sábado, 16 de maio de 2009

STF nega pedido de Moraes para reaver cargo de relator

Na Folha

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia negou ontem o pedido do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) para tentar reaver o cargo de relator do processo contra seu colega Edmar Moreira (sem partido-MG) no Conselho de Ética da Câmara.Moraes foi destituído do posto após dizer que estava "se lixando" para a opinião pública e de dar indicativos de que pretendia absolver Edmar. Em sessão na última quarta-feira, o presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), substituiu Moraes pelo deputado petista Nazareno Fonteles (PI).O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), disse que deve entrar na próxima semana com um recurso na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa contra a substituição.Segundo a ministra Cármen Lúcia, não cabe ao Supremo julgar o caso, que, diz ela, se resume a um ato interno da Câmara, "imune ao controle jurisdicional". "A espécie em pauta não se enquadra entre as hipóteses de atos parlamentares sujeitos ao controle jurisdicional", disse, em sua decisão.Para a ministra, o próprio deputado afirma em seu pedido que se refere a uma "afronta a normas regimentais", o que deve se restringir ao "espaço exclusivamente político e autonômico da Câmara dos Deputados".Cármen Lúcia também afirmou que o deputado não demonstrou ao Supremo nenhum "fundamento constitucional" que lhe garanta a permanência na relatoria.Edmar, conhecido por ser dono de um castelo, é investigado por uso irregular da verba indenizatória.

Oposição irresponsável?

Por Denise Menchen
na Folha

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu ontem que o sucesso dos tucanos na eleição presidencial de 2010 passará pelo reconhecimento das conquistas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pregou uma campanha "sem radicalismos"."O governo Lula trouxe avanços importantes. Grande parte deles em razão do governo anterior, da estabilidade da economia, dos avanços advindos do governo Fernando Henrique. Reconheço esses avanços, gostaria inclusive que o governo Lula também reconhecesse de forma mais clara os avanços que vieram do governo FHC."Para Aécio, apesar de suas virtudes, Lula não enfrentou "contenciosos". "Você não nega a realidade. Na verdade o presidente Lula tem muitas virtudes, mas ele não tem a característica de enfrentar contenciosos. A reforma política era o grande tema da reeleição do presidente Lula. Logo que ele foi reeleito e ela começou a contrariar alguns partidos da base, foi colocada de lado", afirmou Aécio, que, junto com o governador de São Paulo, José Serra, é um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência."É isso que diferencia o meu discurso do de alguns companheiros meus", disse ele.Para o tucano, cientistas políticos no futuro avaliarão "como um só período de continuidade da vida nacional" o espaço de tempo que vai do início do governo de Itamar Franco (1992-1995) ao fim do de Lula. Leia mais aqui.
Comentário
Lula disse ontem que o PSDB era irresponsável ao criar a CPI da Petrobras. Lula estava griladaço com os tucanos. Pra quê tanto grilo? Ao mesmo tempo que tucano quer atazanar a vida de Lula, outros tucanos decidem dar uma mãozinha, uma força. Aécio Neves é um destes tucanos que sempre aparece fazendo elogios ao lulismo.
Mas Aécio demonstra uma certa ingenuidade ao pedir que os petralhas reconheçam a herança bendita de Fernando Henrique Cardoso. Se os caras não reconheceram nestes quase sete anos de governo será que eles vão reconhecer no último ano de mandato?

