sábado, 12 de junho de 2010

"A comédia da Copa" por Diogo Mainardi

Susana Vieira e eu na Copa do Mundo. Susana Vieira comentará as partidas na TV. Eu comentarei as partidas no rádio. Por quê? Porque ninguém se interessou em me contratar para comentar a Divina Comédia, de Dante Alighieri. Susana Vieira é minha Beatriz na Cidade do Cabo e em Johannesburgo.

Eu sou um cronista como Nelson Rodrigues. Eu sou um reacionário como Nelson Rodrigues. Eu sou pago para fazer comentários sobre a Copa do Mundo como Nelson Rodrigues. Agora só tenho de me tornar um Nelson Rodrigues.

Eu fui da literatura para a imprensa, da imprensa para o rádio. É por isso que simpatizo com Robinho. Ele tem uma trajetória semelhante à minha: do Real Madrid para o Manchester City, do Manchester City para o Santos. Eu simpatizo também com Kaká. Melhor dizendo: eu o idolatro. Eu gostaria de ganhar um dos maiores salários de todos os tempos para permanecer sentado no banco de reservas, tirando a franja da testa. Eu sou bom em matéria de tirar a franja da testa. Mas o jogador do Brasil com o qual realmente me identifico é Felipe Melo. Sempre que, durante o programa de rádio, Wanderley Nogueira me passa a bola, eu me embanano todo e, como Felipe Melo, acabo recuando para o zagueiro. Na Copa do Mundo, minha torcida será inteirinha para ele. Ele me representa. Vai, Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento.

O melhor personagem desse time do Brasil, no entanto, é o técnico Dunga. O que me atrai nele – e Nelson Rodrigues seguramente concordaria comigo – é aquele seu aspecto de coronel da Operação Bandeirante. Se Carlos Alberto Parreira, em 2006, perdeu a Copa do Mundo porque convocou apenas jogadores lesados e fora de forma, Dunga, em 2010, resolveu dobrar a aposta, convocando jogadores ainda mais lesados e fora de forma. Num momento como o atual, em que o Brasil é dominado pelo populismo mais ordinário, Dunga ignorou os apelos da arquibancada e repudiou Ganso e Neymar. Ganso e Neymar consagraram-se em partidas contra o Rio Branco e o Guarani. Escalá-los numa Copa do Mundo contra a Espanha e a Inglaterra seria o mesmo que escalar Lula para negociar com o regime genocida iraniano.

Dante Alighieri usou a Divina Comédia para fazer proselitismo contra o papa Bonifácio VIII, colocando-o no Inferno, enterrado num fosso, só com as pernas de fora. Eu uso o rádio para fazer proselitismo contra o PT. Do amistoso com o Zimbábue, um sinal do apoio de Lula a Robert Mugabe, essa mistura de Mussolini com Grande Otelo, aos aloprados da CBF, que se comportam como os aloprados do PT, eu sempre dou um jeito de condenar essa gente ao castigo eterno. Agora só tenho de me tornar um Dante Alighieri. E Susana Vieira me conduzirá à Luz.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Você meu amigo de fé, meu irmão camarada!

Créditos: Robson Lima/Gazeta de Alagoas

Abri o site da Folha para ler a edição de hoje e eis que me vejo diante desta foto. Que beleza, não? Lula e Fernando Collor de Melo juntos. Se alguém falasse em 1989 que Lula seria aliado de Collor muita gente falaria que isso era uma piada. Vinte anos depois a piada virou realidade.
O lulismo ressuscitou muitos dinossauros da política. José Sarney, Jader Barbalho, Renan Canalheiros e... Fernando Collor de Melo. Só vi a foto ainda não li a reportagem. Mas dá para ver que Lula e Collor são grande amigos, amigos de fé, irmãos camaradas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conselho de Segurança da ONU aprova quarta rodada de sanções contra o Irã

No Estadão online

"O Conselho assumiu suas responsabilidades. Agora o Irã deve escolher um caminho mais sábio", disse a representante americana no Conselho, Susan Rice. Os EUA foram o país que mais pressionou pela aplicação da resolução no Conselho.

