O jornal O Popular de hoje fala do Vila Nova depois da tragédia na Fonte Nova. Não sei como, mas os jogadores ficaram sabendo do ocorrido nos vestiários. Também não sei como os jogadores saíram do campo depois da invasão dos torcedores do Bahia. Será que ninguém reconheceu o Túlio Maravilha?
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Mas o estado não está quebrado?
Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, liberou ontem R$ 5 bilhões em incentivos fiscais. Espere um pouco! Mas o estado de Goiás não está quebrado? O estado de Goiás não precisa de dinheiro no caixa?
Rotina?
O governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, disse ontem que boas notícias tornaram-se rotina no seu governo. Será? Teve uma pesquisa do Serpes – O Popular mostrando que grande parte dos entrevistados não estavam satisfeitos com a administração Cidinho. Vai ver estas boas notícias sejam frutos do marketing de Jorcelino Braga.
Delfofin na TV Lula
Delfofin Neto vai compor o Conselho Curador da TV Lula. Você não sabe quem é Delfofin Neto? Ele foi ministro na época da ditadura militar. Sua assinatura constou no Ato Institucional número 5, de 1968, que acabou com a liberdade de expressão. É interessante lembrar que Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, foi perseguido pela ditadura militar. A mesma ditadura que recebia o apoio de Delfofin Neto. Quem dera ver a cara dos esquerdistas com a notícia de que a TV Lula terá um ex-aliado da ditadura na fiscalização. É a volta dos anos de chumbo. É o bolivarianismo tomando conta do Brasil.
Silvio Pereira pode se livrar de ação no Supremo
Por Felipe Recondo
no Estado de São Paulo
Integrante do que o Ministério Público considera o "núcleo principal da quadrilha" do mensalão, o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, o Silvinho, pode se livrar da ação penal aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, propôs a suspensão do seu processo na semana passada ao relator, o ministro do STF Joaquim Barbosa.Silvinho ainda discutirá nesta semana com seus advogados se aceita ou não a proposta. Caso a resposta seja positiva, ele terá de se submeter a determinadas condições, como não se ausentar de seu Estado sem autorização judicial, não cometer nenhum crime e comparecer mensalmente perante um juiz.Se cumprir todas as exigências, ao fim de dois ou quatro anos a pena será extinta e Silvinho sairá com a ficha limpa, como se a ação nunca tivesse existido. Esse benefício só é possível para réus que respondem por um crime cuja pena mínima é igual ou menor a um ano, não são alvo de outra ação nem têm condenações anteriores.Este é justamente o caso de Silvinho. Souza denunciou-o no ano passado no caso do mensalão por peculato, corrupção ativa e formação de quadrilha. Ele foi apontado como um dos chefes do esquema do mensalão, juntamente com mais três petistas, o deputado cassado José Dirceu (SP), o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o deputado José Genoino (SP). Mas o Supremo só abriu a ação contra ele por formação de quadrilha, que tem pena prevista de um a três anos de prisão.Caso não concorde com a suspensão do processo, sob o argumento de que pareceria à opinião pública que está se aproveitando de brechas na lei para se livrar de uma acusação, Silvinho responderá normalmente à ação. Ao final, pode ser inocentado ou condenado. Mesmo assim, como a pena é reduzida, ele a cumpriria em liberdade.Dos 40 réus do mensalão, só Silvinho responde por crime com pena mínima de um ano. Os demais são processados por crimes com pena mínima que varia de dois a três anos, como corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e gestão fraudulenta.
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no Estado de São Paulo
Integrante do que o Ministério Público considera o "núcleo principal da quadrilha" do mensalão, o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, o Silvinho, pode se livrar da ação penal aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, propôs a suspensão do seu processo na semana passada ao relator, o ministro do STF Joaquim Barbosa.Silvinho ainda discutirá nesta semana com seus advogados se aceita ou não a proposta. Caso a resposta seja positiva, ele terá de se submeter a determinadas condições, como não se ausentar de seu Estado sem autorização judicial, não cometer nenhum crime e comparecer mensalmente perante um juiz.Se cumprir todas as exigências, ao fim de dois ou quatro anos a pena será extinta e Silvinho sairá com a ficha limpa, como se a ação nunca tivesse existido. Esse benefício só é possível para réus que respondem por um crime cuja pena mínima é igual ou menor a um ano, não são alvo de outra ação nem têm condenações anteriores.Este é justamente o caso de Silvinho. Souza denunciou-o no ano passado no caso do mensalão por peculato, corrupção ativa e formação de quadrilha. Ele foi apontado como um dos chefes do esquema do mensalão, juntamente com mais três petistas, o deputado cassado José Dirceu (SP), o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o deputado José Genoino (SP). Mas o Supremo só abriu a ação contra ele por formação de quadrilha, que tem pena prevista de um a três anos de prisão.Caso não concorde com a suspensão do processo, sob o argumento de que pareceria à opinião pública que está se aproveitando de brechas na lei para se livrar de uma acusação, Silvinho responderá normalmente à ação. Ao final, pode ser inocentado ou condenado. Mesmo assim, como a pena é reduzida, ele a cumpriria em liberdade.Dos 40 réus do mensalão, só Silvinho responde por crime com pena mínima de um ano. Os demais são processados por crimes com pena mínima que varia de dois a três anos, como corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e gestão fraudulenta.
