segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sindicalistas detêm 43% da elite dos cargos de confiança

Por Silvio Navarro
na Folha



Ao receber a faixa das mãos do presidente Lula, no próximo dia 1º, Dilma Rousseff herdará a máquina federal com quase a metade da cúpula dos cargos de confiança, sem concurso público, tomada por sindicalistas.
Sem vínculo umbilical com o sindicalismo, ao contrário do antecessor, Dilma terá de administrar a pressão das centrais sindicais para manter e ampliar a cota desses cargos, os chamados DAS 5 a 6 (Direção e Assessoramento Superiores) e NES (Natureza Especial).
De acordo com dados do Ministério do Planejamento, há hoje 1.305 cargos dessa natureza. A remuneração chega a R$ 22 mil mensais.
O controle da maioria dos cargos é atribuição da Casa Civil, que será chefiada por Antonio Palocci.
Segundo estudo da cientista política Maria Celina D'Araújo, da PUC-RJ, autora de "A Elite Dirigente do Governo Lula", quase metade (42,8%) dos ocupantes desses cargos atualmente são filiados a sindicatos. Desse total, 84,3% são petistas.
Os principais ramos que conseguiram cargos são os bancários, a área dos professores e os petroleiros.
"Esse negócio de república sindical é bobagem porque o PT e a CUT [Central Única do Trabalhador] têm a mesma raiz. O próprio Palocci foi dirigente da CUT e ninguém fala dele", diz o presidente da central, Artur Henrique. "Seria absurdo se fossem tucanos", emendou.
Ao todo, o governo federal tem cerca de 22 mil cargos de confiança, mas esses 1.305 são a elite do batalhão de comissionados.

PETROBRAS
Desde o início do primeiro governo do presidente Lula, vários dirigentes sindicais ganharam cargos.
Wilson Santarosa, ex-presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas, por exemplo, tornou-se gerente de comunicação da Petrobras e é membro do Conselho Deliberativo da Petros (fundo de pensão da estatal).
Em Itaipu Binacional, dois representantes da CUT detêm cargos influentes: João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, é membro do conselho de administração. Assessor da central para assuntos internacionais, Gustavo Codas tem assento na diretoria-geral paraguaia.
Fernando Paes de Carvalho, dirigente do Sindipetro do Norte Fluminense, é coordenador do gabinete da presidência da Petrobras.
Também houve crescimento do domínio "cutista" nos três principais fundos de pensão: Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica).
No segundo mandato de Lula, 66,6% dos indicados para chefias e conselhos nos fundos são sindicalistas.
No meio sindical, outro alvo é conseguir assento em conselhos de administração, numa espécie de complementação salarial.
A remuneração varia de acordo com o órgão, mas raramente é inferior a R$ 3.000. CUT e Força Sindical, por exemplo, têm espaço no conselho do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

ABC
O grupo de ex-dirigentes do ABC paulista também assumiu postos, como é o caso do presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, e do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.
Amigo de Lula, esse último deverá seguir para o instituto que levará o nome do presidente em São Paulo.
Tanto Força como CUT admitem relativa "apreensão" com a nova gestão. Ambas, entretanto, elogiam a escolha de Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete de Lula, para a Secretaria-Geral da Presidência, canal de diálogo com as centrais.

domingo, 26 de dezembro de 2010

"À espera de Dilma" por Nivaldo Cordeiro

Publicado no site Mídia Sem Máscara.


