sábado, 15 de março de 2008

Salve simpatia!

Cheguei agora do Shopping Flamboyant. Fui lá pegar um autógrafo do Nelson Motta. Comprei o Noites Tropicais e Vale Tudo e ele autografou os dois. Salve simpatia!

Se vira

O governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, disse ontem que ninguém fabrica dinheiro. Era uma resposta às críticas feitas pelo secretário de Saúde Cairo de Freitas. A resposta de Cidinho demonstra toda a sua irritação quando o assunto é a falta de recursos no seu governo. Engraçado é que na campanha eleitoral de 2006 Cidinho não falou para seus eleitores que o estado estava quebrado. Colado à imagem de Marcondes Perillo, Cidinho dizia que continuaria as maravilhas nunca vistas na história destêstado. Ao tomar posse pela segunda vez em 2007, Cidinho mostrou como estava Goiás depois dos dois governos de Marcondes. Aliás, Cidinho era vice de Marcondes. Vai ver ele não sabia de nada do que estava acontecendo, não é mesmo?
Se Cidinho não tem a fábrica de dinheiro, ele que se vire. Ele que vá buscar dinheiro para a saúde, a educação, a segurança pública. Foi ele que prometeu na campanha eleitoral que continuaria as maravilhas do Tempo Novo e que, até agora, só mostrou que eram enganosas aquelas propagandas difundias por Marcondes Perillo. Se Cidinho não tem dinheiro, ele que arrume um jeito de arranjar dinheiro. Ele que se vire. Se não consegue cumprir suas promessas de campanha, ele que se vire.