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Parecer de Virgílio também será pela cassação de Renan
Por Rosa Costa
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
No parecer que apresentará amanhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), vai endossar a conclusão do relator do Conselho de Ética, Jefferson Péres (PDT-AM), que recomendou a cassação do presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar. "Fiz uma peça densa e extensa, mostrando que o processo se ajusta ao que determinam as normas constitucionais", disse Virgílio.Segundo o líder tucano, cabe agora aos presidentes da CCJ, Marco Maciel (DEM-PE), e interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), encaminhar a representação, a terceira apresentada contra Renan. Nessa, ele é acusado de ter usado laranjas para comprar duas emissoras de rádio e um jornal diário em Alagoas.Se houver pedido de vista, Marco Maciel adiará a votação do parecer de Virgílio para o dia seguinte, quinta-feira. Nesse caso, Viana adiantou que a votação no plenário ficará para a próxima semana. "Na última vez mudou-se o curso da votação dois dias antes do julgamento", lembrou, referindo-se ao fato de que há uma semana Virgílio decidiu pedir mais prazo para apresentar seu relatório na CCJ, embaralhando o cronograma do processo contra Renan.Oficialmente, o tucano disse que o atraso foi motivado pelo Congresso Nacional do PSDB, realizado em Brasília na semana passada. No entanto, a manobra foi produto de um acerto de bastidores entre os oposicionistas para impedir um suposto "acordão" dos governistas para inocentar Renan. Por esse acordo, a base aliada ao Planalto votaria em peso pela absolvição no plenário, em troca do apoio dos peemedebistas à emenda que prorroga a CPMF até 2011.Renan renovou na semana passada o pedido de licença da presidência do Senado até 29 de dezembro. Como justificativa, argumentou que não quer interferir na tramitação do processo por quebra de decoro, vinculando-o à votação da CPMF.O peemedebista tem comparecido regularmente às sessões do plenário, mas evita se expor com discursos ou apartes. Seu futuro político é incerto e depende em grande parte dos 12 senadores da bancada do PT.No início a operação parecia simples: o Planalto agiria para garantir a absolvição de Renan e o PMDB, em troca, trabalharia para aprovar a CPMF. Mas senadores não ouvidos sobre a estratégia, como Gérson Camata (PMDB-ES), não gostaram do arranjo. Da tribuna, Camata já avisou que o imposto do cheque perderá seu voto, caso Renan seja inocentado.Também os petistas estão em busca de uma fórmula que resolva os problemas do governo, mas não os exponha publicamente, como aconteceu na votação da primeira representação em plenário, quando Renan foi absolvido. E eles até hoje são cobrados na rua pela decisão.
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Jovem é morto em protesto anti-Chávez
Por Fabiano Maisonnave
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
A última semana de campanha eleitoral da Venezuela começou ontem com violentos protestos no interior do país, deixando um saldo de um operário de 19 anos morto e 80 presos, segundo o governo federal. O jovem foi baleado em meio a manifestações contra o projeto de reforma constitucional do presidente Hugo Chávez, que irá a referendo neste domingo.Os distúrbios ocorreram nas cidades de Maracay (Estado de Aragua, 110 km a oeste de Caracas), a maior concentração de unidades militares do país, e de Valencia, (Carabobo, 160 km a oeste da capital), a terceira maior do país.Imagens e relatos da imprensa local mostraram bloqueios de ruas com pneus incendiados, paus e pedras. Para dispersar os manifestantes oposicionistas, foram usados gás lacrimogêneo e balas de borracha por forças policiais e da Guarda Nacional.Segundo a versão oficial, o trabalhador José Aníbal Oliveros foi assassinado por dois disparos na região metropolitana de Valencia quando tentava furar um bloqueio para chegar ao seu trabalho, a Petrocasa, uma fábrica estatal de construção de casas populares.Foi a primeira morte registrada nas dezenas de manifestações contra a reforma por todo o país, que já deixaram dezenas de feridos, na maioria das vezes em episódios envolvendo estudantes oposicionistas.Em discurso durante um ato oficial, Chávez afirmou que o assassinato faz parte de um "plano desestabilizador" promovido por "setores da oposição": "Lançaram agressões contra o povo e assassinaram um jovem trabalhador apenas porque disse que o deixassem passar. E havia um grupo de enlouquecidos e envenenados fascistas que lhe meteram dois tiros e o mataram", afirmou, na segunda de três aparições televisionadas ontem.Em mais um ataque ao projeto de reforma constitucional, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) emitiu ontem um comunicado contra a proposta chavista, acusando-a de "desnecessária, moralmente inaceitável e inconveniente para o país"."Além de restringir muitos direitos humanos, civis, sociais e políticos consagrados na Constituição, cria motivos de discriminação política e introduz novos campos de enfrentamento e polarização entre os venezuelanos", diz o texto.Os bispos também rechaçaram o conjunto de insultos lançados por Chávez nos últimos dias contra a hierarquia católica. No sábado, o presidente venezuelano os mandou "para o inferno" e ainda ameaçou prender o cardeal Jorge Urosa Sabino caso ele apóie atos "desestabilizadores".
