O Popular de hoje mostra que nenhum deputado estadual que conversou com a reportagem não soube explicar a origem dos R$ 9,4 milhões gastos em verbas indenizatórias. Ninguém sabe de nada. Será que eles topam uma CPI? Já sei: eles não sabem de nada.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Crise? Que crise?
No Diário da Manhã:
As críticas de Juquinha das Neves, presidente da Valec, aos pré-candidatos ao governo de Goiás em 2010, o senador Marconi Perillo (PSDB) e o prefeito Iris Rezende (PMDB), atiçaram correligionários tucanos e peemedebistas e anteciparam o debate político, que vai acontecer nas eleições do ano que vem. Em entrevista ao DM na edição de ontem, o ex-deputado Juquinha voltou a defender a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à sucessão de Alcides Rodrigues (PP), como opção de terceira via, e acusou Iris e Marconi de serem candidatos “sem bandeiras”. “Iris tem bandeira, sim. Questionar a força histórica dele é ilógico”, defendeu o deputado Thiago Peixoto (PMDB). “Marconi tem bandeira moderna e atual, o que o povo quer”, falou o deputado Jardel Sebba (PSDB). Leia mais aqui.
A única coisa que ainda não foi afetada pela crise financeira é a candidatura de Henrique Meireles ao governo de Goiás. Se a crise abalou até a popularidade de Lula por que será que tal candidatura ainda alimenta sonhos de alguns por aqui? Henrique Meireles já era!
As críticas de Juquinha das Neves, presidente da Valec, aos pré-candidatos ao governo de Goiás em 2010, o senador Marconi Perillo (PSDB) e o prefeito Iris Rezende (PMDB), atiçaram correligionários tucanos e peemedebistas e anteciparam o debate político, que vai acontecer nas eleições do ano que vem. Em entrevista ao DM na edição de ontem, o ex-deputado Juquinha voltou a defender a candidatura do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à sucessão de Alcides Rodrigues (PP), como opção de terceira via, e acusou Iris e Marconi de serem candidatos “sem bandeiras”. “Iris tem bandeira, sim. Questionar a força histórica dele é ilógico”, defendeu o deputado Thiago Peixoto (PMDB). “Marconi tem bandeira moderna e atual, o que o povo quer”, falou o deputado Jardel Sebba (PSDB). Leia mais aqui.
A única coisa que ainda não foi afetada pela crise financeira é a candidatura de Henrique Meireles ao governo de Goiás. Se a crise abalou até a popularidade de Lula por que será que tal candidatura ainda alimenta sonhos de alguns por aqui? Henrique Meireles já era!
Defender o Estado de Direito
Abaixo publico na íntegra reportagem de hoje da Folha de São Paulo sobre a sabatina que o presidente do STF Gilmar Mendes participou ontem na sede do jornal.
Gilmar Mendes é um dos poucos defensores do Estado de Direito nestêpaiz. Ao invés de ser aplaudido, é vaiado. Talvez se ele concordasse com o descontrole da Polícia Federal poderia receber um post elogioso do delegado maluquinho Protógenes Queiroz em seu blog. Ainda bem que Gilmar Mendes não está nem aí para aplausos ou vaias e sim pela defesa do Estado de Direito.
No final, a reportagem fala que meia dúzia de integrantes do PSOL chamou o presidente o STF de “fascista” e “criminoso”. Hummm... O que essa gente disse quando Nelson Jobim concedeu habeas corpus para mensaleiro não se comprometer em dizer a verdade nos depoimentos da CPI dos Correios? Não lembro de Jobim ser tão atacado como Mendes é hoje. Segue abaixo a reportagem:
O PRESIDENTE do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, rejeitou ontem, em sabatina da Folha, o rótulo de "líder da oposição". Ele diz que sua divisa é a "defesa do Estado de Direito" no país e atribui suas críticas frequentes ao governo à "situação de total descontrole" das instituições, principalmente na Polícia Federal. O ministro disse que até o presidente Lula compartilhou suas posições sobre a PF em conversa reservada. Questionado sobre a decisão favorável a Daniel Dantas, disse que o juiz Fausto De Sanctis tentava desmoralizar o STF.
A discussão sobre a Operação Satiagraha, que investigou Dantas, esquentou a sabatina de Mendes, que foi acompanhada por cerca de 300 pessoas. O ministro foi entrevistado por Renata Lo Prete, editora do Painel, que mediou o encontro, e pelos colunistas Fernando Rodrigues, Mônica Bergamo e Eliane Cantanhêde.
A plateia muitas vezes se dividiu entre manifestações favoráveis e contrárias ao ministro. Ao todo, o público se manifestou 16 vezes. Houve também momentos de maior tensão entre o ministro e os jornalistas. Ao longo de duas horas, Mendes bebeu seis copos de água. O ministro afirmou que o juiz De Sanctis, com sua atitude, quis "desmoralizar o STF, apostando que a opinião pública respaldaria aquela decisão". Para o ministro, se isso prevalecesse, De Sanctis seria hoje "o supremo juiz do Brasil".
Os jornalistas perguntaram sobre o suposto grampo de uma conversa telefônica entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A transcrição do diálogo foi publicada pela revista "Veja", que atribuiu a interceptação à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), chefiada então por Paulo Lacerda.
Lo Prete e Cantanhêde questionaram o fato de o áudio nunca ter aparecido. Rodrigues levantou a hipótese de tal interceptação ter sido forjada. Bergamo perguntou da onde vinha a certeza da participação da Abin ou de Lacerda. Mendes disse que, após o primeiro habeas corpus a Dantas, foi informado da nova prisão do banqueiro. Procurou, então, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região e falou com a vice-presidente, Suzana Camargo. Segundo o ministro, ela lhe afirmou: "o juiz [De Sanctis] me disse que todos os seus passos estão sendo monitorados". Depois, Mendes disse que pediu uma varredura no STF. "O monitoramento indicou algum tipo de escuta. Pode ter sido um alarme falso, mas havia esses dados."
Na sequência, diz que foi procurado por um repórter da "Veja", que lhe mostrou a transcrição do suposto grampo. "Eu disse que a conversa existiu. Ele falou que havia recebido o papel de um agente da Abin. Agora, sou a vítima e cabe a mim apresentar o áudio?"
Sobre a autoria do grampo, Mendes disse pela primeira vez "não ter muita certeza" de que foi a Abin, mas mencionou a apreensão nos arquivos do delegado Protógenes Queiroz, que chefiou a Satiagraha. "Não sei realmente quem fez o grampo. Sei que a busca e apreensão sugere isso, uma pessoa do quinto escalão guarda informações em casa. É preocupante". Sobre a hipótese de o grampo não ter existido, Mendes é enfático: "Se a gente tiver um pouco de inteligência, não dá nem para conceber o benefício da dúvida. Com ou sem grampo, os fatos que estavam a ocorrer indicavam que aquilo era extremamente plausível. Se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil".
O ministro afirmou ter levado sua preocupação ao presidente Lula, de quem ouviu que a saída seria Lacerda processar a revista "Veja". "Não se trata disso, presidente, eu falei. É muito mais grave", disse. "O próprio presidente se queixou da falta de controle da PF. Teve o episódio da Xeque-Mate [investigação, de 2007, sobre comércio ilegal de máquina de jogos que citou o envolvimento de um dos irmãos de Lula]. Ele cansou de me dizer que aquilo era um absurdo, que violentaram a família dele, que não tinha ninguém que controlava a PF", disse.
OPOSIÇÃO
Sobre o fato de ser visto como "o líder da oposição" em razão de suas posições, Mendes afirmou que apenas faz "advertências" e que seu cargo tem "caráter político, mas não partidário. "Procuro advertir para que não haja excessos. São advertências normais que devem ser feitas diante de práticas abusivas. Não tenho nenhuma intenção de ser oposição." Mendes complementou dizendo que as advertências não antecipam julgamentos. "Você não vai encontrar nenhum caso em que eu tenha antecipado a decisão." Sobre uma eventual pretensão de trocar o Judiciário pela política, foi evasivo: "Nem cuido nem descuido".