O que esperar o novo governo de Dilma Rousseff? Em tudo e por tudo teremos o continuísmo petista, juntamente com seus aliados. Mas o movimento em espiral descendente continuará no rumo aos ideais jacobinos dos revolucionários, pois estes jamais se satisfazem com a mera chegada ao poder. Precisam implantar sua ordem revolucionária.
Dois indicadores foram dados a público, sublinhando essa realidade terrífica. Em entrevista dada à Folha de São Paulo no último domingo o futuro ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que é o secretário geral do PT, disse que a primeira ação da pasta sob seu comando será fazer a reforma política. Falou pouco em que consistiria essa reforma, enfatizando apenas o aspecto do financiamento público das campanhas. Nas suas palavras:
"Ela é imprescindível para o país e é a tendência da presidente eleita, Dilma Rousseff. Tenho uma série de convicções a respeito, mas, como ministro da Justiça, vou construir o que for possível. Estou absolutamente convencido de que o governo sozinho, sem diálogo com o Congresso e a sociedade, jamais fará uma reforma política. É tarefa inadiável. Defendo com vigor o financiamento público".
O que significa o financiamento público de campanha? A completa autonomia da classe política em relação à sociedade civil, dando poder desmesurado aos partidos políticos vis-à-vis aos empresários e outros agentes não estatais. Os partidos já funcionam como verdadeiras máfias; com o financiamento público teriam o modelo de sonhos: quem estivesse no poder dificilmente seria dele apeado. Estaríamos a meio do caminho andado para que o Estado adquirisse completa autonomia em relação à população, fazendo desaparecer mesmo o problema da representação política.
O segundo ponto não mencionado nesta entrevista, mas que está em outros documentos partidários, é acabar com o Senado Federal, instituindo o sistema unicameral. Cardozo não pôs a mão no vespeiro, pois sabe que qualquer decisão deste quilate envolve a concordância do próprio Senado, que jamais dará o seu endosso. O Senado é o feudo do PMDB, lócus de sua própria fonte de poder. É a reforma dos sonhos do PT. Penso que algo assim só será possível obter pela força, pelo golpe de Estado, e o PT não tem ainda essa força.
Outro indicador da agenda imediata da presidente eleita está no Estadão de hoje, na entrevista de Franklin Martins. Chega a me enternecer a candura do ex-perigoso guerrilheiro. Ele, como Cardozo e toda a cúpula do PT, sentem-se tão à vontade que não têm mais o cuidado de esconder suas más intenções. Franklin anuncia que o PT quer mesmo controlar o conteúdo da mídia, isto é, acabar com a liberdade de imprensa.
Essa é a nefanda agenda preliminar de Dilma para o exercício do poder em seus primeiro meses. O que cabe a nós, os amantes da liberdade, fazer? Temos que dizer como o personagem Durandarte, desde o fundo da Cova de Montesinos, no fabuloso Dom Quixote: "E quando assim não seja - respondeu o tristeDurandarte, com voz desmaiada e baixa - quando assim não seja, paciência, e toca a baralhar as cartas".
Paciência e baralhar! Aguardemos o que nos aguarda o destino. O mal jamais terá a vitória final. Vamos baralhar, pois eles tropeçarão nos próprios pés e cometerão erros fatais.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O que seria isso?

No post abaixo comento uma reportagem que saiu hoje na Folha de São Paulo que mostra Franklinstein Martins destilando seu ódio contra a imprensa. Para o daqui uma semana ex-ministro da Comunicação Social, a imprensa brasileira é partidária, tem má vontade e faz uma dobradinha com a oposição.

Franklin já trabalhou nesta imprensa que tanto critica. Aliás, na época do governo Fernando Henrique Cardoso ele criticava o governo tucano. Naquela época a imprensa brasileira deveria ser uma beleza. Franklin tinha um blog. Fui lá agora recuperar um texto que ele escreveu para o Jornal de Brasília do dia 20/06/1999. Nele, Franklins enumerava as crises políticas que assolavam o governo FHC. O título do texto é "Nada como uma crise depois da outra":

Dei-me à pachorra de contar o número de crises que sacudiram, nos últimos meses, o governo e a base governista. Foram nada menos de 18 crises em sete meses. Os abalos começaram pouco tempo depois do segundo turno das eleições do ano passado. Vamos a eles:

1) No fim do ano, primeiras revelações do grampo no BNDES, que produziram a queda do ministro das Comunicações, Mendonça de Barros, e do presidente do banco, André Lara Resende. A base governista divide-se. Os tucanos defendem Mendonção, mas o PFL e o PMDB ajudam a abater aquele que estava marcado para ser o poderoso ministro da Produção;

2) Quase simultaneamente a sociedade toma conhecimento do dossiê Caymann, que logo se revela fajuto, sobre supostos depósitos feitos naquele paraíso fiscal pelos mais importantes nomes do tucanato, inclusive o presidente da República. O ex-prefeito Paulo Maluf e o ex-presidente Fernando Collor mexeram seus pauzinhos nos bastidores para promover a divulgação do papelório produzido em máquinas xerox;

3) O governo sofre humilhante derrota na Câmara dos Deputados, ao tentar empurrar goela abaixo dos deputados a cobrança da contribuição previdenciária dos inativos. O revés deixa claro que as dificuldades políticas para combater o déficit fiscal eram muito maiores do que se supunha;

4) Agudas disputas na base governista por causa da reforma ministerial. Fernando Henrique abre mão de seu projeto de organizar um Ministério da Produção forte e nomeia um primeiro escalão muito aquém das expectativas da sociedade. No dia da posse, faz um discurso pífio. Em compensação, Antônio Carlos Magalhães faz um discurso veemente. O contraste é evidente;

5) Mal começa janeiro, Itamar Franco tromba com a equipe econômica e decreta a moratória de Minas Gerais. A decisão repercute imediatamente nos mercados financeiros e precipita um devastador ataque especulativo contra o real. Começa a fuga de capitais;

6) O governo anuncia o fim do câmbio fixo e a saída de Gustavo Franco do Banco Central. Para o seu lugar, é nomeado Francisco Lopes, que implanta a banda endógena, que duraria poucos dias. Pânico no país e novos ataques contra o real, diante de um BC inerme. Trombada entre Lopes e o ministro da Fazenda, Pedro Malan.

