O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mandou uma carta para o presidente do PSDB Sérgio Guerra falando que não será encontrada nenhuma irregularidade no uso dos cartões corporativos durante a sua gestão. Ele disse também que a oposição não tem o que temer sobre as investigações. Vamos ver se Lula vai abrir os segredos dos seus gastos. Como já falei aqui ontem quero ver Lula comparar os seus gastos com os gastos de todos os governadores, com os gastos do governo anterior, enfim, com todo mundo. Lula sendo comparado com todo mundo. Não é ele que fala que, se fizerem uma comparação, o seu governo não é o melhor de todo os tempos? Vamos ver na prática. Fernando Henrique Cardoso já colocou à disposição os gastos no seu governo. Será que Lula vai adotar a mesma postura?
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
E os banqueiros lucram
Lula deu uma entrevista à revista Caros Amigos em 2000 e disse que os banqueiros deveriam ter medo do PT. Hoje, noticia-se que o Unibanco cresceu 97% no ano passado. Nunca antes na história destêpaiz os bancos lucraram tanto como no governo Lula. Os antigos inimigos dos banqueiros assumem o poder e os banqueiros lucram. Depois os lulistas falam que a oposição quer defender os bancos. Mentira! Quem quer defender os bancos é Lula.
Era só o que faltava
Todo mundo quer dar mais segurança para Lula. Ninguém pode saber como Lula gasta o nosso dinheiro. Só Lula pode ter segurança nestêpaiz. Enquanto ele é blindado, a Petrobrás não tem a mínima segurança. Dados sigilosos sobre as pesquisas que revelaram as recentes descobertas de petróleo e gás em águas profundas foram roubados. Isso mesmo! Enquanto o governo procura reforçar a segurança de Lula deixa a Petrobrás livre para a ação de criminosos. Era só o que faltava. Enquanto a Petrobrás é roubada, Lula é sempre blindado. Se a gente não permitisse tanta blindagem assim talvez o país seria um pouco (eu disse um pouco) melhor.
A aliança não vai acontecer
Os analistas políticos daqui de Goiás falam que o PMDB de Íris Rezende só perde quando seus oposicionistas estão unidos. Foi assim em 1998 e em todas as derrotas de Íris até 2004. A base aliada ao Tempo Novo se juntou e derrotou o PMDB, até então imbatível. A base se rompe e... Lá vemos o velhinho Íris voltando ao poder.
Neste ano a base aliada mostra que vai rachada para as eleições de 2008. Aqui em Goiânia o governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, vai ter muita dor de cabeça para escolher um candidato só. Ele já tem três candidatos e nenhum dos três está a fim de abdicar a candidatura para apoiar um só. Marconi Perillo já deixou a batata quente nas mãos de Cidinho. Ele, é claro, vai mexer os pauzinhos nos bastidores, mas quem vai assumir as responsabilidades publicamente pelos caminhos da base aliada na campanha que se aproxima será Cidinho. Quero só ver. Ele nem dá conta de resolver este troço de reforma administrativa será que vai dar conta de conduzir a campanha dos seus aliados? Eu não acredito. A aliança que trouxe frutos para o Tempo Novo não vai se concretizar. Aliás, nem o Tempo Novo existe mais. Nem a aliança que criou esta mentira também não existe mais. Quanto mais rachada a base estiver pior será para Cidinho e também para Marconi. E isso quer dizer que as coisas estarão melhores para Íris Rezende? Eu não acredito muito. Sempre quando Íris está com a corda toda pode ser derrubado pelas piadas do Nerso da Capetinga. Íris não tem medo do Tempo Novo. Ele tem medo é do ex-aluno da Escolinha do Professor Raimundo.
Neste ano a base aliada mostra que vai rachada para as eleições de 2008. Aqui em Goiânia o governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, vai ter muita dor de cabeça para escolher um candidato só. Ele já tem três candidatos e nenhum dos três está a fim de abdicar a candidatura para apoiar um só. Marconi Perillo já deixou a batata quente nas mãos de Cidinho. Ele, é claro, vai mexer os pauzinhos nos bastidores, mas quem vai assumir as responsabilidades publicamente pelos caminhos da base aliada na campanha que se aproxima será Cidinho. Quero só ver. Ele nem dá conta de resolver este troço de reforma administrativa será que vai dar conta de conduzir a campanha dos seus aliados? Eu não acredito. A aliança que trouxe frutos para o Tempo Novo não vai se concretizar. Aliás, nem o Tempo Novo existe mais. Nem a aliança que criou esta mentira também não existe mais. Quanto mais rachada a base estiver pior será para Cidinho e também para Marconi. E isso quer dizer que as coisas estarão melhores para Íris Rezende? Eu não acredito muito. Sempre quando Íris está com a corda toda pode ser derrubado pelas piadas do Nerso da Capetinga. Íris não tem medo do Tempo Novo. Ele tem medo é do ex-aluno da Escolinha do Professor Raimundo.
Barbosa queria destruir a colméia
Barbosa Neto é cria de Íris Rezende. Deixou o PMDB porque o seu partido lançaria Íris como candidato á Prefeitura de Goiânia em 2004. Mudou de partido para tentar ser candidato. Foi para o PSB. Mas, nas prévias com Sandes Júnior, o radialista ganhou do filho de Íris.
Em 2006, Barbosa Neto foi candidato ao governo do estado. Durante o primeiro turno atacou o Tempo Novo de Marconi Perillo e Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Como não passou para o segundo turno, Barbosa apoiou Cidinho.
