segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Marco do pré-sal pode dar a Dilma caixa de R$ 20 bi

Por Valdo Cruz e Letícia Sander
na Folha



O presidente Lula quer finalizar a votação do novo marco regulatório do pré-sal para garantir um reforço de caixa à sua sucessora, Dilma Rousseff, de até R$ 20 bilhões no próximo ano.
Aprovadas as novas regras de exploração de petróleo neste final de ano, o governo Dilma poderia colocar em leilão no primeiro semestre de 2011 a primeira área do pré-sal na bacia de Santos: o futuro campo de Libra.
Cálculos do governo apontam que o leilão dessa reserva pode render R$ 20 bilhões de bônus de assinatura (valor a ser pago pela empresa que ganhar o direito de exploração). Isso representa quase metade de tudo que a União deverá investir neste ano em obras.
O valor elevado reflete o potencial da reserva de Libra, avaliado entre 3,7 bilhões e 15 bilhões de barris de petróleo -seria a maior do país. Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), a estimativa mais provável é de 7,9 bilhões de barris.
O anúncio do potencial do megacampo de Libra foi feito na véspera do segundo turno da eleição presidencial, quando a equipe de Dilma utilizou o tema do pré-sal como um dos trunfos da campanha contra o candidato tucano José Serra.
A realização do leilão garantiria um reforço de caixa para Dilma no começo de seu governo e seria um teste para o novo modelo de partilha.

ROYALTIES
Para aprovar o novo marco regulatório do pré-sal ainda em seu governo, Lula sabe que terá de aceitar ser derrotado na distribuição de royalty -compensação financeira cobrada das empresas e repassada a Estados e municípios pelos danos causados pela exploração do petróleo.
Nesse caso, o presidente já decidiu que vetará a proposta em votação, que prejudica os Estados produtores, principalmente Rio de Janeiro e Espírito Santo, e beneficia aqueles que não são fornecedores de petróleo.
Um novo projeto sobre o tema seria negociado com os novos governadores em 2011 pela presidente eleita Dilma.
O recuo seria o preço a ser pago para aprovar o novo modelo do setor de petróleo, elaborado pela então ministra da Casa Civil e que cria para o pré-sal o sistema de partilha de produção em substituição ao de concessões.
O governo avalia que se tentar mudar a atual proposta de divisão dos royalties, elaborada pelos parlamentares de Estados não produtores, dificilmente conseguirá finalizar a votação do novo marco regulatório.

CONTRA O RELÓGIO
O único temor do Planalto é o tempo escasso para as votações nessa reta final de ano, quando terá de enfrentar outros assuntos complicados, como a fixação do valor do novo salário mínimo.
A reserva de Libra chegou a ser incluída no processo de capitalização da Petrobras. Foi retirada por determinação do presidente depois que os primeiros testes indicaram que poderia ser o maior campo de petróleo do país.
Lula queria fazer esse leilão ainda em seu governo, mas a polêmica em torno dos royalties impediu a votação do novo modelo pelo Congresso antes das eleições.

Fornecedoras da Petrobras doam mais ao PT

Por Silvio Navarro
na Folha



Duas das principais fornecedoras da Petrobras, com contratos que chegam a R$ 1 bilhão, a UTC Engenharia e a Estre Ambiental priorizaram candidatos e o PT ao doar recursos nas eleições.
Os repasses, legais, foram feitos para petistas que disputaram as eleições em Estados onde as empresas têm contratos com a Petrobras.
Empresa de coleta de resíduos, a Estre repassou R$ 1,7 milhão para petistas, ou seja, 63,5% de tudo o que doou nas eleições (R$ 2,7 milhões).
A UTC deu R$ 5,4 milhões a petistas, o equivalente a 40% do que injetou nas campanhas (R$ 13,4 milhões).
Esses valores só contabilizam dados do primeiro turno, disponíveis no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Empresa petroquímica, a UTC presta serviços para a Petrobras no Rio e na Bahia.
O principal beneficiado foi o governador reeleito Jaques Wagner (PT-BA), com R$ 2,4 milhões, seguido pelos senadores Lindberg Farias (RJ) e Delcídio Amaral (MS), com R$ 500 mil cada.
Só em 2010, a UTC firmou três contratos com a estatal, que somam R$ 524 milhões.
Desde 2006, os contratos chegam a R$ 1,2 bilhão.
A UTC, em 2009, doou, mensalmente, entre junho e dezembro, R$ 150 mil ao diretório estadual do PT em SP. No total, repassou R$ 1,2 milhão à sigla, conforme revelou a Folha. Os contratos da Estre em 2010 somam R$ 582 milhões. Desde 2006, os negócios com a Petrobras atingem R$ 820 milhões.
Os candidatos que mais captaram recursos foram Edinho Silva, presidente do PT paulista, com R$ 200 mil, e os deputados petistas Carlos Zarattini (SP) e Vander Loubet (MS), ambos com R$ 300 mil. A UTC também doou R$ 250 mil para o Diretório Nacional do PT.

Conta de juros dos Estados quadruplica

Por Gustavo Patu
na Folha


A conta de juros dos governos estaduais quadruplicou neste ano, mostram dados apurados pelo Banco Central que, ao lado da oportunidade política, ajudam a explicar o lobby de governadores eleitos pela renegociação das dívidas com a União.
Lançada pelo paulista Geraldo Alckmin, que administrará tanto a maior dívida como a maior trincheira de oposição ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff, a bandeira é suprapartidária.
De janeiro a setembro deste ano, os juros incidentes sobre as dívidas dos 26 Estados e do Distrito Federal chegaram a R$ 38,4 bilhões, equivalentes a 1,47% do Produto Interno Bruto do período.
Nos primeiros nove meses de 2009, a conta era de R$ 8,5 bilhões, ou 0,37% do PIB.
O salto não significa que estejam sendo sacrificados programas de educação, saúde, segurança e infraestrutura -a parcela das receitas reservada para compromissos financeiros não se alterou.
Essa parcela deixou, isso sim, de ser suficiente para deter o crescimento da dívida, o que alimenta temores quanto à solidez futura dos orçamentos estaduais.

INFLAÇÃO
Trata-se de um efeito da disparada do índice de inflação adotado para a correção das dívidas dos Estados com o governo federal, o IGP-DI, que futuros e atuais governadores querem retirar dos contratos assinados nos anos 90.
O governo FHC socorreu os Estados, que viviam situação falimentar com os juros recordes dos primeiros anos do Plano Real. A União assumiu a quase totalidade das dívidas estaduais com o mercado; em contrapartida, os governadores se comprometeram a ressarcir o volume renegociado em condições, na época, privilegiadas.
Foram fixados 30 anos de prazo e pagamento equivalente, na maior parte dos casos, a 13% das receitas. Caso os pagamentos não quitem as dívidas, o resíduo será parcelado em mais dez anos.
Hoje, com a perspectiva de o IGP chegar aos 10% em 2010, as dívidas estaduais, sobre as quais ainda incidem juros anuais de no mínimo 6%, estão mais caras que a dívida federal, a maior parte dela vinculada à taxa do Banco Central, de 10,75%.
A última vez que o índice terminou o ano em dois dígitos foi em 2004, quando também foi desencadeada pressão pela revisão dos acordos.
Em 2002, quando o IGP chegou a 26%, Lula acenou com a renegociação.
No poder, os petistas passaram a defender os acordos, sob o argumento de que as dívidas estaduais crescem menos que a economia e a arrecadação. De fato, o endividamento dos Estados, que no início da década equivalia a 223% das receitas, caiu para 158% no ano passado.
Um revés para Dilma é que o pior quadro é o do Rio Grande do Sul, onde o PT venceu e a dívida superava o limite legal de 200% das receitas em abril.