"Barack Gabeira" por Roberto Pompeu de Toledo

"Yes, we can" (Sim, nós podemos) é o slogan de maior sucesso da temporada, nos Estados Unidos. Está escrito nos cartazes do candidato Barack Obama e é entoado em coro por seus partidários. Podemos o quê? Isso é o de menos. A força do slogan está em não ser específico. Invoca a eficácia da vontade ("podemos") e as virtudes da união ("nós") e dá oportunidade para que cada um preencha a seu gosto o espaço reservado ao que pode ser obtido com tal conjunção de forças. A mensagem central é que um novo horizonte é possível. Guardadas todas as proporções entre um país e outro e entre uma eleição e outra, a chancela de esperança representada pelo yes, we can vai, nas eleições municipais programadas para este ano no Brasil, para o deputado Fernando Gabeira, que na semana passada anunciou sua candidatura a prefeito do Rio de Janeiro.
Gabeira, que já era das figuras mais interessantes, virou uma das figuras mais respeitadas da política brasileira. Memorável foi sua interpelação, no plenário da Câmara, contra a "maneira indigna" com que se comportava o então presidente da casa, Severino Cavalcanti. Filiado ao Partido Verde, teve sua candidatura a prefeito apresentada por uma coligação que inclui o PSDB e o PPS. Ele tem a singularidade de guardar distância do PT, ao qual já foi filiado, sem aderir aos ultras do lado contrário. No ato de lançamento da candidatura, até convidou o PT a aderir à coligação. Por suas posições e sua personalidade, representa um traço de união, um hífen, entre o PT e o PSDB, os dois partidos que encabeçam as disputas de poder, nacionalmente. Vem daí o primeiro sinal de yes, we can que sua candidatura emite: sim, nós podemos romper a muralha de intransigência que separa PT e PSDB. Podemos desmanchar uma dicotomia que tem beneficiado principalmente a rataria espalhada pelos partidos-satélites, contemplada com a sorte grande de vender cada vez mais caro o apoio necessário para que um ou outro lado componha a maioria.
Não se espera uma aliança em nível federal, pelo menos até onde a vista alcança, entre PT e PSDB. Também são escassas as possibilidades de isso acontecer nos estados, e certamente não vai se repetir em outras capitais o que se esboça em Belo Horizonte, onde o governador Aécio Neves, do PSDB, e o prefeito Fernando Pimentel, do PT, articulam lançar um candidato comum. O que dá para esperar, com a articulação mineira, se der certo, e mais ainda se a ela se somar a subida de Gabeira ao primeiro plano do cenário nacional, é um impulso em direção ao degelo que possibilite colaboração pontual entre os dois partidos e acordos no Congresso. Com boa vontade e ajuda dos astros, yes, we can. Quem tem mais a perder são os agentes da corrupção e da chantagem.
Outro sinal de "sim, podemos" são as condições impostas por Gabeira aos companheiros de coligação para aceitar a candidatura: (a) não sujar a cidade nem agredir os adversários durante a campanha; (b) se eleito, disponibilizar as contas da prefeitura na internet; (c) não usar o cargo para fazer oposição aos governos federal ou estadual; e (d) não aceitar indicações políticas para a formação do secretariado. Eis um programa de tirar o fôlego, de tão revolucionário, em face dos costumes vigentes. A começar pelo fato de o candidato se dispor a ser cobrado já na campanha: se sujar a cidade ou aplicar golpes baixos contra os adversários, os eleitores estão convidados a não votar nele. Não sujar as ruas bem poderia ser condição preliminar para todos os candidatos, ainda mais quando se trata de eleição em que o que está em jogo é a administração do município. Ainda não chegamos a tanto. Um candidato que venha a fazê-lo, no Brasil, por vontade própria merecerá figurar nos anais como autor de um feito histórico. (Em São Paulo, é de esperar que a cidade fique limpa, mas não será pela vontade dos candidatos: é porque existe uma lei que proíbe as faixas e os cartazes.)
Mas a mais revolucionária entre as revolucionárias condições impostas por Gabeira é a de não aceitar indicações políticas para o secretariado. Enfim, eis um governante que se dispõe a governar. O titular de um cargo executivo, no Brasil, é um oprimido. Está condenado à sina de aceitar colaboradores que não conhece e cujo preparo para as funções nem a própria senhora consorte do indicado seria capaz de atestar. Não é absurdo imaginar o presidente Lula a cruzar na rua com um dos titulares de seu caudaloso ministério sem ligar o nome à pessoa. Gabeira acena com nada menos do que um chamamento à libertação. "Presidentes, governadores e prefeitos, não tendes nada a perder senão vossos grilhões." Yes, we can. Podemos formar equipes só com base na competência.
Se Gabeira conseguir tal proeza, terá mudado o eixo em torno do qual gira a política brasileira. Mas o "nós podemos" com que acena sua candidatura não será vão mesmo com resultado mais modesto: fazer política de modo decente já é uma grande coisa.

