segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dirceu confirma o que eu disse
Dilma entre Temer e Lula
Pelegos em ação
A vitória da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, é um reflexo das mudanças que vêm ocorrendo numa sociedade em que a participação das mulheres nos diversos ramos de atividade aumenta a cada dia, avalia o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna. "Hoje tem mais mulheres no mercado de trabalho, nas universidades e nos movimentos sociais", disse.
Para ele, é importante que o movimento sindical continue as suas mobilizações, fortalecendo-se para ter um papel nas negociações com o governo. Ao fazer um balanço das conquistas obtidas pela classe trabalhadora, Gonçalves destacou que 2010 está sendo um ano positivo. "Em 95% dos acordos coletivos conseguimos ter melhores salários, além de aumento real do salário mínimo e crescimento dos empregos."
Na opinião do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, o País vive um momento importante com a vitória de Dilma como a primeira mulher a ocupar a presidência da República. "Significa uma vitória do povo brasileiro e da militância que foi às ruas defender os oito anos do governo Lula e apontar a necessidade de aprofundar as mudanças iniciadas".
Ele manifestou otimismo em relação aos compromissos assumidos pela presidente eleita no sentido de erradicar a miséria e destacou que a central sindical continuará a defender a agenda de interesse dos trabalhadores. Entre as medidas que considera prioritárias estão as reformas política e tributária. "Quem ganha mais deve pagar mais e quem ganha menos deve pagar menos", defendeu o líder sindical, referindo-se aos recolhimentos fiscais.
Henrique da Silva afirmou ainda esperar que a nova presidente dê maior incentivo ao setor produtivo para gerar mais emprego e renda e onerar mais o capital especulativo de quem "só quer ganhar dinheiro fácil no mercado financeiro sem gerar nenhum emprego".
Além disso, o líder sindical apontou que é preciso avançar no fortalecimento da agricultura familiar e do papel do Estado "como indutor do desenvolvimento econômico e social do Brasil".
Pergunta para a presidente eleita
"Os heróicos 3%" por João Pereira Coutinho
Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.
Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.
Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral. Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!
Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.
Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.
Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.
Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.
Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.
Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!
"Viveremos os quatro anos mais medíocres da República"
“Primeiro eu queria agradecê aos que estão aqui presentes, nessa noite que pra mim é uma noite que cês imaginam completamente especial. Mas eu queria me dirigi a todos os brasileiros e às brasileiras, os meus amigos e as minhas amigas de todo o Brasil. É uma imensa alegria está aqui hoje. Eu recibi de milhões de brasileiros e de brasileiras a missão, talvez a missão mais importante de minha vida”
As primeiras palavras de improviso da presidente eleita Dilma Vana Rousseff, antes de ler o discurso escrito na véspera pelos assessores, são o prólogo de uma era que se anuncia histórica, como histórica são todas as eras vividas — mas esta por um prenúncio: viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República.
Foram palavras modelares de uma funcionária pública sem obra e sem credenciais pessoais que, herdando o mais alto posto da nação por uma dessas armadilhas do destino que só um ficcionista poderia elocubrar, tem o desplante de afirmar — por absoluta incapacidade de expressão — que a presidência da República é “talvez” a missão mais importante de sua vida. Qual seria outra?
Dilma Vana Rousseff, presidente da República. Ao ouvir essa chocante combinação entre nome e posto, me sinto transportado sem escalas a Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara”, segundo o célebre início de “Cem Anos de Solidão”. A Dilma Rousseff sistematicamente desconstruída nesta coluna, ao longo dos últimos 15 meses, não teria credenciais para dirigir Macondo. Ter sido eleita presidente do Brasil, “oitava economia do mundo”, soa como um despropósito até pelos cânones do realismo fantástico, onde o irreal e o estranho são algo cotidiano e comum — não por ser neófita, não por ser a primeira mulher, não por ser petista, não por ser madrinha da Erenice, não por ser escolha arbitrária de Lula, mas por ser a Dilma Rousseff que ela mesma se encarregou de expor e escancarar, sem retoques – produzindo contra si mesma o veredicto de uma flagrante inabilitação para o cargo, em sentença transitada em julgado.
