quarta-feira, 16 de abril de 2008

Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou

Leio na Folha online que o presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) vai aumentar a verba de gabinete dos seus colegas passando de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil mensais. Que beleza! Que maravilha!
Ah, se fosse em outros tempos... Veríamos os petistas na Praça dos Três Poderes juntamente com a UNE, o MST, a CUT gritando palavras de ordem contra o aumento e, aproveitando a situação, protestando contra a corrupção no Brasil. Hoje, são eles que dão aumento na maior cara de pau. São eles que acatam decisões que, num passado não muito distante, chiariam mais que criança sem chupeta.
Mas sempre é bom a gente lembrar que um certo Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou que eram 300 picaretas com anel de doutor. Eu disse 300? É muito mais. São 513 picaretas com anel de doutor.

Um acordo sem vergonha

Governo e oposição vão fazendo acordos, cada um salvando seu ministro que poderia ter a vida complicada em algum depoimento para alguma CPI que investiga os cartões corporativos. Mais uma vez a oposição se rende ao lulismo. Mais uma vez eles temem peitar esta cupanherada sem vergonha. Até quando o petismo bolivariano vai continuar dando as cartas e todo mundo aceitando quietinho? A oposição parecia valente quando o escândalo do dossiê com os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso veio à tona. Agora, a oposição faz acordo com o governo para que cada um salve quem e o que puder. Já que o governo tem acesso aos gastos de FHC para que a oposição vai peitar a cupanherada sem vergonha? Para que constranger todo mundo? É melhor cada um salvar o seu e continuar este teatrinho absurdo que é a política brasileira na era Lula.

Base cochila e oposição convoca Dilma para explicar dossiê

Por Rosa Costa
no Estado de São Paulo

Desta vez, a oposição foi direto ao ponto. Irritada com a manobra da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que adiou seu comparecimento ao Senado, parlamentares oposicionistas aproveitaram novo cochilo da base aliada e a convocaram para depor na Comissão de Infra-Estrutura sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A convocação de ontem foi o primeiro capítulo de uma blitz. Há dois novos requerimentos no arsenal dos senadores do PSDB e do DEM que ainda serão apresentados, um para depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e outro na Comissão de Meio Ambiente (CMA).Há menos de duas semanas, a Comissão de Infra-Estrutura convocou Dilma com o objetivo oficial de ouvi-la sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sobretudo sobre uma de suas obras, a usina de Belo Monte, no Pará. Na ocasião, a oposição avisou que a interrogaria também sobre o dossiê. O depoimento para falar do PAC deveria ocorrer hoje, mas foi adiado pela ministra.De iniciativa dos senadores tucanos Flexa Ribeiro e Mário Couto, ambos do Pará, a aprovação dos requerimentos em votação simbólica só foi possível porque nenhum dos aliados fiéis do governo acompanhava os trabalhos da comissão.A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), acusou os colegas de promoverem "golpes" para levar Dilma ao Senado. "Nesta comissão temos de acompanhar qual é o próximo golpe da oposição", atacou. Ironizando o cochilo dos governistas, Mário Couto os comparou a camarões "que dormem fora de hora e são levados pela maré".O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), tentou cancelar a primeira convocação, alegando que o tema está fora das atribuições da comissão. Tentou ainda transformar a convocação do dia 3 em "convite", procedimento que não está previsto no regimento do Senado. Para que o convite pudesse ocorrer, seria necessário acordo de todos os membros da comissão.Ambos os requerimentos de Jucá foram rejeitados pelo presidente da comissão, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), sob a alegação de tratarem de "matérias vencidas". Surpreendido, o líder anunciou que recorrerá ao plenário. Ameaçou ainda "esterilizar" as comissões presididas pela oposição, retirando delas os representantes da base governista. O procedimento seria inédito.
BOA CONVIVÊNCIA
A discussão na Comissão de Infra-Estrutura - convocada para sabatinar o candidato ao cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Júnior - mostrou o empenho dos governistas em manter Dilma longe da oposição. Em nome da boa convivência, Jucá pediu a Mário Couto que retirasse seu requerimento. Ele se recusou a fazê-lo.Pelo regimento, a ministra tem até 5 de maio para atender à primeira convocação. O líder do governo reiterou ontem que ela só estará disponível depois do dia 29 de abril - às vésperas do feriado de 1º de maio, quando a Casa estará esvaziada.O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), alegou que a oposição está se valendo de recursos "absolutamente regimentais" para ouvir Dilma e negou qualquer estratégia de trazê-la "na marra" ao Senado. Ele disse não entender os motivos que levam a ministra a "não querer aprofundar suas explicações".Os dois requerimentos que ainda devem ir a votação são de autoria do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Eles defendem o comparecimento de Dilma ao Senado "diante das gravíssimas denúncias veiculadas nos órgãos de comunicação sobre a participação de seus subordinados na fabricação de um dossiê para intimidar os parlamentares de oposição e o Congresso".

