Os petistas estão doidos para fechar aliança com o PMDB nas principais capitais brasileiras. Em São Paulo, PT e PMDB estão próximos de fechar um acordo em torno da candidatura de Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo. O deputado petista Henrique Fontana disse: Conversamos hoje [ontem] sobre a importância de criar um ambiente de governabilidade nacional, onde PT e PMDB têm muita importância em todo o país. Queremos construir um ambiente favorável em todo o país. É, pelo visto aqui em Goiânia o PT irá apoiar o PMDB de Íris Rezende. Não adianta Marina Santanna tentar melar o acordo. Sabe como é o PMDB apóia Lula e Lula é a coisa mais importante para o PT. Já estou vendo os petistas levantando a mão do velhinho dizendo: “Este é o nosso candidato”. Críticas do passado? O que importa mesmo é Lula. O resto é resto e o passado é passado.
quarta-feira, 19 de março de 2008
É hoje
Segundo a Subprefeitura do Butantã Silvio Pereira, aquele fã do jipe Land Rover, deverá começar hoje a prestar serviços comunitários. Esta prestação de serviços é uma troca pela suspensão do processo do mensalão. Será que, finalmente, Silvinho vai colocar a mão na massa? Aguardemos.
Todo mundo tem carta branca de Lula
Lula continua a distribuir carta ou cheque em branco para seus aliados. Roberto Jefferson disse certa vez que Lula lhe daria um cheque em branco como prova de confiança. Pois é, o PT confiou tanto no general da tropa de choque do Collor que acabou resultando nas denúncias do mensalão. Ontem, a ministra do Turismo Marta Suplicy disse que Lula lhe deu carta branca. Ou ela fica no ministério, ou sai candidata à Prefeitura de São Paulo. Aí quando a coisa não dá certo Lula fala que não deu nenhuma carta ou cheque em branco. Ah, ele fala também que não sabia de nada. É aquela velha lorota que, infelizmente, nós acostumamos a ouvir. Guardemos bem: Lula deu carta branca para Marta Suplicy.
terça-feira, 18 de março de 2008
"O fim de um petista americano" por Olavo de Carvalho
O pessoal aí no Brasil não está entendendo direito o que aconteceu com o ex-governador de Nova York Eliot Spitzer. O sujeito parece vítima de perseguição moralista, mas não é nada disso. Primeiro, prostituição em Nova York não é crime nenhum. Crime – crime federal – é levar prostitutas de um Estado para fazer michê em outro. Isso é assim precisamente por causa da diferença entre as leis dos vários Estados, um restinho de federalismo que tem de ser respeitado, principalmente – ora bolas! – se você é governador de um dos Estados envolvidos. Segundo: Spitzer fez carreira no moralismo acusatório com tons anticapitalistas no mais puro estilo PT. Sua atuação lembra muito a de José Dirceu e Aloysio Mercadante nas célebres CPIs do começo da década de 90, cortando a esmo cabeças de culpados e inocentes e subindo aos píncaros da glória sobre montanhas de reputações destruídas. Não tem cabimento ficar com dó de um malicioso que se afoga no seu próprio veneno. O tipo de retórica de Spitzer é de sucesso muito fácil porque as mesmas multidões que se elevaram a um padrão de vida decente graças ao capitalismo ignoram como o sistema funciona, e guardam sempre um fundo de inveja rancorosa baseado na crença de que a riqueza de uns é obtida à custa do empobrecimento de outros. Ironicamente, essa crença é verdadeira no que diz respeito a todos os demais sistemas econômicos que já existiram no mundo – a comunidade agrária, o escravismo, o feudalismo e o socialismo. A diferença específica do capitalismo – e a única razão do seu sucesso – é que ele funciona precisamente ao contrário desses sistemas. É impossível um sujeito enriquecer por meio de investimento capitalista (mesmo puramente financeiro) sem espalhar riqueza pela sociedade em torno, mesmo que não queira fazê-lo. O capitalismo é em seu mecanismo mais íntimo um efeito multiplicador, que faz “justiça social” por automatismo, e o faz melhor do que qualquer governo soi disant