quarta-feira, 13 de maio de 2009

PT e PTB defendem relator que declarou "se lixar"

Por Maria Clara Cabral
na Folha

Líderes do PT e do PTB na Câmara saíram ontem em defesa do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que declarou na semana passada estar "se lixando para a opinião pública".O Conselho de Ética da Casa se reuniria ontem para tratar da substituição de Moraes do cargo de relator do processo contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), mas o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), teve problemas com seu voo e a decisão foi adiada para hoje.O encontro será em sessão reservada, o que desagradou Moraes: "Fui nomeado em sessão aberta e gostaria de decidir esse assunto também em reunião aberta". A iniciativa de fazer o encontro fechado foi de Araújo, que deve colocar em votação o requerimento do DEM e do PSOL que pede a saída de Moraes, deixando a decisão para o próprio conselho.A substituição do relator causa preocupação a Edmar Moreira. Ontem, a Folha presenciou conversa dele com o colega Milton Monti (PR-SP). Monti tentava acalmar o investigado dizendo que o presidente do conselho não teria coragem de trocar o relator do caso.Moreira, dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões, é investigado por mau uso da verba indenizatória. Ele usou notas de suas empresas de segurança para justificar despesas. Suspeita-se que os serviços não foram prestados.As declarações de Moraes, que também deu a entender que não pediria a punição de Moreira, foram debatidas ontem na reunião de líderes com o presidente da Câmara, Michel Temer. Tanto Jovair Arantes, líder do PTB, quanto Cândido Vaccarezza, do PT, disseram que Moraes é livre para expressar sua opinião e deve continuar na relatoria. Leia mais aqui.

Há 14 anos, os mesmos problemas

Por Eugênia Lopes
no Estadão

Esta não é a primeira vez que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pede estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para fazer uma reestruturação administrativa da Casa. Em 1995, Sarney também encomendou estudo para modernizar a estrutura. Na época, a FGV também propôs uma profunda reengenharia da Casa, que não saiu do papel.Agora, o script é repetido: a promessa de uma reforma administrativa para enterrar a assombração política provocada pelo escândalo dos 181 diretores, pagamento de horas extras no recesso parlamentar e outros desmandos.Ontem, como hoje, os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) estavam na liderança política do Senado - Sarney era, tal como hoje, o presidente da Casa.E, 14 anos depois, a FGV constatou no estudo entregue ontem uma estrutura inchada no Senado. São 3.364 funcionários efetivos contra 3.350 terceirizados. "Isso representa a proporcionalidade de um empregado terceirizado para um servidor efetivo, que ingressa no quadro do Senado mediante concurso público", diz o estudo, que recomenda a terceirização de serviços auxiliares e não a contratação de pessoas terceirizadas.A fundação detectou ainda a existência de 2.320 cargos de assistentes parlamentares, ocupados por funcionários que trabalham em gabinetes de senadores. Assim como no passado, a fundação propõe alterações na administração da Casa. A maioria delas diz respeito a fusão de secretarias, subsecretarias e serviços. As mudanças são, no entanto, cosméticas.Em 2005, o estudo da FGV destacou até que o Congresso brasileiro, então com 10 mil servidores e gastos de US$ 1,5 bilhão, tinha "despesa relativamente superior" à do Congresso dos Estados Unidos. O diagnóstico na ocasião dizia que era preciso "extinguir secretarias, seções e serviços". Mas nada disso saiu do papel. Leia mais aqui.

Senado deve cortar diretorias sem reduzir salários, diz FGV

Por Adriano Ceolin
na Folha

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) entregou ontem um relatório preliminar sobre a reforma administrativa no Senado sugerindo a redução das atuais 110 diretorias para 7. O estudo, no entanto, não prevê perda salarial para os outros servidores que hoje ocupam os postos. Além disso, 5 dos 7 diretores terão um aumento de valor ainda não definido, diz a FGV. Outras sugestões têm impacto orçamentário mínimo.As propostas poderão entrar em prática só daqui a 60 dias, quando serão encerrados os prazos para consulta pública (via internet) e apresentação de sugestões dos servidores do Senado. Não há previsão de corte de pessoal nos gabinetes.O relatório, de 124 páginas, custou R$ 250 mil e foi elaborado sem licitação. Segundo a Casa, a FGV tem notório saber e reconhecida especialização.O estudo foi apresentado por dois consultores da FGV, Gilnei Mourão e Bianor Cavalcanti, que disseram que o foco não foi a redução de despesas. "Não houve indicativo técnico nem econômico para corte de salário. A redução não é significativa", disse Mourão. "É uma Casa que não pode se sujeitar a cortes pirotécnicos e comprometer o trabalho do seu corpo administrativo", disse Bianor.Entre outras medidas anunciadas está a extinção de 187 das 630 funções comissionadas. Neste caso, Bianor e Mourão afirmaram que as medidas resultarão num corte de R$ 650 mil mensais. O orçamento do Senado é de R$ 2,7 bilhões para este ano. Portanto, a medida anunciada resultará numa economia de 0,29% por ano. Leia mais aqui.

