quarta-feira, 14 de maio de 2008

Lula dá aval a aliança entre PT e PSDB em Belo Horizonte

Por Christiane Samarco
no Estado de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), ontem à tarde e, na conversa de cerca de uma hora, manifestou-se favorável à parceria entre o PT e o PSDB na sucessão do prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. "O presidente disse que não vê qualquer dificuldade para esse entendimento, mas registrou que essa é uma condução que deve ser feita pelos partidos, com o que eu concordo", resumiu Aécio ao final do encontro.O aval à aliança foi dado logo depois de um grupo de parlamentares do PT mineiro ter se reunido com o presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), em mais uma tentativa de impedir que tucanos e petistas estejam oficialmente juntos na sucessão de Belo Horizonte. O candidato de Aécio é seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda (PSB), que compôs chapa com o PT na vice.Apesar da articulação contrária de petistas, o governador deixou o Palácio do Planalto apostando que o PT nacional vai rever o veto à participação oficial do PSDB na aliança. "Eu tenho muita confiança que as incompreensões serão superadas, que vamos fazer uma grande convergência em Belo Horizonte. E, quem sabe, essa convergência possa um dia sinalizar para uma nova construção política no Brasil", afirmou.Lula também fez questão de estender a discussão política além dos limites de Belo Horizonte. Um colaborador do presidente diz que ele está empenhado em fazer com que Aécio e Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, mantenham "interlocução mais próxima".

Ex-assessor de deputado tem sigilo quebrado

Por Fausto Macedo
no Estado de São Paulo

A Justiça Federal decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, e de duas organizações não-governamentais (ONGs) que teriam sido beneficiadas com R$ 119,5 mil repassados por integrantes do grupo acusado de desvio de recursos do BNDES.Uma das ONGs é a Meu Guri, presidida por Elza Pereira, mulher de Paulinho. A outra é a Luta e Solidariedade que, segundo a Polícia Federal, é presidida por Eleno Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e braço direito de Paulinho.A Meu Guri recebeu R$ 37,5 mil de Moura, de acordo com registro bancário de 1º de abril. A Luta e Solidariedade captou R$ 82 mil, depositados por Marcos Mantovani, consultor do esquema BNDES que a Operação Santa Tereza desmascarou.A PF está convencida de que as duas ONGs foram usadas pelo esquema BNDES para fazer o fluxo do dinheiro tomado a título de financiamento.A quebra de sigilo foi ordenada pelo juiz Marcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A pesquisa compreende os últimos cinco anos e atinge também Mantovani e sua empresa, a Progus Consultoria e Assessoria.Foi decretada ainda a abertura dos dados da Termaq Escavações, da WE Original - boate que seria reduto do esquema - e de seu proprietário, Manuel Fernandes de Bastos Filho, o Maneco, que está foragido. Foi quebrado o sigilo fiscal do advogado Ricardo Tosto.Ontem, o Tribunal Regional Federal (TRF) abriu inquérito contra o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB). O caso foi distribuído para o desembargador Fábio Priteto.
DEFESA
O prefeito já está nos autos do TRF como "indiciado", mas seu advogado, o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, esclarece: "Mourão não está indiciado, esse termo representa na verdade um cacoete equivocado do cartório do tribunal. Estou absolutamente convicto de que o prefeito não tem nenhum envolvimento com os fatos denunciados. Ele pediu financiamento do BNDES, que foi deferido, mas os repasses demoraram. Diante disso, ele estava tentando abreviar a liberação da verba destinada a várias obras de importância social."O advogado Frederico Crissiuma não vê problema na quebra de sigilo de Moura. "Tudo o que ele tem, sabe explicar. Todas as transações e movimentação bancária têm origem lícita", disse."A quebra do sigilo não é motivo de preocupação da defesa", disse o criminalista Luís Fernando Pacheco, que defende Maneco e a WE. "Nossa preocupação é reverter a prisão preventiva, ilegalmente decretada.""Os dados obtidos com essa medida (a quebra de sigilo) vão demonstrar a absoluta inocência de Ricardo Tosto", afirmou o criminalista José Roberto Batochio. "Essa providência vai ajudar a revelar a verdade."