Este ano teremos outra eleição. Barbosa quer ser candidato a prefeito. Mas, a base aliada está rachada. Já tem a candidatura de Raquel Teixeira e, de novo, Sandes Júnior. Ontem, na inauguração da Vila Cultural, Barbosa cutucou Raquel que estava presente ao evento. Ele citou uma frase de Shakespeare: “Não é digno de provar o mel aquele que se afasta da colméia com medo das picadas das abelhas”. Foi um claro recado à sua adversária na disputa pela escolha do candidato oficial do Palácio das Esmeraldas. Raquel deixou a Secretaria da Cidadania três meses depois de ter tomado posse ao constatar que não poderia fazer nada por conta da falta de dinheiro nos cofres estaduais. Engraçado, Barbosa esconde debaixo do tapete as críticas que ele fez ao Tempo Novo em 2006. Nas últimas eleições estaduais ele queria destruir a colméia. Pior do que se afastar da colméia é querer destruí-la. Ele também não é digno de provar o mel da colméia. Barbosa foi produzido pela colméia de Íris Rezende e quer provar o mel da colméia aliada ao Palácio das Esmeraldas. Que aproveitador!
Em 2006, Barbosa Neto foi candidato ao governo do estado. Durante o primeiro turno atacou o Tempo Novo de Marconi Perillo e Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Como não passou para o segundo turno, Barbosa apoiou Cidinho.
Este ano teremos outra eleição. Barbosa quer ser candidato a prefeito. Mas, a base aliada está rachada. Já tem a candidatura de Raquel Teixeira e, de novo, Sandes Júnior. Ontem, na inauguração da Vila Cultural, Barbosa cutucou Raquel que estava presente ao evento. Ele citou uma frase de Shakespeare: “Não é digno de provar o mel aquele que se afasta da colméia com medo das picadas das abelhas”. Foi um claro recado à sua adversária na disputa pela escolha do candidato oficial do Palácio das Esmeraldas. Raquel deixou a Secretaria da Cidadania três meses depois de ter tomado posse ao constatar que não poderia fazer nada por conta da falta de dinheiro nos cofres estaduais. Engraçado, Barbosa esconde debaixo do tapete as críticas que ele fez ao Tempo Novo em 2006. Nas últimas eleições estaduais ele queria destruir a colméia. Pior do que se afastar da colméia é querer destruí-la. Ele também não é digno de provar o mel da colméia. Barbosa foi produzido pela colméia de Íris Rezende e quer provar o mel da colméia aliada ao Palácio das Esmeraldas. Que aproveitador!
Câmara vai rever regras para edição de medidas provisórias
Por Denise Madueño
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), instalou ontem a comissão especial que vai propor mudanças nas regras de tramitação e edição de medidas provisórias, com críticas ao atual sistema. “O fato é que hoje a Câmara e o Senado perderam a condição de definir a pauta”, afirmou.A idéia de Chinaglia é pôr um fim à regra que obriga o trancamento das votações no plenário quando a MP não é votada depois de 45 dias de sua edição. A tese conta com o apoio do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Pela proposta de Chinaglia, a medida provisória continua a ter prazo de validade - de 120 dias -, mas sem o poder de trancar a pauta que detém hoje com a regra que lhe dá prioridade sobre outras votações na Casa. Na fórmula sugerida pelo presidente da Câmara, caberá ao governo mobilizar sua base de apoio para votar a MP no prazo definido, caso contrário, perderá a validade.“Não há hipótese de o governo trabalhar com medida provisória se não tem maioria. A responsabilidade sempre será do governo. Ele tem de construir maioria para votar MP”, argumentou Chinaglia. Ele lembrou que qualquer levantamento sobre as votações na Câmara e no Senado vai constatar que quem legisla mais é o Executivo, e não o Legislativo. Além do grande número de MPs, o presidente da Câmara afirmou que a morosidade histórica do Congresso também contribui para esse quadro. “É inadmissível que propostas como acordos internacionais fiquem cinco anos na Casa sem votar”, ressaltou.
COMISSÃO
A comissão instalada ontem será presidida por Cândido Vaccarezza (PT-SP), com Leonardo Picciani (PMDB-RJ) no cargo de relator. Ela terá 40 sessões ordinárias para concluir a proposta que, em seguida, vai ao plenário para votação em dois turnos. Esse prazo deverá terminar em meados de abril. Chinaglia afirmou que os líderes partidários de oposição e da base concordam com mudanças na tramitação das MPs.Para o vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), as medidas provisórias “viraram a Geni” do Congresso. “Todo mundo malha, mas todo mundo gosta. Serve para todo mundo. Para a oposição fazer obstrução e para os deputados da base colocarem matérias estranhas na proposta original”, comparou Albuquerque. O vice-líder considerou que o número excessivo de MPs é a “confissão de ineficiência” do Congresso.