O pacote de sanções aprovado pelo Conselho é o quarto aplicado contra o Irã. As medidas são uma resposta do órgão à resistência da República Islâmica em paralisar seu programa nuclear e à falta de cooperação do país com as investigações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A nova resolução prevê restrições contra a Guarda Revolucionária do Irã, o sistema de mísseis do país e o congelamento de investimentos ligados ao enriquecimento de urânio. Todos os carregamentos de exportação com o Irã como destino também serão submetidos a uma fiscalização masi rigorosa.

Votos

Dos 15 membros do órgão, 12 votaram a favor das medidas. Apenas Brasil e Turquia deram pareceres contra a resolução. O Líbano se absteve. Nenhum dos membros permanentes do Conselho - Rússia, China, EUA, França e Reino Unido - votou contra.

Os embaixadores do Brasil e da Turquia no Conselho de Segurança pediram que o órgão votasse contra as sanções ao Irã, mas os esforços foram em vão. A embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse aos outros membros que o Brasil "não vê as sanções como uma meio efetivo" no caso do Irã.

A votação estava marcada para às 11 horas, mas foi atrasada porque Brasil e Turquia procuram saber de instruções de suas capitais sobre seus votos. Os dois países, junto do Líbano, deixaram claro que dificilmente apoiariam a rodada de sanções contra Teerã.

O Líbano indicou aos seus companheiro de conselho que iria provavelmente se abster pelo fato de que o grupo militante libanês apoiado pelo Irã, Hezbollah, está em seu governo, disseram diplomatas. Brasil e Turquia, entretanto, podem se abster ou votar contra a resolução, eles acrescentaram.

Ancara e Brasília disseram que um acordo de troca nuclear que eles obtiveram no Irã no mês passado fez com quem futuras sanções contra a República Islâmica do Irã fossem desnecessárias.

As sanções eram pretendidas pelas potências nucleares pelos temores de que o Irã enriqueça urânio para produzir armas atômicas. Teerã, porém, nega tais alegações e afirma que mantém o programa nuclear apenas para fins civis.

sábado, 5 de junho de 2010

Esse sujeito

O mundo dá muitas voltas, não é mesmo? Que o diga Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Hoje ele diz que seria um retrocesso José Serra vencer as eleições presidenciais. Hoje ele é aliado do PT. Mas em 2004 não era bem assim. Veja esta reportagem do dia 09 de outubro daquele ano. A reportagem é da Folha de São Paulo e assinada por Ricardo Brandt. Naquele tempo, Paulinho dizia que o retrocesso seria o PT vencer as eleições paulistanas.


O candidato a prefeito de São Paulo do PDT derrotado no primeiro turno, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse ontem "temer o PT" e declarou apoio oficial a José Serra (PSDB). Apesar de agregar pouco numericamente -teve 86.549 votos, o equivalente a 1,4%-, o aliado terá importância estratégica na campanha.
"Nós achamos que é bom para São Paulo e é bom para o Brasil que o PT perca a eleição na cidade de São Paulo. Foi essa a principal avaliação que fizemos, porque achamos que o PT com poder demais é muito perigoso. O PT já tem poder demais, e nós achamos que eles têm que perder a eleição aqui para equilibrar esse jogo nacional", afirmou Paulinho.
O tom do discurso no anúncio oficial de apoio ontem na sede do PDT deu mostra de qual será a participação de Paulinho nesta campanha -o de crítico do PT e dos governos petistas.
Assediado inicialmente pelo PT, que teve como principal interlocutor o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, Paulinho partiu para o ataque e explicou: "É que, se o PT vencer em São Paulo, vai sair muito fortalecido com vistas a 2006. O que queremos é que o PT saia enfraquecido para que volte a negociar com a sociedade e com as demais forças políticas".
Durante o primeiro turno, Paulinho chegou a ser acusado de ter um acordo velado com o PSDB para beneficiar Serra.
O candidato do PDT negou qualquer acordo e afirmou que não estava à venda.
Ontem mesmo o presidente nacional do PT, José Genoino, acusou Paulinho de servir de porta-voz do tucanato e cobrou contrapartida ao apoio dado pelos petistas em cidades em que o PDT disputa o segundo turno.
Paulinho e Serra negaram um acordo firmado para ocupação de cargos em troca do apoio. No entanto, ambos deixaram claro que isso será tratado após a eleição.
"É possível que sim [que o PDT ocupe cargos no governo], mas isso não entrou neste acerto de apoio de agora", afirmou Serra.
Já Paulinho disse que a moeda não necessariamente serão cargos. "Firmamos acordo para implantação dos centros de solidariedades e do passe-desemprego e podemos simplesmente negocia o controle para implantação desses serviços com a Força."
Paulinho afirmou que ontem mesmo gravou imagens com declarações de apoio a Serra para seu programa eleitoral.
"Agora vou rodar o país em cidades onde estamos no segundo turno e volto um pouco antes da eleição para sair para as ruas junto com Serra", disse Paulinho.
Durante a oficialização do apoio, que contou com a participação do governador Geraldo Alckmin, Paulinho e Serra defenderam que a composição representa a consolidação de uma frente de oposição nacional.

