quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A tragédia anunciada

Todo começo de ano é assim. Depois que passam os festejos da virada do ano vemos os estragos que as enchentes provocam nas cidades. Aqui em Goiânia está chovendo demais. Muitas ruas esburacadas, trânsito piorando. Lá em São Paulo e no Rio de Janeiro vidas se perdem, casas soterradas. Se a gente comparar as notícias de hoje com as do mesmo período do ano passado veremos que são praticamente as mesmas.

E sempre que catástrofes acontecem lá vem os políticos prometendo mudanças. Vão tirar famílias das áreas de risco, vão proteger os morros e encostas, não vão dar tregua à especulação imobiliária e por aí vai. Promessas feitas em janeiro de 2010 se repetem em janeiro de 2011. Quando a água abaixa as promessas vão embora e, no próximo janeiro, a tragédia volta com força. Até quando? 

É lamentável os estragos causados pelas chuvas. Mais lamentável ainda é que nada melhora, que continuam construindo nas encostas dos morros, jogam lixo onde não se deveria jogar e o poder público não faz o que deveria ser feito para evitar os estragos das chuvas no período de seca. Até quando janeiro será o mês do caos provocado pelas chuvas?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Será que Dilma vai colocar o boné?

O Globo de hoje informa que o MST antecipa invasões para ver se negocia com o novo governo. Pois é. Vamos ver como é que Dilma Rostock vai se comportar. Lula colocou na cabeça o boné do MST e foi um pai para os fora da lei. Será que Dilma vai colocar o boné também e passar a mão naqueles que invadem propriedades alheias?

Crise com PMDB faz Dilma cancelar reunião com núcleo do governo

Na Folha



A crise envolvendo o PMDB fez a presidente Dilma Rousseff cancelar a segunda reunião de coordenação de governo desde que assumiu a Presidência. No lugar, foi convocada uma reunião reduzida para discutir a relação com os peemedebistas.
O partido reivindica assento no grupo, núcleo duro do Executivo, mas Dilma já avisou que não acatará a demanda.
Marcada para 10h15, o encontro da coordenação saiu da agenda. Em seguida, o Planalto divulgou que Dilma se reuniria, às 11h, com o vice-presidente Michel Temer -único do PMDB na coordenação.
Participaram ainda do encontro os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).
O PMDB está insatisfeito com a distribuição dos cargos de segundo escalão. Já perdeu espaço nos Correios, deve ficar sem a Funasa e pode deixar de controlar estatais do setor elétrico, como a Eletrobras.
Os primeiros movimentos da presidente mostram resistência em se curvar às pressões peemedebistas.
Ela tem sinalizado a interlocutores, porém, que deseja abortar qualquer foco de crise por temer reflexos na eleição à presidência da Câmara e na votação de projetos importantes no Congresso, como o novo salário mínimo.
Dilma fez ontem também sua primeira reunião com ministros para discutir uma proposta de reforma tributária.
Participaram Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Miriam Belchior (Planejamento), Palocci e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa.
Dilma deve enviar nova proposta ao Congresso e definiu como prioridade a unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), desoneração da folha de pagamento e redução de impostos sobre investimentos.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

De volta

Foi muito boa a viagem. Revi meus familiares queridos. Revi minhas avós. As duas estão mais lindas a cada dia que as visito. Vamos atualizar isso aqui?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Uma pequena pausa

Uma pequena pausa para rever meus familiares.
Volto dia 10!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EUA dão novos sinais de recuperação

Por Fernando Canzian
na Folha



Vários indicadores recentes nos EUA mostram que a maior economia do mundo pode ter voltado a crescer em ritmo maior que o esperado.
Alguns bancos e analistas já projetam o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país em cerca de 4% em 2011. Entre julho e setembro passados, os EUA ainda cresciam a um ritmo de 2,6%.
Mas o aumento da produção industrial, das vendas do comércio (em especial de veículos) e das exportações pode demandar ainda algum tempo para se refletir no mercado de trabalho.
A taxa de desemprego nos EUA segue próxima a 10% desde o auge da chamada Grande Recessão, em 2009. Se ela não começar a cair no médio prazo, poderá minar a atual recuperação.
Por enquanto, neste início de 2010 os juros de longo prazo nos EUA começaram a subir (o que indica expectativa de mais atividade e inflação futuras) e investidores finalmente abandonam aplicações nas chamadas "reservas de valor", como o ouro (que foi a grande vedete da crise).
A produção industrial norte-americana registrou a 17ª elevação consecutiva em dezembro. Das 18 áreas monitoradas pelo ISM (Institute for Supply Management), 11 registraram alta.
O indicador de produção do ISM, que acima de 50 pontos indica expansão, passou de 56,6 em novembro para 57 pontos no mês passado. Leia mais aqui.

Comentário
Dias antes de deixar a presidência, Lula disse que saia do cargo feliz porque os Estados Unidos estavam em crise. Como mostra a reportagem acima, a economia americana está melhorando. Acabou a alegria do Babalorixá de Banania.

PMDB usa salário mínimo para pressionar por cargos

Na Folha



Em dois dias de governo, a presidente Dilma Rousseff enfrentou a primeira ameaça do seu principal aliado, o PMDB. O partido prometeu trabalhar contra o salário mínimo de R$ 540, fixado pela equipe econômica, para marcar sua insatisfação com a perda de cargos para o PT.
Por determinação da presidente, o Ministério da Fazenda reagiu à intimidação, e o ministro Guido Mantega foi escalado e veio a público declarar o veto a qualquer valor do mínimo acima do patamar estabelecido.
Segundo a Folha apurou, a resposta à legenda partiu da avaliação de que o Executivo não podia se submeter à ameaça do aliado, apesar da constatação de que há, de fato, um princípio de crise entre as duas maiores forças da base de sustentação. Leia mais aqui.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Lamentável

Alcides Rodrigues não quis passar o governo para Marconi Perillo. Assim como o chefe, vários ex-secretários não estão afim de entregar pessoalmente seus cargos aos sucessores. 

No lixo

Tem uma foto interessante no Diário da Manhã de hoje. Se tiver jeito de salvá-la publicarei aqui. A foto foi tirada por um servidor do Estado. Mostra o retrato do ex-governador Alcides Rodrigues dentro de um lixo de uma repartição estadual. Foi uma forma usada pelos servidores de protestar pelo não pagamento do salário de dezembro. 

Alcides prometeu entregar ao sucessor um Estado enxuto. Só promessa. Seu retrato parando na lata do lixo de uma repartição pública só indica o destino que seu governo está seguindo.

10 mil temporários serão cortados

Por Charles Daniel
no Hoje



O se­cre­tá­rio de Pla­ne­ja­men­to do Es­ta­do (Se­plan), Gi­u­sep­pe Vec­ci, anun­ciou  ontem o cor­te ime­di­a­to de dez mil ser­vi­do­res tem­po­rá­rios, du­ran­te a pri­mei­ra re­u­ni­ão do go­ver­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo (PSDB) com o se­cre­ta­ria­do, no Pa­lá­cio Pe­dro Lu­do­vi­co Tei­xei­ra. Tam­bém se­rão exo­ne­ra­dos os titulares de car­gos co­mis­sio­na­dos da es­tru­tu­ra bá­si­ca e com­ple­men­tar atra­vés de de­cre­to que de­ve­rá ser edi­ta­do ho­je pe­lo go­ver­na­dor, co­mo se­cre­tá­rios, su­pe­rin­ten­den­tes, che­fes de ga­bi­ne­tes e ge­ren­tes.

Vecci in­for­mou que ou­tros oi­to mil co­mis­sio­na­dos fi­ca­rão no go­ver­no por mais dois mes­es pa­ra ava­li­a­ção da ne­ces­si­da­de de per­ma­nên­cia e pa­ra não ha­ver a in­ter­rup­ção abrup­ta nos tra­ba­lhos da má­qui­na ad­mi­nis­tra­ti­va. Após es­ta eta­pa, o go­ver­na­dor de­ve­rá exo­ne­rar mais co­mis­sio­na­dos. Ele ex­pli­cou que a me­di­da de cur­to pra­zo vi­sa re­sol­ver o rom­bo fi­nan­cei­ro do Es­ta­do que, segundo o governo, soma R$ 340 mi­lhões, re­fe­ren­tes à fo­lha de de­zem­bro do fun­cio­na­lis­mo.

O se­cre­tá­rio in­for­mou que o Es­ta­do pos­sui qua­se 23 mil con­tra­tos tem­po­rá­rios as­si­na­dos por meio de con­cur­so pú­bli­co. “Es­ta­mos fa­zen­do um cor­te, no pri­mei­ro mo­men­to, de 10 mil con­tra­tos tem­po­rá­rios e dan­do um pra­zo de 60 di­as pa­ra re­a­va­li­ar jun­ta­men­te com os de­mais se­cre­tá­rios a ne­ces­si­da­de de ma­nu­ten­ção dos de­mais car­gos.”

Prazo
Gi­u­sep­pe dis­se que ain­da não foi es­ti­pu­la­do um pra­zo pa­ra o pa­ga­men­to da fo­lha de de­zem­bro. “Es­ta­mos ho­je (on­tem) apre­sen­tan­do o que en­con­tra­mos no Es­ta­do, que é o atra­so de R$ 340 mi­lhões na fo­lha e to­man­do um con­jun­to de me­di­das”, ar­gu­men­tou, e com­ple­tou di­zen­do: “Va­mos fa­zer uma ava­li­a­ção de to­dos os con­tra­tos de li­ci­ta­ção e de to­das as obras em an­da­men­to pa­ra que a gen­te pos­sa ana­li­sar o que ocor­reu e pri­o­ri­zar no fu­tu­ro o que se­rá re­a­li­za­do”.