MST
Ao ser indagado sobre as acusação de setores da Igreja Católica de que estaria atacando o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) por ser dono de terras, Mendes ironizou: "Eu devo estar falando sobre as más condições dos presídios porque eu devo ter um irmão lá, não é?" Em seguida, rebateu: "Herdei pequenas quantias de terra. A minha família está há 200, 300 anos em Mato Grosso. Mas imputar a mim isto [defesa dos proprietários] é uma desfaçatez". Mendes entrou em um embate com Cantanhêde, que perguntou se o ministro não estaria "correndo" para julgar e se declarar a favor dos ricos, em detrimento dos pobres. Ela foi aplaudida por parte da plateia. Na resposta, Mendes provocou a jornalista. "No último ano, creio que STF deu 18 habeas corpus contra a 5ª Turma do STJ, por conta de furtos de pequena monta. Não são noticiados. Por quê? Porque você não se interessa por eles na sua coluna", disse. Foi aplaudido.
IDP
Sobre o fato de ser um dos proprietários do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), disse: "Sou proprietário, como poderia ser proprietário de uma S.A. Tenho ações da Petrobras. Não tenho ingerência lá, como não tenho sobre os servidores que lá vão [no IDP]".
BATTISTI
Sobre o caso do italiano Cesare Battisti -ex-integrante de um grupo de extrema esquerda, acusado de homicídios na Itália-, o ministro afirmou que a decisão do STF deve definir o destino de Battisti. "Se houver a extradição, se ela se confirmar, será compulsória, e o presidente, o Executivo, deverá simplesmente executá-la." No final da sabatina, cerca de 25 membros do PSOL e da Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) protestaram em frente ao teatro contra o ministro. Gritaram "fascista" e "criminoso".
Gilmar Mendes é um dos poucos defensores do Estado de Direito nestêpaiz. Ao invés de ser aplaudido, é vaiado. Talvez se ele concordasse com o descontrole da Polícia Federal poderia receber um post elogioso do delegado maluquinho Protógenes Queiroz em seu blog. Ainda bem que Gilmar Mendes não está nem aí para aplausos ou vaias e sim pela defesa do Estado de Direito.
No final, a reportagem fala que meia dúzia de integrantes do PSOL chamou o presidente o STF de “fascista” e “criminoso”. Hummm... O que essa gente disse quando Nelson Jobim concedeu habeas corpus para mensaleiro não se comprometer em dizer a verdade nos depoimentos da CPI dos Correios? Não lembro de Jobim ser tão atacado como Mendes é hoje. Segue abaixo a reportagem:
O PRESIDENTE do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, rejeitou ontem, em sabatina da Folha, o rótulo de "líder da oposição". Ele diz que sua divisa é a "defesa do Estado de Direito" no país e atribui suas críticas frequentes ao governo à "situação de total descontrole" das instituições, principalmente na Polícia Federal. O ministro disse que até o presidente Lula compartilhou suas posições sobre a PF em conversa reservada. Questionado sobre a decisão favorável a Daniel Dantas, disse que o juiz Fausto De Sanctis tentava desmoralizar o STF.
A discussão sobre a Operação Satiagraha, que investigou Dantas, esquentou a sabatina de Mendes, que foi acompanhada por cerca de 300 pessoas. O ministro foi entrevistado por Renata Lo Prete, editora do Painel, que mediou o encontro, e pelos colunistas Fernando Rodrigues, Mônica Bergamo e Eliane Cantanhêde.
A plateia muitas vezes se dividiu entre manifestações favoráveis e contrárias ao ministro. Ao todo, o público se manifestou 16 vezes. Houve também momentos de maior tensão entre o ministro e os jornalistas. Ao longo de duas horas, Mendes bebeu seis copos de água. O ministro afirmou que o juiz De Sanctis, com sua atitude, quis "desmoralizar o STF, apostando que a opinião pública respaldaria aquela decisão". Para o ministro, se isso prevalecesse, De Sanctis seria hoje "o supremo juiz do Brasil".
Os jornalistas perguntaram sobre o suposto grampo de uma conversa telefônica entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A transcrição do diálogo foi publicada pela revista "Veja", que atribuiu a interceptação à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), chefiada então por Paulo Lacerda.
Lo Prete e Cantanhêde questionaram o fato de o áudio nunca ter aparecido. Rodrigues levantou a hipótese de tal interceptação ter sido forjada. Bergamo perguntou da onde vinha a certeza da participação da Abin ou de Lacerda. Mendes disse que, após o primeiro habeas corpus a Dantas, foi informado da nova prisão do banqueiro. Procurou, então, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região e falou com a vice-presidente, Suzana Camargo. Segundo o ministro, ela lhe afirmou: "o juiz [De Sanctis] me disse que todos os seus passos estão sendo monitorados". Depois, Mendes disse que pediu uma varredura no STF. "O monitoramento indicou algum tipo de escuta. Pode ter sido um alarme falso, mas havia esses dados."
Na sequência, diz que foi procurado por um repórter da "Veja", que lhe mostrou a transcrição do suposto grampo. "Eu disse que a conversa existiu. Ele falou que havia recebido o papel de um agente da Abin. Agora, sou a vítima e cabe a mim apresentar o áudio?"
Sobre a autoria do grampo, Mendes disse pela primeira vez "não ter muita certeza" de que foi a Abin, mas mencionou a apreensão nos arquivos do delegado Protógenes Queiroz, que chefiou a Satiagraha. "Não sei realmente quem fez o grampo. Sei que a busca e apreensão sugere isso, uma pessoa do quinto escalão guarda informações em casa. É preocupante". Sobre a hipótese de o grampo não ter existido, Mendes é enfático: "Se a gente tiver um pouco de inteligência, não dá nem para conceber o benefício da dúvida. Com ou sem grampo, os fatos que estavam a ocorrer indicavam que aquilo era extremamente plausível. Se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil".
O ministro afirmou ter levado sua preocupação ao presidente Lula, de quem ouviu que a saída seria Lacerda processar a revista "Veja". "Não se trata disso, presidente, eu falei. É muito mais grave", disse. "O próprio presidente se queixou da falta de controle da PF. Teve o episódio da Xeque-Mate [investigação, de 2007, sobre comércio ilegal de máquina de jogos que citou o envolvimento de um dos irmãos de Lula]. Ele cansou de me dizer que aquilo era um absurdo, que violentaram a família dele, que não tinha ninguém que controlava a PF", disse.
OPOSIÇÃO
Sobre o fato de ser visto como "o líder da oposição" em razão de suas posições, Mendes afirmou que apenas faz "advertências" e que seu cargo tem "caráter político, mas não partidário. "Procuro advertir para que não haja excessos. São advertências normais que devem ser feitas diante de práticas abusivas. Não tenho nenhuma intenção de ser oposição." Mendes complementou dizendo que as advertências não antecipam julgamentos. "Você não vai encontrar nenhum caso em que eu tenha antecipado a decisão." Sobre uma eventual pretensão de trocar o Judiciário pela política, foi evasivo: "Nem cuido nem descuido".
MST
Ao ser indagado sobre as acusação de setores da Igreja Católica de que estaria atacando o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) por ser dono de terras, Mendes ironizou: "Eu devo estar falando sobre as más condições dos presídios porque eu devo ter um irmão lá, não é?" Em seguida, rebateu: "Herdei pequenas quantias de terra. A minha família está há 200, 300 anos em Mato Grosso. Mas imputar a mim isto [defesa dos proprietários] é uma desfaçatez". Mendes entrou em um embate com Cantanhêde, que perguntou se o ministro não estaria "correndo" para julgar e se declarar a favor dos ricos, em detrimento dos pobres. Ela foi aplaudida por parte da plateia. Na resposta, Mendes provocou a jornalista. "No último ano, creio que STF deu 18 habeas corpus contra a 5ª Turma do STJ, por conta de furtos de pequena monta. Não são noticiados. Por quê? Porque você não se interessa por eles na sua coluna", disse. Foi aplaudido.