Congresso já tem assinaturas para CPI
Por Eugênia Lopes e Christiane Samarco
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
A oposição conseguiu reunir ontem as assinaturas que faltavam para a abertura da CPI dos Cartões - agora, 172 deputados e 33 senadores apóiam a investigação dos gastos com cartões corporativos do governo -, mas não apresentou o pedido formal da comissão parlamentar de inquérito. O motivo é que, apesar da pressão dos senadores da oposição e até mesmo de alguns governistas, a base aliada manteve a decisão de não abrir espaço para o PSDB e o DEM no comando dos trabalhos, por ordem do Palácio do Planalto.A denúncia de irregularidades no uso do “dinheiro de plástico” veio à tona em 13 de janeiro, com a revelação de que a fatura bateu recorde na gestão Lula - R$ 75,6 milhões em 2007. A então ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, liderou as despesas no primeiro escalão - R$ 171,5 mil em gastos de viagens. Por causa das denúncias, Matilde deixou o cargo dia 1º de fevereiro. Outras suspeitas, inclusive envolvendo seguranças e a filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian, levaram ao pedido de CPI.Em meio à indefinição sobre a presidência e a relatoria da comissão, a oposição iniciou ontem uma obstrução branca no Senado, permitindo apenas a votação da redação final de projetos já apreciados. Os oposicionistas reúnem-se hoje pela manhã para decidir os próximos passos. Antes de protocolar o pedido de abertura da CPI mista, PSDB e DEM querem tentar um acordo e fixar um prazo para que o governo dê o sinal verde sobre o compartilhamento do comando da comissão.Se a negociação falhar, porém, uma das estratégias em estudo pelos tucanos é tentar fazer uma CPI restrita ao Senado, como o governo queria inicialmente. “Uma das alternativas pode ser retornar à CPI do Senado, porque aí não tem critério matemático que nos exclua do comando dela”, argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM).
APOIO
Alguns governistas concordam em abrir espaço no comando da CPI. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defendem que a presidência fique com a oposição.Preocupado com a paralisia no Senado, Garibaldi se comprometeu a intervir junto ao Palácio do Planalto para que a oposição fique com um dos postos de relevo: “Se for necessário, falo com o presidente Lula.”No Planalto, no entanto, a ordem é não ceder. Parte do PMDB e os petistas também são contrários a dividir o poder. Alegam que, neste ano, o governo não precisará de nenhum voto da oposição, uma vez que não haverá apreciação de matérias constitucionais, situação em que o governo não tem maioria no Senado. “O governo não tem nada para votar no Senado que não consiga aprovar com os votos de sua própria base”, observou o líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES).
SUSPEITAS
A oposição também temia que, na última hora, deputados retirassem seu apoio à CPI. Além disso, segundo o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do requerimento, nenhum líder da base aliada assinou o pedido. “Há algo estranho no ar. Por que os líderes não assinaram uma matéria que é consensual?”, indagou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), frisando que o governo apoiou a abertura da CPI.Diante da falta de apoio da base aliada na Câmara, apesar da recomendação expressa do Planalto em favor da CPI, Sampaio suspeita que Jucá e o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), tenham feito um acordo para tentar inviabilizar a comissão.“Se fizeram um acordo para me induzir ao erro, eu é que saio de bobo nessa história”, reclamou Sampaio. “De repente teve jogo armado entre o líder do governo na Câmara e no Senado.”Ao tomar conhecimento de que os líderes aliados na Câmara não haviam assinado o requerimento, Jucá voltou a afirmar que a orientação do Planalto é a favor da CPI. “O que posso fazer se eles não assinaram? Eu não comando a Câmara”, argumentou. “O Fontana deve estar discutindo preciosismos.”Fontana disse que procurou Sampaio quatro vezes e garantiu que assinará a CPI. “Não sei se ele está querendo criar ambiente de que o governo mudou de idéia. Mas não abrimos mão de ter a relatoria e a presidência da CPI”, avisou.“A maioria dos partidos na Câmara é contra a CPI. Portanto, não temos obrigação nenhuma de assinar o requerimento”, disse o vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).
Resistência do PMDB faz Lula adiar nomeações em estatais
Por Valdo Cruz
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O receio de desagradar os senadores peemedebistas José Sarney (AP) e Garibaldi Alves (RN) levou o presidente Lula a adiar mais uma vez a definição dos nomes para o comando das estatais do setor elétrico.O principal impasse está na presidência da Eletrobras, disputada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e pelo PMDB. Pela manhã, a cúpula do partido dava como certa a nomeação de Flávio Decat. Nome preferido de Dilma, ele contava com o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e de deputados peemedebistas, mas não da ala do PMDB no Senado.Só que ontem, em reunião com os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e José Múcio (Relações Institucionais), Lula decidiu transferir para segunda ou terça a definição das novas diretorias do setor elétrico.Segundo a Folha apurou, peemedebistas atribuíam o adiamento a uma conversa que Lula teria tido anteontem com Sarney. O presidente do Senado, Garibaldi Alves, e Sarney preferem José Antonio Muniz, ex-presidente da Eletronorte, nome que não agrada a Dilma. Ela já havia vetado Evandro Coura, indicado por Garibaldi, que então sugeriu Muniz.Sarney não comenta o assunto. Diz inclusive que não é o padrinho de Muniz. Seus aliados, porém, revelam que ele estava insatisfeito com o rumo das negociações. Sérgio Cabral chegou a avisar ao Planalto que não desejava criar divisões no PMDB. Ou seja, sinalizou que poderia abrir mão da indicação de Decat em favor de Muniz.À noite, após o adiamento, a cúpula do partido acreditava que Muniz ganhou força.Na reunião de Lula com Lobão e Múcio foi discutida também a situação de Lívio de Assis, indicado pelo deputado Jáder Barbalho (PMDB-PA) para presidir a Eletronorte. Na ficha de Assis o Planalto achou uma pendência sobre uma dívida de uma antiga empresa de sua propriedade -ele enviou documentação que provaria estar em situação regular. O partido dá como certa sua indicação.Outro que tem nomeação considerada assegurada é Miguel Colassuono para a diretoria de Administração da Eletrobras. Sua indicação entra na cota do PMDB paulista, principalmente de Orestes Quércia.Na pasta de Minas e Energia, Lobão decidiu nomear Altino Ventura Filho, consultor do Banco Mundial, para a Secretaria de Planejamento Energético, e Djalma Rodrigues de Souza para a de Petróleo, Gás e Recursos Renováveis.