7) Morte inglória da banda endógena e defenestração sumária de Lopes. Adoção do câmbio flutuante. O real despenca, o dólar vai a lua. Logo chegaria à cotação de R$ 2,15. O país mergulha na incerteza econômica e é aprovado a toque de caixa um novo pacote fiscal. Nomeação de Armínio Fraga, assessor do megainvestidor Gerge Soros, para o BC. Acordo com o FMI.

8) Os governadores de oposição enfrentam a equipe econômica e o governo central e conseguem adesões e simpatias entre os chefes dos executivos estaduais eleitos pelos partidos que dão sustentação a Fernando Henrique. Brasília é obrigada a fazer concessões.

9) Primeira grande trombada de ACM com o Judiciário. O presidente do Senado decidie instalar uma CPI para investigar irregularidades no Poder Judiciário. Faz sua aparição no cenário da grande política o novo presidente do PMDB, Jáder Barbalho. Dá um nó em ACM: seu partido só apoiaria a CPI proposta elo presidente do Senado se o PFL apoiar uma CPI para investigar o Banco Central. As duas CPI são instaladas sem que o Planalto mexa uma palha para evitá-las. Fernando Henrique está paralisado; o PSDB, perplexo; as oposições, atônitas.

10) Estoura o caso da ajuda do BC aos bancos Marka e FonteCindam. Surge o bilhete do banqueiro Salvatore Cacciola pedindo socorro a Francisco Lopes. Descobre-se que o ex-presidente do BC tem mais de um milhão de dólares numa conta bancária no exterior, aberta por um de seus sócios. Chico Lopes é convocado pela CPI, recusa-se a depor e é preso. O presidente Fernando Henrique continua paralisado.

11) O PFL faz sua convenção nacional e lança ACM para 2002. Na semana seguinte, o PSDB responde com grandes homenagens ao governador de São Paulo, Mário Covas. Na prática, mal começa o segundo mandato de FH, é dada a largada para a corrida presidencial, que só se realizará dentro de três anos. O ex-ministro Mendonça de Barros é eleito vice-presidente do PSDB. Reacende-se a polêmica entre "desenvolvimentistas" e "monetaristas", abortado no fim de 1998 pela divulgação das fitas obtidas através do grampo do BNDES;

12) Nova fornada de fitas do BNDES. Num dos trechos, André Lara Resende pede a FH que use seu poder para que o Banco do Brasil mantenha compromissos assumidos com um dos consórcios. O presidente atalha: "Sem dúvida". A oposição acusa o presidente de interferir no leilão, pede a instalação de uma CPI e fala em impeachment. A base governista, atuando unida pela primeira vez em meses, derrota a oposição. O presidente custa muito a falar para a sociedade.

13) Outra denúncia atinge o governo: vários ministros, a começar pelo chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, são acusados de usar aviões da FAB em viagens de férias para Fernando de Noronha. Alguns deles decidem ressarcir a FAB pelas despesas; outros, recusam-se a fazê-lo;

14) Os ministros da Saúde, José Serra, e da Previdência, Waldeck Ornellas, brigam publicamente. O tucano acusa o pefelista de sadismo por ter cortado a isenção previdenciária de alguns hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde. Waldeck responde dizendo que Serra é egocêntrico e desagregador. ACM sai em socorro de Waldeck, Covas dá mão forte a Serra. O presidente só intervém depois que o leite está derramado;

15) O ministro da Justiça, Renan Calheiros, irritado com o veto do chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, ao delegado que indicara para a direção-geral da Polícia Federal, expõe publicamente suas divergências com o militar. Deixa vazar que a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, subordinada a Cardoso, estaria na raiz do grampo do BNDES. O PMDB sai em defesa de Renan, enquanto o Exército solta nota respaldando o general. Jáder Barbalho desafia publicamente FH, dizendo que a nomeação do diretor-geral da PF é prerrogativa do ministro da Justiça; o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, vai mais longe: afirma que o presidente não cometeria a "sandice" de nomear alguém para o cargo sem consultar o partido. FH reage e paga para ver. Nomeia para a PF o delegado João Batista Campelo, um dos indicados pelo general Cardoso. O PMDB se curva, mas Renan insiste em deixar o ministério. É contido pelos seus companheiros, mas fica no cargo emburrado. De lá para cá, não perde uma oportunidade para mostrar seu desagrado com a situação. Fernando Henrique, apesar de irritado, engole o sapo;

16) ACM critica Temer porque este estaria trabalhando contra o parecer do relator da reforma do Judiciário, deputado Aloísio Nunes Ferreira. Dá a entender que Temer, como advogado, defende interesses corporativos. O presidente da Câmara diz que ACM é um curioso em matéria jurídica e diz que ele deveria esperar o projeto chegar no Senado para se pronunciar. Estoura uma briga feiísima entre os presidentes das duas casas do Congresso, com insinuações recíprocas de desonestidade. FH assiste de camarote;