Para evitar se desgastar, Sarney deu aval a tucanos

Por Christiane Samarco e Eugênia Lopes
no Estadão

O desfecho da sessão de ontem, no Senado, quando foi criada a CPI da Petrobrás, teve o aval explícito do presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP). Mas se Sarney é o "pai" do fato consumado, a "mãe" é briga política entre PSDB e DEM, destravada com a decisão dos democratas de apoiar o ex-presidente para o comando do Senado, em fevereiro. A rusga na oposição cresceu com o debate interno sobre a criação da CPI da Petrobrás: o DEM, liderado pelo senador Agripino Maia (RN), é majoritariamente contra a instalação imediata da comissão, enquanto a maioria dos tucanos tem pressa de abrir a investigação. "A maioria da minha bancada tem posição mais cautelosa de ouvir o presidente da Petrobrás primeiro", explica Agripino.Não foi por acaso que Sarney deu sinal verde a seu primeiro-vice, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), para que assumisse a presidência da sessão e fizesse a leitura do requerimento da CPI. Como presidente, Sarney seria o único que poderia tirar o vice da cadeira e impedir a leitura. Consultado por telefone, ele não só garantiu a Perillo que não iria ao Senado, como acrescentou que o tucano tinha legitimidade para proceder a leitura. Mais que isso: contou que avisara ao Planalto, na véspera, que não se desgastaria em um duelo com a oposição para evitar a CPI.Acossada pela avalanche de denúncias de irregularidades e desmandos no Senado, a cúpula do PMDB culpa o PT e setores do Planalto pelos prejuízos à imagem do Congresso e do partido. Os peemedebistas entendem que só quem ganha com a crise é o "presidente Lula", que passa incólume pelos escândalos, e o poder econômico que, segundo eles, desfruta de milhões em isenção de impostos, diante do silêncio de um Legislativo fragilizado pela crise.Além disso, restam as sequelas da sucessão no Senado, tanto entre os governistas, como na oposição. O PMDB acusa os petistas de fazerem uma "campanha difamatória", aliando-se ao PSDB na tentativa de eleger Tião Viana (PT-AC). Os peemedebistas não gostam da boa relação de petistas com tucanos.A cúpula do PMDB diz que, em se tratando de uma empresa do porte da Petrobrás, o governo deveria ter assumido o comando da ofensiva para evitar o inquérito, em vez de deixar tudo nas mãos de Mercadante, que preferiu se articular com a oposição. Nos bastidores, peemedebistas não escondiam a satisfação de assistir, ontem, à derrota do petista. Leia mais aqui.

Governo perde, e oposição cria CPI sobre a Petrobras

Na Folha

O governo não conseguiu evitar a criação da CPI da Petrobras. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalharam nos gabinetes até a meia-noite de ontem, falharam ao tentar convencer senadores a retirarem assinaturas de dois requerimentos. Lula acusou o PSDB de agir de modo "irresponsável" e "pouco patriota" ao insistir na CPI.Dois requerimentos criando comissões para investigar a Petrobras foram lidos ontem pela manhã no plenário do Senado. Um dos pedidos é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e outro, de Romeu Tuma (PTB-SP).Das 32 assinaturas recolhidas pelo tucano (são necessárias 27), 7 eram de governistas. O governo corria ontem contra o tempo para que, até a meia-noite, seis senadores retirassem os nomes de cada pedido.Dias pede investigação nas obras da refinaria Abreu e Lima (PE), na manobra contábil feita pela empresa para pagar menos impostos e nos patrocínios da estatal em prefeituras nas festas juninas. O requerimento de Tuma propunha apurar fraudes em licitações, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Águas Profundas.A ordem de Lula foi não deixar nenhuma CPI funcionar para evitar prejuízos nos investimentos da Petrobras, considerados essenciais para a recuperação da economia.Com a desistência dos senadores Augusto Botelho (PT-RR), Cesar Borges (PR-BA), Almeida Lima (PMDB-SE), Adelmir Santana (DEM-DF), Cristovam Buarque (PDT-DF), Expedito Junior (PR-RO), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Maria do Carmo (DEM-SE) , o governo conseguiu só barrar a investigação proposta por Tuma.Como Cristovam e Santana tinham colocado o nome nos dois pedidos, o requerimento dos tucanos ficou com 30 assinaturas, e os líderes terão que indicar senadores para a CPI.O primeiro sinal da disposição de Lula para enterrar a CPI veio no final da manhã de ontem, antes de embarcar para Arábia Saudita e China. Ele decidiu dar entrevista na base aérea, algo pouco comum, e atacou os tucanos. Leia mais aqui.

