quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Se vira

Lula está com medo. Desde que a prorrogação da CPMF não foi aprovada no Senado, Lula diz que não haverá cortes nos investimentos sociais. Ele fala isso porque está com medo. Se houver corte nos investimentos sociais a popularidade de Lula despenca. Lula tá com medo, muito medo. Ele não sabe como cortar gastos. Passou cinco anos a frente do governo só gastando. Desde o Bolsa-Esmola, ops, Bolsa-Família até comprando deputados. Agora, ele terá que cortar. Se vira!

Desliguem a televisão e o rádio

Época de Natal não é para se falar em imposto. Se fala dos ganhos da economia no cenário mundial, fortalecimento da classe média. É pronunciamento de final de ano. Quem disse isso foi o ministro das Relações Institucionais José Múcio. Para quê mostrar a realidade do país se se pode manter a fantasia e aproveitar o clima de Natal para pintar e bordar os feitos nunca vistos na história destêpaiz? É tempo de ilusões. É tempo de fingir que a gente acredita que este país dá certo. Falar de CPMF e aumento de impostos quando o Papai Noel está indo embora? Aí é demais, né Zé Múcio? Assim como é demais o ministro das Relações Institucionais falar que já apoiou e muito o governo Fernando Henrique Cardoso (tão criticado pelo governo que ele apóia agora). Assim como é demais para o ministro confirmar que os feitos da economia acontecem porque o PT deixou de lado aquele discurso radical do seu passado oposicionista. Assim como é demais admitir que este governo segue a risca a política econômica do governo anterior que, durante vários anos, criticava em praça pública (quando isso não era considerado um golpe). Assim como é demais confirmar que a economia só está assim porque a economia mundial não deu nenhum soluço nestes últimos cinco anos. Eu não quero ver mais Lula este ano. Com certeza seu discurso estará nos sites de notícias logo após o pronunciamento. Não agüento ver a cara do Lula feliz da vida achando que tudo de bom que está acontecendo nestêpaiz é obra daquele pseudo-metalúrgico, que venceu a Dona Zélite e subiu a rampa do Planalto. Mas, se vocês quiserem um conselho deste blogueiro: Quando começar o pronunciamento de Lula, desliguem a televisão e o rádio. Esperem um pouco e confiram o texto maquiado e marqueteiro lulista na internet. É bem melhor fazer isso se ainda houver clima de Natal amanhã.

O Tempo Novo envelheceu, caducou

Eu já citei aqui a matéria de Thiago Marques no jornal Tribuna do Planalto que falava da posse e da aliança Marconi – Cidinho para evitar qualquer racha na base aliada. Terminando 2008 percebe-se que a aliança está quebrada assim como a base está rachada. Na matéria tem uma coisa interessante que precisa ser relembrado. Desde o começo do ano Cidinho falava que as finanças do estado não andavam bem das pernas. Ora, se está faltando dinheiro no caixa o jeito é tomar medidas urgentes, amargas (se necessário) e que cure o mal de uma vez por todas, não é mesmo? Cidinho não fez isso. A tão esperada e tão falada reforma administrativa só foi anunciada onze meses depois da posse de Cidinho. Isso mesmo. Nestes onze meses ninguém explica o que aconteceu com as finanças do estado, por que tanta demora. Onze meses... E desde que a reforma foi anunciada o governo já cedeu alguns pontos.
Bem, vamos voltar à reportagem. No final, há uma lista do que seriam os pontos principais do pacote de cortes de gastos que reproduzo logo abaixo:

* Fazer o recadastramento de todos os beneficiários dos programas sociais do governo em um prazo máximo de 90 dias.
* O impacto do Plano de Cargos e Salários do funcionalismo público será parcelado.
* Criação da Comissão de Avaliação e Controle de Gastos com Pessoal para controle efetivo das despesas relativas aos gastos com o funcionalismo.
* A realização de concursos públicos está suspensa por seis meses.
* Somente o governador poderá dar autorização para novas licitações.
* Suspensão, nos próximos seis meses, de patrocínios para feiras, exposições, campeonatos, congressos e eventos similares.
* A Secretaria da Fazenda tem dois meses para executar a cobrança de débitos inscritos na Dívida Ativa.
* Neste período de 60 dias, a Sefaz deve providenciar a inclusão dos devedores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, em registros de inadimplência, como o Serasa.
* O governo cortará 20% dos gastos o funcionamento da estrutura administrativa estadual.


Viram? Desde o começo do ano, desde a segunda posse de Cidinho que se sabia da necessidade de recadastrar os beneficiados dos programas sociais do governo e o impacto dos salários dos funcionários públicos. O que nós vimos nestes últimos dias? Um governo desinformado, sem rumo. O secretário da Fazenda Jorcelino Braga disse que a folha de pagamento dos servidores era um “câncer” para o estado. Por que não disse isso no começo do ano quando já se sabia do impacto da folha de pagamento? No domingo Cidinho esteve no Ginásio Goiânia Arena entregando brinquedos para crianças carentes. Na ocasião ele disse que o pagamento dos programas sociais seria reiniciado em 2008 para quem realmente precisa. Ora essa, até agora ele não sabe quem realmente necessita dos benefícios sociais do estado? Desde o começo do ano que este governo fala em recadastrar os beneficiados e ainda no final do ano Cidinho não sabe quem realmente precisa. Por essas e outras vocês observam que não boto fé nesta reforma administrativa. Este governo sabia dos problemas nas finanças do estado. Este governo sabia do impacto da folha de pagamento dos servidores. Este governo sabia que era preciso recadastrar os beneficiários dos programas sociais. Não fez nada. Eles sabiam de todos os problemas e preferiram esconder. E anunciam uma reforma administrativa dura. Tão dura que, aos poucos, vai recuando. É bem capaz de recuar tanto até o ponto zero, até o plano inicial. Estamos perdidos no tempo. Perdidos no Tempo Novo, que envelheceu e não quer acreditar nisso.

Se os aeroportos estão péssimos imagine as estradas?