17) O ex-padre José Antônio Monteiro acusa o delegado Campelo de tê-lo torturado em 1970, quando chefiava a PF do Maranhão. Campelo nega, mas, em pouco tempo, fica claro que Monteiro fora efetivamente torturado e que o delegado, direta ou indiretamente, fora responsável pelos suplícios inflingidos ao então religioso. Os partidos oposicionistas pedem a cabeça de Campelo e os governistas lavam as mãos. Fernando Henrique fica paralisado e demora uma eternidade para reagir. Reabre-se assim a crise da PF;

18) Irritado com decisão do ministro Sepúlveda Pertence, do STF, que concedeu liminar contra a decisão da CPI dos bancos que quebrou o sigilo bancário, fiscal e telefônico de Francisco Lopes, ACM acusa o Supremo de cometer um crime. O presidente do STF, Carlos Veloso, responde ao presidente do Senado, dizendo que divergências jurídicas não se resolvem com injúrias. ACM responde, Veloso retruca, ACM devolve, Veloso reage, num ciclo de notas e declarações que parece não ter fim.

Em suma, são 18 crises em sete meses. Até 20 dias atrás, a média era de uma crise nova a cada quinzena. Agora, o ritmo intensificou-se: a cada semana, temos uma ou duas crises novas. É impressionante. Registre-se que os três últimos conflitos da lista (a briga de ACM com Temer, o balança mas não cai de Campelo e a crise entre o Senado) ainda estão em pleno desenvolvimento.
Nunca se viu nada igual.

Recuperando o que foi escrito no começo do texto. Franklinstein Martins disse ontem que a imprensa brasileira é partidária, tem má vontade com governo e faz dobradinha com a oposição? Bem, com um texto desses publicado nesta mesma imprensa que o ministro critica podemos afirmar, sem sobra de dúvida, que Franklin mostra qual partido defende, tem má vontade com o governo Fernando Henrique Cardoso e faz uma dobradinha com a oposição petista. 

Franklin enumerou 18 crises em sete meses no governo Fernando Henrique Cardoso. Que imprensa partidária, de má vontade e aliada da oposição, hein?

O ódio de Franklinstein

Está na Folha de hoje:



Às vésperas de deixar o governo, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) voltou a fazer críticas à mídia brasileira.
Em entrevista ao site "Congresso em Foco", Franklin acusou a imprensa brasileira de ser "partidária", de ter "má vontade" com o governo e de fazer "dobradinha" com a oposição.
O ministro fez ataques aos grandes jornais-chamados por ele de "jornalões"-ao afirmar que esses veículos vivem hoje um "seriíssimo problema de credibilidade".
"Um grande número de leitores não acredita mais no que o jornal diz. (...) Muitas vezes os leitores perceberam que havia má vontade com o governo, desproporcional. E havia uma leniência com a oposição", afirmou.
Franklin disse que os jornais distorceram números favoráveis ao governo e vão terminar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vendendo menos do que vendiam antes".

REGULAÇÃO DA MÍDIA
Ao falar sobre o projeto de regulação da mídia que vai encaminhar à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), o ministro disse que a sociedade vai ser a "mais prejudicada" se ele não sair do papel.
"Há certas obrigações que devem ser contempladas. Isso se faz no mundo inteiro e ninguém nunca achou que é censura", disse Franklin.
A Folha revelou no início do mês uma minuta do projeto de regulação da mídia, elaborada por um grupo coordenado por Franklin, que prevê a criação de uma Agência Nacional de Comunicação.
O órgão teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário.
"Segundo o ministro, o projeto a ser enviado a Dilma vai incluir "pluralismo, equilíbrio e respeito à privacidade das pessoas".

Comentário
A cada declaração de Franklin Martins vai ficando cada vez mais nítida a vontade do ministro de Comunicação Social de Lula em censurar a imprensa. Se depender do Franklinstein os jornais só vão publicar coisas boas sobre o governo e arquivar denúncias e mentiras propaladas pelo Palácio do Planalto.
Franklinstein quer mostrar que só Lula é alvo da imprensa. Isso é uma mentira deslavada. José Sarney foi alvo da imprensa. Fernando Collor de Melo foi alvo da imprensa. Fernando Henrique Cardoso foi alvo da imprensa. Por que Lula não pode ser alvo da imprensa? Por que só os três últimos presidentes podem ser questionados pela imprensa e Lula não?
Ainda bem que Franklinstein Martins não vai continuar no governo de Dilma Rostock. O ódio dele contra a imprensa não tem limites. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ex-governador Orestes Quércia morre aos 72 anos em São Paulo

Na Folha



O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) morreu às 7h40 desta sexta-feira, aos 72 anos, vítima de um câncer na próstata. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 18 de novembro.
Quércia desistiu de concorrer ao Senado nas eleições de outubro por causa da doença. Durante o período eleitoral, passou 36 dias internado. Teve alta no dia 6 de outubro, um mês após renunciar à candidatura para senador. Leia mais aqui.