"O Goebbels egípcio" por Diogo Mainardi

"Eu queimaria pessoalmente qualquer livro israelense que se encontrasse nas bibliotecas do Egito."
A frase é de Farouk Hosny, o ministro da Cultura egípcio. Ele a pronunciou num congresso de seu partido, em 10 de maio de 2008. O diretor do Centro Simon Wiesenthal acusou-o de se inspirar em outro ministro da Cultura incendiário: Joseph Goebbels. Acusou-o também de ter disponibilizado a TV estatal do Egito a um notório negador do holocausto, Roger Garaudy, o antigo filósofo comunista que se converteu ao islamismo – o Cat Stevens de Auschwitz.
Farouk Hosny é candidato ao cargo de diretor-geral da Unesco. Isso mesmo, da Unesco: o organismo internacional que se ocupa prioritariamente de livros e bibliotecas. Quem o apoia? O Brasil. O Itamaraty. Lula. Celso Amorim. Apoiamos um antissemita. Apoiamos um queimador de livros. É o nosso "Fahrenheit 451" diplomático.
Mas o antissemitismo é só um dos aspectos escandalosos da candidatura de Farouk Hosny. Há outro. Uma das metas da Unesco, segundo seus estatutos, é promover os princípios democráticos. Há até um departamento de Democracia na Unesco, que zela pela liberdade de opinião e pela liberdade de imprensa. Farouk Hosny é ministro da Cultura do regime militar de Hosni Mubarak. O mesmo Mubarak que persegue seus opositores. O mesmo Mubarak que pretende transferir o poder para seu filho, Gamal. O mesmo Mubarak que tem a prerrogativa, entre muitas outras, de nomear os diretores dos principais jornais do país, todos pertencentes ao estado. E tem mais: Farouk Hosny é o ministro da Cultura do Egito desde 1987. Isso significa que nosso candidato para a Unesco, aquele que terá de tutelar os valores da democracia, da liberdade de opinião, da liberdade de imprensa, está enraizado no poder, em sua suserania ministerial, há exatamente 22 anos, protegido por um ditador.
Para apoiar Farouk Hosny, o Itamaraty abandonou a candidatura de um diplomata brasileiro, Márcio Barbosa. Especulou-se que isso poderia ser usado numa barganha com os países árabes para eleger Celso Amorim à chefia de outro organismo da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica. Celso Amorim negou esse propósito, declarando que o Brasil apoiaria a candidatura do sul-africano Abdul Minty para a AIEA. Faz sentido. Abdul Minty, assim como Celso Amorim e Lula, defende o programa nuclear iraniano, opondo-se a qualquer medida retaliatória contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad, o negador do holocausto, o Roger Garaudy radioativo, o Cat Stevens de Natanz. Ahmadinejad esnobou o convite de Lula para visitar o Brasil. Quem sabe Roger Garaudy aceite.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Foi um carnaval?

Ronaldo foi sabatinado hoje pela Folha de São Paulo. Disse que a preparação da seleção brasileira para a Copa de 2006 foi um "verdadeiro carnaval". Engraçado que na época o pessoal da CBF não dizia isso. Foi preciso Zidane dar um baile na seleção para mostrar que alguma coisa de errado estava acontecendo com aquela seleção muito mais do que os quilos de Ronaldo.
A preparação da seleção para a Copa da Alemanha foi um carnaval. E ninguém questinou nada com Ricaço Teixeira? Nem o Zagallo que tanto se orgulha e defende a camisa da seleção? O Brasil preparou o carnaval e quem desfilou foi Zidane. Aquele chapéu no Ronaldo foi estupendo.