"O esquerdismo clinicamente morto" por Diogo Mainardi

"Como deixei de ser um esquerdista clinicamente morto." É mais ou menos esse o título de um artigo de David Mamet no Village Voice. Para quem está boiando, David Mamet é um dos maiores dramaturgos dos Estados Unidos. Village Voice é um jornal de Nova York. E "esquerdista clinicamente morto" é todo mundo menos a patota de VEJA, considerando-se o que se diz por aí a nosso respeito.
David Mamet foi um esquerdista clinicamente morto até o dia em que se pegou imprecando contra a rádio pública americana. Ele se deu conta de que suas antigas idéias políticas já não refletiam a realidade: do preconceito contra as grandes empresas – cujos produtos ele consumia – ao ódio pelos militares – que arriscavam a vida para protegê-lo de um mundo hostil. Ele passou a questionar o papel do governo, rejeitando o intervencionismo estatal, um dos mitos inabdicáveis dos esquerdistas clinicamente mortos: "Mas, se o governo não intervém, como é que nós, meros seres humanos, vamos fazer? Eu li e refleti, e me ocorreu que eu conhecia a resposta, que é a seguinte: parece que nós simplesmente sabemos". Para demonstrar isso, David Mamet fez um paralelo com o teatro: "Tire o diretor de uma peça teatral e o que acontece? Em geral, menos conflitos, um período mais curto de ensaios e um resultado melhor".
O teorema de David Mamet pode ser aplicado a todas as esferas da política. Dilma Rousseff está tentando cacifar sua candidatura presidencial graças ao PAC. Tire Dilma Rousseff do PAC e o que acontece? Menos conflitos, um período mais curto de obras e um resultado melhor.
Estou torcendo para que Dilma Rousseff seja a candidata do PT em 2010. Estou torcendo muito. Sem a Dilma, o PT chega em terceiro lugar. Com a Dilma, ele chega em quinto. Quinto é bem melhor do que terceiro. Com a Dilma é bem melhor do que sem a Dilma. Os esquerdistas clinicamente mortos parecem entusiasmados com Dilma Rousseff. Eu também. No que se refere à sua candidatura, pode-se dizer que sou esquerdista clinicamente morto.
Li que Dilma Rousseff perdeu 12 quilos para se eleger à Presidência. Pelo que entendi, trata-se do principal ponto de sua plataforma eleitoral. Quem também emagreceu um bocado no último período foi Caio Blinder. O suficiente para se eleger vereador. Caio Blinder é a Dilma Rousseff do Manhattan Connection. Passei a semana com ele, para a festa dos quinze anos do programa. Falamos sobre o passado e sobre o futuro. O passado remete a 1993, quando o Manhattan Connection foi ao ar pela primeira vez. Em 1993, eu era um romancista sem leitores. É bom ser um romancista sem leitores. A gente só pensa na posteridade. Agora minha vida piorou tremendamente. Eu só penso no futuro, e o futuro é muito mais aborrecido do que a posteridade. Meu futuro é tentar sobreviver aos esquerdistas clinicamente mortos.

Duvido

Eu duvido da neutralidade de Lula. Ele vai dar seus palpites na escolha dos candidatos petistas para as eleições de outubro. Vocês acreditam que o Falastrão de Honra do PT vai ficar calado enquanto seus companheiros escolhem os candidatos? Duvido.

Jobim "venderá" conselho de defesa nos EUA

Por Sérgio DAvila
na Folha de São Paulo

O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, chega a Washington na terça para uma visita de quatro dias. Um dos objetivos é reforçar junto ao governo Bush a necessidade da criação de um conselho de segurança da América do Sul e obter apoio à iniciativa. O brasileiro será recebido por seu colega norte-americano, o secretário da Defesa Robert Gates, e pela secretária de Estado, Condoleezza Rice.Em 14 de abril, Jobim deve visitar Caracas, onde fará o mesmo com o venezuelano Hugo Chávez. Ambas as viagens acontecem como parte do plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criação do Conselho Regional de Defesa, proposto por ele no dia 4 de março último, após a crise gerada pela operação militar colombiana no Equador.Agora, Jobim testará as águas no Pentágono -os EUA não fariam parte do conselho, mas o fato de não oferecerem oposição a ele ajudaria o Brasil a ganhar a simpatia de aliados do país, como a Colômbia. Para tanto, o ministro da Defesa falará não só com Gates e Rice, mas também fará palestras à comunidade de defesa local.Então, fará o mesmo com Hugo Chávez. Com o apoio dos dois principais antagonistas do continente, o Itamaraty crê que a aceitação da idéia pelos demais países será mais fácil.Jobim afirmou ontem, no Rio de Janeiro, já ter conversado preliminarmente com os ministros da Argentina e do Chile sobre o conselho. Rejeitou o rótulo de "Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) do Sul": "Queremos a formação de um grande plano de defesa coincidente, para o continente".Sobre as declarações de Rice de que os países devem cuidar de suas fronteiras de modo a evitar que escondam terroristas, Jobim disse que o Brasil "não tem problemas de fronteira". "Nossa grande fronteira é a Amazônia, que está toda monitorada", afirmou.Sondagem com RiceLula tocou no tema em reunião com Rice na quinta-feira, em Brasília. Para ele, o Brasil poderia ser o representante de tal mecanismo junto ao Conselho de Segurança da ONU.Se a criação da nova entidade contou com a simpatia da chefe da diplomacia americana, a representação na ONU não teve a mesma receptividade. À imprensa ela diria que não vê problemas na criação do conselho e que estava contando com a liderança brasileira.Mas defendeu a Organização dos Estados Americanos (OEA) como um fórum natural para esse tipo de discussões. "Obviamente, a OEA é um meio hemisférico de coordenação", disse, referindo-se ao organismo regional com forte influência dos EUA. O país banca cerca de 60% do orçamento da entidade, com sede em Washington.O Brasil joga com o temor nos EUA do que o país chama de corrida armamentista venezuelana na América do Sul. A preocupação foi o assunto principal do depoimento do comandante-em-chefe do Comando Sul (Southcom, na sigla em inglês) ao comitê das Forças Armadas da Câmara dos Representantes, na quinta-feira.Depois de afirmar que a resolução pacífica do conflito entre Colômbia e Equador foi "encorajadora", o responsável do Pentágono pela região diria ter "dificuldade em entender" por que o atual nível de armamento é necessário para a Venezuela. "Porque, como vimos, essa é uma região não-inclinada a ir à guerra, mas com capacidade de resolver pacificamente seus problemas", disse o almirante James Stavridis.