A culpa é do TCU

Pela última vez como presidente Lula esteve aqui em Goiás. Veio inaugurar um trecho da ferrovia Norte-Sul. Meses atrás, o Babalorixá disse que inauguraria a ferrovia que começou lá no governo Sarney, passou pelos governos dos Fernandos Collor e Henrique para chegar no governo Lula. Mais uma promessa lulista não cumprida. 

E Lula não se culpa por isso. Claro! Lula nunca tem culpa. Quem tem culpa são os outros. Lula culpou o Tribunal de Contas da União pela não conclusão da obra. Quem manda o TCU ficar fiscalizando obra? Quem manda o TCU mostrar que tem fraudes nas obras lulistas? Ao invés de atacar as ratazanas do dinheiro público, Lula prefere atacar o órgão que cumpre com a sua função.

Mais um governo terminando e outra vez a ferrovia Norte-Sul não tem fim. Pelas previsões de corte no fanfarrônico PAC, Dilma Rostock também não deve terminar esta obra. Vai ver a culpa é do TCU mesmo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lula, suas bobagens e o ódio

Lula não toma jeito nem no final do seu mandato. Hoje, ele disse que todos os mensaleiros são inocentes: 

Esse caso me lembra o linchamento de inocentes. Muita gente entra na onda, fica cega e surda para qualquer argumento contrário, e passa, vamos dizer, a jogar bosta na Geni

Afirmando isso, Lula reconhece a ilegalidade e ainda passa a mão na cabeça daqueles que pegaram dinheiro na cumbuca de Marcos Valério. O que fazer quando um presidente faltando oito dias para sair da Presidência resolve inocentar todos os envolvidos no maior escândalo do seu governo? Lula deixa para Dilma Rostock o Brasil da ilegalidade e da crença de que todo aliado do governo deve ser protegido mesmo que esteja envolvido  no maior de todos os escândalos.

Mas as bobagens lulistas não pararam por aí. Lula ainda desceu o sarrafo no DEM:

Esse partido, ou melhor, seu antecessor, o PFL, que não consegue se viabilizar nas urnas, em 2005 tentou o tapetão, o que é natural porque é um partido que tem a ditadura no seu DNA. É sempre assim, partido que não tem apoio do eleitorado, apela

O DEM tem a ditadura no seu DNA? Nunca vi nenhum democrata fazer algum louvor a algum ditador. O PT SIM FAZ LOUVORES AO DITADOR FIDEL CASTRO E SEU IRMÃO RAUL. O PT SIM TEM A DITADURA NO SEU DNA. Ou será que tem algum petista que detesta a ditadura de mais de 50 anos em Cuba?
Nunca vi nenhum democrata passar a mão na cabeça de colegas que receberam dinheiro sujo do esquema montado por José Roberto Arruda no Distrito Federal. Imagino a gritaria do PT se algum político do DEM afirmasse que Arruda foi vítima do PT e da imprensa golpista.

Lula não diz apenas bobagens. Ele prega o ódio. Pregou o ódio quando era oposicionista, prega o ódio como presidente. Não vou me assustar se a partir do dia 01 de janeiro de 2011 Lula destilar todo o seu ódio contra a oposição ao governo Dilma Rostock. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O protesto seletivo

Tinha um abestado que me visitava todos os dias. Deixava na área de comentários todo o seu ódio contra o que este humilde blogueiro escrevia. Ele sumiu. Vai ver arrumou algum serviço. Tomara! Pois bem, este meu fã vivia pegando no meu pé. Todos os dias ele dizia que eu só criticava Lula e não criticava os tucanos. Dizia que o meu protesto era seletivo. É mesmo? 

Acabo de ler na Folha online que 70 estudantes foram hoje para a frente do Congresso Nacional protestar contra o aumento abusivo do salário de vossas excelências. Se algum repórter mais curioso perguntasse para alguns destes setenta se se lembram em quem votaram para trabalhar naquele congresso nas eleições d eoutubro seria de muito valor. 

Não considero meu protesto seletivo. Critico Lula quando acho que Lula está errado. Assim como critico o PSDB quando acho que o PSDB está errado. Não critico este ou aquele só porque todo mundo critica este ou aquele. 