idealista e humanitário. Vejam anualmente o index de Liberdade Econômica da Heritage Foundation e me mostrem um único regime intervencionista onde as pessoas tenham padrão de vida melhor do que nas nações de economia mais livre. No entanto, por força da sua mesma prosperidade incontornável, o capitalismo fornece a vastas multidões de classe média os meios de acesso à educação universitária e depois não tem como dar a essa gente uma função útil na economia. O remédio é expandir ilimitadamente a "indústria cultural" para dar emprego à nova classe ociosa. Resultado: aumenta a cada dia o exército de pseudo-intelectuais frustrados, ressentidos, ávidos de um poder à altura dos méritos ilusórios dos quais se imaginam portadores. O progresso do capitalismo cria inexoravelmente a cultura da revolta socialista. Não o proletariado, mas a arraia-miúda universitária – o "proletariado intelectual", como o chamava Otto Maria Carpeaux – é a verdadeira classe revolucionária. A composição sociológica de todos os partidos esquerdistas do mundo comprova isso da maneira mais patente. No entanto, não se pode dizer que Marx acertou nem mesmo nesse sentido imprevisto ao dizer que "o capitalismo traz em si a semente da sua própria destruição". A classe revolucionária não destrói o capitalismo: só o perverte mediante arranjos que elevam os revolucionários à condição de classe dominante ao mesmo tempo que mantêm em funcionamento aquele mínimo de liberdade de mercado sem o qual o socialismo, que só pode existir como promessa indefinidamente adiada, se transmutaria em realidade e se extinguiria automaticamente. A cultura do socialismo é a doença congênita do capitalismo avançado. Ele pode sobreviver indefinidamente a essa doença, mas à custa de destruir todos os bens culturais, morais e políticos que justificam a sua existência. A degradação da democracia genuína em "democracia de massas" – a ditadura da burocracia imperando sobre as formas vazias de instituições que perderam todo o sentido – é o preço de um capitalismo incapaz de criar uma cultura capitalista. Gerar e destruir incessantemente tipos como Eliot Spitzer e José Dirceu é apenas um dos vícios estruturais inumeráveis que constituem o repertório de possibilidades da "democracia de massas".
No comments
No documentário de Ben Stein, Expelled: No Intelligence Allowed , o dr. Richard Dawkins, que seus devotos consideram a encarnação mesma da razão científica em luta contra as trevas do obscurantismo e da superstição, faz uma revelação altamente significativa: ele não acredita no Deus dos cristãos e judeus, mas acredita... em deuses astronautas! Stein, que é um tremendo gozador, refreia-se e, por caridade, transmite a declaração sem comentários. Só não farei o mesmo porque não me sai da cabeça a frase célebre de G. K. Chesterton: "Quando os homens param de acreditar em Deus, não é que não acreditem em mais nada – eles passam a acreditar em tudo."
Lula e as medidas provisórias
Lula disse que é humanamente impossível governar sem medidas provisórias. É mesmo? Ele, quando era só um líder oposicionista, criticava os presidentes que emitiam medidas provisórias. Lula no poder faz o que os outros faziam e esconde suas críticas.
Eles vão com o velhinho
É bem capaz do PT daqui de Goiânia embarcar na candidatura de Íris Rezende nas eleições municipais de outubro. Dizem que os petistas estão divididos. Será? Eles vão com o velhinho e ponto final.
Que vergonha!
O PT de São Paulo está doidinho para apoiar o peemedebista Orestes Quércia. Eles apóiam Quércia se tiver apoio dele para a candidatura de Marta Suplicy a Prefeitura de São Paulo. Que vergonha! Os petistas paulistas sempre criticaram Orestes Quércia. Numa campanha eleitoral, Quércia disse que Lula não sabia nem dirigir um carrinho de pipocas. Em resposta, Lula disse que não roubava as pipocas. É, minha gente, o cara que não sabia dirigir carrinho de pipocas se alia ao ladrão de pipocas. Que vergonha!