Rombo em banco pode superar R$ 2,5 bi

Por Érica Fraga
na Folha



O rombo no Banco PanAmericano e na empresa de cartão de crédito do grupo Silvio Santos pode ser maior do que os R$ 2,5 bilhões informados até agora.
A cifra é resultado da soma de um buraco de R$ 2,1 bilhões em operações de crédito do banco e de R$ 400 milhões na área de cartões.
Mas a informação de que há um rombo dessa magnitude nas operações de cartão de crédito foi passada ao Banco Central pelos próprios dirigentes da holding do apresentador, segundo a Folha apurou.
Como R$ 400 milhões é uma estimativa dos dirigentes do grupo de quanto seria necessário para cobrir "potenciais problemas" com cartões e não foi determinado por fiscalização ou auditoria externa, há risco de que seja impreciso.
O que significa que o rombo total pode ser maior que os R$ 2,5 bilhões reportados, segundo a Folha apurou.
De acordo com auditores do BC, as informações declaradas pelo grupo em relação ao rombo na empresa de cartões de crédito ainda não foram conferidas.
Uma autoridade envolvida na fiscalização do PanAmericano disse à Folha que o tamanho exato do rombo só vai ficar claro à medida que avance o trabalho de escrutínio nas contas da empresa de cartões do grupo -e do próprio banco- tocado até agora principalmente pela nova diretoria.
A suspeita maior é de que os problemas na empresa de cartão de crédito sejam de natureza parecida com o que ocorria nas operações de empréstimo do banco: valores a ser recebidos de clientes no futuro eram inflados nos balanços, aumentando artificialmente o resultado.

FALTA DE FISCALIZAÇÃO
Os dirigentes do grupo de Silvio Santos se manifestaram a respeito da existência de um rombo na área de cartões apenas depois que o BC havia detectado a fraude.
O BC não fiscaliza a área de cartão de crédito, o que facilita desvios. A falta de fiscalização também dificulta a apuração de problemas.
Especialistas em direito bancário, como o advogado Jairo Saddi, coordenador do curso de direito do Insper, defendem há anos a inclusão do setor de cartões de crédito como atividade financeira, o que implicaria na fiscalização do Banco Central.
A autoridade monetária, no entanto, resiste à ideia.
As primeiras irregularidades encontradas pelo BC no PanAmericano foram operações de venda de uma mesma carteira de crédito para duas instituições diferentes.
Vender para outro banco o direito de receber as prestações de empréstimos concedidos é prática comum.
Bancos de porte médio como o PanAmericano fazem isso para levantar dinheiro rapidamente a fim de conceder novos empréstimos.

PREJUÍZO DISFARÇADO
Segundo a Folha apurou, não há dúvida entre autoridades envolvidas no caso de que as irregularidades no PanAmericano foram resultado de fraude e não de erro.
Há indícios de que executivos do banco armaram essas operações fraudulentas para cobrir o resultado deficitário do banco, transformando prejuízo em lucro.
Os problemas financeiros do PanAmericano foram resultado da combinação de dois fatores: custos altos e inadimplência elevada.
Sem base significativa de correntistas, o banco pagava caro para captar recursos no mercado. Além disso passou a ter problemas de inadimplência (o foco do banco são crédito consignado e financiamento de veículos).
O banco tinha de lidar ainda com outros custos altos -também amargados pelos demais bancos, especialmente os de médio porte- como o pagamento de comissões para os "pastinhas".
É como são chamados os trabalhadores autônomos que captam clientes para os bancos, batendo de porta em porta, visitando empresas e repartições públicas.


Tem condições?

O Diário da Manhã nos diz hoje que o governador eleito Marconi Perillo esteve ontem no Centro Cultural Oscar Niemeyer acompanhado do artista plástico Siron Franco. Marconi continua prometendo reabrir o centro cultural com um show na virada do ano e uma exposição de Siron. E tudo isso já nos primeiros dias de 2011.

Volto ao tema. O Centro Cultural Oscar Niemeyer foi inaugurado por este mesmo Marconi Perillo em 2006. Na época da sua inauguração, a obra não estava totalmente finalizada. Mas Marconi precisava inaugurar rapidamente porque meses depois seria candidato ao Senado e queria fazer Alcides Rodrigues seu sucessor. Obteve êxito nestas duas empreitadas, mas o Centro Cultural Oscar Niemeyer não teve o mesmo destino. Inacabado, ficou os quatro anos da gestão Alcides Rodrigues fechado, abandonado, sem nenhum evento cultural. Depois disso tudo me chega Marconi Perillo e fala que o centro cultural vai estar funcionando a pleno vapor já nos primeiros instantes de 2011.

Peralá, meus amigos! Marconi deveria, em primeiro lugar, fazer uma vistoria e ver o que de fato precisa ser terminado, o que precisa de manutenção. Será que daqui um mês e meio o que ficou quatro anos parado vai voltar a funcionar a pleno vapor como deseja o governador eleito? Eu continuo duvidando. Fazer o que?

Marconi prometeu fazer o show da virada do ano no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Disse que artistas nacionais ali se apresentariam. Se depois deste show estes artistas criticarem a estrutura do centro cultural não vão dizer que é discriminação contra o povo goiano e que ninguém avisou. 

Pegadinha do Lula

O dinheiro que a Celg receberia do governo federal para quitar as dívidas de ICMS com o Estado não chegaram aos cofres do governo de Goiás. Será que se perdeu na estrada entre Goiânia e Brasília? Estou achando que o governador Alcides Rodrigues caiu na pegadinha do Lula.

Aliás, este empréstimo do governo federal para a Celg foi bastante questionada. Aconteceu poucos dias antes de Alcides declarar apoio à candidatura de Iris Rezende, candidato lulista em Goiás. Para variar, o governador de Goiás nunca explicou esta "coincidência". 

A cada dia que passa vamos vendo que o governo Alcides Rodrigues entrará para a história como o pior governo que Goiás já teve. Um governo que prometeu muito e fez quase nada. Esta pegadinha do Lula é apenas o fechamento do governo mais impopular que estêstado já viu. 

domingo, 14 de novembro de 2010

Goiás rumo a Série B

O Vila Nova foi goleado pelo Bragantino na sexta feira pela Série B. Se o Vila não se cuidar vai acabar caindo outra vez para a terceira divisão. Aí, se esta minha previsão se confirmar, não teremos um clássico goiano na segunda divisão do Campeonato Brasileiro 2011. Porque o time do Goiás está lutando a cada rodada para entrar na Série B do ano que vem. O Goiás pode até ser campeão da Copa Sul Americana e disputar a Libertadores em 2001, mas terá que amargar a Série B no Brasileirão. 

Parabéns, Atlético-GO

O Atlético Goianiense mostra que deseja sim continuar na primeira divisão do Futebol Brasileiro. O time da Campininha marcou três gols contra o Palmeiras aqui no Serra Dourada. 
Por falar em Palmeiras queria ver a entrevista coletiva do técnico Luis Felipe Scolari. A cada entrevista ele lança mais um ataque contra a imprensa. Quem achava que só o Dunga odiava a crônica esportiva deve estar assustada com a reação do técnico pentacampeão. Felipão dungou de vez. 

Difícil

O São Paulo empatou com o Vasco hoje. Acho difícil meu time conseguir uma vaga na próxima Libertadores. O jeito é se programar para o ano que vem incluindo no calendário a Copa do Brasil. Acho que o São Paulo nunca ganhou uma edição desta competição.

Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável

Por Fernanda Odilla
na Folha



A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal.
Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal.
Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras.
A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança.
Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras.
Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar.
Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.
O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha.
Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000.
Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
Sem detalhar as apurações, a Petrobras informou no ofício que durante as entrevistas "surgiram críticas contundentes" a Graça Foster e alguns empregados agregaram "denúncias de irregularidades nos negócios com a C.Foster".
O documento diz ainda que foram encontradas "evidências de que houve prejuízos à Petrobras", mas não revela o tamanho nem os responsáveis por ele.
A Petrobras informou no documento que a "comissão não encontrou provas de má-fé ou intuito de auferir vantagens financeiras".
Em defesa de Graça Foster, a estatal destacou ainda no documento que a engenheira informou ao assumir o cargo que se casou com o dono da C.Foster em 1994, depois de 13 anos de namoro.