O ti­tu­lar da pas­ta in­for­mou que o débito da fo­lha de pa­ga­men­to de de­zem­bro, so­ma­do ao dé­fi­cit de cer­ca de R$ 140 mi­lhões dei­xa­do pe­lo go­ver­no anterior, totaliza cer­ca de R$ 480 mi­lhões de dé­fi­cit no pri­mei­ro mês – o Es­ta­do pos­sui, porém, cer­ca de R$ 20 mi­lhões em cai­xa. Por is­so, ele pre­fe­re não pre­ver quan­do ocor­re­rá o pa­ga­men­to do fun­cio­na­lis­mo. “Pre­ci­sa­mos en­xer­gar me­lhor is­so. Ho­je é o pri­mei­ro dia de tra­ba­lho”, jus­ti­fi­cou, e re­a­fir­mou que a pri­o­ri­da­de é qui­tar a fo­lha.

Con­cur­sos
Os con­cur­sos pú­bli­cos em Go­i­ás se­rão sus­pen­sos por um ano, de acordo com o se­cre­tá­rio de Pla­ne­ja­men­to.  “É pa­ra que ha­ja o re­ma­ne­ja­men­to in­cen­ti­va­do de ser­vi­do­res pú­bli­cos pa­ra aten­der aos ór­gã­os ca­ren­tes do Es­ta­do”, jus­ti­fi­cou Giuseppe Vecci.
Se­gun­do ele, os con­cur­sos se­rão re­to­ma­dos após se­rem sa­na­das as pri­o­ri­da­des do go­ver­no de pa­gar a fo­lha de de­zem­bro e co­lo­car a si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra do Es­ta­do em dia. 

Já a si­tu­a­ção dos con­cur­sa­dos que aguar­dam a cha­ma­da se­rá re­a­va­li­a­da. “Não que­re­mos cri­ar uma ce­leu­ma na­qui­lo que é de di­rei­to ju­ri­di­ca­men­te, mas va­mos ana­li­sar ca­da ca­so”, in­for­mou.

Ele in­for­mou que cerca de 93% da fo­lha é com­pro­me­ti­da com efe­ti­vos e ina­ti­vos e que pre­ten­de re­du­zir o gas­to com a fo­lha in­cre­men­tan­do a re­cei­ta, com ações de re­cei­tas tri­bu­tá­ri­as, no­vas en­ge­nha­ri­as fi­nan­cei­ras, re­cu­pe­ra­ção de cré­di­to, en­tre ou­tras. Cer­ca de 4% do pes­so­al é de co­mis­sio­na­dos e pou­co mais de 2% são tem­po­rá­rios, além de 1% de es­ta­gi­á­rios. A pre­vi­são de gas­to com a fo­lha nes­te mês é de R$ 620 mi­lhões.

O ti­tu­lar da Se­plan de­cla­rou que no pri­mei­ro tri­mes­tre há uma pre­vi­são de rom­bo de cer­ca de R$ 780 mi­lhões. “Não se faz mi­la­gre de um dia pa­ra o ou­tro. É pre­ci­so me­di­das du­ras, mas o go­ver­na­dor tem a ex­pe­ri­ên­cia pa­ra re­sol­ver, por­que no pri­mei­ro go­ver­no en­con­trou uma si­tu­a­ção tal­vez tão ru­im co­mo es­ta e, de uma for­ma gra­da­ti­va, re­sol­veu a si­tu­a­ção e cum­priu seus com­pro­mis­sos de cam­pa­nha”, sa­li­en­tou.

Pa­ra Vecci, de­ve­rão ser re­a­li­za­das ações emer­gen­ci­ais que te­nham bai­xo con­su­mo or­ça­men­tá­rio e que agre­guem va­lor de qua­li­da­de de aten­di­men­to à po­pu­la­ção, por is­so as pe­que­nas obras que ne­ces­si­tam de pou­co re­cur­sos te­rão pri­o­ri­da­de.

Captação
O se­cre­tá­rio da Fa­zen­da, Si­mão Ci­ri­neu Di­as, acon­se­lhou os colegas, durante a re­u­ni­ão com Mar­co­ni Pe­ril­lo, a pre­pa­ra­rem pro­je­tos para cap­tar re­cur­sos fe­de­ra­is e irem a Bra­sí­lia.

Ele ex­pli­cou que o Es­ta­do tem di­fi­cul­da­de de cap­tar re­cur­sos de con­vê­ni­os e de re­a­li­zar ope­ra­ções de cré­di­to, em vir­tu­de da enor­me dí­vi­da do Es­ta­do. “É pre­ci­so que nos­so es­for­ço es­te ano se­ja cap­tar re­cur­sos de qual­quer for­ma, ten­tan­do au­men­tar as re­cei­tas pró­pri­as, bus­can­do re­cei­ta de ter­cei­ros ou bus­can­do ope­ra­ções de cré­di­to”, dis­se. Ele acrescentou que con­vo­ca­rá os ser­vi­do­res da Sefaz pa­ra me­lho­rar o má­xi­mo pos­sí­vel a ges­tão tri­bu­tá­ria.

Chávez incitou Bolívia a tomar Petrobrás, diz diplomacia americana

Por Andrei Netto
no Estadão



De acordo com diplomatas americanos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, incitou o governo de Evo Morales, na Bolívia, a nacionalizar as instalações da Petrobrás no país em 2006, fato que provocou um atrito econômico e diplomático com o Brasil. A informação está em telegramas da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília enviados ao Departamento de Estado americano e revelados pela ONG WikiLeaks.


Segundo os americanos, Marcelo Biato, o assistente direto do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, relatara que Chávez interagia com Evo nos dias que antecederam a ocupação das instalações da Petrobrás por militares da Bolívia.
"Biato disse que em março (de 2006), Petrobrás e interlocutores bolivianos haviam começado o que pareciam ser discussões relativamente positivas. No entanto, Evo interrompeu abruptamente as conversas, insistiu que só discutiria o assunto diretamente com Lula", diz o documento, datado de maio de 2006. "No intervalo entre as conversas de março e a nacionalização, Biato observou que houve várias conversas entre Evo e Chávez", relata o telegrama.

Em 20 de abril, em encontro bilateral entre Lula e Chávez, o presidente brasileiro manifestou ao venezuelano sua preocupação com seu envolvimento no caso dos hidrocarburetos bolivianos. "Agora está claro para o governo do Brasil que Evo foi encorajado depois de ouvir que Chávez poderia prover ajuda técnica para obter o gás", afirma o despacho, referindo-se à possibilidade de a estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA, passar a auxiliar a boliviana, YPBF, em caso de rompimento entre Lula e Evo.
Em 5 de maio, um novo telegrama dá conta de um novo encontro entre representantes diplomáticos americanos com Biato. Na conversa, o assessor brasileiro é questionado sobre a proximidade entre Chávez e Evo, indagação à qual Biato responde de forma lacônica. "O que podemos fazer? Nós não escolhemos nossos vizinhos. Nós não gostamos do modus operandi de Chávez, nem das surpresas de Evo, mas nós temos de lidar com esses caras de alguma forma e manter a ideia da integração regional viva", diz.

Em outro despacho, datado de 26 de junho de 2006, o então embaixador americano, Clifford M. Sobel, relata que Marco Aurélio Garcia lhe confirmava a intervenção chavista no caso. "Ele sugeriu que o Brasil encorajou o presidente venezuelano Chávez a baixar o tom e se tornar "menos presente" no caso. Chávez entendeu que seu esforço fora invasivo e contraproducente", diz o relato. No mesmo encontro, Garcia teria afirmado que Evo também recebeu a sugestão de "baixar o tom".

A operação militar da Bolívia na refinaria da Petrobrás, em maio de 2006, fazia parte da política de nacionalização das reservas de hidrocarburetos pelo governo de Evo. Depois de uma reação hesitante (mais informações nesta página), o governo Lula e a Petrobrás aceitaram as novas regras impostas por La Paz para o setor petroquímico, reduzindo os dividendos das companhias que exploravam os recursos. Uma das questões centrais era o ressarcimento pelos investimentos da Petrobrás na Bolívia, avaliados em US$ 1,6 bilhão.
 

Oposição a Dilma pede retratação sobre privatizações

Por Maria Clara Cabral
na Folha



Líderes oposicionistas do Congresso cobraram ontem uma retratação da presidente Dilma Rousseff sobre ter condenado as privatizações durante as eleições.
Eles criticaram o fato de, durante a campanha, Dilma ter classificado a oposição de "privatista" e, dois dias após assumir a Presidência, ter decidido entregar à iniciativa privada a construção e operação dos novos terminais de aeroportos paulistas, conforme revelou ontem a Folha.
Os aeroportos de Guarulhos e de Viracopos, em Campinas, compõem o pacote aprovado por Dilma.
Apesar das críticas, a medida foi elogiada. "É uma atitude bastante contraditória.
Ela fez o discurso errado e a ação certa. Ação oriunda de um projeto apresentado pela oposição e duramente criticado pelo governo", disse o senador Agripino Maia (RN), líder do DEM.
A ressalva, porém, é que as privatizações dos aeroportos de São Paulo são apenas um primeiro passo e não vão resolver os problemas de aeroportos que serão vitais para a Copa de 2014.
"Não adianta nada resolver o problema dos aeroportos com viabilidade econômica e deixar de lado os deficitários. Precisamos fazer algo regionalizado, entregar mais à iniciativa privada", afirmou o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC).
"Apesar do fato positivo, Dilma deveria pedir desculpas pela mentira e retórica eleitoral", completou o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).
A Folha mostrou ontem que, além da privatização, o texto de uma medida provisória -que pode ser editada ainda neste mês- deverá incluir a abertura do capital da Infraero e a criação de uma secretaria ligada à Presidência da República para cuidar da aviação civil.
Um novo terminal para o aeroporto de Brasília também poderá entrar no pacote, informou a reportagem.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que é "muito bom" que o governo federal faça ampliações na rede aeroportuária paulista "com a iniciativa privada" e que o Estado será parceiro para agilizar esses empreendimentos.
A ideia é que o governo estadual facilite com a liberação de licenças ambientais e parcerias.
"É prioridade absoluta o terceiro terminal de Cumbica e o segundo terminal de Viracopos. Isso é para ontem", ressaltou Alckmin.
O custo do novo terminal de Viracopos está estimado em R$ 690 milhões. 