CPI convoca vazador de dossiê e assessor

Por Andreza Matais e Adriano Ceolin
na Folha de São Paulo

A CPI dos Cartões aprovou, por unanimidade, a convocação de José Aparecido Nunes Pires, responsável por vazar o dossiê com dados do governo FHC, e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB) que recebeu e-mail com cópia do dossiê.É a primeira vez que a CPI opta pela convocação -eles são obrigados a depor, sob o juramento de dizer a verdade. Até agora foram votados apenas convites, que não exigem do depoente esse compromisso.A convocação também torna obrigatório o comparecimento na data marcada, caso contrário a CPI pode pedir ajuda da PF para levá-los ao Senado.Os parlamentares aprovaram pedido para que a PF faça uma perícia no computador de Fernandes -o de Aparecido, secretário de Controle Interno da Casa Civil, já foi periciado.A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB), marcou os depoimentos para amanhã, mas eles podem ser adiados já que o acordo prevê que os dois só serão ouvidos após a comissão ter acesso aos depoimentos deles à PF.A Folha apurou, porém, que Aparecido ainda não foi intimado a depor. "Em princípio o acordo era que o depoimento só ocorreria depois de termos acesso ao documento", disse o relator, Luiz Sérgio (PT). A CPI pediu ao juiz José Aírton de Aguiar Portela, da 12ª Vara Federal, cópia dos depoimentos.Até ontem à noite, Aparecido não havia formalizado, como esperava o governo, sua exoneração da Casa Civil. Na sexta, ele protocolou um pedido de férias, que não foi aceito. A Casa Civil quer forçá-lo a pedir demissão. Ele já avisou que deixará o posto, mas não quer fazê-lo agora. Deseja ficar de férias até o caso ser concluído.Álvaro Dias disse que seu assessor saiu de férias para preparar sua defesa e reagiu às cobranças de governistas para que ele o afaste."Não abriria mão dele em hipótese alguma. Foi leal e honesto com quem o chefia." Sobre a perícia no computador do assessor, Dias disse que não vê problemas.De novo a base blindou Dilma Rousseff e sua secretária-executiva, Erenice Guerra, que ordenou a confecção do dossiê. Na pauta, pedidos de convocação delas não foram votados.

Diálogo menciona pagamento a Paulinho

Por Rubens Valente
na Folha de São Paulo

Em diálogo telefônico interceptado pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, o empreiteiro Manuel Fernandes de Bastos Filho, o Maneco -apontado pela PF como o "coordenador do esquema" de alegado desvio de empréstimos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social)-, descreveu uma suposta divisão de R$ 2 milhões que deveria incluir o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP).Maneco, também apontado pela PF como dono de uma casa de prostituição nos Jardins, está foragido desde o último dia 24. Contra ele há um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal. No dia 9 de janeiro passado, Maneco manteve uma conversa de 22 minutos com Jamil Issa Filho, ex-secretário de Urbanismo da Prefeitura de Praia Grande (SP), tomadora de um empréstimo no BNDES. Maneco explicou que seria necessário emitir notas fiscais para dar saída à parte do empréstimo que seria, então, distribuída pelo grupo. O banco havia liberado uma parcela de R$ 20 milhões.Maneco contou que pressionaria o consultor da Força Sindical João Pedro de Moura a "riscar cheque" e que, para isso, surgiriam as notas fiscais "nesse valor". Maneco parece preocupado com a partilha: "Mesmo nos 2 [milhões], a divisão vai ser muito embaralhada". O empreiteiro contou ter recebido, naquele dia, um telefonema do consultor Marcos Mantovani, também preso na operação da PF, para que "desse um tratamento VIP" ao advogado Ricardo Tosto, então conselheiro do BNDES. Issa Filho demonstrou dúvida sobre a inclusão dele na suposta divisão, ao que Maneco alegou: "Mas é com o Paulinho, né? Aí, o que der pro Paulinho dá pro Tosto, né?".Issa Filho reagiu negativamente à idéia, alegando que Tosto "não fez nada" para merecer o dinheiro. "Mas o cara não fez nada, não fez nada", disse o ex-servidor da prefeitura.Ambos concluíram que o valor a ser dividido iria diminuir por causa das notas fiscais, que levariam ao pagamento de impostos. Maneco contou ter feito os cálculos ao lado do consultor Moura."Eu fiz umas contas com o João aqui, (...) o João falou que ele tem que dar pelo menos 2,5%, nem 2% não dá, porque ele quer nota, ô, Jamil, ele quer nota de material e nota de mão-de-obra. (...) Nota custa 15,8 [%] (...). Aí quanto que cai? Se ele der 2 contos, cai 300 paus, 1.700, e aí?", disse Maneco.Na empresa Progus, de Mantovani, a PF apreendeu planilhas e papéis que indicam uma suposta partilha de recursos, segundo a polícia. As conversas sobre a divisão começaram depois que a parcela do empréstimo do BNDES chegou à conta da Prefeitura de Praia Grande. Maneco disse que brincou com o prefeito Alberto Mourão (PSDB): "A única coisa que eu falei foi: "Tá com [R$] 20 milhões na conta, hein, malandro". E ele ficava falando assim: "Pô, esse dinheiro não pode mexer, eu pensei que podia pôr no extraordinária da prefeitura". Não dá pra mexer? Só que o João Pedro falou pra mim que já mexeram em dez!".Ao final da conversa, Maneco disse que chegou a provocar o prefeito sobre outro assunto, uma obra em um terreno baldio. "Falei pra ele assim: "Meu, se eu estivesse na sua cadeira aí, se deixasse eu sentar aí, sabe o que fazia?" "O que tu fazia, Maneco?" [o prefeito perguntou]. "Eu pegava, mandava alguém comprar essa empresa do terreno, tá certo, pagava esses seis, sete contos. Ia lá nos cara e falaria: o terreno custa seis, sete, tá certo. Me dá três por fora'".