Cartão corporativo usado até em casa de striptease

Por Adriano Ceolin e Andrezza Matais
na Folha de São Paulo

O cartão corporativo do governo federal foi usado para pagar uma conta de R$ 148 em uma casa noturna em Salvador (BA) chamada Tchê Bar Night Club.Segundo comerciantes vizinhos, no local são realizados shows de striptease.De acordo com dados da CPI dos Cartões, o fiscal Jorge Pinheiro, da Superintendência Federal de Agricultura e Abastecimento na Bahia, usou o cartão corporativo na boate no dia 10 de março de 2005. Em entrevista à Folha por telefone, ele disse que cometeu "um equívoco" e que devolveu o dinheiro."Por equívoco, eu utilizei o cartão, que não era para ser usado porque não estava viajando. Usei de forma equivocada porque ele [o cartão] é totalmente igual ao meu cartão particular", disse. "Como o local tem problema de iluminação, usei por engano."A reportagem pediu que Pinheiro encaminhasse por fax um comprovante do reembolso. "Eu tenho cópia. Tenho tudo. Claro que eu não iria ficar numa situação dessa sem cópia para comprovar", afirmou o servidor. Até o fechamento desta edição, o documento não havia sido encaminhado.Pinheiro disse, num primeiro momento, que se tratava de um "restaurante". Depois, afirmou que não se lembrava de como era o local e não soube precisar em que data devolveu o dinheiro.O fiscal pediu que a reportagem entrasse em contato com o "setor financeiro" da superintendência. "Sou superior de Jorge Pinheiro e desconheço qualquer problema com o cartão dele", disse o superintendente substituto, Paulo Lima.O superintendente pediu que os dados fossem checados com a CGU (Controladoria Geral da União).Até o fechamento desta edição, porém, a reportagem não obteve resposta. A Folha procurou os responsáveis pela boate em Salvador, mas também não conseguiu contato.