Pesquisas
A proposta de reforma constituinte de Chávez introduz a reeleição presidencial indefinida, com um aumento de mandato de seis para sete anos. Outras mudanças incluem mais atribuições para o Executivo, como a criação de unidades territoriais e o controle da política monetária. Há também benefícios sociais, entre os quais a redução da jornada de trabalho.A oposição acusa Chávez de tentar concentrar mais poderes e de buscar um modelo político semelhante ao de Cuba. O presidente venezuelano, por sua vez, tem chamado a proposta de "revolução dentro da revolução" e diz que é necessário aprová-la para acelerar a implantação do "socialismo do século 21".Algumas pesquisas de opinião mostram que Chávez chega ao final da campanha com menos apoio em comparação a eleições anteriores -ele venceu todas em seus quase nove anos de mandato.Segundo pesquisa divulgada anteontem à noite pela empresa Hinterlaces, o "sim" chavista e o "não" aparecem com empate técnico: 45% e 46%, respectivamente. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.Esse cenário tem sido negado pelos chavistas. Com base em pesquisas próprias, dizem haver clara vantagem do "sim".
Conselho da nova TV pública tem Lembo, Delfim e MV Bill
Por Letícia Sander
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Incumbido da função de fiscalizar a nova rede pública de TV, o Conselho Curador da instituição reunirá empresários, um ministro da época da ditadura, um professor indígena, um cantor de rap e o ex-governador Cláudio Lembro (DEM), que cunhou a expressão "elite branca" ao discorrer sobre o conflito social no país. Os nomes dos 15 escolhidos para compor o órgão foram divulgados ontem pelo ministro Franklin Martins (Comunicação Social). Todos são indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os conselheiros não precisam ser submetidos a voto ou sabatina -estarão oficializados no cargo assim que seus nomes forem publicados no "Diário Oficial", o que deve ocorrer nos próximos dias. O colegiado do conselho tem o poder de destituir diretores da TV e interferir na programação -por isso, é o primeiro elemento citado pelo governo ao tentar rechaçar as críticas de que a TV, por estar subordinada à pasta da Comunicação Social, será "chapa branca". "São nomes que atendem a demanda para que o conselho seja um órgão fiscal", disse Franklin. Além dos 15 representantes da sociedade civil, o conselho ainda terá a participação de quatro ministros (Comunicação Social, Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia). Também haverá um representante dos funcionários, a ser escolhido pelos mesmos. A composição apresentada ontem é eclética. Do mundo político, além de Lembo, está no conselho o economista Delfim Netto, hoje no PMDB, ex-ministro dos governos Costa e Silva e João Figueiredo. Do ramo empresarial, foram convidados Ângela Gutierrez (presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez) e José Martins (vice-presidente do Conselho de Administração da Marcopolo). Também há nomes com pouca ou nenhuma relação com a televisão. Serão conselheiros, por exemplo, Isaac Pinhanta, professor indígena da tribo dos ashaninka, no Acre; Lúcia Willadino Braga, diretora da Rede Sarah de hospitais; Luiz Edson Facchin, advogado do Paraná e ex-procurador-geral do Incra; e Maria da Penha Maia, cearense vítima de agressões por parte do marido que inspirou a Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006 e que protege mulheres contra agressões. A TV pública também será fiscalizada pelo cantor de rap MV Bill, pela carnavalesca Rosa Magalhães, pelo cientista político ligado à esquerda Wanderley Guilherme dos Santos, pelo consultor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, pelo advogado José Paulo Cavalcanti Filho e pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo. A TV inaugura suas transmissões no próximo domingo. Mas a programação da nova rede só deverá estar mais bem definida a partir de março. Os conselheiros escolhidos por Lula terão mandato de dois ou de quatro anos.