Cama na prefeitura
O candidato José Serra, antes de receber o apoio oficial do PDT, participou de uma entrevista na Rádio Capital.
Questionado pelo radialista Paulo Lopes se seus hábitos notívagos não atrapalhariam seu trabalho na prefeitura, Serra, em tom bem-humorado, respondeu: "Se precisar, levo uma cama para a prefeitura e durmo lá".
O candidato ainda fez corpo-a-corpo na Vila Mariana, após encontro na sede do PDT.

"Esse Paulinho" por Fernando Barros e Silva

Discursando outro dia diante de sindicalistas, Paulo Pereira da Silva chamou José Serra de "esse sujeito". Repetiu o tratamento pelo menos três vezes. Apesar da sua naturalidade, tratava-se de uma grossura premeditada.
As pessoas que se incomodaram -e com razão- deveriam refletir por que talvez não sintam a mesma indignação quando Lula é tratado assim, como "esse sujeito" (ou variações), o que, aliás, é mais comum. Isso talvez nos ajude a entender certas encrencas brasileiras.
Mas nosso assunto é Paulinho. Na divisão das tarefas da campanha de Dilma Rousseff, a ele parece ter sido reservado o que, com eufemismo, se chamaria de "serviço pesado". Pregando em público, Paulinho dizia que Serra -"esse sujeito que fica aí tentando ganhar a eleição"- quer "tirar o direito dos trabalhadores, mexer no fundo de garantia, nas férias, na licença-maternidade". Ou seja, Paulinho age como quem recebeu uma espécie de licença-malandragem para propagar inverdades sobre seu desafeto.
Coerência não é o seu forte. Em 1998, o líder da Força Sindical apoiou a reeleição de FHC; em 2002, foi vice de Ciro Gomes; em 2004, na eleição à prefeitura paulistana, deu seu voto a "esse sujeito" -sim, José Serra- contra Marta Suplicy. De lá para cá, vem se acomodando no colo macio do lulismo.
Este é o lado edificante da trajetória deste representante do peleguismo de resultados que se aninhou no Estado. O outro lado, como se sabe, é assunto da PF.
Lula passou a vida defendendo a liberdade sindical, falando contra a obrigatoriedade do imposto instituído pelo Estado Novo. No poder, não só preservou o traço autoritário da herança getulista como, não satisfeito, mudou a lei para repassar às centrais uma parte do bolo arrecadado. Paulinho faz parte da oligarquia sindical que se alimenta do imposto descontado compulsoriamente do trabalhador brasileiro.
Lula pôs o sindicalismo no bolso. E Paulinho é o Lula paraguaio.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crise de aloprados