Governo endurece regras de repasse a ONGs

Por Leila Suwwan e Marta Salomon
na Folha de São Paulo

Por meio de decreto, o governo alterou novamente ontem regras para repasse de dinheiro público a organizações não-governamentais. Embora tenha antecipado em pouco mais de dois meses a vigência de algumas medidas, como a proibição de contratar ONGs ligadas a parentes de servidores públicos e políticos, o presidente Lula revogou a exigência do prazo de 30 dias para a prestação de contas dessas entidades.O pacote de medidas anunciado depois do escândalo da compra de ambulâncias a preços superfaturados entraria em vigor em julho, mas foi parcialmente antecipado pelo decreto publicado ontem no "Diário Oficial" da União e na seqüência de novos indícios de irregularidades, desvios e favorecimentos políticos apontados pelo TCU (Tribunal de Contas de União) e nas investigações da CPI das ONGs no Congresso.Desde ontem, entraram em vigor regras como a proibição de convênios com entidades cujos dirigentes são autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, servidores públicos das pastas responsáveis pelos contratos ou seus familiares diretos. Também são vedados contratos inferiores a R$ 100 mil com Estados e municípios.O decreto original, editado em julho do ano passado, foi uma reação a irregularidades flagradas pela Operação Sanguessuga. Antes mesmo que as regras entrassem em vigor, auditores do TCU apontaram brechas nas medidas.A Folha revelou na última semana irregularidades em contratos com entidades, como o Instituto Xingó e a Associação Nacional de Bares e Restaurantes e alguns petistas. A primeira entidade é dirigida pelo tesoureiro do PSB de Pernambuco e teve mais de R$ 11 milhões liberados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, da cota do partido na Esplanada. Convênios assinados pelo Ministério do Turismo com a Abrasel, uma entidade de classe, foram considerados contrários ao interesse público.Antes disso, foram reveladas ligações políticas em entidades com convênios do Ministério do Trabalho (PDT), do Ministério dos Esportes (PC do B) e da Secretaria da Pesca (PT de Santa Catarina).Auditores do TCU recomendam a exigência de seleção pública para a escolha de ONGs. O decreto do governo trata a seleção pública como uma opção. Tampouco há proibição ou necessidade de revelar ligações a partidos políticos nos cadastros que serão exigidos.A previsão no ano passado era que as regras para aumentar o controle sobre o dinheiro repassado a ONGs valeriam a partir de janeiro deste ano. Mas um segundo decreto de Lula adiou a entrada em vigor para julho, já no período de três meses antes das eleições municipais em que a assinatura de convênios fica suspensa.As regras mais importantes para a fiscalização e controle das ONGs só entrarão em vigor em julho. É o caso do sistema informatizado de acompanhamento dos contratos e repasses às entidades e da exigência de que as ONGs façam "no mínimo" uma cotação de preços e siga princípios de "impessoalidade, moralidade e economicidade" antes de comprar bens ou contratar serviços.Repasses para Estados, municípios e entidades sem fins lucrativos consomem cerca de R$ 140 bilhões por ano dos tributos arrecadados pela União.Segundo o Ministério do Planejamento, a antecipação ocorreu para realizar a primeira etapa de funcionamento do "Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse". Esse sistema será público a partir de julho.

Base e oposição fazem acordo na CPI para "salvar" ministros

Por Andrezza Matais e Adriano Ceolin
na Folha de São Paulo

Surpreendido por uma rebelião na base aliada e acuado com a ameaça de ter de enfrentar uma nova CPI dos Cartões Corporativos, esta só no Senado, o PT fechou ontem acordo que assegurou à oposição acesso a parte dos dados sigilosos da Presidência da República e que ex-ministros do governo Fernando Henrique não serão convocados a depor se nada for encontrado contra eles.Em troca, a oposição vai postergar a instalação da CPI do Senado, que teria como foco o governo Lula, e retirar da pauta a votação de requerimentos que obriguem os governistas a se exporem votando contra.A lista de requerimentos incluía a convocação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dos ex-ministros de FHC Raul Jungmann (Desenvolvimento Agrário), Paulo Renato (Educação) e Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil), além da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), da filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro da Silva, e do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). Pelo acordo, todos serão poupados."Não se convida ex-ministro de um lado ou ministro de outro. Pode ser que a gente chegue a esse tipo de entendimento em função da possibilidade de andamento dos trabalhos", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).Em reunião entre a base e a oposição, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), coordenador da base na CPI, deu a senha: "Se é para ir para o enfrentamento, temos o Serra para convocar".O PT aceitou ainda dividir a relatoria com quatro outros deputados, dois da oposição. As mais importantes -de sistematização e fiscalização dos gastos- ficarão com a base aliada. As de mecanismos de controle e aprimoramento de fiscalização, mais propositivas, com deputados da oposição. Também será pedido ao general Jorge Félix (Gabinete da Segurança Institucional) que defina caso a caso o que é sigiloso.Esse acerto irritou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que só foi informada do acordo depois de fechado. A Folha apurou que, em reunião com parlamentares da base na CPI, a senadora disse que a divisão da relatoria enfraquece o poder do relator, Luiz Sérgio (PT-RJ), e já criou problemas para o governo em outras CPIs.
Dados sigilosos
O acordo também prevê o acesso da CPI a dados sigilosos da Presidência que estão no TCU (Tribunal de Contas da União). Requerimentos nesse sentido já foram rejeitados pela base, que ontem mudou de posição depois de ter sido informada pela Casa Civil de que não há nada de comprometedor. Além disso, o TCU teria apenas 2,6% dos dados sigilosos da Presidência.Os documentos referem-se a datas específicas solicitadas pelos técnicos do tribunal do final de 2002 até o início de 2003. "Eles entregaram os anéis", disse a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).O acordão foi costurado em meio a reunião da CPI ontem, sem a presença dos jornalistas.Antes de fechar o acordão, o PT contornou rebelião na base. Os deputados Carlos Willian (PTC-MG), João Magalhães (PMDB-MG) e Marcelo Melo (PMDB-GO) disseram que não votariam com o governo.A queixa é que deputados do PT têm definido no Planalto, com o ministro José Múcio (Relações Institucionais) e o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, orientações da CPI, não se expõem para defender o governo, e, depois que os três fazem o serviço, vão ao Planalto "cantar vitória".