TCU diz que há notas frias em viagem do presidente
Por Ranier Bragon e Hudson Corrêa
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O TCU (Tribunal de Contas da União) detectou 27 notas fiscais frias na prestação de contas de aluguel de veículos que o Planalto fez com os cartões corporativos para a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ponta Porã (MS), em março de 2003, onde participou da inauguração de um assentamento de sem-terra.Além disso, embora o Planalto tenha liberado pelo menos R$ 206 mil para a locação dos automóveis, o dono da empresa que prestou o serviço disse ter cobrado apenas R$ 40 mil, menos de um quinto do valor apresentado nas 27 notas da prestação de contas da Presidência.De acordo com a auditoria do TCU, aprovada pelo plenário do tribunal em março do ano passado, as notas não possuem Autorização para Impressão de Documento Fiscal. As notas também trazem um endereço da empresa em Ponta Porã que, concluiu a auditoria, é fictício."Em um dos endereços, o analista não encontrou a empresa em funcionamento, obtendo a informação de que, naquele endereço, nunca existiu empresa locadora de veículos", diz a auditoria, que ressalta, entretanto, ter identificado outro endereço para a empresa.A auditoria também diz que comprovantes de pagamento à empresa "afastam, em princípio, a hipótese de que a despesa não tenha sido efetivamente paga e os serviços não tenham sido prestados". Mas completa: "Para o aprofundamento da questão, justifica-se o encaminhamento deste relatório ao Ministério Público Federal (...) para examinar a possibilidade de realização de operações não detectáveis pelo exame documental". O Ministério Público Federal já investiga o caso.A Casa Civil da Presidência, por meio de sua assessoria, reafirmou o pagamento do valor das notas fiscais, negando que o serviço tenha ficado em R$ 40 mil, e disse que cabe à empresa responder pelas notas frias.Tendo como ponto de partida a auditoria do TCU -que mantém várias das informações do episódio sob sigilo devido ao argumento de que envolvem a segurança do presidente-, a Folha apurou que a locadora de veículos que atendeu a comitiva em Ponta Porã é a Limosine Service - Russos & Filhos Ltda, que tinha sede em Campo Grande (300 km de Ponta Porã) e que teria encerrado suas atividades em 2003.A reportagem localizou seu proprietário, o empresário Nelson Russo. Ele disse que recebeu R$ 40 mil pela locação de veículos para a comitiva presidencial em Ponta Porã e em Campo Grande, onde Lula esteve em 27 e 28 de março de 2003. Sobre as notas "frias", ele nega que as tenha emitido, dizendo que a Limosine sempre funcionou em Campo Grande. Segundo ele, foram usadas "notas fiscais dublês"."Infelizmente a região da Ponta Porã é complicada. Usaram o nome e o CNPJ da minha empresa", afirmou, acrescentando: "Em 2004, veio a Campo Grande um pessoal dizendo que estava investigando. Eu apresentei as notas [fiscais], toda documentação normal. No ano passado eu recebi uma intimação do Ministério Público em Ponta Porã. Exigiam documentação sobre a empresa com sede em Ponta Porã. Respondi que não existia a empresa em Ponta Porã. A única sede era em Campo Grande. Mas disseram: "Apareceram umas notas da Limosine Service com sede em Ponta Porã". Respondi: foram executados os serviços em Ponta Porã quando a Presidência foi à fazenda Itamarati".Até agora, havia vindo à tona suspeitas relativas relativas às despesas de hospedagem de comitiva precursora de uma viagem que Lula fez, em maio de 2003, aos municípios paulistas de Ribeirão Preto e Sertãozinho, onde inaugurou uma termelétrica e participou de uma feira agrícola. De acordo com o TCU, há suspeita de superfaturamento e de pagamento de diárias a mais com os cartões.As auditorias do TCU no uso do cartão corporativo pela Presidência selecionaram, por amostragem, 2,2% das prestações de contas feitas entre setembro de 2002 e julho de 2005. Das 648 notas analisadas, 16% foram classificadas como possíveis notas frias.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Jogando lixo no ventilador
O ministro do Planejamento Paulo Bernardo joga mais lixo no ventilador. Ele critica a oposição. Ele joga lixo no ventilador. Ele quer CPI em São Paulo sobre os cartões de lá. Mais um petista que joga merda no ventilador. Mais um petista que quer desviar o foco do governo federal para o governo de São Paulo. Ora, por que os petistas não se preocupam com os gastos do governo do Rio de Janeiro? O estado abrigou os Jogos Pan Americanos no ano passado. Como será que Sérgio Cabral gastou o dinheiro do contribuinte durante os jogos? Os petistas também não cobram os gastos do governo de Minas Gerais. Por que? Sérgio Cabral é aliado de Lula. Aécio Neves está apoiando o PT visando as eleições municipais de outubro. Quem está do lado de Lula pode roubar tranqüilo que os petistas não vão incomodar. Quando o governo é da oposição os petistas preocupam. Mas eles só querem desviar o foco. O governo paulista liberou os gastos. Vamos ver se os petistas liberam seus gastos. Aí comparamos com os gastos do governo paulista. Vamos ver se Paulo Bernardo faz a comparação.
E agora?
O governo de São Paulo disponibilizou na internet suas despesas. E agora, petêzada? Vamos fazer uma investigação. Vamos comparar os gastos de Lula com os gastos de José Serra. Depois vamos comparar os gastos de Lula com o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Lula contra todo mundo. Afinal, transparência não é a coisa certa?
