domingo, 2 de janeiro de 2011

Sérgio Cabral em dois momentos

Sérgio Cabral tomou posse ontem na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para mais um mandato de governador. Ele, talvez o maio puxa-saco de Lula fora do PT, disse que Lula foi o maior presidente que o Brasil já teve. Mas nem sempre foi assim. O vídeo abaixo mostra o que Cabral pensava de Lula há um tempo atrás.

Presidente começa novo governo com piora na economia

Por Fernando Canzian
na Folha



Dilma Rousseff ganhou a Presidência e assumiu ontem embalada no maior crescimento econômico em um quarto de década. Chegou sua hora de pagar a conta.
No início de 2011, a inflação sobe, o dólar retomou trajetória de queda, as contas externas pioraram e a economia para pagar a dívida pública diminuiu.
No dia 19 de janeiro, o Banco Central poderá se ver obrigado a aumentar os juros para conter a inflação. Isso pode trazer impactos negativos sobre a dívida pública e o dólar. Mas a prioridade do Banco Central é com a inflação.
Em 2010, até novembro, o IPCA (índice oficial de preços) subiu 5,25%. Ele deve fechar o ano passado perto do teto da meta do BC (6,5%).
Já o IGP-M, que reajusta a maioria dos contratos de financiamentos imobiliários e de bens, subiu 10,56%.
Na virada do ano, Lula assinou medida provisória fixando o salário mínimo em R$ 540 a partir de ontem -reajuste de 5,88%. Pela primeira vez desde 2003, o mínimo corre o risco de ficar sem aumento real.
Em dezembro, o BC também retirou R$ 61 bi da economia elevando os compulsórios que impõe aos bancos. Isso fez com que os juros subissem aos consumidores e reduziu prazos de financiamentos para bens e veículos.
As duas medidas foram as primeiras na transição Lula-Dilma para tentar conter a aceleração da inflação e o aumento dos gastos públicos.
O descontrole nas despesas do governo está na raiz de muitos dos atuais indicadores negativos. A deterioração se deu para que a economia pudesse ter o forte desempenho no ano eleitoral de 2010, com o PIB (Produto Interno Bruto) crescendo cerca de 7,5%.
Segundo o boletim Focus do BC, o mercado espera um PIB ao redor de 4,5% em 2011. A expectativa é de uma economia mais fria com gastos públicos crescendo menos e o BC subindo o juro básico para conter a inflação.
A tarefa de Dilma de conter o ritmo do crescimento da despesa estatal, porém, é um desafio. Em 2010, a economia efetiva que o governo fez para pagar a dívida pública foi a menor dos anos Lula.
Dilma promete economizar mais. Mas o espaço de manobra ficou pequeno por conta dos gastos crescentes.
Só cerca 8% do gasto não financeiro da União (excluindo juros da dívida pública) são passíveis de corte caso o governo não queira reduzir ainda mais investimentos em infraestrutura (hoje, menos de 1% do PIB).
Com a atividade econômica mais fraca 2011, o governo terá receitas em impostos menores para pagar suas despesas correntes e obrigatórias.

Lula aplaudido ao lado de Sarney

Estou lendo na Folha de São Paulo que Lula deixou Brasília no final da tarde de ontem e foi para São Bernardo do Campo, no ABC paulista.. E quem foi ao lado de Lula? O presidente do Senado José Sarney. E veja que coisa interessante: Lula começou sua jornada rumo à presidência em 1989 soltando os cachorros contra Sarney e termina seu mandato presidencial em 2010 ao lado de Sarney. E o pior é  que ele é recebido com alegria e entusiasmo na sua terra natal. Tem alguma coisa de errado aí. Mas é esta a realidade. Em pensar que um dia Lula disse numa de suas fracassadas campanhas: "No meu palanque corrupto não sobe, no meu governo corrupto não entra". Lula subiu em palanques com corruptos, deixou que corruptos entrassem no seu governo e sai do seu mandato ao lado de um cara que representa não somente corrupção, mas atraso, retrocesso. Não dá para entender certas coisas nestêpaiz. 

A volta dos que não foram

Matéria publicada na Folha de hoje assinada por Catia Seabra.