TEMPERAMENTO
O ofício diz que "não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa", mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira.
"Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, "o modo com que tratava seus subordinados'", diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil.
Assim como a presidente eleita, a diretora da Petrobras carrega a fama de dura, exigente e agressiva.
Se vingar a ideia de Dilma de "desidratar" a Casa Civil, aumentam as chances de Graça ser nomeada ministra. A avaliação da equipe de transição é a de que a diretora da Petrobras não tem jogo de cintura para chefiar um superministério.


sábado, 13 de novembro de 2010

"Com Dilma, o PT chega em quinto" por Diogo Mainardi

O leitor de VEJA já sabe o que esperar de mim: em matéria de prognósticos eleitorais, eu erro fatalmente, eu erro teimosamente, eu erro rumorosamente. Nos primeiros meses de 2008, prognostiquei que a candidata petista chegaria em quinto lugar. Dois anos e meio depois, estou aqui reivindicando meu erro. Errei, errei, errei.
É bom errar. É bom repetir que errei. Só há um aspecto de meu trabalho de que realmente me orgulho: eu nunca tentei compreender a mente ou o comportamento de meus compatriotas. Eu me atormentaria se um dia, mesmo que por engano, acabasse acertando um resultado eleitoral. Os valores aos quais sou mais apegado ruiriam. Quem compreende a mente e o comportamento dos brasileiros é Valdemar Costa Neto. Quem compreende a mente e o comportamento dos brasileiros é a Mulher Melancia. Quem compreende a mente e o comportamento dos brasileiros é Chico Buarque. Eles sabem o que os brasileiros querem. Eu só sei o que os brasileiros repelem. Eles repelem Antonello da Messina e Memling. Eles repelem Pitágoras e Empédocles.
De todos os nossos escritores, o único que conseguiu compreender a mente e o comportamento dos brasileiros foi Euclides da Cunha. Eu sempre recorro a ele quando tenho de tratar do assunto. Ele é meu Valdemar Costa Neto particular. Euclides da Cunha podia interpretar o caráter de uma pessoa a partir do formato e da medida de suas orelhas ou de sua testa. Eu me pergunto como ele teria interpretado o formato e a medida das orelhas de um eleitor do PT, como Chico Buarque.
Analisando a campanha de Canudos, Euclides da Cunha delineou perfeitamente o caráter nacional. Os fanáticos de Antônio Conselheiro eram uns “broncos”, uns “primitivos”, uns “retardatários”, uns “retrógrados”, uns “impotentes”, uns “passivos”. Eles eram “uma turba de neuróticos vulgares”, de “desvairados”, de “desequilibrados incuráveis”. Eles eram “uma gente ínfima e suspeita, avessa ao trabalho, vezada à mândria e à rapina”. Eles eram dotados de uma “moralidade rudimentar”, com uma série de “atributos que impediam a vida num meio mais adiantado e complexo”. Eles eram um retorno “ao estádio mental dos tipos ancestrais da espécie”.
Euclides da Cunha compreendeu a mente e o comportamento dos brasileiros. Ao contrário de mim, ele jamais teria errado o resultado eleitoral.

As Farc mandam um beijo para Dilma

Eu sei que estou atrasado com o andamento das coisas no país da transição do lulo-petismo para o dilmo-petismo, mas logo passa. Tenho alguns trabalhos na faculdade que estão atrapalhando a rotina aqui do blog. Mas uma notícia não poderia deixar de ser registrada aqui.

Os narco-traficantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) mandaram uma saudação pela eleição de Dilma Rostock. Sim, nobre leitor, os principais fornecedores de cocaína para o Brasil mandaram um beijo para Dilma e disseram: "A luta continua, companheira!". Abaixo vai o que os sequestradoes-assassinos enviaram para ela:

As Farc saúdam a eleição de Dilma para a Presidência do Brasil
Compatriota Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil,
Daqui, das montanhas da Colômbia, nossa cordial saudação, bolivariana, com o anseio de Pátria Grande.
Permita-nos aderir à justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes pelo feito relevante de ter, pela primeira vez na história do Brasil, uma presidenta, uma mulher ligada desde sempre à luta por justiça.
Presidenta Dilma, para você, nosso aplauso e reconhecimento.
Sua ascensão à Presidência da República Federativa, somada à sua pública convicção da necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia, centuplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social.
Estamos certos de que a nova Presidência do Brasil terá papel determinante na construção da paz regional e na fraternidade dos povos do continente.
Atenciosamente,
Secretariado do Estado Maior das Farc

O que dizer de uma nota dessa? Será que Dilma Rostock vai reagir, será que algum jornalista vai questionar à presidente destêpaiz sobre este parabéns escrito por pessoas sujas de sangue inocente? Quer dizer então que  Índio da Costa tinha razão quando afirmou que o PT tem ligações com as Farc. Os petralhas queriam processá-lo. Depois destas boas vindas Índio da Costa deveria processar o PT e apresentar as provas desta ligação nefasta e tão abafada pela imprensa brasileira.

Quero ver se Dilma Rostock vai comentar alguma coisa, se ela vai rejeitar o beijo das Farc. Quero ver se Índio da Costa vai voltar a falar sobre as ligações perigosas do PT com os bandoleiros que se escondem a selva colombiana. É... o Foro de São Paulo existe e eles comandam estêpaiz e estão espalhados não somente nas selvas colombianas, mas em toda América Latina.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eles só pensam neles

Durante a campanha eleitoral vemos muitos políticos andando pelas ruas, fazendo promessas, abraçando o povo como se o povo fosse sua família. Beijos, abraços, apertos de mão. É amor para mais de metro. Mas tudo isso dura apenas o tempo da campanha. Depois eles vão para os cargos para o qual foram eleitos e esquecem da população.

Eu já sei, nobre leitor, que você já leu o que está escrito no parágrafo aí acima um monte de vezes. Escrevi de novo por conta da coluna da Dora Kramer de hoje. Começa ela: Dos dez partidos que integram a aliança que elegeu e a coligação que governará com Dilma Rousseff nenhum até agora se interessou por outro assunto que não fosse a defesa de seus próprios interesses.

O que nós temos visto no cenário político pós-eleição é isso mesmo. Vemos um PMDB querendo aumentar o número de ministérios, vemos um PR querendo expandir seu feudo, vemos um PP também querendo participar de forma mais ativa da festança. Não vemos nenhum partido da base aliada defender os interesses do Brasil, os interesses do povo que eles tanto abraçaram durante a campanha eleitoral.

Como vamos tirar o pré-sal das profundezas do oceano e transformá-lo em riqueza para o povo brasileiro sem agredir o meio ambiente? Como faremos as reformas que o país tanto precisa para desenvolver para valer, sem voo de galinha? E tantas outras perguntas que os políticos precisam responder com urgência e que, até agora, não foram respondidas. 

Os políticos que hoje brigam por um ministério melhor e maior foram eleitos pelo povo brasileiro. Os políticos que só pensam em seus interesses só estão aonde estão porque nós os colocamos aonde eles estão. Se um Michel Temer da vida fica com cara de poucos amigos quando Dilma Rostock ameaça deixá-lo de fora da equipe de transição é porque nós o colocamos aonde ele está. Infelizmente nós não aprendemos a votar. Eu sei, nobre leitor, que você já leu isso um monte de vezes, mas é que nós erramos tanto quando votamos que preciso voltar ao mesmo assunto. Enquanto nós não aprendermos a votar ou votarmos corretamente e cobrar dos eleitos não somente o cumprimento das promessas de campanha, mas soluções para os problemas do Brasil sempre leremos nas páginas de política esses políticos defendendo os seus interesses e deixando os interesses do povo brasileiro de lado. 

Amorim é desconvidado a acompanhar Lula no G20

Por Clóvis Rossi
na Folha



O ministro Celso Amorim foi desconvidado pelo Palácio do Planalto a participar da cúpula do G20 em Seul.
O compromisso estava registrado na agenda do chanceler e sua reserva no Imperial Palace, hotel no qual ficou toda a comitiva, também já estava providenciada, quando um telefonema do cerimonial do Planalto à sua secretaria privada o avisou que ele não precisaria ir.
O aviso criou grande mal-estar, ainda mais porque Amorim acompanhou o presidente na primeira etapa da viagem, até Moçambique.
O constrangimento só aumenta quando se compara a agenda de Lula com a do chanceler que o acompanhou nos oito anos de governo, ajudou a dar projeção internacional ao presidente e até filiou-se ao PT.
Enquanto Lula despede-se da cena global na Coreia, reunido com os principais governantes mundiais no G20, Amorim está na República Democrática do Congo.
A nota em que o Itamaraty anuncia a visita do chanceler ao país africano como "a primeira de um chanceler brasileiro desde 1972" relata também que o intercâmbio comercial entre os dois países, até setembro, atingia inexpressivos US$ 41,68 milhões.
A lógica indica que o desconvite a Amorim para Seul é também o desconvite para que ele continue no Ministério de Relações Exteriores.
A presidente eleita Dilma Rousseff acompanha Lula, e seria natural que, se houvesse intenção de mantê-lo, Amorim estivesse presente na apresentação internacional da futura presidente.
O que não fica claro é se o desconvite implica também desgaste para o vice-chanceler Antonio Patriota, o único outro nome até agora mencionado nas especulações sobre o comando do Itamaraty, além do de Amorim.
Patriota, secretário-geral do Itamaraty, é intimamente ligado a Amorim, que o promoveu, muito jovem, ao posto mais importante da diplomacia no exterior, a embaixada em Washington.
Reforça a tese de que o episódio chamusca também Patriota o fato de que dois outros nomes começaram ontem a aparecer na bolsa de apostas para a Chancelaria.
Um é o do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que já fez saber à futura presidente que gostaria de ocupar o posto. Outro é o de José Viegas, ministro da Defesa no primeiros mandato de Lula e hoje embaixador na Itália.