IDP
Sobre o fato de ser um dos proprietários do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), disse: "Sou proprietário, como poderia ser proprietário de uma S.A. Tenho ações da Petrobras. Não tenho ingerência lá, como não tenho sobre os servidores que lá vão [no IDP]".
BATTISTI
Sobre o caso do italiano Cesare Battisti -ex-integrante de um grupo de extrema esquerda, acusado de homicídios na Itália-, o ministro afirmou que a decisão do STF deve definir o destino de Battisti. "Se houver a extradição, se ela se confirmar, será compulsória, e o presidente, o Executivo, deverá simplesmente executá-la." No final da sabatina, cerca de 25 membros do PSOL e da Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) protestaram em frente ao teatro contra o ministro. Gritaram "fascista" e "criminoso".
Pertinho de Lula
No Estadão:
O ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) confirmou ontem à Polícia Federal que durante o inquérito Satiagraha procurou Gilberto Carvalho, assessor especial do presidente Lula. Greenhalgh disse que fez contato com Carvalho porque havia sido avisado por um cliente - Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom - de que "agentes da Presidência da República" o espionavam.
O depoimento do ex-deputado - que é advogado do Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas - durou uma hora e meia na Delegacia de Combate a Crimes Financeiros (Delefin) da PF em São Paulo. O delegado Ricardo Saadi, que sucedeu Protógenes Queiroz na Satiagraha, e o procurador da República Rodrigo de Grandis insistiram nos motivos que levaram Greenhalgh a telefonar para o secretário particular de Lula. Leia mais aqui.
Quer dizer que Luiz Eduardo Greenhalgh procurou Gilberto Carvalho, assessor especial de Lula? Um petista defendendo Daniel Dantas... Quer dizer que “agentes da Presidência da República” espionavam o advogado do “banqueiro bandido”?
A sujeira da Satiagraha começa a chegar no gabinete de Lula. Será que, assim como no mensalão, a tropa de choque do Apedeuta vai se colocar na frente e defender o chefe?
Ontem, agentes da Abin prestaram depoimento à CPI dos Grampos. Um dos arapongas disse que ouviu o delegado maluquinho Protógenes Queiroz dizer que a operação da Polícia Federal era de interesse de Lula.
Nos últimos anos, quando as denúncias mais cabeludas do meio político ameaçavam subir a rampa do Palácio do Planalto sempre aparecia alguém tentando evitar que tal fato se concretizasse. E agora? Será qual será a tática da tropa de choque de Lula? É necessário investigar tudo. Protógenes Queiroz precisa esclarecer muitas coisas. Principalmente o envolvimento de Lula na operação.
O ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) confirmou ontem à Polícia Federal que durante o inquérito Satiagraha procurou Gilberto Carvalho, assessor especial do presidente Lula. Greenhalgh disse que fez contato com Carvalho porque havia sido avisado por um cliente - Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom - de que "agentes da Presidência da República" o espionavam.
O depoimento do ex-deputado - que é advogado do Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas - durou uma hora e meia na Delegacia de Combate a Crimes Financeiros (Delefin) da PF em São Paulo. O delegado Ricardo Saadi, que sucedeu Protógenes Queiroz na Satiagraha, e o procurador da República Rodrigo de Grandis insistiram nos motivos que levaram Greenhalgh a telefonar para o secretário particular de Lula. Leia mais aqui.
Quer dizer que Luiz Eduardo Greenhalgh procurou Gilberto Carvalho, assessor especial de Lula? Um petista defendendo Daniel Dantas... Quer dizer que “agentes da Presidência da República” espionavam o advogado do “banqueiro bandido”?
A sujeira da Satiagraha começa a chegar no gabinete de Lula. Será que, assim como no mensalão, a tropa de choque do Apedeuta vai se colocar na frente e defender o chefe?
Ontem, agentes da Abin prestaram depoimento à CPI dos Grampos. Um dos arapongas disse que ouviu o delegado maluquinho Protógenes Queiroz dizer que a operação da Polícia Federal era de interesse de Lula.
Nos últimos anos, quando as denúncias mais cabeludas do meio político ameaçavam subir a rampa do Palácio do Planalto sempre aparecia alguém tentando evitar que tal fato se concretizasse. E agora? Será qual será a tática da tropa de choque de Lula? É necessário investigar tudo. Protógenes Queiroz precisa esclarecer muitas coisas. Principalmente o envolvimento de Lula na operação.
Nos bastidores outra vez
No Estadão:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incumbiu o ex-ministro José Dirceu de uma missão especial. Em conversa reservada, logo após o aniversário de 29 anos do PT, em fevereiro, Lula pediu a ele que ajude o partido a costurar alianças para sustentar a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, em 2010. O alvo principal é a conquista do PMDB.
A tarefa de Dirceu, que já percorreu dez Estados em um mês, é procurar governadores, prefeitos e dirigentes de partidos aliados com o objetivo de formar palanques fortes para Dilma nos Estados, mesmo que para isso seja necessário sacrificar candidatos do PT. Lula quer que o ex-ministro da Casa Civil, cassado pela Câmara na esteira do escândalo do mensalão, em 2005, atue nos bastidores. Leia mais aqui.
Outra vez José Dirceu vai trabalhar pelo PT nos bastidores. Tempos antes da campanha presidencial de 2002, o ex-guerrilheiro liderou as atuações (nos bastidores, é claro) que resultaram na aliança que deu vitória à Lula. Gostaria muito de saber o que José Dirceu estaria oferecendo em troca. Da última vez foi o dinheiro sujo de Marcos Valério. E agora?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incumbiu o ex-ministro José Dirceu de uma missão especial. Em conversa reservada, logo após o aniversário de 29 anos do PT, em fevereiro, Lula pediu a ele que ajude o partido a costurar alianças para sustentar a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, em 2010. O alvo principal é a conquista do PMDB.
A tarefa de Dirceu, que já percorreu dez Estados em um mês, é procurar governadores, prefeitos e dirigentes de partidos aliados com o objetivo de formar palanques fortes para Dilma nos Estados, mesmo que para isso seja necessário sacrificar candidatos do PT. Lula quer que o ex-ministro da Casa Civil, cassado pela Câmara na esteira do escândalo do mensalão, em 2005, atue nos bastidores. Leia mais aqui.
Outra vez José Dirceu vai trabalhar pelo PT nos bastidores. Tempos antes da campanha presidencial de 2002, o ex-guerrilheiro liderou as atuações (nos bastidores, é claro) que resultaram na aliança que deu vitória à Lula. Gostaria muito de saber o que José Dirceu estaria oferecendo em troca. Da última vez foi o dinheiro sujo de Marcos Valério. E agora?
terça-feira, 24 de março de 2009
Oh, abre alas que eu quero passar!
Ora, se Delúbio Soares pode voltar para o PT por que não os mensaleiros e aloprados? O mensaleiro Silvio Pereira e o aloprado Hamilton Lacerda querem pegar carona em Delúbio. Pelo visto, a tal “refundação” do PT, tão propalada por Tarso Genro já não existe mais. Delúbio, Silvinho e Hamilton, o PT é de vocês. Eles cantam: Oh, abre alas que eu quero passar.
Queimem as fotos
No Estadão:
Passados 41 dias do evento com 3,5 mil prefeitos promovido pelo governo em Brasília para anunciar um "pacote de bondades", o clima de "lua de mel" cederá lugar hoje a duras cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre agenda em Salvador. Confirmado o corte de 19% no segundo repasse de março do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um grupo de prefeitos liderados pelo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Roberto Maia, entregará um documento a Lula cobrando urgente revisão dos valores. Leia mais aqui.
O encontro com os prefeitos foi só maravilha. Até fazer uma montagem numa foto podendo sair lado a lado com Lula e Dilma Rousseff podia. Naqueles dias a crise era só uma marolinha. A mentira lulista ainda colava. Só depois que a máscara caiu.