Só numa Macondo governada por Lula – e Macondo é banana, na língua bantu -– a eleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil seria tristemente real. Como num romance do realismo mágico, sua ascensão é fruto de um tempo distorcido, para que o presente se repita ou se pareça com o passado.
Tomara que exista outra Dilma, que não conhecemos ainda.
Boa sorte, presidente Dilma Rousseff.
O que fez Cidinho?
A oposição não acabou
Longe da crise , economia exigirá ajustes
E se Dilma der certo?
domingo, 31 de outubro de 2010
Sem greves e nem protestos
E as privatizações?
Sim, o ódio continua
Dilma Rostock venceu
E as pesquisas, hein? (Parte 2)
E as pesquisas, hein?
A salada acabou sendo indigesta
O mandato dele está acabando! Ainda bem!
sábado, 30 de outubro de 2010
Estarei aqui sim, com a mesma alegria de sempre
Dilma já ganhou?
O lulopetismo insiste em nos guiar ou Declarando voto
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Papa pede ação no Brasil contra aborto
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Eles não sabem perder e nem ganhar
Os burucutus do petralhismo atacam até o Papa
O papa Bento 16 condenou nesta quinta-feira, em reunião em Roma, o aborto e clamou para que um grupo de bispos brasileiros orientem politicamente fiéis católicos, sem mencionar diretamente as eleições que acontecem no próximo domingo.
"Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas." Leia mais aqui.
Papa Bento XVI está corretíssimo. A Igreja Católica é contra o aborto. Seus líderes devem sim defender a vida e condenar o aborto. E não é que os burucutus do petralhismo estão atacando o Papa? Só faltava dizerem que o Papa está apoiando José Serra.
STF decide que Lei da Ficha Limpa vale para eleições deste ano; Jader é barrado
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Lula continua debochando
Se fosse um editorial favorável à Dilma estaria tudo bem?
Nada é do povo, tudo é deles
terça-feira, 26 de outubro de 2010
No meio desse mar de governismo continuarei sendo oposição
Ainda sobre as pesquisas
Não vi o debate
Dá pra acreditar?
Erenice muda versão e admite reunião com firma que negociou com seus filhos
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Não acredito
A mentira sobre a bolinha de papel
O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na última quarta-feira após o candidato à presidência ser hostilizado por manifestantes do PT em Campo Grande (zona oeste do Rio), recebeu hoje homenagens da Associação Comercial do Rio de Janeiro e de amigos num restaurante da zona sul.
O presidente da instituição, José Luiz Alquéres, aproveitou o momento para mandar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Presidente, tenha a grandeza de pedir desculpas ao dr. Jacob".
Oncologista especializado em cabeça e pescoço, Kligerman foi acusado por Lula de ter participado de uma fraude. Serra, amigo do médico há 40 anos, disse ter sido atingido na cabeça por um objeto pesado, como uma bobina de papel, e Kligerman recomendou que ele passasse por uma tomografia.
"Vou tomar todas as providências possíveis, pois fui ofendido no meu ato médico. Estou preparando junto com meu advogado, doutor Marcelo Cerqueira, um pedido de retratação do presidente", disse ele.
Com 46 anos de profissão, Kligerman afirmou que José Serra foi tratado como paciente e que seu único partido é um estilo de samba, o partido alto.
Para o candidato à vice-presidência, Indio da Costa (DEM), Lula usa o cargo para distorcer a verdade.
"O dr. Jacob tem décadas de profissão e é um médico muito respeitado. Ele não merece isso. Eu que levei o Serra no hospital e ele estava tonto. Foi uma agressividade do PT. A diferença entre Jacob e o Lula é que o doutor não usa o cargo dele para distorcer a verdade."