Estados anunciam redução de gastos

Na Folha



Assim como o paulista Geraldo Alckmin (PSDB), no primeiro dia útil no cargo governadores recém-empossados anunciaram ontem cortes no custeio da máquina administrativa e redução dos cargos comissionados.
No Paraná, Beto Richa (PSDB), que sucede o peemedebista Orlando Pessuti, anunciou um plano de ação de 180 dias para "reequilibrar" as contas, o que inclui o corte de 15% nos gastos de custeio da máquina.
Richa determinou também a suspensão por 90 dias das ordens de pagamento e serviço do Estado. O governo diz que economizará pelo menos R$ 480 milhões em 2011.
A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), anunciou redução de 30%, no mínimo, nos gastos do governo. A recomendação foi feita a todos os secretários. O detalhamento dos cortes será feito ao longo desta semana.
O ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) deixou o cargo com problemas financeiros. A Folha não conseguiu falar com ele ontem.
Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) suspendeu o reajuste de 27,92% no próprio salário, do vice e de deputados estaduais.
O reajuste havia sido dado pelo ex-governador José Maranhão (PMDB), derrotado por Coutinho. Foram exonerados 4.500 comissionados, ou 40% dos cargos, que não serão mais preenchidos.
O governador reeleito do Piauí, Wilson Martins (PSB), anunciou a exoneração de 2.000 comissionados -só serão readmitidos até 30%.
No Amapá, Camilo Capiberibe (PSB) diz que as mudanças na estrutura devem gerar uma economia de R$ 8,5 milhões ao ano.
No Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) disse que o Estado tem a necessidade de cortar 70% dos gastos com custeio e com servidores comissionados. Até ontem, ele não havia anunciado nenhum corte.

NA CONTRAMÃO
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), deve enviar à Assembleia um projeto de lei para elevar o salário de cerca de 500 cargos comissionados que ganham hoje R$ 1.200. Em contrapartida, o governo propõe a extinção de outros 138 cargos.
Em Minas, Antonio Anastasia (PSDB) criou mais três secretarias e instituiu o cargo de secretário-extraordinário para a Copa de 2014. O governo diz que o impacto nas contas será "muito pequeno".

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Só se for a verdade completa

Maria do Rosário tomou posse hoje como secretária dos Direitos Humanos. Ela pediu ao Congresso para que seja votado a criação do Conselho da Verdade. Este conselho ofereceria a versão oficial sobre mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. Conselho da Verdade, é? Será que esse conselho vai apurar também os crimes cometidos pelos terroristas esquerdopatas? Se é para criar o Conselho da Verdade que se fale a verdade, ora bolas! Que mostrem que militares mataram e torturaram, mas que mostrem também que esquerdistas mataram e torturaram. 

Dilma vai privatizar novos terminais de aeroportos

Por Ana Flor e Valdo Cruz
na Folha



A presidente Dilma Rousseff decidiu entregar à iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais dos aeroportos paulistas de Guarulhos e de Viracopos, dois dos principais do país.
A medida faz parte de pacote que será baixado por meio de medida provisória -talvez ainda neste mês.
O texto inclui também a abertura do capital da Infraero (estatal responsável pela administração do setor aeroportuário) e a criação de uma secretaria ligada à Presidência da República para cuidar da aviação civil -como a Folha antecipou em 2010.
A equipe de Dilma já conversou com empresas como a TAM e a Gol, que manifestaram interesse na construção e na operação de novos terminais. O prazo da concessão deve ser de 20 anos.
O objetivo oficial do pacote é desafogar aeroportos que serão vitais para a Copa do Mundo de 2014. Assessores da presidente disseram à Folha que ela deu prazo de 15 dias para finalizar o texto.
Segundo a Infraero, o governo federal precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes da Copa. A avaliação dentro do governo é que a estatal não terá condições técnicas para, sozinha, bancar esses projetos.
Durante o governo Lula, o ministro Nelson Jobim (Defesa) chegou a defender que as administrações de todos os aeroportos fossem concedidas à iniciativa privada.
A ideia foi rejeitada por Lula e pela então ministra Dilma (Casa Civil). Ambos temiam o rótulo de privatizantes -o mesmo rótulo que o PT procurava impingir ao principal adversário na eleição, José Serra (PSDB).
Na Casa Civil, Dilma sempre dizia preferir abrir o capital da Infraero, para que esta pudesse captar recursos e aumentar a capacidade de investimentos.
No aeroporto de Guarulhos, o maior do país e principal centro de chegada de voos internacionais, o projeto da Infraero prevê R$ 1,2 bilhão de investimentos. A obra mais cara é a construção do terceiro terminal, orçada em R$ 700 milhões.
Em Viracopos (Campinas), os investimentos previstos são de R$ 742 milhões. O novo terminal deve consumir R$ 690 milhões.

BRASÍLIA
A Folha apurou que um novo terminal para o aeroporto de Brasília também poderá entrar no pacote.
A concessão dos terminais esvazia o plano de construtoras de fazer um terceiro aeroporto nos arredores de São Paulo, em sociedade com companhias aéreas.
Havia o temor no Planalto de que um terceiro aeroporto roubasse potenciais passageiros do trem-bala.
Já a nova Secretaria de Aviação Civil, ideia discutida na montagem da equipe de Dilma, vai retirar do Ministério da Defesa o controle sobre o setor, o que já está combinado com Jobim.

Comentário
Mas não era só o PSDB que privatizava nestêpaiz? 

Esta história está muito mal contada

O governador de Goiás Marconi Perillo empossou seus secretários ontem no inacabado Centro Cultural Oscar Niemeyer. No evento, Marconi disse que há um rombo de R$ 1 bilhão nas contas do Estado. Um bilhão de reais? Uau! É muita grana. É mais um governo que entra em Goiás dizendo que tem que ajustar as contas, que o antecessor foi um fracasso. A propósito, o antecessor de Marconi é Alcides Rodrigues. O vice que virou governador, foi reeleito e cuspiu no prato que comeu. Ou mostrou para todo mundo a farsa que era a propaganda do Tempo Novo. Mas vamos voltar ao rombo bilionário.

Como é que é, Sr. Marconi? R$ 1 bilhão? Mas Alcides disse que sairia do Palácio das Esmeraldas entregando um Estado com as despesas em dia? Alguém aí está escondendo alguma coisa. Esta história de déficit está muito mal contada. E no jornal O Hoje tem uma reportagem a respeito. A reportagem informa que Marconi disse no evento de ontem que o dinheiro que pagaria o funcionalismo estadual foi desviado. Mas desviado para onde? Isso é muito grave. 

Será que Marconi Perillo vai retirar os esqueletos que Cidinho prometeu mostrar e que nunca mostrou? Sei não, pessoal, alguma coisa está errada. Todo aquele Estado cheio de riquezas e prosperidade que o Tempo Novo comandado por Marconi e Alcides não batia com a realidade. Assim como o Tempo Velho do PMDB de Iris Rezende e Maguito Vilela quebrou Goiás, o Tempo Novo de Marconi e Alcides não fez nada para recuperar. São tantos governadores falando em déficit. Tem muita coisa mal contada. Tem muita coisa que precisa vir à tona. Até quando deixaremos que estes senhores do tempo só mostrem a história que lhes convém?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sérgio Cabral em dois momentos

Sérgio Cabral tomou posse ontem na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para mais um mandato de governador. Ele, talvez o maio puxa-saco de Lula fora do PT, disse que Lula foi o maior presidente que o Brasil já teve. Mas nem sempre foi assim. O vídeo abaixo mostra o que Cabral pensava de Lula há um tempo atrás.