Outro repórter curioso poderia perguntar aonde estavam estes 70 quando o Congresso Nacional foi comprado por Lula via Delúbio Soares e Marcos Valério. Não me lembro da gritaria estudantil mirar o Palácio do Planalto. Protestar contra aumento salarial de parlamentares protestam. Protestar contra as barbaridades cometidas por Lula não protestam. Eis aí o protesto seletivo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Quem se elege pela oposição e se rende ao Planalto é só mais um colaboracionista" por Augusto Nunes

A falta que faz um Mário Covas, lamenta a oposição real sempre que a oposição oficial tira o governo para dançar. Nesse minueto à brasileira, repetido há oito anos, apenas um dos parceiros se curva diante do outro, que retribui as reverências com manifestações de arrogância e para a música para berrar insultos quando lhe dá na telha. Desde a ascensão de Lula ao poder, cabe ao PSDB o papel subalterno e ao PT o comando dos movimentos na pista. Assim será pelos próximos anos, avisou nesta semana a Carta de Maceió, redigida pelos oito governadores tucanos eleitos ou reeleitos em outubro.
Nessa versão 2010 do espetáculo da covardia, como observou Reinaldo Azevedo, não há um único parágrafo, uma só sílaba, sequer uma vírgula que impeça um Tarso Genro de subscrevê-lo. O palavrório nem procura camuflar a rendição sem luta, a traição aos eleitores que souberam só agora que a relação com o governo de Dilma Rousseff, se depender dos tucanos, será regida pelo signo do servilismo. “Um Estado como Alagoas, que concentra os piores indicadores sociais do país, não pode se dar ao luxo de brigar com o governo federal”, subordinou-se o anfitrião Teotônio Vilela Filho. “Nós dependemos, e muito, dos repasses de verbas e programas federais”.
Os convivas do sarau em Alagoas ainda não aprenderam que, segundo a Constituição, o Brasil é uma república federativa. Um governador não precisa prestar vassalagem ao poder central para receber o que lhe é devido, nem pode ser discriminado por critérios partidários. Um presidente da República que trata igualmente aliados e adversários não faz mais que a obrigação.
“Devemos buscar sempre o entendimento e a cooperação, na relação tanto com o governo federal como com os governos municipais”, recitaram em coro ─ e em nome de todos ─ o paulista Geraldo Alckmin e o paranaense Beto Richa. Previsivelmente, foram abençoados por outra frase equivocada do presidente do PSDB, Sérgio Guerra: “Fazer oposição não é papel dos governadores”.
Claro que é. Mais que isso: é um dever. Os eleitores que garantiram a vitória de cada um dos oito signatários da Carta de Maceió não escolheram um gerente regional, mas políticos incumbidos de administrar com altivez Estados cuja população é majoritariamente oposicionista. Se dessem maior importância à afinação com o Planalto, teriam optado por candidatos do PT. O convívio entre governantes filiados a partidos diferentes é regulamentado por normas constitucionais, regras protocolares e manuais de boas maneiras. Isso basta.
É natural que governantes de distintos partidos colaborem na lida com problemas comuns. Outra coisa é a capitulação antecipada e desonrosa. Quem se elege pela oposição e se oferece ao inimigo como colaborador voluntário é apenas colaboracionista. Os franceses sabem o que é isso desde a Segunda Guerra Mundial. Os governadores tucanos que já se ajoelham diante de Dilma Rousseff logo saberão.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pelos 8 anos de silêncio, a UNE ganha um presentão do Lula

Segue um trecho do que está no Estadão online de hoje:


No apagar das luzes, o governo Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o pagamento de uma bolada de R$ 44,6 milhões à União Nacional dos Estudantes (UNE), como reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985). A primeira parcela, de R$ 30 milhões, caiu na conta da entidade na sexta-feira, 17, mesmo, depositada pela Comissão da Anistia, escalada para saldar a conta. Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no orçamento de 2011. Leia mais aqui.

Este presentaço de Lula é uma contribuição pelos 8 anos que a UNE se calou diante escândalos e desastres do governo. A UNE se calou quando o Ministério da Educação cometeu erros bizonhos no Enem. É, pessoal! Para alguns, o silêncio vale R$ 44,6 milhões. 

Geração Mensalão

Dilma Rostock e Michel Temer estão sendo diplomados neste momento. Ela, presidente da República. Ele, vice-presidente. Imagino quantos esquerdistas estão comemorando. José Dirceu mesmo disse dias atrás que a chegada de Dilma ao poder era a chegada da Geração de 1968 ao poder. Geração de 1968? Sim, tem gente que acredita nesse bando de velhos que ainda se acham jovens. Nunca cresceram e nem dão pinta de que vão crescer.