O ex-deputado Marcelo Cerqueira, advogado de Kligerman e candidato derrotado ao Senado pelo PPS, explicou como será o processo.
"Como duas redes de televisão mostraram versões diferentes do ocorrido, queremos saber se o presidente foi induzido ao erro. Então vamos interpelá-lo no STF para que ele diga qual a versão ele acha que é a correta. Se ele se retratar, acabou o assunto."
De acordo com o advogado, que explicou que entraria com a ação na próxima segunda-feira, Lula teria dez dias para responder.
Eles não tem limites

PF interroga Erenice e jornalista a menos de uma semana do 2º turno
A seis dias da eleição presidencial, a tensão da campanha se transfere hoje de manhã para a Polícia Federal, em Brasília, onde dois personagens ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) - a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. - darão depoimentos, em inquéritos separados, a partir de 9 horas. O que disserem ou deixarem de dizer certamente influirá no discurso e nas propagandas dos dois lados nesta reta final e dará munição para o debate entre Dilma e José Serra (PSDB), à noite, na TV Record.
Erenice será a primeira a ser ouvida. Terá de explicar, em inquérito comandado pelo delegado Roberval Ricalvi, se tinha conhecimento das irregularidades praticadas por seus filhos Israel e Saulo Guerra, na intermediação de negócios entre empresas privadas e estatais - escândalo que atingiu fortemente a campanha da candidata petista e levou a ministra a perder o cargo no dia 16 de setembro.
Ribeiro Jr. será inquirido em seguida por outro delegado, Hugo Uruguai, sobre a violação do sigilo fiscal de vários dirigentes do PSDB, entre eles o vice-presidente executivo do partido, Eduardo Jorge, e Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. O jornalista é suspeito de ter encomendado e pago, a terceiros, a invasão desses sigilos em computadores da Receita Federal em Mauá e Santo André, no ABC paulista.
Leia mais aqui.
domingo, 24 de outubro de 2010
Ele sim é oportunista
O sr. continua a ser um defensor inconteste do regime cubano? Ainda é amigo de Fidel?
Não, veja bem. A sua afirmação... Não põe na minha boca o que você acabou de falar. Eu sou solidário à Revolução Cubana. Eu faço um trabalho em Cuba há muitos anos, de reaproximação da Igreja e do Estado. Estou muito agradecido a Deus e feliz por poder ajudar esse processo, que resultou recentemente na liberação de vários presos políticos.
O sr. participou diretamente desse processo, dessa última libertação?
Indiretamente sim. Mas não é ainda o momento de eu entrar em detalhes.
O sr. acha que essa tendência de abertura do regime é inexorável?
Sim, claro, tem que haver mudanças. Cuba está preocupada em se adaptar. Mas nada disso indica a volta ao capitalismo.
Sobre o desrespeito aos direitos humanos em Cuba, ainda há presos políticos...
Meu caro, ninguém desrespeita mais os direitos humanos no mundo do que os Estados Unidos. E fala-se pouco, lamentavelmente. Basta ver o que os Estados Unidos fazem em Guantánamo.
Cuba ocupa o 51º no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que é insuspeito. O Brasil, o 75º.
Frei Betto é solidário à Revolução Cubana. Uma revolução que foi feita depois de muitas mortes, prisões e exílios. Uma revolução que está aí, caindo aos pedaços, mas não permitindo que o povo cubano se expresse livremente. Uma revolução que não deixa o povo escolher quem vai governar o país e por quantos anos.
O que eu acho interessante dos esquerdistas é que, quando confrontado com as mortes que as revoluções deles provocaram, eles mudam de assunto. Aí eles mudam o alvo. Falam dos Estados Unidos. Eles defendem os direitos humanos quando os direitos humanos são ameaçados pelos inimigos deles. Quando eles ameaçam os direitos humanos não admitem qualquer tipo de crítica.