Minutos após dizer no Congresso que em seu governo "não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito", a presidente Dilma Rousseff cumprimentou no Planalto a pessoa que encarnou tudo isso durante a campanha presidencial: a ex-ministra Erenice Guerra.
Antigo braço direito de Dilma, a ex-chefe da Casa Civil foi afastada após denúncias de tráfico de influência envolvendo sua família. O "Erenicegate", como ficou conhecido o escândalo, ajudou a levar a eleição presidencial para o segundo turno.
Presente também ao coquetel do Itamaraty, Erenice, escanteada por Dilma no auge da crise, ficou numa área do palácio restrita a convidados especiais. "O convite chegou em casa", disse.
Antecessor de Dilma na Casa Civil, José Dirceu também compareceu à posse. Mas optou pela discrição.
"Não vou falar, porque eu falo bobagem. Da última vez que falei, a Evanise [sua mulher] brigou comigo", disse.
Dirceu, deputado cassado no escândalo do mensalão, permaneceu no mesmo lugar no momento em que Dilma se aproximou da área reservada a ex-ministros. Enquanto outros convidados se aglomeravam em torno da presidente, manteve-se no fundo.
Reverenciado por outros convidados, Dirceu deixou o palácio ao lado de Eduardo Campos (PSB), Marcelo Déda (PT) e Teotonio Vilela (PSDB).

Comentário
Este filme eu já vi. Seu título é "A volta dos que não foram". Já passamos o primeiro e o segundo turnos, Dilma Rotock foi eleita, diplomada e ontem, enfim, empossada. Até hoje não foi divulgado o parecer final do processo contra Erenice Guerra. E, pelo visto, não vai sair tão cedo. Já caiu no esquecimento. Ou melhor, só não caiu no esquecimento porque o PIG, o Partido da Imprensa Golpista, não deixa de lembrar. 

O que dizer sobre José Dirceu? É outro que voltou sem nunca ter saído. E é outro que vai meter o dedo no governo que se inicia. 

Dilma promete erradicar a miséria e projeta país de classe média sólida

Na Folha

Dilma Vana Rousseff, 63, tomou posse ontem como a primeira mulher e a 40ª pessoa a ocupar a Presidência da República do Brasil.
Num longo discurso no Congresso Nacional, em que citou o escritor mineiro Guimarães Rosa (1908-1967), Dilma fez várias menções à questão de gênero, louvou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu erradicar a miséria e transformar o Brasil num país de "classe média sólida e empreendedora".
A presidente chorou no final da fala, ao mencionar sua participação na luta armada contra a ditadura e homenagear os que "tombaram pelo caminho". Ela fez menção à tortura ao dizer que suportou as "adversidades mais extremas" infligidas a quem "ousou" "enfrentar o arbítrio". "Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor".
Dilma prometeu ser "rígida" no combate à corrupção. "Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito." Ministros de Lula afastados sob acusação de envolvimento em escândalos, como José Dirceu e Erenice Guerra, foram à posse no Palácio do Planalto.
A forte chuva em Brasília impediu o desfile em carro aberto até o Congresso, mas cessou no trajeto até o Palácio do Planalto e no momento em que Dilma subiu a rampa para receber a faixa presidencial de Lula.
O público que foi à Esplanada dos Ministérios era estimado em 30 mil pessoas pela Polícia Militar. Lula quebrou o protocolo e foi cumprimentar as pessoas.
Amanhã, Dilma comanda a primeira reunião de coordenação de governo. Sete ministros tomam posse hoje. A primeira tarefa é definir o corte no Orçamento, estimado em pelo menos R$ 20 bilhões.
Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu parceria com Dilma e elogiou a gestão de José Serra.

sábado, 1 de janeiro de 2011

E agora?

Pronto! Lula é mais uma página virada. Acabou! Agora vem Dilma Rostock. E agora?

Posse de Dilma Rostock

Dilma Rostock já é presidente do Brasil e Lula é mais um ex-presidente. Vejo o Congresso Nacional aplaudindo-a, mas nós sabemos que não será sempre assim. E José Sarney? Tudo passa, mas ele sempre fica.

Desafios da presidente

Editorial da Folha de hoje.