Agora que a mentira de Lula não cola mais, os prefeitos vão cobrar o pacote de bondades prometido. Tem prefeito que vai fechar a prefeitura simbolicamente como forma de protesto. Sugiro outra forma para protestar contra o corte no repasse do FPM: queimar as fotos-montagens dos prefeitos com Lula e Dilma.
Passados 41 dias do evento com 3,5 mil prefeitos promovido pelo governo em Brasília para anunciar um "pacote de bondades", o clima de "lua de mel" cederá lugar hoje a duras cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre agenda em Salvador. Confirmado o corte de 19% no segundo repasse de março do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um grupo de prefeitos liderados pelo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Roberto Maia, entregará um documento a Lula cobrando urgente revisão dos valores. Leia mais aqui.
O encontro com os prefeitos foi só maravilha. Até fazer uma montagem numa foto podendo sair lado a lado com Lula e Dilma Rousseff podia. Naqueles dias a crise era só uma marolinha. A mentira lulista ainda colava. Só depois que a máscara caiu.
Agora que a mentira de Lula não cola mais, os prefeitos vão cobrar o pacote de bondades prometido. Tem prefeito que vai fechar a prefeitura simbolicamente como forma de protesto. Sugiro outra forma para protestar contra o corte no repasse do FPM: queimar as fotos-montagens dos prefeitos com Lula e Dilma.
Israel é alvo de novo
Na Folha:
Israel voltou a ser duramente criticado ontem na ONU por sua conduta na recente ofensiva militar contra o grupo palestino Hamas na faixa de Gaza. Em dois relatórios construídos principalmente com base em relatos de palestinos, o país é acusado de cometer graves abusos, alguns com características de crimes de guerra. Leia mais aqui.
Se dependesse da ONU e dos humanistas esquerdopatas, os terroristas do Hamas poderiam jogar foguetes em Israel sem nenhum problema e os israelenses deveriamficar caladinhos.
A ONU criticando Israel? Hummm... A mesma ONU que disse que soldados israelenses atiraram contra uma escola da entidade e, dias depois, tiveram que se retratar e afirmar que a escola não foi alvo dos bombardeios e sim na sua proximidade.
Enquanto Israel é duramente criticada, os terroristas do Hamas jogam seus foguetes.
Israel voltou a ser duramente criticado ontem na ONU por sua conduta na recente ofensiva militar contra o grupo palestino Hamas na faixa de Gaza. Em dois relatórios construídos principalmente com base em relatos de palestinos, o país é acusado de cometer graves abusos, alguns com características de crimes de guerra. Leia mais aqui.
Se dependesse da ONU e dos humanistas esquerdopatas, os terroristas do Hamas poderiam jogar foguetes em Israel sem nenhum problema e os israelenses deveriamficar caladinhos.
A ONU criticando Israel? Hummm... A mesma ONU que disse que soldados israelenses atiraram contra uma escola da entidade e, dias depois, tiveram que se retratar e afirmar que a escola não foi alvo dos bombardeios e sim na sua proximidade.
Enquanto Israel é duramente criticada, os terroristas do Hamas jogam seus foguetes.
Lula é amigo do PMDB que só quer corrupção
Na Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Recife, que já tem "lado" para as eleições ao governo de Pernambuco, em 2010, e criticou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Lula afirmou que vai apoiar a reeleição do governador Eduardo Campos (PSB).
"Aqui no Estado de Pernambuco eu tenho lado, e meu lado é Eduardo Campos. Nós temos uma aliança estratégica nacional e nós vamos continuar trabalhando juntos", afirmou, em entrevista à Rádio Jornal.
O presidente disse também que não entende por que Jarbas tem feito críticas ao governo federal. "Eu sempre tratei o senador Jarbas Vasconcelos tão bem, não sei por que ele, eleito senador, tem agredido tanto o governo. Aliás, tem agredido o Bolsa Família, tem dito que é esmola", afirmou. Leia mais aqui.
Jarbas Vasconcelos disse que parte do PMDB só quer corrupção. É esta parte que Lula deseja ser amigo. Lula não quer ser amigo de Jarbas e sim de José Sarney, Jader Barbalho, Renan Canalheiros e outros peemedebistas. No PMDB Lula está bem acompanhado. Para que a companhia de Jarbas Vasconcelos, não é mesmo?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Recife, que já tem "lado" para as eleições ao governo de Pernambuco, em 2010, e criticou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Lula afirmou que vai apoiar a reeleição do governador Eduardo Campos (PSB).
"Aqui no Estado de Pernambuco eu tenho lado, e meu lado é Eduardo Campos. Nós temos uma aliança estratégica nacional e nós vamos continuar trabalhando juntos", afirmou, em entrevista à Rádio Jornal.
O presidente disse também que não entende por que Jarbas tem feito críticas ao governo federal. "Eu sempre tratei o senador Jarbas Vasconcelos tão bem, não sei por que ele, eleito senador, tem agredido tanto o governo. Aliás, tem agredido o Bolsa Família, tem dito que é esmola", afirmou. Leia mais aqui.
Jarbas Vasconcelos disse que parte do PMDB só quer corrupção. É esta parte que Lula deseja ser amigo. Lula não quer ser amigo de Jarbas e sim de José Sarney, Jader Barbalho, Renan Canalheiros e outros peemedebistas. No PMDB Lula está bem acompanhado. Para que a companhia de Jarbas Vasconcelos, não é mesmo?
A volta de Delúbio
Na Folha:
Menos de um terço dos membros do Diretório Nacional do PT ouvidos pela Folha rejeita categoricamente o retorno ao partido do ex-tesoureiro Delúbio Soares, pivô do escândalo do mensalão.
Foram consultados 75 dos 84 membros da instância que decidirá sobre a volta de Delúbio, expulso do PT em 2005. Dos ouvidos, 25 petistas aceitam a volta de Delúbio, contra 20 que não aceitam. Estão indecisos 28, e 2 não disseram a opção. Nove não foram encontrados.
Em outras palavras, 73% dos entrevistados não descartam o retorno do responsável pelo maior escândalo da história do partido, que chegou a ameaçar a sobrevivência do governo Lula em 2005. O esquema de compra de apoio congressual virou inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), no qual Delúbio é um dos 39 réus. Leia mais aqui.
Delúbio Soares já voltou à política há muito tempo. Aqui em Goiânia a atuação do amigão do ex-careca Marcos Valério é notória. Delúbio foi um dos principais articuladores da aliança PMDB-PT que ajudou e muito na reeleição de Iris Rezende (PMDB) no ano passado. Iris não se sentia constrangido quando alguém comentava a presença “delubiana” na sua campanha. Pelo visto, os petralhas não estão constrangidos se Delúbio voltar ao partido. Aliás, quem fica constrangido com as safadezas políticas destêpaiz?
Menos de um terço dos membros do Diretório Nacional do PT ouvidos pela Folha rejeita categoricamente o retorno ao partido do ex-tesoureiro Delúbio Soares, pivô do escândalo do mensalão.
Foram consultados 75 dos 84 membros da instância que decidirá sobre a volta de Delúbio, expulso do PT em 2005. Dos ouvidos, 25 petistas aceitam a volta de Delúbio, contra 20 que não aceitam. Estão indecisos 28, e 2 não disseram a opção. Nove não foram encontrados.
Em outras palavras, 73% dos entrevistados não descartam o retorno do responsável pelo maior escândalo da história do partido, que chegou a ameaçar a sobrevivência do governo Lula em 2005. O esquema de compra de apoio congressual virou inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), no qual Delúbio é um dos 39 réus. Leia mais aqui.