Empresários que depositaram para Duda nos EUA viram réus

Por Paulo Peixoto
na Folha de São Paulo

A Justiça Federal aceitou denúncia contra dois empresários envolvidos em esquema citado no processo do mensalão. Eles seriam os responsáveis pelos depósitos no exterior para Duda Mendonça, ex-marqueteiro do presidente Lula em 2002.Segundo o Ministério Público Federal, Glauco Diniz Duarte e Alexandre Vianna de Aguilar são acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta para uma "extensa e contínua rede de operações travadas pela empresa dos réus com doleiros brasileiros e estrangeiros".Eles teriam constituído uma empresa na Flórida (EUA), para "operar com troca de cheques, câmbio de moeda estrangeira e remessa de valores". Por meio de uma conta no Bac Florida Bank em nome da empresa, faziam operações com recursos próprios e de terceiros "sem a devida declaração" à Receita."A conta funcionava como autêntica conta-ônibus, que abriga várias outras subcontas, o que permite a dissimulação de natureza, origem, localização, movimentação e propriedade dos valores movimentados", afirmou o Ministério Público.A partir de 2003, Duda recebeu R$ 10,5 milhões numa conta em nome da "offshore" Dusseldorf, nos EUA. Teria sido por meio da conta mantida no Bac Florida Bank que a Dusseldorf recebeu as remessas como pagamento a Duda por campanhas do PT em 2002. A reportagem não conseguiu localizar os empresários.

Liminar do TRF bloqueia bens de deputado

Na Folha de São Paulo

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região bloqueou os bens do deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA) e outros dez suspeitos de desvio de recursos públicos da Sudam.Na ação, de 2007, o Ministério Público não cita crimes, mas pede a devolução de R$ 18,1 milhões em empréstimos para projetos nos quais viu "indícios de desvio de finalidade e utilização fraudulenta dos valores liberados".Segundo Jader, a ação contra ele é "um show pirotécnico": "Não existe inquérito policial concluído sobre o caso nem ação penal contra mim", declarou.

