sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ONG é suspeita de desvio na Funasa, aponta procurador

Por Andreza Matais
na Folha de São Paulo

O Ministério Público Federal de Santa Catarina investiga repasse milionário da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) à associação Projeto Rondon, de Santa Catarina. Segundo a CPI das ONGs, a entidade foi a que mais recebeu recursos do órgão de 1999, quando começou a prestar assistência à saúde indígena, até 2007.O Ministério Público Federal já encontrou indícios de que a ONG não atua na maioria das aldeias em que deveria e que inexiste controle da Funasa sobre suas atividades. A ONG deveria atuar em quatro Estados: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Também já atuou no Paraná."Há municípios que nunca foram atendidos pela ONG, podendo-se concluir que o número de índios efetivamente assistidos é muito inferior ao 38.658 contabilizados oficialmente", diz relatório do procurador Celso Três. Ele descobriu que a Funasa nem sequer sabe quanto repassou para a entidade.O órgão informou ao Ministério Público que, de 2000 a 2007, foram R$ 75 milhões para a ONG, o que contradiz dados da Receita Federal -que, com base na CPMF, calcula que o repasse teria sido de R$ 95 milhões só de 2003 a 2007. Como os convênios vêm desde 1999, Três calcula que o total ultrapassa os R$ 100 milhões.O volume de recursos destinado à ONG é só para cuidados básicos de saúde. Tratamentos de média e alta complexidade são feitos pelos hospitais próximos às aldeias. Mesmo assim, o dinheiro não é usado de forma adequada, diz Três: "Os gastos não encontram justificativa nos trabalhos prestados. Gastou-se muito e, diante da realidade encontrada nas aldeias, fez-se pouco ou quase nada".O relatório do Ministério Público cita exemplos dos problemas que ocorrem nas aldeias. Em Novo Hamburgo (RS) e Lageado (RS), "a ONG Projeto Rondon não presta qualquer tipo de serviço aos índios da região". Em Cruz Alta (RS) "não há atendimento médico e odontológico nas aldeias, sendo os indígenas encaminhados ao hospital municipal e à Secretaria Municipal de Saúde". Em Santa Rosa (RS), os medicamentos são distribuídos pela Funasa, a ONG oferece apenas os que não integram a lista básica. O atendimento médico e odontológico nas aldeias é feito por profissionais contratados diretamente pelos municípios.Em Joinville (SC), a ONG também não oferece atendimento médico e odontológico nas aldeias: "A atuação da ONG está muito aquém do esperado, caracterizada pela incompetência na prestação de serviço público e pelo uso indevido de verba pública, não tendo a Funasa qualquer controle em relação às atividades de sua conveniente, em muitos casos chegando ao absurdo de financiar serviços e produtos que, de acordo com o convênio, seriam de obrigação da associação".Há duas semanas, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) disse que o órgão presta serviço de baixa qualidade aos índios e é "corrupto", provocando forte reação do PMDB, que indicou Danilo Forte para a Funasa.O Ministério Público Federal no Paraná também investiga a ONG, que atuou no Estado até 2005, quando perdeu o convênio após a decisão do Ministério da Saúde de criar um novo distrito só para atender os índios. A coordenadora operacional da entidade, Cleide Maria Marques Grando, acusou a Funasa do Paraná de ter difamado a ONG por ela ter se recusado a desviar dinheiro para o PTB.Em 2007, Cleide acusou o então chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do Paraná, Sérgio Esteliodoro Pozzeti, e Jefferson Reali Paraná, ex-chefe do Distrito, de terem lhe confidenciado a necessidade de arrecadarem R$ 10 mil por mês para o partido por meio "de convênio da saúde indígena". Pozzeti era filiado na época ao PTB. Paraná é irmão do coordenador regional da Funasa, Vinícius Reali Paraná. O PTB nega tê-lo indicado ao cargo. A Funasa disse que ele será afastado por 60 dias até que as denúncias sejam investigadas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O pior de tudo é a falsidade ideológica

No post abaixo disse que não responderia às antas botocudas anônimas e usei um trecho do blog da Daniela como uma ótima resposta. Uma anta que pratica o crime de falsidade ideológica merece o que? Cadeia? Não! Um chute no traseiro. E é isso que fiz e é isso que sempre vou fazer.

Volto amanhã!