Sob Lupi, PDT amplia sua fatia em convênios

Por Julianna Sofia e Lucas Ferraz
na Folha de São Paulo

Com 327 prefeituras no país, o PDT passou a exibir a partir de 2007 números vultosos nos convênios firmados entre cidades comandadas pelo partido e o Ministério do Trabalho. Com a chegada do pedetista Carlos Lupi à pasta, 13 prefeituras da sigla assinaram parcerias com o ministério e garantiram o repasse de R$ 9,4 milhões.Os recursos reforçarão os cofres dos prefeitos neste ano, em plena disputa eleitoral. Das 13 prefeituras pedetistas agraciadas por Lupi, 12 nunca tinham tido acesso a verbas do Ministério do Trabalho anteriormente. Em geral, são convênios relativos a programas de qualificação e inserção de jovens no mercado de trabalho -Juventude Cidadã e ProJovem. Os recursos desses projetos saem diretamente do Tesouro Nacional.Levantamento feito pela Folha mostra que o DEM, partido que administra 792 prefeituras, das quais apenas cinco são conveniadas com o Trabalho, apresenta o maior valor de repasses. São R$ 12,3 milhões, que refletem principalmente o peso de contratos com as duas maiores capitais: Rio e São Paulo. Cada uma assinou com o ministério convênios de R$ 5,8 milhões.Em quantidade de novos convênios, os números do PDT só são inferiores aos do PT (16 prefeituras). O PMDB, com uma legião de 1.308 prefeitos, tem igual número de prefeituras conveniadas que o PDT: 13. As prefeituras do PT são 383. Essas duas siglas, porém, receberão valores abaixo dos repassados ao PDT do ministro Lupi: o PT ficou com R$ 8,9 milhões e o PMDB, com R$ 4,9 milhões. O PSDB aparece com oito prefeituras (são 905 no país) atendidas com R$ 4 milhões.Os convênios com prefeituras contratados sob a batuta de Lupi somam R$ 45,4 milhões. Atendem a 71 cidades e ainda abrangem outros partidos (PSB, PR, PTB, PRB e PC do B).Há menos de um mês, ao se defender das acusações de favorecimento ao PDT, Lupi apresentou dados genéricos nos quais seu partido aparecia como um dos menos beneficiados na partilha de verbas.Ficava em sétimo lugar, atrás de prefeituras e Estados sob o comando do PSDB (R$102 milhões), PT (R$ 96 milhões) e PMDB (R$ 83 milhões), do DEM (R$ 54 milhões), PSB (R$ 52 milhões) e PP (R$ 16 milhões). O PDT registrava apenas R$ 14,4 milhões. Diante dos números, Lula chegou a dizer que Lupi tinha "o comportamento mais republicano".Na ocasião, o ministro não mencionou que a maior parte dos recursos garantidos aos prefeitos e governadores fora autorizado por seu antecessor, Luiz Marinho, atual ministro da Previdência. Em entrevista no final de fevereiro, Lupi limitou-se a dizer que "alguns" convênios eram de 2005 e 2006.Lista com as datas de todos os convênios revela que, dos atuais R$ 487 milhões conveniados, 83% referem-se à gestão de Marinho. O ex-ministro foi responsável por 111 do total de 202 convênios firmados com Estados e municípios.Os 91 restantes -que equivalem a R$ 82 milhões- ficaram a cargo de Carlos Lupi. Todos os contratos foram assinados no segundo semestre, sendo que a maioria foi firmada entre novembro e dezembro. Lupi assumiu o ministério em 3 de abril.

