainda que pareça espantoso, a sua fé, de que Sarah passou a ser um símbolo – que resiste, por enquanto, até à quebradeira na economia.
O governo dos EUA, a exemplo de todos os países democráticos, é laico, não se deixa orientar oficialmente pela religião. E isso é bom. Mas é preciso que não se faça do laicismo e do "progressismo" uma nova religião, também ela com vocação missionária, eventualmente messiânica. Nas democracias, não existe "o" Salvador: nem o que vem em nome de Deus nem o que vem em nome das Luzes.

A namoradinha do McCain

Acabei de emprestar o exemplar do Globo para o meu pai. Mas quero ler a reportagem que fala da namoradinha brasileira de John McCain. Danusa Leão e Elio Gaspari duvidaram. Parece que o que o candidato republicano escreveu em seu livro é verdade. Parece. Aguardo meu pai terminar de ler e devolver o Globo pra mim.

A briga está esquentando

Ainda no Globo. Marcelo Crivela ataca Eduardo Paes. Disse que o PMDB concentra poderes demais no Estado e se conquistar a prefeitura, com tanto poder nas mãos, vai acabar virando uma tirania. Paes relembrou que Crivela é ligado à Igreja Universal, esta sim uma centralizadora de poder. Vejam o que me espera lá no Rio de Janeiro. Tomara que tenha uma lan house pertinho do hotel que eu vou hospedar. Vou contar aqui o que está acontecendo lá.
Pois é, enquanto a disputa eleitoral de Goiânia... Bem, Sandy Júnior até tenta atacar Iris Rezende, mas este não revida. Lá no Rio tem revide.

É pra mim - 2

Leio no suplemento “Prosa e Verso” do Globo de hoje que no dia 23 de setembro será inaugurada a exposição Machado de Assis – Cem anos de uma cartografia inacabada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

É pra mim

Eu que estou indo para o Rio de Janeiro amanhã fiquei muito feliz com a seguinte nota que saiu na coluna "Informe Idéias" do Jornal do Brasil de hoje assinada por Álvaro Costa e Silva:

Bibliodiversidade

Ao reclame: livros de todo tipo, para todos os públicos, de todos os assuntos, novos, antigos, nacionais, importados, técnicos, de arte, religiosos de todos os credos, sua busca está facilitada pelo R oteiro das livrarias do Centro his- tórico do Rio de Janeiro, que reaparece em segunda edição. Além de um mapa com a localização de livrarias e sebos da região ­ mais de 19 ­ o guia também aponta praças, igrejas, museus e marcos da história da cidade, sugerindo um plano de passeio. É fácil: passe na livraria mais próxima e pegue seu roteiro. É grátis!

Ziraldo na capa da Veja



O que Ziraldo está fazendo na capa da revista Veja desta semana e ainda vestido de Tio Sam?

Brincalhão da semana


Já estava decidido desde segunda feira. Mas eu quis esperar mais um pouco. Nelson Jobim até que tentou depois que voltou atrás sobre as maletas da Abin. Mas o título de “Brincalhão da Semana” vai ficar mesmo com Geraldo Alckmin. Ele acha que o povão é burro. Ele acha que ninguém vê que tem tucano igualzinho a ele na administração Gilberto Kassab. Mas o que pesou mesmo na escolha foi o fato de Alckmin elogiar Dona Supla. Ele ataca Gilberto Kassab, seu antigo aliado, e elogia Dona Supla do partido adversário ao seu. Que coisa, não? Por isso, Geraldo Alckmin é o Brincalhão da Semana.