Serra descumpre 40% das metas de 2008

Por Rogério Pagnan, Ricardo Sangiovanni e Márcio Pinho
na Folha

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não conseguiu cumprir 40% das metas estabelecidas por ele mesmo para 2008, primeiro ano do planejamento de médio prazo do Estado, o chamado PPA (Plano Plurianual), que vai até 2011.Nesse documento, o governo torna públicas suas diretrizes e diz como executará o Orçamento. Em nenhuma área Serra conseguiu cumprir na íntegra os objetivos estipulados.Segundo o governo, considerando-se cada ação individualmente, 72,5% tiveram cumprimento superior a 80%.A Secretaria da Administração Penitenciária, por exemplo, atingiu só 28,5% das metas.No ano passado, havia 96.540 vagas para 145.096 presos. Das 12.566 vagas com previsão de abertura no ano passado, apenas 2.032 saíram do papel.Dentre as explicações gerais dadas pelo governo, estão mudanças de políticas, dificuldade de liberação de áreas para construções, morosidade em licitações e até a crise econômica.A ampliação da malha metroviária também ficou abaixo do esperado. As duas obras em curso que integram o Plano de Expansão do Metrô não andaram conforme o previsto.Na primeira fase da linha 4-Amarela (seis estações, da Luz à Vila Sônia), a previsão era fazer 47% das obras, mas menos da metade disso foi concluída. Leia mais aqui.

O bebum e o gordo

E ae, Lula? O Ronaldo está ou não está gordo?
E ae, Ronaldo? O Lula bebe ou não bebe pra caramba?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ele sabia sim

Protógenes Queiroz deve ser expulso da Polícia Federal. Querem ver que a culpa cairá em Daniel Dantas? Vai ver foi o “banqueiro bandido” que filmou os depoimentos do delegado maluquinho sem este saber.
A cada dia que passa vemos que a operação que poderia colocar Daniel Dantas na cadeia se transformou num trampolim para o delegado maluquinho se candidatar a alguma coisa no ano que vem. Ele não sabia do que se tratava as gravações? Ah, sabia sim!

Toma que o filho é teu

Não é só o PT que deseja aliança com o PMDB nas eleições do ano que vem. O PSDB também quer. Todo mundo quer o PMDB. Mesmo sabendo das falcatruas e corrupções do partido, ninguém cogita a hipótese ficar sem ele nas eleições do ano que vem. Tudo bem! Podem se aliar com os larápios peemedebistas. Depois, quando começarem a governar e o PMDB exigir cargos, toma que o filho é teu. Depois que começarem a aparecer denuncias envolvendo PMDB e seus puxa-saco, toma que o filho é teu. Se aliem com o PMDB e agüentem as conseqüências.

Os quebradores de Goiás

No Diário da Manhã

O PMDB fez festa para recepcionar o governador Alcides Rodrigues (PP), ontem à noite, na inauguração do Terminal do Cruzeiro, no 87° aniversário de Aparecida de Goiânia. O partido movimentou suas principais lideranças em Goiás para o evento, como os prefeitos Iris Rezende (Goiânia) e Maguito Vilela (Aparecida), os deputados federais Leandro Vilela e Iris de Araújo, além de deputados estaduais e vereadores da Capital. Dos peemedebistas, Alcides recebeu até foguetório na hora do breve discurso.Mas Alcides, cuja aparição em eventos do PMDB se tornou corriqueira nas últimas semanas, “esfriou” a discussão sobre possível parceria política com o PMDB para 2010, devido à boa relação que ele tem tido com a maior referência do partido, Iris Rezende. Ao ser questionado se as parcerias administrativas com Iris, a exemplo do Vapt-Vupt, que começará a funcionar nos Mutirões da Prefeitura nos Bairros a partir deste final de semana, pode ter conotação política, o pepista esquivou-se: “O dever de um homem público é prestar um serviço à altura do cidadão. O projeto é importante, pois leva cidadania às pessoas. Não vejo o porquê de não levar o Vapt-Vupt não só para a Capital, mas para outras cidades do interior.”Em poucas palavras, o governador se desviou da pergunta central para evitar maiores discussões sobre o debate político nas eleições de 2010. Também disse que a hora de “administrar é a hora de administrar” e que a hora de “fazer política” será no tempo certo. “Não quero falar sobre isso neste momento. É uma hora alegre e bonita da inauguração de um terminal. Isso representa que as ações dos gestores têm tido resultado com a população”, afirmou. Em discurso improvisado, Alcides evitou também tecer comentários a respeito das atuações de Iris ou do prefeito Maguito Vilela. Leia mais aqui.