O terceiro mandato ainda é um perigo

A frase de abertura do Blog do Noblat é do deputado Fernando Marroni (PT-RS): Não posso me conformar que as leis impeçam que tenha continuidade a liderança desse homem. São poucos os líderes no mundo. De vez em quando surge um gênio. Esse é um gênio brasileiro.
Não é de hoje que escrevo aqui que Lula pode dar o golpe ano que vem e disputar um terceiro mandato. Não é de hoje que petralhas falam: "Para que mudar se tudo está bom?". Não é de hoje que Lula nada fala e nada faz quando um dos seus aliados defendem esta proposta golpista. Vejam que as leis nestêpaiz estão sendo questionadas. A Constituição, como muitos esquerdopatas disseram, não vale nada e sim as "vozes das ruas". Pois é, pessoal! Se a gente não ficar atento esse gente asquerosa vai dar o golpe.

Fim de férias vendo Elvis

Bem, minhas férias do serviço acabam semana que vem. Ontem, Minha Amada e eu fomos à locadora de vídeos. Ela queria saber se lá havia algum datashow para usar num trabalho da faculdade. Ela está no último ano do curso de Direito. Enquanto ela via se algum datashow estava disponível, eu procurava algum DVD para locar. Achei um totalmente excelente. É a nova versão do filme "Elvis - That's the way it is". Era o ano de 1970 e Elvis voltava para os palcos. Já havia assistido uma versão mais antiga deste filme, mas esta nova versão é belíssima. Tem muitas cenas que não foram lançadas anteriormente e que mostram Elvis no auge. Estava magro, animado e animando a platéia. Cantou desde "That's all right mama" até "Suspicious Mind", ou seja, desde os seus primeiros sucessos até 1970. Ainda teríamos mais sete anos de Elvis Presley cantando, remexendo o corpo e conversando fiado com a platéia.
No filme, vemos a Máfia de Memphis ali presente. O sempre presente Joe Esposito e Red Willians (que em 1977 escreveria o tão polêmico "Elvis, what happened?" que mostrava um Elvis depressivo e dependente de remédios). Mas não vamos lembrar do Elvis de 1977. Ainda faltavam sete anos. Vamos continuar em 1970.
Foi o ano do fim dos Beatles. Elvis e Beatles são as bases do rock. É uma pena que o encontro destes ícones, em 1965, não tenha sido registrado. Imaginem Elvis e Beatles fazendo uma ou duas apresentações no Hotel Internacional em Las Vegas? Coronel Parcker, empresário de Elvis, ficaria satisfeito porque seu bolso ficaria mais cheio de dólar. Mas, tal encontro não foi possível. Elvis canta "Get Back", música que os Beatles lançaram em 1969 como single e depois no álbum "Let it be" que foi lançado justamente no ano de 1970.
Enquanto resta algumas areias no vidro, vou viajando pelo tempo, pelo ano de 1970 e quando Elvis Presley mostrava para o mundo que seus filmes bizarros não apagaram a chama do rock que incendiava suas veias.
DEUS SALVE O REI!

Joaquim Valério?

Quer dizer que o ministro-das-vozes-das-ruas Joaquim Barbosa aceitou pedido de Marcos Valério para desmembrar o inquérito sobre o valerioduto? Hummm... Será que Barbosa recebeu algum afago de Marcos Valério? Talvez poderíamos chama-lo de Joaquim Valério, não é mesmo? O presidente do STF Gilmar Mendes foi chamado de “Gilmar Dantas” porque estaria a serviço de Daniel Dantas. Então tá bom. Joaquim Barbosa está a serviço de Marcos Valério e, por isso, podemos chamá-lo de Joaquim Valério.