Procuradoria denuncia ex-ministro de Lula

Por Andréa Michael e Felipe Seligman
na Folha de São Paulo

Quase um ano após a deflagração da Operação Navalha, que revelou um esquema de fraude a licitações, o Ministério Público Federal denunciou 61 pessoas ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), entre elas o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), os governadores Jackson Lago (MA) e Teotonio Vilela Filho (AL) e os ex-governadores José Reinaldo Tavares e João Alves Filho.Os envolvidos são acusados pelas subprocuradoras Célia Regina Delgado e Lindôra Araújo, que assinam a denúncia protocolada em 12 de maio no STJ, por formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, fraude à licitações e corrupção passiva e ativa e contra o sistema financeiro. No final de 2007, a Folha antecipou que entre os denunciados estariam Rondeau e o governador Teotônio Vilela (PSDB-AL).A investigação batizada de Navalha tornou-se pública em 17 de maio do ano passado. Ao todo, 48 pessoas foram presas, supostamente envolvidas nas práticas ilegais comandadas pelo empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama.A denúncia cita "sofisticado grupo criminoso" liderado por Zuleido para a "obtenção ilícita de lucros através da contratação e execução de obras públicas, praticando, para tanto, diversos crimes autônomos, como fraudes a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, crimes contra o sistema financeiro, dentre outros delitos".As subprocuradoras pedem o "afastamento dos denunciados ocupantes de cargos públicos". Também pedem que o STJ envie as informações relativas ao caso às Procuradorias da República do Maranhão, Alagoas, Sergipe, Piauí e Distrito Federal, além da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, com sede em Brasília, para que continuem as investigações sobre os braços do esquema de corrupção.O número de denunciados cresceu em relação às prisões ocorridas em 2007 principalmente pela devassa que as subprocuradoras fizeram nos contratos do programa do governo federal "Luz para Todos". Em diversos contratos foram detectadas irregularidades que acabaram por favorecer outras empresas além da Gautama.No caso de Silas Rondeau, a denúncia aponta "pagamento de propinas a Silas" no caso de um contrato de R$ 128,4 milhões para a construção da segunda etapa de uma adutora em Sergipe no rio São Francisco. A denúncia cita ainda que, no caso do "Luz para Todos" no Piauí, lobistas intermediaram encontros entre Zuleido, Maria de Fátima e Silas, "inclusive para o pagamento de vantagem indevida ao ex-ministro".Ela menciona ainda "atuação destacada no Ministério de Minas e Energia, mais especificamente com o então ministro Silas Rondeau, para viabilizar os termos aditivos aos contratos firmados entre a Eletrobrás, Cepisa e Gautama".Sobre o governador Jackson Lago (PDT-MA), a PF diz que seu sobrinho Alexandre Lago teria recebido R 240 mil em nome do tio para beneficiar o esquema com pagamentos de obras irregulares. Levantamento da Procuradoria concluiu que Alexandre mantinha esquema de consultoria para 16 prefeituras de cidades pobres do Maranhão. Ele era responsável pela área de licitações dos municípios e, com tais serviços, arrecadava R$ 51 mil mensais.A denúncia também cita o ex-servidor do governo do Maranhão Geraldo Magela da Costa, que "intermediou, também, reuniões entre Zuleido e o então governador José Reinado para tratar não apenas das medições, cuja aprovação, em virtude das graves irregularidades apresentadas, exigiam uma intervenção direta do primeiro mandatário para determinar aos seus subordinados a realização dos pagamentos".No caso de Alagoas, foram apontadas irregularidades nas obras da barragem do rio Pratagy, no valor de R$ 77,78 milhões, em manobras ilegais que seriam do conhecimento de Teotonio Vilela.