Editorial da Folha

Alcançado o empate com o adversário tucano nas pesquisas eleitorais, a campanha de Dilma Rousseff parece experimentar uma crise interna. Que não nasce de divergências ideológicas, tampouco de discordâncias sobre a estratégia de marketing a seguir, mas da disputa por poder.
Suspeitas levantadas pela revista "Veja" acirraram o conflito, ao que tudo indica já existente, entre um grupo de petistas de São Paulo -integrantes da coordenação nacional da campanha- e Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e coordenador da candidatura governista.
Segundo a publicação semanal, um "grupo de inteligência" foi montado por homem próximo de Pimentel. Os "espiões" petistas sob o seu comando teriam investigado a facção rival. Suspeita-se que preparassem dossiês contra o postulante do PSDB à Presidência, José Serra.
Figuras de proa da candidatura Dilma, como o ex-ministro Antônio Palocci e o deputado Rui Falcão (SP), têm usado o episódio para tentar minar o poder de Pimentel na campanha.
A arapongagem de araque -tanto quanto o fogo amigo- não é nova no mundo petista. Em 2006, uma equipe de "aloprados", como vieram a ser caracterizados pelo presidente Lula, foi flagrada com malas de dinheiro sujo numa operação para atingir a campanha tucana ao governo de São Paulo.
O tosco pragmatismo de alguns setores do PT parece não conhecer limites, como provam os sucessivos escândalos gestados nos últimos anos. Aloprados e arrivistas sintetizam o que há de pior no petismo desde sua chegada ao poder na esfera federal. Atuam à sombra e buscam conspurcar o processo eleitoral com farsas e manipulações. Desrespeitam a democracia e o eleitor, que nada têm a ganhar com a praga dos dossiês.
Até aqui, a corrida presidencial não registrou golpes baixos ou grosserias. É de esperar que prossiga assim, em termos civilizados, e se paute pelo debate de propostas para o país. Para isso, eventuais movimentações de bastidores, como as mencionadas, devem ser cortadas pela raiz -tanto de um lado, quanto de outro.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os aloprados estão em ação

Por Ranier Bragon
na Folha online

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, rebateu as declarações de José Serra (PSDB), que afirmou hoje mais cedo que é de responsabilidade da petista o suposto dossiê contra ele.

"Isso é uma falsidade. Não vou ficar batendo boca, mas isso é uma falsidade", disse Dilma em Goiânia.

Reportagem publicada hoje pela Folha afirma que o comando da pré-campanha de Dilma vive uma guerra de versões desde o sábado por conta de suspeitas levantadas sobre as atividades de um "grupo de inteligência" que teria sido montado pelo jornalista e consultor Luiz Lanzetta.

Dono da empresa Lanza Comunicação, contratada pelo PT, o jornalista de Minas é responsável pela área de imprensa da campanha de Dilma e teria se desentendido com parte do PT-SP que tem assento na coordenação da pré-campanha petista.

Em reportagem divulgada no fim de semana, a revista "Veja" informou que Lanzetta manteve contatos com um delegado aposentado da Polícia Federal e outros investigadores para contratar seus serviços --o contrato não chegou a ser fechado.

Lanzetta suspeitava que informações negativas para a pré-campanha vazaram do comando petista, em Brasília, e queria saber a origem.

A iniciativa de Lanzetta, contudo, levantou a suspeita sobre produção de "dossiês" para serem usados contra o tucano José Serra.

Lanzetta atribuiu a origem das suspeitas a setores do PT que estariam interessados em espaço na pré-campanha --supostamente um grupo ligado ao deputado Rui Falcão (SP) e a Valdemir Garreta, ex-secretários de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo.

Falcão é o coordenador da comunicação da pré-campanha. Garreta tem empresa que, em São Paulo, presta pequenos serviços ao PT.

Lanzetta é amigo de Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores nacionais da campanha de Dilma.

Falcão e Garreta negaram desentendimentos com Pimentel ou Lanzetta e pretensão por mais espaço. A Folha apurou que Lanzetta disse a interlocutores que foi orientado a se afastar da campanha. Ele viajou para São Paulo, mas o contrato com o PT foi mantido.