Política das bandeiradas 2

Hugo Chávez é chamado por este blogueiro de Bufão de Caracas. Eu nunca acreditei na moderação do seu discurso. Muitos se assustaram. Alguns chegaram a chorar quando viram o Bufão fazendo as pazes com o Rei da Espanha.
Ontem vi no Jornal Nacional que o Bufão de Caracas expulsou integrantes de uma ONG que criticaram seu governo. É pau neles! É bandeirada na cabeça de quem não concorda com a revolução bolivariana. É a política das bandeiradas.
Aí eu fico me perguntando: será que os intelekituwaiwais brasileiros vão se opor? Será que verei Emir Sader fazendo abaixo assinado contra esta manifestação ditatorial do Bufão de Caracas? Será que Marilena Chauí vai escrever uma carta para seus alunos afirmando que a liberdade de expressão é um bem que precisa ser protegido? Que nada! Essa gente é da política das bandeiradas. Eles também balançam bandeira para o tosco bolivarianismo de Caracas. Vai ver eles estão falando “Bem feito” para os integrantes da ONG que criticaram o governo do Bufão de Caracas. Tanto o bolivarianismo do Bufão de Caracas como o petralhismo do Apedeuta são adeptos da política das bandeiradas. Pau neles! Bandeirada na cabeça de quem não admite que dois líderes populares façam a revolução.

"Ninguém segura este país" por Diogo Mainardi

Um empresário tinha um projeto para montar uma usina de biodiesel em Caarapó. O que ele fez para acelerar o licenciamento do governo? Telefonou para Marcelo Sato, genro de Lula, e disse:
– Nosso processo está na área jurídica da ANP. Preciso que você fale com o diretor ou o presidente.
O genro de Lula obedeceu:
– Estou ligando agora.
A conversa foi grampeada pela PF e vazada ilegalmente, na última quarta-feira, para a imprensa catarinense. O genro de Lula é mencionado em outros grampos. Num deles, o mesmo empresário manda um de seus funcionários comprar imediatamente um computador portátil para Marcelo Sato, argumentando que ele o punha "na frente do presidente, do ministro".
Feche os olhos e reúna todos os elementos desse episódio: usina de biodiesel, Caarapó, genro de Lula, diretor ou presidente da ANP, grampos da PF, vazamentos ilegais, computador portátil, presidente da República, ministro. Qual é o resultado? O resultado é um retrato do nosso atraso, do nosso primarismo. É como se fosse o Mercado de Escravos na Rua do Valongo, de Debret, só que ainda mais tosco. Captura, numa única cena, com pinceladas esparsas, a nossa indolente selvageria. Na falta de um Debret, temos os grampos naturalistas da PF.
Duas semanas atrás, no Ministério da Fazenda, Dilma Rousseff anunciou o fim do neoliberalismo. Aparentemente, era a senha que o mercado financeiro internacional aguardava para implodir. Atendendo à peremptória palavra de ordem da ministra da Casa Civil, os maiores investidores do mundo venderam atabalhoadamente todos os seus ativos. A queda da Bolsa de Valores de Nova York foi comparada à de 1929. Os jornais americanos passaram a evocar imagens daquele tempo. Filas de desemprego. Mendigos nas ruas. Bancos falidos. Por alguns dias, os Estados Unidos sentiram-se num melodrama de Frank Capra, à espera do galante Mr. Deeds.
Enquanto isso, Lula, o nosso Mr. Deeds, o Gary Cooper de Caetés, fazia chacota dos americanos, passando um pito no presidente George W. Bush e garantindo que o Brasil estava imunizado contra a crise financeira. O Brasil ainda é aquele retratado por Debret: arcaico, analfabeto, corrupto, piolhento, com sua economia baseada em matérias-primas. E nossos governantes ainda ostentam aquela triste pompa imperial, que se esfrangalha diante da realidade.
No número especial que comemora os 40 anos de VEJA, foram selecionadas as frases que melhor sintetizam o período. A primeira delas é o lema da ditadura militar: "Ninguém segura este país". A última foi pronunciada recentemente por Lula: "Ninguém segura este país". De quarenta em quarenta anos, o Brasil acredita que chegou a hora de sair da Rua do Valongo. Mas a gente sempre acaba sendo arrastado de volta para lá.