TRF processa 134 juízes por apoio a De Sanctis e abre crise na Justiça

Por Fausto Macedo
no Estadão

O corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3), desembargador André Nabarrete, abriu procedimento administrativo contra 134 magistrados que subscreveram o histórico manifesto pela independência da toga. O documento de apoio ao juiz Fausto Martin De Sanctis foi divulgado em julho de 2008, em meio à crise institucional sem precedentes que envolveu a categoria e o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), por causa da Operação Satiagraha.A ordem de Nabarrete instalou um clima de indignação entre os magistrados, que o acusam de abuso. Eles reagiram imediatamente e, por meio de sua entidade de classe, recorreram à Corregedoria-Geral da Justiça Federal. No início da noite de ontem, o ministro Hamilton Carvalhido, corregedor-geral, acolheu requerimento da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e ordenou a suspensão do expediente e dos efeitos das intimações, até que a presidência do TRF 3 aprecie o caso."O ato do corregedor vem gravado com aparente atipicidade da conduta imputada aos magistrados, restando evidente que os signatários da manifestação apontada não teriam emitido opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, pressuposto essencial para o início de qualquer apuração administrativo disciplinar", decidiu Carvalhido.A Justiça Federal em São Paulo entrou em turbulência às 18 horas de quarta-feira, quando um fato inédito quebrou a rotina dos gabinetes dos juízes: Nabarrete disparou e-mails a todos que declararam solidariedade a De Sanctis, notificando-os para que prestassem esclarecimentos. Logo, a onda de protestos tomou conta do fórum criminal federal e espalhou-se pelo fórum cível - nas duas repartições está concentrado o maior contingente de notificados, que representam quase 50% do quadro de juízes federais em São Paulo e Mato Grosso do Sul, Estados sob jurisdição do TRF 3.Perplexos, os magistrados estão em pé de guerra com seu corregedor. Ele deu cinco dias para que os juízes respondam. Nos autos do processo 2009.01.0040, que corre sob sigilo, o corregedor revela o motivo de sua ofensiva: "Crítica pública à decisão do presidente do STF, a pretexto de defesa da independência jurisdicional." Leia mais aqui.

Supremo desmembra inquérito do valerioduto

Na Folha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa decidiu desmembrar o inquérito do valerioduto -esquema do mensalão em Minas-, aceitando pedido apresentado por Marcos Valério e seus sócios, Eduardo Guedes e Cláudio Mourão. Agora, o Supremo analisará apenas a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).Os demais acusados serão processados na primeira instância. O procurador-geral, Antonio Fernando Souza, denunciou Azeredo e outras 14 pessoas por peculato e lavagem de dinheiro em suposto esquema que teria utilizado recursos públicos e privados, não declarados à Justiça Eleitoral, na campanha do hoje senador, quando ele tentou se reeleger governador de Minas Gerais, em 1998. Leia mais aqui.

Indicada política era mal avaliada na Infraero

Por Alan Grip
na Folha

Uma funcionária desinteressada, com baixa produtividade e faltosa -por isso, sem ambiente de trabalho. Esse é o resumo do histórico funcional de Mônica Infante de Azambuja, assessora especial da presidência da Infraero, nomeada por indicação política, com salário de R$ 9.795,72 mensais.Mônica é ex-mulher do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Sua demissão, anunciada mas ainda não consumada, está entre aquelas que despertaram a ira de caciques do partido, que se queixaram pessoalmente ao presidente Lula e declararam guerra ao ministro Nelson Jobim (Defesa), também do PMDB.A Folha teve acesso a dados da ficha de Mônica na Infraero e entrevistou colegas de trabalho dela na superintendência do aeroporto de Brasília, que pediram anonimato. Ontem, a reportagem deixou dois recados em sua secretária eletrônica, mas até o fechamento desta edição ela não ligou de volta.Mônica foi nomeada em outubro de 2003, durante a gestão do ex-deputado Carlos Wilson, morto em abril do ano passado. Em tese, ela tinha a função de auxiliar o superintendente da Infraero no Centro-Oeste (cargo já extinto) em atividades administrativas, comerciais e na "relação com a comunidade aeroportuária".Porém, segundo seu histórico, Mônica se dedicou a quatro atividades básicas: confecção de etiquetas de pastas, digitação de correspondências, elaboração de índice de pasta de correspondência e fiscalização do contrato de limpeza.Em avaliação recente, os resultados alcançados por ela foram considerados aquém do aceitável, e atribuídos por seus avaliadores a despreparo profissional e desinteresse. Leia mais aqui.