Presidente começa novo governo com piora na economia

Por Fernando Canzian
na Folha



Dilma Rousseff ganhou a Presidência e assumiu ontem embalada no maior crescimento econômico em um quarto de década. Chegou sua hora de pagar a conta.
No início de 2011, a inflação sobe, o dólar retomou trajetória de queda, as contas externas pioraram e a economia para pagar a dívida pública diminuiu.
No dia 19 de janeiro, o Banco Central poderá se ver obrigado a aumentar os juros para conter a inflação. Isso pode trazer impactos negativos sobre a dívida pública e o dólar. Mas a prioridade do Banco Central é com a inflação.
Em 2010, até novembro, o IPCA (índice oficial de preços) subiu 5,25%. Ele deve fechar o ano passado perto do teto da meta do BC (6,5%).
Já o IGP-M, que reajusta a maioria dos contratos de financiamentos imobiliários e de bens, subiu 10,56%.
Na virada do ano, Lula assinou medida provisória fixando o salário mínimo em R$ 540 a partir de ontem -reajuste de 5,88%. Pela primeira vez desde 2003, o mínimo corre o risco de ficar sem aumento real.
Em dezembro, o BC também retirou R$ 61 bi da economia elevando os compulsórios que impõe aos bancos. Isso fez com que os juros subissem aos consumidores e reduziu prazos de financiamentos para bens e veículos.
As duas medidas foram as primeiras na transição Lula-Dilma para tentar conter a aceleração da inflação e o aumento dos gastos públicos.
O descontrole nas despesas do governo está na raiz de muitos dos atuais indicadores negativos. A deterioração se deu para que a economia pudesse ter o forte desempenho no ano eleitoral de 2010, com o PIB (Produto Interno Bruto) crescendo cerca de 7,5%.
Segundo o boletim Focus do BC, o mercado espera um PIB ao redor de 4,5% em 2011. A expectativa é de uma economia mais fria com gastos públicos crescendo menos e o BC subindo o juro básico para conter a inflação.
A tarefa de Dilma de conter o ritmo do crescimento da despesa estatal, porém, é um desafio. Em 2010, a economia efetiva que o governo fez para pagar a dívida pública foi a menor dos anos Lula.
Dilma promete economizar mais. Mas o espaço de manobra ficou pequeno por conta dos gastos crescentes.
Só cerca 8% do gasto não financeiro da União (excluindo juros da dívida pública) são passíveis de corte caso o governo não queira reduzir ainda mais investimentos em infraestrutura (hoje, menos de 1% do PIB).
Com a atividade econômica mais fraca 2011, o governo terá receitas em impostos menores para pagar suas despesas correntes e obrigatórias.

Lula aplaudido ao lado de Sarney

Estou lendo na Folha de São Paulo que Lula deixou Brasília no final da tarde de ontem e foi para São Bernardo do Campo, no ABC paulista.. E quem foi ao lado de Lula? O presidente do Senado José Sarney. E veja que coisa interessante: Lula começou sua jornada rumo à presidência em 1989 soltando os cachorros contra Sarney e termina seu mandato presidencial em 2010 ao lado de Sarney. E o pior é  que ele é recebido com alegria e entusiasmo na sua terra natal. Tem alguma coisa de errado aí. Mas é esta a realidade. Em pensar que um dia Lula disse numa de suas fracassadas campanhas: "No meu palanque corrupto não sobe, no meu governo corrupto não entra". Lula subiu em palanques com corruptos, deixou que corruptos entrassem no seu governo e sai do seu mandato ao lado de um cara que representa não somente corrupção, mas atraso, retrocesso. Não dá para entender certas coisas nestêpaiz. 

A volta dos que não foram

Matéria publicada na Folha de hoje assinada por Catia Seabra.


Minutos após dizer no Congresso que em seu governo "não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito", a presidente Dilma Rousseff cumprimentou no Planalto a pessoa que encarnou tudo isso durante a campanha presidencial: a ex-ministra Erenice Guerra.
Antigo braço direito de Dilma, a ex-chefe da Casa Civil foi afastada após denúncias de tráfico de influência envolvendo sua família. O "Erenicegate", como ficou conhecido o escândalo, ajudou a levar a eleição presidencial para o segundo turno.
Presente também ao coquetel do Itamaraty, Erenice, escanteada por Dilma no auge da crise, ficou numa área do palácio restrita a convidados especiais. "O convite chegou em casa", disse.
Antecessor de Dilma na Casa Civil, José Dirceu também compareceu à posse. Mas optou pela discrição.
"Não vou falar, porque eu falo bobagem. Da última vez que falei, a Evanise [sua mulher] brigou comigo", disse.
Dirceu, deputado cassado no escândalo do mensalão, permaneceu no mesmo lugar no momento em que Dilma se aproximou da área reservada a ex-ministros. Enquanto outros convidados se aglomeravam em torno da presidente, manteve-se no fundo.
Reverenciado por outros convidados, Dirceu deixou o palácio ao lado de Eduardo Campos (PSB), Marcelo Déda (PT) e Teotonio Vilela (PSDB).

Comentário
Este filme eu já vi. Seu título é "A volta dos que não foram". Já passamos o primeiro e o segundo turnos, Dilma Rotock foi eleita, diplomada e ontem, enfim, empossada. Até hoje não foi divulgado o parecer final do processo contra Erenice Guerra. E, pelo visto, não vai sair tão cedo. Já caiu no esquecimento. Ou melhor, só não caiu no esquecimento porque o PIG, o Partido da Imprensa Golpista, não deixa de lembrar. 

O que dizer sobre José Dirceu? É outro que voltou sem nunca ter saído. E é outro que vai meter o dedo no governo que se inicia. 

Dilma promete erradicar a miséria e projeta país de classe média sólida

Na Folha

Dilma Vana Rousseff, 63, tomou posse ontem como a primeira mulher e a 40ª pessoa a ocupar a Presidência da República do Brasil.
Num longo discurso no Congresso Nacional, em que citou o escritor mineiro Guimarães Rosa (1908-1967), Dilma fez várias menções à questão de gênero, louvou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu erradicar a miséria e transformar o Brasil num país de "classe média sólida e empreendedora".
A presidente chorou no final da fala, ao mencionar sua participação na luta armada contra a ditadura e homenagear os que "tombaram pelo caminho". Ela fez menção à tortura ao dizer que suportou as "adversidades mais extremas" infligidas a quem "ousou" "enfrentar o arbítrio". "Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor".
Dilma prometeu ser "rígida" no combate à corrupção. "Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito." Ministros de Lula afastados sob acusação de envolvimento em escândalos, como José Dirceu e Erenice Guerra, foram à posse no Palácio do Planalto.
A forte chuva em Brasília impediu o desfile em carro aberto até o Congresso, mas cessou no trajeto até o Palácio do Planalto e no momento em que Dilma subiu a rampa para receber a faixa presidencial de Lula.
O público que foi à Esplanada dos Ministérios era estimado em 30 mil pessoas pela Polícia Militar. Lula quebrou o protocolo e foi cumprimentar as pessoas.
Amanhã, Dilma comanda a primeira reunião de coordenação de governo. Sete ministros tomam posse hoje. A primeira tarefa é definir o corte no Orçamento, estimado em pelo menos R$ 20 bilhões.
Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu parceria com Dilma e elogiou a gestão de José Serra.

sábado, 1 de janeiro de 2011

E agora?

Pronto! Lula é mais uma página virada. Acabou! Agora vem Dilma Rostock. E agora?

Posse de Dilma Rostock

Dilma Rostock já é presidente do Brasil e Lula é mais um ex-presidente. Vejo o Congresso Nacional aplaudindo-a, mas nós sabemos que não será sempre assim. E José Sarney? Tudo passa, mas ele sempre fica.

Desafios da presidente

Editorial da Folha de hoje.


A presidente Dilma Rousseff assume hoje o governo de um país promissor, que pode alimentar com realismo a ambição de se tornar nas próximas décadas uma nação rica e socialmente justa.
Contribuir de maneira decisiva para esse triunfo histórico é o grande repto que se apresenta à nova mandatária. Não bastará, para tanto, dar continuidade às políticas de seu antecessor.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva beneficiou-se da consolidação dos alicerces da democracia e da estabilidade econômica, sua sucessora terá de destacar-se da etapa que se conclui e lançar as bases de novo ciclo de conquistas.
Na área econômica é hora de reduzir o chamado custo Brasil, trazer a taxa de juros a patamares compatíveis com os de nações desenvolvidas e aumentar a capacidade pública e privada de investir. São indispensáveis reformas para disciplinar o caos tributário, eliminar obstáculos burocráticos e facilitar a vida das empresas.
É inadiável o esforço para reduzir a parcela do PIB consumida pelo Estado e elevar o padrão de eficiência do funcionalismo, por meio de mecanismos de cobrança e premiação por mérito.
Portos, ferrovias, rodovias e aeroportos precisam ser ampliados e modernizados. É preciso que o poder público faça a sua parte e convoque a iniciativa privada para atuar em parcerias.
Na política industrial, a pesquisa inovadora e os setores de alta tecnologia esperam por estímulos. O país não pode se contentar em ser apenas fornecedor mundial de produtos primários.
Na saúde, em vez de insuflar apelos por aumento de tributos, a presidente deve trabalhar para obter ganhos com o aperfeiçoamento da gestão. Fonte de problemas endêmicos, a precariedade do saneamento básico é inaceitável. Basta dizer que um terço da população não tem acesso a nenhuma forma de coleta de esgotos.
É na educação, contudo, em que pesem as melhorias pregressas, que mais se precisa avançar. O conhecimento é a principal ferramenta de redução de desigualdades. Dados recentes indicam que apenas 43% dos engajados no mercado de trabalho concluíram o ensino médio. E somente 11% têm diploma de nível superior. Cerca de 15% dos jovens de 15 a 17 estão fora da escola, que oferece ensino ruim, como provam as notas de jovens brasileiros em testes internacionais.
A presidente Dilma Rousseff deveria assumir metas como a garantia de que antes de 2014 todas as crianças sejam alfabetizadas até a idade de 8 anos. É preciso levar à escola todos os que têm entre 4 e 17 anos e responder à demanda por creches. Cabe ainda ao governo federal liderar um movimento de reciclagem do professorado e de melhoria de sua péssima situação salarial.
Por fim, mas não menos importante, é imperioso que o novo governo recupere o tempo perdido numa área em que o presidente Lula definitivamente falhou -a do combate à corrupção, aos maus costumes políticos e ao aparelhamento da máquina estatal. Já é tempo de promover uma regeneração ética e republicana da esfera pública.