Ó coitado
Que dó do bispo Rodrigues. Ele disse durante o depoimento à Justiça no processo do mensalão: A vida de um parlamentar é muito ruim, um sacrifício. Chega de manhã e sai à noite. Se você vai a um casamento, tem que abraçar 100 pessoas que você não conhece. Se você está em casa com a família, tem que atender a um pedido político ou até mesmo ir a um enterro de eleitor. É um sacrifício pessoal. Ah, então todo político depois de um corpo – a – corpo com eleitor lava bem as mãos e toma um banho reforçado para tirar aquele cheiro de povo? Vai ver o bispo também era sacrificado a abraçar os membros da Igreja Universal do Reino de Deus. Claro, tudo em nome de Jesus.
Rodrigues acreditou no discurso petista sobre a ética na política. Ele achava que o dinheiro recebido do PT era legal porque o partido defendia a ética. Tadinho dele... O bobão pegou grana dos petistas e se deu mal. Que se dane! Que vá pra cadeia! Aliás, para uma cadeia bem cheia onde ele possa ficar bem perto de muita gente. Vamos sacrificar o bispo Rodrigues. Ele merece.
Rodrigues acreditou no discurso petista sobre a ética na política. Ele achava que o dinheiro recebido do PT era legal porque o partido defendia a ética. Tadinho dele... O bobão pegou grana dos petistas e se deu mal. Que se dane! Que vá pra cadeia! Aliás, para uma cadeia bem cheia onde ele possa ficar bem perto de muita gente. Vamos sacrificar o bispo Rodrigues. Ele merece.
Lula, vá pra Bolívia!!!
Lula ama mais os bolivianos do que os brasileiros. Ele mandou ajuda para os que foram atingidos pelas enchentes que atingiram a Bolívia. Será que Evo Morales pensa nos brasileiros atingidos pelas enchentes? Será que o índio bolivariano pensou nos brasileiros quando nacionalizou as refinarias da Petrobrás lá na Bolívia? Como Lula adora o poder, quem sabe ele não se candidata à sucessão de Evo Morales.
Tudo dividido
Num post aí abaixo falei da possível união do PT com o PMDB para as eleições municipais em outubro. Está tudo divido. Parte do PT quer se aliar com o “PMDB de Íris Rezende”, outra parte quer candidatura própria. Na base aliada a divisão também é visível. Depois da tucana Raquel Teixeira ser a candidata do PSDB para a Prefeitura de Goiânia, Sandes Júnior lançou sua candidatura pelo PP. A base aliada está dividida. Mas, mesmo com o favoritismo, o “PMDB de Íris Rezende” também está dividido. Uma ala do partido quer chapa pura, outra quer aliança não somente com o PT, mas com outros partidos. Está tudo divido. Unido mesmo só eu com os ovos e os tomates que jogarei daqui de cima do camarote. Os desunidos que protejam seus cucurutos.
Mudar para onde?
Os americanos estão caindo no discurso fácil de Barack Obama. Aquele discurso auto-ajuda que empolga quem acredita na balela de que um cara pode mudar “tudo que está aí”. Será preciso eleger Obama e perceber que ainda não tem experiência suficiente para comandar a maior nação do mundo? Ele fala em retirar as tropas do Iraque, mas não fala se vai reconstruir o país que começa a dar sinais de recuperação. Como Obama tratará os problemas do Oriente Médio? Será que o discurso auto-ajuda dele vai convencer o russo Vladimir Putin a não continuar com estes movimentos anti-ocidente e a tentativa de reiniciar a Guerra Fria? O mundo e os Estados Unidos estão complicados demais para um cara que só tem discurso bonito e nenhuma proposta que possa ser realizada assim que assumir a Casa Branca. Mas, como já falei aqui, os Estados Unidos louvam a sua democracia. Que escolham o seu presidente livremente. Só não podem reclamar depois que fizeram a escolha errada.
Delúbio age nos bastidores
Delúbio Soares sempre mantém aquele sorriso de quem não teme nada, de quem acredita na morosidade da Justiça, de quem sabe que os processos do mensalão não vão acabar em pizza, mas numa piada de salão.
O Popular de hoje traz uma matéria sobre uma ala do PT de Goiânia que apóia a candidatura de Íris Rezende à reeleição. Um dos articuladores dessa idéia é Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT e que indicava os deputados que receberiam dinheiro do ex-careca Marcos Valério. Delúbio sempre age nos bastidores. Já coloquei aqui no blog uma matéria da Folha de São Paulo de 2004 que mostrava Delúbio caminhando livremente pelo Palácio do Planalto e até sendo intermediário entre o governo de Goiás e o Palácio do Planalto. Talvez seja por isso que o governo goiano tenha feito vista grossa sobre a licença do cargo de professor do ex-tesoureiro petista. Foi preciso o escândalo do mensalão estourar para perceber que tal licença estava irregular.
Íris Rezende ainda não se posicionou se será ou não candidato à reeleição. Ele não quer cometer a mesma burrice que Pedro Wilson cometeu. Em 2004, a Justiça Eleitoral embargou a campanha do petista pela sua participação numa inauguração de uma obra após o prazo estipulado pelo Tribunal Regional Eleitoral. Íris não quer ter o mesmo problema com o TRE, por isso fala que ainda está decidindo se vai ou não disputar as eleições em outubro. É claro que ele vai. É claro que Íris é esperto e não vai dizer agora que será candidato.