Sobre "opiniões divergentes"

Um petralha me escreve:

UMA DAS MINHAS CONCLUSÕES SOBRE MEU ESTUDO DOS FUNDAMENTALISTAS CATÓLICOS REACIONÁRIOS É QUE ELES TEM DIFICULDADE COM LIDAR COM OPINIÕES DIVERGENTES ! VC MOSTRA QUE MINHA TEORIA ESTÁ CERTA

É interessante ler petralha falando que seu oponente não aceita “opiniões divergentes”. Se escrevo aqui defendendo Israel ele vem correndo pra cá me criticar. Se defendo o Papa Bento XVI faz a mesma coisa. Eu apago 99,9% das besteiras que ele escreve. Respondo 0,1% e olha lá. Eles sempre se defendem dizendo que são mal compreendidos, que suas “opiniões divergentes” não são ouvidas. Bem, se ele quisesse realmente debater alguma coisa não chamaria seu oponente de “fundamentalista católico”. Prometo que esta será a última vez que escrevo sobre o infeliz petralha que perde seu tempo entrando em blogs que detesta. Tenho coisas mais importantes para fazer. Será que cumpro a promessa?

PS: Espero que ele banque seus estudos e não faça como certas pessoas que pegam dinheiro público e não devolvem. Quer estudar? Pague com seu dinheiro!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Estou me lixando

Para o petralhinha que entra aqui eu digo como Sérgio Moares: "Estou me lixando!"

Uma igualdade longe do consenso

Por Norma Moura
no Jornal do Brasil

Há 121 anos em busca do reconhecimento à igualdade com o restante dos brasileiros prevista em 13 de maio de 1888, quando a princesa Isabel assinou a Abolição da Escravatura no país, a população negra terá que aguardar mais uma semana pela votação do Estatuto da Igualdade Racial, adiada ontem para a próxima quarta-feira por falta de consenso, em meio a uma sessão tensa na qual houve até bate-boca. Entre outras medidas, o texto reconhece a capoeira como esporte nacional, proíbe a exigência de fotos em currículos, criminaliza o preconceito racial na internet e fixa cotas para negros em programas de televisão e comerciais, além de garantir à população remanescente de quilombos o direito à terra historicamente ocupada.
Os dois últimos pontos são considerados os mais polêmicos, e elevaram a temperatura ontem na Comissão Especial criada na Câmara para analisar o assunto, provocando um acirrado bate-boca entre os deputados Carlos Santana (PT-RJ) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Leia mais aqui.

Yeda busca apoio em Brasília e faz de ex-ministro seu advogado

Por Marcelo de Moraes
no Estadão

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), desembarcou ontem em Brasília em busca de um advogado e de apoio partidário, a fim de tentar desembaraçar o nó político em que se transformou a acusação de corrupção na sua administração e salvar sua candidatura à reeleição em 2010.Logo de manhã, cumpriu o primeiro objetivo, ao contratar o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo Alckmin, para defendê-la. Yeda e Alckmin reuniram-se por duas horas. Ela lhe entregou uma pasta com documentos que considera suficientes para comprovar a lisura de seu governo.Seu segundo objetivo incluiu a confirmação pública de sua disposição de se candidatar à reeleição e um forte ataque contra os adversários. O mais forte desde o início da crise, provocada pela acusação de supostamente ter recebido R$ 400 mil num esquema de caixa dois para a compra de uma casa.Yeda acusou-os de serem "golpistas" e de tentarem manobrar para que fosse retirada do poder, sem provas para isso. "Certamente esse movimento contra mim é político e é golpista. Não vem de agora. É um movimento que vem desde a minha eleição", afirmou."É que passou do limite. Já está provada a idoneidade da compra da casa da governadora. Provada pelo Ministério Público estadual, pelo Tribunal de Contas do Estado", alegou.Para Yeda, os ataques voltaram com mais intensidade após uma tentativa de equilibrar as contas do governo. "O ajuste de agora, com investimento, torna o Rio Grande do Sul outra vez um grande ator no cenário nacional. Então, é um movimento político nacional, que encontra uma repercussão específica lá no Rio Grande do Sul", disse. Apesar disso, até aliados políticos da governadora admitem que o problema provocou enorme desgaste político em sua imagem. E, consequentemente, nos seus planos de disputar um novo mandato.Por isso, já existem articulações nacionais para uma aliança entre tucanos e o PMDB. A seção gaúcha abriria mão de uma nova eleição de Yeda em favor do apoio à candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Leia mais aqui.