PRESTÍGIO
Se Amorim ficou constrangido, seu colega Guido Mantega só teve ontem razões para sentir o contrário.
Lula insistiu para que ele comparecesse a seu lado à entrevista coletiva marcada para o fim da tarde em Seul e ainda o chamou para fazer a apresentação inicial, sobre a história e o presente do G20.
Mais: quando tomou a palavra, Lula disse a Mantega que o ministro deveria defender, "na próxima reunião de ministros da Fazenda do G20", um levantamento sobre as medidas que cada país está adotando na crise e no pós-crise. A próxima reunião será já no governo Dilma.
A presidente eleita, cuja presença havia sido anunciada, não compareceu.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nunca antes na história destêpaiz

Depois da ajuda que o Banco PanAmericano ganhou eu chego a conclusão de que, com Lula no poder, os banqueiros nunca antes na história destêpaiz foram tão felizes. Deve ter muito banqueiro enxugando os olhos já com saudades de Lula.

"Semana do Presidente"

Depois dessa ajuda que o Banco Central deu ao Banco PanAmericano do Sílvio Santos e depois que o apresentador deu suas empresas como garantia será que o SBT vai voltar a apresentar o "Semana da Presidente"?

BC e Caixa precisam explicar falhas no Banco Panamericano

Do Blog da Miriam Leitão


Permanecem os mistérios sobre a operação do Banco Panamericano que hoje devem ser em parte explicados em entrevistas do Fundo Garantidor de Crédito e, espera-se, do Banco Central.
O FGC deu um empréstimo ao Grupo Silvio Santos de R$ 2,5 bilhões para que o controlador do banco pudesse cobrir o rombo nas contas do banco. Só que não é um rombo qualquer, a fraude contábil abriu um buraco maior do que o patrimônio do banco e isso é caso que configura uma necessidade de intervenção para liquidação. Para evitar isso o FGC está emprestando o dinheiro para o grupo Silvio Santos.
Na época do Proer foi criado esse fundo por ordem do Banco Central. Ele é dos bancos: as instituições financeiras é que depositam o dinheiro para capitalizar o fundo. Para ser sacado todos os bancos participantes têm que ser consultados. A dúvida é por que foi esse o caminho e não o que estabelece a lei do Proer que manda intervir para liquidar ou vender mas com os controladores e administradores respondendo com seus bens pelos eventuais prejuizos da operação.
Outra dúvida que não quer calar é como isso não foi  visto pelo Banco Central nem pela Caixa Econômicas nas auditorias que tiveram que fazer para que o BC autorizasse a Caixa a comprar parte do banco. Hoje a Caixa tem 49% do capital votante do banco e a autorização foi dada em julho quando a fraude já tinha sido cometida. Estava lá nos registros e nem CEF nem BC viram.
O Banco Central ontem nada disse como se fosse um caso menor, do setor privado e resolvido pelo setor privado, mas como autoridade responsável pela fiscalização do mercado financeiro ele tem hoje que explicar toda essa situação e inclusive tranquilizar a população de que outros bancos não seráo afetados. Particularmente eu acho que outros bancos não estão sob risco porque esse é um banco de apenas concessão de crédito ao consumidor sem atuar no varejo com contas correntes. Mas quem tem que garantir isso é o BC. Ontem as ações de todos os bancos cairam. Para restabelecer a confiança no sistema - função principal da autoridade monetária - ele tem hoje que explicar as razões, as dimensões, as providências e falhas desse caso. E a Caixa tem explicações a dar também. Ontem tudo o que aconteceu foi um comunicado do próprio Banco Panamericano à Comissão de Valores Mobiliários. Mas quando o assunto é banco o que não se pode deixar no ar são dúvidas e elas estão no ar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Massa quer ajudar Alonso?

Pois é. Enquanto Felipe Massa entrega o jogo vamos lembrar de um certo piloto de Fórmula 1 que só pensava em vencer, vencer e vencer.

Já começou a palhaçada

Pronto! Já começou a palhaçada. A Folha de São Paulo de hoje informa que os congressistas já pensam em aumentar o seus salários e, de quebra, fazer um agrado à Dilma Rostock aumentando seu vencimento como presidente. Há duas semanas esses sujeitos estavam nas ruas pedindo o voto seu, meu, nosso. Eles batiam nos nossos ombros, apertavam nossas mãos, prometiam melhorar estêpaiz. Depois que o resultado das eleições saiu eles nem pensam mais na gente. Ao invés de bater nos ombros eles batem na nossa carteira.

As justificativas desses congressistas para o aumento dos seus salários são: não recebem aumento há três anos e a inflação foi de 17,8%. Vamos analisar os trabalhos deles para ver se merecem aumento. Projetos de lei esperando votação, medida provisória emperrando a pauta do dia... Realmente o Congresso Nacional está a fim de assaltar o nosso dinheiro. Como se não bastasse a volta da CPMF esses sujeitos querem aumentar o próprio salário. Se antes de começar a nova legislatura eles já pensam em bater a nossa carteira imagine depois da posse. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Enem virou Aneeem!!!

Não sei se aí na sua cidade, quando alguma coisa que a gente não gosta vai acontecer, você fala: "Aneeeem!!!" O "Aneeeem!!!" deriva do "Ah, nãããão!!!" Nós, goianos, adoramos falar "Aneeeeem!!!". Todo mundo já deve saber o que aconteceu no Enem realizado sábado e ontem. Como se não bastasse o vazamento da prova no ano passado, o Ministério da Educação resolveu dar continuidade ao festival de erros que assola o Enem. Ao invés deles aprenderem com os "Aneeeeem", os caras do MEC querem transformar o Enem num grande "Aneeeeem!!!". 

Se o ministro Fernando Haddad fosse sério teria pedido, em primeiro lugar, desculpas aos estudantes e depois demissão do cargo. Mas, como ele não é sério, Haddad só tenta driblar as sucessões de erros que o Enem apresentou este ano e não apresentar nenhuma solução. Se vazam a prova, se erram o cabeçalho, se deixam a molecada com o celular na sala e twittando ao vivo direto do Enem não resta outra coisa a não ser dizer bem alto como os goianos dizem quando alguma coisa de ruim está para acontecer: ANEEEEEEEEEEEEM!!! 

Sim, Fernando Haddad transformou o Enem num grande ANEEEEEEEEEM!

domingo, 7 de novembro de 2010

Dilma deve tirar Meirelles do BC para reduzir juros logo no início do governo

Por João Domingos
no Estadão



Embora avalie que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi importante para sustentar a política de combate à inflação do governo Lula e certeiro nas medidas de contenção dos efeitos da crise econômica mundial de 2008 e 2009 no Brasil, a presidente eleita, Dilma Rousseff, tende a não aproveitá-lo no posto.
É certo que Dilma vai centralizar em torno de si todas as ações econômicas do início do governo, disse ao Estado um de seus mais importantes colaboradores. Pretende, com isso, alcançar dois objetivos: forçar a redução nas taxas de juros logo na primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) e mostrar que, ao contrário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela terá o controle de todos os setores do governo, a começar pela economia. Tanto é assim que o primeiro bloco de auxiliares a ser anunciado será o da equipe econômica.
Com a centralização e a pressão explícita para que os juros baixem - o que Lula nunca exerceu em relação ao Banco Central -, Meirelles ficará numa posição desconfortável, pois sua política de combate à inflação tem sido sempre a de, por absoluta prevenção, manter os juros altos.
A própria Dilma se garante como avalista da estabilidade econômica. Em entrevista ao SBT, na terça-feira à noite, ela avisou que fará a centralização. "Não serão pessoas que serão responsáveis por isso", afirmou, referindo-se ao tripé formado por metas de inflação, câmbio flutuante e contas equilibradas. "Sou eu a responsável. E como responsável, eu asseguro: seja quem esteja à frente do cargo, eu assegurarei no País a questão da estabilidade econômica."
Continue lendo aqui.