Múcio excluiu R$ 3,5 mi de declaração ao TRE em 2006
Por Fábio Guibu
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O novo ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB), retirou de sua declaração de bens, entregue à Justiça Eleitoral de Pernambuco em 5 de julho de 2006, quase R$ 3,5 milhões em bens da atividade rural, alegando que houve "erro na digitação" da listagem.Na relação, elaborada para o registro da sua candidatura a deputado, Múcio informou inicialmente possuir R$ 4,38 milhões em bens. Após a "correção", seu patrimônio declarado recuou para R$ 878,7 mil.Ao solicitar por escrito a exclusão dos valores, em 28 de julho, ele alegou ao TRE que deveria ter divulgado "apenas a relação dos bens pessoais". Disse que, por "erro de digitação", listou "também os bens da atividade rural, que não deveriam ter sido informados".Ainda segundo Múcio, a manutenção dos dados aparentaria "uma evolução patrimonial irreal", o que poderia lhe gerar "transtornos". Segundo ele, em 31 de dezembro de 2004 seus bens somavam R$ 685.789,21.O patrimônio expurgado da declaração é composto por cinco engenhos, quatro tratores, duas motocicletas, equipamentos agrícolas, duas contas bancárias, áreas com cultivos variados e animais diversos.O plantel excluído, avaliado em R$ 167.550,10, é formado por um burro, oito burras, quatro cavalos, oito bois "de serviço", um garrote, duas vacas, um novilho, dois bezerros, 99 búfalos e 278 bois da raça nelore. O bem de maior valor declarado foi uma área de 550 hectares avaliada em R$ 2,1 milhões.Em 4 de julho de 1998, ele também retificou sua declaração. Em vez de excluir, pediu a inclusão de uma área de 17.181 m2, adquirida por R$ 100 mil.Na declaração de 1998, Múcio listou seus bens rurais. Entre eles estavam dois dos engenhos excluídos em 2006, avaliados em cerca de R$ 407 mil.Entre os "bens pessoais" mantidos em 2006, estão a participação de 90% na Goicana Agroindustrial e Comercial Ltda, duas linhas telefônicas, 29.985 cotas do capital social do Posto São Roque, 35% do capital social da Maricultura Tinoco Ltda, saldo bancário de R$ 41 mil e R$ 160 mil "em espécie". Múcio informou ainda possuir dois apartamentos em um mesmo prédio, em Jaboatão dos Guararapes (PE).Um dos imóveis está inscrito na dívida ativa do município devido a um suposto débito de IPTU. O tributo cobrado é referente a 2001, e o valor devido é de R$ 7.150,19 (com juros e multa), segundo cálculo de 11 de maio de 2004. O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública de Jaboatão. A Justiça já determinou a citação do ministro, mas nem os Correios nem um oficial de Justiça localizaram o endereço do prédio.O registro de sua candidatura foi deferido por unanimidade pelo TRE em 1º de agosto de 2006. A reportagem não conseguiu contato por telefone direto com o ministro nem via a assessoria do ministério.
Governo suspende reforma tributária para aprovar CPMF
Por Valdo Cruz e Letícia Sander
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva montou ontem, durante a reunião de coordenação política, uma operação de guerra para tentar aprovar a prorrogação da CPMF ou se precaver de uma eventual derrota. A nova estratégia prevê a suspensão do anúncio de medidas que poderiam representar perda de receita ou de apoio no Senado.Lula adiou o anúncio da nova política industrial, suspendeu o envio ao Congresso da proposta de reforma tributária e cancelou o encaminhamento de projetos de lei autorizando reajustes para o funcionalismo, como AGU (Advocacia Geral da União) e Polícia Federal.Além disso, determinou a criação de um grupo formado pelo ministros José Múcio (Relações Institucionais), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e José Temporão (Saúde) para traçar uma estratégia de negociação com senadores para conseguir os 49 votos necessários para aprovar o "imposto do cheque".Também incumbiu seu novo articulador político de mapear demandas e problemas individuais que possam ter repercussão na votação do tributo.Durante a reunião, Lula reclamou que, dependendo do interlocutor, ouve previsões otimistas ou pessimistas sobre o futuro da CPMF. Em seguida, afirmou ainda acreditar na sua aprovação, mas defendeu a adoção de medidas preventivas para a hipótese de derrota, antes totalmente descartada mas agora tida como possível.Mantega chegou a ponderar que havia assumido o compromisso de enviar a reforma tributária até o dia 30. Lula, contudo, disse que estava acatando sugestão da própria base, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), de que a reforma poderia desagradar e prejudicar as negociações. Nas palavras de um ministro, a idéia a partir de agora é "desobstruir a pista"."Nós não vamos ganhar nenhum voto com o envio da reforma e ainda podemos perder alguns", afirmou Lula no encontro, segundo relato de presentes à reunião.No caso da política industrial, Mantega, um dos responsáveis pela elaboração, concordou desde o início com os argumentos do presidente, de que não poderia abrir mão de receita num momento em que corre risco de perder os recursos da CPMF. A política industrial prevê o corte de mais de R$ 5 bilhões no próximo ano para incentivar investimentos em setores como o automobilístico. Seu anúncio ficou para depois de ser decidido o futuro da CPMF, que deve gerar R$ 40 bilhões à União em 2008.O presidente deixou claro que alguns compromissos terão de ser revistos caso a CPMF não seja aprovada, mas disse que irá preservar os investimentos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).Outra decisão tomada ontem por Lula e seus ministros foi recomendar à sua base no Congresso retardar a análise do Orçamento da União do próximo ano. Paulo Bernardo explicou aos ministros que não havia sentido aprovar um texto antes de saber se poderá contar com os recursos da CPMF.Lula também incumbiu o ministro Temporão de procurar personalidades favoráveis à CPMF, como os médicos Adib Jatene e David Uip, com a missão de pedir que eles entrem em contato com senadores para defender a prorrogação da contribuição.Decidiu ainda que vai receber pessoalmente senadores da base aliada e até da oposição, além de governadores, principalmente os tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).Durante a reunião, Lula disse que a fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção dos tucanos deixou clara a intenção da oposição no caso da CPMF, a de "impedir o sucesso" do seu governo ao não aprovar a prorrogação.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Só depois da tragédia
Os relatórios que apresentavam o Estádio da Fonte Nova como o pior do Brasil não foram capazes de sensibilizar o governador da Bahia Jaques Vagner. Ele não tomou nenhuma iniciativa quando a imprensa divulgou os resultados das inspeções feitas nos estádios em ocasião da confirmação do Brasil como sede da Copa de 2014. Ele achou que só bastava pintar o estádio para deixá-lo pronto.