Comentário
Eu acrescentaria algumas coisas aos desafios que Dilma Rostock deveria enfrentar. Deveria respeitar a oposição. Compreender o papel do contrário na democracia. Não permitir que nenhum petralha enfezado aponte o dedo para este ou para aquele que discorde das ações da presidente. Que Dilma cumpra o que manda a Constituição, a defenda e jamais deboche ou deixe que debochem como Lula fez nestes ultimos oito anos. 

É mais do que necessário combater a corrupção. Lula passou a mão na cabeça de várias salafrários. Lula ressuscitou Fernando Collor de Melo e Jader Barbalho. Lula disse que José Sarney era uma pessoa incomum no meio da pior crise do Senado Federal. Dilma deveria a cada denúncia, cobrar explicações dos acusados e, comprovada a culpa, demiti-los o mais rápido possível. Como Lula agora é só um objeto do passado a partir de hoje está mais do que na hora de deixar de lado o costume lulista de defender aqueles que tiram proveito do bem público. 

Outro desafio que incluiria no editorial da Folha é evitar a briga entre PT e PMDB. Quando Dilma estava montando seu ministério nós vimos petistas e peemedebistas rangendo os dentes e latindo um contra o outro na luta pelo cargo e/ou ministério por onde passa mais verba. 

Supremo não tem prazo para libertar italiano

Na Folha online



Os ministros do Supremo Tribunal Federal deverão libertar Cesare Battisti, mas não há prazo para que isso ocorra. Responsável por decretar a prisão do italiano, em 2007, o tribunal é que vai emitir o alvará de soltura.
O presidente do STF, Cezar Peluso, confirmou anteontem que o tribunal deverá analisar os argumentos usados por Lula para manter Battisti no Brasil a partir de fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário.

Para o ministro Marco Aurélio Mello, contudo, Battisti deve ser solto imediatamente e a decisão de Lula não deve ser revista pela Corte.
Em 2009, o STF decidiu que a palavra final seria de Lula, limitando, porém, sua atuação ao Tratado de Extradição entre Brasil e Itália.
Caberá ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes, produzir uma análise sobre o ato e levar a discussão ao plenário. Em 2009, Mendes foi favorável à extradição.
Os ministros estão divididos em duas linhas: a primeira, de que Lula não poderia argumentar que Battisti corre risco de ser perseguido, pois o STF já descartou a hipótese.
A segunda, que deve prevalecer, afirma que a decisão de Lula é política, não importando se ela contradiz o Supremo. Ou seja, basta que ele cite o tratado --como de fato foi feito-- para que sua palavra seja validada. 

Primeiro post

Olha eu aqui! Feliz ano novo!
Primeiro post de 2011 e da segunda década do século XXI.
O lulismo agora já era. E vamos ficar de olho na Dilma Rostock.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz ano novo, Charlie Brown

Parte 1



Parte 2



Parte 3

Mais um terrorista entre nós ou A Itália é perigosa

Matéria publicada no Estadão online:


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de decidir, depois de uma reunião, nesta sexta-feira, 31, com o Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, que o ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 70, vai continuar no País, não sendo, portanto, extraditado para a Itália. Leia mais aqui.

Comentário
No último dia do seu mandato, Lula decidiu que um terrorista esquerdopata continue aqui no Brasil. Se Cesare Battisti fosse um terrorista direitista ou um dissidente cubano com certeza já estaria no seu país de origem. Mas como Battisti é da esquerda merece toda a proteção do governo brasileiro. 
Ora, se Lula acha que a volta do terrorista esquerdopata para a Itália colocaria a vida do mesmo em risco ninguém do governo brasileiro vai protestar contra a Itália? A Itália é mais perigosa que o Brasil. É melhor deixa Cesare Battisti por aqui. Tem muito cupanheiro de armas dele que vão dar todo apoio e proteger sua vida. 

PMDB perde para o PT comando dos Correios

Por João Domingos, Karla Mendes e Leandro Colon
no Estadão



O PT passou mais uma rasteira no PMDB na disputa pelos cargos das estatais. O sindicalista Wagner Pinheiro, filiado ao PT, será o novo presidente dos Correios. Ligado ao ex-ministro Luiz Gushiken, desde 2003 Pinheiro é presidente do Petros, o fundo de pensão da Petrobrás, e foi alvo de investigação da CPI dos Correios, em 2005.
Os Correios têm orçamento anual de cerca de R$ 12 bilhões, dos quais R$ 500 milhões para investimentos. Partidos aliados do governo, como o PMDB e o PTB, passaram a deter seu controle desde 2004. A partir daí, a estatal, uma instituição secular que gozava de grande credibilidade, acabou sendo envolvida numa série de escândalos.
Estes começaram com um vídeo em que o ex-funcionário Maurício Marinho recebia propinas, seguiram pelo escândalo do mensalão e pela CPI dos Correios, até a queda de Erenice Guerra do comando da Casa Civil. Seu filho Israel Guerra está sendo investigado pela Polícia Federal por lobby a favor de uma empresa que mantinha contrato com os Correios. Não bastasse isso, começou a haver falhas na entrega das correspondências e encomendas.
Por coincidência, o futuro presidente da estatal foi investigado pela CPI dos Correios, criada no Congresso em 2005 para apurar o esquema do mensalão no governo do PT. O relatório final da comissão, aprovado em 2006, mencionou Pinheiro e levantou suspeitas em transações financeiras do Petros, mas não pediu seu indiciamento. Leia mais aqui.

Patético

Patético! É assim que defino o fim do governo Alcides Rodrigues aqui em Goiás. Ele começou o mandato criticando seu antecessor e até então aliado Marconi Perillo e termina o governo criticando seu antecessor e hoje adversário Marconi Perillo. Alcides acha que o povo é besta, que não se lembra dos louvores que ele fez a Marconi em 2006. Aliás, Cidinho só foi eleito por causa de Marconi.

Alcides Rodrigues assumiu o governo em abril de 2006. Ele era vice-governador. Marconi saira do Palácio das Esmeraldas no dia 31 de março daquele ano para disputar uma cadeira no Senado. Cidinho sabia muito bem como estava o governo. Ele sabia muito bem o estado do carro que ia dirigir. E, de acordo com a sua propaganda eleitoral, era uma Ferrari. Até hoje Cidinho nunca explicou os motivos do rompimento com Marconi. Dívidas? Uai, mas durante a propaganda eleitoral Cidinho dizia que, se Goiás tinha dívidas a culpa  era do PMDB. E, quatro anos depois, lá estava Alcides de braços dados com Iris Rezende e Maguito Vilela, dois ex-governadores do PMDB que, segundo Alcides teriam deixado muitas dívidas. Vale lembrar sempre que Marconi e Alcides compunham o Tempo Novo que viria substituir o Tempo Velho representado pelo PMDB de Iris e Maguito.

Hoje, dia 31 de dezembro de 2010, percebemos que Alcides Rodrigues vai deixar o Palácio das Esmeraldas pelas portas dos fundos. Não terá coragem de olhar nos olhos de Marconi que, segundo ele, teria deixado dívidas milionárias. Cidinho foi o pior governador que tivemos. Ao invés de fazer Goiás avançar preferiu descosntruir um governo que ele ajudou a construir. Ou como diz o ditado popular: Alcides cuspiu no prato que comeu.

Alcides dizia que Lula era um grande amigo de Goiás. Pois é. O governo federal, até hoje, não liberou o dinheiro que acabaria com as dívidas da Celg. E olha que Lula dizia quando passava por aqui que Cidinho trabalhava caladinho. Imagine se o homem falasse muito? O plano cidista gorou. Ele recebeu a promessa da bufunfa para a Celg se apoiasse a candidatura de Iris Rezende, abençoada por Lula. Nem o dinheiro e nem a candidatura deram certo. 

A saída de Alcides Rodrigues do Palácio das Esmeraldas representa o fim do Tempo Novo. E acaba de forma patética. Vamos ver como Marconi Perillo vai denominar o tempo que se inicia a partir de amanhã. Do jeito que ele adora uma propaganda Goiás vai entrar num outro momento, num outro tempo. O tempo do governador das propagandas voltou. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Caiado pede ação contra Lula por novo nome de Tupi

Por Gustavo Porto e Ayr Aliski
no Estadão online


O deputado federal e vice-presidente do DEM, Ronaldo Caiado (GO), defendeu nesta quarta-feira, 29, que o Ministério Público Federal (MPF) peça na Justiça uma ação de improbidade administrativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela mudança do nome do poço Tupi, da Petrobras, para "Lula", anunciada hoje pela estatal. Leia mais aqui.

Comentário
O deputado goiano Ronaldo Caiado está coberto de razão. Tem que ir à Justiça evitar que estes puxa-sacos do lulismo rasguem a Constituição. 

Só no deboche

Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México.

Você já sabe quem disse isso. E ele sai da Presidência da República com 83% de aprovação.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Férias só a partir do dia 06

Os três leitores que sempre me acompanham podem ficar tranquilos. Só paro no dia 06 de janeiro. Vou visitar minhas avós. Enquanto a viajem não chega e minhas avós não me recebe com um grande abraço (e eu retribuo com um grande beijo) vou continuar labutando aqui. Saio dia 06 e volto na segunda dia 10. 

E agora Iris? E agora PMDB?

Um fato político mexeu muito na política goiana neste final de ano. O convite feito pelo governador eleito Marconi Perillo (PSDB) para o deputado federal eleito Thiago Peixoto (PMDB) ser secretário da Educação do próximo governo. O que mais mexeu não foi o convite, mas a aceitação do convite. Thiago aceito de prima. E o PMDB rachou. Uns apoiam, outros condenam.