A presidente Dilma Rousseff assume hoje o governo de um país promissor, que pode alimentar com realismo a ambição de se tornar nas próximas décadas uma nação rica e socialmente justa.
Contribuir de maneira decisiva para esse triunfo histórico é o grande repto que se apresenta à nova mandatária. Não bastará, para tanto, dar continuidade às políticas de seu antecessor.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva beneficiou-se da consolidação dos alicerces da democracia e da estabilidade econômica, sua sucessora terá de destacar-se da etapa que se conclui e lançar as bases de novo ciclo de conquistas.
Na área econômica é hora de reduzir o chamado custo Brasil, trazer a taxa de juros a patamares compatíveis com os de nações desenvolvidas e aumentar a capacidade pública e privada de investir. São indispensáveis reformas para disciplinar o caos tributário, eliminar obstáculos burocráticos e facilitar a vida das empresas.
É inadiável o esforço para reduzir a parcela do PIB consumida pelo Estado e elevar o padrão de eficiência do funcionalismo, por meio de mecanismos de cobrança e premiação por mérito.
Portos, ferrovias, rodovias e aeroportos precisam ser ampliados e modernizados. É preciso que o poder público faça a sua parte e convoque a iniciativa privada para atuar em parcerias.
Na política industrial, a pesquisa inovadora e os setores de alta tecnologia esperam por estímulos. O país não pode se contentar em ser apenas fornecedor mundial de produtos primários.
Na saúde, em vez de insuflar apelos por aumento de tributos, a presidente deve trabalhar para obter ganhos com o aperfeiçoamento da gestão. Fonte de problemas endêmicos, a precariedade do saneamento básico é inaceitável. Basta dizer que um terço da população não tem acesso a nenhuma forma de coleta de esgotos.
É na educação, contudo, em que pesem as melhorias pregressas, que mais se precisa avançar. O conhecimento é a principal ferramenta de redução de desigualdades. Dados recentes indicam que apenas 43% dos engajados no mercado de trabalho concluíram o ensino médio. E somente 11% têm diploma de nível superior. Cerca de 15% dos jovens de 15 a 17 estão fora da escola, que oferece ensino ruim, como provam as notas de jovens brasileiros em testes internacionais.
A presidente Dilma Rousseff deveria assumir metas como a garantia de que antes de 2014 todas as crianças sejam alfabetizadas até a idade de 8 anos. É preciso levar à escola todos os que têm entre 4 e 17 anos e responder à demanda por creches. Cabe ainda ao governo federal liderar um movimento de reciclagem do professorado e de melhoria de sua péssima situação salarial.
Por fim, mas não menos importante, é imperioso que o novo governo recupere o tempo perdido numa área em que o presidente Lula definitivamente falhou -a do combate à corrupção, aos maus costumes políticos e ao aparelhamento da máquina estatal. Já é tempo de promover uma regeneração ética e republicana da esfera pública.

Comentário
Eu acrescentaria algumas coisas aos desafios que Dilma Rostock deveria enfrentar. Deveria respeitar a oposição. Compreender o papel do contrário na democracia. Não permitir que nenhum petralha enfezado aponte o dedo para este ou para aquele que discorde das ações da presidente. Que Dilma cumpra o que manda a Constituição, a defenda e jamais deboche ou deixe que debochem como Lula fez nestes ultimos oito anos. 

É mais do que necessário combater a corrupção. Lula passou a mão na cabeça de várias salafrários. Lula ressuscitou Fernando Collor de Melo e Jader Barbalho. Lula disse que José Sarney era uma pessoa incomum no meio da pior crise do Senado Federal. Dilma deveria a cada denúncia, cobrar explicações dos acusados e, comprovada a culpa, demiti-los o mais rápido possível. Como Lula agora é só um objeto do passado a partir de hoje está mais do que na hora de deixar de lado o costume lulista de defender aqueles que tiram proveito do bem público. 

Outro desafio que incluiria no editorial da Folha é evitar a briga entre PT e PMDB. Quando Dilma estava montando seu ministério nós vimos petistas e peemedebistas rangendo os dentes e latindo um contra o outro na luta pelo cargo e/ou ministério por onde passa mais verba. 

Supremo não tem prazo para libertar italiano

Na Folha online



Os ministros do Supremo Tribunal Federal deverão libertar Cesare Battisti, mas não há prazo para que isso ocorra. Responsável por decretar a prisão do italiano, em 2007, o tribunal é que vai emitir o alvará de soltura.
O presidente do STF, Cezar Peluso, confirmou anteontem que o tribunal deverá analisar os argumentos usados por Lula para manter Battisti no Brasil a partir de fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário.