PT-SP revê tática eleitoral e admite dar a vice ao PMDB

Por José Alberto Bombig
na Folha de São Paulo

Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dado aval à candidatura Marta Suplicy (PT) à Prefeitura de São Paulo, a direção do partido na capital paulista sinalizou ontem que deverá mudar suas diretrizes em relação ao que foi feito em 2004 e pretende abrir as portas da sua chapa para ter o PMDB na vaga de vice.Na eleição anterior, quando a então prefeita Marta Suplicy foi derrotada por José Serra (PSDB), o PMDB ficou fora de sua chapa por ter exigido o posto de vice, que acabou ocupado pelo hoje deputado estadual Rui Falcão (PT). A "chapa puro-sangue" petista estremeceu as relações com o ex-governador Orestes Quércia, principal líder peemedebista no Estado.Na ocasião, Marta disse que não confiava no PMDB a ponto de entregar a vice, já que, a exemplo do que poderá ocorrer em 2010, ambicionava disputar o governo de São Paulo.O presidente do Diretório Municipal do partido na capital paulista, José Américo Dias, afirmou que a vaga de vice será ocupada por um nome vindo de PMDB, PR, PC do B ou PSB.Dias deverá ser um dos coordenadores da campanha e, na condição de responsável pelo GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) do PT, vem tratando das coligações com outros partidos."Estamos procurando partidos que estão na coalização em torno do governo Lula. No que depende de mim, isso deve evoluir para a questão da vaga de vice, inclusive com o PMDB. Mas qualquer decisão será referendada pelo PT", disse.O grupo da ministra em São Paulo avalia, porém, que um acordo com Quércia passará pelo Palácio do Planalto. Uma das cartas postas à mesa inclui a transferência do controle da Ceagesp, principal central de abastecimento do Estado, ao ex-governador do PMDB.Outro ponto a negociar são as chapas em cidades paulistas importantes. Peemedebistas querem que o PT retire candidaturas com poucas chances em favor do PMDB.Esse ponto está sendo tratado com Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara, terra de Marcelo Barbieri, o principal afilhado político de Quércia.O ex-governador, por enquanto, tem batido na tecla de que o melhor para o PMDB seria uma candidatura própria. Em 2004, Michel Temer foi vice de Luiza Erundina (PSB).Quércia também mantém diálogos com o tucano Geraldo Alckmin, outro pré-candidato. As conversas, segundo alckmistas, estariam em estágio avançado. Na eleição de 2006, Alckmin, então candidato ao Planalto, foi criticado por ter aceitado o apoio do peemedebista Anthony Garotinho (RJ).
Planalto
O presidente Lula disse ontem que se manterá neutro durante o processo de escolha de candidatos do PT às eleições deste ano. "Se houver dois ou três nomes, a prudência indica que eu não devo participar."A afirmação foi feita em Araraquara (SP), administrada pelo petista Edinho Silva, onde Lula inaugurou uma escola e assinou ordem de serviço para iniciar duas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). "Se um ministro quiser sair para disputar alguma coisa, é uma decisão unilateral. O PT tem tempo para decidir isso ainda, mas certamente o que todo mundo sabe é que Marta é uma boa candidata."

sexta-feira, 14 de março de 2008

Buscando solução?

O governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, disse que está buscando uma solução para o caos na saúde. Buscando? Desde abril de 2006 que ele está no cargo de governador e ainda continua buscando solução? É, minha gente, o Tempo Novo acabou! Cidinho é a prova disso. Ele será sempre a sombra de Marcondes Perillo. E Marcondes o rei da propaganda enganosa.

Duda e a Petrobrás

Duda Mendonça entrou na Justiça contra a Petrobrás. Ele quer que a estatal pague R$ 700 mil por conta de contratos firmados com sua agência de publicidade. Putz, eu pensei que depois do mensalão os contratos de Duda Mendonça com o governo tivessem sido cancelados. Pelo visto não foi o que aconteceu. É, minha gente, o mensalão está aí. Muitos dos envolvidos estão com as consciências leves. Tão leves que se acham no direito de cobrar.

Lamentável

Uma associação de correspondentes estrangeiros em Nova York se posicionou contra os processos movidos por “fiéis” da Igreja Universal do Reino de Deus contra a Folha de São Paulo. Muito bom saber que lá nos Estados Unidos tem gente que se interessa pelo Brasil. Os processos movidos pelos “fiéis” da Universal só têm um objetivo: censurar a liberdade de imprensa. Lamentável a atitude dos “fiéis” e mais lamentável ainda Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, tentar seguir os mesmos passos dos fanáticos do descarrego. Até quando a gente vai ter que agüentar a pressão de fanáticos do descarrego e lulistas bolivarianos tentando censurar a imprensa? Ainda bem que tem gente boa lá em Nova York. Ao contrário daqui do Brasil cujo presidente achou normal a ação movida pelos fanáticos do descarrego.

Associação em NY faz protesto contra ações

Na Folha de São Paulo

O Overseas Press Club of America (OPC), associação de correspondentes estrangeiros em Nova York, se posicionou contra a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) por processos de conteúdos semelhantes movidos por fiéis contra jornalistas e jornais no Brasil.As declarações estão em carta enviada pelo OPC ao presente Luiz Inácio Lula da Silva e a órgãos de imprensa brasileiros. No texto, a entidade diz que as ações são tentativa de "intimidar e censurar a liberdade de expressão da mídia nacional".Larry Martz, um dos líderes da entidade, disse que os processos "não são legítimos". "A igreja claramente não está motivando processos para fazer valer seu direito. O que ela quer é tornar o réu tão desgastado com a dificuldade de responder aos processos que isso já se torna uma punição", afirmou.A carta cita os processos -abertos por diferentes cidadãos, mas com texto parecido- contra Elvira Lobato e a Empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha. A reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial" listou empresas de membros da Iurd.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Ainda sobre a perseguição

No dia 04 deste mês escrevi o seguinte sobre a perseguição petista a Marco Aurélio Melo:

Os petistas estão preparando duas representações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Tudo por conta das críticas do ministro ao programa eleitoreiro “Territórios da Cidadania”. Os petistas estão emparedando quem critica Lula. Isto é uma ameaça. Eles querem que Lula passem por cima da lei. Ah, mas eles não vão conseguir isso não. A Justiça é muito maior do que estes criminosos.