Esta Geração de 1968 foi abordada outra vez pela imprensa quando Lula chegou ao poder. Chefiados por José Dirceu, os eternos guerrilheiros che-guevarianos, os eternos tropicalistas, aqueles que pichavam muros nas décadas de 1960 e 1970 estavam ocupando democraticamente (apesar deles nunca acreditarem que um dia chegariam ao poder pela democracia) o Palácio do Planalto. O mesmo palácio que um dia abrigou militares que perseguiam a Geração de 1968, naquele dia, era ocupado pelos sempre perseguidos. Muitos confetes caíram nas carecas dos sempre revolucionários. Muitos discursos apaixonados revivendo aqueles anos de chumbo. Aposto que José Dirceu tinha certeza que depois da chegada do torneiro mecânico ao poder o próximo seria ele, o primeiro líder estudantil. Mas...

A Geração de 1968 foi destruída em um único ano e por uma única pessoa: Roberto Jefferson. Ele, o malandrão da política brasileira que virou aliado de Lula, denunciou o esquema de corrupção que detonaria uma geração inteira. Foi caindo um a um: José Dirceu, Antônio Palocci, Silvio Pereira, Delúbio Soares...
Vimos que aqueles rebeldes cabeludos faziam as mesmas coisas que os seus inimigos. Vimos que aqueles que batiam no peito dizendo serem mais éticos que todos na política perderem a compostura. E quem denunciou tudo isso? Roberto Jefferson, o mesmo picareta que defendeu Fernando Collor de Melo quando este era acusado de se beneficiar de um esquema de corrupção e ser duramente criticado pela mesma Geração de 1968. Interessante, não? Os puros da política brasileira não se envergonharam em se aliar com picaretas, com pessoas cujo passado político não era dos melhores.

Veja Dilma Rostock e Michel Temer. O vice-presidente eleito representa o que há de mais podre no PMDB. Representa o PMDB do balcão de negócios que não pensa em resolver os problemas do Brasil e sim nos ministérios por onde correrão rios de dinheiro e potes de mel são encontrados atrás de todas as portas. A Geração de 1968 chega ao poder do lado do que há de mais podre na política. Dilma nem terminou de organizar seu ministério e nós vemos a cada edição dos jornais a fome por mais cargos no primeiro, segundo, terceiro escalões. 

Eu vou rir muito no dia 1º de janeiro de 2011. Vai ter muito jornalista narrando a posse da nova presidente e lembrando da Geração de 1968. Que geração é essa? Que são esses velhos que chegam ao poder de braços dados com raposas da política brasileira? Enquanto os bobalhões lembrarão da turminha que infernizou estêpaiz em 1968 eu vou vê-los como a Geração Mensalão. A geração de 1968 somada com o PMDB do Michel Temer. E esta mistura só pode dar em escândalo, crise política e paralisia nacional. O sonho acabou, amigos. Voltemos a dura realidade!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Aumentou o salário? Vai aumentar o trabalho?

A Câmara aprovou aumento salarial para parlamentares, presidente e vice-presidente. Beleza hein? Agora sim o Tiririca vai ajudar sua família. 
Quero saber se, aumentando o salário, os parlamentares, presidente e vice-presidente vão ter seus trabalhos aumentados. Quero ver essa galera que ganha bem remexer as cadeiras para fazer valer o quanto eles ganham. 

Lula não perde a deixa para criticar a imprensa

Disse Lula hoje: A imprensa vai receber isso aqui. Quero que todo mundo receba para eles perceberem o quanto eles perderam de cobrir coisa boa do governo. [...] Não é no Brasil é no mundo inteiro. Em qualquer país do mundo a imprensa ela cobre o que tem mais apelo à sociedade e, às vezes, o construir tem menos apelo que o destruir. O "isso aqui" que Lula se refere é a prestação de contas do seu governo. A cada fala de Lula sobre a imprensa devemos redobrar a defesa pela liberdade de imprensa e de expressão. Lula nunca perde a deixa para atacar a imprensa.
Lula termina o seu mandato com a crença de que imprensa boa é aquela que puxa o saco do governo, que solta rojão quando o presidente inaugura a maquete de uma obra. Franklin Martins tentou conter a imprensa, mas, ainda bem, não conseguiu.
Não devemos jamais nos esquecer do discurso de Dilma Rostock logo após as eleições deste ano. Ela falou um liberdade de imprensa. Vamos ver até quando este discurso vai durar. Se ela seguir fielmente os passos do seu criador precisamos triplicar a vigilância sobre a liberdade de imprensa.

Refundar?

Tem tucano querendo "refundar" o PSDB. Refundar? Não! O PSDB precisa fazer uma coisa que não fez desde 2003, quando deixou o Palácio do Planalto: ser oposição. Nestes oito anos de lulismo não vimos nenhuma posição oposicionista por parte do PSDB. O fim da CPMF foi um ato da oposição? Não! Teve apoio da oposição sim, mas teve governista rebelde que votou contra a prorrogação do famigerado imposto.
Não adianta nada querer refundar o partido, discutir o papel do PSDB no governo Dilma se os tucanos não aprenderem a ser oposição. Até hoje o partido não entendeu o recado de 44 milhões de brasileiros. Serão precisos 44 milhões de desenhos para os tucanos saberem o que deve ser feito?