terça-feira, 15 de abril de 2008

Papa nos Estados Unidos


Da Folha online

O papa Bento 16 desembarcou na tarde desta terça-feira na base aérea Andrews, nas imediações de Washington, nos Estados Unidos, em sua primeira visita ao país depois como pontífice. Durante a visita, ele deve tentar reverter as críticas à Igreja Católica causadas por escândalos sexuais envolvendo religiosos.
Em um gesto raro, o presidente George W. Bush recepcionou o papa em sua chegada na base aérea em Washington. A agenda de Bento 16 na capital dos EUA inclui uma reunião com Bush na Casa Branca, encontros com bispos e um discurso em um estádio de beisebol. Nesta terça-feira, no avião rumo aos EUA, o papa disse que escândalos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos americanos são "uma vergonha" e representaram "um grande sofrimento para os EUA", "para a igreja" e para ele, pessoalmente.
"Não entendo como puderam acontecer", acrescentou o papa, em afirmações feitas aos jornalistas que o acompanharam no avião que o levou à sua primeira visita aos EUA como chefe da Igreja Católica. Bento 16 ficará nos EUA até o próximo domingo (20).
"Quando leio as histórias das vítimas parece impossível entender como pôde acontecer que um sacerdote traia sua missão de dar incentivo e o amor de Deus a estas crianças", disse Bento 16.
Foi após essa frase que o papa qualificou como uma "vergonha" esses atos e acrescentou: "Agora temos de fazer tudo o possível para que isto não volte a acontecer".
O pontífice disse que, para evitar casos como estes, a igreja atuará em vários níveis: "Colocando regras, reconciliando-se com os católicos e com uma boa formação dos sacerdotes". Bento 16 ressaltou que se referia à pedofilia e não à homossexualidade.
O papa lembrou também que agora a Igreja conta com normas e que nenhuma pessoa pode ser sacerdote "se for pedófilo". Ele ressaltou que "é preciso fazer justiça às vítimas".


Agenda


O avião que levou Bento 16 aos EUA--um Boeing 777 da companhia Alitalia-- decolou do aeroporto de Fiumicino, em Roma, às 12h locais (7h de Brasília).
Durante sua viagem ao país, Bento 16 vai celebrar missas em estádios de Washington e Nova York, visitar o marco zero [área onde ficavam as torres do World Trade Center destruídas nos atentados de 11 de setembro de 2001], encontrar com representantes de outras religiões e fazer um discurso na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Ele também fará aniversário durante a viagem, completando 81 anos nesta quarta-feira (16).
Além de ser recebido hoje por Bush e pela primeira-dama Laura na base aérea, Bento 16 será recebido nesta quarta-feira na Casa Branca, em Washington, onde deve fazer um discurso. A agenda do dia inclui encontros com membros da Igreja Católica e desfiles em carro panorâmico em alguns percursos.
No dia seguinte, quinta-feira (17), ele vai celebrar uma missa no Estádio Nacional de Washington. Segundo a agência de notícias Efe, a arquidiocese de Washington emitiu 46 mil ingressos para a celebração. Durante o dia, o papa também vai se reunir com representantes da Igreja Católica e de outras religiões.