Os números da Polícia Rodoviária Federal mostram que aumentou em 78% o número de mortos em acidentes nas estradas federais. Isso mostra, mais uma vez, a incompetência deste governo. Se os aeroportos estão péssimos imagine como estão as estradas Brasil a fora? Se os motoristas não têm um pingo de preparo para colocar o carrão novo na estrada imagine os buracos, as placas de sinalização escondidas pelo mato, enfim, as precárias condições das rodovias federais que todos nós temos consciência de que são ruins. O governo também tem consciência disso. O governo sabe que tapar buraco não vai resolver o problema e, mesmo assim, vão lá e colocam cascalho no buraco aberto há anos. Não, este governo não se preocupa com as mortes nas estradas. Pode ter certeza que eles vão falar que é errado relacionar o aumento de mortes com o caos aéreo. Eles que estão errados! Tem a ver sim. Se os aeroportos não garantem ao passageiro que pagou o bilhete uma boa viagem as estradas não estão seguras para receber os motoristas que pagam altos impostos.

TSE prevê gastar R$ 600 mi com eleições do ano que vem

Por Pedro Henrique França
no Estado de São Paulo

O custo das eleições municipais do ano que vem deve chegar a R$ 600 milhões. A estimativa é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello.O ministro pondera, no entanto, que os custos finais podem ser reduzidos, pelo fato de o orçamento das eleições ser calculado com recursos adicionais, para assegurar que o processo não dependa de verbas suplementares. “Ao longo do ano, vamos buscar diminuir esse valor”, disse ele. As informações são da Agência Brasil.As eleições de 2008 poderão contar ainda com uma novidade. Será testado um método de identificação do eleitor por impressão digital e fotografia. “Em vez de o eleitor simplesmente apresentar o título, que não tem foto, ele se identificará pela palma da mão, pelas impressões digitais e também por uma fotografia que ficará junto da folha de eleitores.”Segundo o ministro, o TSE já tem 20 mil urnas com este piloto de identificação. Elas serão utilizadas, experimentalmente, nos municípios de São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO).As eleições do ano que vem foram marcadas para os dias 5 de outubro - primeiro turno - e 26 de outubro - segundo turno.No último dia 5 de outubro, encerrou-se o prazo para que os futuros candidatos se filiassem aos partidos e provassem ter domicílio eleitoral nas cidades em que pretendem disputar cargo.
INFIÉIS
O presidente do TSE afirmou ainda que no ano que vem deverão ser julgados os cerca de 2 mil processos de cassação de mandatos por infidelidade partidária. “Não tenho a menor dúvida de que dificilmente teremos uma justificativa socialmente aceitável para o troca-troca após os períodos fixados pelo TSE.” A regra da fidelidade - segundo a qual o mandato pertence ao partido e não ao eleito - foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro. No caso de eleitos para cargos proporcionais - deputado federal, estadual, distrital e vereador -, a data-limite é o dia 27 de março deste ano. Para os eleitos a cargos majoritários - presidente da República, senador, governador, prefeito -, o prazo é o dia 16 de outubro.

Juíza manda PT pagar publicitário petista

Por Lilian Christofoletti
na Folha de São Paulo

O publicitário petista Fausto Ferraz, 41, ganhou na Justiça o direito de receber do Partido dos Trabalhadores R$ 544 mil por serviços prestados e não pagos durante a campanha eleitoral de 2002. A direção do PT pode recorrer.O publicitário cuidou da campanha petista em Mato Grosso, após indicação do então vice-presidente do PT mineiro, Romênio Pereira, hoje secretário nacional de Organização do PT."Tínhamos candidaturas importantes como a da senadora Serys Slhessarenko e a do deputado federal Carlos Augusto Abicalil, mas a nossa prioridade era a disputa presidencial", diz Ferraz que, na mesma época, filiou-se ao partido.Segundo o publicitário, o pagamento foi interrompido em 2005 com a queda do ex-tesoureiro Delúbio Soares, apontado como um dos operadores do mensalão. "Eu negociei o contrato de R$ 490 mil com Delúbio. Depois dessa história, não foram pagos R$ 251 mil."Em agosto deste ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu processo criminal para apurar a suposta participação de Delúbio e de outras 39 pessoas no mensalão, como ficou conhecido o escândalo de compra de voto da base de apoio do governo federal.
Decisão
Em novembro, a juíza Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, da 5ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, reconheceu o direito de Ferraz e condenou o diretório estadual a pagar R$ 544.389,64 -soma do valor em atraso mais multa.A decisão é de primeira instância e o PT pode recorrer.Para o publicitário, a dívida é do Diretório Nacional, que teria se comprometido a assumir o pagamento mensal."Desde o início ficou acordado que o valor seria assumido pelo PT Nacional. À época, Delúbio explicou que o PT de Mato Grosso não tinha nenhuma condição de arcar com esse pagamento, pois tinha uma estrutura muito precária", diz.Reportagens de três jornais de Cuiabá, do dia 1º de agosto de 2002, registram a contratação do publicitário. Numa delas, publicada em "A Gazeta", o então membro da coordenação de campanha estadual , Paulo Xavier, que ainda integra o comando estadual do PT, diz que "há garantia de que a Direção Nacional irá arcar com todas as despesas do trabalho do marqueteiro".Cópias das reportagens foram anexadas ao processo."Não queria fazer barulho para não prejudicar o PT. Tentei resolver internamente, procurei a comissão de ética do partido, mas não consegui nada", afirma Ferraz.O publicitário diz que, além da campanha estadual, também durante a eleição de 2002, ajudou na arrecadação de verbas para a campanha presidencial de Lula. "Quero mandar um recado para Lula: é justo um cara que te ajudou tanto durante a campanha passar por isso? Acontece uma coisa dessas com Delúbio e eu fico sem receber? Eu sou o punido? Como essas pessoas que nem pagam uma dívida querem se perpetuar no poder?", indaga.