É por essas e outras que estou do lado dos corajosos bispos que não se omitiram (ao contrário de Frei Betto) e defenderam os princípios cristãos. Frei Betto é o oportunista da história. Ele que defende a descriminalização do aborto em certos casos e continua solidário ao governo dos irmãos assassinos de Cuba.
PT é "partido da morte" e da "mentira", afirma bispo de Guarulhos
sábado, 23 de outubro de 2010
Então eles querem bater
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde de hoje (23) que a militância partidária do PT não deve aceitar provocação e que a "surra" que será dada aos adversários ocorrerá nas urnas. Lula participou de uma caminhada ao lado da candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) e fez uma fala improvisada, do alto de um caminhão de som.
"Tentaram fazer uma armação para dizer que somos violentos. A prova maior disso é que eu perdi em 1989, perdi em 1994, perdi em 1998 e não havia de minha parte ataque ou jogo sujo. Eles que falam em democracia, mas não sabem perder. A gente não deve aceitar provocação porque a surra que a gente quer dar neles é nas urnas, no dia 31", disse o presidente.
Na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, militantes petistas entraram em confronto com membros do PSDB durante uma caminhada do candidato José Serra. Na ocasião, Serra foi atingido por objetos e cancelou a sua agenda à tarde.
O caso teve repercussão nacional e acabou no horário político dos dois candidatos. O tucano afirmou que foi vítima da truculência adversária e os petistas disseram que Serra simulou a situação para tirar proveito eleitoral dela.
Comentário
Comprovado: Lula e o PT querem dar uma surra nos adversários. Eles não querem debate, nem discussão de idéias. O que eles querem mesmo é bater, acabar, aniquilar com a oposição. A surra que a gente quer dar neles é nas urnas. Assim Lula se refere à oposição. A baba repleta de ódio do presidente destêpaiz sinaliza a vontade louca de dar uma surra nos adversários. Mais uma vez repito o que Lula disse: A surra que a gente quer dar neles... Eles querem bater. Não fui eu que disse. Lula disse isso. Esta fala irresponsável mostra que ele é o culpado pela baderna que virou esta eleição presidencial.
A fala de Lula não se defere em nada da fala de José Dirceu no ano 2000: Eles vão apanhar nas urnas e nas ruas.
Lula disse que nunca partiu para o ataque e nem fez jogo sujo? Veja este vídeo. O vídeo mostra como Lula era na oposição.
Poderia ser uma carta aberta a José Serra
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou carta aberta nesta sexta-feira (22) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o título "Sem medo do passado", ele classifica a estratégia do atual chefe do Palácio do Planalto como "petismo-lulista", na qual, segundo ele, Lula esquece dos avanços ocorridos anteriormente ao seu governo, que sustentaram o desenvolvimento que o País viveu nos últimos anos.
A carta lista programas e investimentos realizados na gestão FHC na presidência da República, como a criação do Plano Real e os benefícios que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, entre outros, além de chamar de mentirosa a declaração petista de que o PSDB "não olhou para o social".
Leia a carta na íntegra abaixo:
"O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela". (José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fernando Henrique Cardoso"
Comentário
A carta de Fernando Henrique Cardoso deveria ter outro endereço: José Serra. Este sim precisa ler o que o governo tucano fez de 1995 a 2002. Ele sim deveria saber disso tudo que o ex-presidente escreveu. FHC está disposto a debater com Lula quando este deixar a presidência sobre os governos deles. Só falta Serra ter coragem de mostrar os benefícios do governo FHC e desmascarar as mentiras que os burucutus do petralhismo estão espalhando por aí. Está nas mãos de José Serra. Depende dele. Tem oito dias para desmascarar os oito anos de mentira de Lula e seus burucutus. Dá tempo!
Vergonha!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Paulo Berighs não é filiado
Nove dias para desmascarar oito anos de mentiras
Hora de acordar: tirando a pele de cordeiro do lobo
Chega de brincadeira, vamos falar a verdade!