ONU


Na sexta-feira (18), Bento 16 embarca para Nova York, onde pronunciará um discurso na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Entre as atividades do dia, o papa também terá um encontro ecumênico na igreja de St. Joseph.
No sábado (19), o papa celebra uma missa com os sacerdotes, religiosos e religiosas na Catedral de St. Patrick, almoçará com bispos da arquidiocese e encontrará com jovens e seminaristas.
No domingo (20), último dia da viagem de Bento 16 aos EUA, o papa visitará o marco zero e também vai celebrar uma missa no estádio dos Yankees. Ele embarca para Roma à noite.


Segurança


Esta será a primeira viagem do chefe da Igreja Católica aos EUA desde os atentados de 2001 e a segurança é muito mais rígida que durante a visita do antecessor, João Paulo 2º, ao país.A polícia trabalhará em estreita colaboração com os serviços secretos e membros da Guarda Suíça, responsáveis pela proteção do papa, durante os seis dias da estadia do pontífice.
O número de oficiais não foi revelado, mas a polícia anunciou que incluirá homens-rã no East River, franco-atiradores nos terraços, helicópteros e carros blindados.
Ao contrário da primeira visita do João Paulo 2º ao país, que em 1979 presidiu uma missa em parque aberto no sul de Manhattan, a entrada dos eventos será estritamente controlada. Além da verificação das identidades, serão instalados detectores de metais em todos os eventos da visita.
Os grandes desafios para a polícia serão a missa do papa em dois estádios, em Washington em 17 de abril, e no estádio dos Yankees, em Nova York, três dias mais tarde.
A segurança nos dois locais será grande, com ingressos de entrada intransferíveis com códigos de barra. O FBI exige que os fiéis compareçam seis horas antes do início das cerimônias.

Relembrando Lula

Lula e as viagens de Fernando Henrique Cardoso em 1997:

Ao viajar, dizendo que está trabalhando, mas fazendo campanha, o Fernando Henrique desloca com ele todos os jornais, rádios e televisões. Todo mundo fica sabendo onde ele esteve, fazendo o que e pronunciando qual discurso. Concorrer com ele, ou melhor, contra um presidente exercendo o mandato, é uma briga desigual.

Epa!

Pô! Faz tempo que não falo nada sobre o que estou lendo. Se minha memória não falhar acho que só falei de um livro, uma biografia de Heitor Villa-Lobos. Já li este livro. Depois li outros. Neste final de semana terminei de ler Noites Tropicais de Nelson Motta (meu exemplar é autografado). Agora estou lendo Pasquim e os anos 70 de José Luiz Braga. Realmente é mais pra epa que pra oba. O autor analisa o semanário revolucionário que incomodou gentes e governos no final dos anos 60, passando pelos 70 e acabando nos 80. Mostra também que nem de risos viveu o Pasquim. Além de falta de dinheiro tinha também falta de entendimento gerando vários afastamentos. Sem contar a pressão dos milicos, da prisão de seus integrantes. Por enquanto o livro está me agradando. Vamos ver até o final.
Epa! Antes de terminar este post é bem interessante fazer uma observação. Na época do Pasquim era obrigação ser oposição ao governo. Hoje, ser oposição ao governo é golpismo, manipulação, é entrar no jogo da Rede Globo e da revista Veja contra Lula. Vamos relembrar do Pasquim. Mas vamos esquecer Ziraldo, o cara que acha que o Brasil deve muito a ele. Ele fala oba! Eu falo epa!