Todos os conselheiros do TCE paulista empregam parentes

Por Lilian Christofoletti
na Folha de São Paulo

Os sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), órgão criado para fiscalizar os gastos do Executivo, empregam filhos, irmãos e noras em cargos de confiança. A maioria dos parentes, mesmo sem concurso público, recebe por mês cerca de R$ 12 mil líquidos.Os conselheiros, que têm cargos vitalícios e ganham pelo menos R$ 21 mil líquidos por mês, entendem que a prática não é ilegal (leia texto abaixo).O campeão na contratação de parentes é o vice-presidente do TCE, Eduardo Bittencourt Carvalho, indicado ao cargo há quase 17 anos, durante o governo paulista de Luis Antonio Fleury Filho (PMDB).Bittencourt nomeou os cinco filhos para o gabinete dele. Segundo a reportagem apurou, no entanto, nenhum deles comparece ao tribunal.É o caso de Carolina Bittencourt Roman, 33, bacharel em direito (sem a carteira da OAB). Nomeada há nove anos como assessora técnica de gabinete, com um salário mensal de R$ 12 mil líquidos, ela seria a responsável pela leitura de cabeçalhos de correspondências e documentos enviados ao pai.Funcionários do TCE afirmam desconhecer Carolina e os irmãos. No mês passado, o próprio chefe-de-gabinete do conselheiro, Marcos Renato Böttcher, disse à Folha não saber se os cinco efetivamente trabalham no tribunal.A Promotoria da Cidadania do Estado de São Paulo instaurou uma investigação para apurar eventual improbidade administrativa (má gestão pública) praticada por Bittencourt nas nomeações.
Nepotismo
Os demais conselheiros dizem ser contrários ao nepotismo, no sentido de favorecer ilegalmente um familiar. Para justificar a situação, dão respostas parecidas: suas nomeações são exceções e os beneficiados, trabalhadores e competentes.O conselheiro Fúlvio Julião Biazzi nomeou dois filhos, Fábio, 37, e Cláudio, 34, que se "formaram advogados com excelência". Com salário mensal de R$ 12 mil líquidos cada um, eles trabalham no tribunal.Cláudio Ferraz de Alvarenga e Renato Martins Costa contrataram as respectivas noras advogadas, Helga Araruna Ferraz de Alvarenga e Andrea Martins Costa. "Elas são extremamente competentes e indispensáveis", afirmam os conselheiros.A nora de Costa, "infelizmente", recebeu uma proposta de trabalho e pediu demissão. A exoneração de Andrea foi publicada no "Diário Oficial" no final do mês de novembro.O conselheiro Robson Riedel Marinho levou a irmã psicóloga, Ione Eneida Marinho, para ajudar na creche do tribunal, após solicitação feita pelas próprias mães, afirma ele.Edgard Camargo Rodrigues contratou o filho, Lucas, 29, que já havia trabalhado em escritórios de advocacia.O presidente do órgão, Antonio Roque Citadini, é o único que tem um parente que passou por concurso público.O irmão de Citadini foi aprovado como investigador da Polícia Civil e, posteriormente, transferido para o gabinete dele no TCE.O conselheiro é indicado para o cargo pelo governador em exercício ou pelos deputados da Assembléia Legislativa.

Mortes no Natal aumentam 78% nas rodovias federais

Por Felipe Seligman
na Folha de São Paulo

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou 160 mortes nas estradas federais brasileiras entre a 0h de sexta-feira e as 6h de ontem -aumento de 77,8% em relação ao Natal do ano passado.O número obtido pela Folha, apesar de parcial, já ultrapassa as estatísticas de mortes registradas nos feriados de Natal dos últimos três anos.O balanço completo da Operação Natal, realizada pela PRF entre 21 e 25 de dezembro, será divulgado na manhã de hoje.Oficialmente, a PRF só divulgou os dados parciais até as 6h de segunda-feira -ou seja, com três dias de operação. Com 134 mortes, contudo, o número já era 50% superior às 90 vítimas registradas nos quatro dias de feriado de Natal em 2006.Em 2005, a PRF registou 91 mortes nas estradas federais brasileiras, enquanto em 2004 houve 65 mortos.Segundo o inspetor Alexandre Castilho, chefe da comunicação da PRF, subiu 30% o número de veículos que circulam nas rodovias federais durante feriados entre 2006 e 2007."O aumento, que pode ser ligado diretamente ao crescimento da economia e à crise aérea, é um dos principais fatores para o maior número de acidentes", afirmou.A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) diz que o setor produziu 13,4% a mais entre janeiro e novembro de 2007 em relação ao mesmo período de 2006.Com medo de uma nova onda de atrasos nos aeroportos, que acabou não se confirmando com a mesma intensidade registrada no ano passado, as estradas viraram opção preferencial para muitos no feriado, afirmou a PRF."Mas podemos perceber neste ano uma maior imprudência dos condutores. Em 70% dos acidentes, a culpa é dos motoristas", disse."Vimos que o número aumentou e por isso decidimos divulgar os dados preliminares, com o objetivo de alertar os motoristas", disse Castilho. "O que posso dizer agora é que o alerta não adiantou."De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, entre janeiro e outubro deste ano houve um aumento de 15% de mortes nas estradas em relação ao mesmo período de 2006.
Alguns acidentes
Um dos piores acidentes deste feriado ocorreu no domingo, quando 11 pessoas morreram (sendo três crianças) e 45 ficaram feridas após um choque envolvendo um ônibus de turismo e um caminhão na BR-020, na cidade de São Desidério (a 853 km de Salvador).O ônibus da empresa Josa Tur saiu no sábado da estação Barra Funda (zona oeste de SP) e seguia para o município piauiense de Campo Maior (a 84 km de Teresina).Já na BR-174, em Corumbá (a 640 km de Cuiabá-MT), seis pessoas morreram em uma colisão frontal entre um carro e um ônibus circular.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