A política das bandeiradas

O que dizer do discurso inflamado de Lula ontem em Natal (RN)? Esta lição nós vamos dar neles em 2010 (...) Vamos fazer um ajuste de contas aqui em Natal e virei aqui quantas vezes precisar para derrubar quem faz o jogo sujo da política nacional. Que ajuste de contas é este, meu Deus do céu? Lula vai derrubar quem faz jogo sujo da política nacional? Então ele teria que derrubar José Sarney, Jader Barbalho e Paulo Maluf. Mas todos estes fazem parte da base aliada lulista. Tem que derrubar quem é da oposição, não é mesmo? E quem é o principal oposicionista do Rio Grande do Norte? O senador do DEMO José Agripino Maia. Lula demonstra todo o seu ódio ao senador. Imagino um encontro entre os dois. Será que vai sobrar pedra sobre pedra?
Este discurso agressivo do Apedeuta me fez lembrar outro discurso agressivo. Em 1998, em São Paulo, os professores da rede estadual de ensino estavam em greve. O então governador Mário Covas foi impedido de passar num lugar onde os grevistas faziam protesto. Covas decidiu enfrentar. Quase levou uma cadeirada na cabeça. Dias depois José Dirceu apareceu num comício do PT dizendo: Eles vão apanhar nas ruas e nas urnas. Eis o discurso inflamado petralha. Eles que defendem tanto o “debate de idéias”, o “diálogo”. Que nada! O que eles querem mesmo é partir para cima, “dar uma lição neles em 2010”, “eles vão apanhar nas ruas e nas urnas”. É assim a política petralhas. Quem está do lado deles e faz política suja como Jader Barbalho, José Sarney e Paulo Maluf recebem o afago do Apedeuta. Quem é da oposição pode ser derrubado na próxima vez que Lula voltar à Natal. É a política das bandeiradas. Quem é lulista muitas bandeiras de apoio. Quem é contra leva uma bandeirada na cabeça.

EUA preparam plano bilionário

Por Patrícia Campos Mello
no Estado de São Paulo

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou ontem um plano de "centenas de bilhões de dólares" para comprar ativos podres de bancos e estabilizar o sistema financeiro. "O plano precisa ser grande o suficiente para fazer diferença e chegar ao âmago do problema." O projeto americano será um super-Proer - sigla do programa de socorro aos bancos criado em 1995 pelo governo brasileiro.O plano de resgate dos EUA prevê leilões nos quais o governo comprará títulos muito difíceis de avaliar, sem liquidez e lastreados em ativos como hipotecas inadimplentes. O Tesouro ainda não deu os detalhes, mas analistas estimam que o fundo poderia ter US$ 800 bilhões.Além disso,o governo deverá estruturar um fundo de US$ 400 bilhões para segurar fundos de renda fixa, que têm sofrido enormes resgates depois que alguns tiveram de impor perdas aos cotistas. Como esses fundos são essenciais para vários tipos de financiamento, o governo ofereceria seguro, da mesma maneira que garante contas correntes. Segundo o secretário do Tesouro, os ativos ilíquidos estão entupindo e enfraquecendo as instituições. "Está congelado não apenas o crédito para grandes bancos, mas também os financiamentos estudantis, de automóveis, casas...", disse Paulson.O plano vai custar aos contribuintes bem menos que "uma série de instituições financeiras quebrando e mercados de crédito paralisados, incapazes de financiar a expansão econômica", diz Paulson. Analistas estimam que a salvação dos bancos pode levar o déficit americano a dobrar no ano que vem, de projetados US$ 500 bilhões para US$ 1 trilhão. Paulson, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, e equipes vão trabalhar no fim de semana para estruturar a nova agência de "papéis podres". A idéia é conseguir a aprovação urgente no Congresso.O governo anunciou mais medidas para acalmar os mercados. A Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA) proibiu as vendas a descoberto de ações financeiras - muitos bancos vinham tendo quedas nas cotações por causa desse tipo de negociação. O Tesouro ainda anunciou US$ 50 bilhões para seguro de fundos de renda fixa. E as empresas Fannie Mae e Freddie Mac, sob intervenção do governo, vão ampliar as compras de títulos lastreados em hipotecas, para manter o mercado funcionando."A América enfrenta desafios sem precedentes e nós estamos reagindo com uma ação sem precedentes", disse ontem o presidente George W. Bush. "Este é um momento crítico para a economia americana." Ele prometeu superar a crise, da mesma maneira que os EUA sobreviveram aos ataques de 11 de setembro. "Vamos superar mais este desafio, e precisamos fazer isso juntos."