Sem apoio de Lula, Marina anuncia saída do governo

Por Marta Salomon e Valdo Cruz
na Folha de São Paulo

Depois de cinco anos, quatro meses, 12 dias e uma coleção de disputas no cargo, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) deixou o governo ontem. Ao mesmo tempo em que um portador levava carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina relatava à equipe o caráter "irrevogável" de seu afastamento. Sem apoio do presidente, ela já não via condições de permanecer no cargo.Embora já esperasse pela reação da ministra, cuja gestão já não o satisfazia, Lula reagiu com irritação ao formato da saída: Marina nem sequer pediu demissão, apenas comunicou sua decisão de deixar o comando do Meio Ambiente.A decisão de Marina foi amadurecida desde a manhã de quinta-feira passada. Pouco antes da cerimônia pública do lançamento do PAS (Plano Amazônia Sustentável), no Planalto, a ministra participou de reunião com Lula e governadores da Amazônia. Naquele momento, foi informada por Lula que a coordenação do Conselho Gestor do plano ficaria com o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), que não participara da elaboração do plano, gestado desde 2003.Mais do que surpreendida, a ministra viu no gesto sinal claro de que já não contava com o apoio de Lula para levar adiante medidas duras de combate ao desmatamento na Amazônia. Após três anos de queda no ritmo das motosserras, a devastação da floresta voltou a crescer no final de 2007.Até momentos antes da reunião com Lula, Marina acreditava que coordenaria as ações do PAS. Viu um sinal disso num detalhe: o arranjo das autoridades nas cadeiras próximas ao presidente no tablado no salão nobre do Planalto -não havia assento para Unger entre os protagonistas da cerimônia.A expectativa da ministra frustrou-se momentos antes da solenidade. Em relatos econômicos que fez dos motivos que a levaram a pedir demissão, Marina contou que a reunião foi "muito dura" e não deu a ela condições de permanecer no governo. Depois de perceber que pressões contrárias à sua permanência eram maiores do que o apoio que esperava receber de Lula, Marina chegou a dizer a um interlocutor: "Uma mãe não abandona seu filho".A frase é um contraponto ao discurso feito por Lula na cerimônia. Mesmo depois de escantear Marina, o presidente chamou a ministra de "mãe do PAS". O epíteto já não lhe cabia, julgou a ministra, num paralelo a uma de suas principais antagonistas no governo, Dilma Rousseff (Casa Civil), apontada por Lula como a "mãe do PAC".Os termos duros da carta de demissão foram divulgados pelo Planalto. O texto atribui a demissão a dificuldades enfrentadas na condução da agenda ambiental: "V. Exa. é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade".A ministra passou o dia em seu apartamento. Com mais dois anos e meio de mandato para cumprir no Senado, pensa em tirar férias antes de voltar à vaga hoje ocupada pelo suplente Sibá Machado (PT-AC).Seus principais assessores se dispõem a ficar só por um período de transição. Entre eles estão João Paulo Capobianco (secretário-executivo do ministério e presidente do Instituto Chico Mendes) e Bazileu Margarido Alves, presidente do Ibama. Thelma Krug, secretária de Mudanças Climáticas, estava ontem na Finlândia.Não foi a primeira vez que Marina pediu demissão. No início do segundo mandato de Lula, sob pressão para apressar a concessão de licenças para obras do PAC, ela pôs o cargo à disposição. Na ocasião, julgou ter tido reiterado o apoio do chefe e conduziu a revisão do projeto de hidrelétricas do rio Madeira (RO) para liberação da licença ao empreendimento.Na grande polêmica anterior, que tratou da liberação de lavouras transgênicas de soja, a partir de sementes contrabandeadas da Argentina, a ministra assimilou a derrota, embora a área ambiental do governo resista à liberação de organismos geneticamente modificados.Foi na execução da política de combate ao desmatamento que ela viu inviabilizada sua permanência. Em janeiro, Marina associou o aumento do ritmo do desmatamento ao avanço de pastos e plantações de soja, estimulados pelo aumento do preço de commodities.Atraiu críticas dos governadores Blairo Maggi (MS) e Ivo Cassol (RO) e do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura).Parte do PT tenta emplacar o ex-governador do Acre Jorge Viana, que deve conversar hoje com o presidente Lula. Antes, o petista Carlos Minc, do Rio, havia sido sondado.

terça-feira, 13 de maio de 2008

E Hillary Clinton ganhou mais uma primária

Hillary Clinton ganhou mais uma primária democrata. Ela venceu Barack Obama na Virgínia Ocidental. Como é que é? Hillary venceu mais uma prévia? Disseram que ela era carta fora do baralho. Pelo visto, Obama terá que esperar mais um pouco para cantar vitória.

Podcast do Diogo Mainardi: "Desemprego zero"

José Carlos Assis é o coordenador do Movimento Desemprego Zero. Ele defende uma "política de pleno emprego". Aparentemente, o primeiro a ser beneficiado com a política de pleno emprego foi o próprio José Carlos Assis. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, contratou-o como seu assessor, com um salário – um salário pleno – de 20 mil reais.
O Movimento Desemprego Zero tem um blog. Na semana passada, esse blog esperneou contra Elio Gaspari e contra mim, por causa de nossos artigos sobre o desvio de verbas do BNDES. No meu caso, publicou-se o seguinte: "Diogo Mainardi, em seu podcast, com sua característica arrogância, deixa tudo mais claro. Seu foco é exclusivamente o BNDES. Finge que a questão não trata da prefeitura do PSDB". Na verdade, quem deixa tudo mais claro é o blogueiro do Desemprego Zero. Depois de livrar a cara do BNDES e de Paulinho, ele, com sua característica modéstia, faz o panegírico do presidente do banco, o pleno empregador Luciano Coutinho, identificado pelo blog como um dos "mosqueteiros do desenvolvimentismo", ao lado de Dilma Rousseff, Guido Mantega e – epa! – Carlos Lupi, do PDT de Paulinho.
Como é que é? Primeiro, o BNDES dá um bom dinheiro a um blogueiro. Depois, esse blogueiro presta um servicinho desinteressado ao BNDES, aplaudindo seu presidente e atacando seus adversários. Hmmm... Eu manjo essa história. Os blogueiros jihadistas do BNDES, remunerados com salários e empréstimos do banco, fazem de tudo para agradar seus financiadores. Além disso, eles organizam palestras para o BNDES, contando com o apoio de seus padrinhos políticos. O principal padrinho político de José Carlos Assis é o bispo Crivella. Alguns dias atrás, ele estava no BNDES, como convidado de um seminário organizado pelo blogueiro do Desemprego Zero.
Eu sei que o blog de José Carlos Assis é absolutamente desimportante. Mas ele reúne os economistas do chamado Novo-Desenvolvimentismo, uma corrente que mistura as bobagens do keynesianismo às bobagens do celsofurtadismo. Sua tese central é que só um Estado forte pode garantir um mercado forte. Na prática, isso significa bancar a compra da Brasil Telecom por parte da Oi. O Estado forte entra com o dinheiro do BNDES, o mercado forte fica com o monopólio da telefonia fixa. É o modelo capitalista de Putin. O modelo Gazprom. O Novo-Desenvolvimentismo rejeita a política de juros do Banco Central e ataca Henrique Meirelles. Enquanto isso, com o dinheiro do BNDES, seus timoneiros preparam o Grande Salto Adiante do lulismo, apresentado na última segunda-feira na sede do banco, e denominado Nova Política Industrial.
O grande adulador de Mao era Lin Biao, o compilador do Livrinho Vermelho. Os grandes aduladores do presidente do BNDES são esses blogueiros contratados por ele. Cada um tem o Lin Biao que merece. Cada um tem o pleno emprego que merece.
Ouça clicando aqui