Direceu sempre presente

Sempre quando perguntado se ainda exercia alguma influência no governo Lula, o ex-guerrilheiro José Dirceu fugia do assunto. Mas Lula hoje agradeceu as contribuições de Dirceu. Mesmo depois de chefiar a quadrilha que comandou o maior esquema de corrupção destêpaiz, Lula reconhece os feitos do seu "sempre ministro" José Dirceu. O ex-guerrilheiro sempre esteve presente no governo. Ele pode negar, mas Lula agradece.

"Paulistério" racha PT e faz favorito desistir da Câmara

Por Ana Flor e Valdo Cruz
na Folha



A bancada do PT aclamou ontem o atual vice-presidente da Câmara, Marco Maia (RS), como nome do partido para presidir a Casa a partir de fevereiro.
Um racha da legenda fez o favorito na disputa, Cândido Vaccarezza (SP), desistir da candidatura. Apesar da tentativa de demonstrar unidade ao fim do encontro, foi a primeira crise antes mesmo da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff.
No final da noite, conforme era esperado, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) foi escolhido líder da bancada para o próximo ano.
A desistência de Vaccarezza, líder do governo na Câmara e preferido de Dilma, foi consequência da perda de apoio nas bases.
O racha interno começou com o descontentamento de deputados com o "paulistério" em formação -a supremacia de nomes do PT de São Paulo no novo ministério e no comando do partido.
Uma ala do PT mineiro, por exemplo, se diz ressentida com a composição -por ora, esse grupo só foi contemplado com o nome de Fernando Pimentel, indicado para o Desenvolvimento.
Informada da desistência, a equipe de Dilma tentou atuar para adiar a decisão, mas não pôde evitar a indicação de Maia como candidato do PT à presidência da Câmara a partir de fevereiro.
A avaliação entre os assessores de Dilma é que o deputado gaúcho pode "ganhar a indicação, mas corre sério risco de perder a eleição".
Isso porque ele não conta com o apoio dos principais líderes do partido, que teriam condições de costurar um acordo para assegurar sua eleição no plenário.
A situação atual se assemelha à de 2005, quando o PT também rachou e teve dois candidatos na disputa pelo comando da Câmara.
Na época, o "baixo clero" acabou aproveitando a situação para eleger o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE).
Cândido Vaccarezza era até hoje o franco favorito na disputa e contava com a simpatia do Planalto. A situação mudou com a desistência do terceiro candidato, Arlindo Chinaglia (SP), que decidiu apoiar Marco Maia.
O deputado gaúcho também arrebatou o apoio da segunda maior tendência do PT, a Mensagem ao Partido, a mesma do governador eleito Tarso Genro (RS).
A disputa pela indicação -o PT tem a preferência para indicar o próximo presidente da Câmara por ter o maior número de deputados- deixa a bancada rachada.
Causa também um problema dentro da maior corrente do PT, o Campo Majoritário. Tanto Vaccarezza quanto Maia são da CNB (Construindo um Novo Brasil).
Ontem, cerca de 18h, Vaccarezza ligou ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, informando sua desistência.
Seu grupo havia feito as contas e chegou à conclusão de que não teria votos suficientes. Tentavam o adiamento da decisão, mas consideravam difícil de conseguir devido ao impasse.
A decisão do nome deveria ter acontecido ontem. Como os grupos viram que não haveria consenso, a reunião foi suspensa após 30 minutos.
"Candidatos pediram tempo para sair [da disputa]", disse Fernando Ferro (PE), líder da bancada, pela manhã.
Remarcada para as 17h, a plenária não ocorreu. Chinaglia anunciou a desistência antes disso.
Dutra, disse, ao final do encontro, que a surpresa na definição faz parte da história do PT. "Eu saio satisfeito de não ter tido votação."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pra gente não esquecer

Há quarenta e dois anos atrás o Brasil entrava no momento mais crítico da ditadura militar: a instalação do Ato Institucional número 5. Os militares mostravam que o regime iniciado no dia 31 de março de 1964 entraria no seu período mais duro. A censura se apoderou de todo jornalismo, de toda a cultura. Já não era mais permitido pensa livremente, expressar livremente, opinar livremente. Era o período mais negro da história destêpaiz.

É inacreditável que, 42 anos depois do AI-5 e 25 anos depois da redemocratização nós tenhamos que ouvir um ministro da Comunicação Social querendo pautar a imprensa, controlar o que sai no jornal, na revista, na internet. Apesar do Franklinstein Martins, que foi perseguido pelo AI-5, querer baixar a censura na imprensa, nunca devemos nos esquecer do que aconteceu no dia 13 de dezembro de 1968. É preciso lembrar desta insanidade para que nenhum outro insano faça as barbaridade feitas há 42 anos atrás.