Ontem oito pessoas morreram depois de despencarem da arquibancada do estádio que abrigava o jogo entre Bahia e Vila Nova pela Série C do Campeonato Brasileiro. Foi preciso a morte destas oito pessoas para que Jaques Vagner interditasse a Fonte Nova. Só depois da tragédia que o governador baiano resolveu fazer alguma coisa.
Vi ontem no programa Bate Bola da ESPN Brasil o depoimento de um torcedor revoltado cobrando as promessas de Jaques de que o Estádio da Fonte Nova seria reformado para receber algum jogo da Copa de 2014. Será que os lulistas bolivarianos vão questionar a renda do entrevistado, saber se ele era rico ou pobre para confirmar a veracidade da sua revolta? Será que Jaques vai ter a cara de pau de tirar o dele da reta e culpar o governo anterior pelas más condições do estádio? Este é o modelo petista de governar: sempre esperar uma tragédia acontecer para depois tomar providências. E sempre que alguma coisa de ruim acontece a culpa é do governo anterior. Talvez os onze meses que Jaques está à frente do governo baiano não tenham servido para nada.
Ontem oito pessoas morreram depois de despencarem da arquibancada do estádio que abrigava o jogo entre Bahia e Vila Nova pela Série C do Campeonato Brasileiro. Foi preciso a morte destas oito pessoas para que Jaques Vagner interditasse a Fonte Nova. Só depois da tragédia que o governador baiano resolveu fazer alguma coisa.
Vi ontem no programa Bate Bola da ESPN Brasil o depoimento de um torcedor revoltado cobrando as promessas de Jaques de que o Estádio da Fonte Nova seria reformado para receber algum jogo da Copa de 2014. Será que os lulistas bolivarianos vão questionar a renda do entrevistado, saber se ele era rico ou pobre para confirmar a veracidade da sua revolta? Será que Jaques vai ter a cara de pau de tirar o dele da reta e culpar o governo anterior pelas más condições do estádio? Este é o modelo petista de governar: sempre esperar uma tragédia acontecer para depois tomar providências. E sempre que alguma coisa de ruim acontece a culpa é do governo anterior. Talvez os onze meses que Jaques está à frente do governo baiano não tenham servido para nada.
Até agora nada
Pelo visto, até agora, a área da arquibancada do Estádio da Fonte Nova que cedeu era ocupada pela torcida “Bamor” do Bahia. Vamos esperar mais notícias. Será que nenhum goiano, nenhum torcedor do Vila Nova foi à Fonte Nova?
Teve goiano na Fonte Nova?
O Bahia jogou ontem contra o Vila Nova pela Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo foi realizado no Estádio da Fonte Nova. O leitor já deve saber como terminou esta partida. Estou procurando nos sites de notícias daqui de Goiás para saber se teve algum torcedor goiano, algum torcedor do Vila Nova presente na partida de ontem. Dei uma rápida folheada pelo O Popular e pelo Diário da Manhã para saber sobre alguma coisa relacionada. Estou procurando...
Era só o que faltava
Como é de praxe no petismo, a culpa para os erros da administração dos cavaleiros da ética é do governo anterior. A governadora do Pará Ana Julíaaaaaaaaaaaaahhhhhh já está começando a dizer que as precárias condições das cadeias do seu estado é culpa do governo anterior. Quer dizer, se a imprensa não tivesse divulgado o caso da menina de 15 anos que ficou presa numa cela com 20 homens e ali foi estuprada e violentada, o governo da Ana Júliaaaaaaaaaaahhhhh seria uma maravilha até mesmo na segurança pública. Como o lamentável caso teve ampla repercussão nacional a governadora petista decidiu jogar a culpa na administração passada.
Ontem nós vimos, mais uma vez, o exemplo de como o PT governa. Mesmo sabendo que o Estádio da Fonte Nova não apresentava condições para abrigar qualquer jogo, ninguém impediu que o jogo do Bahia contra o Vila Nova fosse realizado naquele estádio. Reportagem da ESPN Brasil e relatórios de engenheiros e arquitetos já mostravam que, a qualquer momento, uma tragédia poderia acontecer ali. Vai ver o governador da Bahia Jaques Vagner pensou que os avisos sobre as precárias condições do Estádio da Fonte Nova fosse só uma tentativa de golpe contra o seu governo que derrubou os cordeiros de Antônio Carlos Magalhães do poder. Só faltava Jaques seguir o exemplo de sua cupanhera Ana Júliaaaaahhhh: a Fonte Nova já estava assim quando ele assumiu o cargo. É, mas o petista já vai completar um ano de governo. O petista estava junto de Lula na sede da Fifa quando o Brasil foi confirmado como anfitrião da Copa de 2014. Será que Jaques não pensou nas condições precárias dos estádios do seu estado? Depois da tragédia de ontem o governo interditou a Fonte Nova. Foi necessária a morte de sete pessoas (os números ainda não são oficiais) para que o governo baiano fizesse alguma coisa. Só faltava Jaques dizer que não tem culpa de nada. Era só o que faltava.