Todos os dias somos bombardeados com as notícias das mais escabrosas sobre estas eleições. A última foi a agressão sofrida pelo candidato José Serra no Rio de Janeiro, perpetrada por militantes do PT.
Às favas aqueles que votam em Dilma, em Lula e no PT porque no país está circulando um dinheirinho a mais, e porque tem concursos públicos pra quem quer uma boquinha estatal!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O deboche continua
Vídeo em que Serra é atingido por objeto leve não mostra momento de suposta agressão
O vídeo reproduz as imagens levadas ao ar pela emissora de televisão SBT sobre a tumultuada caminhada de Serra pelo calçadão, quando militantes do PT e do PSDB entraram em confronto e transformaram a programação de campanha em uma briga generalizada. A sequência mostra que Serra leva a mão esquerda à cabeça, sem nenhum ferimento aparente, depois de falar ao telefone e vinte minutos após ter sido atingido pela bolinha.
As imagens exibem momentos diferentes da caminhada, editados na ordem em que aconteceram. Primeiro, é possível ver cartazes com mensagens contra Serra e depois cenas das portas das lojas sendo fechadas por causa da confusão. Em seguida, aparece o momento em que a bolinha de papel - ou de adesivos amassados - atinge a cabeça do tucano. Serra continua a caminhada. O vídeo mostra cenas de brigas e empurrões entre os militantes. A cena seguinte é a van do candidato deixando o local da briga. O vídeo mostra então Serra, duzentos metros adiante, tentando retomar a caminhada, ao lado do candidato derrotado ao governo do Rio Fernando Gabeira (PV).
O vídeo do SBT não mostra, no entanto, o momento, acompanhado pela reportagem e registrado em fotos pelo Estado, em que Serra leva a mão direita à cabeça e, amparado por um segurança, é levado até a van da campanha. Nenhum objeto que pudesse ter sido arremessado contra Serra foi captado nas imagens ou visto pela equipe de reportagem. Na versão dos tucanos, este foi o momento em que Serra foi atingido por um objeto pesado não identificado, provavelmente um rolo de papelão. Também não foi possível ver nenhum ferimento no candidato.
A sequência exibida pelo SBT em que Serra fala ao telefone e põe a mão esquerda na cabeça aconteceu depois de o tucano, dentro da van, ter colocado bolsa de gelo na cabeça e ter dito aos fotógrafos que ficou "meio grogue".
Transformado em febre na internet, o vídeo de Serra atingido pela bolinha de papel ganhou o nome de Serra-Rojas, uma menção ao goleiro chileno Roberto Rojas, que fez um corte proposital no supercílio ao simular ter sido atingido por um sinalizador durante jogo com a seleção brasileira, no Maracanã, em 1989. Até o presidente Lula usou a comparação, ao dizer que o ferimento de Serra não passou de uma "mentira".
Fernando Gabeira, que passou a maior parte da caminhada próximo a Serra, disse nesta quinta não ter visto o objeto que teria atingido o tucano, mas descreveu que foi "arremessado de distância mais ou menos curta, de trás para frente e de cima para baixo". "Ouvi o barulho de um choque e vi um impulso de Serra para frente. Ele pôs a mão na cabeça e disse 'estou tonto'. Minha preocupação era que estivesse sangrando, mas vi que não tinha sangue e me tranquilizei. Paramos a van logo e voltamos para a rua, logo adiante, para mostrar que a caminhada não tinha terminado", contou Gabeira.
Sobre a versão de que Serra simulou um ferimento depois de ter sido atingido apenas por uma bolinha de papel, Gabeira reagiu: "Não é verdade, não é o que as imagens mostram."
Comentário
Mais uma mentira petralha que cai por terra. Sim, José Serra foi alvo de uma bolinha de papel. Isso ninguém duvida ou contesta. Mas o candidato tucano também foi alvo de um outro objeto que o deixara tonto. Hoje, Lula e Dilma Rostock desceram a lenha em José Serra afirmando que tudo foi uma farsa. E amanhã? O Jornal Nacional mostrou que o vídeo que mostra Serra sendo atingido por uma bolinha de papel foi feito anteriormente ao momento em que o candidato foi acertado por um objeto mais pesado.