Uma resposta direta e definitiva

Hoje o Reinaldo Azevedo postou no seu blog o link do blog da leitora Daniela. Lá tem fotos e uma descrição (bem escrita, diga-se de passagem) da noite de autógrafos de Reinaldo Azevedo ontem em Curitiba.

Reinaldão também publicou o link deste blog quando ele esteve em Brasília e eu fui lá pega um autógrafo e tirar uma foto. Claro que fiquei feliz e lisonjeado. Mas os petralhas adoram zapear pelo blog do Rei. Aí qualquer link para outro blog vira caminho para as antas botocudas seguirem e descarregarem seu arsenal de bobagens e babações. Respondi os primeiros ataques. Alguns leitores falaram para eu não ligar. Parei de respondê-los. Este blog não foi, não é e nunca será pautado pelas antas botocudas. Continuarei atacando as antas com nome e foto, mas as antas anônimas que acordam e a primeira coisa que fazem é ler os blogs que mais detestam isso eu deixo para o lixão apodrecer.

Voltando ao blog da Daniela. Lá as antas botocudas deixaram suas patas. Mas ela já deixou claro seu posicionamento. Concordo em gênero, número e degrau. Uma resposta direta e definitiva. Reproduzo abaixo um trecho do post dela de hoje que fala da noite de autógrafos de ontem e responde às antas botocudas do petralhismo:

Falando em ser fã do Reinaldo, recebi hoje no meu blog alguns comentários me acusando de "pensar através da cabeça do Reinaldo", de "não pensar por mim mesma". Ora, penso sim: que esses que me escreveram são uns bobalhões arrogantes. Não tenho medo de ter mestres. Mas eu sei escolher os pensamentos que eu quero que, junto com outros, me sirvam de guia, os textos que eu quero que me acrescentem, as idéias que realmente me fazem uma pessoa melhor – na minha vida privada inclusive, não apenas intelectualmente falando. Medo eu tenho é de quem não tem mestres, ou de quem acha que pode ser o mestre exclusivo de si mesmo. Afinal, o único mérito que de fato temos nesta vida é termos sabido escolher bons mestres, termos sabido escolher as boas lentes para ver e entender o mundo. Essas são as escolhas que vão nos encaminhar para todas as demais escolhas, a começar pelos primeiros mestres, que não escolhemos, que são nossos pais. Para estas pessoas que me escreveram hoje, deixo o poema "Blanco", que conheci pela voz de Marisa Monte em música de mesmo nome, mas que, pelo Google, é de autoria de Carlos Fuentes:

Me vejo no que vejo
como entra por meus olhos um olho mais límpido
E olha o que eu olho
É minha criação isso que vejo.
Perceber é conceber águas de pensamento.
Sou a criatura do que vejo.


Preciso acrescentar alguma coisa?

Podcast do Diogo Mainardi: "O quintal da Casa Branca"

Pense um minutinho só: o que aconteceria se Lula mudasse a lei para favorecer diretamente, digamos, a Andrade Gutierrez, maior doadora de sua campanha presidencial? Pense um minutinho só: o que aconteceria se Lula aparelhasse a Anatel para, digamos, autorizar um negócio nebuloso da Oi, que encheu seu filho de dinheiro, comprando sua empresa de fundo de quintal? Eu sei perfeitamente o que aconteceria: a esta altura, a gente já estaria nas ruas, com o rosto pintado de preto, denunciando o descarado conflito de interesse do presidente da República e pedindo uma CPI no Congresso Nacional, porque um abuso desses só poderia ser admitido num regime arbitrário como o da Somália ou do Zimbábue, e o Brasil é infinitamente mais legalista e ordeiro do que uma Somália ou um Zimbábue. De fato, algo assim jamais se verificaria entre nós.
E nos Estados Unidos? O que está acontecendo nos Estados Unidos? Na semana passada, Barack Obama anunciou o nome dos membros de seu time de economistas. O mercado comemorou com uma arrancada entusiasmante. Eu, pelo menos, me entusiasmei. Porque, seguindo um
conselho de Descartes – ele sempre foi o meu pensador predileto –, eu tinha acabado de aplicar todas as minhas economias na bolsa de valores. Descartes só me recomendou o seguinte: nada de empresas estatais. Foi o que eu fiz. Deu certo. Depois de dois dias de ganhos em minha carteira acionária, já comecei a pensar até mesmo em parar de trabalhar. Alguém aí, do outro lado da linha, quer dinheiro? Pode contar comigo. Eu dou.
Mas há um fator que incomoda um bocado nesse time de economistas de Barack Obama: é o fator Rubin. De Robert Rubin. Depois de sair do ministério da Fazenda de Bill Clinton, ele se tornou diretor do conselho do Citigroup. Nos últimos anos, participou de todas as manobras desastradas do banco, que agora terá de ser resgatado pelo Tesouro dos Estados Unidos. Mais precisamente: 45.000.000.000 de dólares entregues diretamente ao banco e outros 306.000.000.000 de dólares oferecidos para garantir seus depósitos. O galho é o seguinte: Robert Rubin é o José Dirceu do Partido Democrático, tendo apadrinhado a carreira dos principais assessores econômicos de Barack Obama, como Timothy Geithner e Lawrence Summers. Os mesmos assessores que agora, com o dinheiro dos contribuintes, podem salvar seu banco, o Citigroup, da quebradeira. Steven Pearlstein fez um
artigo sobre o assunto no Washington Post. Thomas Friedman fez outro artigo sobre o assunto no New York Times. Leia os dois. Está tudo lá. E leia também o que diz um editorialista de esquerda, Robert Scheer, no The Nation.
Se as coisas continuarem assim, aposto que Malia, uma das filhas de Barack Obama, acabará abrindo uma empresa de jogos eletrônicos no fundo do quintal da Casa Branca.
Ouça na íntegra aqui.