Ontem nós vimos, mais uma vez, o exemplo de como o PT governa. Mesmo sabendo que o Estádio da Fonte Nova não apresentava condições para abrigar qualquer jogo, ninguém impediu que o jogo do Bahia contra o Vila Nova fosse realizado naquele estádio. Reportagem da ESPN Brasil e relatórios de engenheiros e arquitetos já mostravam que, a qualquer momento, uma tragédia poderia acontecer ali. Vai ver o governador da Bahia Jaques Vagner pensou que os avisos sobre as precárias condições do Estádio da Fonte Nova fosse só uma tentativa de golpe contra o seu governo que derrubou os cordeiros de Antônio Carlos Magalhães do poder. Só faltava Jaques seguir o exemplo de sua cupanhera Ana Júliaaaaahhhh: a Fonte Nova já estava assim quando ele assumiu o cargo. É, mas o petista já vai completar um ano de governo. O petista estava junto de Lula na sede da Fifa quando o Brasil foi confirmado como anfitrião da Copa de 2014. Será que Jaques não pensou nas condições precárias dos estádios do seu estado? Depois da tragédia de ontem o governo interditou a Fonte Nova. Foi necessária a morte de sete pessoas (os números ainda não são oficiais) para que o governo baiano fizesse alguma coisa. Só faltava Jaques dizer que não tem culpa de nada. Era só o que faltava.
Reforma política deve ficar para o governo fazer
Por Ricardo Costin
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
Diante do fracasso na votação da reforma política na Câmara, que terminou sendo abandonada, o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirma que a iniciativa de atualizar normas de procedimento para partidos e eleições será mesmo do governo. Segundo ele, como forma de suprir a “omissão” do Congresso.O senador reclama que, também desta vez, o Congresso abre mão de suas prerrogativas, a exemplo do que ocorreu quando o Supremo Tribunal Federal (STF) legislou sobre fidelidade partidária. “Acho que o governo vai ganhar com a sociedade e nós vamos perder como parlamento, e isso é uma pena.”Para Viana, dificilmente Câmara e Senado conseguirão se articular para retomar a votação da reforma. Ele entende que a única saída para chegar a entendimentos capazes de viabilizar a reforma no Congresso seria “uma decisão colegiada muito rápida e muito consolidada”. “E eu não vejo unidade política para isto”, alega. “A desarticulação e o modus operandi entre governo e oposição, que é o da denúncia e da defesa, são fatores que não permitirão que façamos este movimento, então vamos ficar a reboque do governo, infelizmente.”Viana cita dois pontos que considera prioritários na reforma política: fidelidade partidária e financiamento público de campanha. Ele diz ter conversado há cerca de dez dias com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), sobre o tema, mas admite que a solução seria mais ampla, com a participação dos líderes e compromissos que, hoje, lhe parecem distantes. “O problema é construir a decisão e pautar e cumprir uma agenda com prazos e, infelizmente, a Casa não está preparada para assumir aquilo que lhe é próprio”, conforma-se.Ao contrário do que aconteceu com os projetos da reforma derrotados no plenário da Câmara, Viana acredita que uma proposta do governo teria um encaminhamento melhor, até mesmo por conta da pressão da sociedade para aprovar mudanças nas regras.
Clésio Andrade será alvo de nova investigação em MG
Por Frederico Vasconcelos
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Denunciado no valerioduto tucano, Clésio Andrade, presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), será alvo de nova investigação em Minas Gerais para apurar as suspeitas de "promiscuidade" nos negócios de suas empresas com o Banco Rural, que envolveriam empréstimos fraudulentos e lavagem de dinheiro.Ao lado dos publicitários Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, da SMP&B, ele é apontado na denúncia do procurador-geral da República como um dos "profissionais do ramo de lavagem".A peça acusatória oferecida na semana passada descreve os "esquemas criminosos" que permitiam, sob a aparência de operações lícitas, desviar recursos públicos para a campanha de reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB) e de seu vice, Clésio Andrade (PL), em 1998.Segundo essa peça, Clésio "ofereceu os serviços delituosos de sua estrutura empresarial para a prática dos crimes de peculato [apropriação ou desvio de recursos públicos], bem como de lavagem de capitais". Ele é acusado de garantir empréstimos fraudulentos tomados por Marcos Valério e seus sócios no Banco Rural e de receber, pelo menos, R$ 325 mil a título de contrapartida.O sistema funcionava em três frentes: desvio de recursos públicos do governo de Minas ou de estatais mineiras; repasse de verbas de empresas privadas que mantinham negócios com o governo mineiro (empreiteiras e bancos), e "utilização dos serviços profissionais e remunerados de lavagem" de Clésio e dos três publicitários.