Como se não bastasse a derrota nas eleições estaduais deste ano, o PMDB perde uma figura importante que teria um bom futuro dentro do partido. Mas o PMDB goiano está nas mãos de Iris Rezende. Ele é centralizador, não permite que outras figuras surjam dentro do partido. Com a saída de Thiago Peixoto para o governo Marconi Perillo o PMDB precisa repensar. Precisa andar com a próprias pernas e não depender das pernas de Iris. 

Prefiro aguardar. Quero ver como Thiago Peixoto vai se portar como secretário da Educação. Quero ver como o PMDB vai enxergar sua atuação na secretaria. Quero ver o que Iris Rezende vai fazer a partir do ano que vem. Quero ver como ficará a aliança PMDB-PT a partir de 2011. São tantos questionamentos. É melhor perguntar para eles: E agora Iris? E agora PMDB? O que fazer?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lula e a imprensa (outra vez) Parte 2

Eu sei que esse assunto já foi discutido em vários lugares, mas quando Lula fala sobre a imprensa precisamos ficar atentos. Nunca vi um presidente odiar tanto a imprensa como Lula. Nunca vi um presidente criticar tanto o trabalho dos jornalistas como Lula. 
Faltando três dias para dar adeus à presidência, Lula mostra todo o seu rancor, toda a sua raiva, todo o seu ódio à imprensa. Vai ver Lula e Franklin Martins queiram que o Brasil seja igual Cuba no quesito imprensa: um só jornal publicado pelo governo e quem ousar publicar alguma coisa contra vai para a cadeia. Engraçado Lula massacrar a imprensa aqui no Brasil e quando abraça os Irmãos Castro em Cuba não pedir uma imprensa plural por lá.

Digo e repito: Não quero que um presidente ou um ministro da Comunicação Social diga como a imprensa deve se comportar. Não quero que um bando de peleguinhos dite o que deve ser escrito nas redações dos jornais. Quem deve controlar a imprensa somos nós, telespectadores e leitores. Não é nenhum paga-pau do lulismo que deve impor o que devo ou não ler, qual revista ou jornal e assinar e qual site devo acessar. 

Lula sempre cita o episódio do mensalão para soltar os cachorros contra a imprensa. Esquece o seletivo Lula que a mesma imprensa mostrou que o PSDB também pegou dinheiro sujo de Marcos Valério para financiar a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo para o governo de Minas Gerais em 1998. Aliás, tem jornal e revista que sempre procura algum tropeço dos tucanos quando os petistas beijam a lona.

O próprio Lula usou a imprensa diversas vezes para criticar políticos e governantes. O PT mesmo já usou jornais, revistas e televisões para cobrar ética na política. Quando eles tropeçam nesta mesma ética que tanto pregaram querem amordaçar um antigo aliado. 

Recomendo ao querido leitor que veja as edições anteriores dos jornais e das revistas. Veja como a imprensa tratou Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor de Melo e José Sarney. Nestas edições veremos vários petistas pedindo investigações para denúncias feitas pela imprensa. Ou seja, a imprensa só é boa quando denuncia algum inimigo do PT. Quando é o PT que está sendo denunciado aí sim a imprensa comete um erro que, se dependesse de Lula, deveria ser severamente punido.

Daqui três dias Lula estará indo embora. Dilma Rostock já disse em vários discursos que vai defender a liberdade de imprensa. Vamos ver até quando se dará esta defesa. Se ela seguir a risca o que Lula fez fiquemos atentos quando Dilma falar sobre a imprensa. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tomando conta do pedaço

A reportagem postada logo abaixo e publicada na Folha de São Paulo de hoje só mostra o peleguismo dos sindicalistas. Nunca antes na história destêpaiz os sindicalistas mamaram tanto nas tetas do Estado como nestes oito anos de governo Lula. Agora nós podemos entender por que Lula não enfrentou nenhum protesto contra seu governo. Se tinha paralisação ou cobranças, os sindicalistas só exibiam cartazes com os dizeres: "Lula, olha pra nóis!" Não vi em nenhuma manifestação sindical nenhuma fala, nenhum cartaz, nada contra Lula. Eles cobravam isso e aquilo, mas culpar Lula ninguém culpava. Ao contrário de anos e governos anteriores quando tudo era culpa do Presidente da República.

Agora também fica comprovado o medo que os sindicatos tinham das privatizações feitas pelos dois governos tucanos. Fica comprovado também o terrorismo propagado por eles e Dilma Rostock sobre uma possível onda de privatizações que aconteceria se o tucano José Serra ganhasse as eleições de outubro passado. Se privatizar mais uma estatal será uma teta a menos a ser aproveitada.

Mas ninguém sabe os rumos que o governo Dilma trilhará. Sim, é continuidade do lulismo, mas e as tetas dos sindicalistas? Dizem que Dilma Rostock vai fechar as torneiras. Com as torneiras fechadas a vida não vai ser fácil para quem viveu oito anos bebendo de águas tão refrescantes.

Sindicalistas detêm 43% da elite dos cargos de confiança

Por Silvio Navarro
na Folha



Ao receber a faixa das mãos do presidente Lula, no próximo dia 1º, Dilma Rousseff herdará a máquina federal com quase a metade da cúpula dos cargos de confiança, sem concurso público, tomada por sindicalistas.
Sem vínculo umbilical com o sindicalismo, ao contrário do antecessor, Dilma terá de administrar a pressão das centrais sindicais para manter e ampliar a cota desses cargos, os chamados DAS 5 a 6 (Direção e Assessoramento Superiores) e NES (Natureza Especial).
De acordo com dados do Ministério do Planejamento, há hoje 1.305 cargos dessa natureza. A remuneração chega a R$ 22 mil mensais.
O controle da maioria dos cargos é atribuição da Casa Civil, que será chefiada por Antonio Palocci.
Segundo estudo da cientista política Maria Celina D'Araújo, da PUC-RJ, autora de "A Elite Dirigente do Governo Lula", quase metade (42,8%) dos ocupantes desses cargos atualmente são filiados a sindicatos. Desse total, 84,3% são petistas.
Os principais ramos que conseguiram cargos são os bancários, a área dos professores e os petroleiros.
"Esse negócio de república sindical é bobagem porque o PT e a CUT [Central Única do Trabalhador] têm a mesma raiz. O próprio Palocci foi dirigente da CUT e ninguém fala dele", diz o presidente da central, Artur Henrique. "Seria absurdo se fossem tucanos", emendou.
Ao todo, o governo federal tem cerca de 22 mil cargos de confiança, mas esses 1.305 são a elite do batalhão de comissionados.

PETROBRAS
Desde o início do primeiro governo do presidente Lula, vários dirigentes sindicais ganharam cargos.
Wilson Santarosa, ex-presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas, por exemplo, tornou-se gerente de comunicação da Petrobras e é membro do Conselho Deliberativo da Petros (fundo de pensão da estatal).
Em Itaipu Binacional, dois representantes da CUT detêm cargos influentes: João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, é membro do conselho de administração. Assessor da central para assuntos internacionais, Gustavo Codas tem assento na diretoria-geral paraguaia.
Fernando Paes de Carvalho, dirigente do Sindipetro do Norte Fluminense, é coordenador do gabinete da presidência da Petrobras.
Também houve crescimento do domínio "cutista" nos três principais fundos de pensão: Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica).
No segundo mandato de Lula, 66,6% dos indicados para chefias e conselhos nos fundos são sindicalistas.
No meio sindical, outro alvo é conseguir assento em conselhos de administração, numa espécie de complementação salarial.
A remuneração varia de acordo com o órgão, mas raramente é inferior a R$ 3.000. CUT e Força Sindical, por exemplo, têm espaço no conselho do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

ABC
O grupo de ex-dirigentes do ABC paulista também assumiu postos, como é o caso do presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, e do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.
Amigo de Lula, esse último deverá seguir para o instituto que levará o nome do presidente em São Paulo.
Tanto Força como CUT admitem relativa "apreensão" com a nova gestão. Ambas, entretanto, elogiam a escolha de Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete de Lula, para a Secretaria-Geral da Presidência, canal de diálogo com as centrais.

domingo, 26 de dezembro de 2010

"À espera de Dilma" por Nivaldo Cordeiro

Publicado no site Mídia Sem Máscara.