Eles querem dominar tudo e todos

O dossiê produzido na Casa Civil contendo os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso é tratado com deboche pelos lulistas bolivarianos. Jaques Vagner disse hoje que a população dá pouca atenção para o dossiê. É mesmo? Com que dados o governador baiano chegou a esta conclusão? Quando o PT era oposição sempre dizia que a população estava indignada com os escândalos de corrupção envolvendo o governo. Agora que eles estão no poder dizem que o povão não quer saber de “futricas” como disse Jaques Vagner. Eles querem controlar tudo e todos. Desde os gastos presidenciais até o que a população acha dos crimes cometidos pelo petismo.

Começou mal

Carlos Minc, provável ministro do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva que pediu demissão hoje, tem um site. Lá tem o seu perfil. Um trecho me chamou atenção: Defensor do socialismo libertário, luta pela conquista dos direitos de cidadania, pela auto-organização da sociedade e pela defesa das mulheres e das minorias.
Defensor do “socialismo libertário”? Xiiiiii... Como eu sempre digo: duvide de todo aquele que se diz defensor, libertário ou salvador do povo.

Planalto convida Carlos Minc para assumir lugar de Marina Silva

Na Folha online

O Palácio do Planalto convidou Carlos Minc para assumir o lugar de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente. A informação é do governo do Rio.
Minc é secretário do Ambiente do Estado do Rio. Seu nome foi indicado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).


A indicação de Minc para o Meio Ambiente desagrada setores do PT, que queriam manter a pasta sob o comando de um petista mais alinhado com o grupo de Marina. Os petistas chegaram a sugerir o nome do ex-governador Jorge Viana (PT-AC) para o lugar de Marina Silva.
A assessoria do governo do Rio informou que o presidente Lula ligou para Cabral pedindo a liberação de Minc para assumir o ministério.
Segundo a assessoria, Cabral teria dito que entendia o pedido do presidente e autorizou a transferência de Minc. O governador teria dito ainda que Lula fez uma excelente escolha, pois o secretário é uma revelação de seu governo.
Segundo o governo do Rio, Minc ainda não sabe do convite de Lula nem que Cabral liberou sua ida para o ministério, pois está em viagem de trabalho, em Paris (França).

E ele é de um partido da oposição

Ele [Lula] lamentou a perda de uma grande auxiliar. Uma ministra que não é apenas de um governo, mas do país. É um símbolo de persistência, da luta ambiental e uma luta inclusive fora do Brasil. O presidente lamenta a perda. O sentimento dele é de lamento até pela relação pessoal que ele registrou ter com a ministra. Quem disse isso? Franklin Martins? Romero Jucá? Não! Quem disse isso foi o governador de Minas Gerais Aécio Neves. Ele é do PSDB, partido de oposição ao governo. Aécio virou o mais novo porta voz de Lula. Pois é. O PSDB está feliz da vida por ter dois nomes fortes para a disputa presidencial de 2010. Além de Aécio, José Serra tem chances de suceder Lula. Se os tucanos bobearem verão Aécio e Lula de mãos dadas (literalmente) na campanha de 2010.