Instituto
A denúncia registra que um cheque de R$ 133 mil foi emitido em favor do Instituto João Alfredo de Andrade. Trata-se de instituição de ensino superior, mantida por Clésio, com sede Juatuba (MG), cidade natal do presidente da CNT. Outros valores foram repassados para um diretor da CNT.Em agosto de 2004, a Folha revelou que o Ministério Público Federal iniciara investigação para apurar a suspeita de lavagem de dinheiro por meio do Instituto João Alfredo de Andrade e do Idaq (Instituto de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transportes), vinculado à CNT.Em 27 de julho de 2004, o juiz federal Jorge Macedo Costa determinara a quebra de sigilo bancário dos dois institutos. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fora avisado de que o instituto de Juatuba havia feito operações de cerca de R$ 12 milhões, valores elevados para o padrão de movimentação financeira da instituição. A quebra do sigilo também foi motivada por documentos apreendidos em investigação da Polícia Federal e do MPF contra doleiros em todo o país.Em 2005, a Folha revelou que o Idaq usou o mesmo esquema arquitetado por Marcos Valério para abastecer o mensalão petista: o publicitário transferia de sua conta no Banco Rural em Belo Horizonte para agência em Brasília, fornecendo lista de beneficiários.Em depoimento à PF, José Francisco de Almeida Rego, ex-tesoureiro do Rural em Brasília, revelou como eram feitas as transações. Pelo mesmo esquema, entre janeiro e maio de 2004 foram recolhidos, na mesma agência do Rural, R$ 7,9 milhões, em espécie, por uma funcionária do Idaq.
Brechas do caso sanguessugas continuam
Por Fábio Zanini e Ranier Bragon
na Folha de São Paulo
Sanguessugas
na Folha de São Paulo
Um ano após ser estourado o esquema dos sanguessugas, 82% dos 513 deputados federais apresentaram emendas ao Orçamento da União para compra de ambulâncias - modalidade de operação alvo de desvio de dinheiro no escândalo.No total, foram R$ 3 bilhões reservados para a rubrica que permite a compra dos veículos, sendo R$ 600 milhões em iniciativas individuais de deputados e senadores e o restante em emendas coletivas, apresentadas pelas bancadas estaduais.Entre eles, três acusados de envolvimento no esquema -que não chegaram a ser denunciados à Justiça. Pedro Henry (PP-MT), Marcondes Gadelha (PSB-PB) e Wellington Roberto (PR-PB) integram o grupo de parlamentares cujas emendas ao Orçamento de 2008 incluem "aquisição de unidade móvel" por governos estaduais, prefeituras ou entidades privadas.Todos negam envolvimento no esquema investigado. Gadelha reservou R$ 1,7 milhão, Henry destinou R$ 1 milhão e Roberto pediu R$ 100 mil.No total, 486 parlamentares apresentaram emendas para ambulâncias e unidades de saúde, sendo que dois deles, os deputados Carlos Wilson (PT-PE) e Ana Arraes (PSB-PE) destinaram a elas 100% do seu quinhão de R$ 8 milhões.Segundo Wilson, suas emendas e as de Ana serão todas colocadas na construção do Hospital Miguel Arraes, em Paulista, na Grande Recife. "O governador Eduardo Campos [filho de Ana e neto de Miguel] nos fez este pedido e decidimos atender, dadas as necessidades da cidade. Preferi não pulverizar minhas emendas justamente para não entrarem no varejo", declarou.Já a deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) apresentou 21 emendas que permitem a compra de ambulâncias, beneficiando 17 municípios do Estado, inclusive Rio Bonito, onde foi prefeita. Almeida foi procurada na última sexta-feira, mas não foi localizada pela Folha.
Sanguessugas
Desvendado em 2006, o caso dos sanguessugas teve como pivô a empresa mato-grossense Planam. Segundo a Polícia Federal, seu proprietário, Luiz Antônio Vedoin, comandaria esquema com a participação de prefeituras, deputados, senadores, ONGs e funcionários públicos, pelo qual ambulâncias superfaturadas seriam compradas com dinheiro do Orçamento. Também haveria fraudes na aquisição de equipamentos hospitalares.Uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sugeriu indiciamento de 72 parlamentares. Ninguém perdeu o mandato nos casos analisados. Deputados que não se reelegeram foram denunciados à Justiça.Apenas cinco deputados se reelegeram: além de Henry, Gadelha e Roberto, voltaram à Câmara Wellington Fagundes (PR-MT) e João Magalhães (PMDB-MG), que neste ano não apresentaram emendas de ambulâncias.As emendas têm a nomenclatura "implantação, aparelhamento e adequação de unidade de saúde e aquisição de unidade móvel". Elas são genéricas, podendo ser usadas tanto para construção de um hospital como para a compra de ambulâncias e equipamentos. Em outras palavras, a emenda é muitas vezes uma espécie de autorização que pode ser usado para qualquer um destes fins.O fato de as emendas terem sido incluídas no Orçamento também não significa que o dinheiro será liberado. Isso fica a critério do Executivo, embora a promessa do governo seja aumentar em muito no ano que vem o percentual de execução orçamentária em razão dos recordes de arrecadação.
