segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dirceu confirma o que eu disse

Ontem eu escrevi aqui sobre os burucutus do petralhismo: Realmente os petralhas não sabem ganhar. Quando perdem acusam golpe, quando ganham querem ver o adversário no chão, com o rosto coberto de sangue. É essa gente que vai estar ao lado de Dilma Rostock lá em Brasília. Eles não se contentam em comemorar uma vitória. Querem olhar para o lado e jogar pedras no derrotado. Eles podem fazer piadinhas, mas quando eles são alvos de piadinhas apelam, jogam rolo de fita na cabeça.
José Dirceu gravou uma entrevista para o Roda Viva da TV Cultura sobre José Serra: o discurso do Serra foi pequeno, me surpreendeu pela agressividade. Ele se colocou como chefe da oposição e não sei se terá cacife para isso. Dirceu confirmou o que eu disse ontem. Ele além de ser o chefe do mensalão é o chefe dos burucutus do petralhismo. Quem é Dirceu para dizer se Serra tem ou não tem cacife para ser líder da oposição? É gente desse naipe que vai estar ao lado de Dilma Rostock.

Dilma entre Temer e Lula

Estou lendo aqui na Folha online que Michel Temer será um vice com mais força do que os vices de Fernando Henrique Cardoso (Marco Maciel) e Lula (José Alencar). Mais um motivo para duvidarmos da autonomia de Dilma Rostock no comando destêpaiz. Quando não for Lula que estiver cochichando no seu ouvido será Temer. E quando os dois cochicharem ao mesmo tempo é capaz de Dilma ter um curto-circuito.

Pelegos em ação

Copio-e-colo matéria do site do Jornal do Brasil. Os pelegos da CUT e da Força Sindical já dão mostras de que vão apoiar Dilma Rostock. O que umas verbinhas estatais não fazem...

A vitória da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, é um reflexo das mudanças que vêm ocorrendo numa sociedade em que a participação das mulheres nos diversos ramos de atividade aumenta a cada dia, avalia o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna. "Hoje tem mais mulheres no mercado de trabalho, nas universidades e nos movimentos sociais", disse.

Para ele, é importante que o movimento sindical continue as suas mobilizações, fortalecendo-se para ter um papel nas negociações com o governo. Ao fazer um balanço das conquistas obtidas pela classe trabalhadora, Gonçalves destacou que 2010 está sendo um ano positivo. "Em 95% dos acordos coletivos conseguimos ter melhores salários, além de aumento real do salário mínimo e crescimento dos empregos."

Na opinião do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, o País vive um momento importante com a vitória de Dilma como a primeira mulher a ocupar a presidência da República. "Significa uma vitória do povo brasileiro e da militância que foi às ruas defender os oito anos do governo Lula e apontar a necessidade de aprofundar as mudanças iniciadas".

Ele manifestou otimismo em relação aos compromissos assumidos pela presidente eleita no sentido de erradicar a miséria e destacou que a central sindical continuará a defender a agenda de interesse dos trabalhadores. Entre as medidas que considera prioritárias estão as reformas política e tributária. "Quem ganha mais deve pagar mais e quem ganha menos deve pagar menos", defendeu o líder sindical, referindo-se aos recolhimentos fiscais.

Henrique da Silva afirmou ainda esperar que a nova presidente dê maior incentivo ao setor produtivo para gerar mais emprego e renda e onerar mais o capital especulativo de quem "só quer ganhar dinheiro fácil no mercado financeiro sem gerar nenhum emprego".

Além disso, o líder sindical apontou que é preciso avançar no fortalecimento da agricultura familiar e do papel do Estado "como indutor do desenvolvimento econômico e social do Brasil".

Pergunta para a presidente eleita

Dilma, a senhora passou a campanha inteirinha demonizando as privatizações. Agora que a senhora foi eleita o que vai fazer para reverter as privatizações?

"Os heróicos 3%" por João Pereira Coutinho

Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.

Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.

Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral. Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!

Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.

Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.

Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.

Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.

Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.

Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!

"Viveremos os quatro anos mais medíocres da República"

Este texto está no blog do Augusto Nunes. Concordo: "Viveremos os quatro anos mais medíocres da República".