Que Deus abençoe as pessoas de bom coração

Comentar ou não comentar a foto que aparece nos jornais de hoje? Lula observa Itajaí-SC alagada pelas fortes chuvas que castigaram Santa Catarina nestes últimos dias. Lula observa do alto, dentro de um helicóptero. Por que não desceu? Por que não sujou seus pés na lama que destruiu casas e soterrou pessoas? Lula só fica perto do povo em ocasiões especiais para ele é claro.

Muitos já comparam o que aconteceu em Santa Catarina com a destruição do Furacão Katrina que destroçou Nova Orleans nos Estados Unidos em 2005. A demora do governo Bush em agir já dava indícios de que seu segundo mandato seria um desastre. Tal comparação não convém. Depois do desastre do Furacão Katrina os americanos aprenderam a lição e já sabem o que fazer quando outro fato como o de 2005 se repetir. E aqui no Brasil? O que fazer para recuperar o Estado de Santa Catarina? O que fazer para colocar as coisas nos seus devidos lugares?

Neste momento é melhor deixar Lula vendo as coisas do alto, de dentro do helicóptero. Ele mandou liberar R$ 1 bilhão para reconstruir o estado catarinense. Em tempos de crise financeira será que o dinheiro vai chegar ao seu destino inteirinho, sem nenhuma verba desviada?

Que Deus abençoe os desabrigados pela chuva e que dê forças para as pessoas de bom coração que estão se desdobrando para ajudar as vítimas. As autoridades vêem as coisas por cima. Nos importemos e ajudemos aqueles que afundam o pé na lama literalmente para ajudar o próximo. Daqui de Goiânia mando meu apoio e aviso que já estão em andamento várias campanhas para arrecadar roupas, calçados e alimentos que serão enviados para Santa Catarina.

Deixem Lula ver as coisas do alto do seu helicóptero. Ele é um zero a esquerda (sem trocadilhos) nestas horas. O que importa mesmo é a ajuda que pessoas de bom coração estão prestando para quem mais necessita.

Aguentar apanhar e seguir em frente

Volto mais tarde e deixo um trecho do filme Rocky Balboa. Eles podem atacar, mas eu seguirei em frente e sempre no ataque.

Resta saber se a denúncia vai adiante

O Popular de hoje traz uma denúncia de nepotismo na Assembléia Legislativa. Que seja apurado! E que o jornal continue denunciando. Mas, pelo passado recente das denúncias do Popular, o problema é que a denúncia morre no mesmo dia.

Cadê o Daniel Dantas?

Quero saber por onde anda Daniel Dantas. Será que ele vai responder as acusações de lavagem de dinheiro, de trapaças na privatização das teles, de escutas ilegais, de participar do mensalão?

Eu sou eu

Eu democrata? Democrata ou tucano, eis a questão? Simples: eu sou eu e ponto final. Próximo assunto...