Pausa nas ocupações geram novas críticas

Por Fernanda Thurler
no Jornal do Brasil

A parada nas ocupações de co- munidades que o Comando Militar do Leste programou para hoje fez aumentarem as críticas à ação das tropas. Sábado é um dia em que os candidatos gostam de fazer campanha, porque os muitos moradores não trabalham e estão em casa. Candidatos como Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT), além de um cientista político ouvido pelo JB , fizeram críticas à interrupção das ocupações hoje. A candidata a prefeita Solange Amaral (DEM), única que já pegou carona com o Exército ­ duas vezes, na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e na Rocinha, na Zona Sul ­ disse que é uma pena que haja esse hiato na programação, porque, diferentemente dos militares, os bandidos não tiram folga. ­ O trabalho da malandragem não vai parar. Portanto, seria bom que eles (soldados) trabalhassem mais, e não só nas comunidades, mas nos centros de bairro também ­ afirmou Solange. Até agora, foram ocupadas 13 das 28 comunidades apontadas pelo Tribunal Regional Eleitoral como mais críticas no cerceamento à liberdade dos moradores. Nos próximos 15 dias, que antecedem o pleito, o Exército ainda precisa atuar em outras 15 localidades, não só na capital. Porta-voz do Comando Militar do Leste, o tenente-coronel André Luiz Novaes garantiu que a pausa já estava programada: ­ Vamos entrar em uma semana complexa, com ocupações até em São Gonçalo e decidimos aproveitar o dia para fazer o reajuste de dispositivo e um balanço da Operação Guanabara.
Polêmica
Para o cientista político João Tra- jano, no entanto, o sistema de rodízio da ocupação não é suficiente e, muito menos, eficiente. ­ Na hora do voto, o eleitor é solitário, ele pode fazer a escolha determinada e os mecanismos de intimidação não vão ser significativamente comprometidos com essas intervenções. Os militares podem permitir a entrada de candidatos, mas o resultado disso é pífio. Não mina os mecanismos de coerção ­ analisa Trajano. Por outro lado, a coordenadora do Núcleo de Pesquisas das Violências da UERJ, Alba Zaluar, vê como necessária a intervenção militar, levando-se em conta o atual poderio de traficantes e milicianos na cidade, embora a estratégia não seja totalmente eficaz. ­ É uma solução emergencial. A presença do Exército pode oferecer um limite a qualquer tipo de ingerência do poder paralelo. Os moradores podem se sentir mais independentes, mas não há contingentes, nem armas, para um ocupação permanente ­ destaca. Bem críticos quanto à eficiência da operação, que terá continuidade durante o segundo turno, os candidatos Alessandro Molon (PT) e Chico Alencar (PSOL) questionam o sistema itinerante programado pelo Comando Militar do Leste. ­ Os soldados ficam dois dias e vão embora. Depois, tudo volta ao normal. A milícia e o tráfico apenas se encolhem nesses dias ­ ressalta o deputado federal. ­ É a política do espantalho. Quando a gralha percebe que aquilo não adianta nada, ela perde o medo. O petista complementa: ­ Não acho que uma operação itinerante possa garantir a segurança do eleitor ficando nessas comunidades por poucos dias. Depois da pausa de um dia, os soldados voltam à labuta e ocupam mais quatro favelas. Três dominadas pelo tráfico: Jacarezinho (Zona Norte), Antares e Carobinha ­ que até julho era dominada pelo grupo pára-militar autodenominado Liga da Justiça, cujos líderes são os irmãos Natalino Guimarães e Jerônimo Guimãres, o Jerominho, ambos presos ­ (Zona Oeste). A outra também é refém de milicianos: o Barbante, também na Zona Oeste ­ onde sete moradores foram mortos a tiros no mês passado.