O golpe eleitoral
Lula vai ampliar o Bolsa Família em ano eleitoral. É mais um golpe do petismo. Até quando vamos continuar assistindo Lula e seus aloprados passando por cima da Lei? Até quando vamos ver os aloprados petistas tentando calar o ministro do STF Marco Aurélio Melo quando este critica as atitudes lulistas populistas feitas neste ano que tem eleições? O Bolsa Família beneficiou Lula na campanha eleitoral de 2006. Amigo que é, companheiro que é, vai usar o mesmo artifício para eleger ou reeleger seus aloprados. É o golpe eleitoral de Lula em ação.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Um direitista discreto
Um amigo meu me disse que eu era um direitista discreto. Ele disse que eu não expressava minhas idéias num debate recheado de esquerdistas. Ele tem razão. Eu não participo de um debate recheado de esquerdistas. Claro, se eles me chamarem eu vou. Eu vou sabendo o jeito deles de debater: só eles têm razão e o resto é um bando de burgueses manipulados pela mídia. Debater com esquerdista é um saco, mas se eles me chamarem pra briga eu vou. Sou discreto mesmo, fico na minha. Mas experimenta me provocar.
Eles não são dos trabalhadores
Discutir com petista é um saco. Eles sempre estão com a razão. Eles sempre são os donos da verdade. No meio da discussão o petista bate no peito e fala que ele e o seu partido são os representantes do povo, representantes dos trabalhadores.
Por que estou falando isso? Porque o Seu Silvio Pereira não compareceu a Subprefeitura do Butatã em São Paulo para começar o seu trabalho na troca que ele fez com a justiça que julga os mensaleiros. Na hora do vamos ver, na hora desta cambada trabalhar eles fogem da raia. Que vergonha, Seu Silvio Pereira! Próxima vez que discutires com um petista e ele bater no peito afirmando em alto e bom som que é o representante dos trabalhadores lembre-se do Silvio Pereira. Na hora dessa gente pegar no batente eles fogem que nem o diabo corre da cruz.
Por que estou falando isso? Porque o Seu Silvio Pereira não compareceu a Subprefeitura do Butatã em São Paulo para começar o seu trabalho na troca que ele fez com a justiça que julga os mensaleiros. Na hora do vamos ver, na hora desta cambada trabalhar eles fogem da raia. Que vergonha, Seu Silvio Pereira! Próxima vez que discutires com um petista e ele bater no peito afirmando em alto e bom som que é o representante dos trabalhadores lembre-se do Silvio Pereira. Na hora dessa gente pegar no batente eles fogem que nem o diabo corre da cruz.
Quem diria...
O PT goiano sempre foi contra o PMDB de Íris Rezende. E não é que o PT goiano quer apoiar o PMDB de Íris Rezende nas eleições de outubro? Não é só em Minas Gerais que o petismo alia com adversários. Aqui em Goiás é a mesma coisa. Em 2006 este mesmo PT aliou com o PMDB nas eleições para o governo do estado. Nunca me esquecerei do Pedro Wilson dividindo palanque com Íris Rezende. Nunca me esquecerei da Neyde Aparecida dividindo caçamba de camionete com Maguito Vilela. O PT briga com o PSDB, mas os dois se aliam em Minas Gerais. O PT briga com o PMDB, mas os dois se aliam em Goiás. É mole ou quer mais? Ovos podres e tomates amassados nos cocorutos dessa gente.
Até quando?
Está bem, porcada! Podem zuar com a nossa cara. Não é toda hora que vocês aplicam uma goleada como a de ontem. Também, onze anos sem ganhar do Tricolor Paulista. Mas, convenhamos, até quando o Valdivia vai ficar comemorando seus gols com aquele choro?
Enquanto isso na terra do mensalão...
Em Minas Gerais o PT está muito perto de fazer uma aliança com o PSDB para as eleições municipais de outubro. Quem diria os petistas e os tucanos juntos na terra do mensalão. Reparem que eles não sentem um pingo de constrangimento. Nem parece aqueles partidos no ano de 2005, cada um tentando esconder suas relações com o carequinha Marcos Valério. É, Paulo Betti, você estava certo quando disse: “Na política tem que enfiar a mão na merda mesmo”.