O que esperar o novo governo de Dilma Rousseff? Em tudo e por tudo teremos o continuísmo petista, juntamente com seus aliados. Mas o movimento em espiral descendente continuará no rumo aos ideais jacobinos dos revolucionários, pois estes jamais se satisfazem com a mera chegada ao poder. Precisam implantar sua ordem revolucionária.
Dois indicadores foram dados a público, sublinhando essa realidade terrífica. Em entrevista dada à Folha de São Paulo no último domingo o futuro ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que é o secretário geral do PT, disse que a primeira ação da pasta sob seu comando será fazer a reforma política. Falou pouco em que consistiria essa reforma, enfatizando apenas o aspecto do financiamento público das campanhas. Nas suas palavras:
"Ela é imprescindível para o país e é a tendência da presidente eleita, Dilma Rousseff. Tenho uma série de convicções a respeito, mas, como ministro da Justiça, vou construir o que for possível. Estou absolutamente convencido de que o governo sozinho, sem diálogo com o Congresso e a sociedade, jamais fará uma reforma política. É tarefa inadiável. Defendo com vigor o financiamento público".
O que significa o financiamento público de campanha? A completa autonomia da classe política em relação à sociedade civil, dando poder desmesurado aos partidos políticos vis-à-vis aos empresários e outros agentes não estatais. Os partidos já funcionam como verdadeiras máfias; com o financiamento público teriam o modelo de sonhos: quem estivesse no poder dificilmente seria dele apeado. Estaríamos a meio do caminho andado para que o Estado adquirisse completa autonomia em relação à população, fazendo desaparecer mesmo o problema da representação política.
O segundo ponto não mencionado nesta entrevista, mas que está em outros documentos partidários, é acabar com o Senado Federal, instituindo o sistema unicameral. Cardozo não pôs a mão no vespeiro, pois sabe que qualquer decisão deste quilate envolve a concordância do próprio Senado, que jamais dará o seu endosso. O Senado é o feudo do PMDB, lócus de sua própria fonte de poder. É a reforma dos sonhos do PT. Penso que algo assim só será possível obter pela força, pelo golpe de Estado, e o PT não tem ainda essa força.
Outro indicador da agenda imediata da presidente eleita está no Estadão de hoje, na entrevista de Franklin Martins. Chega a me enternecer a candura do ex-perigoso guerrilheiro. Ele, como Cardozo e toda a cúpula do PT, sentem-se tão à vontade que não têm mais o cuidado de esconder suas más intenções. Franklin anuncia que o PT quer mesmo controlar o conteúdo da mídia, isto é, acabar com a liberdade de imprensa.
Essa é a nefanda agenda preliminar de Dilma para o exercício do poder em seus primeiro meses. O que cabe a nós, os amantes da liberdade, fazer? Temos que dizer como o personagem Durandarte, desde o fundo da Cova de Montesinos, no fabuloso Dom Quixote: "E quando assim não seja - respondeu o tristeDurandarte, com voz desmaiada e baixa - quando assim não seja, paciência, e toca a baralhar as cartas".
Paciência e baralhar! Aguardemos o que nos aguarda o destino. O mal jamais terá a vitória final. Vamos baralhar, pois eles tropeçarão nos próprios pés e cometerão erros fatais.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O que seria isso?

No post abaixo comento uma reportagem que saiu hoje na Folha de São Paulo que mostra Franklinstein Martins destilando seu ódio contra a imprensa. Para o daqui uma semana ex-ministro da Comunicação Social, a imprensa brasileira é partidária, tem má vontade e faz uma dobradinha com a oposição.

Franklin já trabalhou nesta imprensa que tanto critica. Aliás, na época do governo Fernando Henrique Cardoso ele criticava o governo tucano. Naquela época a imprensa brasileira deveria ser uma beleza. Franklin tinha um blog. Fui lá agora recuperar um texto que ele escreveu para o Jornal de Brasília do dia 20/06/1999. Nele, Franklins enumerava as crises políticas que assolavam o governo FHC. O título do texto é "Nada como uma crise depois da outra":

Dei-me à pachorra de contar o número de crises que sacudiram, nos últimos meses, o governo e a base governista. Foram nada menos de 18 crises em sete meses. Os abalos começaram pouco tempo depois do segundo turno das eleições do ano passado. Vamos a eles:

1) No fim do ano, primeiras revelações do grampo no BNDES, que produziram a queda do ministro das Comunicações, Mendonça de Barros, e do presidente do banco, André Lara Resende. A base governista divide-se. Os tucanos defendem Mendonção, mas o PFL e o PMDB ajudam a abater aquele que estava marcado para ser o poderoso ministro da Produção;

2) Quase simultaneamente a sociedade toma conhecimento do dossiê Caymann, que logo se revela fajuto, sobre supostos depósitos feitos naquele paraíso fiscal pelos mais importantes nomes do tucanato, inclusive o presidente da República. O ex-prefeito Paulo Maluf e o ex-presidente Fernando Collor mexeram seus pauzinhos nos bastidores para promover a divulgação do papelório produzido em máquinas xerox;

3) O governo sofre humilhante derrota na Câmara dos Deputados, ao tentar empurrar goela abaixo dos deputados a cobrança da contribuição previdenciária dos inativos. O revés deixa claro que as dificuldades políticas para combater o déficit fiscal eram muito maiores do que se supunha;

4) Agudas disputas na base governista por causa da reforma ministerial. Fernando Henrique abre mão de seu projeto de organizar um Ministério da Produção forte e nomeia um primeiro escalão muito aquém das expectativas da sociedade. No dia da posse, faz um discurso pífio. Em compensação, Antônio Carlos Magalhães faz um discurso veemente. O contraste é evidente;

5) Mal começa janeiro, Itamar Franco tromba com a equipe econômica e decreta a moratória de Minas Gerais. A decisão repercute imediatamente nos mercados financeiros e precipita um devastador ataque especulativo contra o real. Começa a fuga de capitais;

6) O governo anuncia o fim do câmbio fixo e a saída de Gustavo Franco do Banco Central. Para o seu lugar, é nomeado Francisco Lopes, que implanta a banda endógena, que duraria poucos dias. Pânico no país e novos ataques contra o real, diante de um BC inerme. Trombada entre Lopes e o ministro da Fazenda, Pedro Malan.

7) Morte inglória da banda endógena e defenestração sumária de Lopes. Adoção do câmbio flutuante. O real despenca, o dólar vai a lua. Logo chegaria à cotação de R$ 2,15. O país mergulha na incerteza econômica e é aprovado a toque de caixa um novo pacote fiscal. Nomeação de Armínio Fraga, assessor do megainvestidor Gerge Soros, para o BC. Acordo com o FMI.

8) Os governadores de oposição enfrentam a equipe econômica e o governo central e conseguem adesões e simpatias entre os chefes dos executivos estaduais eleitos pelos partidos que dão sustentação a Fernando Henrique. Brasília é obrigada a fazer concessões.

9) Primeira grande trombada de ACM com o Judiciário. O presidente do Senado decidie instalar uma CPI para investigar irregularidades no Poder Judiciário. Faz sua aparição no cenário da grande política o novo presidente do PMDB, Jáder Barbalho. Dá um nó em ACM: seu partido só apoiaria a CPI proposta elo presidente do Senado se o PFL apoiar uma CPI para investigar o Banco Central. As duas CPI são instaladas sem que o Planalto mexa uma palha para evitá-las. Fernando Henrique está paralisado; o PSDB, perplexo; as oposições, atônitas.

10) Estoura o caso da ajuda do BC aos bancos Marka e FonteCindam. Surge o bilhete do banqueiro Salvatore Cacciola pedindo socorro a Francisco Lopes. Descobre-se que o ex-presidente do BC tem mais de um milhão de dólares numa conta bancária no exterior, aberta por um de seus sócios. Chico Lopes é convocado pela CPI, recusa-se a depor e é preso. O presidente Fernando Henrique continua paralisado.

11) O PFL faz sua convenção nacional e lança ACM para 2002. Na semana seguinte, o PSDB responde com grandes homenagens ao governador de São Paulo, Mário Covas. Na prática, mal começa o segundo mandato de FH, é dada a largada para a corrida presidencial, que só se realizará dentro de três anos. O ex-ministro Mendonça de Barros é eleito vice-presidente do PSDB. Reacende-se a polêmica entre "desenvolvimentistas" e "monetaristas", abortado no fim de 1998 pela divulgação das fitas obtidas através do grampo do BNDES;

12) Nova fornada de fitas do BNDES. Num dos trechos, André Lara Resende pede a FH que use seu poder para que o Banco do Brasil mantenha compromissos assumidos com um dos consórcios. O presidente atalha: "Sem dúvida". A oposição acusa o presidente de interferir no leilão, pede a instalação de uma CPI e fala em impeachment. A base governista, atuando unida pela primeira vez em meses, derrota a oposição. O presidente custa muito a falar para a sociedade.

13) Outra denúncia atinge o governo: vários ministros, a começar pelo chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, são acusados de usar aviões da FAB em viagens de férias para Fernando de Noronha. Alguns deles decidem ressarcir a FAB pelas despesas; outros, recusam-se a fazê-lo;

14) Os ministros da Saúde, José Serra, e da Previdência, Waldeck Ornellas, brigam publicamente. O tucano acusa o pefelista de sadismo por ter cortado a isenção previdenciária de alguns hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde. Waldeck responde dizendo que Serra é egocêntrico e desagregador. ACM sai em socorro de Waldeck, Covas dá mão forte a Serra. O presidente só intervém depois que o leite está derramado;

15) O ministro da Justiça, Renan Calheiros, irritado com o veto do chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, ao delegado que indicara para a direção-geral da Polícia Federal, expõe publicamente suas divergências com o militar. Deixa vazar que a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, subordinada a Cardoso, estaria na raiz do grampo do BNDES. O PMDB sai em defesa de Renan, enquanto o Exército solta nota respaldando o general. Jáder Barbalho desafia publicamente FH, dizendo que a nomeação do diretor-geral da PF é prerrogativa do ministro da Justiça; o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, vai mais longe: afirma que o presidente não cometeria a "sandice" de nomear alguém para o cargo sem consultar o partido. FH reage e paga para ver. Nomeia para a PF o delegado João Batista Campelo, um dos indicados pelo general Cardoso. O PMDB se curva, mas Renan insiste em deixar o ministério. É contido pelos seus companheiros, mas fica no cargo emburrado. De lá para cá, não perde uma oportunidade para mostrar seu desagrado com a situação. Fernando Henrique, apesar de irritado, engole o sapo;

16) ACM critica Temer porque este estaria trabalhando contra o parecer do relator da reforma do Judiciário, deputado Aloísio Nunes Ferreira. Dá a entender que Temer, como advogado, defende interesses corporativos. O presidente da Câmara diz que ACM é um curioso em matéria jurídica e diz que ele deveria esperar o projeto chegar no Senado para se pronunciar. Estoura uma briga feiísima entre os presidentes das duas casas do Congresso, com insinuações recíprocas de desonestidade. FH assiste de camarote;

17) O ex-padre José Antônio Monteiro acusa o delegado Campelo de tê-lo torturado em 1970, quando chefiava a PF do Maranhão. Campelo nega, mas, em pouco tempo, fica claro que Monteiro fora efetivamente torturado e que o delegado, direta ou indiretamente, fora responsável pelos suplícios inflingidos ao então religioso. Os partidos oposicionistas pedem a cabeça de Campelo e os governistas lavam as mãos. Fernando Henrique fica paralisado e demora uma eternidade para reagir. Reabre-se assim a crise da PF;

18) Irritado com decisão do ministro Sepúlveda Pertence, do STF, que concedeu liminar contra a decisão da CPI dos bancos que quebrou o sigilo bancário, fiscal e telefônico de Francisco Lopes, ACM acusa o Supremo de cometer um crime. O presidente do STF, Carlos Veloso, responde ao presidente do Senado, dizendo que divergências jurídicas não se resolvem com injúrias. ACM responde, Veloso retruca, ACM devolve, Veloso reage, num ciclo de notas e declarações que parece não ter fim.