Construtoras ajudam a eleger 54% dos novos congressistas

Por Silvio Navarro e Breno Costa
na Folha



As empreiteiras mais que triplicaram o volume de doações para os políticos que se elegeram para o Congresso neste ano em relação a 2006. Dos congressistas eleitos, 54% receberam recursos das construtoras em 2010, um total de R$ 99,3 milhões.
Levantamento feito pela Folha nas prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral mostra que 306 congressistas que assumirão mandatos em fevereiro (264 deputados e 42 senadores) receberam contribuições de construtoras.
Há quatro anos, as empreiteiras declararam ter doado R$ 32,6 milhões (valores corrigidos pela inflação).
A conta tem apenas uma ressalva: neste ano foram disputadas 27 vagas a mais no Senado do que em 2006, quando foi eleito apenas um senador para cada Estado.
As empreiteiras superaram com folga outros tradicionais doadores, como bancos, mineradoras e empresas ligadas ao agronegócio.

ORÇAMENTO
No Congresso, parlamentares distribuem suas emendas para destinar recursos a obras públicas e participam de comissões temáticas vinculadas diretamente ao ramo de atividade das construtoras, além da elaboração do Orçamento da União.
Também há expectativa de que obras do chamado PAC 2 (a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento) ganhem força nos próximos anos, na esteira da preparação para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016.
Os eleitos pelo PT, partido da futura presidente Dilma Rousseff, foram os que mais arrecadaram do setor: R$ 25 milhões. O partido conquistou cem cadeiras do Congresso. Os eleitos pelo PSDB, 58 no total, receberam R$ 19 milhões, e os pelo PMDB, 55, R$ 12 milhões.
Os campeões em valores absolutos são os futuros senadores Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), eleitos em chapa conjunta. Receberam R$ 9 milhões de empreiteiras. O tucano, apontado como futuro líder da oposição, ganhou dinheiro de 41 empresas do ramo.
Cotada para assumir um ministério, a senadora eleita Marta Suplicy (PT) recebeu R$ 3 milhões de empreiteiras e R$ 600 mil do ramo de infraestrutura (mineração, metalurgia e siderurgia).
A nova senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, obteve R$ 3,1 milhões.

TOTAL
O total arrecadado pelas campanhas dos novos congressistas foi de R$ 801,6 milhões. As maiores médias são dos eleitos pelo Centro-Oeste, puxadas pelo agronegócio. No total, empresas que exercem atividade agrícola distribuíram R$ 50 milhões aos vencedores.
Ex-governador de Mato Grosso e cotado para o Ministério da Agricultura, o senador eleito Blairo Maggi (PR) recebeu R$ 2,1 milhões da agroindústria.
Na sequência, aparecem empresas da área de infraestrutura, que também mantêm representantes nos corredores do Congresso para monitorar as comissões, com R$ 28,6 milhões.
Os bancos doaram R$ 13 milhões aos eleitos. Quem mais contribuiu com campanhas foram o Itaú e o BMG -banco envolvido no escândalo do mensalão.
Aécio também se destaca no ranking dos preferidos dos bancos, com R$ 900 mil -o BMG doou R$ 400 mil, e o Itaú, R$ 500 mil.

sábado, 6 de novembro de 2010

Provocação!

O Popular de hoje nos informa que o governador de Goiás Alcides Rodrigues disse ser uma provocação transmitir o cargo para o tucano Marconi Perillo no Centro Cultural Oscar Niemeyer. É uma provocação sim Marconi querer tomar posse num centro cultural que ele inaugurou em 2006 e que não estava totalmente concluído. É uma provocação Alcides concluir o mandato sem terminar esta obra. Os dois estão provocando. Resta saber se a sociedade vai reagir.

Receita cresceu "2 CPMFs", mas verba não foi para saúde

Por Gustavo Patu
na Folha



A receita do governo federal cresceu, ao longo do governo Lula, o equivalente a duas vezes a arrecadação da CPMF, mesmo com a derrubada, pelo Congresso, da contribuição sobre movimentação financeira.
Praticamente nada desse ganho, porém, significou aumento do gasto em saúde, que, ao longo desta década, apenas oscilou em torno de uma mesma média.
Não houve alta antes nem queda depois da extinção do tributo, hoje novamente cogitado como solução para o financiamento do setor.
Segundo levantamento da Folha, o Tesouro Nacional absorvia em 2003, primeiro ano de Lula, 21% da renda nacional, por meio de impostos, taxas, contribuições e outras fontes. Em 2011, com Dilma Rousseff, a proporção deverá se aproximar de 24%.
Não fosse uma escalada de despesas públicas (sobretudo as vinculadas ao salário mínimo) em ritmo intenso, a expansão das demais receitas teria compensado com folga a extinção do antigo imposto do cheque, que rendia algo como 1,4% do Produto Interno Bruto ao ano.
A primeira gestão petista trabalhou para elevar as contribuições sociais, cujos recursos são destinados à previdência, à assistência social, ao seguro-desemprego e à saúde. Criou-se a contribuição previdenciária dos servidores inativos e elevaram-se alíquotas da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).
Os programas de transferência de renda absorveram a maior parte dos recursos adicionais devido ao lançamento do Bolsa Família e, principalmente, aos reajustes do salário mínimo, piso de aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios deficientes e desempregados.
Já as verbas da saúde seguiram a regra, instituída em 2000, que fixa aumento correspondente ao crescimento da economia: com isso os recursos ficaram estáveis, com pequenas variações para cima ou para baixo, em torno de 1,7% do PIB.
No início do segundo mandato de Lula, durante as negociações para prorrogar a CPMF, o governo prometeu elevar o orçamento da saúde -que, com a contribuição de Estados e municípios, fica em 3,6% do PIB, metade do padrão do Primeiro Mundo.
Com a derrota no Congresso, os planos foram abandonados, embora a arrecadação tenha continuado em alta. Elevaram-se o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), mas os maiores ganhos vieram da expansão da renda, da formalização de empregos e empresas.
Para o ano que vem, o Congresso chega a estimar uma receita na casa dos 25% do PIB, ou R$ 985 bilhões. O comportamento da arrecadação neste ano, entretanto, aponta para algo mais próximo dos 24%.

A vingança de Lula

Mais um post do Blog do Augusto Nunes que eu copio-e-colo aqui. Mais uma vez ele vai direto ao ponto. A tentativa de Lula de ressuscitar a CPMF é uma vingança contra aqueles que votaram não somente contra a continuação do imposto, mas acabaram com a tentativa de Lula de disputar um terceiro mandato. Lula não se contenta apenas vencer o adversário nas urnas, ele quer ver seu oponente no chão, sangrando, calado. 