Peleguinhos sempre em ação

Reportagem de Fernando Gallo na Folha de hoje:

Cinco centrais sindicais gastaram pelo menos R$ 800 mil num evento realizado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no qual reproduziram o slogan adotado pelo PT na campanha eleitoral deste ano -o de que "é preciso impedir o retrocesso".
O evento organizado por CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Nova Central e CGBT (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) reuniu 10 mil pessoas.
O objetivo era fazer uma agenda de propostas que o movimento sindical quer entregar aos candidatos à Presidência. Mas os líderes adotaram um tom eleitoral e o discurso repetido por petistas contra o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.
"Nossa maior responsabilidade é não permitir o retrocesso, a volta daqueles que implementaram as políticas neoliberais durante a década de 90", afirmou o presidente da CUT, Artur Henrique.
"Uma assembleia como esta, se fosse feita na década de 90, era para falar contra privatizações, demissões, propostas da gestão Fernando Henrique Cardoso", disse.
O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que na segunda criticou o pré-candidato do PSDB, José Serra, e defendeu Dilma Rousseff (PT), ontem fez apologia do governo Lula.
"Nós temos que dizer aos trabalhadores que o projeto do presidente Lula tem que continuar, porque esse é um projeto que deu certo."
Ligada ao PT, a CUT apoiará formalmente Dilma tão logo a candidatura seja anunciada. A Força optará pela neutralidade, embora Paulinho apoie a eleição de Dilma.
O presidente da Força disse que cerca de R$ 800 mil foram gastos com a estrutura do evento (aluguel do estádio, trânsito, palco). Os gastos serão repartidos entre as centrais, que esperavam 30 mil pessoas no estádio.
No mês passado, as cinco centrais receberam R$ 70,2 milhões da União por meio do imposto sindical.

O que eles querem

Não vi um reboliço na comunidade internacional quando israelenses são alvos dos foguetes lançados pelo Hamas. O que eles querem mesmo é que Israel fique quieto, não faça nada quando um terrorista lance um foguete contra seus habitantes. Eles querem varrer Israel do mapa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma pergunta? Várias perguntas

No meio deste fogo cruzado contra Israel eu lanço uma pergunta: Para onde iam o apoio humanitário que a flotila dos humanistas atingidos pelos soldados israelenses? Eles dizem que iam para a população da Faixa de Gaza. Será mesmo? Seria interessante que se investigasse o destino deste apoio. Ou será que a ajuda seria para os terroristas do Hamas? Mas, como a Operação Ahmadinejad esta em curso (veja o post abaixo deste) é melhor só investigar o exército israelense.

Operação Ahmadinejad

Pronto! A Operação Ahmadinejad já está em ação. É só ler os jornais de hoje e os sites de notícia para verem o quanto Israel está sendo atacado. Eles querem ver os terroristas do Hamas e seus "humanistas" fazer o que Mahmmud Ahmadinejad disse: "Vamos varrer Israel do mapa".

Paulinho ataca de novo

Veja o que disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical: Não podemos deixar esse José Serra ganhar as eleições. Ele vai tirar direitos dos trabalhadores, mexer no fundo de garantia, nas férias, na licença-maternidade. Além de dizer isso, Paulinho ironizou a multa do TSE. Como serão que andam os processos contra Paulinho na Justiça?

sábado, 29 de maio de 2010

Amigo é amigo

Tá lá no topo do site da Folha online: "Bolívia denfende Lula em polêmica sobre Irã e ataca EUA". Claro que Evo Morales vai defender Luis Inácio Lula da Silva. Defende porque os dois estão do mesmo lado, jogam no mesmo time. Eles são do Foro de São Paulo e amiguinhos dos traficantes das Farc.
Por falar em traficante, enquanto Lula e Evo fazem juras de amor e ironizam José Serra, quantas pessoas perderam suas vidas por causa da cocaína vinda da Bolívia?

"Corra, Diogo, corra!" por Diogo Mainardi

Caetano Veloso agora é colunista de O Globo. Desde sua estreia, num domingo, quatro semanas atrás, estou tentando arrumar outra maneira para me sustentar. Se até Caetano Veloso se tornou um colunista, tenho de mudar de trabalho urgentemente. Assim como os cachorros latem antes dos terremotos, eu interpreto os artigos de Caetano Veloso como sinais de alerta para um desastre iminente. Au! Au! O colunismo está ruindo. Au! Au! O colunismo está se esboroando. Au! Au! É melhor fugir para o meio da rua, antes que o teto desabe sobre mim. Corra, Diogo, corra! Imediatamente depois de Caetano Veloso estrear como colunista de O Globo, a Folha de
S.Paulo passou a contratar colunistas por metro.