Eles só querem o aplauso

Por que Paulo Henrique Amorim e Mino Carta são aplaudidos pelo petismo? Porque eles escrevem o que o lulismo deseja. Quem condena, quem critica, quem aponta o dedo para Lula recebe uma chuva de pedras dos lulistas bolivarianos.
O presidente do TSE Marco Aurélio Melo comentou hoje a decisão do PT de protocolar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma reclamação contra ele por ter “extrapolado” suas atribuições de magistrado ao dar sua opinião sobre o “Territórios da Cidadania”. Disse o presidente do TSE: Essa tentativa de emudecer o presidente do TSE é até mesmo preocupante. Se eu tivesse por acaso elogiado o programa no ano das eleições, o que haveria? O aplauso generalizado e até mesmo um busto na Praça dos Três Poderes. Realmente. Se Marco Aurélio Melo tivesse elogiado o plano eleitoreiro de Lula receberia aplausos e elogios dos lulistas bolivarianos. Como criticou é alvo de pedras vindas do PT. Os petistas só aplaudem quem aplaude o partido e Lula. Caso contrário farão de tudo para calar a boca dos críticos e opositores. É por isso que os lulistas bolivarianos consideram Paulo Henrique Amorim e Mino Carta como exemplos para o jornalismo. Quem aplaude o petismo ganha um busto na Praça dos Três Poderes. Quem critica tem que se defender da ira dos aloprados.

A oposição é uma piada

Como é que é? A oposição ao governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, apóia o governo? José Nelton defende os números das contas do estado apresentada pela Secretaria da Fazenda? Ah, isso só pode ser piada. O PSDB está assumindo o papel da oposição e criticando a secretaria. Pelo visto, o Tempo Novo acabou. PSDB e PP não se entendem mais. Aliás, o PP está quase oficializando o namoro com o PMDB. O PMDB do Íris Rezende, do Maguito Vilela, do José Nelton. Quem realmente faz oposição ao governo Cidinho? O PSDB que, na teoria, faz parte da base aliada ou o PMDB que está quase casando com o PP que governa estêstado? A oposição em Goiás é uma piada. Assim como é uma piada a oposição no Congresso Nacional fechando acordo com governo na CPI dos Cartões Corporativos. A oposição é uma piada, por isso ninguém a leva a sério.

A UNE é uma piada

A UNE é uma piada. Como mamam nas tetas do estado, os estudantes revolucionários preferiram se calar quando o mensalão estava no auge. Nem pareciam aqueles estudantes revolucionários que faziam manifestações em Brasília a cada escândalo político nos governos Collor e FHC. Como Lula dá o din-din eles se calam quando os aloprados petistas assaltam os cofres públicos. A secretária de Estado dos Estados Unidos Condoleezza Rice está no Brasil e, é claro, virou alvo da UNE. Há um ano atrás era George W. Bush que pisava aqui e, mais uma vez, era alvo dos protestos dos estudantes revolucionários. Os peleguinhos estão revoltados com os americanos. É mesmo? Os americanos estão muito preocupados com as manifestações da UNE.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O São Paulo é o time da paciência