Assim como Jamanta não morreu

Ninguém sabe responder o porquê do governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho ter rompido com o senador Marconi Perillo. Os aliados falam que os dois estão unidos, mas os fatos mostram o contrário. Previamente programado para receber o governador de Minas Gerais Aécio Neves na quinta feira passada, Cidinho preferiu tomar café da manhã com o prefeito de Goiânia Íris Rezende (que sempre foi adversário do Tempo Novo de Marconi e Cidinho). Foi uma prova concreta de que o Tempo Novo acabou.
Cidinho, a cada dia que passa, está mais lulista do que nunca. Elogia Lula, recebe aliados de Lula e prefere dividir palanque com outros lulistas ao invés de prestigiar eventos dos seus até então aliados. Durante a campanha eleitoral de 2006 Cidinho não deu o apoio total à candidatura de Geraldo Alckmin no segundo turno das eleições presidências. Alckmin ganhou de Lula no primeiro turno. No segundo, o fundador do Foro de São Paulo venceu o Picolé de Chuchu.
Desde 2006 que Cidinho e Marconi não falam a mesma língua. Desde 2007 que Cidinho fala em crise financeira. Desde então marconistas e cidistas brigam entre si ou para manter os cargos que possuem, ou esconder para debaixo do tapete as trapaças praticadas pelo Tempo Novo.
Sem dinheiro no caixa, Cidinho corre para a barra da saia de Lula. Por quê? Por que Cidinho está tão preocupado com dinheiro se Marconi Perillo entregou um estado totalmente excelente, sem nenhuma dívida, tudo em dia? Aí tem coisa. Será que um dia saberemos a verdade? Sei não. Só sei que Cidinho está mais lulistas que nunca e Marconi tenta mostrar que o tal Tempo Novo não morreu. Assim como Jamanta não morreu, o Tempo Novo continua mais vivo do que nunca.

Lulistas querem terceiro mandato

Os lulistas bolivarianos falam que é culpa da imprensa a possibilidade do terceiro mandato para Lula estar em evidência. Vejam que são os lulistas bolivarianos que falam, que discutem, que tentam alterar a Constituição, na busca de deixar Lula por muito mais tempo no poder. Foram eles que começaram com isso!

Colando no PAC e o golpismo do terceiro mandato

Por Simone Iglesias
na Folha de São Paulo

O encontro da Direção Nacional do PT com prefeitos, ontem em Brasília, se transformou em ato de desagravo à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que municiou os petistas às eleições municipais deste ano com informações sobre andamento e prazos das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).No encontro, a direção da sigla orientou os prefeitos a "colarem" na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a "nacionalizarem" a campanha.Os cerca de 150 prefeitos que estavam na reunião aprovaram moção simbólica apresentada pela prefeita de Santarém (PA), Maria do Carmo, em solidariedade a Dilma, envolvida no caso do dossiê. "Há questões que têm de ser apuradas. Mas sempre se percebe que por ser mulher ela se torna um alvo fácil."Dilma ouviu também apelos para que concorra à sucessão de Lula. Segundo apurou a Folha, ela não fez nenhum comentário, apenas sorriu. Após o término da reunião, ficou por cerca de 30 minutos tirando fotos ao lado dos prefeitos.A ministra apresentou o PAC como programa que tem compromisso com o interesse público e como modelo que possibilitará distribuição de renda com igualdade de oportunidades. Ela disse ainda que a ampliação do crédito para consumo demonstra que o crescimento no país é sustentado, e não é "o vôo da galinha". Dilma afirmou aos prefeitos que entregará a eles hoje cartilha com as principais obras do PAC.No encontro, o primeiro para discutir as eleições com os prefeitos, a direção do PT orientou os prefeitos para que falem do PAC, porque representa "programa de governo" com reflexos diretos nas cidades.A direção pediu que, nos municípios em que haverá disputa com partidos governistas, não ocorra enfrentamento a ponto de comprometer as relações nacionais. Também disse aos prefeitos que pediu a Lula que reserve parte de sua agenda para participar das campanhas.À tarde, os participantes receberam uma pasta com resultados positivos de programas do governo federal nas cidades.Os prefeitos também discutiram um terceiro mandato para Lula. A proposta foi sugerida pelo prefeito de Recife, João Paulo, que voltou a defender uma gestão de cinco anos com possibilidade de nova reeleição.Na reunião fechada, ele disse, segundo a Folha apurou, que o presidente "fez a maior revolução social do país" e que deveria concorrer novamente.A manifestação recebeu aplausos, mas não avançou a ponto de garantir um movimento pró-terceiro mandato. Depois de João Paulo, João Coser, de Vitória, criticou a proposta dizendo que "não é momento de discutir o assunto".O único prefeito que disse apoiar o terceiro mandato foi Sérgio Stasinski, de Gravataí (RS). "Deveríamos ao menos deixar a população se manifestar por meio de um plebiscito."O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse respeitar a posição de João Paulo, mas afirmou que não concorda com a idéia.