Mendes questiona se Abin tomou lugar da PF na Satiagraha

Por Kátia Brasil
na Folha de São Paulo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, questionou ontem, em Manaus, se a Abin (Agência Brasileira de Informação) está tomando o lugar da Polícia Federal, ao se referir à participação de agentes do órgão na Operação Satiagraha.Mendes também expressou preocupação com uma possível atuação da agência no caso do grampo divulgado de uma conversa entre ele e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO)."Inicialmente se dizia que a Abin não tinha participado desse episódio [Satiagraha], depois se afirmou que a Abin fez um apoio técnico, depois se revelou que teve uma participação mais ampla de 52 [agentes da Abin], agora se informa que são 56 diante dos 22 agentes federais [da PF] que atuaram. Então vem a pergunta: quem é que teve uma atuação principal nesse episódio? A Abin ou a PF?"O ministro continuou: "Nós ainda tivemos uma outra revelação: o diretor-geral da PF [Luiz Fernando Corrêa] não sabia que a Abin tinha esse grau de participação. Então vem a pergunta: o que está ocorrendo nessa seara? A Abin está agora substituindo a PF? E ela pode fazê-lo? A meu ver, não. Isso é ilegítimo. É uma situação de descontrole, de desgoverno? É preciso que nós respondamos a essas perguntas".Mendes disse ainda que a função da Abin é assessorar o presidente da República. "Nós sabemos que essa [prestar apoio à PF] não é a função institucional da Abin. A função da Abin é dar assessoria e informações seguras ao presidente."O ministro esteve ontem em Manaus para presidir o 1º Encontro Regional do Judiciário, onde falou para cerca de 40 magistrados sobre a cooperação entre os tribunais e o Conselho Nacional de Justiça.