Polícia Federal investiga dirigentes do Senado

Por Vasconcelos Quadros
no Jornal do Brasil

Polícia Federal vai abrir inquérito para apurar as denúncias de desvio de recursos públicos em contratos terceirizados envolvendo os ex-diretores do Senado Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi e, ainda a mulher deste, Denise Zoghbi, ex-diretora do Instituto Legislativo Brasileiro, órgão que também é ligado ao Congresso, informou o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa. A investigação ficará a cargo da Superintendência da PF em Brasília, que aguarda apenas a chegada do requerimento do procurador da República Gustavo Peçanha Veloso para designar um delegado para atuar no caso. O ponto de partida são as suspeitas de que Maia ocultou bens ao colocar no nome do irmão, o deputado João Maia (PR-RN), uma mansão de R$ 5 milhões comprada na margem do Lago Paranoá, na Asa Sul, em Brasília, e a denúncia de que os Zoghbi teriam registrado em nome de uma babá empresas da família que intermediaram empréstimos consignados entre instituições bancárias e funcionário do Senado.
Embora o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), preferisse que as investigações ficassem por conta da Polícia Legislativa do Senado, a Polícia Federal abriria investigação porque as supostas irregularidades estão ligadas também às detectadas em 2006, durante a Operação Mão-de-obra. Na ocasião a PF descobriu um suposto esquema de licitações viciadas em vários órgãos da Esplanada dos Ministérios operado por empresas que executavam serviços terceirizados pelo Executivo e Legislativo. No caso do Senado, as denúncias envolveram duas empresas, a Conservo e a Ipanema que, juntas, seriam responsáveis por desvios da ordem de R$ 35 milhões por ano.
– Agora as denúncias sobem um degrau acima – disse ontem uma fonte da Polícia Federal ao se referir às suspeitas envolvendo os nomes dos ex-diretores do Senado. Há três anos a PF chegou apenas às empresas responsáveis pelas licitações fraudadas pelas empresas à base de pagamento de propina a servidores públicos de cada setor. Depois das denúncias publicadas há duas semanas pela revista Época, apareceram os nomes de Agaciel Maia, João Carlos e Denise Zoghbi.
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PSDB quer acordos no varejo com PMDB

Por Julia Duailibi
no Estadão

Em resposta às investidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao PMDB com vista à eleição presidencial de 2010, o PSDB resolveu apostar nos palanques regionais com peemedebistas como forma de blindar a força de uma eventual união nacional entre PT e PMDB.Enquanto os petistas têm buscado o apoio do PMDB nacionalmente, os tucanos passam a adotar a estratégia do varejo. "Nós trabalhamos nos Estados. Não nacionalmente", afirmou ontem o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que participou de um seminário sobre políticas sociais organizado pelo partido em João Pessoa, na Paraíba.O governador de Minas, Aécio Neves, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência, fez coro com Guerra e também se disse a favor do fortalecimento das alianças regionais. "As alianças têm de ser encaminhadas regionalmente. A Executiva pode encaminhá-las visando a questão nacional." Na semana passada, o presidente Lula defendeu publicamente a necessidade do apoio do PMDB à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lula tem se empenhado pessoalmente, junto a lideranças daquele partido, para que a coligação saia da retórica política e dê força à candidatura petista. Para Guerra, as conversas nos Estados já estão bastante adiantadas. "Nós temos vários pontos de ligação do PMDB que já vêm de antes e estão amadurecendo agora. Há um esforço geral do presidente Lula para evitar isso, mas as circunstâncias locais são muito importantes e elas serão seguramente referências nessa questão do caminho com o PMDB", afirmou o presidente do partido. Leia mais aqui.