É por isso que eu sou pessimista

Eu já desejei Feliz Natal. Como não estou muito inspirado para escrever textos natalinos preferi copiar e colar a bela mensagem Urbi et Orbi do Papa Bento XVI sobre o nascimento do Menino Deus. Prefiro e sinto mais inspiração para falar de políticos. Falar mal deles. Estamos em dezembro. O ano está acabando. Faltam sete dias para 2007 virar uma lembrança e 2008 uma realidade. Neste momento de final de ano a imprensa gosta muito de fazer retrospectivas. Antigamente as retrospectivas se restringiam apenas ao meio jornalístico. Com o advento dos famosos instantâneos, as celebridades também têm as suas retrospectivas. Ok, ok, Nelson Rubens! Vai você daí que eu fico por aqui.
Em janeiro de 2007 Lula, governadores, senadores e deputados tomaram posse. Alguns, assim como Lula, foram reeleitos e repetiram o cerimonial de 2003. Vamos relembrar o que essa gente asquerosa dizia quando tomava posse, felizes da vida, achando que aquele momento era o perdão de todas os roubos e vilanias praticados no mandato anterior? Vamos começar por Lula. Dias antes da sua segunda posse ocorreu no Rio de Janeiro uma série de ataques praticados por bandidos. Ônibus foram incendiados. Dentre estes havia passageiros dentro. Os bandidos não tiveram dó. Atearam fogo assim mesmo. Isso demonstra que bandido não é “assim como nós”. A violência do Rio de Janeiro foi abordada por Lula no seu discurso de posse. Dizia ele: O que eu queria dizer para vocês, e quero aproveitar porque eu sei que o governador Sérgio Cabral está aqui, como também quero falar para os governadores de outros estados: eu vou discutir com o meu Ministro da Justiça, porque essa barbaridade que aconteceu no Rio de Janeiro não pode ser tratada como crime comum. Isso é terrorismo e tem que ser combatido com uma política forte e com uma mão forte do Estado brasileiro. Aí já extrapolou o banditismo convencional que nós conhecíamos. Quando um grupo de chefes, de dentro da cadeia, consegue dar ordens para fazer uma barbaridade daquelas, matando inocentes, eu quero dizer ao meu governo e aos governos estaduais: nós precisamos discutir profundamente, porque o que aconteceu no Rio de Janeiro foi uma prática terrorista das mais violentas que eu tenho visto neste País e, como tal, tem que ser combatida.
Pois é. Lula dizia no dia 1º de janeiro de 2007 que a violência do Rio de Janeiro não era crime comum e sim terrorismo. Repare que Lula diz “eu vou discutir com o meu Ministro da Justiça”. O ministro que combateria o terrorismo nem tinha nome quando Lula tomou posse. Antes de 2007 começar já era sabido que o então ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos não ficaria no cargo para o segundo mandato. Lula sabia disso tanto que nem mencionou seu nome no discurso. Quando tomou posse, Lula nem tirou a tradicional foto com os ministros. Tarso Genro assumiu a pasta da Justiça no dia 16 de março de 2007. Do dia 1º de janeiro até o dia 16 de março não sei o que Lula discutiu com o ministro da Justiça para acabar com o terrorismo no Rio de Janeiro. E nem sei se ele falou alguma coisa com Tarso depois da posse. Neste meio tempo, o Rio assistiria outra ação dos terroristas. O menino João Hélio de apenas 7 anos morreu depois de ter o corpo arrastado por sete quilômetros. Assaltantes roubaram o carro em que estava o menino. A mãe não conseguiu soltá-lo do cinto de segurança e, mesmo assim, os terroristas aceleraram e arrastaram o corpo da criança. Será que Lula se lembra que chamou de terrorismo as ações criminosas ocorridas poucos dias antes da sua segunda posse? Será que Lula se lembra da morte do menino João Hélio? Lula não fez nada para acabar com o terrorismo não somente no Rio de Janeiro, mas no Brasil inteiro. Os índices de assassinatos crescem a cada dia. No discurso só faltava vontade política para fazer o país andar. Na prática fica a incompetência de um governo sem rumo.
Vamos agora para Goiás. Vamos para o discurso de posse do governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Nele, Cidinho ressaltava a importância do seu antecessor Marconi Perillo: Assumimos com tranqüilidade a tarefa de levar adiante a tarefa do nosso antecessor, Marconi Perillo. Reconhecemos a importância de seu legado para Goiás. Com a mesma determinação e seriedade, mostraremos que também trabalharemos para ficar à altura. A liderança de Marconi Perillo foi decisiva para abrir as portas do futuro ao nosso Estado. Agora, com fé em Deus, vamos avançar ainda mais, enfrentando os obstáculos com muita obstinação. No discurso tudo é lindo e todo mundo fez tudo por todos. Na prática... Ah, na prática as coisas mudam. No começo do ano a relação Cidinho e Marconi era ótima. No final do ano já falam que os dois nem se falam mais. Um episódio recente demonstra isso. A revista Veja trouxe uma reportagem falando que o senador Marconi Perillo estaria sendo espionado a pedido da Polícia do Senado. Marconi foi avisado da espionagem pelo secretário de governo Fernando Cunha que, por sua vez, afirmou estar ali a pedido de Cidinho. Dias depois Cidinho negou tudo e Marconi, numa entrevista coletiva, disse acreditar sempre em Fernando Cunha. Quanto à Cidinho não sei como anda o grau de confiança de Marconi. Só sei que um dos legados marconistas foi a crise financeira que assola o estado.
Outro trecho do discurso de Cidinho: Aos deputados estaduais de todos os partidos reafirmamos a nossa disposição para o diálogo. Reiteramos que o Executivo não enviará nenhuma matéria para apreciação na Assembléia a não ser em sintonia exclusiva com os anseios da sociedade. O Governo e o Legislativo, no que depender da nossa vontade, estarão de braços dados, afastando as diferenças políticas para realizar o ideal comum da felicidade geral do nosso povo. No começo de 2007 Cidinho disse que o governo e o legislativo caminhariam de braços dados. No final do ano vemos o legislativo de quatro para o executivo. Cidinho anunciou sua reforma administrativa (com muito atraso, diga-se de passagem) e a Assembléia Legislativa deu carta branca para que o governador fizesse o que desse na telha para acabar com a falta de grana.
No jornal Tribuna do Planalto do dia 6 de janeiro de 2007 tem uma reportagem assinada por Thiago Marques com o título “Alcides e Marconi miram o futuro”. No primeiro parágrafo da reportagem está escrito: O governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador eleito Marconi Perillo (PSDB) deflagraram uma operação na semana passada para eliminar possíveis focos de atrito nos dois principais partidos que integram o grupo que dá sustentação política ao Palácio das Esmeraldas e buscar o fortalecimento administrativo do governo, que organiza o caixa para novos investimentos, e político do Tempo Novo. O pensamento é um só: deixar de lado as questões pessoais e pensar no futuro do Estado. O que nós temos visto até agora é a briga entre marconistas e alcidistas, enquanto que o futuro do estado, bem, como eu mesmo já escrevi aqui, o lema do governo Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, é “nunca deixe para amanhã o que você pode deixar pra depois de amanhã”.
É por isso que eu sou pessimista. É por isso que não acredito em políticos. É por isso que defendo que o político seja criticado, tenha as contas reviradas, seja encostado na parede a cada entrevista concedida. Viram como as coisas mudaram do começo para o fim deste ano? O ano que vem vai ser a mesma coisa. A única coisa que não muda mesmo é o meu pessimismo.