Grampo da PF sobre fraude em SC pega genro de Lula e deputado do PT

Por Fausto Macedo
no Estado de São Paulo

Marcelo Sato, genro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caiu no grampo da Influenza, investigação da Polícia Federal em Santa Catarina sobre suposto esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no Porto de Itajaí.Sato aparece em conversas telefônicas com o empresário Francisco Ramos, o Chico Ramos, sócio-controlador da Agrenco do Brasil S/A e principal alvo da operação.Casado com Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, Sato não é investigado pela PF, mas as interceptações sugerem seu empenho em atender demandas de interesse do executivo junto a órgãos públicos federais.Dia 18 dezembro de 2007, às 15h42, os dois se falaram e a PF gravou. Ramos liga para Sato e diz que "precisa de um favor". O empresário quer um atalho para colocar na pauta da Agência Nacional do Petróleo (ANP) seu projeto para uma fábrica de biodiesel.Ramos explica que o processo "está na área jurídica" da agência e pede a Sato que faça um "pedido especial". O genro do presidente se prontifica: "Estou ligando agora."A malha fina também pegou o deputado Délio Lima (PT-SC), ex-superintendente do Porto de Itajaí de janeiro de 2005 a março de 2006. Duas vezes prefeito de Blumenau, Lima é candidato novamente ao cargo.A mulher de Décio, Ana Paula Lima, é deputada estadual, líder da bancada do PT na Assembléia. Sato trabalha no gabinete de Ana, em Florianópolis.Dia 1º de abril, às 11h25, Ramos telefona para o parlamentar e diz que tem um "documento pendente na Receita": "Para a gente poder se qualificar e vender biodiesel no leilão", continua. Ele diz que "tá apavorado". Décio pede que lhe seja transmitido e-mail "para entender direitinho com quem tem que falar".Chico Ramos teria bancado hospedagem em hotel para Sato e vôos fretados para o deputado, além da aquisição de notebooks.O deputado, assim como Sato, não é alvo da Influenza. Ambos foram interceptados involuntariamente pela PF, que seguia os passos de Ramos escorada em ordem judicial.O monitoramento incluiu e-mails, como um de 24 de outubro, do gabinete do deputado para Ramos. "Assunto: audiência ANP", anuncia o texto capturado pelos peritos no HD do computador do empresário.Não há nos autos nada que incrimine Sato e Décio com a trama de operações cambiais ilegais, ocultação de bens, licitações fraudulentas, movimentações financeiras por laranjas e simulação de transações comerciais com emprego de papéis forjados. Mas a escuta federal mostra que eles fazem parte do círculo de amizades e influências do empresário que teria sido o mentor do esquema.A Influenza foi desencadeada em 20 de junho - 250 policiais e 33 auditores fiscais cumpriram 54 mandados de busca em Santa Catarina e São Paulo. Foram capturados 24 suspeitos com quem o arrastão da PF apreendeu 31 veículos de luxo, 3 armas, R$ 255 mil , US$ 22 mil e 4 mil euros, além de 200 quilos de documentos.
DOADORA
O objetivo central da missão é a Agrenco, conglomerado especializado na exportação e comercialização de produtos agroindustriais.A Agrenco é freqüente doadora de políticos. Nas duas últimas eleições, em 2004 e em 2006, injetou R$ 1,1 milhão no caixa de candidatos de partidos diversos.Na campanha de Décio Lima por uma cadeira na Câmara, há dois anos, o grupo repassou R$ 179,9 mil, segundo consta da prestação de contas do petista ao Tribunal Superior Eleitoral - o montante total das receitas de Décio foi a R$ 452,9 mil.O inquérito Influenza nasceu em Itajaí, onde os federais identificaram crime organizado e sonegação de tributos. Em agosto do ano passado, o juiz estadual Paulo Afonso Sandri autorizou os grampos, acatando pedido do delegado PF Roberto Mário da Cunha Carneiro.Em novembro, a investigação apontou prática de lavagem de dinheiro e, por isso, foi deslocada para a Justiça Federal onde funciona vara exclusiva para combater esse tipo de delito. Na semana passada, a Justiça Federal esticou em mais 45 dias o prazo para conclusão do procedimento.

Deputados criticam projeto que pune mídia

Por Maria Clara Cabral e Letícia Sander
na Folha de São Paulo

Deputados e entidades ligadas à imprensa criticaram ontem o projeto do governo federal encaminhado ao Congresso que prevê a possibilidade de punição criminal ao veículo e ao jornalista que divulgarem escutas telefônicas ilegais ou legais sob segredo de Justiça.O presidente e o relator da CPI dos Grampos da Câmara, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e Nelson Pellegrino (PT-BA), respectivamente, classificaram o texto como "inconstitucional e desrespeitoso", pois fere a liberdade de imprensa e o direito à informação: "Esse tipo de coisa merece o meu desrespeito. Fere o direito ao sigilo da fonte do jornalista e o direito do cidadão de se informar", diz Itagiba.Para o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR), da CPI, o envio do projeto foi uma "jogada do governo para tentar esconder os problemas atuais do Brasil". O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) disse acreditar que o projeto não tem chance de ser aprovado na Câmara.O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, disse ontem que "o problema envolve um valor maior, que é a obrigação dos veículos de informação de informarem o grande público. Não é o jornal ou a revista que quebra o sigilo. Ele não vai lá e tem acesso, são os dados que chegam até o jornal. A responsabilidade, portanto, não é do jornal, mas de quem deu o acesso aos dados sigilosos".Em nota, o vice-presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Júlio César Mesquita, afirmou que a entidade "estranha e condena a insistência do governo em buscar formas de punir jornalistas e meios de comunicação pelas informações que divulgam". "Tais atitudes e posições do governo vão na contramão das repetidas declarações públicas do presidente da República, de que, sem uma imprensa livre, não teria tido condições de realizar seu projeto político e de chegar aonde chegou." Para ele, o projeto de lei enviado ao Congresso "atinge diretamente a liberdade de imprensa".O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, disse achar o projeto "desnecessário". Ele disse que até ontem não havia tido acesso à proposta, mas ponderou: "Não precisa desta legislação. Precisamos, isso sim, de uma instância para fazer esta discussão interna, entre os jornalistas".Já o presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azêdo, afirmou que no conteúdo do texto há "veladamente uma preocupação censória que, no fundo, repete as práticas do regime militar".O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) defendeu a iniciativa: "O projeto não muda nada. Quem usar direito a informação não terá problema algum. Agora, se alguém usar para caluniar, difamar, injuriar, aí poderá ser punido".O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o projeto de lei mantém integralmente o direito à informação e o sigilo da fonte. "O que o projeto faz é dizer que utilizar essas informações para fins de obter vantagem ou proporcionar injúria, calúnia ou difamação passa a ser um delito conjugado".