Tucanos cogitam rifar Yeda e apoiar PMDB

Por Fabio Guibu
na Folha

O PSDB já prepara um "plano B" eleitoral para o caso de o governo de Yeda Crusius (PSDB-RS) naufragar em meio às denúncias do seu envolvimento e de assessores importantes com a suposta utilização de caixa dois na campanha.A Folha apurou que, se as denúncias inviabilizarem eleitoralmente uma eventual tentativa de reeleição de Crusius, os tucanos poderão apoiar o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).Fogaça faz parte do grupo dos chamados "autênticos" do PMDB. Ele chegou a integrar o PPS, mas retornou à legenda em 2007 para disputar a eleição municipal. Sua ficha foi abonada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), outro peemedebista "histórico".O eventual apoio ao prefeito teria o apoio do grupo ligado ao governador de São Paulo, José Serra, e atenderia ainda a outro objetivo do PSDB, que é o de formar alianças regionais com o PMDB para fortalecer seu candidato à Presidência nos Estados e diminuir o palanque governista, mesmo na hipótese de uma aliança formal nacional entre PT e PMDB.Reunidos ontem em João Pessoa para discutir as políticas sociais do atual governo, lideranças do PSDB e do DEM mantiveram o discurso de apoio a Yeda."O PSDB vai exigir, vai acompanhar o processo e as investigações. Vamos tomar uma posição a partir disso. Não vamos prejulgar nada", disse o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). "Acho que ela está fazendo um governo muito corajoso."Guerra disse que soube da existência das novas denúncias contra Crusius na sexta-feira, por meio de um telefonema da própria governadora. Leia mais aqui.

Doação oculta é a preferida dos maiores financiadores

Por Fernanda Odilla e Alan Gripp
na Folha

Principais financiadores das eleições municipais de 2008, empreiteiras, bancos e empresas de coleta de lixo utilizaram em larga escala o artifício das doações ocultas no ano passado. Deram aos partidos, camuflando os verdadeiros destinatários dos recursos, R$ 85,9 milhões, 55% a mais do que o repassado diretamente a candidatos e comitês de campanha.Ao contribuir com as legendas, as empresas evitam vincular o seu nome a candidatos. O dinheiro entra no caixa do partido, que, por sua vez, repassa os recursos às campanhas. A sigla é que aparece como doadora. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estuda barrar a estratégia, permitida pela lei.Representantes dos três setores lideram as doações feitas aos partidos em 2008. Essas mesmas empresas foram mais comedidas nas contribuições diretas a candidatos e a comitês financeiros -R$ 55,5 milhões. Nesse caso, os repasses são publicados na internet 30 dias após as eleições. Na doação ao partido, a prestação de contas só é feita no ano seguinte.Maiores financiadores de 2008, as empreiteiras distribuíram R$ 60,1 milhões aos partidos e R$ 46,2 milhões a políticos e comitês. No caso de bancos e empresas de lixo, a proporção de doações ocultas cresce -os repasses foram, em média, três vezes maior. Quase todas as grandes empresas desses setores, líderes tradicionais em doações, optaram pelos dois meios de financiamento. Leia mais aqui.

Protógenes deve ser expulso da Polícia Federal

Por Rui Nogueira
no Estadão

O delegado Protógenes Queiroz deve mesmo ser expulso dos quadros da Polícia Federal. A comissão do processo disciplinar contra o delegado, aberto no dia 3 de abril, já tem convicção formada sobre a participação de Protógenes em campanhas eleitorais - o problema está na gravação feita para o candidato do PT à Prefeitura de Poços de Caldas, Paulo Tadeu Silva D?Arcádia.Protógenes vinha alegando que, tanto na campanha de D?Arcádia como na gravação usada pela deputada Luciana Genro (PSOL-RS) na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, suas participações foram "acidentais", que eram entrevistas colhidas espontaneamente e sem que soubesse a utilidade futura. O Estado apurou que, para a comissão disciplinar da PF, o vídeo de Poços de Caldas não deixa dúvida de que o delegado posou para dar um depoimento, sabia o que estava gravando e seu uso eleitoral.O depoimento de 29 segundos foi ao ar no dia 29 de setembro de 2008. A frase gravada e exibida pelo candidato D?Arcádia é considerada propaganda eleitoral - com a agravante de Protógenes se identificar como funcionário público e falar na condição de delegado da PF, o que é terminantemente proibido pelo estatuto do órgão. O vídeo, com a identificação do delegado ao lado da estrela do PT e o número 13, começa assim: "Sou o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, (vim) para trazer o meu apoio e a minha solidariedade à candidatura do prefeito Paulo Tadeu." Em seguida, ele endossa explicitamente a ideia do candidato de levar para Poços de Caldas uma delegacia da PF.Por causa dessa participação, a Polícia Federal abriu a sindicância no dia 3 de abril e afastou o delegado do trabalho uma semana depois. A comissão tem 60 dias para terminar a investigação (na primeira semana de junho), mas pode pedir prorrogação por outros dois meses (fim de julho). Enquanto durar a sindicância, Protógenes ficará afastado da polícia. Leia mais aqui.