O São Paulo estava ganhando de 1 x 0 do Grêmio Barueri. Aos dois minutos do segundo tempo o Barueri empatou. Meu Deus, por que será que a zaga do São Paulo está levando tantos gols? Mas, o São Paulo tem Borges. Tem? Aos 43 minutos da etapa final ele marcou o gol que levou o São Paulo a vitória. Porém, Borges levou o terceiro cartão amarelo e não vai participar do clássico contra o Palmeiras. Dagoberto é outro que levou o terceiro cartão amarelo. Miranda também. Pelo visto o São Paulo vai desfalcado para o jogo contra o Porco. Para a Rádio Eldorado – ESPN Rogério Ceni disse que o Palmeiras é favorito no Domingo. É, vai ser um jogo e tanto.
O São Paulo é o time da paciência. Quando a gente imagina que tudo está perdido eis que uma luz no fim do túnel surge. Foi assim em 2006 quando o São Paulo perdeu a final da Libertadores para o Internacional. Porém o time mergulhou de cabeça no Brasileirão e conquistou o tetra. Em 2007, o São Paulo ia bem no Paulistão. Dividia a liderança com o Santos rodada a rodada. Chegou a hora da semifinal, a hora do vamos ver, o tricolor perdeu para o São Caetano pelo placar de 4 x 1. Muitos pensaram que Muricy Ramalho não conseguiria encaixar o time para o Brasileirão. Muitos pensaram que o São Paulo não seria mais o mesmo sem Josué. Sem Mineiro, Josué, Danilo... Mas, na metade do campeonato nacional, o tricolor paulista disparou na liderança e conquistou o pentacamponato. Quando todo mundo duvida do São Paulo, o time vai lá e mostra a que veio. Neste momento o tricolor paulista é questionado. Sem Miranda, Borges e Dagoberto...Será que o São Paulo ganha do Palmeiras? Se perder, paciência. O São Paulo é o time da paciência. Só espero que as reações do São Paulo ocorridas em 2006 e 2007 se repitam agora em 2008. Tomara que o São Paulo reaja e ganhe a Libertadores. Se não ganhar, se perder a Libertadores e ficar no meio do caminho do Brasileirão? Ora, paciência! Ano que vem começamos tudo outra vez.

Mais um jogo

Hoje o São Paulo joga contra o Grêmio Barueri. Vou ouvir a partida pela internet na Rádio Eldorado-ESPN. Vou torcer para que meu tricolor ganhe e dispare nesta temporada. Rumo ao topo, sempre, sempre, sempre!!!

Só Lula pode dar palpite

Lula ironizou os analistas que previram um crescimento do PIB inferior aos 5,4% de 2007. Disse o Falastrão de Honra do PT: Se eu fosse aceitar o palpite de todo analista econômico, o Brasil ia acabar. Lula disse em 1994 que o Plano Real era um “estelionato eleitoral”. Pois é, imagine o que seria de Lula hoje se não acontecesse o tal do “estelionato eleitoral” em 1994. Lula passou muito tempo da sua vida pública dando palpites. Sempre que uma crise explodia lá aparecia Lula criticando, sempre afirmando que, com ele no Palácio do Planalto, tudo seria diferente. Foi diferente? Lula teve que deixar de lado seu discurso de oposição e continuar o que estava sendo feito. Daqui a pouco Lula vai baixar uma lei só permitindo que opiniões favoráveis ao seu governo sejam publicadas. Sabemos da tentação autoritária de Lula e dos lulistas bolivarianos. É preciso incomodar essa gente. É preciso encher o saco da companheirada.
O PIB crescu? Ah, se Lula não deixasse de lado seu discurso de oposicionista barbudo.

A mão de Deus

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias disse hoje: A mão de Deus se manifestou de forma muito visível para salvar o Bolsa Família. Esse negócio de falar “a mão de Deus fez isso”, “a mão de Deus fez aquilo” não dá certo. Lembrei da Copa do Mundo de 1986 quando Maradona fez um gol de mão contra a Inglaterra e classificou a Argentina para a semifinal. O gol de Maradona ficou conhecido como “Mão de Deus”. Em janeiro deste ano ele pediu desculpas pelo gol irregular.
Muita gente acredita que o Bolsa Família foi uma criação de Lula. Não foi. Lula só juntou os programas sociais existentes. A oposição, que era governo até 2002, não fala nada. Azar o dela.
A mão de Deus salvou o Bolsa Família? Como assim? Que oração Ananias fez para obter a ajuda divina? No domingo o Estado de São Paulo trouxe uma reportagem que mostrava que os filhos dos beneficiados do Bolsa Família não ficavam muito tempo na escola. Será que a mão de Deus está presente aí? Sei lá.
Esse negócio de dizer que “a mão de Deus fez isso” não cola. Maradona, depois de muito tempo, pediu perdão pelo gol irregular. Será que Ananias vai pedir desculpas pelas irregularidades e falhas do Bolsa Família?