Lula ''nacionaliza'' briga em Natal e irrita aliados

Por Cida Fontes
no Estado de São Paulo

Ao assumir de forma ostensiva a campanha da candidata do PT à Prefeitura de Natal, Fátima Bezerra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nacionalizou a campanha, comprou uma briga com aliados e rachou os partidos de sua base política no Rio Grande do Norte. "O presidente tem todo o direito de apoiar quem quiser, mas só espero que ele tenha senso de discernimento para participar da campanha como cidadão, não como presidente da República ou do PT", reagiu a candidata do PV, deputada estadual Micarla de Sousa, que lidera as pesquisas.Enquanto Lula patrocinava a aliança entre os contrários da política potiguar - PT, PMDB e PSB -, Micarla se associava ao DEM, que faz oposição cerrada a Lula no plano nacional. Sua campanha é sustentada por cinco partidos da base aliada (PV, PTB, PR, PP, PMN). Irritados, os deputados federais cobraram uma interferência do ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, do PTB. Foi em vão, a aliança se consolidou e Micarla ficou isolada. Lula, por sua vez, se transformou no maior garoto-propaganda de Fátima. Ontem, por exemplo, com ataques ao PSDB e ao DEM, Lula participou de comício da petista. "Esta lição vamos dar neles em 2010", bradou, ao manifestar sua ira particular ao líder do DEM, senador José Agripino (RN), que está à frente da campanha de Micarla. "Vamos fazer um ajuste de contas aqui em Natal e virei aqui quantas vezes precisar para derrubar quem faz o jogo sujo da política nacional", afirmou. Lula acusou o DEM de ter transformado sua vida em inferno no primeiro mandato. "Este cidadão que coordena a campanha da adversária fez mais que oposição durante seis anos e achincalhou minha administração." O presidente estendeu suas críticas a Micarla e ironizou o fato de ser rica e cuidar da aparência. "Não basta ter televisão para ganhar eleição, é preciso ter caráter e honradez. Se beleza ganhasse eleição eu não passaria do segundo colocado." Dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte, seis são integrantes da base aliada e três não apóiam Fátima, mas Micarla. A presença forte de ministros do PMDB e do PT em Natal para reforçar a petista não agradou aos aliados de Micarla. A candidata do PV tem popularidade em Natal e sabe usar a comunicação - herdou de seu pai a TV Ponta Negra, repetidora do SBT. "Lula veio a Natal contrariando suas próprias palavras", atacou ela, ao destacar a promessa que fez aos aliados: ficar fora da campanha onde a base não estivesse unida.