Delúbio Soares já voltou à política há muito tempo. Aqui em Goiânia a atuação do amigão do ex-careca Marcos Valério é notória. Delúbio foi um dos principais articuladores da aliança PMDB-PT que ajudou e muito na reeleição de Iris Rezende (PMDB) no ano passado. Iris não se sentia constrangido quando alguém comentava a presença “delubiana” na sua campanha. Pelo visto, os petralhas não estão constrangidos se Delúbio voltar ao partido. Aliás, quem fica constrangido com as safadezas políticas destêpaiz?
segunda-feira, 23 de março de 2009
E a crise caiu no colo de Sarney
Agora, neste momento, encontramos muitas crises e críticas, mas nenhuma delas sobre a minha gestão, e sim sobre a estrutura burocrática da Casa. Os problemas caíram no meu colo. São essas misérias da máquina burocrática e que nós, homens públicos, estamos alertas para combatê-las.
Eis José Sarney falando numa palestra para estudantes das Faculdades Metropolitanas Unidas em São Paulo. Como assim? Um dos colaboradores para esta crise no Senado se chama Renan Canalheiros. Foi este senhor que ajudou a eleger o presidente que diz que os problemas do Senado caíram no seu colo agora. Só pode ser piada, né? Sarney dando palestras para estudantes... Será que ele foi vaiado? Ah, é mesmo! Foi-se o tempo em que políticos safados eram vaiados. Hoje eles são vítimas das “misérias da máquina burocrática” destêpaiz.
Eis José Sarney falando numa palestra para estudantes das Faculdades Metropolitanas Unidas em São Paulo. Como assim? Um dos colaboradores para esta crise no Senado se chama Renan Canalheiros. Foi este senhor que ajudou a eleger o presidente que diz que os problemas do Senado caíram no seu colo agora. Só pode ser piada, né? Sarney dando palestras para estudantes... Será que ele foi vaiado? Ah, é mesmo! Foi-se o tempo em que políticos safados eram vaiados. Hoje eles são vítimas das “misérias da máquina burocrática” destêpaiz.
O grande encontro de Vaccarezza

Na Folha online:
O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), rebateu nesta segunda-feira as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o Congresso Nacional. Para FHC, o Congresso está "bambo" e vivendo um processo de "desmoralização extraordinário". Vaccarezza disse que esses comentários não correspondem à biografia política do tucano.
Segundo o petista, ao fazer as críticas o ex-presidente não correspondeu à sua história política. "Essa declaração não está à altura dele, um ex-presidente da República e intelectual", disse Vaccarezza.
O líder do PT relacionou uma série de ações positivas realizadas pelo Congresso nos últimos dias. De acordo com ele, a reforma política defendida por FHC também tem o apoio do PT, mas há uma conduta a ser seguida. "Não se faz reforma política com bravata nem gritos", disse ele.
Em palestra realizada hoje, na Associação Comercial de São Paulo, o ex-presidente fez críticas ao sistema político e ao Congresso Nacional. "Nosso sistema de representação está bambo, não representa mais nada. Isso é visível, provocando um efeito de desmoralização extraordinário", disse ele.
Vaccarezza ressaltou que o ex-presidente conhece as dificuldades de se aprovar as emendas constitucionais e também a diferença entre integrantes do Legislativo e as denúncias que envolvem o Parlamento.
"Não se pode culpar a instituição por erros de pessoas da instituição. A instituição tem poder e respeito", afirmou o petista.
A foto que ilustra este post mostra que o petralha Cândido Vaccarezza colabora e muito para a limpeza do Congresso Nacional. A foto é de 2007 e flagra o momento em que o PT flertava com Paulo Maluf para uma possível aliança nas eleições do ano seguinte.
O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), rebateu nesta segunda-feira as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o Congresso Nacional. Para FHC, o Congresso está "bambo" e vivendo um processo de "desmoralização extraordinário". Vaccarezza disse que esses comentários não correspondem à biografia política do tucano.
Segundo o petista, ao fazer as críticas o ex-presidente não correspondeu à sua história política. "Essa declaração não está à altura dele, um ex-presidente da República e intelectual", disse Vaccarezza.
O líder do PT relacionou uma série de ações positivas realizadas pelo Congresso nos últimos dias. De acordo com ele, a reforma política defendida por FHC também tem o apoio do PT, mas há uma conduta a ser seguida. "Não se faz reforma política com bravata nem gritos", disse ele.
Em palestra realizada hoje, na Associação Comercial de São Paulo, o ex-presidente fez críticas ao sistema político e ao Congresso Nacional. "Nosso sistema de representação está bambo, não representa mais nada. Isso é visível, provocando um efeito de desmoralização extraordinário", disse ele.
Vaccarezza ressaltou que o ex-presidente conhece as dificuldades de se aprovar as emendas constitucionais e também a diferença entre integrantes do Legislativo e as denúncias que envolvem o Parlamento.
"Não se pode culpar a instituição por erros de pessoas da instituição. A instituição tem poder e respeito", afirmou o petista.
A foto que ilustra este post mostra que o petralha Cândido Vaccarezza colabora e muito para a limpeza do Congresso Nacional. A foto é de 2007 e flagra o momento em que o PT flertava com Paulo Maluf para uma possível aliança nas eleições do ano seguinte.
O pensamento único do bufão
No Estadão:
Um dia depois de militares venezuelanos consolidarem a ocupação dos principais portos e aeroportos regionais da Venezuela, o presidente Hugo Chávez elevou o tom nos ataques aos governadores opositores, acusando-os de querer derrubá-lo e conclamando o povo e as Forças Armadas a "derrotarem suas pretensões separatistas".
"Os governadores de Zulia, Miranda, Carabobo, Táchira e Nueva Esparta não querem governar, mas sim me derrubar", afirmou Chávez, em seu programa Alô Presidente. "Esses caudilhos querem ter republiquetas dentro de nossa república, converter a fronteira ocidental em um território autônomo - e é por isso que eu conclamo o povo e as Forças Armadas a acabarem com as pretensões separatistas de todas essas máfias."
As declarações foram feitas em um clima de tensão crescente no país. Além da tomada dos portos e aeroportos regionais, nos últimos meses decretos do presidente transferiram o controle de hospitais, escolas e outras instalações e serviços públicos dos Estados e municípios para o governo central.
Na quinta-feira, o Ministério Público pediu a prisão do prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, a principal figura da oposição do país. Rosales denunciou ontem ser vítima de um "linchamento político" que pretende tirá-lo "da vida eleitoral". O prefeito também negou a acusação de corrupção. Leia mais aqui.
Mais uma do Bufão de Caracas, o Chapolin bolivariano. Hugo Chávez quer impor a todo custo o pensamento único na Venezuela. Só é correto quem baixa a cabeça para o ditadorzinho de araque. Quem discorda é condenado, alvo da fúria e das sanções do bufão que ainda acredita que o socialismo é a solução.
Já na Ilha Brasilis, tem muito petralha que gostaria que Lula fizesse o mesmo que o Chapolin faz no país vizinho. Por isso eu sempre reforço aqui: Fiquemos de olho neles!
Um dia depois de militares venezuelanos consolidarem a ocupação dos principais portos e aeroportos regionais da Venezuela, o presidente Hugo Chávez elevou o tom nos ataques aos governadores opositores, acusando-os de querer derrubá-lo e conclamando o povo e as Forças Armadas a "derrotarem suas pretensões separatistas".
"Os governadores de Zulia, Miranda, Carabobo, Táchira e Nueva Esparta não querem governar, mas sim me derrubar", afirmou Chávez, em seu programa Alô Presidente. "Esses caudilhos querem ter republiquetas dentro de nossa república, converter a fronteira ocidental em um território autônomo - e é por isso que eu conclamo o povo e as Forças Armadas a acabarem com as pretensões separatistas de todas essas máfias."
As declarações foram feitas em um clima de tensão crescente no país. Além da tomada dos portos e aeroportos regionais, nos últimos meses decretos do presidente transferiram o controle de hospitais, escolas e outras instalações e serviços públicos dos Estados e municípios para o governo central.