“Primeiro eu queria agradecê aos que estão aqui presentes, nessa noite que pra mim é uma noite que cês imaginam completamente especial. Mas eu queria me dirigi a todos os brasileiros e às brasileiras, os meus amigos e as minhas amigas de todo o Brasil. É uma imensa alegria está aqui hoje. Eu recibi de milhões de brasileiros e de brasileiras a missão, talvez a missão mais importante de minha vida”

As primeiras palavras de improviso da presidente eleita Dilma Vana Rousseff, antes de ler o discurso escrito na véspera pelos assessores, são o prólogo de uma era que se anuncia histórica, como histórica são todas as eras vividas — mas esta por um prenúncio: viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República.

Foram palavras modelares de uma funcionária pública sem obra e sem credenciais pessoais que, herdando o mais alto posto da nação por uma dessas armadilhas do destino que só um ficcionista poderia elocubrar, tem o desplante de afirmar — por absoluta incapacidade de expressão — que a presidência da República é “talvez” a missão mais importante de sua vida. Qual seria outra?

Dilma Vana Rousseff, presidente da República. Ao ouvir essa chocante combinação entre nome e posto, me sinto transportado sem escalas a Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara”, segundo o célebre início de “Cem Anos de Solidão”. A Dilma Rousseff sistematicamente desconstruída nesta coluna, ao longo dos últimos 15 meses, não teria credenciais para dirigir Macondo. Ter sido eleita presidente do Brasil, “oitava economia do mundo”, soa como um despropósito até pelos cânones do realismo fantástico, onde o irreal e o estranho são algo cotidiano e comum — não por ser neófita, não por ser a primeira mulher, não por ser petista, não por ser madrinha da Erenice, não por ser escolha arbitrária de Lula, mas por ser a Dilma Rousseff que ela mesma se encarregou de expor e escancarar, sem retoques – produzindo contra si mesma o veredicto de uma flagrante inabilitação para o cargo, em sentença transitada em julgado.

Só numa Macondo governada por Lula – e Macondo é banana, na língua bantu -– a eleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil seria tristemente real. Como num romance do realismo mágico, sua ascensão é fruto de um tempo distorcido, para que o presente se repita ou se pareça com o passado.

Tomara que exista outra Dilma, que não conhecemos ainda.

Boa sorte, presidente Dilma Rousseff.

O que fez Cidinho?

Alcides Rodrigues será apenas um retrato na parede e não deixará nenhuma saudade. É assim que defino o fim do governador mais impopular da história destêstado. Este blog existe desde 2007 e desde o início questiona, critica, cobra de Cidinho. Quando ele rompeu com Marconi Perillo cobrei os motivos do rompimento. Quando ele anunciou o déficit de R$ 100 milhões que Marconi teria deixado de herança questionei o momento do anúncio. Ora, Cidinho foi reeleito, ou seja, ele já sabia da situação financeira do Estado desde abril de 2006 quando deixou de ser vice de Marconi (isso mesmo) para ser governador de fato e candidato a reeleição. Se tinha déficit, Alcides Rodrigues também tinha culpa no cartório.

Leio na coluna "Fio Direito" do Diário da Manhã sobre a incerteza quanto ao futuro do atual governador. Ele que começou o governo abraçando Marconi Perillo termina seu mandato morrendo afogado abraçado a Iris Rezende. Eu não consegui entender como Cidinho deu conta de sair de um grupo político e migrar para outro totalmente oposto. Se isso não é oportunismo, então é traição.

Eu não sei o que será feito de Alcides Rodrigues. Só sei que na galeria de fotos de governadores que passaram pelo Palácio das Esmeraldas o rosto dele estará lá e não causará nenhuma saudade, nenhum sentimento de que "aqueles bons tempos" poderiam voltar. Os tempos alcidistas em Goiás foram nebulosos.

A oposição não acabou

Lula queria extirpar o DEM do mapa político. Lula queria exterminar a oposição no Brasil. Não conseguiu. A oposição vai governar 53% dos brasileiros. Lula pode ser o presidente mais popular desde Deodoro da Fonseca, mas a sua pupila vai ter que negociar com a oposição. Aos poucos Lula vai percebendo que aqueles 3% que não aprovam seu governo pode ser muito mais do que as pesquisas apontaram.