Túlio, o cara do R$ 1

Falando em Túlio Maravilha, ele declarou ao Tribunal Regional Eleitoral que sua renda é de apenas R$ 1. Isso mesmo. Depois acham normal que se candidatem pessoas assim, como diria na novela O Clone, "espetaculozas". O problema é quando acham errado alguém dizer que isso é anormal. Mas estamos no país dos petralhas e eu não me importo de ser uma minoria que fala que as coisas na Ilha Brasilis estão anormais.

Se eles não entendem e daí?

Tem gente que lê o que não quer, me escreve e ainda acha que está abafando. Por um acaso eu proibi o delegado maluquinho Protógenes Queiroz de se candidatar? Só disse que não acredito na conversa dele. O cara está sempre ao lado da turma do PSOL. Só disse para não assustarem quando ele for candidato em 2010. Só isso.
Paulo Maluf candidato, Frank Aguiar candidato, Túlio Maravilha candidato. Hoje acha-se normal isso. Depois que eles são eleitos é que falam que o Brasil não vai para frente, que a política é essa coisa bizarra mesmo. Pois é...
Sim, defendo os direitos do indivíduo assim como defendo o indivíduo criticar aquele que defende os direitos do indivíduo. Entendeu? Então repito Chacrinha: Eu não vim para explicar. Eu vim para confundir.

Privatizar? Sim!

Eu pensei que o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, tivesse acabado com o déficit nas contas do Estado e começado a fazer de Goiás um verdadeiro canteiro de obras. Não é bem assim. O Diário da Manhã de hoje mostra que Cidinho pretende privatizar algumas rodovias do estado. Mas não tinha dinheiro no caixa? Estêstado não pára de crescer economicamente? Como assim privatizar?

O Estado incompetente sempre pede ajuda ao setor privado. Quando o Estado não dá conta do recado sempre recorre aos empresários para que estes façam o que os governantes não deram conta. Que reforma administrativa que nada! A solução é vender tudo, deixar tudo nas mãos do setor privado. Pagaremos um pouco mais para viajar? Sim, pagaremos, mas viajaremos por estradas mais seguras e confortáveis. Se o Estado comandado por Cidinho é inoperante que a iniciativa privada assuma o comando.

A favorita

Pronto! Dilma Rousseff já foi escolhida a candidata do governo para 2010. Lula jogou a bola no ar e os “movimentos sociais” só mataram no peito e fizeram embaixadinha. Veremos a UNE, a CUT e o MST e companhia já fazendo campanha para Dilma. Ela não tem carisma, não tem discurso (o PAC ainda existe?), mas mesmo assim Lula e seus seguidores já escolheram a favorita para 2010: Dilma Rousseff. Vamos esperar qual rima os “movimentos sociais” criarão para o nome Dilma.

Em busca do aval dos governadores

Por Márcio Falcão
no Jornal do Brasil

A falta de consenso entre os líderes governistas e da oposição em torno da votação da reforma tributária no plenário da Câmara vai exigir do ministro da Fazenda, Guido Mantega, um esforço maior para desarmar as bancadas estaduais contra a proposta. Há resistência por todos os lados. Hoje, Mantega tenta conseguir o apoio dos governadores do Nordeste ao texto do relator da reforma, deputado Sandro Mabel (PR-GO).
Em uma reunião na Fazenda vai discutir os valores do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) para compensar os Estados pelo fim da guerra fiscal. O governo aceitou elevar os recursos deste fundo de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões. Os governadores querem pelo menos R$ 8 bilhões. A preocupação de Mantega com os governadores da região é conseguir os 151 votos da bancada do Nordeste a favor do texto. Para a matéria ganhar corpo na Câmara e passar para o Senado são necessários 308 votos favoráveis.
Pela pressão dos governadores nordestinos, o governo cedeu e fixou a alíquota do ICMS interestadual em 2%. Atualmente, ela é de 7% quando a mercadoria é vendida para o Sul e Sudeste e de 12% quando a mercadoria é vendida para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- O diálogo é importante para construirmos o bom senso para todos - declarou o líder da bancada do Nordeste na Câmara, deputado Zezeu Ribeiro (PT-BA).