Se abraça e afaga até um Fernando Collor, se não o constrange beijar a mão de um Jader Barbalho, se é capaz de enxergar uma batina imaculada no jaquetão de um José Sarney, como entender o tratamento rancoroso dispensado pelo  presidente Lula aos senadores que, em dezembro de 2007, decretaram a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras? Se o aumento da arrecadação compensou a perda dos R$ 50 bilhões recolhidos anualmente, se está provado que o governo nunca investiu no sistema de saúde o dinheiro da CPMF, como explicar o esforço obsessivo do presidente para antecipar a morte política dos autores da desfeita, e completar a revanche com a ressurreição do imposto do cheque?
Por que tamanho e tão duradouro ressentimento? Porque o fim do tributo foi também o fim do sonho, esclareceu a colunista Dora Kramer, com a argúcia habitual, no Estadão desta sexta-feira.  “A derrota na votação da CPMF no Senado enterrou o projeto do terceiro mandato”, lembrou. “Ali ficou claro que, se passasse pelos deputados, pelos senadores não passaria. Portanto, aquela não foi uma derrota qualquer. Foi uma derrota política surpreendente e definitiva”. Perfeito. Onde os brasileiros comuns veem um imposto a menos, Lula sempre enxergará o confisco dos quatro anos a mais.
“Peço que nossa oposição não faça contra Dilma a política que fez comigo, a política do estômago, a política da vingança”, fantasiou nesta terça-feira o infatigável carrasco da verdade. A sorte de Lula foi lidar com uma oposição parlamentar pusilânime. Em agosto de 2005, por exemplo, as estarrecedoras revelações do marqueteiro Duda Mendonça empurraram o chefe para a beira do penhasco. Foi poupado do impeachment pela tibieza dos adversários. De lá para cá, o sono sem sobressaltos foi-lhe assegurado pela superlativa tibieza dos adversários e pela nenhuma vergonha dos companheiros. O Senado só não engoliu a CPMF. O problema é que esse é o outro nome do terceiro mandato.
A “política do estômago, a política da vingança” ─ essa quem praticou todo o tempo foi o presidente grávido de ressentimento. Nas eleições municipais de 2008, por exemplo, acampou em Natal para exigir do eleitorado a derrota da candidata apoiada pelo senador José Agripino. Neste ano, fez o que pôde e também o que a lei proíbe para impedir a reeleição do potiguar Agripino, do amazonense Artur Virgílio e do cearense Tasso Jereissati. Na semana passada, num comício no  Piauí, comunicou à plateia que a derrota dos senadores Mão Santa e Heráclito Fortes, candidatos à reeleição, foi “uma vingança de Deus”. É um dos codinomes de Lula.
O triunfo nas urnas não bastou. Para completar a vingança, o chefe aproveitou a entrevista ao lado de Dilma Rousseff para exumar o defunto. Ao longo da campanha presidencial, a sigla não foi mencionada uma única vez. Os candidatos a governador nem lembraram que a CPMF existiu. Eleita, Dilma afirmou que não pensava em nada parecido com o imposto do cheque. Mas a palavra do Mestre está acima da coerência, da honra e da altivez. Os governadores do PSB assumiram a paternidade da malandragem, a presidente eleita se dispôs a tratar do assunto e a tropa avança em direção ao bolso dos brasileiros.
“As urnas deram ao partido a obrigação de fazer uma oposição forte, sem concessões”, disse o senador Sérgio Guerra na carta enviada na quinta-feira aos militantes tucanos. “A luta pela democracia não se faz só em época de eleições, mas todos os dias, em todos os lugares, reais ou virtuais”. O presidente do PSDB leu corretamente a mensagem emitida por 43 milhões de eleitores insatisfeitos: a luta política é um eterno recomeço. O fim de uma campanha eleitoral anuncia o início da próxima. E a um democrata oposicionista cumpre fazer oposição — sem ódios, mas sem tréguas.
Para vingar-se dos que lhe negaram o terceiro mandato, Lula resolveu castigar todos os brasileiros com a ampliação da carta tributária. Como em 2007, o Congresso não ousará ignorar a voz das ruas. O imposto do cheque não deixou saudade e não faz falta. Deve continuar na cova rasa em que está.

Ninguém falou de CPMF

Não lembro de Dilma Rostock e José Serra falarem sobre a volta da CPMF. Agora o famigerado imposto vem a tona. Pelo visto, Dilma virá com tudo para os nossos bolsos. Se preparem!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os burucutus do petralhismo atravessaram a fronteira

Vixe, os burucutus do petralhismo atravessaram as fronteiras. Teve um que foi parar lá em Paris para atazanar José Serra. Um trecho do que está no Estadão online

O candidato derrotado à Presidência pelo PSDB, José Serra, desferiu ontem, em Biarritz, no sudoeste da França, críticas frontais ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao qual chamou de populista e "de direita" em seu primeiro compromisso político internacional após a derrota nas eleições no domingo. Quando reclamou da política externa e da aproximação com o Irã, ouviu de um membro mexicano da plateia: "Por que não se cala?"

Imagine se alguém interrompesse um discurso de Lula e o mandasse um "Por que não te calas?". É este o "amadurecimento e a civilização" daqueles que apóiam Lula e Dilma e como eles tratam seus adversários. É a turminha da esquerda que toma conta da América Latina. 

Quem é Lula para dar recado à oposição?

Sim, a cada dia que passa é contrangedor ver a forma como Lula está saindo da presidência. Não vi o pronunciamento dele hoje na televisão, mas acompanho o que ele disse pelos sites de notícia. Lula quer ser o árbitro entre a oposição e o governo. Veja o que ele disse: Passadas as eleições, quando é compreensível que o calor da disputa gere confrontos mais duros, é importante que governo e oposição, sem abrir mão de suas opiniões, respeitem-se mutuamente e divirjam de forma madura e civilizada.

E quem é Lula para dizer como deve ser o jogo entre governo e oposição? Depois da posse de Dilma Rostock e quando Lula for morar no apartamento em São Bernardo do Campo ele ainda vai atacar a oposição pelas críticas ao governo. "Confrontos duros"? Ora essa, o tucano Aécio Neves disse ontem que faria uma oposição doce. Repare que é Lula que fantasia as coisas como se José Serra não tivesse reconhecido a vitória de Dilma. Por que será que Lula não pediu para os burucutus do petralhismo que atacaram José Serra no Rio de Janeiro mais "amadurecimento e civilização"? 

Lula não tem autoridade moral para ditar as regras de convivência entre governo e oposição. Aliás, é sempre bom lembrar que o Lula que prega a paz e o amor entre governo e oposição foi o mesmo que tocou o terror como oposicionista quando Fernando Henrique Cardoso era presidente. Tarso Genro escreveu um artigo na Folha de São Paulo pedindo o impeachmeant de FHC. Isso mesmo! FHC mal acabara de tomar posse e um petralha bem próximo de Lula já estava tocando o terror.

Lula vai acabando seu mandato de forma constrangedora. Como se não bastasse o desrespeito às leis e as instituições, ele quer ditar as regras do jogo político. Precisamos ficar atentos em Dilma Rostock e em Lula.

Como é triste a despedida de Lula da presidência

Como é triste a despedida de Lula da presidência. Vejo o desespero dele em se manter no poder. Quando Dilma Rostock dá entrevista no Palácio do Planalto, Lula tem que falar alguma coisa. Se possível falar no mesmo período de tempo da sua eleita. Lula já disse que Antônio Palocci não deve ficar na Casa Civil, que a equipe econômica não deve ser alterada. E Dilma fica caladinha. Resta saber até quando. 

Os jornais de hoje nos informam que Lula vai liderar a luta pela reforma política. Estamos em que ano mesmo? 2010 (já no fim). Que ano Lula tomou posse? 2003. Lula teve oito anos para fazer a reforma política e não fez. Por que vai querer fazer agora? É o desespero de quem está deixando o cargo principal destêpaiz e teme que o esqueçam. Por enquanto Dilma ainda não reagiu às interferências de Lula. Quero só ver mais pra frente, quando já empossada no cargo, se ela vai ter paciência para ouvir seu antecessor. 

Oposição verdadeira só na internet

Lamentável a posição do PSDB pós-eleição. Aécio Neves quer fazer uma "oposição generosa" ao governo Dilma Rostock. Mesmo depois de todos os trambiques lulistas, mesmo com os aliados pra lá de suspeitos, os tucanos serão generosos. Oposição pra valer só na internet. Isso já foi provado durante a campanha presidencial.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

VERGONHA!

É esta a palavra que caracteriza a louca vontade dos governadores eleitos que apóiam Dilma Rostock na ressurreição da CPMF. Tem até um opositor abraçando esta famigerada idéia. O governador eleito de Minas Gerais Antônio Anastasia (PSDB) apoia a iniciativa. 

O governador eleito do Ceará Cid Gomes (PSB) disse uma frase que debocha da nossa cara: É um sacrificiozinho muito pequeno para cada brasileiro em nome de um grande número de brasileiros que precisa dos serviços de saúde e precisa que esses serviços sejam de qualidade. "Sacrificiozinho"? Ora bolas, o que a CPMF contribuiu para a melhoria da saúde do Brasil? Com ou sem ela as filas nos hospitais aumentam, o atendimento é péssimo e o tratamento é um lixo.

Antes de subir a rampa do Palácio do Planalto, Dilma Rostock já dá mostras que está doida para arrancar dinheiro do nosso bolso. E o pior é que ela tem apoio de governadores que tomarão posse junto com ela no dia 1º de janeiro de 2010.

Começou mal

Assim como Lula não aprendeu a respeitar as leis e as instituições, o PSDB não aprendeu a fazer oposição. Veja o que disse Aécio Neves hoje: O presidente certamente pode ficar tranquilo, porque ele não verá uma oposição como a que o PT fez em relação ao governo Fernando Henrique, propondo o "Fora FHC", afastamento do presidente, ou votando contra matérias relevantes como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Eu já ouvi essa frase desde o final de 2002, quando o PSDB perdeu para o PT nas eleições presidenciais. Os tucanos vão continuar a fazer uma oposição mole, sem cobranças enfáticas do cumprimento das leis e em defesa das instituições. 