Longe da crise , economia exigirá ajustes

Por Gustavo Patu
na Folha

A herança econômica que Luiz Inácio Lula da Silva deixará para sua sucessora está longe do cenário de crise de oito anos atrás, quando foi eleito pela primeira vez. É muito menos confortável, porém, que a deixada por Lula para si próprio do primeiro para o segundo mandato.
Ao contrário de seu padrinho político, Dilma Rousseff começará com dívida pública relativamente baixa e reservas em dólar absolutamente fartas -ou sobra de crédito interno e externo para o governo e o país.
Após quatro anos de ajustes e a ajuda da conjuntura internacional mais favorável em 30 anos, a primeira gestão petista fez a arrecadação tributária crescer mais que as despesas, reduziu a inflação e contabilizou um superavit recorde nas transações do Brasil com o resto do mundo.
Nos quatro anos seguintes, com a retomada da expansão acelerada da renda, os gastos públicos subiram mais que as receitas, a inflação superou as metas do BC e o país agora acumula deficits crescentes com o exterior.
A bonança da economia global ficou para trás. E, se não prejudica o crescimento brasileiro deste ano, a crise norte-americana radicalizou a valorização do real em relação ao dólar, o que ameaça exportação, indústria e emprego. Medidas para deter o efeito colateral já estão em curso -sem grande sucesso.
Embora não haja nada parecido com recessão no horizonte, é consenso que a renda não repetirá em 2011 a expansão de 7,6% projetada para este ano. O governo, otimista por obrigação, fala em 5,5%; o mercado, conservador por natureza, em 4,5%.
São cifras protocolares, pois nem um nem outro consegue estimar a variação do PIB com tanta antecedência. Os demais indicadores, mais previsíveis, indicam os limites de um crescimento baseado em consumo, sem desempenho igualmente exuberante dos investimentos públicos e privados necessários para expandir a produção.
Antes de assumir, Dilma terá de se preocupar com a votação de um Orçamento suspeito de conter receitas superestimadas e despesas, subestimadas. Terá ainda de administrar pressões por um reajuste generoso do salário mínimo que vigorará a partir do mesmo 1º de janeiro em que receberá a faixa de Lula.
Desde 2009, o governo não consegue cumprir metas de superavit primário (parcela da receita poupada para abater a dívida pública), que são a base da política fiscal desde o final da década passada. A alta das despesas permanentes, especialmente as sociais, tira espaço orçamentário dos investimentos e alimenta as expectativas de inflação.
Neste ano e no próximo, os preços deverão subir acima dos 4,5%, o que deverá fazer o BC elevar juros para conter as compras das famílias e reduzir o descompasso entre o consumo e a produção.
A escalada inflacionária só não é mais aguda porque o dólar no chão barateia os produtos importados.
Mas o câmbio também derruba rapidamente a balança comercial -e, a menos que se consiga deter a valorização do real, a saída será, mais uma vez, interromper o crescimento da economia.

E se Dilma der certo?

Dilma Rostock foi eleita. Faço agora uma suposição: e se o governo dela der certo? Temos esta probabilidade. Se Dilma Rostock tiver a mesma sorte de Lula? E se a economia mundial recuperar muito bem da crise de 2008 e trazer muitos frutos para o Brasil? E se Dilma for muito bem avaliada pela população? Sim, nós temos estas probabilidades. O que será de Lula se Dilma Rostock der certo? Com certeza ela vai gostar do poder e não vai querer largar o osso. Se o governo dela der certo com certeza ela vai querer se reeleger.

Quero só ver a situação do Lula se a sua pupila fizer sucesso no Palácio do Planalto. Aí ele vai demorar muito a voltar. E se voltar porque a memória do brasileiro é curta.

domingo, 31 de outubro de 2010

Sem greves e nem protestos

Já fazem oito anos que as greves e os protestos contra governos acabaram. Quando entrei na Universidade Federal de Goiás um amigo meu me disse que, uma hora ou outra, eu enfrentaria uma greve. Fiz História e, nos quatro anos de curso, não enfrentei nenhuma greve. Os sindicatos estavam ligados ao lulo-petismo.