Mensagem Urbi et Orbi do Papa Bento XVI

«Santo é o dia que nos trouxe a luz.
Vinde e adorai o Senhor!
Hoje uma grande luz desceu sobre a Terra!»
(Missa do dia de Natal, Aclamação ao Evangelho)

Caros Irmãos e Irmãs!
«Santo é o dia que nos trouxe a luz». Um dia de grande esperança: nasceu hoje o Salvador da humanidade! O nascimento de uma criança traz normalmente uma luz de esperança para os que ansiosamente a esperam. Quando Jesus nasceu na gruta de Belém, «uma grande luz» apareceu sobre a terra; uma grande esperança entrou no coração dos que O esperavam: «lux magna», canta a liturgia deste dia de Natal. Não foi certamente «grande» como o mundo pensa, pois os primeiros a vê-la foram só Maria, José e alguns pastores, depois os Magos, o velho Simeão, a profetiza Ana: os que Deus tinha escolhido. No entanto, na humildade e no silêncio daquela noite santa, acendeu-se para cada homem uma luz esplêndida e inextinguível; chegou ao mundo a grande esperança portadora de felicidade: «O Verbo fez-Se carne e [...] nós vimos a sua glória» (Jo 1,14).
«Deus é luz - afirma S. João - e n’Ele não há trevas» (1 Jo 1,5). No Livro do Gênesis, lemos que, quando teve início o universo, «a terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo». «Deus disse: “Faça-se a luz!”. E a luz foi feita» (Gn 1,2-3). A Palavra criadora de Deus é Luz, fonte da vida. Tudo foi feito por meio do Logos e sem Ele nada foi feito de tudo quanto existe (cf. Jo 1,3). Eis porque todas as criaturas no fundo são boas, e trazem em si o vestígio de Deus, uma centelha da sua luz. Porém, quando Jesus nasceu da Virgem Maria, a mesma Luz veio ao mundo: “Deus de Deus, Luz da Luz”, professamos no Credo. Em Jesus, Deus assumiu o que não era permanecendo aquilo que era: «a omnipotência entrou num corpo infantil e não se privou do governo do universo» (cf. S. Agostinho, Serm. 184, 1 sobre o Natal). Fez-Se homem Aquele que é o criador do homem para trazer paz ao mundo. Por isso, na noite de Natal, cantam os exércitos do Anjos: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do Seu agrado» (Lc 2,14).
«Hoje uma grande luz desceu sobre a Terra». A Luz de Cristo é portadora de paz. Na Missa da Meia Noite a liturgia eucarística iniciou precisamente com este canto: «Hoje desceu do Céu sobre nós a verdadeira paz» (Antífona de Entrada). Mais ainda, só a «grande» luz vinda de Cristo pode dar aos homens a «verdadeira» paz: eis porque cada geração é chamada a acolhê-la, a acolher a Deus que em Belém Se fez um de nós.
Isto é o Natal! Acontecimento histórico e mistério de amor que, há mais de dois mil anos, interpela os homens e as mulheres de cada época e lugar. É o dia santo em que brilha a «grande luz» de Cristo portadora de paz! Certamente, para reconhecê-la, para acolhê-la, é preciso fé, é preciso humildade. A humildade de Maria, que acreditou na palavra do Senhor e foi a primeira que, inclinada sobre a manjedoura, adorou o Fruto do seu ventre; a humildade de José, homem justo, que teve a coragem da fé e preferiu obedecer a Deus mais que preservar a própria reputação; a humildade dos pastores, dos pobres e anónimos pastores, que acolheram o anúncio do mensageiro celeste e à pressa foram à gruta onde encontraram o Menino recém-nascido e, cheios de maravilha, O adoraram louvando a Deus (cf. Lc 2,15-20). Os pequenos, os pobres em espírito: eis os protagonistas do Natal, ontem como hoje; os protagonistas de sempre da história de Deus, os construtores incansáveis do seu Reino de justiça, de amor e de paz.
No silêncio da noite de Belém, Jesus nasceu e foi acolhido por mãos carinhosas. E agora, neste nosso Natal em que continua a ressoar o feliz anúncio do seu nascimento redentor, quem está preparado para Lhe abrir a porta do coração? Homens e mulheres deste nosso tempo, Cristo vem trazer a luz também a nós, vem dar-nos a paz também a nós! Mas quem vigia, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração desperto e em oração? Quem espera a aurora do novo dia, mantendo acesa a chamazinha da fé? Quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se envolver pelo fascínio do seu amor? Sim! É para todos a sua mensagem de paz; é a todos que vem oferecer-Se a Si próprio como esperança certa de salvação.
A luz de Cristo, que vem iluminar cada ser humano, possa finalmente brilhar, e sirva de consolação especialmente para os que vivem nas trevas da miséria, da injustiça, da guerra; para os que ainda se vêem negada à legítima aspiração a uma mais garantida sustentação, à saúde, à instrução, a uma ocupação estável, a uma maior participação nas responsabilidades civis e políticas, livres de qualquer opressão e ao abrigo de condições que ofendem a dignidade humana. Vítimas de conflitos armados sangrentos, do terrorismo e de violências de todo tipo, que acarretam incríveis sofrimentos a inúmeras populações, são de modo particular as faixas mais vulneráveis, as crianças, as mulheres, os anciãos. Enquanto que as tensões étnicas, religiosas e políticas, a instabilidade, a rivalidade, as contraposições, as injustiças e as discriminações, que dilaceram o tecido interno de muitos Países, exacerbam as relações internacionais. E no mundo cresce sempre mais o número dos imigrantes, dos refugiados, dos desamparados, devido também às freqüentes calamidades naturais, causadas não raro pelos preocupantes desastres ambientais.
Neste dia de paz, o pensamento se dirige sobretudo ali onde ressoa o fragor das armas: às martirizadas terras do Darfur, da Somália e do norte da República do Congo, às fronteiras da Eritreia e da Etiópia, a todo o Oriente Médio, nomeadamente ao Iraque, ao Líbano e à Terra Santa, ao Afeganistão, ao Paquistão e ao Sri Lanka, à região dos Bálcãs, e às outras muitas regiões em crise, infelizmente muitas vezes esquecidas. O Menino Jesus traga alivio a quem passa pela provação e infunda aos responsáveis de governo a sabedoria e a coragem de procurar e encontrar soluções humanas, justas e duradouras. À sede de sentido e de valor que anela o mundo de hoje, à procura de bem-estar e de paz que aspira a vida de toda a humanidade, às expectativas dos pobres Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, responde com o seu Natal. Não tenham medo os indivíduos e as nações de reconhecê-Lo e de acolhê-Lo: com Ele «uma esplêndida luz» ilumina o horizonte da humanidade; com Ele abre-se um «dia santo» que não conhece ocaso. Este Natal seja verdadeiramente para todos um dia de alegria, de esperança e de paz!
«Vinde e adorai o Senhor!». À sede de sentido e de valor que hoje o mundo experimenta; à procura de bem-estar e de paz que caracteriza a vida de toda a humanidade; às expectativas dos pobres, Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, responde com o seu Natal. Não temam os indivíduos e as nações reconhecê-Lo e acolhê-Lo: com Ele, «uma esplêndida luz» ilumina o horizonte da humanidade; com Ele, abre-se «um dia santo» que não conhece ocaso. Este Natal seja verdadeiramente para todos um dia de alegria, de esperança e de paz!
Com Maria, José e os pastores, com os Magos e a multidão inumerável de humildes adoradores do Menino recém-nascido que, ao longo dos séculos, acolheram o mistério do Natal, também nós, irmãos e irmãs de cada continente, deixemos que a luz deste dia se propague em o todo lugar; entre nos nossos corações, ilumine e aqueça as nossas casas, traga serenidade e esperança às nossas cidades, dê paz ao mundo. Estes são os meus votos para vós que me escutais. Votos que se fazem prece humilde e confiante ao Menino Jesus, a fim de que a sua luz dissipe todas as trevas da vossa vida e vos encha do amor e da paz. O Senhor, que fez resplandecer em Cristo a sua face misericordiosa, vos sacie da sua felicidade e vos torne mensageiros da sua bondade. Feliz Natal!