Em suma, são 18 crises em sete meses. Até 20 dias atrás, a média era de uma crise nova a cada quinzena. Agora, o ritmo intensificou-se: a cada semana, temos uma ou duas crises novas. É impressionante. Registre-se que os três últimos conflitos da lista (a briga de ACM com Temer, o balança mas não cai de Campelo e a crise entre o Senado) ainda estão em pleno desenvolvimento.
Nunca se viu nada igual.

Recuperando o que foi escrito no começo do texto. Franklinstein Martins disse ontem que a imprensa brasileira é partidária, tem má vontade com governo e faz dobradinha com a oposição? Bem, com um texto desses publicado nesta mesma imprensa que o ministro critica podemos afirmar, sem sobra de dúvida, que Franklin mostra qual partido defende, tem má vontade com o governo Fernando Henrique Cardoso e faz uma dobradinha com a oposição petista. 

Franklin enumerou 18 crises em sete meses no governo Fernando Henrique Cardoso. Que imprensa partidária, de má vontade e aliada da oposição, hein?

O ódio de Franklinstein

Está na Folha de hoje:



Às vésperas de deixar o governo, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) voltou a fazer críticas à mídia brasileira.
Em entrevista ao site "Congresso em Foco", Franklin acusou a imprensa brasileira de ser "partidária", de ter "má vontade" com o governo e de fazer "dobradinha" com a oposição.
O ministro fez ataques aos grandes jornais-chamados por ele de "jornalões"-ao afirmar que esses veículos vivem hoje um "seriíssimo problema de credibilidade".
"Um grande número de leitores não acredita mais no que o jornal diz. (...) Muitas vezes os leitores perceberam que havia má vontade com o governo, desproporcional. E havia uma leniência com a oposição", afirmou.
Franklin disse que os jornais distorceram números favoráveis ao governo e vão terminar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vendendo menos do que vendiam antes".

REGULAÇÃO DA MÍDIA
Ao falar sobre o projeto de regulação da mídia que vai encaminhar à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), o ministro disse que a sociedade vai ser a "mais prejudicada" se ele não sair do papel.
"Há certas obrigações que devem ser contempladas. Isso se faz no mundo inteiro e ninguém nunca achou que é censura", disse Franklin.
A Folha revelou no início do mês uma minuta do projeto de regulação da mídia, elaborada por um grupo coordenado por Franklin, que prevê a criação de uma Agência Nacional de Comunicação.
O órgão teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário.
"Segundo o ministro, o projeto a ser enviado a Dilma vai incluir "pluralismo, equilíbrio e respeito à privacidade das pessoas".

Comentário
A cada declaração de Franklin Martins vai ficando cada vez mais nítida a vontade do ministro de Comunicação Social de Lula em censurar a imprensa. Se depender do Franklinstein os jornais só vão publicar coisas boas sobre o governo e arquivar denúncias e mentiras propaladas pelo Palácio do Planalto.
Franklinstein quer mostrar que só Lula é alvo da imprensa. Isso é uma mentira deslavada. José Sarney foi alvo da imprensa. Fernando Collor de Melo foi alvo da imprensa. Fernando Henrique Cardoso foi alvo da imprensa. Por que Lula não pode ser alvo da imprensa? Por que só os três últimos presidentes podem ser questionados pela imprensa e Lula não?
Ainda bem que Franklinstein Martins não vai continuar no governo de Dilma Rostock. O ódio dele contra a imprensa não tem limites. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ex-governador Orestes Quércia morre aos 72 anos em São Paulo

Na Folha



O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) morreu às 7h40 desta sexta-feira, aos 72 anos, vítima de um câncer na próstata. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 18 de novembro.
Quércia desistiu de concorrer ao Senado nas eleições de outubro por causa da doença. Durante o período eleitoral, passou 36 dias internado. Teve alta no dia 6 de outubro, um mês após renunciar à candidatura para senador. Leia mais aqui.

A culpa é do TCU

Pela última vez como presidente Lula esteve aqui em Goiás. Veio inaugurar um trecho da ferrovia Norte-Sul. Meses atrás, o Babalorixá disse que inauguraria a ferrovia que começou lá no governo Sarney, passou pelos governos dos Fernandos Collor e Henrique para chegar no governo Lula. Mais uma promessa lulista não cumprida. 

E Lula não se culpa por isso. Claro! Lula nunca tem culpa. Quem tem culpa são os outros. Lula culpou o Tribunal de Contas da União pela não conclusão da obra. Quem manda o TCU ficar fiscalizando obra? Quem manda o TCU mostrar que tem fraudes nas obras lulistas? Ao invés de atacar as ratazanas do dinheiro público, Lula prefere atacar o órgão que cumpre com a sua função.

Mais um governo terminando e outra vez a ferrovia Norte-Sul não tem fim. Pelas previsões de corte no fanfarrônico PAC, Dilma Rostock também não deve terminar esta obra. Vai ver a culpa é do TCU mesmo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lula, suas bobagens e o ódio

Lula não toma jeito nem no final do seu mandato. Hoje, ele disse que todos os mensaleiros são inocentes: 

Esse caso me lembra o linchamento de inocentes. Muita gente entra na onda, fica cega e surda para qualquer argumento contrário, e passa, vamos dizer, a jogar bosta na Geni

Afirmando isso, Lula reconhece a ilegalidade e ainda passa a mão na cabeça daqueles que pegaram dinheiro na cumbuca de Marcos Valério. O que fazer quando um presidente faltando oito dias para sair da Presidência resolve inocentar todos os envolvidos no maior escândalo do seu governo? Lula deixa para Dilma Rostock o Brasil da ilegalidade e da crença de que todo aliado do governo deve ser protegido mesmo que esteja envolvido  no maior de todos os escândalos.

Mas as bobagens lulistas não pararam por aí. Lula ainda desceu o sarrafo no DEM:

Esse partido, ou melhor, seu antecessor, o PFL, que não consegue se viabilizar nas urnas, em 2005 tentou o tapetão, o que é natural porque é um partido que tem a ditadura no seu DNA. É sempre assim, partido que não tem apoio do eleitorado, apela

O DEM tem a ditadura no seu DNA? Nunca vi nenhum democrata fazer algum louvor a algum ditador. O PT SIM FAZ LOUVORES AO DITADOR FIDEL CASTRO E SEU IRMÃO RAUL. O PT SIM TEM A DITADURA NO SEU DNA. Ou será que tem algum petista que detesta a ditadura de mais de 50 anos em Cuba?
Nunca vi nenhum democrata passar a mão na cabeça de colegas que receberam dinheiro sujo do esquema montado por José Roberto Arruda no Distrito Federal. Imagino a gritaria do PT se algum político do DEM afirmasse que Arruda foi vítima do PT e da imprensa golpista.

Lula não diz apenas bobagens. Ele prega o ódio. Pregou o ódio quando era oposicionista, prega o ódio como presidente. Não vou me assustar se a partir do dia 01 de janeiro de 2011 Lula destilar todo o seu ódio contra a oposição ao governo Dilma Rostock. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O protesto seletivo

Tinha um abestado que me visitava todos os dias. Deixava na área de comentários todo o seu ódio contra o que este humilde blogueiro escrevia. Ele sumiu. Vai ver arrumou algum serviço. Tomara! Pois bem, este meu fã vivia pegando no meu pé. Todos os dias ele dizia que eu só criticava Lula e não criticava os tucanos. Dizia que o meu protesto era seletivo. É mesmo? 

Acabo de ler na Folha online que 70 estudantes foram hoje para a frente do Congresso Nacional protestar contra o aumento abusivo do salário de vossas excelências. Se algum repórter mais curioso perguntasse para alguns destes setenta se se lembram em quem votaram para trabalhar naquele congresso nas eleições d eoutubro seria de muito valor. 

Não considero meu protesto seletivo. Critico Lula quando acho que Lula está errado. Assim como critico o PSDB quando acho que o PSDB está errado. Não critico este ou aquele só porque todo mundo critica este ou aquele. 

Outro repórter curioso poderia perguntar aonde estavam estes 70 quando o Congresso Nacional foi comprado por Lula via Delúbio Soares e Marcos Valério. Não me lembro da gritaria estudantil mirar o Palácio do Planalto. Protestar contra aumento salarial de parlamentares protestam. Protestar contra as barbaridades cometidas por Lula não protestam. Eis aí o protesto seletivo.