Na quinta-feira, o Ministério Público pediu a prisão do prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, a principal figura da oposição do país. Rosales denunciou ontem ser vítima de um "linchamento político" que pretende tirá-lo "da vida eleitoral". O prefeito também negou a acusação de corrupção. Leia mais aqui.
Mais uma do Bufão de Caracas, o Chapolin bolivariano. Hugo Chávez quer impor a todo custo o pensamento único na Venezuela. Só é correto quem baixa a cabeça para o ditadorzinho de araque. Quem discorda é condenado, alvo da fúria e das sanções do bufão que ainda acredita que o socialismo é a solução.
Já na Ilha Brasilis, tem muito petralha que gostaria que Lula fizesse o mesmo que o Chapolin faz no país vizinho. Por isso eu sempre reforço aqui: Fiquemos de olho neles!
Alckmin na frente? Xiiiiiiiiii...
Quer dizer que o tucano Geraldo Alckmin aparece na frente na pesquisa Datafolha sobre as eleições estaduais do ano que vem? Hummm... Pelo retrospecto de Alckmin eu não ficaria tão animado. Nas últimas eleições que disputou acabou com menos votos do que quando entrou. É melhor os tucanos não comemorarem muito. Alckmin sempre dá aquela “rata”. Sem contar que o outro lado, mais especificamente o PT, não mostrou nenhum nome que poderá concorrer no ano que vem. Aguardemos, mas uma derrapada de Alckmin não será nenhuma surpresa.
Fala, fala, é agora"
Na Folha:
O Ministério Público Federal e os advogados de Marcos Valério Fernandes de Souza negociam um acordo de delação premiada que pode beneficiar o principal personagem do mensalão e, ao mesmo tempo, trazer à tona novos documentos e provas sobre os negócios do empresário mineiro.
Os entendimentos são mantidos sob rigoroso sigilo. A Folha recebeu, em meados de fevereiro, as primeiras informações sobre as tratativas para o acordo. Nos últimos dias, surgiram sinais de que a proposta estaria em fase final de elaboração. As partes não confirmam a existência das consultas e deverão negar formalmente as conversas nesse sentido.
"Não temos nada a declarar sobre o assunto", afirmou o advogado Marcelo Leonardo, em seu nome e de seu cliente Marcos Valério.
A Procuradoria Geral da República, em Brasília, limita-se a informar que não há nenhuma providência a respeito no STF (Supremo Tribunal Federal) e que o acompanhamento do caso cabe ao Ministério Público Federal em Minas Gerais.
A hipótese de Valério acrescentar informações relevantes sobre seus negócios deve preocupar petistas e tucanos. O publicitário foi figura central no esquema de pagamentos a deputados do PT e de partidos da base aliada do governo Lula. É acusado, também, de ter sido o mentor de práticas semelhantes ainda em 1998, na campanha eleitoral que tentou reeleger o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB). Leia mais aqui.
O carequinha do mensalão quer falar. Tem muito a dizer e muita gente deve estar com medo do que ele vai falar. Marcos Valério participou do esquema de corrupção petralha que comprava deputados para votar a favor do governo e financiar ilegalmente a campanha de Lula em 2002. Mas não é só isso. Valério trabalhou na campanha eleitoral de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998.
Quero que Marcos Valério fale! Fale tudo o que sabe! Desvendo todo o esquema do mensalão e o caixa 2 tucano. Outro que poderia esclarecer muita coisa é Daniel Dantas. Se os dois falassem o que sabem sobre os bastidores fétidos da política brasileira. Fala, fala, é agora!
O Ministério Público Federal e os advogados de Marcos Valério Fernandes de Souza negociam um acordo de delação premiada que pode beneficiar o principal personagem do mensalão e, ao mesmo tempo, trazer à tona novos documentos e provas sobre os negócios do empresário mineiro.
Os entendimentos são mantidos sob rigoroso sigilo. A Folha recebeu, em meados de fevereiro, as primeiras informações sobre as tratativas para o acordo. Nos últimos dias, surgiram sinais de que a proposta estaria em fase final de elaboração. As partes não confirmam a existência das consultas e deverão negar formalmente as conversas nesse sentido.
"Não temos nada a declarar sobre o assunto", afirmou o advogado Marcelo Leonardo, em seu nome e de seu cliente Marcos Valério.
A Procuradoria Geral da República, em Brasília, limita-se a informar que não há nenhuma providência a respeito no STF (Supremo Tribunal Federal) e que o acompanhamento do caso cabe ao Ministério Público Federal em Minas Gerais.
A hipótese de Valério acrescentar informações relevantes sobre seus negócios deve preocupar petistas e tucanos. O publicitário foi figura central no esquema de pagamentos a deputados do PT e de partidos da base aliada do governo Lula. É acusado, também, de ter sido o mentor de práticas semelhantes ainda em 1998, na campanha eleitoral que tentou reeleger o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB). Leia mais aqui.
O carequinha do mensalão quer falar. Tem muito a dizer e muita gente deve estar com medo do que ele vai falar. Marcos Valério participou do esquema de corrupção petralha que comprava deputados para votar a favor do governo e financiar ilegalmente a campanha de Lula em 2002. Mas não é só isso. Valério trabalhou na campanha eleitoral de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998.
Quero que Marcos Valério fale! Fale tudo o que sabe! Desvendo todo o esquema do mensalão e o caixa 2 tucano. Outro que poderia esclarecer muita coisa é Daniel Dantas. Se os dois falassem o que sabem sobre os bastidores fétidos da política brasileira. Fala, fala, é agora!
domingo, 22 de março de 2009
Lula prendeu o povão no Bolsa Família
Na Folha:
Apontada como prioridade em discursos oficiais, a chamada "porta de saída" do Bolsa Família não tem esse tratamento na prática. O principal programa do Ministério do Desenvolvimento Social voltado para a criação de renda e de oportunidades aos beneficiários, que leva o nome de Promoção da Inclusão Produtiva, possui um orçamento tão enxuto que obrigou o governo federal a criar um ranking de atendimento aos Estados.
A previsão é que os R$ 30,8 milhões disponíveis neste ano para o programa sejam suficientes para atender até dez Estados. Outros quatro Estados serão beneficiados com recursos restantes de 2008. Os outros oito não têm previsão para receber repasses federais. Leia mais aqui.
Lula prendeu os pobres no Bolsa Família. Todo mundo quer entrar (até quem não precisa), mas ninguém quer sair. Ou melhor dizendo, o governo não colabora para que os beneficiados do programa saiam. Eles sabem o que estão fazendo. Para que abrir as portas do Bolsa Família se tal programa gera tantos votos? É o pobrismo lulista em ação. É a “libertação” que a esquerda tanto prega.
Apontada como prioridade em discursos oficiais, a chamada "porta de saída" do Bolsa Família não tem esse tratamento na prática. O principal programa do Ministério do Desenvolvimento Social voltado para a criação de renda e de oportunidades aos beneficiários, que leva o nome de Promoção da Inclusão Produtiva, possui um orçamento tão enxuto que obrigou o governo federal a criar um ranking de atendimento aos Estados.
A previsão é que os R$ 30,8 milhões disponíveis neste ano para o programa sejam suficientes para atender até dez Estados. Outros quatro Estados serão beneficiados com recursos restantes de 2008. Os outros oito não têm previsão para receber repasses federais. Leia mais aqui.
Lula prendeu os pobres no Bolsa Família. Todo mundo quer entrar (até quem não precisa), mas ninguém quer sair. Ou melhor dizendo, o governo não colabora para que os beneficiados do programa saiam. Eles sabem o que estão fazendo. Para que abrir as portas do Bolsa Família se tal programa gera tantos votos? É o pobrismo lulista em ação. É a “libertação” que a esquerda tanto prega.
Obama é ridicularizado

Na Folha:
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, reagiu ontem com dureza à proposta de "um novo começo" na relação entre o seu país e os Estados Unidos, feita na véspera em mensagem de vídeo pelo presidente Barack Obama.