Se o PT realmente se aliar com o PMDB aqui em Goiânia pode ter certeza que teve a mão de Delúbio Soares. Mesmo com os processos do mensalão pesando sobre as suas costas ele não deixa de dar aquele sorriso cínico de quem sabe que vai escapar do processo. Íris espera o tempo certo para anunciar oficialmente sua candidatura à reeleição, apesar de todo mundo saber que ele vai para a campanha sim. Delúbio age calado, sem se preocupar com os seus processos. Age tão tranquilamente que importa muito mais arranjar o PT junto com Íris do que reforçar sua defesa no processo do mensalão.
O Popular de hoje traz uma matéria sobre uma ala do PT de Goiânia que apóia a candidatura de Íris Rezende à reeleição. Um dos articuladores dessa idéia é Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT e que indicava os deputados que receberiam dinheiro do ex-careca Marcos Valério. Delúbio sempre age nos bastidores. Já coloquei aqui no blog uma matéria da Folha de São Paulo de 2004 que mostrava Delúbio caminhando livremente pelo Palácio do Planalto e até sendo intermediário entre o governo de Goiás e o Palácio do Planalto. Talvez seja por isso que o governo goiano tenha feito vista grossa sobre a licença do cargo de professor do ex-tesoureiro petista. Foi preciso o escândalo do mensalão estourar para perceber que tal licença estava irregular.
Íris Rezende ainda não se posicionou se será ou não candidato à reeleição. Ele não quer cometer a mesma burrice que Pedro Wilson cometeu. Em 2004, a Justiça Eleitoral embargou a campanha do petista pela sua participação numa inauguração de uma obra após o prazo estipulado pelo Tribunal Regional Eleitoral. Íris não quer ter o mesmo problema com o TRE, por isso fala que ainda está decidindo se vai ou não disputar as eleições em outubro. É claro que ele vai. É claro que Íris é esperto e não vai dizer agora que será candidato.
Se o PT realmente se aliar com o PMDB aqui em Goiânia pode ter certeza que teve a mão de Delúbio Soares. Mesmo com os processos do mensalão pesando sobre as suas costas ele não deixa de dar aquele sorriso cínico de quem sabe que vai escapar do processo. Íris espera o tempo certo para anunciar oficialmente sua candidatura à reeleição, apesar de todo mundo saber que ele vai para a campanha sim. Delúbio age calado, sem se preocupar com os seus processos. Age tão tranquilamente que importa muito mais arranjar o PT junto com Íris do que reforçar sua defesa no processo do mensalão.
Obama vence primárias do Potomac
No Estado de São Paulo com Agências Internacionais
O senador Barack Obama venceu ontem de maneira arrasadora as primárias do Potomac - nos Estados de Virgínia, Maryland e em Washington D.C. - e aprofundou a crise no comitê da senadora Hillary Clinton. A ex-primeira-dama perdeu Mike Henry, o número 2 de sua campanha, que pediu demissão. Do lado republicano, o senador John McCain, favorito à nomeação do partido, também derrotou Mike Huckabee nas três prévias e ficou ainda mais próximo da vitória.Com 93% dos votos apurados em Virgínia, o senador tinha 63% dos votos, bem à frente de Hillary, que tinha 36%. Em Maryland, uma ordem judicial determinou que a votação fosse prorrogada por mais 1 hora e meia em razão do mau tempo.No entanto, de acordo com os primeiros resultados no Estado - 5% dos votos apurados - Obama também derrotou Hillary (68% a 30%). Apesar dos poucos votos totalizados em Maryland, no início da madrugada, projeções da rede de TV CNN e da Associated Press diziam que não havia mais como a ex-primeira-dama ultrapassá-lo. Em Washington D.C., o triunfo também foi avassalador. Com 90% dos votos apurados, Obama tinha 76%, contra 24% de Hillary.Para piorar a situação de Hillary, Obama assumiu, pela primeira vez, a liderança da corrida democrata em número de delegados, de acordo com a CNN: 1.195 a 1.178.
TEXAS
Conformada com a iminente derrota nas primárias de ontem, a senadora e pré-candidata democrata Hillary Clinton levou sua campanha para o Texas, onde acredita ter mais chances de vitória. Os assessores de Hillary apostam que depois de uma série de derrotas, ela precisa vencer de qualquer maneira as primárias tanto no Texas quanto em Ohio, ambas marcadas para o dia 4, para interromper a escalada do seu adversário no partido, o senador Barack Obama. As pesquisas dão ligeira vantagem para a ex-primeira-dama e o eleitorado nesses dois Estados favorece Hillary.Os assessores de Obama, no entanto, afirmam que as duas primárias - Ohio e Texas - ainda estão muito longe e que os resultados das primárias de fevereiro (Virgínia, Maryland, Washington D.C., Havaí e Wisconsin) influenciarão os eleitores em Ohio e Texas. Hillary tem tentado ao máximo atenuar os resultados das primárias de fevereiro. Na segunda-feira, Hillary realizou uma videoconferência com doadores, superdelegados e outros partidários e ouviu os temores de sua base eleitoral de que a seqüência de derrotas poderia prejudicar sua votação em Ohio e Texas. “Ela tem de vencer em Ohio e Texas por uma margem confortável, senão está fora”, disse um superdelegado que apoiou Hillary, mas que preferiu manter o anonimato. Assessores de campanha da candidata, que também pediram para não serem identificados, confirmaram a mesma análise.Diversos superdelegados de Hillary já estão hesitantes diante do crescimento de Obama. Como as pesquisas mostram o senador ganhando força em Wisconsin e no Havaí, onde serão realizadas as próximas primárias, dia 19, assessores, doadores e superdelegados de Hillary disseram estar conformados em passar fevereiro em branco, sem nenhuma vitória.