Mas a fábrica de mentira do PT vai continuar a todo vapor. Quer ver que vai ter petralha acusando o Jornal Nacional de ser favorável à José Serra? Questionar a edição das imagens do SBT ninguém questiona. Vamos ver o dia de amanhã. Vamos ver o que Lula, Dilma e o SBT tem a nos dizer.
Só de quatro em quatro anos
Farsa?
Circula na Web, e em certos veículos eletrônicos, a versão de que o presidenciável tucano José Serra não foi atingido na cabeça por objeto capaz de causar qualquer dano, durante caminhada no bairro de Campo Grande, no Rio, e sim por uma bolinha de papel.
A versão se baseia em trecho de um vídeo da rede de televisão SBT a respeito dos incidentes de ontem, ocorridos quando militantes do PT entraram em confronto com militantes do PSDB.
O SBT mostra que Serra não parece ter sentido nada de especial ao ser atingido pela bolinha de papel, e que só começou a mostrar sinais de que algo o havia eventualmente ferido depois de atender a uma ligação em seu celular. Ele, então, estaria simulando algo mais grave do que ocorreu para se fazer de vítima.
Pode ser, claro. Em política no Brasil parece que vale tudo.
SERÁ QUE TODO MUNDO MENTIU? — Como sempre se deve conceder às pessoas o benefício da dúvida, porém, este blog propõe que o leitor se faça as seguintes perguntas:
1. Serra, então, será um mentiroso? Um homem que foi prefeito de São Paulo, senador da República, ministro e governador do maior estado do país seria um mentiroso? Para faturar simpatias, usou a mera bolinha de papel que bateu em sua cabeça para fazer teatro e mentiu à imprensa dizendo que, depois do impacto, sentiu náuseas e tontura?
2. Todos os políticos e assessores que estavam à sua volta e confirmaram o fato aos jornalista também mentiram?
3. O respeitado Hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, para onde Serra foi levado após o tumulto em Campo Grande, não apenas submeteu o candidato a uma tomografia sem qualquer necessidade como também particip0u da farsa?
4. Como se teria combinado com a direção do hospital a montagem da farsa? Por telefone? Por algum emissário que lá chegou antes do candidato? Os vários médicos do hospital envolvidos no processo, então, foram também mentirosos? São todos parte de uma conspiração para prejudicar o bom nome dos militantes petistas?
5. O dr. Jacob Kligman, respeitado médico que atendeu Serra, mostrou aos jornalistas o local do impacto e mencionou os sintomas apresentados — dr. Kligman, durante mais de quatro anos presidente do Instituto Nacional do Câncer, membro da Academia Nacional de Medicina, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do American College of Surgeons — então arriscou sua reputação e sua honra pessoal participando de uma farsa?
6. Finalmente, além da bolinha de papel que atingiu Serra, segundo o vídeo do SBT, quem garante que ele não sofreu o impacto de um objeto capaz de causar dano e que não tenha sido filmado pelo cinegrafista?
O radicalismo e o ódio presentes na atual campanha presidencial precisam ser pelo menos temperado pela moderação e pelo bom senso.
Todo apoio ao Paulo Beringhs
Vídeo que mostra bola de papel atingir Serra é anterior a arremesso de outro objeto
O momento em que o candidato José Serra (PSDB) é atingido por uma bola de papel, ontem no calçadão de Campo Grande (zona oeste do Rio), é anterior à hora em que ele coloca a mão na cabeça, indicando ter sido atingido por um rolo de adesivos.
A cena da bola de papel foi ao ar em repotagem do programa "SBT Brasil".
Serra pôs as mãos na cabeça segundos antes de entrar na van correndo, sendo empurrado por seguranças e aliados de chapa.
Leia mais aqui.