Falta pressão
Quando estoura algum escândalo político sempre se faz pressão pela criação de uma comissão de inquérito para apurar as denúncias. Infelizmente esta pressão só fica no pedido de CPI. Pressionar os deputados ou senadores para que trabalhem dignamente quase não acontece. É preciso pressionar mais a galera. É preciso fiscalizar mais os trabalhos das CPI’s. A oposição caiu no jogo governista. Os petistas adoram jogar fezes no ventilador. Eles sempre falam: “Ah, sempre foi assim”. Não me venham com essa conversa mole. Eram os petistas que batiam no peito dizendo que eram os mais éticos. É preciso pressionar esta cambada de mentirosos. Quem vai pressionar? A oposição já mostrou que não quer bater de frente com a petêzada e corre para defender o seu governo. Engraçado, eles só defendem o governo Fernando Henrique Cardoso quando o PT ameaça espalhar fezes pelo ventilador. É o petralhismo defendendo Lula e a oposição blindando Fernando Henrique Cardoso. No apagar das luzes essa gente faz um acordo, apaga a luz da sala da CPI e ninguém mais vai se lembrar dos escândalos que abalaram as paredes de Brasília. E aí, alguém vai ou não vai pressionar?
A semana inteira relembrando
Meu Deus! Esta semana promete. Vamos relembrar a goleada do Palmeiras sobre o São Paulo. Uma coisa é certa: o planejamento do Morumbi não deu certo. Até o Marco Aurélio Cunha não confia muito no São Paulo na Libertadores. Seria um ano perdido? Sei não. Temos ainda o Brasileirão. Até lá Adriano e Carlos Alberto já foram embora e, quem sabe assim, o São Paulo não volta a ser o time que era nos últimos anos.
domingo, 16 de março de 2008
Só quer saber da verdade?
Marcondes Perillo esteve ontem no encontro do PSDB mulher em Mineiros, interior de Goiás. Ele disse que é importante a criação de uma CPI sobre os gastos do governo estadual. Segundo ele, “o PSDB quer sempre a verdade”. Será? Será que o PSDB do Marcondes quer mesmo a verdade? Em março de 2006, pouco antes de deixar o governo e tentar uma vaga no Senado, Marcondes concedia entrevistas dizendo que Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, então vice-governador, assumiria o governo no dia 1º de abril de 2006 sem nenhum problema na estrutura do estado, que os tempos chuvosos já haviam passado. Agora nós vemos Cidinho, reeleito governador de Goiás, não dar conta do recado. Ele não consegue colocar estêstado para funcionar.
O PSDB do Marcondes não quer a verdade. Aliás, é sempre bom lembrar que Marcondes é o rei das propagandas enganosas aqui em Goiás. Vai ver este apoio a CPI dos gastos estaduais seja só um marketing, uma forma de blindar a sua imagem nestes tempos chuvosos de dinheiro escasso e escassas justificativas do Palácio das Esmeraldas para tantos problemas.
O PSDB do Marcondes não quer a verdade. Aliás, é sempre bom lembrar que Marcondes é o rei das propagandas enganosas aqui em Goiás. Vai ver este apoio a CPI dos gastos estaduais seja só um marketing, uma forma de blindar a sua imagem nestes tempos chuvosos de dinheiro escasso e escassas justificativas do Palácio das Esmeraldas para tantos problemas.
Oposição busca palanques ao lado de Lula
Por Letícia Sander
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Em contraste com o discurso da oposição sustentado sobretudo no Congresso, pelo país afora proliferam exemplos de oposicionistas "subindo no palanque" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sob o pretexto de acompanharem lançamentos de obras e programas voltados a suas regiões de origem, políticos do DEM e do PSDB, por vezes, contrariam posições defendidas por seus comandos nacionais.Terça-feira passada, por exemplo, na inauguração de barragem no interior do Tocantins, o prefeito de Porto Alegre do Tocantins, Adeljon Nepomuceno de Carvalho (DEM), entre um elogio e outro lançados ao microfone, fez praticamente uma apologia do terceiro mandato do presidente.O prefeito, em conversa com a Folha, demonstrou o seu "pragmatismo" ao falar sobre a relação com o governo federal. "A gente que está aqui [cerca de 350 km de Palmas] depende das boas ações dos governantes. Nestes momentos, a gente não tem de ver o partido e sim o desempenho de quem está na linha de frente".No mesmo evento estava a deputada federal Nilmar Ruiz (DEM-TO). A congressista refuta o apoio a Lula. Explica que, no Tocantins, os democratas são aliados do governador Marcelo Miranda (PMDB), e que, portanto, estava no evento ao lado do "meu governador"."Para os prefeitos, de forma geral, a parceria com os governos do Estado e o federal é fundamental. Os prefeitos estão longe da política