REPUBLICANOS
Entre os republicanos, John McCain venceu Mike Huckabee na Virgínia em uma disputa acirrada. Com 93% dos votos apurados, o senador obteve 49%, enquanto Huckabee tinha com 43%. Com 90% dos votos apurados em Washington D.C., McCain havia vencido com 67% dos votos, contra 17% de Huckabee. Em Maryland, com cerca de 5% dos votos apurados, o senador derrotava Huckabee por 56% a 34%. Segundo projeções da rede de TV CNN, contudo, Huckabee não tinha mais como alcançá-lo.
Dois ministros embolsaram ajuda indevida
Por Leila Suwwan
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Depois dos cartões corporativos, outra forma de pagamento de despesas de ministros e servidores revela irregularidades. Em 2007, o ministro dos Portos, Pedro Brito, e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Machado, então ministro da Previdência, embolsaram de forma indevida R$ 8.300 e R$ 18 mil, respectivamente.O dinheiro é uma ajuda de custo para quem é transferido de cidade. Ambos mudaram de funções, mas nunca saíram de Brasília.As informações sobre os pagamentos estão na rubrica "restituições e indenizações" do Portal da Transparência -o mesmo que trouxe as revelações sobre os cartões corporativos do governo. O portal é mantido pela CGU (Controladoria Geral da União).Esses valores foram pagos pelo governo a título de "ajuda de custo", uma indenização prevista em lei para o servidor público que muda de cidade para assumir um novo posto. No caso de Brito, a "mudança" foi apenas de pasta.Ele saiu do Ministério da Integração em março, foi anunciado para a Secretaria dos Portos em abril e tomou posse em maio. Mas a Presidência lhe pagou o valor equivalente a um salário como "ajuda de custo", no dia 31 de julho.Segundo sua assessoria de imprensa, Brito nunca deixou de ter residência oficial em Fortaleza e apenas passa a semana em Brasília, onde se hospeda em apart-hotel com o auxílio-moradia pago separadamente. Fazia isso enquanto ainda era ministro da Integração Nacional.Já no caso de Machado, a "ajuda" foi paga com mais rapidez e pelo Ministério da Previdência, do qual foi o titular até 29 de março, quando Luiz Marinho tomou posse na reforma ministerial. Uma semana depois, no dia 4 de abril, ele foi nomeado para sua atual função na Fazenda, também em Brasília.Apesar disso, foi feito um ofício que o "devolvia" ao governo de São Paulo. A data do ofício é do dia 10 de abril, conforme informação da assessoria de imprensa da Previdência. Nos dias 12 e 13 de abril foram feitos dois depósitos em sua conta: R$ 83,40, por indenização de transporte, e R$ 17.986,05, equivalente a seu salário.O valor se refere à sua remuneração como funcionário da Receita em São Paulo, de onde foi requisitado, mais 60% do salário de ministro. "A remuneração, no caso aqui, é a de São Paulo, porque a daqui é uma miséria", disse Machado.Machado disse à Folha que ele tem direito a essa verba porque foi "demitido" e não fez a devolução ao Tesouro, mesmo não tendo mudado. "É uma indenização pela exoneração."Ele confirma que não chegou a fazer a mudança de seus pertences, devido ao novo convite de trabalho em Brasília.De acordo com o decreto 4.004 de 8 de novembro de 2001, o servidor tem direito à ajuda de custo para despesas de "viagem, mudança e instalação" quando é mandado para servir "em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente". Mas a ajuda deve ser devolvida se o deslocamento para a nova sede não ocorrer em 30 dias ou se o servidor regressar em menos de 90 dias, segundo o mesmo decreto.Procurada a respeito do caso de Nelson Machado na segunda-feira, a Controladoria Geral da União afirmou que o argumento apresentado, conforme repassado pela reportagem, é "inadequado"."É o caso de ressarcimento, devolver a indenização", disse Luiz Navarro, secretário-executivo da CGU."Não está correta a leitura de que é uma "indenização" por demissão. É para ajudar e compensar as despesas de instalação no novo local", completou. Ele disse que acionará sua equipe para analisar o caso. Ontem, procurado novamente pela Folha, a CGU afirmou que só poderá comentar os casos após uma investigação.Há outro caso de recebimento dessa verba por ministro que depois assumiu outro posto em Brasília, mas o prazo excede o limite do decreto: o ex-ministro da Agricultura Luis Carlos Guedes Pinto cedeu o posto a Reinhold Stephanes em março e só assumiu a vice-presidência de Agronegócios no Banco do Brasil em julho.Os outros dois ministros que fizeram uso dessa verba foram os ministros Roberto Mangabeira Unger (Planejamento de Longo Prazo) e Marta Suplicy (Turismo), que assumiram as funções neste ano e não moravam em Brasília antes disso.Os valores recebidos a título de "restituições e indenizações" estão no Portal da Transparência da CGU, de forma separada do atual escândalo das farras dos cartões corporativos.Além da ajuda de custo, há outros pagamentos aos ministros, como o auxílio-moradia. Eles têm direito a até R$ 1.800 mensais (R$ 21,6 mil ao ano).