Para a PF, Casa Civil montou dossiê sobre gastos de FHC

Por Andréa Michael
na Folha de São Paulo

A base de dados montada dentro do Palácio do Planalto com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso é um dossiê. Essa é a avaliação do delegado da Polícia Federal encarregado dessa investigação. Segundo a Folha apurou, a equipe de Sérgio Menezes concluiu que a Casa Civil não adotou um padrão técnico para o levantamento das despesas tucanas e não respeitou previsões legais relacionadas aos trâmites de documentos.O material foi vazado a conta-gotas à imprensa em fevereiro, quando o governo Lula tentava impedir a instalação da CPI dos Cartões Corporativos.Há quase um mês, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nega a denominação de dossiê para o trabalho feito por sua equipe. As negativas ocorrem apesar do formato de organização das informações (extraídas sem justificativa do arquivo morto da Presidência), das observações com viés político contidas no documento e de os gastos do ex-presidente terem sido lançados numa base paralela ao sistema oficial de controle de suprimento de fundos.O delegado Sérgio Menezes, que há uma semana investiga o caso, disse a interlocutores que o levantamento feito pela equipe de Dilma constitui um dossiê porque não seguiu o trilho normativo previsto no decreto 4.553, de dezembro de 2002, que dispõe sobre a "salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, no âmbito da administração pública".Em primeiro lugar, a PF buscará saber se, como prevê o decreto, a Casa Civil criou uma Comissão Permanente de Avaliação de Documentos Sigilosos, que deve, entre suas atribuições, analisar periodicamente a documentação secreta produzida na repartição, determinar o destino de tais papéis e autorizar o acesso aos documentos reservados.O decreto também sugere o uso de chaves de segurança (senhas) e de criptografia nos sistemas informatizados nos quais estão arquivados dados considerados sigilosos -o que a PF acredita não ter sido observado no acontecido.Com base no artigo 37 do decreto, a PF vai buscar os responsáveis e definir eventuais punições. Diz o seu parágrafo 1º: "Todo aquele que tiver conhecimento, nos termos deste decreto, de assuntos sigilosos, fica sujeito às sanções administrativas, civis e penais decorrentes da eventual divulgação dos mesmos".Até a conclusão desta edição, a assessoria de imprensa da Casa Civil não respondeu aos recados deixados pela Folha.O dossiê contém informações sobre gastos com bebidas alcoólicas, entradas de cinema para seguranças que serviam à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, além de pagamentos feitos a Roberta Sudbrack, chefe de cozinha do governo FHC.Antes de definir em qual prática irregular ou ilegal poderá enquadrar os responsáveis por fazer o dossiê e por seu vazamento, a PF buscará desvendar a motivação dos atos.Na semana passada, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que não é crime montar dossiês. Crime, disse, é funcionário público vazar dado sigiloso.Reportagem da Folha informou que o Planalto cogita admitir publicamente que fez um dossiê para comparar gastos do casal FHC com os gastos de Lula e Marisa Letícia para se prevenir contra eventuais revelações incômodas da PF.Hoje deve ficar pronta a perícia nos sete computadores que a PF apreendeu na Casa Civil (cinco laptops e dois de mesa). Ela deve mostrar quem acessou os dados do dossiê, quem o elaborou, trocas de e-mails e até eventual alteração de informações. É com base nisso que a PF definirá a lista de quem será ouvido. A PF tem, no total, 30 dias para concluir o inquérito.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A UNE virou piada

No governo Lula a UNE virou piada. Nem passa perto do que ela era nos governos anteriores. Como Lula a sustenta, a UNE não o atrapalha. A UNE não colocou o bloco na rua quando os mensaleiros petistas foram flagrados. A UNE apóia Lula e não tem vergonha disso. A UNE não tem vergonha de ser governista.
Leio que a entidade vai fazer protestos na quinta feira que vem. A UNE fazendo protestos? Só pode ser piada. Os velhos que ali estão, de tanto mamar nas tetas do estado, nem se lembram como fazer protestos. Quem sabe alguém da Casa Civil não publica uma cartilha para os palhaços?

Eles começaram a explorar as reservas de Tupi?