Em Israel, Bento XVI pede ''solução justa'' e ''terra'' para palestinos

Por Daniela Kresch
no Estadão

No primeiro de cinco dias de sua histórica visita a Israel e territórios palestinos, e apesar de medir cuidadosamente as palavras para não ferir suscetibilidades, o papa Bento XVI não deixou a política de lado. Assim que chegou a Tel-Aviv, o pontífice defendeu a continuação das negociações de paz entre israelenses e palestinos e o direito aos dois povos de ter sua terra - ou, em outras palavras, a criação de um Estado palestino convivendo pacificamente com Israel, ainda que não tivesse mencionado a palavra "Estado". "Apelo a todos para que explorem todas as possibilidade na busca de uma solução justa, apesar das consideráveis dificuldades, para que ambos os povos possam viver em paz em sua própria terra com segurança e fronteiras internacionalmente reconhecidas", disse Bento XVI em breve discurso diante da cúpula do governo israelense. "A esperança de inúmeros homens, mulheres e crianças de um futuro seguro e estável depende do resultado de negociações de paz entre israelenses e palestinos."Entre os ouvintes estava o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que já se declarou contrário à criação imediata de um Estado palestino. Netanyahu apenas ouviu. Em negociações com o Vaticano, ficara decidido que apenas o presidente Shimon Peres falaria na chegada do papa. Peres, por sua vez, decidiu evitar abertamente falar de política. "Vejo sua visita à Terra Santa como uma importante missão espiritual", afirmou o presidente. "Uma missão com o objetivo de plantar sementes de tolerância e extirpar as ervas daninhas do fanatismo."A transformação da peregrinação do papa numa viagem política era o temor de Israel. Os organizadores têm tentado evitar que sua passagem pela região se transforme numa bandeira palestina contra a ocupação da Cisjordânia e o bloqueio econômico à Faixa de Gaza. Mas a política permeia a viagem. Leia mais aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Papa pede respeito às raízes cristãs

Por Leda Balbino
no Estadão

No último dia de sua viagem à Jordânia, o papa Bento XVI dirigiu-se ontem à minoritária comunidade cristã do Oriente Médio para encorajá-la a perseverar e preservar suas tradições e fé na região onde nasceu o cristianismo, há mais de 2 mil anos. "As famílias cristãs daqui são um legado de gerações passadas. Que elas sejam fiéis a essa herança impressionante", declarou o pontífice perante cerca de 20 mil pessoas durante uma missa no Estádio Internacional de Amã. Ao pedir fidelidade às raízes cristãs, o papa convidou os cristãos a dialogar e trabalhar com pessoas de outros credos e a "construir novas pontes para possibilitar um encontro frutífero de diferentes religiões e culturas". "Que vocês mantenham diariamente os esforços de prestar testemunho à fé cristã e de manter a presença da Igreja no tecido social em transformação da região", declarou.O pronunciamento do papa expôs a preocupação do Vaticano com o acelerado êxodo de cristãos do Oriente Médio, motivado pelos conflitos regionais e por dificuldades econômicas. Nos últimos 20 anos, 2 milhões de cristãos deixaram a região.Feliz em poder acompanhar pessoalmente a missa do papa, a monja argentina Mariam Fatme concordou com as palavras do pontífice. "Sua visita à Jordânia é um consolo para os poucos cristãos de uma região tão afetada por conflitos", afirmou, empunhando uma bandeira de seu país natal.No Egito desde fevereiro para estudar árabe, Mariam deve se mudar para a Jordânia em 2010, para viver em um monastério em Betânia, na margem esquerda do Rio Jordão, onde os cristãos acreditam que Cristo foi batizado. O monastério fará parte de um santuário em formato de cruz que será construído na área e em cujo centro se localizará uma igreja católica. Após a missa, Bento XVI visitou Betânia e abençoou a pedra inaugural da igreja. Leia mais aqui.