Para o ministro Marco Aurélio Mello, contudo, Battisti deve ser solto imediatamente e a decisão de Lula não deve ser revista pela Corte.
Em 2009, o STF decidiu que a palavra final seria de Lula, limitando, porém, sua atuação ao Tratado de Extradição entre Brasil e Itália.
Caberá ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes, produzir uma análise sobre o ato e levar a discussão ao plenário. Em 2009, Mendes foi favorável à extradição.
Os ministros estão divididos em duas linhas: a primeira, de que Lula não poderia argumentar que Battisti corre risco de ser perseguido, pois o STF já descartou a hipótese.
A segunda, que deve prevalecer, afirma que a decisão de Lula é política, não importando se ela contradiz o Supremo. Ou seja, basta que ele cite o tratado --como de fato foi feito-- para que sua palavra seja validada. 

Primeiro post

Olha eu aqui! Feliz ano novo!
Primeiro post de 2011 e da segunda década do século XXI.
O lulismo agora já era. E vamos ficar de olho na Dilma Rostock.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz ano novo, Charlie Brown

Parte 1



Parte 2



Parte 3

Mais um terrorista entre nós ou A Itália é perigosa

Matéria publicada no Estadão online:


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de decidir, depois de uma reunião, nesta sexta-feira, 31, com o Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, que o ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 70, vai continuar no País, não sendo, portanto, extraditado para a Itália. Leia mais aqui.

Comentário
No último dia do seu mandato, Lula decidiu que um terrorista esquerdopata continue aqui no Brasil. Se Cesare Battisti fosse um terrorista direitista ou um dissidente cubano com certeza já estaria no seu país de origem. Mas como Battisti é da esquerda merece toda a proteção do governo brasileiro. 
Ora, se Lula acha que a volta do terrorista esquerdopata para a Itália colocaria a vida do mesmo em risco ninguém do governo brasileiro vai protestar contra a Itália? A Itália é mais perigosa que o Brasil. É melhor deixa Cesare Battisti por aqui. Tem muito cupanheiro de armas dele que vão dar todo apoio e proteger sua vida. 

PMDB perde para o PT comando dos Correios

Por João Domingos, Karla Mendes e Leandro Colon
no Estadão



O PT passou mais uma rasteira no PMDB na disputa pelos cargos das estatais. O sindicalista Wagner Pinheiro, filiado ao PT, será o novo presidente dos Correios. Ligado ao ex-ministro Luiz Gushiken, desde 2003 Pinheiro é presidente do Petros, o fundo de pensão da Petrobrás, e foi alvo de investigação da CPI dos Correios, em 2005.
Os Correios têm orçamento anual de cerca de R$ 12 bilhões, dos quais R$ 500 milhões para investimentos. Partidos aliados do governo, como o PMDB e o PTB, passaram a deter seu controle desde 2004. A partir daí, a estatal, uma instituição secular que gozava de grande credibilidade, acabou sendo envolvida numa série de escândalos.
Estes começaram com um vídeo em que o ex-funcionário Maurício Marinho recebia propinas, seguiram pelo escândalo do mensalão e pela CPI dos Correios, até a queda de Erenice Guerra do comando da Casa Civil. Seu filho Israel Guerra está sendo investigado pela Polícia Federal por lobby a favor de uma empresa que mantinha contrato com os Correios. Não bastasse isso, começou a haver falhas na entrega das correspondências e encomendas.
Por coincidência, o futuro presidente da estatal foi investigado pela CPI dos Correios, criada no Congresso em 2005 para apurar o esquema do mensalão no governo do PT. O relatório final da comissão, aprovado em 2006, mencionou Pinheiro e levantou suspeitas em transações financeiras do Petros, mas não pediu seu indiciamento. Leia mais aqui.

Patético

Patético! É assim que defino o fim do governo Alcides Rodrigues aqui em Goiás. Ele começou o mandato criticando seu antecessor e até então aliado Marconi Perillo e termina o governo criticando seu antecessor e hoje adversário Marconi Perillo. Alcides acha que o povo é besta, que não se lembra dos louvores que ele fez a Marconi em 2006. Aliás, Cidinho só foi eleito por causa de Marconi.