Crise e MPs pautam ano legislativo e reformas 'encalham' novamente

Por Eugênia Lopes
no Estado de São Paulo

Com a pauta entupida de medidas provisórias e envolvidos na crise deflagrada em maio no Senado, que culminou com a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) no início de dezembro à presidência da Casa, os parlamentares deixaram de lado a votação de propostas consideradas polêmicas, que acabam o ano de 2007 engavetadas. São projetos recorrentes na pauta da Câmara e do Senado, como é o caso das reformas tributária e política, mas entra ano, sai ano, nunca são apreciados pelos congressistas. Enquanto isso, o Executivo dominou a produção legislativa: foi o autor de119 projetos dos 157 sancionados pelo Congresso (75,8%) este ano, enquanto os parlamentares se incumbiram de apenas 36 propostas (22,9%), boa parte sem maior importância (leia abaixo).“Quando a proposta é polêmica, os interesses se manifestam e, por isso, ela dificilmente ela é votada”, resume o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). “Mas em alguns casos a aparente morosidade do Legislativo pode ser sinal de sabedoria.” Ele cita como exemplo a emenda constitucional que reduz a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos de idade. “Votei a favor dessa proposta quando ela passou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Mas hoje tenho menos certeza do meu voto e acho que quando ela for votada em plenário votarei contra”, observa.“As reformas política e tributária acabaram frustradas em 2007 pela crise desencadeada com as denúncias contra o senador Renan Calheiros”, argumenta o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Em sua avaliação, à exceção dessas reformas, as propostas que não foram votadas são pontuais. “São coisas importantes, mas não são coisas macro. Além disso, as medidas provisórias atropelam os projetos. Cada vez que vinha uma nova MP, perdia-se o foco dos projetos que estavam em discussão”, afirma Agripino. “A produção legislativa do Congresso este ano ficou no varejo e falhou no atacado.” Já a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), faz um balanço positivo da produção legislativa em 2007. “Não consigo me lembrar de nenhum projeto importante e relevante que não tenha sido votado”, diz a petista. “Agora, o Senado virou samba de uma nota só: primeiro o caso Renan, depois a CPMF.”“O Senado votou praticamente tudo o que tinha de ser votado, apesar de ter sido um ano conturbado”, afirma o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO). “As coisas ficaram paradas na Câmara.” Já para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), a produção legislativa foi pífia. “Deixamos de votar matérias relevantes, como a emenda constitucional de reduz o número de vereadores, a que trata do voto aberto nas votações de cassação de mandato e projetos na área de segurança, além da reforma política”, observa o tucano. Ele faz, no entanto, um mea-culpa: “Os parlamentares têm sua parcela de culpa. Entramos, por exemplo, no plenário para apreciar medida provisória sem conhecer sequer o relatório com as propostas de mudança.”
‘RECESSO BRANCO’
As expectativas para 2008 não são muito animadoras em relação a votações no Congresso. Afinal, é ano de eleições municipais e, apesar de uma minoria de parlamentares sair candidata às prefeituras, a Câmara e o Senado vão parar a partir do meio do ano. Ou seja: não adianta fazer uma pauta de votação ambiciosa em nenhuma das duas Casas porque, depois de julho, o Congresso ficará em “recesso branco”. “Não basta o presidente fazer a pauta. A política vai fazendo prioridades a todo momento”, observa o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).É o caso, por exemplo, da reforma tributária, que, depois da derrota da prorrogação da CPMF no Senado, voltou a encabeçar a lista de prioridades tanto dos líderes aliados quanto dos oposicionistas para o primeiro semestre de 2008. “A reforma tributária não andou até hoje porque a espinha dorsal passa pelo ICMS. E, se não tiver uma disposição coletiva de todos os governadores de Estado, ela não anda”, ressalta Ideli. “Os conflitos federativos acabam dificultando qualquer reforma tributária”, concorda o ex-ministro e presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ). “Ninguém agüenta mais essa carga tributária. É preciso aprovar a reforma para desonerar a tributação”, defende Pannunzio.

Senadora revela lobby em indicação da Anvisa

Por Lígia Formenti
no Estado de São Paulo

A liberação de defensivos agrícolas “genéricos” no País acabou sendo usada como moeda de troca para a aprovação do nome do farmacêutico Dirceu Raposo de Melo na direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atual presidente da agência, Melo teve seu cargo de direção renovado em tempo recorde. Mesmo antes de o mandato expirar, sua indicação foi publicada no começo da semana passada no Diário Oficial e, na quarta-feira, já estava sendo sabatinado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A rapidez veio acompanhada de uma costura política feita com a participação direta do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), padrinho político do farmacêutico. A negociação começou já na terça-feira, com ligações telefônicas para convencer senadores a votar favoravelmente pela manutenção de Raposo de Melo. Descontente com a lentidão da análise de processos para liberação de agrotóxicos, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) avisou que iria pedir vista do processo - o que atrasaria a recondução de Raposo de Melo.“Fui chamada então para um café da manhã, na casa de Chinaglia, com a participação de Dirceu e do deputado Ronaldo Caiado”, contou a senadora. De acordo com Kátia, ao chegar ao encontro Dirceu foi logo perguntando: “O que posso fazer por você?” Ela pediu rapidez. E ele concordou. A assessoria de imprensa da Anvisa confirmou o encontro.A conversa, que seria mantida em reserva, porém, foi revelada pela própria senadora, antes de ela declarar seu voto durante a sabatina. Depois da sessão no Senado, ela contou: “Queria o compromisso público. Deu resultado. Logo depois da sessão, Melo ligou para o deputado Ronaldo Caiado, combinando um novo encontro.”
CÂMARA TÉCNICA
Na reunião, Melo se comprometeu a criar uma câmara técnica na Anvisa para discutir exclusivamente a liberação dos produtos. “São cinco princípios, produtos genéricos que podem reduzir de forma drástica o custo de culturas do algodão, da soja e algodão”, garantiu Kátia. As revelações feitas pela senadora durante a audiência provocaram constrangimento. Agências reguladoras foram criadas na tentativa justamente de manter independência. Seu regulamento foi feito pensando principalmente em “blindar” diretores contra eventuais pressões de setores produtivos ou políticos. A senadora está confiante de que a liberação dos agrotóxicos agora sai.Uma impressão que não é totalmente verdadeira. Além de Melo, há outros diretores na Anvisa. Qualquer decisão precisa ser votada, e aprovada.