Em discurso na cidade de Meshed (nordeste) a uma multidão de milhares de pessoas que acompanhava sua fala aos gritos de "morte aos EUA", Khamenei disse que as propostas de mudança de Obama não passam de "slogan". "Se vocês [EUA] mudarem, nós mudaremos de atitude", completou.
Khamenei ressaltou que, apesar do tom conciliador da fala de Obama, "na mesma mensagem, ele acusa [o Irã] de apoiar o terrorismo, buscando armas nucleares".
O aiatolá também ironizou outra fala de Obama, de que estenderia a mão ao Irã caso o país abrisse seu punho -que constou de seu discurso de posse e foi reiterada depois, mas não foi repetida na mensagem que o americano gravou por ocasião do Ano-Novo iraniano. "Se a mão estendida estiver coberta por uma luva de veludo, mas por baixo dela a mão for feita de ferro, isso não significa nada de positivo", afirmou. Leia mais aqui.
Pois é, pessoal! Barack H. Obama veio com esse discursinho de amigo de todo mundo e olha o que ele recebe em troca. Como será que Obama vai reagir? Fazendo piadas sobre a paraolimpíada.
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, reagiu ontem com dureza à proposta de "um novo começo" na relação entre o seu país e os Estados Unidos, feita na véspera em mensagem de vídeo pelo presidente Barack Obama.
Em discurso na cidade de Meshed (nordeste) a uma multidão de milhares de pessoas que acompanhava sua fala aos gritos de "morte aos EUA", Khamenei disse que as propostas de mudança de Obama não passam de "slogan". "Se vocês [EUA] mudarem, nós mudaremos de atitude", completou.
Khamenei ressaltou que, apesar do tom conciliador da fala de Obama, "na mesma mensagem, ele acusa [o Irã] de apoiar o terrorismo, buscando armas nucleares".
O aiatolá também ironizou outra fala de Obama, de que estenderia a mão ao Irã caso o país abrisse seu punho -que constou de seu discurso de posse e foi reiterada depois, mas não foi repetida na mensagem que o americano gravou por ocasião do Ano-Novo iraniano. "Se a mão estendida estiver coberta por uma luva de veludo, mas por baixo dela a mão for feita de ferro, isso não significa nada de positivo", afirmou. Leia mais aqui.
Pois é, pessoal! Barack H. Obama veio com esse discursinho de amigo de todo mundo e olha o que ele recebe em troca. Como será que Obama vai reagir? Fazendo piadas sobre a paraolimpíada.
Os estragos de Delúbio
No Estadão:
Enquanto o ex-tesoureiro Delúbio Soares articula seu retorno ao PT, o partido ainda se esforça para tapar o buraco que restou em suas contas após a passagem dele pela Secretaria de Finanças. Decorridos quase quatro anos do escândalo do mensalão, o Diretório Nacional do PT ainda está às voltas com uma dívida de R$ 43 milhões. Desse total, pelo menos R$ 28 milhões foram herdados da gestão Delúbio. Leia mais aqui.
E Delúbio Soares articula seu retorno ao PT e sua candidatura a deputado federal nas eleições do ano que vem. Mesmo com os estragos, o PT nunca se sentiu constrangido quando seu ex-tesoureiro esteve presente nos seus eventos.
Aqui em Goiânia, o PT apoiou o PMDB na campanha municipal do ano passado. Iris Rezende, candidato a reeleição, não sentiu nenhum constrangimento quando Delúbio Soares participava de um evento aqui e acolá da campanha, ou quando seu nome aparecia nas pequenas notinhas dos jornais falando que ele estava articulando a aliança PT-PMDB, nos bastidores, a longo prazo. Enquanto o PT se vira para consertar os estragos deixados por Delúbio Soares, este caminha pelas ruas estreitas e engarrafadas de Goiânia articulando aqui e acolá tentando dar uma volta por cima em 2010.
Enquanto o ex-tesoureiro Delúbio Soares articula seu retorno ao PT, o partido ainda se esforça para tapar o buraco que restou em suas contas após a passagem dele pela Secretaria de Finanças. Decorridos quase quatro anos do escândalo do mensalão, o Diretório Nacional do PT ainda está às voltas com uma dívida de R$ 43 milhões. Desse total, pelo menos R$ 28 milhões foram herdados da gestão Delúbio. Leia mais aqui.
E Delúbio Soares articula seu retorno ao PT e sua candidatura a deputado federal nas eleições do ano que vem. Mesmo com os estragos, o PT nunca se sentiu constrangido quando seu ex-tesoureiro esteve presente nos seus eventos.
Aqui em Goiânia, o PT apoiou o PMDB na campanha municipal do ano passado. Iris Rezende, candidato a reeleição, não sentiu nenhum constrangimento quando Delúbio Soares participava de um evento aqui e acolá da campanha, ou quando seu nome aparecia nas pequenas notinhas dos jornais falando que ele estava articulando a aliança PT-PMDB, nos bastidores, a longo prazo. Enquanto o PT se vira para consertar os estragos deixados por Delúbio Soares, este caminha pelas ruas estreitas e engarrafadas de Goiânia articulando aqui e acolá tentando dar uma volta por cima em 2010.
Eu apóio esta briga
No Estadão:
Nos últimos 45 dias, sem votar projetos, o Senado foi atropelado por uma crise ética que paralisou a Casa e deixou como saldo a pior imagem para uma instituição pública: a de que virou um espaço para servir a interesses privados. Pela boca dos próprios parlamentares e de representantes da sociedade civil, que acompanharam de perto o desenrolar da crise, as práticas do Senado são vistas como típicas de "um clube de amigos" que fez "um pacto de silêncio".
A mistura de ineficiência e desmando político-administrativo consentida pelos próprios senadores pode ser medida só com os números da galopante folha salarial. Os R$ 2,1 bilhões gastos em 2007 subiram para R$ 2,8 bilhões no ano passado. Para este ano, a folha salarial é de R$ 3 bilhões - 42,8% de aumento em dois anos. Uma conta fácil de explicar porque muitos dos diretores do Senado, que cuidam só de serviços gerais, ganham até R$ 20 mil mensais.
Foram as feridas políticas abertas com a disputa pelo controle da Presidência - ganha pelo senador José Sarney (PMDB-AP) contra Tião Viana (PT-AC) - que destravaram a briga fratricida entre setores de PMDB e PT e deflagraram uma onda de revelações sobre os maus costumes da Casa.
Isso resultou na descoberta de pagamentos de horas extras em mês de recesso parlamentar (janeiro), fartura de cargos de direção (leia na página 6), uso indevido de imóveis funcionais por diretores, má utilização de verbas indenizatórias, entre outros problemas. Em um mês e meio, esse turbilhão se tornou o centro de cada conversa no Senado, e nada foi discutido ou votado fora dessa "agenda". Leia mais aqui.
Oba! Eu apóio essa briga, essas feridas abertas depois da eleição de José Sarney para a presidência do Senado. De um lado, o grupo derrotado de Tião Viana acusa os aspones de Sarney. O vencedor acusa seu adversário de emprestar o celular do Senado para a filha usar em uma viagem ao México. Isso é muito bom! Quando eles brigam nós podemos ter acesso aos podres do Congresso. Vamos vendo as diretorias de p. nenhuma que consome dinheiro público, vamos vendo o nosso dinheiro sendo usado para pagar mansões de funcionários do Senado e contas de celular usadas pela filha de vossa excelência. Isso é muito bom! Quanto mais eles brigam, mais nós sabemos dos podres congressistas que colocamos lá nas últimas eleições.
Nos últimos 45 dias, sem votar projetos, o Senado foi atropelado por uma crise ética que paralisou a Casa e deixou como saldo a pior imagem para uma instituição pública: a de que virou um espaço para servir a interesses privados. Pela boca dos próprios parlamentares e de representantes da sociedade civil, que acompanharam de perto o desenrolar da crise, as práticas do Senado são vistas como típicas de "um clube de amigos" que fez "um pacto de silêncio".