PSDB exige relatoria, mas base aliada resiste
Por Adriano Ceolin e Maria Clara Cabral
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Depois de se unir para esfriar a CPI dos Cartões, oposição e governo disputavam ontem os dois principais cargos da CPI dos Cartões, a presidência e a relatoria. A base aliada diz que não vai ceder e o PMDB já indicou o senador Neuto do Conto (SC) para presidente. O PSDB pressiona para levar a relatoria e ameaça obstruir votações.A maior resistência a um acordo com a oposição vem da Câmara. Ontem, o ministro José Múcio (Relações Institucionais) reuniu-se com líderes da base aliada: "Temos que fazer o que o regimento diz. O acordão seria algo diferente disso. O que vamos fazer se a oposição grita, mas não age?", ironizou o vice-líder do governo, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS).A base aliada diz que a ameaça de obstrução feita pela oposição não muda nada: "Dentro da democracia temos que respeitar a vontade da opinião pública, e o PMDB foi eleito com a maior bancada e o PT com a segunda. Considero um equívoco dos líderes da oposição paralisarem o país. Temos muita coisa a fazer no Congresso", disse o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS).Líderes da oposição na Câmara não falam claramente em obstrução, mas insinuam ameaças. "Vamos usar todas as armas e todos os artifícios pata termos nosso espaço. Quero garantir que possamos investigar", disse o líder tucano Antônio Carlos Pannunzio (SP).O PT já deu início às articulações para emplacar Luiz Sérgio (RJ), mas José Eduardo Cardozo (PT-SP) também é cotado. O lançamento dos nomes irritou a oposição. "Se não houver divisão de poder na CPI, vamos começar a obstruir as votações no Senado", disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), fez um apelo: "O Senado não pode ficar parado por causa da CPI. A oposição precisa colaborar, mas eu fiz um apelo para o senador Romero Jucá para convencer o Palácio do Planalto a ceder um dos postos de comando da CPI para a oposição".
CPI sóbria
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), organizou almoço num restaurante em Brasília para selar a paz entre os parlamentares do partido insatisfeitos com o acordo negociado pelo deputado Carlos Sampaio (SP), que permitiu a criação de uma CPI mista. No encontro, que contou com a presença de parlamentares do PPS, PSOL, PSB, PDT e PTB e PSOL, ficou definido que a oposição não vai abrir mão de ter um representante do DEM ou do PSDB no comando da CPI.Após o almoço, Guerra disse que não haverá blindagem para Fernando Henrique Cardoso. "Não dá para blindar A, B ou coisa alguma. Mas a CPI tem de ser sóbria. Não deve começar pela investigação das famílias dos presidentes". Segundo ele, o governo está "fazendo cortina de fumaça" ao dizer que há dados que comprometem FHC: "Estão querendo jogar lama nos outros. Eu acompanhei todos os gastos. Não há o que temer. Podem investigar o presidente Fernando Henrique", disse Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência.
Lula defende cartão e sigilo em despesas da Presidência
Por Fabiano Maisonnave
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que é a favor da divulgação de gastos do Planalto com cartões corporativos na internet, à exceção de despesas com a sua segurança e a de sua família. Segundo o mandatário, esse sistema de pagamento é a forma "mais séria e transparente" de uso do dinheiro público, e uma CPI sobre o assunto não atrapalhará as votações no Congresso. "Para mim, só tem um gasto que não deve ser explicitado e detalhado, que é o gasto com segurança. Segurança é uma coisa muito delicada", disse Lula ontem, no aeroporto de Macapá (AP), depois de uma visita de Estado à Guiana Francesa, onde se reuniu com o presidente Nicolas Sarkozy. "E uma boa segurança, os adversários não sabem que ela existe nem como ela existe. Na hora em que ela souber, deixa de ser segurança. Nós vimos agora o que aconteceu no Timor Leste. Um pouco de cuidado não permitiria que um presidente fosse atingido fazendo ginástica de manhã. Quando se trata de segurança, eu acho que é segredo de Estado." Ele citou como exemplo seus próprios seguranças. "Você não pode dizer onde é a casa dos seguranças do presidente, você não pode dizer onde que ele vai alugar um carro. Porque, se você disser, fica muito fácil, quem quiser fazer a desgraça faz a desgraça por antecipação." "Não é a Presidência que gasta. Quando eu sair daqui, a Presidência continua. A Presidência é uma instituição que as pessoas precisam aprender a respeitá-la,e não banalizá-la." Lula defendeu ainda o sistema de cartões corporativos e disse acreditar que pode ser melhorado. "O cartão é a forma mais séria e mais transparente para você cuidar dos gastos públicos. Não tem outra mais séria. O que nós precisamos é, a partir das deficiências, fazer as correções necessárias e continuar colocando na internet para que a sociedade brasileira tenha as informações. Até porque acho que todo mundo tem de mostrar concretamente o que é gasto todo santo dia." Questionado sobre a criação de uma CPI para investigar os assuntos, Lula disse acreditar que não atrapalhará as votações no Congresso em torno da reforma tributária. "Uma CPI não vai atrapalhar nada, uma CPI vai estudar, vai investigar, vai apresentar o resultado, e o Brasil vai continuar." "[A CPI] não pode atrapalhar porque a reforma tributária é uma necessidade brasileira. Eu tenho dito aos líderes, eu tenho dito aos empresários, eu tenho dito aos governadores, aos prefeitos que, desde que eu me conheço por gente, as pessoas falam na necessidade de fazermos uma reforma tributária. E toda vez que nós mandamos um projeto para a Câmara, vocês estão lembrados que nós mandamos um projeto em abril de 2003, não acontece porque um ou outro tem divergência. O que eu quero é fique explícito quem quer e quem não quer a política tributária." Após conceder cinco minutos de entrevista, Lula voou para Brasília.
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