Força do tráfico faz Sendero renascer

Por Ruth Costas
no Estadão

O ressurgimento do grupo que espalhou o terror pelo Peru nos anos 80 e 90 ameaça desatar um novo conflito em algumas regiões do país. Fortalecidos pela associação com o narcotráfico, remanescentes da guerrilha Sendero Luminoso voltaram a agir principalmente no Vale dos Rios Apurimac e Ene - conhecido como VRAE . Seu objetivo não é mais substituir as "instituições burguesas" por um regime comunista camponês, como no passado. Nos últimos meses, porém, seus líderes estão tentando revalorizar o componente ideológico do grupo para dar ares de "guerra popular" ao que hoje não passa de uma luta pelas rotas da droga. O nome da operação que o governo peruano pôs em prática para combater o novo Sendero no VRAE é "Excelência 777". Trata-se da maior operação militar da última década no Peru. Ela começou em agosto, mas nos últimos meses ficou clara a necessidade de mais investimentos. Desde janeiro, 32 militares já morreram em 11 emboscadas na região. Na sexta-feira, no mais recente ataque, dois militares foram mortos por senderistas nas selvas do Peru. O chefe do Exército, Otto Guibovich, admitiu que o número de integrantes do Sendero pode chegar a 600 - o dobro do que as autoridades reconheciam até então. "O Sendero Luminoso conseguiu mudar sua relação com a população e está avançando tanto que lembra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)", disse Guibovich em abril. "Não descarto que haja uma relação com esse grupo, as técnicas empregadas são muito parecidas."De inspiração maoista, na esteira da proliferações de guerrilhas na região durante a Guerra Fria, o Sendero ganhou fama como a mais feroz e sanguinária organização revolucionária da América Latina (mais informações nesta página). Chegou a ter 10 mil integrantes e foi responsável por mais de 35 mil mortes entre 1980 e 1999 - uma média de 5 assassinatos por dia. Leia mais aqui.

Oposição retoma coleta de assinaturas para abrir CPI sobre o governo Yeda

Por Carlos Rollsing
no Estadão

Os deputados estaduais opositores da governadora Yeda Crusius (PSDB) iniciaram ontem novas articulações para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O objetivo é investigar supostas práticas de caixa dois e desvio de recursos na campanha tucana ao Palácio Piratini, em 2006, que foram relatadas em reportagem publicada na revista Veja desta semana.Em plena tarde de domingo de Dia das Mães, os dez integrantes da bancada petista se reuniram numa sala reservada do Legislativo para estudar meios de coletar as 19 assinaturas necessárias. O deputado Raul Pont (PT) já fala até em processo de impeachment. "O diretor de uma das empresas fumageiras admitiu ter doado R$ 200 mil para a campanha de Yeda e apresentou até recibo. Como isso não está registrado no Tribunal Regional Eleitoral, configura crime eleitoral. O governador do Maranhão perdeu o mandato por muito menos", disse Pont, ao comparar o caso de Yeda Crusius com o do recém-cassado Jackson Lago (PDT).O PT já tentava emplacar a CPI antes mesmo do alvoroço causado pela reportagem, que detalhou o conteúdo de supostas gravações feitas pelo lobista Lair Ferst, réu por fraude no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), durante conversas com Marcelo Cavalcante, ex-representante do governo Yeda em Brasília, encontrado morto em 17 de fevereiro no Lago Paranoá, na capital federal. Os dois arrecadaram recursos para a campanha tucana ao Piratini. As gravações, que teriam sido entregues por Ferst ao Ministério Público Federal, trariam afirmações comprometedoras de Cavalcante. Numa delas, ele teria dito, segundo a revista, que repassou a Carlos Crusius, ex-marido da governadora, a quantia de R$ 400 mil. O dinheiro, angariado junto a duas indústrias de fumo, teria sido utilizado para quitar a casa comprada pelo casal em bairro nobre de Porto Alegre.Até semana passada, apenas 14 assinaturas das 19 necessárias para a CPI haviam sido contabilizadas. Agora, a estratégia é buscar adeptos em outras três siglas. "O PC do B e o PSB já tinham assumido compromisso conosco. Esperamos contar também com o PDT", afirmou Pont. A oposição também não descarta a possibilidade de conseguir apoio do DEM, partido de Paulo Feijó, vice-governador do Estado e desafeto de Yeda Crusius. A bancada é composta por três deputados e, conforme a expectativa da oposição, pelo menos um deles poderá se engajar ao movimento.O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-RS), Cláudio Lamachia, vai solicitar a revelação do conteúdo das gravações que estariam em poder do Ministério Público Federal.