Investida

Além de procurador os governadores do Nordeste, Mantega tem disparado telefonemas para outros chefes dos Executivos estaduais, como o paulista José Serra. O tucano é um dos mais desanimados com a proposta e tem questionamentos constitucionais sobre pontos da reforma, como a questão do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que surge com a fusão do PIS, da Cofins e do Salário-Educação, incidir sobre a mesma base do ICMS estadual e o Imposto sobre Serviços (ISS) municipal.
Os contatos, no entanto, não parecem produzir o efeito esperado. O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), por exemplo, esteve na Câmara e afirmou que seu estado vai perder quase R$ 150 milhões por mês com a reforma tributária e pede que o Fundo de Equalização das Receitas seja ampliado de R$ 9 bilhões para R$ 25 bilhões. O secretário de Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, prevê um prejuízo de R$ 16 bilhões.

Atraso

Os deputados também continuam sustentando que seus estados terão prejuízos. Ontem, líderes do governo e da oposição discutiram a proposta por mais de três horas, mas não chegaram a nenhum entendimento. Alguns secretários estaduais de Fazenda acompanharam os debates que vão se estender até a próxima terça-feira. São 20 os pontos sem acordo. Entre os temas estão a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CLL), a desoneração da folha de pagamento, a concessão de anistia à empresas inadimplentes, a queda de receita por conta da redistribuição de impostos.
Mesmo com a falta de apoio à proposta, os governistas insistem que colocam a reforma em votação na próxima semana. Nos corredores, no entanto, deputados reconhecem que se não fecharem um acordo a reforma corre o risco de ser analisada apenas em 2009. A mais nova dificuldade é com a votação da medida provisória 440, que reajustou salários de 91 mil servidores. O texto já tinha passado pela Câmara, mas como foi modificada pelo Senado retorna para análise dos deputados. A oposição sinaliza que não vai facilitar os caminhos do governo. O líder do DEM, ACM Neto (BA), diz ue a pauta continuará obstruída.
- O governo não pode impor a votação – desafia ACM Neto. –Do jeito que está a reforma tributária, é impossível votá-la.

Pela 1ª vez, Supremo abre ação penal contra ministro do STJ

Por Felipe Seligman
na Folha de São Paulo

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem abrir ação penal contra o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Paulo Medina, transformando-o em réu. O tribunal afirmou que existem "indícios suficientes" para que ele responda pelos crimes de prevaricação e corrupção passiva.Ele é acusado de ter participado de esquema de venda de sentença judicial em favor de bicheiros e donos de bingos ligados à máfia dos caça-níqueis. É a primeira vez que o Supremo abre uma ação penal contra um ministro do STJ, segundo a assessoria do tribunal.Além dos dois crimes, Paulo Medina também foi apontado pelo Ministério Público como integrante de suposta quadrilha, mas os ministros, por 5 votos a 4, rejeitaram a denúncia nesse ponto específico.Prevaleceu a tese de que para ser membro de grupo criminoso é preciso ter participação "permanente" e "estável" para a realização "de uma série indeterminada de crimes", como afirmou o ministro Ricardo Lewandowski ao votar.Para o advogado de Medina, Antônio Carlos de Almeida Castro, o fato de seu cliente não precisar responder por quadrilha é uma "vitória", pois "ficou provado que ele não tinha qualquer ligação com esse grupo do Rio de Janeiro", afirmou. Também disse que todas as provas já foram produzidas pela Polícia Federal, mas nenhuma consegue demonstrar que o ministro Medina é culpado.O relator da ação no STF, ministro Cezar Peluso, afirmou, por sua vez, que uma possível rejeição da denúncia só seria possível se os fatos relatados fossem fruto de uma conspiração contra os acusados."Para eu não admitir [a abertura da ação], ignorando os fatos descritos e os elementos que suportam a denúncia, teria que imaginar que houve uma conspiração contra os denunciados para urdir contra eles a imputação de fatos absurdos", afirmou. "Por quê? A que título? Eu não tenho elementos para responder o que teriam feito os acusados contra terceiros para que imputassem indícios contra eles", concluiu.Também foram transformados em réus os outros quatro acusados pelo Ministério Público. São eles: Os juízes José Eduardo Carreira Alvim -do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região- e Ernesto Dória -do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas-, além do advogado Virgílio Medina, irmão de Paulo Medina, e o procurador da República João Sérgio Leal Pereira.Carreira Alvim irá responder por formação de quadrilha e corrupção passiva, Dória e Sérgio Leal, apenas por quadrilha, e Virgílio Medina, apenas por corrupção passiva. Durante o julgamento, que começou na quarta-feira da semana passada e durou mais de 15 horas, os advogados tentaram invalidar as provas colhidas pela Polícia Federal, que por mais de um ano monitorou os telefones dos réus. Os argumentos, no entanto, não foram acolhidos pelos ministros do Supremo.Ontem, o STF também determinou que os magistrados fiquem afastados do cargo até o final do processo, que será conduzido pelo próprio Peluso. Os magistrados poderão aguardar o julgamento final -que não tem prazo para acontecer- em liberdade.O esquema de venda de sentenças judiciais que tem os réus como supostos participantes foi desbaratado pela Polícia Federal no início de 2007, na Operação Hurricane. A PF aponta que Medina teria negociado por R$ 1 milhão, por meio de Virgílio, uma liminar concedida por ele em 2006 e depois cassada pela presidente do STF, Ellen Gracie.Com essa liminar, foram liberadas 900 máquinas caça-níqueis que tinham sido apreendidas em Niterói.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