Quer dizer que encontraram uma reserva de petróleo maior que a de Tupi. Que interessante, não é mesmo? Já estou imaginando os lulistas-bolivarianos soltando rojões. Mas fica a pergunta: será que o governo já começou a extrair petróleo da bacia de Tupi? Sei lá. Esses nacionalistas do pau oco dão essas notícias e nem falam pra gente o quanto que a Petrobrás já começou a tirar destes campos enormes nunca vistos na história destêpaiz.

domingo, 13 de abril de 2008

E o São Paulo ressuscitou

E o São Paulo ressuscitou. Quem diria. Muitos não acreditavam que o São Paulo venceria o Palmeiras. E venceu. Venceu por 2 a 1. Alex Silva voltou com tudo e recompôs com Miranda a zaga maravilhosa do ano passado. Apesar do pênalti que ele provocou. Finalmente a zaga está armada. O São Paulo precisa melhorar na hora do passe, procurar não errar passes.
Agora quem tem a vantagem do empate é o São Paulo. Mais descansado, mais organizado, vamos ao Palestra Itália tentar mais uma vaga na final do Paulistão. Finalmente o São Paulo ressuscitou. E ressuscitou na hora certa.

Uma pergunta

Por que o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, e o senador Marconi Perillo estão distantes? Aconteceu alguma coisa grave que nós não sabemos (e será que um dia saberemos?)

No arquivo tem coisa

Publiquei aqui no blog algumas reportagens da Folha de São Paulo de 1997 que mostravam as opiniões de alguns lulistas bolivarianos sobre o projeto de reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Lula achava que este projeto era uma amostra do autoritarismo de FHC. Olhem lá no arquivo.

Defendendo o golpismo

Quem diria. Um dos filhos da Dona Zélite defende um terceiro mandato para Lula. Numa entrevista para a Folha de São Paulo de hoje o empresário Lawrence Pih defende a tese de que Lula poderia disputar um terceiro mandato. Ele acha que o projeto lulista não está completo. Quem diria. Um filho da Dona Zélite querendo que Lula continue mais tempo no poder. É a tese golpista disseminada pelo lulismo bolivariano de que muito foi feito e muito tem que ser feito. Abaixo coloco um trecho da entrevista. É triste ver que o pensamento único esteja prevalecendo no país. Muitos querem que continue do jeito que está. Ninguém sabe como estará a economia daqui a um dia imagine daqui a quatro anos. Ninguém sabe se a crise na economia dos Estados Unidos irá se espalhar pelo mundo todo. Mas, aqui no Brasil, já se sabe que os lulistas bolivarianos, a base aliada e até os empresários (tão odiados pelo lulismo bolivariano num passado não muito distante) defendem um terceiro mandato para Lula. É a defesa do golpismo lulista. Ah, mas não vamos deixá-los em paz nem um segundo se quer.

FOLHA - Empresários querem o terceiro mandato? O sr. é voz isolada?
PIH - Muitos estão tendo resultados expressivos, estão vendo a estabilidade econômica e que o governo conduz com seriedade a economia. Acham que não seria ruim continuar as coisas como estão. Não dizem que apoiariam um terceiro mandato, mas veriam com bons olhos que as coisas fiquem como estão. Não têm do que reclamar.

Esperemos amanhã

Assisti uma parte do primeiro jogo da semifinal entre Ponte Preta e Guaratinguetá. Como acabou a primeira fase em primeiro lugar, o Guaratinguetá tinha além da vantagem do empate nos dois jogos o favoritismo. Perdeu de 1 a 0. Será que os favoritos vão perder neste primeiro jogo da semifinal? Seria uma chance para aqueles que pelejaram para ultrapassar a primeira fase e só se classificaram na última rodada? Espero que sim. Se os favoritos vão perder espero que o Palmeiras perca amanhã para o São Paulo. O time do Palestra Itália está inteiro enquanto que o meu tricolor do Morumbi está esfacelado. Seria uma chance? Será que a derrota do Guaratinguetá para a Ponte Preta seria um aviso, um alerta, uma luz no fim do túnel? Espero que sim. Esperemos amanhã.