No momento, o jornal tem cento-e-vinte-e-oito colunistas. Esse foi o número anunciado por seus próprios editores: cento-e-vinte-e-oito. Nizan Guanaes é um dos novos contratados pela Folha de S.Paulo. No passado, o colunismo era um reduto dos mineiros. Agora ele é dominado pelos baianos. Na semana passada, Lula reclamou da "elite que escreve colunas neste país", só porque alguns articulistas denunciaram o apoio que ele deu à bomba nuclear iraniana. Elite? Qual elite? No Brasil, qualquer um pode se tornar colunista. Temos mais colunistas do que metalúrgicos. Lula repudiou a mentalidade colonizada de nossos colunistas, mas o fato é que a mentalidade da maioria deles nunca saiu dos arredores do Pelourinho. Resultado: os cento-e-vinte-e-oito colunistas da Folha de S.Paulo ovacionaram Lula por seu apoio à bomba nuclear iraniana.

Se o Renascimento teve Ticiano, o nosso tempo tem os analistas técnicos das bolsas de valores. O que é que isso tem a ver com Caetano Veloso? Respondo imediatamente: a fim de me livrar do colunismo, decidi procurar outra fonte de renda, investindo no mercado financeiro. Os analistas técnicos desenham gráficos para tentar antecipar os movimentos das bolsas de valores. Ocasionalmente, esses gráficos assumem formas humanas. Um deles tem o nome de um produto anticaspa: Head and Shoulders. No Head and Shoulders, um índice financeiro sobe até determinado patamar, formando o ombro direito; depois sobe outro tanto, delineando uma cabeça; depois ele oscila até o patamar inferior, no que seria o ombro esquerdo. Na quarta-feira, analisando uma série de gráficos das bolsas de valores, vislumbrei aquilo que me pareceu ser o contorno do cotovelo direito de um retrato pintado por Ticiano, em 1525. Especificamente: o retrato de Federico II com seu cachorro. Au! Au! Apliquei na hora todas as minhas economias. Se o investimento der certo, nunca mais farei um artigo. Se der errado, terei de me transformar num colunista baiano.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Justiça Eleitoral do Rio torna Garotinho inelegível e cassa mandato de Rosinha

Na Folha online

O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro cassou o mandato da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), por abuso do poder econômico.

A decisão também torna ela e seu marido, o ex-governador e pré-candidato ao governo Anthony Garotinho (PR), inelegíveis por três anos. Como o prazo da inelegibilidade conta a partir da eleição, ela vale até 2011.

Para a Justiça, a prefeita foi beneficiada por "práticas panfletárias" da rádio e do jornal "O Diário" na eleição de 2008. Como Rosinha teve mais de 50% dos votos, o tribunal pediu novas eleições. O casal já recorreu e, com isso, a cassação da prefeita é suspensa.


"Os fatos foram inadmissíveis. O pleito eleitoral tem que ter uma lisura absoluta, trata-se de um direito da sociedade", afirmou o presidente do TRE, Nametala Jorge, que desempatou o julgamento que estava em 3 a 3.

Na decisão, os radialistas Linda Mara da Silva, Patrícia Cordeiro Alves e Everton Fabio Nunes Paes também se tornaram inelegíveis.

Outro lado

Em seu blog, Garotinho afirma que a decisão é mais uma covardia contra ele. Segundo ele, foi um julgamento político.

"É bom deixar claro, que a decisão não tem aplicação imediata, ou seja: somente após analisado e julgado o mérito pelo TSE, é que a prefeita teria que deixar o cargo. O mesmo caso se aplica mim", afirma.

Para ele, a decisão vai de encontro à jurisprudência do TSE. O ex-governador ainda reclama do fato de a sessão ter sido antecipada. "O julgamento de hoje, é mais um capítulo da longa história de perseguições que venho sofrendo ao longo da minha vida política."

E o Foro de São Paulo?