Serra reage aos ataques de Alckmin e defende Kassab

Por Ana Flor e Catia Seabra
na Folha de São Paulo

Chamado para a arena da desgastante briga do PSDB/ DEM, o governador José Serra contestou ontem Geraldo Alckmin, candidato de seu próprio partido, e saiu em defesa do prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM). Pela manhã, Alckmin afirmou que a indicação de Kassab para a vice de Serra em 2004 fora produto de um golpe.Irritado com a menção de seu nome, Serra reagiu só à noite e por intermédio da assessoria:"Lamento que a febre da disputa eleitoral acabe me envolvendo em ataques de campanha. A afirmação não é correta. Não houve golpe na indicação do nome, que foi feita pelo PFL, até porque quem me conhece sabe que pressão comigo não funciona. Por outro lado, como já afirmei em outras ocasiões, o Gilberto Kassab foi um vice leal e solidário. E, à frente da prefeitura, seguiu à risca nosso programa de governo". No Palácio dos Bandeirantes, a avaliação é que Alckmin obrigou uma manifestação de Serra.Pela manhã, Alckmin afirmou que Serra não queria Kassab como vice e ameaçou desistir de concorrer quando o nome foi escolhido. "O Serra queria como candidato o Lars Grael [hoje no PPS, na época no PFL]. Depois se acertou, e já estava escolhido praticamente o Alexandre [de] Moraes [secretário municipal dos Transportes]. Houve um golpe na véspera da convenção, o Serra quase desistiu de ser candidato. Não é a forma adequada de fazer as coisas", acusou.Alckmin também citou uma ferida antiga: a aliança entre DEM (PFL) e o PT pela eleição de Rodrigo Garcia para presidente da Assembléia Legislativa, em 2005."Deram [o DEM] um golpe junto com o PT na véspera da convenção, o sr. Rodrigo Garcia, que hoje está na prefeitura também. Nos derrotou unido com o PT."Contido pelo coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez, Kassab limitou-se a lembrar que Alckmin participara do processo de escolha de seu nome para a vice de Serra. "Na época, ele [Alckmin] compunha a aliança, que foi muito importante para eleger o José Serra, eleger o Kassab, e ele estava também participando desse processo."Em suas conversas, Kassab acusa Alckmin de comportamento "indigno". O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), alfinetou: "O eleitor não espera uma atitude tão agressiva de um homem de Deus, que dizem ser ligado à Opus Dei".

Que queda

Iris Rezende caiu quatro pontos percentuais e Sandy Júnior cresceu cinco. Manchete do Popular de hoje: “Ibope: cai diferença entre Sandes e Iris”. É mesmo? Quem lê a manchete pode começar a acreditar em segundo turno. Iris tem 67% e Sandy Júnior 17%. Que queda!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Eles na TV

O que será melhor para Goiânia: preencher os espaços com casas ou com praças? Gilvane Felipe quer zerar o déficit habitacional construindo casas nos espaços onde não tem nada. Já Iris Rezende quer usar este espaço para construir praças. Pelas pesquisas eleitorais o povão está querendo mesmo mais praças para preencher o vazio.
Sandy Júnior continua atacando Iris Rezende com a denúncia de que o prefeito teria beneficiado sua irmã. Continua falando que o autor da denúncia foi o vereador Humberto Aidar do PT. Só faltou alguém falar para a turma do Sandy Júnior que o mesmo PT que denunciou apóia o candidato à reeleição que beneficia a sua irmã. Engraçado que na propaganda de Sandy Júnior o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, pede voto para o seu candidato, mas este não fala de nenhuma obra do governo estadual que será feito em Goiânia. Tipo: “O governo Alcides fez e eu vou fazer em Goiânia”. Esta frase você não ouve da boca de Sandy Júnior. Também, com a baixa popularidade de Cidinho na capital...
E Iris Rezende não respondeu à denúncia de que teria beneficiado sua irmã. Por que será? Talvez o erro esteja em Sandy Júnior que relembrou da denúncia tarde demais. Pesquisa Ibope – TV Anhanguera (ver post) mostra diferença de 50% entre os dois. Sandy Júnior vai ter que repetir e muito a denúncia. Só que o horário eleitoral gratuito tem tempo para acabar. E este tempo está se esgotando.
Martiniano Cavalcante quer que os profissionais de saúde escolham o secretário da área. É mesmo? E quem seriam os candidatos? Como os pré-candidatos seriam escolhidos? Meu Deus, sindicalista não! Já não basta 2010 que a petralhada vai voltar de com força para a prefeitura depois que Iris Rezende sair candidato ao governo do estado.