Ministra Marina Silva entrega pedido de demissão a Lula

Por Marta Salomon
na Folha online

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) entregou nesta terça-feira o seu pedido de demissão ao presidente Lula.
A integrantes de sua equipe, que ela reuniu hoje de manhã, a ministra disse que não existe a possibilidade de recuar e permanecer no cargo, que ocupa desde o primeiro dia do primeiro mandato de Lula.
Marina vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como a Casa Civil e a Agricultura, em casos e questões que opõem proteção ambiental a interesses econômicos.

O Menino do Rio

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral disse que Lula é o “Menino do Rio”. É, minha gente, como as coisas mudam. Tempos atrás ele dizia que “o Rio está sendo muito discriminado pelo governo do presidente Lula”. Vejam o que ele dizia sobre o “Menino do Rio”

Ela queria a ditadura comunista aqui

O apóstolo César Augusto escreveu um artigo lamentável no Diário da Manhã de hoje. Fez elogios rasgados à Mãe Dilma por conta do seu depoimento prestado na Comissão de Infra-estrutura do Senado. É mais um artigo que louva Mãe Dilma. É mais um artigo que colabora para a mentira que o esquerdismo divulga há tempos no Brasil. O apóstolo critica a oposição e a tão comentada pergunta do senador democrata Agripino Maia se Mãe Dilma estaria mentindo ali na frente dos senadores já que mentiu para o seu torturador durante a ditadura militar. É mais um artigo que louva os feitos da esquerda.
Quase ninguém fala, mas a turma da Mãe Dilma na década de 1960 queria implantar a ditadura comunista no Brasil. Ou seja, o que os esquerdistas realmente queriam era tirar o poder das mãos dos militares e pintar o país de vermelho. O mesmo vermelho do sangue que correu dos paredões cubanos e soviéticos. Por que será que nenhum senador cobrou isso de Dilma? O artigo do apóstolo César Augusto é mais um que louva os feitos de Mãe Dilma. Mais um que puxa o saco do lulismo, divulgando a idéia de que o seu desempenho na comissão do Senado já a deixa apta para ser a candidata à Presidência da República em 2010. Dilma foi terrorista. Dilma queria implantar a ditadura comunista aqui. Dilma e seus amigos esquerdopatas defendem os assassinatos cometidos por Fidel, Che, Stálin, Mao. Milhões de pessoas perderam suas vidas nos paredões esquerdistas. Alguém lembrou disso na Comissão de Infra-estrutura do Senado?
Um artigo simplesmente lamentável. Até quando teremos que aturar escritos como os do apóstolo César Augusto ocultando a farsa esquerdopata no Brasil? Dilma queria a ditadura comunista aqui. Ela bate no peito exaltando o que ela fez para que seu sonho virasse realidade. Isso é lamentável. O mais lamentável ainda é quem apóia isso.

Lula bem longe do Brasil

Lula esteve ontem no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Estava comemorando os 30 anos da grave da Scania que, segundo ele, foi muito importante para sua formação. Dane-se o que foi importante para a formação de Lula. Na comemoração os participantes gritavam: “1, 2, 3, é Lula outra vez”. Vocês acham que Lula achou ruim, mandou todo mundo calar a boca? Claro que não. Ele gostou. Lula diz que não vai disputar um terceiro mandato, mas não faz nada para evitar que seus aliados defendem esta idéia bizarra. Estamos vivendo num momento perigoso. Lula pode, a qualquer momento, alterar a Constituição e disputar um terceiro mandato em 2010. É perigoso, muito perigoso. Se não estivermos atentos Lula dá o golpe.
É preciso começar um outro movimento. Um movimento contrário ao lulismo. Seria muito bom ver os gritos: “1, 2, 3, 4, 5, mil, queremos o Lula bem longe do Brasil”.