Alcides Rodrigues assumiu o governo em abril de 2006. Ele era vice-governador. Marconi saira do Palácio das Esmeraldas no dia 31 de março daquele ano para disputar uma cadeira no Senado. Cidinho sabia muito bem como estava o governo. Ele sabia muito bem o estado do carro que ia dirigir. E, de acordo com a sua propaganda eleitoral, era uma Ferrari. Até hoje Cidinho nunca explicou os motivos do rompimento com Marconi. Dívidas? Uai, mas durante a propaganda eleitoral Cidinho dizia que, se Goiás tinha dívidas a culpa  era do PMDB. E, quatro anos depois, lá estava Alcides de braços dados com Iris Rezende e Maguito Vilela, dois ex-governadores do PMDB que, segundo Alcides teriam deixado muitas dívidas. Vale lembrar sempre que Marconi e Alcides compunham o Tempo Novo que viria substituir o Tempo Velho representado pelo PMDB de Iris e Maguito.

Hoje, dia 31 de dezembro de 2010, percebemos que Alcides Rodrigues vai deixar o Palácio das Esmeraldas pelas portas dos fundos. Não terá coragem de olhar nos olhos de Marconi que, segundo ele, teria deixado dívidas milionárias. Cidinho foi o pior governador que tivemos. Ao invés de fazer Goiás avançar preferiu descosntruir um governo que ele ajudou a construir. Ou como diz o ditado popular: Alcides cuspiu no prato que comeu.

Alcides dizia que Lula era um grande amigo de Goiás. Pois é. O governo federal, até hoje, não liberou o dinheiro que acabaria com as dívidas da Celg. E olha que Lula dizia quando passava por aqui que Cidinho trabalhava caladinho. Imagine se o homem falasse muito? O plano cidista gorou. Ele recebeu a promessa da bufunfa para a Celg se apoiasse a candidatura de Iris Rezende, abençoada por Lula. Nem o dinheiro e nem a candidatura deram certo. 

A saída de Alcides Rodrigues do Palácio das Esmeraldas representa o fim do Tempo Novo. E acaba de forma patética. Vamos ver como Marconi Perillo vai denominar o tempo que se inicia a partir de amanhã. Do jeito que ele adora uma propaganda Goiás vai entrar num outro momento, num outro tempo. O tempo do governador das propagandas voltou. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Caiado pede ação contra Lula por novo nome de Tupi

Por Gustavo Porto e Ayr Aliski
no Estadão online


O deputado federal e vice-presidente do DEM, Ronaldo Caiado (GO), defendeu nesta quarta-feira, 29, que o Ministério Público Federal (MPF) peça na Justiça uma ação de improbidade administrativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela mudança do nome do poço Tupi, da Petrobras, para "Lula", anunciada hoje pela estatal. Leia mais aqui.

Comentário
O deputado goiano Ronaldo Caiado está coberto de razão. Tem que ir à Justiça evitar que estes puxa-sacos do lulismo rasguem a Constituição. 

Só no deboche

Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México.

Você já sabe quem disse isso. E ele sai da Presidência da República com 83% de aprovação.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Férias só a partir do dia 06

Os três leitores que sempre me acompanham podem ficar tranquilos. Só paro no dia 06 de janeiro. Vou visitar minhas avós. Enquanto a viajem não chega e minhas avós não me recebe com um grande abraço (e eu retribuo com um grande beijo) vou continuar labutando aqui. Saio dia 06 e volto na segunda dia 10. 

E agora Iris? E agora PMDB?

Um fato político mexeu muito na política goiana neste final de ano. O convite feito pelo governador eleito Marconi Perillo (PSDB) para o deputado federal eleito Thiago Peixoto (PMDB) ser secretário da Educação do próximo governo. O que mais mexeu não foi o convite, mas a aceitação do convite. Thiago aceito de prima. E o PMDB rachou. Uns apoiam, outros condenam.

Como se não bastasse a derrota nas eleições estaduais deste ano, o PMDB perde uma figura importante que teria um bom futuro dentro do partido. Mas o PMDB goiano está nas mãos de Iris Rezende. Ele é centralizador, não permite que outras figuras surjam dentro do partido. Com a saída de Thiago Peixoto para o governo Marconi Perillo o PMDB precisa repensar. Precisa andar com a próprias pernas e não depender das pernas de Iris. 