José Serra fez bem em criticar a cumplicidade do governo boliviano com o tráfico de drogas. Mas o presidenciável tucano deixou passar uma oportunidade importantíssima para denuciar o Foro de São Paulo. Aliás, o famigerado foro tem tudo a ver com a cumplicidade boliviana para com os traficantes. Evo Morales faz parte do Foro de São Paulo. Hugo Chávez também. Lula e Fidel Castro fundaram este foro no começo da década de 1990, logo após a queda do Muro de Berlim.
As Farc também fazem parte do Foro de São Paulo. Quer dizer: Evo, Chávez, Lula, Fidel e as Farc estão jogando no mesmo time. Se Evo não faz nada contra os traficantes é porque os traficantes fazem parte das Farc. E Evo e as Farc jogam no mesmo time.
Serra criticou a cumplicidade boliviana, mas não completou a crítica. Estaria completa se o Foro de São Paulo passasse e ser pauta na campanha tucana. Pelo visto não vai estar.

Lula debocha da Justiça

Matéria de hoje da Folha de São Paulo:

O presidente Lula criticou ontem o excesso de rigor da Justiça. Ele usou uma luneta que ganhou do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, durante um evento da pasta, para reclamar do excesso de vigilância.
"Ele [Rezende] deve ter pego uma luneta que foi dada e não funcionou porque, senão, estamos em ano político e vão dizer: o ministro deu uma luneta para o Lula."
"Pronto. Já está o Lula processado. Já está a oposição convocando a CPI da luneta." O presidente já recebeu quatro multas da Justiça Eleitoral.
Ele também disse que os "algozes" criticaram sem ler o plano de direitos humanos que sofreu resistência no próprio governo e "disseram amém" aos de 2002 e 1996.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lula continua fora da lei

As constantes multas aplicadas contra Lula não conseguiram freá-lo. Ele continua fora da lei. Lula responde perguntas de leitores todas as semanas. Uma leitora questionou sobre a continuidade do PAC. Veja a resposta de Lula: O que eu posso garantir é que quem participou da concepção e da execução das obras do PAC obviamente dará continuidade ao programa. Pela ótica lulista, se José Serra vencer as eleições de outubro ele não dará continuidade ao PAC já que ele não participou da sua elaboração. Como Dilma Rustoff participou da elaboração ela dará continuidade. A cada dia que passa Lula debocha da Lei Eleitoral. Não importa quantas multas Lula receba ele continuará sempre rasgando a legislação eleitoral.

De que lado eles estão

A imprensa brasileira vai mostrando de que lado está nesta campanha presidencial. Eles estão do lado de Dilma Rustoff. Desta vez Mino Carta não poderá falar que a mídia estava contra o PT. Desta vez a mídia está a favor da candidata de Lula.
É só ver as reações dos jornais quando sai uma pesquisa de intenções de voto para presidente. José Serra manteve o seu percentual, mas Dilma estava crescendo. Os jornais focavam o crescimento de Dilma. Agora que a candidata de Lula empatou com Serra aí que a farra jornalística está armada. Estão dizendo que há uma crise no ninho tucano, que estão pressionando Aécio Neves para aceitar ser vice na chapa tucana.
A cada pesquisa divulgada a imprensa não consegue se conter. Eles são Dilma. É bom que eles coloquem as manguinhas de fora. Assim nós sabemos de que lado eles estão.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Meu pai viu e disse que tava bom demais

Não assisti ao jogo do São Paulo contra o Internacional ontem pelo Campeonato Brasileiro. Muitos diziam que esta partida era uma prévia para a semifinal da Libertadores que acontecerá depois da Copa do Mundo da África do Sul. Não assisti ao jogo, mas meu pai assitiu. Ele gostou demais do "novo" São Paulo depois da chegada do Ferndão. Aliás, Fernandão marcou seu primeiro gol contra o seu ex-clube. Meu pai disse que o Inter estava todo na defensiva e o São Paulo custou a encontrar o caminho da vitória. Exigente do jeito que é, se meu pai gostou do jogo de ontem é porque o São Paulo encontrou o jeito certo de jogar e alcançar as vitórias.