Moraes afirma que irá ao STF para ficar na relatoria

Por Hudson Correa
na Folha

O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) afirmou ontem que entrará com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para permanecer relator do processo de cassação de seu colega Edmar Moreira (sem partido-MG) no Conselho de Ética da Câmara, caso seja afastado da relatoria.Na semana passada, Moraes fez declarações dando a entender que não pretendia levar o caso de Edmar Moreira adiante e que estava se "lixando para a opinião pública"."Dos outros 512 deputados, quem está sendo investigado? Todos nós sabemos que ele [Edmar Moreira] foi boi de piranha. O grande pecado foi a história das passagens", disse Moraes, referindo-se ao escândalo das passagens das cotas aéreas dos deputados cedidas a parentes que fizeram turismo no exterior.Devido às repercussões negativas da declaração, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), afirmou na última sexta-feira que não havia alternativa a não ser destituir Moraes da relatoria."Eles me substituem. Eu entro no tribunal e vou buscar meus direitos. Lá não é casa de moleque", afirmou o deputado. Ele nega ter afirmado que absolverá Edmar Moreira.Segundo Moraes, o regimento da Câmara não permite a substituição de um relator "só porque [outros deputados] não estão gostando". A reportagem não conseguiu falar ontem com o presidente do conselho.Dono de um castelo de R$ 25 milhões em Minas Gerais, Edmar declarou gastos de R$ 246 mil entre 2007 e 2008 da verba indenizatória com suas próprias empresas de segurança. Por isso a cúpula da Câmara determinou em abril a abertura de processo no conselho. Leia mais aqui.

Renovação no Senado ameaça aliança PT-PMDB em 2010

Por Fernando Barros de Mello e José Alberto Bombig
na Folha

A disputa eleitoral por vagas no Senado é o mais novo entrave para a concretização da aliança PMDB-PT nas eleições do ano que vem em âmbito nacional. Nada menos que 83% das cadeiras dos peemedebistas estarão em jogo (15 de 18), o maior índice na Casa, seguido por 75% dos petistas (9 de 12).A consequência imediata desse cenário se traduz no acirramento das rivalidades regionais, em detrimento da união tão sonhada pelo Planalto em torno da candidatura da ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência tendo o PMDB no posto de vice.Conforme a legislação, estarão em jogo duas cadeiras para o Senado por Estado. Em 2006, cada ente federativo elegeu um representante. Os mandatos na Casa são de oito anos."Os dois partidos têm muitas vagas em disputa. Alguém vai topar abrir mão delas?", questiona o cientista político José Luciano de Mattos Dias, do Iuperj, que fez um levantamento recente sobre os cenários para o Senado em 2010.Uma das forças do PMDB está justamente na maior bancada de senadores. Não por acaso, cinco das quinze cadeiras em disputa são ocupadas atualmente por suplentes da sigla, já que os titulares viraram ministros ou se elegeram governadores em 2006."O PMDB tem uma encruzilhada na frente. Ao fazer opção de ocupar os cargos no governo com senadores, ele não aumentou sua base nos Estados, pois os suplentes é que ficaram com as cadeiras. Não está tão fácil para o PMDB entrar nas negociações de palanques e ele precisa ver agora a melhor estratégia para manter essa bancada", diz o cientista político.Mesmo com o fim da verticalização (repetição obrigatória das coligações em todo o país), o PT espera ter o apoio peemedebista na maior parte dos palanques estaduais. Não será fácil, conforme os principais líderes dos dois partidos. Leia mais aqui.

domingo, 10 de maio de 2009

Sofrimento

O São Paulo perdeu para o Fluminense hoje. Perdeu por 1 a 0. Ano passado também perdemos por 1 a 0 para o Grêmio na primeira rodada do Brasileirão. E acabamos hexacampeões. Será que este ano será a mesma coisa? Vai ser sofrido, mas no final levantaremos o caneco outra vez.