Senador afirma ser vítima de retaliação por causa de CPMF

Na Folha de São Paulo

No último dia de sessão no Senado, Mozarildo Cavalcanti (PTB-PR) afirmou ontem que encaminhou um pedido de investigação à Procuradoria Geral da República sobre suposta retaliação que o governo teria praticado por conta da votação da CPMF. O petebista faltou à sessão em que o governo não conseguiu os 49 votos necessários para aprovar a prorrogação da contribuição até 2011.Em discurso da tribuna, ele disse que o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, tomou uma medida administrativa para prejudicar um genro dele como forma de retaliação. Procurado pela Folha pelos telefones de sua assessoria, Toffoli não foi encontrado.Segundo Mozarildo, o advogado-geral da União assinou, no dia 14, o ato regimental nº 8 em que proíbe a cessão de procuradores federais a Estados com menos de 500 mil habitantes. A medida atinge o genro do senador, que trabalha como procurador cedido a Roraima."Ora, só tem Roraima que não tem 500 mil habitantes! É uma portaria destinada, digamos assim, para me chantagear de novo. Nós não estamos mais brigando para que meu genro fique à disposição do Estado", disse. O senador acusou ainda o governo de direcionar emendas.Ontem, na última sessão do ano, além de Mozarildo, só outros 7 dos 81 senadores estavam no plenário. Nem o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), permaneceu em Brasília.

É Natal

Já passou da meia noite. Então... FELIZ NATAL!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Vai ter punição?

Fernando Collor de Melo é o senador campeão de faltas. Quero saber se o salário dele foi cortado. Quero saber qual punição ele receberá. O que esperar de Fernando Collor de Melo no Senado? Isso...

Cristovam e o "deixa como está"

Nas eleições presidenciais de 2006 votei em Cristovam Buarque para presidente no primeiro turno. Ele defendia a educação. Como muitos dizem por aí, só a educação transforma o Brasil. Mas, Cristovam não foi eleito. Muita gente, mas muita gente mesmo, não pensa igual a mim e os outros que votaram em Cristovam. Vai ver nós fomos enganados e a educação não muda o Brasil.
Hoje me decepcionei com Cristovam. Ele é do PDT. O presidente do partido Carlos Lupi é ministro do Trabalho. Ou seja, além de presidir o partido fundado por Leonel Brizola é ministro de Estado. A Comissão de Ética Pública recomendou que Lula o demitisse. Não pode ser duas coisas ao mesmo tempo. Ou é presidente do PDT, ou é ministro do Trabalho. O pedido de demissão está dando o que falar. Todo mundo sabe que Lupi está errado. Todo mundo sabe que não pode ter este “choque de funções” como alega a comissão. Mas, sempre tem aquele grupo que fala “Ah, com fulano não fizeram nada”. Quer dizer, se os outros erraram no passado os erros devem permanecer no presente. Cristovam engrossa o coro dos descontentes. Ele acha que há “alguma coisa por trás” nesta decisão da Comissão de Ética Pública. Diz o senador: Eu não nego que, apesar do meu carinho pelo presidente Lupi, ele não poderia ficar com as duas funções. Mas não por uma decisão da comissão de ética do governo. Cristovam sabe que o presidente do seu partido está errado e mesmo assim entra neste joguinho de empurra-empurra, de que “deixa como está”. Não! Se um dos membros do partido acha que há choque de funções, que não se pode presidir um partido e ser ministro de Estado, então Lupi tem que sair. Sai, Lupi! Pede pra sair! Só não pode é “deixar como está”.

É sempre bom voltar no tempo

Nós não podemos esquecer das promessas dos nossos políticos. Também não podemos esquecer do que eles disseram quando eram candidatos e o que dizem quando estão no comando. Sobre Lula já mostrei aqui diversas reportagens que mostrava um Sapo Barbudo grilado com a corrupção no país e outras com o “Lulinha Paz e Amor” dizendo que a corrupção sempre aconteceu nestêpaiz.
Ontem eu publiquei aqui um trecho de uma entrevista de Marconi Perillo concedida ao Jornal Opção dias antes de deixar o governo e sair candidato ao Senado nas eleições de 2006. É bom a gente relembrar. Vale a pena ver (ou ler) de novo. Disse Marconi: Assim que assumir o governo, Alcides anunciará muitas medidas importantes para a população. É o caso da redução do imposto de toda a cadeia do álcool, o que permitirá uma redução do preço do produto na bomba. Também vai aumentar o valor da Renda Cidadã e concluir obras rodoviárias importantes. Ontem, o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, esteve no Goiânia Arena entregando brinquedos para crianças de famílias carentes. Os jornalistas presentes ao evento ouviram algumas palavras de Cidinho. Vamos voltar a pagar esses benefícios o mais breve possível, mas atendendo as famílias que realmente necessitam deles. Espera aí. Marconi disse que Cidinho aumentaria o Renda Cidadã assim que assumisse o governo e, um ano e meio depois Cidinho fala que os benefícios voltarão a ser pagos em breve? Ou Marconi mentiu na entrevista, ou Cidinho é incompetente. Ou as duas coisas juntas. Marconi pintou e bordou Cidinho nas eleições estaduais de 2006. Sempre dizia que seu vice sempre esteve do seu lado durante os seus dois mandatos de governador. Até agora ninguém sabe por que Marconi disse que Cidinho, ao assumir o governo, aumentaria o Renda Cidadão e se Cidinho tinha consciência disso e por que os benefícios sociais não foram pagos. Sem contar a crise financeira que assola o estado. Ninguém quer assumir a culpa e ninguém quer largar o osso para resolver o problema. É sempre bom voltar no tempo e relembrar os discursos e promessas dos políticos. Isso nos faz sempre duvidar deles. É primordial duvidar dos políticos. Principalmente quando vemos Cidinho desejando um 2008 melhor que 2007 que, segundo ele mesmo, foi bom. Foi bom? Se em 2007 os benefícios sociais não foram pagos, o estado não tem dinheiro no cofre (Ô, Delúbio, devolve logo o salário recebido indevidamente), a base aliada bateu cabeça e a oposição foi conivente com o governo é melhor a gente nem fazer qualquer tipo de previsão para o ano que logo se inicia.