A mistura de ineficiência e desmando político-administrativo consentida pelos próprios senadores pode ser medida só com os números da galopante folha salarial. Os R$ 2,1 bilhões gastos em 2007 subiram para R$ 2,8 bilhões no ano passado. Para este ano, a folha salarial é de R$ 3 bilhões - 42,8% de aumento em dois anos. Uma conta fácil de explicar porque muitos dos diretores do Senado, que cuidam só de serviços gerais, ganham até R$ 20 mil mensais.
Foram as feridas políticas abertas com a disputa pelo controle da Presidência - ganha pelo senador José Sarney (PMDB-AP) contra Tião Viana (PT-AC) - que destravaram a briga fratricida entre setores de PMDB e PT e deflagraram uma onda de revelações sobre os maus costumes da Casa.
Isso resultou na descoberta de pagamentos de horas extras em mês de recesso parlamentar (janeiro), fartura de cargos de direção (leia na página 6), uso indevido de imóveis funcionais por diretores, má utilização de verbas indenizatórias, entre outros problemas. Em um mês e meio, esse turbilhão se tornou o centro de cada conversa no Senado, e nada foi discutido ou votado fora dessa "agenda". Leia mais aqui.
Oba! Eu apóio essa briga, essas feridas abertas depois da eleição de José Sarney para a presidência do Senado. De um lado, o grupo derrotado de Tião Viana acusa os aspones de Sarney. O vencedor acusa seu adversário de emprestar o celular do Senado para a filha usar em uma viagem ao México. Isso é muito bom! Quando eles brigam nós podemos ter acesso aos podres do Congresso. Vamos vendo as diretorias de p. nenhuma que consome dinheiro público, vamos vendo o nosso dinheiro sendo usado para pagar mansões de funcionários do Senado e contas de celular usadas pela filha de vossa excelência. Isso é muito bom! Quanto mais eles brigam, mais nós sabemos dos podres congressistas que colocamos lá nas últimas eleições.
Ninguém é bobo
Acabo de ler o editorial do Jornal Opção desta semana. O título é “Revolução silenciosa é mito” que fala que o governo Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, faz a suas obras, faz suas inaugurações, mas até agora não mostra a que veio, como será lembrado.
Alcides recebeu um governo com problemas, como a maioria dos governantes. Poderia ter colocado a boca no trombone, se seu objetivo imediato fosse a destruição da imagem do senador Marconi Perillo. Não o fez, embora parte de sua equipe tenha deixado vazar a informação de que, no início, não deslanchava por conta de um suposto rombo deixado pelo antecessor.
Destaquei este trecho do editorial. Cidinho recebeu das mãos de Marconi Perillo um Estado quebrado. Não disse nada em 2006 porque teríamos campanha eleitoral e Cidinho era o candidato a reeleição. É claro que ele não falaria do rombo nas contas deixadas pelo seu até então amigo de fé, irmão camarada Marconi Perillo. Cidinho deixou passar a campanha eleitoral, tomou posse e aí sim começou a dizer que Goiás estava quebrado e que era preciso uma reforma administrativa. Para o Estado que o Tempo Novo de Marconi e Cidinho pintaram nas propagandas parecia que não era necessária nenhuma reforma.
O governador e seus aliados davam recados aos tucanos no momento em que estes exigiam mais cargos. Ou o PSDB parava de fazer exigências e deixasse o PP mamar nas tetas do Palácio das Esmeraldas, ou o esqueleto deixado por Marconi seria mostrado. Eram só ameaças. Cidinho não falaria sobre o caos financeiro que Marconi deixou e os marconistas se contentariam em ficar com os cargos que sobrassem do banquete pepista.
E o PMDB de Iris Rezende e Maguito Vilela? Pois é, o PMDB que prometia fazer oposição ao governo Cidinho. Fez? Basta ver o deputado estadual José Nelto que sempre aparece elogiando o governador. O PMDB preferiu deixar de lado o discurso oposicionista e aproveitar que todo mundo ficou caladinho sobre esse negócio de dívidas públicas. Os peemedebistas sabem muito bem que uma investigação séria poderia compromete-los. Foram eles que quebraram o Estado até 1998. Deste até agora foi a turma de Marconi e Cidinho que fizeram a baderna.
Vemos agora a Celg quase indo para a Praça do Bandeirante pedir dinheiro para o povão que ali se aglomera para aparecer no Goiânia Urgente da TV Record, uma das várias costelas de Edir Macedo espalhadas aqui em Goiânia (ver as costelas do bispão na coluna do Diogo Mainardi postada mais abaixo). O PSDB está caladinho, o PP faz um discurso politicamente correto e o PMDB finge que não é com ele quando o assunto é a Celg. Ah, se a gente tivesse uma investigação séria sobre a quebradeira nas contas goianas. Veríamos muitos marconistas, maguistas, marconistas e cidistas corarem a cara de vergonha e gaguejarem em entrevistas ao tentar explicar o inexplicável. Aqui os políticos só tem o andar de bobo, mas bobo mesmo ninguém é. São muito espertos e estão felizes com o mito da revolução do silêncio que impera nestêstado.
Alcides recebeu um governo com problemas, como a maioria dos governantes. Poderia ter colocado a boca no trombone, se seu objetivo imediato fosse a destruição da imagem do senador Marconi Perillo. Não o fez, embora parte de sua equipe tenha deixado vazar a informação de que, no início, não deslanchava por conta de um suposto rombo deixado pelo antecessor.
Destaquei este trecho do editorial. Cidinho recebeu das mãos de Marconi Perillo um Estado quebrado. Não disse nada em 2006 porque teríamos campanha eleitoral e Cidinho era o candidato a reeleição. É claro que ele não falaria do rombo nas contas deixadas pelo seu até então amigo de fé, irmão camarada Marconi Perillo. Cidinho deixou passar a campanha eleitoral, tomou posse e aí sim começou a dizer que Goiás estava quebrado e que era preciso uma reforma administrativa. Para o Estado que o Tempo Novo de Marconi e Cidinho pintaram nas propagandas parecia que não era necessária nenhuma reforma.
O governador e seus aliados davam recados aos tucanos no momento em que estes exigiam mais cargos. Ou o PSDB parava de fazer exigências e deixasse o PP mamar nas tetas do Palácio das Esmeraldas, ou o esqueleto deixado por Marconi seria mostrado. Eram só ameaças. Cidinho não falaria sobre o caos financeiro que Marconi deixou e os marconistas se contentariam em ficar com os cargos que sobrassem do banquete pepista.
E o PMDB de Iris Rezende e Maguito Vilela? Pois é, o PMDB que prometia fazer oposição ao governo Cidinho. Fez? Basta ver o deputado estadual José Nelto que sempre aparece elogiando o governador. O PMDB preferiu deixar de lado o discurso oposicionista e aproveitar que todo mundo ficou caladinho sobre esse negócio de dívidas públicas. Os peemedebistas sabem muito bem que uma investigação séria poderia compromete-los. Foram eles que quebraram o Estado até 1998. Deste até agora foi a turma de Marconi e Cidinho que fizeram a baderna.
Vemos agora a Celg quase indo para a Praça do Bandeirante pedir dinheiro para o povão que ali se aglomera para aparecer no Goiânia Urgente da TV Record, uma das várias costelas de Edir Macedo espalhadas aqui em Goiânia (ver as costelas do bispão na coluna do Diogo Mainardi postada mais abaixo). O PSDB está caladinho, o PP faz um discurso politicamente correto e o PMDB finge que não é com ele quando o assunto é a Celg. Ah, se a gente tivesse uma investigação séria sobre a quebradeira nas contas goianas. Veríamos muitos marconistas, maguistas, marconistas e cidistas corarem a cara de vergonha e gaguejarem em entrevistas ao tentar explicar o inexplicável. Aqui os políticos só tem o andar de bobo, mas bobo mesmo ninguém é. São muito espertos e estão felizes com o mito da revolução do silêncio que impera nestêstado.
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