As coisas vão se acalmando

Fiz minha última prova. Acho que sai bem. Espero que o professor concorde comigo hehehe. Aos poucos as coisas vão se acalmando. Como vocês sabem, detesto alterações na minha rotina. A partir de dezembro quero me dedicar mais a este blog. Gosto muito daqui, de escrever aqui.
Estou de saída. Tenho um encontro muito especial. Volto mais tarde.

Iris governador? Que novidade!

O prefeito Iris Rezende disse que sente saudades do governo do estado. É mesmo? E por um acaso isso é novidade? Não há outro nome dentro do PMDB forte para disputar o governo em 2010. E as próximas eleições aqui em Goiás vão pegar fogo. Quero assistir de camarote. Iris contra Marconi Perillo? Por que não? Os dois se degladeando outra vez. Os dois que quebraram o estado tentando mostrar ao eleitor quem errou menos, quem quebrou menos. Quem pode dizer a verdade sobre isso é o atual governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Mas ele é tão picolé de chuchu que até dá uma preguiça de especular alguma coisa sobre ele.

Foi bom pra você?

Ainda sobre o delegado maluquinho. Ele terminou de fazer o curso de formação em escola superior da Polícia Federal. Será que ele aprendeu muita coisa? O que ele aprendeu será executado nas suas condutas daqui para frente? É o momento de perguntarmos para Protógenes Queiroz: "Foi bom pra você?"

É claro que ele nega

Poxa vida, deixei passar batido uma reportagem que saiu hoje no Jornal do Brasil. O delegado maluquinho Protógenes Queiroz negou que vai disputar algum cargo eletivo nas eleições de 2010. Todo político nega que vai disputar alguma coisa nas próximas eleições. Eles inventam as maiores histórias para dar um nó na imprensa e não contar nada. No começo deste ano Iris Rezende não falou que iria se candidatar à reeleição para a Prefeitura de Goiânia. Não só se candidatou como ganhou de lavada no primeiro turno (também, tendo Sandy Júnior como candidato). Os políticos sempre preferem deixar para depois sobre as eleições que virão. Todo mundo nega. Ora, é claro que Protógenes Queiroz nega que seja candidato a alguma coisa em 2010. Mas essa peregrinação que ele faz junto com a turma do PSOL já nos dá alguns indícios de que veremos seu rostinho na televisão pedindo votos prometendo ser o "porta voz dos oprimidos cansados de corrupção". É só esperar: eles negam e depois se candidatam na maior cara dura.

O tempo continua passando

Solange Amaral... Solange Amaral... Solange Amaral... Este nome não me é estranho. Googlei e descobri quem é Solange Amaral. Ela disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições deste ano. Ela era a candidata do atual prefeito César Maia.
Mas por que estou falando nela? Porque ela é deputada federal e faz parte do Conselho de Ética da Câmara. Hoje seria o dia de decidir o futuro de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, acusado de desviar verbas do BNDES (como desviam verbas deste banco). O relator do processo contra Paulinho, Paulo Piau, recomendou a cassação. Mas Solange pediu tempo para analisar o parecer do relator. Ela precisa de tempo para analisar o parecer contra Paulinho? Por que? Há tanto tempo que vem se falando neste caso e Solange ainda quer mais tempo. Tudo bem, é um direito que lhe assiste. Quem agradece é Paulinho que ganha mais um pouco de tempo. Pelo visto, o que não falta no Congresso Nacional é tempo. O tempo passa, as coisas são analisadas e o tempo continua passando.