E a quebra de sigilo dos familiares de José Serra? E a atuação ilegal dos aloprados petralhas na Receita Federal? A fala de Aécio Neves simplesmente sepulta estas acusações e outras como por exemplo o dossiê arquitetado pelo PT nas eleições de 2006. Eu não quero um presidente tranquilo por causa de uma oposição frouxa. Eu quero oposicionistas fazendo o seu trabalho e cobrando trabalho do governo. Mas Aécio vai fazer tudo que o PSDB fez desde que deixou o governo em 2002: afrouxar, fugir, não lutar. Depois o PSDB não sabe porquê perde eleição presidencial. Se os tucanos aprendessem a fazer uma oposição de verdade talvez Lula aprenderia na marra a respeitar as leis e as instituições.

E o governo Dilma nem começou

O governo Dilma Rostock nem começou e já estamos vendo como ele será. Ela quer ressuscitar a famigerada CPMF. Pois é, a contribuição que o PT foi contra quando era oposição hoje é completamente a favor e nunca digeriu a derrota sofrida no final de 2007 quando o Senado a enterrou. O governo Dilma já está querendo assaltar os nossos bolsos. 


Movimentação do PMDB faz partidos pedirem seus "lotes"

Na Folha


A movimentação do PMDB para ampliar seu espaço no governo de Dilma Rousseff já provoca reação nos demais partidos da aliança que deu sustentação à candidatura. PP e PTB não a apoiaram oficialmente, mas vão brigar por espaço no Executivo.

Líderes de PR, PP e PTB discutem a montagem de um bloco no Congresso para ter mais peso não só na atuação legislativa, mas na negociação por cargos.
Para congressistas do PR, a legenda precisa manter o ministério dos Transportes, que é cobiçado pelo PMDB e pelo PT. Mas também falam em crescimento.
"Fomos o primeiro partido a declarar o apoio a Dilma, em nenhum momento ficamos fora do palanque. Por isso [...], ao menos temos que manter o mesmo espaço no governo", disse o deputado Luciano Castro (PR-RR).
A lógica é a mesma no PP, "dono" do Ministério das Cidades. "Não queremos nada de faz de conta. Queremos, sim, sempre crescer [...] Não seria demais ficarmos com mais um ministério", disse Ciro Nogueira (PI).
Dirigentes do partido dizem que até aceitam ceder a pasta que hoje ocupam desde que ganhem outras duas.
A linha de pedidos é a mesma no PTB. O senador Gim Argello (DF) lembra que a legenda será a terceira maior bancada da base no Senado.
Nas discussões para a formação de um bloco no Congresso, os três partidos conversam também com o PSC.
Já o PSB se reúne hoje para discutir sua situação. Amanhã é a vez do PC do B.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sonhar não é proibido



O São Paulo venceu o Cruzeiro hoje por 2 a 0. Sim, estou muito feliz. Muitos dizem que o São Paulo sonha com o G-4. Seria muito querer sonhar com o título?

Tá na hora de acabar com essa folia

Chega de folia. A eleição deste ano aconteceu no meio de um feriado. Hoje é quarta feira e já está mais do que na hora dos candidatos vitoriosos voltarem para a realidade. Já podem parar de se beliscar, suas vitórias são reais e ninguém irá contestá-las.

Dilma Rostock ganhou. Depois das eleições ninguém mais pergunta sobre Erenice Guerra. Como anda o relatório da Polícia Federal? E a quebra de sigilo ilegal contra tucanos? Tá na hora de acabar com essa folia.

Lula, a oposição raivosa e Collor

Agora que eu aprendi a postar vídeos do You Tube me aguente. Lula disse hoje que espera que a oposição não seja "raivosa" com Dilma Rostock tal qual foi com ele. Veja o Lula opositor falando sobre Fernando Collor de Melo:



Agora veja esta foto:


Talvez seja esta a oposição que Lula deseja: que ataque de vez em quando, mas que nunca deixe de dar um abraço no adversário.

Primeiro vídeo

Tenho este blog há três anos e só agora estou aprendendo a postar vídeos do You Tube pra cá. Este vídeo é do Pink Floyd.

Lula não aprendeu a conviver com a oposição

Mesmo no final do seu mandato Lula não consegue conviver com quem diverge dele, com quem não está com ele, com quem não idolatra o governo que fez tudo o que ninguém tinha feito desde quando o primeiro índio aqui pisou (nem vou citar Cabral). Lula vai passar a faixa presidencial para Dilma Rostock sem aprender que, na democracia, existem os opostos, aqueles que concordam e discordam, aqueles que apóiam e os que opõem. Só em ditaduras como a cubana, chinesa e iraniana que existe só o lado do governo e quem discorda tem dois caminhos: ou vai preso, ou é morto. Talvez seja por isso que Lula adore visitar Cuba, China e Irã. Vai ver quando ele passa por lá deve sentir uma coceirinha na mão e vontade de usar a caneta e mandar todo mundo que se opõe ao seu governo para a cadeia.

Hoje ele esteve ao lado de Dilma no Palácio do Planalto. Lula não deixou que sua sucessora falasse sozinha. Ele tinha que dar um pitaco. E, como sempre, em todos os pitacos, Lula falou bobagem. Ele falou a bobagem de sempre: a oposição raivosa. Ele acha que a oposição foi raivosa? Veja a mentira que Lula disse hoje sobre a oposição: Queria pedir a compreensão que, dentro do Congresso Nacional, a nossa oposição não faça contra Dilma a política que fez comigo, a política do estômago, a política da vingança, do trabalhar para não dar certo. Lula é um mentiroso. Se a oposição fosse raivosa como ele fala teria pedido o impeachmeant dele quando o marqueteiro Duda Mendonça afirmou que recebeu grana da campanha lulista de 2002 no exterior. Aliás, se a oposição fosse realmente raivosa como ele fala seria parecida com a oposição que Lula liderou até 2002. Ou será que a gente esqueceu do Lula em cima do trio elétrico ao lado do José Dirceu, do Vicentinho e do Brizola descendo o sarrafo em todos os governos desde 1985? Uma pergunta que algum jornalista teria feito a Lula: "Presidente, me responda uma coisa: o Lula presidente queria ter uma oposição liderada pelo Lula opositor?" É preciso sim esfregar na cara dele sua história de opositor raivoso, de quem torcia para que tudo desse errado nos governos.

A oposição trabalhou para não dar certo? Hummm... O Lula opositor trabalhou dia e noite para minar os projetos dos governos que ele fazia oposição. Lula foi contra o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a CPMF. Sim, o mesmo Lula que queria de volta o dinheiro da CPMF estava gritando contra o imposto quando este estava sendo implantado. Tem uma matéria do Estadão publicada em 2008 que mostra que Lula ligou diversas vezes para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tentando fazer um acordo com a oposição quando o mensalão estava no auge.

Se Lula não aprendeu a conviver e respeitar a oposição nestes oito anos de presidência não vai ser no seu apartamento em São Bernardo do Campo que ele vai respeitar a voz de quem se opõe ao seu governo ou da sua sucessora. Eu não duvido que quando Dilma tomar posse ele não vá buscar um microfone para defender sua pupila e atacar a oposição. Ainda mais agora que a oposição conquistou governos de Estados importantes. Isso deve deixar Lula fulo de raiva.

É duro ouvir candidato eleito

Depois que passa a eleição o duro é ouvir candidato vitorioso. Bem, já não é mais candidato e sim eleito. Presidente eleito (ops, presidente eleita), governador eleito, deputado eleito. Os vitoriosos aparecem na televisão aos montes agradecendo a tudo e a todos pela vitória e já prometendo o que farão a partir do dia 1º de janeiro. Parece que o cansaço de meses de campanha nem faz efeito. É aquela empolgação, animação, ferveção.

O governador eleito Marconi Perillo já fez promessa para o dia 1º de janeiro de 2011: reabrir o Centro Cultural Oscar Niemeyer. Não conhece este centro cultural? Foi uma obra milionária que teve o projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer (e como nós somos criativos colocamos o nome do arquiteto de Brasília na obra) e inaugurado pelo mesmo Marconi em 2006. De 2006 até 2010 o centro cultural que fica no cruzamento da BR-153 com 1 GO-020 em Goiânia ficou fechado. O sucessor de Marconi no governo e antigo aliado Alcides Rodrigues não teve competência para manter o lugar aberto e contribuir para a cultura goiana. Deixou como estava desde a inauguração.