Eles não são "assim como todos nós"

Um leitor me manda um comentário. Não concorda com as críticas que fiz à possível candidatura de Renata Cheim (será que se pronuncia “Quem”?) à Câmara Municipal de Goiânia nas eleições do ano que vem. Diz o nobre leitor: Outra coisa, traficante tb vota meu amigo, assim como todos nós, pois são traficantes sim mas não deixaram de ser cidadaõs e voto dele (s)vale tanto quanto o teu ou o meu. Epa! Traficante não é “assim como todos nós”. Eles corrompem. Eles matam. Eles roubam. Eles não são “assim como todos nós”. Aproveito a resposta ao leitor para fazer mais uma pergunta: Por que o traficante acha a delegada “gente boa”? E relembro a pergunta do post referido à delegada: Será que este traficante que votaria na Renata “gente boa” está na cadeia? Não, caro leitor. Eles não são “assim como todos nós”. Eles, como diria o Alborgueti, “rasgam a Constituição na nossa cara”. Quem faz isso é cidadão?
O leitor ainda comenta sobre a foto que publiquei. Sim, me incomoda e muito ver o secretário de Segurança Pública de Goiás Ernesto Roller dividir mesa com Delúbio Soares. O procurador geral da República Antônio Fernandes de Souza classificou o mensalão como uma organização criminosa. Sim, Delúbio Soares fazia parte desta organização. E tem mais: a Justiça daqui determinou que o ex-tesoureiro devolvesse aos cofres públicos R$ 164 mil por salários recebidos indevidamente porque ele estava de licença remunerada do cargo de professor na rede estadual de ensino para atuar no Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás. Porém, Delúbio não estava no sindicato e sim em São Paulo. Ver Ernesto Roller ao lado de Delúbio me incomoda sim. Me incomoda também ver o ex-tesoureiro com a camisa do São Paulo. Sou são paulino e sei que as glórias tricolores são maiores que o homem da mala do PT. Salve o tricolor paulista! Abaixo Delúbio!
Tirar fotos ao lado de corruptos é perigoso. Dizem que aquele dossiê fajuto que os petistas estavam armando contra a candidatura de José Serra ao governo de São Paulo nas últimas eleições estaduais continha fotos do ex-ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso entregando ambulâncias de empresas da máfia dos sanguessugas. Se essas fotos são verdadeiras eu não sei. O dossiê é fajuto e até agora não se sabe a origem do dinheiro encontrado com os petistas que comprariam tal dossiê da família Vedoin.
Vamos voltar aos assuntos levantados pelo leitor. Eu não disse que Renata Cheim é corrupta. Só acho errado ela dizer que um traficante autuado por ela dizer que votaria no seu nome por achar “gente boa”. Traficante tem que ter medo de delegado e aprender a cumprir as leis. Se o traficante acha a delegada “gente boa” deve ter os motivos. Eu quero saber os motivos. Eu quero saber se ele ainda está preso. Entendeu?

Não vote em Renata Cheim


Para mim as eleições de 2008 começaram hoje. Minha campanha é evitar que a delegada Renata Cheim seja eleita vereadora aqui em Goiânia. Mas por que isso? Algum tipo de machismo? Que nada. Só peço que vocês leiam a entrevista concedida pela delegada ao Diário da Manhã de hoje. Ao ser perguntada se acreditava na possibilidade de algum acusado preso por ela lhe der o voto ela respondeu: Um traficante autuado por mim comentou com um funcionário da delegacia que votaria em mim porque, apesar de eu tê-lo prendido, eu era ‘gente boa’. Não votem em Renata Cheim para vereadora nas eleições municipais de 2008. Político que aceita voto de traficante não merece um pingo de confiança. Delegado que é considerado “gente boa” por bandido não merece confiança. Eu gostaria de saber se este traficante citado pela delegada ainda está preso. Para finalizar a entrevista, perguntaram o ídolo político de Renata Cheim. Sabe quem é o ídolo dela? O seu chefe, o secretário de Segurança Pública Ernesto Roller. Sobre ele, a delegada fez vários elogios. Ah, Renata Cheim também citou Rui Barbosa. Ela o acha admirável. Só isso. Para Rui Barbosa uma frase, para Ernesto Roller vários adjetivos. Tenho uma foto que eu escaneei do jornal O Popular que mostra Ernesto Roller dividindo uma mesa de bar com Delúbio Soares. O secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás sentado ao lado do tesoureiro da quadrilha petista. Este é o ídolo de Renata Cheim. Se seu ídolo senta ao lado de um integrante de uma quadrilha não é de se assustar quando vemos Renata achar engraçado um traficante dizer que vota nela por ser “gente boa”. Eu também admiro Rui Barbosa. E por admirar Rui Barbosa é que eu afirmo desde já: Não vote em Renata Cheim.

Oposição de merda

Isso mesmo! Vamos ser diretos: OPOSIÇÃO DE MERDA! Leia aí abaixo a notícia que saiu no Estado de São Paulo de hoje. A nossa oposição ainda acredita que pode fazer Lula sangrar até 2010. Por mais que a gente aponte os erros, por mais que a gente fale que o caminho certo é derrubar Lula agora, a oposição não colabora. Esse negócio de sangrar Lula não dá certo. Lula sangrando comove o povo. Não dá certo! Mas, a oposição de merda quer seguir o seu caminho, o caminho do erro, o caminho da perdição. Não adianta. Eles não aprendem. O jeito é ligar o computador, escrever uns posts e tentar derrubar Lula e sua corja sozinho mesmo. Repito: OPOSIÇÃO DE MERDA!!!