Será que ele faz chover e multiplica os pães?
O Diário da Manhã de hoje está marconista. Mostra um senador Marconi Perillo cheio de moral, de vigor, com uma disposição que deixaria até Juscelino Kubitscheck com inveja. Só faltou o jornal dizer se Marconi faz chover e multiplica os pães. Vá ser puxa saco assim lá longe...
O modo petista de governar
O modo petista de governar e legislar deve ser amplamente difundido, construindo a marca de nossas administrações e mandatos. Quem escreveu isso foi o deputado estadual petista Luiz César Bueno daqui de Goiás no Diário da Manhã de ontem. Ao ler sobre a tragédia da Fonte Nova me lembrei que o estado da Bahia é governado pelo petista Jaques Vagner. Outro modo petista de governar pode ser exemplificado na gestão Ana Júlia Carepa que permitiu que uma menina de 15 anos ficasse presa numa mesma cela com 20 homens. Este é o modelo petista de governar.
Cancelem a Copa do Mundo no Brasil
Vamos esperar o pronunciamento da CBF, do Lula e do bonde de governadores que estavam na sede da Fifa, na Suíça, comemorando a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, apesar do país ter sido candidato único. Vamos esperar o pronunciamento das nossas autoridades que exaltam a Copa de 2014 depois da tragédia ocorrida no Estádio da Fonte Nova em Salvador.
Ontem teve jogo entre o Bahia e o Vila Nova pela Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado. Com o resultado o time baiano subiu para a Série B do Brasileirão do ano que vem. O que era para ser uma festa acabou se transformando numa tragédia.
Tudo porque parte da arquibancada não agüentou a quantidade enorme de torcedores que comemoravam o acesso do Bahia. Tudo porque as autoridades desconfiaram das conclusões dos engenheiros e arquitetos que apontaram o estádio como um daqueles com pior infra-estrutura. Tudo porque nossas autoridades acham que o Brasil é capaz sim de realizar uma Copa do Mundo. Imagine se esta tragédia acontecesse num jogo oficial da Fifa em 2014?
Em sete anos o Brasil não vai conseguir arrumar a casa. O máximo que pode fazer é dar aquela maquiada como fizemos nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro.
A Fifa deveria cancelar o Brasil como sede da Copa de 2014. Motivos não faltam. Sete pessoas perderam a vida por conta dos nossos nacionalistas de plantão que acham que tudo está maravilhoso e que esta maravilha deve ser mostrada em 2014 quando a Copa começar. Eu falei começar? Estou achando que a Copa nem vai começar. É bem capaz da Fifa cancelar o Brasil e escolher outro país para sediar a Copa. Mas vamos esperar o pronunciamento da CBF, do Lula e do bonde de governadores que estavam na sede da Fifa, na Suíça, comemorando a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, apesar do nosso país ter sido candidato único. Alguém poderia avisar aquela jornalista canadense que sete pessoas perderam suas vidas depois que caíram da arquibancada estragada da Fonte Nova. Nesta história quem tem mais crédito é a jornalista do Canadá que deixaram calados a CBF, Lula e o bonde de governadores com aquela pergunta sobre a violência. Pelo amor de Deus, cancelem a Copa do Mundo no Brasil.
Ontem teve jogo entre o Bahia e o Vila Nova pela Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado. Com o resultado o time baiano subiu para a Série B do Brasileirão do ano que vem. O que era para ser uma festa acabou se transformando numa tragédia.
Tudo porque parte da arquibancada não agüentou a quantidade enorme de torcedores que comemoravam o acesso do Bahia. Tudo porque as autoridades desconfiaram das conclusões dos engenheiros e arquitetos que apontaram o estádio como um daqueles com pior infra-estrutura. Tudo porque nossas autoridades acham que o Brasil é capaz sim de realizar uma Copa do Mundo. Imagine se esta tragédia acontecesse num jogo oficial da Fifa em 2014?
Em sete anos o Brasil não vai conseguir arrumar a casa. O máximo que pode fazer é dar aquela maquiada como fizemos nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro.
A Fifa deveria cancelar o Brasil como sede da Copa de 2014. Motivos não faltam. Sete pessoas perderam a vida por conta dos nossos nacionalistas de plantão que acham que tudo está maravilhoso e que esta maravilha deve ser mostrada em 2014 quando a Copa começar. Eu falei começar? Estou achando que a Copa nem vai começar. É bem capaz da Fifa cancelar o Brasil e escolher outro país para sediar a Copa. Mas vamos esperar o pronunciamento da CBF, do Lula e do bonde de governadores que estavam na sede da Fifa, na Suíça, comemorando a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, apesar do nosso país ter sido candidato único. Alguém poderia avisar aquela jornalista canadense que sete pessoas perderam suas vidas depois que caíram da arquibancada estragada da Fonte Nova. Nesta história quem tem mais crédito é a jornalista do Canadá que deixaram calados a CBF, Lula e o bonde de governadores com aquela pergunta sobre a violência. Pelo amor de Deus, cancelem a Copa do Mundo no Brasil.
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