Planalto dá aval e secretário de Dilma e assessor de tucano devem ir à CPI

Por Eugênia Lopes e Vera Rosa
no Estado de São Paulo

Com o aval do Palácio do Planalto, a CPI dos Cartões deve aprovar hoje a convocação do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, e de André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Aparecido foi o responsável pelo envio para André de arquivo eletrônico com cópia da planilha preparada no Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Com a ida do secretário à CPI, o governo tenta evitar sofrer novos desgastes, além de dar uma indicação de que não teme o depoimento. André e Aparecido devem depor ainda esta semana.
"Somos favoráveis ao depoimento de Aparecido porque, se ele não for, vão dizer que o governo está escondendo alguma coisa", afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Indagado se a decisão de pôr o secretário de Controle Interno frente a frente com os parlamentares não seria arriscada, Múcio respondeu com uma pergunta: "Mas o que não é risco? Dos perigos, antes o conhecido." A estratégia foi decidida depois de várias conversas de Múcio com auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR). "A orientação do governo é para os dois (Aparecido e André) irem à CPI. E os dois devem depor no mesmo dia", comentou Jucá, que também repassou a tática com a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA). "É uma questão de simbologia. O governo quer pagar para ver; não teme nada. Por isso, nossa posição é apoiar a convocação e esclarecer os fatos."Os petistas, que em um primeiro momento fizeram restrições à convocação do secretário, mudaram de idéia e passaram a defender o depoimento. "Estamos diante de uma situação que não tem saída: eles (Aparecido e André) têm de ir à CPI e se explicar. Se não forem, a CPI se desmoraliza", disse o relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). "Ninguém pode pedir um sacrifício para que nós não os convoquemos." A boa vontade do governo na CPI dos Cartões ficará restrita, no entanto, à convocação de Aparecido e André. A ordem é barrar qualquer tentativa de levar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a secretária-executiva da pasta, Erenice Guerra, a depor. Em conversas reservadas com amigos, Aparecido chegou a dizer que Erenice foi a mandante da confecção do dossiê contra Fernando Henrique.
NOVA VERSÃO
O Planalto opera para que a elaboração do dossiê não seja considerada crime, uma vez que, pela nova versão do governo, os dados sobre o ex-presidente não são mais sigilosos. "Houve quebra de confiança dentro do governo, independentemente de haver crime ou não", observou Jucá. A estratégia do governo também é culpar a oposição, especificamente Álvaro Dias, pelo vazamento do dossiê. "O vazamento foi feito por um membro do PSDB. O governo fez um banco de dados. Foi a oposição quem vazou o dossiê, quem faltou com a verdade", insistiu o líder do governo no Senado. Apesar de acusar Álvaro Dias, Jucá disse que o senador não deve ir à CPI se explicar. "Chamar o senador Álvaro Dias é politizar o caso. Se estamos condenando a oposição porque quer chamar a ministra Dilma, então, por que vamos chamar o senador Álvaro Dias?"O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), está confiante de que em seu depoimento Aparecido acabará culpando Erenice pela confecção do dossiê. Os oposicionistas acreditam que o secretário, que é ligado ao ex-ministro José Dirceu, vai revelar detalhes da montagem do dossiê, uma vez que não tem compromisso de fidelidade com a ministra da Casa Civil. "E, no dia em que a Erenice cair, a ministra Dilma estará em maus lençóis", previu o tucano. Virgílio avisou que vai insistir na convocação de Dilma, amanhã, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em sua avaliação, os oposicionistas têm chances de conseguir aprovar a convocação da ministra na CCJ, caso obtenham os votos dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Péres (PDT-AM).

Lula lembra época de sindicalista e diz que quer diárias para "acabar com a sacanagem"

Por Fernando Barros de Melo
na Folha de São Paulo

Na comemoração dos 30 anos da greve da Scania, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ontem ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ouviu gritos de "1, 2, 3, Lula outra vez" e "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". Em seu discurso, o presidente lembrou histórias da sua época de sindicalista e afirmou que quer instituir diárias para ministros do governo para "acabar com a sacanagem".Ao falar das diárias, sem citar os cartões corporativos, ele se referiu a um ex-dirigente do sindicato, membro do Conselho Fiscal, Mariano Paulo Vilaça. "Ele brigava tanto para que as notas do sindicato estivessem em dia, brigava tanto que me obrigou a instituir as diárias no sindicato, coisa que eu quero fazer no governo federal para acabar com a sacanagem."Segundo assessoria do presidente, a idéia é, após o fim da CPI dos Cartões, instituir diárias de R$ 450 para ministros.Lula disse que a greve da Scania foi importante na sua formação. "Tenho consciência, companheiros, que devo a minha formação ética, a minha formação política, os meus pés no chão, à maturidade que a categoria impôs." Segundo o presidente, as greves que sucederam a de 1978 foram importantes para a formação da "consciência política" e culminaram na formação da CUT e do PT."A greve da Scania foi a primeira grande lição que eu tive na vida. A lição de fazer acordo que não foi cumprido, a lição de ser chamado de traidor, a lição de perder a confiança daqueles que depositaram em alguns momentos os seus destinos nas nossas mãos", afirmou Lula.O presidente esteve acompanhado dos ministros Marta Suplicy (Turismo) e Luiz Marinho, pré-candidatos às prefeituras de São Paulo e São Bernardo do Campo.