Prefiro aguardar. Quero ver como Thiago Peixoto vai se portar como secretário da Educação. Quero ver como o PMDB vai enxergar sua atuação na secretaria. Quero ver o que Iris Rezende vai fazer a partir do ano que vem. Quero ver como ficará a aliança PMDB-PT a partir de 2011. São tantos questionamentos. É melhor perguntar para eles: E agora Iris? E agora PMDB? O que fazer?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lula e a imprensa (outra vez) Parte 2

Eu sei que esse assunto já foi discutido em vários lugares, mas quando Lula fala sobre a imprensa precisamos ficar atentos. Nunca vi um presidente odiar tanto a imprensa como Lula. Nunca vi um presidente criticar tanto o trabalho dos jornalistas como Lula. 
Faltando três dias para dar adeus à presidência, Lula mostra todo o seu rancor, toda a sua raiva, todo o seu ódio à imprensa. Vai ver Lula e Franklin Martins queiram que o Brasil seja igual Cuba no quesito imprensa: um só jornal publicado pelo governo e quem ousar publicar alguma coisa contra vai para a cadeia. Engraçado Lula massacrar a imprensa aqui no Brasil e quando abraça os Irmãos Castro em Cuba não pedir uma imprensa plural por lá.

Digo e repito: Não quero que um presidente ou um ministro da Comunicação Social diga como a imprensa deve se comportar. Não quero que um bando de peleguinhos dite o que deve ser escrito nas redações dos jornais. Quem deve controlar a imprensa somos nós, telespectadores e leitores. Não é nenhum paga-pau do lulismo que deve impor o que devo ou não ler, qual revista ou jornal e assinar e qual site devo acessar. 

Lula sempre cita o episódio do mensalão para soltar os cachorros contra a imprensa. Esquece o seletivo Lula que a mesma imprensa mostrou que o PSDB também pegou dinheiro sujo de Marcos Valério para financiar a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo para o governo de Minas Gerais em 1998. Aliás, tem jornal e revista que sempre procura algum tropeço dos tucanos quando os petistas beijam a lona.

O próprio Lula usou a imprensa diversas vezes para criticar políticos e governantes. O PT mesmo já usou jornais, revistas e televisões para cobrar ética na política. Quando eles tropeçam nesta mesma ética que tanto pregaram querem amordaçar um antigo aliado. 

Recomendo ao querido leitor que veja as edições anteriores dos jornais e das revistas. Veja como a imprensa tratou Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor de Melo e José Sarney. Nestas edições veremos vários petistas pedindo investigações para denúncias feitas pela imprensa. Ou seja, a imprensa só é boa quando denuncia algum inimigo do PT. Quando é o PT que está sendo denunciado aí sim a imprensa comete um erro que, se dependesse de Lula, deveria ser severamente punido.

Daqui três dias Lula estará indo embora. Dilma Rostock já disse em vários discursos que vai defender a liberdade de imprensa. Vamos ver até quando se dará esta defesa. Se ela seguir a risca o que Lula fez fiquemos atentos quando Dilma falar sobre a imprensa. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tomando conta do pedaço

A reportagem postada logo abaixo e publicada na Folha de São Paulo de hoje só mostra o peleguismo dos sindicalistas. Nunca antes na história destêpaiz os sindicalistas mamaram tanto nas tetas do Estado como nestes oito anos de governo Lula. Agora nós podemos entender por que Lula não enfrentou nenhum protesto contra seu governo. Se tinha paralisação ou cobranças, os sindicalistas só exibiam cartazes com os dizeres: "Lula, olha pra nóis!" Não vi em nenhuma manifestação sindical nenhuma fala, nenhum cartaz, nada contra Lula. Eles cobravam isso e aquilo, mas culpar Lula ninguém culpava. Ao contrário de anos e governos anteriores quando tudo era culpa do Presidente da República.

Agora também fica comprovado o medo que os sindicatos tinham das privatizações feitas pelos dois governos tucanos. Fica comprovado também o terrorismo propagado por eles e Dilma Rostock sobre uma possível onda de privatizações que aconteceria se o tucano José Serra ganhasse as eleições de outubro passado. Se privatizar mais uma estatal será uma teta a menos a ser aproveitada.

Mas ninguém sabe os rumos que o governo Dilma trilhará. Sim, é continuidade do lulismo, mas e as tetas dos sindicalistas? Dizem que Dilma Rostock vai fechar as torneiras. Com as torneiras fechadas a vida não vai ser fácil para quem viveu oito anos bebendo de águas tão refrescantes.