O Diário da Manhã de hoje fala que Marconi deu uma entrevista no Jornal do Meio Dia da TV Serra Dourada ontem. Prometeu mais uma vez (tinha feito a mesma promessa um dia antes no Jornal Anhanguera 2ª edição da TV Anhanguera) entregar o Centro Cultural Oscar Niemeyer nos primeiros dias do governo. Desta vez o governador eleito disse que o centro cultural será aberto sim no primeiro dia do ano que vem e já com exposição do artista plástico Siron Franco. Espere um pouco. Um centro cultural que ficou quatro anos fechado tem condições de receber alguma exposição? Não era melhor fazer uma avaliação do local, qual reparação precisa ser feita, o que precisa ser concluído de fato para que o local possa ser usado de forma correta, segura e em perfeitas condições para que a cultura goiana seja exposta e admirada pela população? Se Marconi Perillo conseguir organizar a exposição de Siron Franco no dia 1º de janeiro tudo bem. O problema vai ser se esta exposição for a primeira e a única do centro cultural.

Marconi disse a respeito da obra: Acho que aquele prédio é simbólico. Aquela obra é monumental, colocou Goiás no contexto mundial pela beleza, pela importância desse projeto, desse respeito à Goiás, e também por ser uma obra de Oscar Niemeyer. Vai ver essa fala é fruto da empolgação de Marconi depois de vencer Iris Rezende mais uma vez. Mas ele precisa ter muito cuidado com o que fala. Marconi inaugurou uma obra inacabada e seu sucessor não teve capacidade de concluí-la. Que contexto mundial tem essa obra, cara pálida? O único símbolo dela é o fim do Tempo Novo.

O dia 1º de janeiro vai ser muito interessante. Não somente pela posse da primeira mulher como presidente do Brasil, mas a posse de Marconi também vai ser muito interessante. Aguardemos a exposição de Siron Franco. E aguardemos também a outra que virá em seguida.
Aquela obra é monumental, colocou Goiás no contexto mundial pela beleza, pela importância desse projeto, desse respeito à Goiás, e também por ser uma obra de Oscar Niemeyer. Realmente é duro ouvir candidato eleito.

Obama perde o controle da Câmara

Por Andrea Murta
na Folha

Projeções sobre o resultado das eleições de ontem para o Congresso dos EUA, feitas por redes de TV, confirmavam que republicanos controlarão a Câmara a partir de 2011, com ao menos 50 vagas a mais .
Eram estimadas boas as chances de a vitória na Câmara superar a margem histórica de 1994, sobre o então presidente Bill Clinton, quando os republicanos avançaram 52 cadeiras.
Já no Senado os democratas devem manter maioria, mas por margem menor do que a atual, na qual contam com 59 de 100 vagas.
Até as 23h30 (1h30 em Brasília), republicanos já haviam conquistado 177 vagas na Câmara, contra apenas 119 de democratas.
Para chegar à maioria, são necessários 218 deputados.
Das 29 cadeiras do Senado com resultado anunciado até o fechamento desta edição, 21 ficaram com os republicanos e 8 com os democratas.
Eram praticamente certos fracassos democratas no Senado em Estados como Flórida, Indiana, Kentucky e Arkansas.
Também nas disputas para os governos estaduais, há vantagem republicana, com 21 Estados conquistados contra 13 democratas.
Muitos destes novos republicanos são ultraconservadores, ligados ao movimento Tea Party.
A apuração só deve terminar hoje. Na Câmara, são 435 cadeiras em disputa; no Senado, apenas 37 cadeiras estão sendo decididas.
Também há uma série de plebiscitos, com o da liberação da maconha na Califórnia sendo o mais polêmico.
Pesquisas de boca de urna indicavam a derrota da proposta, no entanto.
No início da noite, o Tea Party elegeu dois senadores-chave: Rand Paul (Kentucky) e Marco Rubio (Flórida) -este último imediatamente cotado para a chapa republicana à Presidência em 2012.
"Erra quem pensa que esse resultado é uma acolhida aos republicanos", declarou Rubio, que é filho de imigrantes cubanos, em seu discurso de vitória.
"O que temos é uma segunda chance", disse ele.
Num revés para o Tea Party, Christine O"Donnell, escolhida dos ultraconservadores em Delaware, perdeu.
Os democratas tiveram algumas boas notícias. Manterão senadores em Vermont e Virgínia Ocidental, além dos governos de Nova York e Massachusetts.
Mais importante, tinham boas chances de reconquistar o governo da Califórnia, hoje com o republicano Arnold Schwarzenegger.

"SITUAÇÃO DIFÍCIL"
Acuado pelas previsões sombrias, o presidente Barack Obama deu entrevistas pelo rádio de manhã mas preferiu ele próprio ficar fechado com assessores.
Cancelou todos os compromissos públicos para fazer reuniões .
O presidente dará uma entrevista hoje que está sendo chamada de "post mortem".
Obama seguia ecoando o alerta que dera anteontem: se os republicanos triunfarem, "os EUA correm o risco de ficar em situação difícil".
As últimas pesquisas de intenção de voto indicavam 15 pontos de vantagem para republicanos -55% a 40% segundo o Gallup.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Agora sim ele vai sorrir

Agora sim Michel Temer pode sorrir. Se brincar ele vai até dar um beijinho no rosto da Dilma

Pressão do PMDB faz Dilma nomear Temer coordenador da equipe de transição
Por Ranier Bragon
na Folha online

Depois de pressão do PMDB, o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) foi indicado na tarde desta terça-feira pela presidente eleita Dilma Rousseff para coordenar a equipe de transição que começará seus trabalhos, oficialmente, na próxima segunda-feira.

Ontem, no primeiro dia após o resultado da eleição, Dilma havia se reunido com os seus coordenadores petistas, tendo definido que a coordenação política da transição caberia ao presidente do partido, José Eduardo Dutra, e a transição técnica ao ex-ministro Antonio Palocci.

Os dois nomes permanecem com as mesmas funções, mas estarão subordinados, pelo menos no papel, a Temer. A Folha apurou que a medida tem o objetivo de conter insatisfação no PMDB, o maior dos dez partidos oficialmente aliados em torno de Dilma.

A nota divulgada pela assessoria de Dilma diz que cerca de 30 nomes da equipe de transição foram encaminhadas ao presidente Lula. "Na oportunidade, [Dilma] esclarece que a coordenação política dessa equipe será feita pelo vice-presidente eleito Michel Temer, pelo coordenador geral da campanha, José Eduardo Dutra, e pelos deputados federais Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo".

Cardozo atuará tanto na área política quanto técnica.

Dutra falou com os jornalistas após deixar a casa de Dilma, no Lago Sul, região nobre de Brasília. Ele fez questão de ressaltar que a equipe de transição terá uma função técnica, que não tratará de indicação de nomes para o ministério. Ele reafirmou que caberá a ele, Dutra, recolher as sugestões com os partidos, a partir da próxima semana, e levá-las para Dilma. O petista negou que a indicação de Temer seja fruto de pressão do PMDB.

Dutra se reúne na noite de hoje com o PMDB, na casa de Temer. Além da composição do novo governo, será discutida a eleição para a Presidência da Câmara, cadeira disputada pelo PT e o PMDB.

Dilma permanece em sua casa. Ele se reuniu pela manhã e em parte da tarde com Dutra, Cardozo e Palocci. Segundo Dutra, ela falará hoje por telefone com mais líderes de Estado, entre eles Angela Merkel (Alemanhã) e José Luis Zapatero (Espanha).

Eu duvido

Tanto o Diário da Manhã como o Popular repercutem a entrevista que Marconi Perillo concedeu ontem ao Jornal Anhanguera 2ª edição. Marconi prometeu reabrir o Centro Cultural Oscar Niemeyer na primeira semana de governo. Eu duvido. Marconi entregou este mesmo centro cultural em 2006 inacabado e seu sucessor prometeu manter e não cumpriu a promessa. O Centro Cultural Oscar Niemeyer ficou fechado durante quatro anos. Quer dizer então que é só passar uma semana de Marconi de novo no governo que o elefante branco atolado no trevo entre as BR's 153 e 060 em Goiânia vai se transformar no principal point cultural da capital? Eu duvido.

Estranho

Foto na capa de hoje do jornal O Popular me deixou preocupado. Aparece o governador eleito Marconi Perillo conversando com jornalistas. Poderia até ser neura minha se não bastasse o passado do marconismo em Goiás. Enquanto o tucano foi governador nós tivemos uma imprensa submissa e a rádio que fazia oposição ao governo (a Rádio K do Jorge Kajuru) foi fechada.
Será que, com Marconi de novo no governo, teremos uma imprensa ajoelhada ao Palácio das Esmeraldas e cheia de propagandas do governo?