nacional, estão preocupados com questões locais", justifica. Ruiz deve disputar a Prefeitura de Palmas este ano. Na eleição de 2006, o presidente Lula, com quem a deputada dividiu o palanque na terça-feira, obteve 72,3% dos votos na cidade.Líder do DEM na Câmara, o deputado ACM Neto (BA) nega ruídos na posição do partido no plano federal e nos municípios. "É uma voz isolada [a defesa do prefeito de Porto Alegre do Tocantins], que não fala pelo partido. Prefeitos e governadores têm posição institucional, o que não tem nada a ver com apoio político ou eleitoral". Ele afirma, também, que não há nenhum "enfraquecimento interno" nas posições do partido. "Nossas diretrizes são apoiadas pelas bases", garante.No ninho tucano, também aparecem contradições. No final de fevereiro, durante lançamento do Territórios da Cidadania no Palácio do Planalto, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), não só estava presente como discursou, elogiando as ações de Lula.Dias depois, o partido do governador, aliado ao DEM, entrou com ação na Justiça contra o programa, tachado de "eleitoreiro". O lançamento regional do programa em Quixadá (CE) também teve a presença de prefeitos tucanos.O presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), não vê problemas na relação. "Relacionamento com o presidente da República não compromete ninguém. Ele é nosso adversário, não nosso inimigo", disse.Tida como normal pelas cúpulas partidárias, a participação em eventos ao lado de Lula não agrada a todos os oposicionistas. Prefeito do Rio, César Maia (DEM) recentemente recusou convite para subir no palanque de Lula em lançamento de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em três favelas da capital.
Governo quer conter ações de movimentos
Por Eduardo Scolese
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O governo federal deu início a um trabalho conjunto de logística e de inteligência que tem como objetivo impedir ações de movimentos sociais em áreas tidas como "prioritárias de infra-estrutura", ou seja, aquelas que, se afetadas de alguma forma, podem trazer prejuízos econômicos ao país.Barricadas em estradas, bloqueios em ferrovias e invasões a usinas hidrelétricas são exemplos já ocorridos e que, agora, o governo quer evitar -ou ao menos encontrar meios para amenizar seus efeitos.Nos últimos dias, integrantes desses movimentos invadiram uma carvoaria da Vale, no Maranhão, bloquearam uma ferrovia da mineradora, no interior de Minas Gerais, e montaram acampamento em frente ao canteiro de obras da hidrelétrica de Estreito (MA).O monitoramento dos serviços de inteligência aos movimentos sociais é antigo. Diante de uma alegada precaução econômica, tal ação desta vez será feita às claras, inclusive com a participação de ministérios.O primeiro passo, em curso e sob a coordenação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, é identificar os pontos prioritários de infra-estrutura do país, no caso, instalações, serviços ou bens que, se de alguma forma forem destruídos ou interrompidos, irão provocar impacto social, econômico, político, internacional ou à segurança nacional.Concluída essa identificação, o segundo passo do governo será traçar um plano específico de ação para cada um deles, a depender sempre do grau de vulnerabilidade e de risco encontrado no local. Essa estratégia pode incluir o aumento da segurança local, o deslocamento de tropas do Exército e a criação de rotas alternativas, no caso de uma rodovia bloqueada, por exemplo.Exemplo: o governo identifica que determinado ponto de uma rodovia, usada para o escoamento de uma carga específica, tem sido alvo de bloqueios de sem-terra e que, nas imediações, não existe uma base militar. Dá-se início então a uma ação que pode incluir a fixação de uma base do Exército nas imediações e/ou a abertura de estradas vicinais que sejam usadas como rotas de fuga em caso de novas barricadas.Para evitar novas invasões de hidrelétricas, a idéia do GSI é que as usinas sejam orientadas a reforçar a segurança e a criar salas de comando alternativas.O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) informaram que, por ora, preferem não comentar o plano do governo.
Grupos ministeriais
A vigília aos movimentos sociais é só um braço de um plano nacional para evitar apagões em áreas prioritárias.Segundo portaria do GSI do mês passado, serão criados os GTSICs (Grupos Técnicos de Segurança de Infra-estruturas Críticas), formados por representantes do GSI, de ministérios e de entidades. Os grupos vão propor ações nas áreas prioritárias.
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