Conselho de Ética substitui relator do processo de Edmar

Por Maria Clara Cabral
na Folha

Depois de três horas de debate, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), destituiu ontem o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) do cargo de relator do processo contra Edmar Moreira (sem partido-MG).Na semana passada, Mendes disse estar "se lixando para a opinião pública" e deu sinais de que pretendia absolver o colega mineiro. Ele foi trocado por Nazareno Fonteles (PT-PI).Ao final da discussão no conselho, Araújo chegou a apelar para que o petebista deixasse o cargo, mas ele não só não aceitou, como disse que entrará com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o afastamento."A decisão [de Araújo] foi no mínimo estranha. Primeiro ele colocou [a decisão] para ser votada, depois não permitiu que os integrantes votassem mais e no final eu fui destituído de forma arbitrária. Eu fui arrancado da relatoria", disse Moraes.O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), também informou que vai apelar da decisão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.O presidente do conselho disse que a atitude foi tomada depois de ouvir os colegas e que a destituição só não foi a voto devido ao início da sessão no plenário da Câmara (o que impede qualquer outro tipo de votação na Casa).Na prática, no entanto, Araújo corria o risco de ver os requerimentos do DEM e do PSOL -que pediam o afastamento de Moraes- derrotados. Durante a sessão, inúmeros congressistas, principalmente do PTB, defenderam o colega e aproveitaram para atacar a imprensa. Leia mais aqui.

"Aí eu não aguento"

Assim termina um comentário petralha que já joguei fora. Ora, se não aguenta isso aqui por que visita este humilde blog todos os dias? É, pessoal, o Luis Nassif e o Paulo Henrique Amorim devem estar aborrecendo os petralhas.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pautando a visita do Papa

O que era para ser uma visita de paz já está virando polêmica. A visita do Papa Bento XVI à Terra Santa já causa polêmica. Muitos dizem que o papa deveria ter dito assim e outros dizem que deveria ter dito assado. Querem pautar até o discurso do sucessor de Pedro. Espero que esta viagem atinja seus objetivos e que os cristãos da região se sintam entusiasmados a continuar caminhando na estrada da fé.

CPI para investigar Yeda tem 10 assinaturas

Por Elder Ogliari
no Estadão

No primeiro dia de coleta de assinaturas, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul conseguiu ontem apenas 10 das 19 necessárias para abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB). O placar não é definitivo, mas dá fôlego ao Executivo, que pediu que sua base, formada por ampla maioria, rejeitasse a proposta liderada pelo PT. Enquanto isso, os dois deputados do PSB prometem se juntar aos nove do PT e um do PC do B que assinaram o requerimento. E a maioria dos seis integrantes da bancada do PDT está propensa a assinar, mas optou por fazer consultas ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, para saber como andam as investigações das operações Solidária e Rodin antes de tomar a posição, que deverá ser conjunta, até a semana que vem. Se o PDT aderir em bloco, faltará apenas mais uma adesão, que os autores da proposta acreditam poder garimpar entre os parlamentares do DEM e do PTB.O requerimento propõe a investigação de irregularidades como certames direcionados em obras viárias e de saneamento que a Operação Solidária da PF apura em segredo. Há possíveis conexões dessa investigação com o desvio de R$ 44 milhões do Detran descoberto pela Operação Rodin, além da denúncia feita pelo PSOL gaúcho de que Yeda teria usado sobra de campanha para pagar parte de um imóvel que adquiriu em 2006. A oposição, que já falava em CPI, ampliou sua mobilização no final de semana, quando uma matéria da revista Veja revelou que o suposto dinheiro de caixa dois da campanha tucana poderia ter sido usado para quitar parte da casa de Yeda, reforçando a denúncia do PSOL. Leia mais aqui.