Se com Lula não teve greves e protestos imagine com Dilma Rostock na presidência? Os pelegos só deixaram de lamber as botas do Lula para lamber o salto alto do tamanco da Dilma.

E as privatizações?

Tô ouvindo Dilma Rostock falar como presidente eleita. Será que ela vai propor desfazer as privatizações?

Sim, o ódio continua

Realmente os petralhas não sabem ganhar. Quando perdem acusam golpe, quando ganham querem ver o adversário no chão, com o rosto coberto de sangue. É essa gente que vai estar ao lado de Dilma Rostock lá em Brasília. Eles não se contentam em comemorar uma vitória. Querem olhar para o lado e jogar pedras no derrotado. Eles podem fazer piadinhas, mas quando eles são alvos de piadinhas apelam, jogam rolo de fita na cabeça.

O ódio deles não para. Estava lendo uma reportagem na Folha online e vi os comentários. Teve um burucutu que já começou a atacar a tal "mídia golpista". A mídia só é golpista quando acusa o PT, quando acusa o adversário do PT faz o seu trabalho.

Pelo visto os burucutus do petralhismo vão dar muito trabalho. Mas a gente vai ficar de olho neles, acusando-os quando rasgam a Constituição. Vamos continuar incomodando essa gente. Pode ter certeza.

Dilma Rostock venceu

Dilma Rostock venceu as eleições presidenciais de 2010. Neste momento que escrevo ela tem 55,6% dos votos e José Serra tem 44,4%. Apesar de perder mais uma eleição presidencial, a oposição continua no comando de estados importantes como São Paulo e Minas Gerais. É hora da oposição se preparar para as próximas eleições sim e não deixar para última hora como fez em 2006 e este ano.

Ela venceu democraticamente. Espero que ela governe respeitando a Constituição, as instituições democráticas e a liberdade. Mas fiquemos sempre atentos porque uma pessoa que afirma que estará sempre ligada à Lula pode aprontar tal qual Lula aprontou.

PS: Fiquemos de olho nos burucutos do petralhismo. Eles não sabem perder e muito menos ganhar.

E as pesquisas, hein? (Parte 2)

Abaixo falei sobre as pesquisas e a apuração dos votos para presidente. Parece que a diferença entre Dilma Rostock e José Serra será mesmo de 10%. Teve pesquisa falando que Dilma ganharia com 16%. Aqui em Goiás as pesquisas erraram. O Ibope, por exemplo, disse que Marconi Perillo e Iris Rezende estavam empatados tecnicamente. Aberta as urnas estamos vendo que Marconi venceu com 53% contra 47% de Iris Rezende. Se não me falha a memória o Serpes se aproximou do resultado final.

E as pesquisas, hein?

Os números para presidente já estão saindo. Dilma Rostock tem 54,5% e José Serra 45,5%. De acordo com as pesquisas, Serra perderia para Dilma com a diferença de, no mínimo, 12%. Por enquanto é quase 10%. Realmente os institutos de pesquisa precisam ver seus conceitos ou parar de apoiar a candidata do governo.

Em tempo
O DataFolha talvez tenha sido o único instituto de pesquisa que está se aproximando dos votos apurados. Já o Ibope...

A salada acabou sendo indigesta

Aqui em Goiás, a apuração dos votos está de vento em poupa. Marconi Perillo lidera com 53,38% e Iris Rezende com 46,62%. Marconi vai voltando para o Palácio das Esmeraldas. E Iris? Bem, Iris fez uma salada tão grande de aliados que acabou sendo indigesta para a sua campanha. Lula, Dilma Rostock, o governador Alcides Rodrigues e Jorcelino Braga.

Acabada as eleições resta saber o que será feito de Iris Rezende. Resta saber também o que será feito do PMDB. Quem vai liderar o partido depois de mais uma derrota para o governo do Estado? Iris deixou no meio do caminho antigos políticos e a juventude do partido para cair nos braços do PT e do governador Cidinho. O que será feito dele já que renunciou a prefeitura? Vai fazer a salada dentro de casa.

O mandato dele está acabando! Ainda bem!

Mesmo com o governo chegando ao fim, Lula não para de mentir. Veja o que ele disse depois de votar em São Bernardo do Campo: Não fale de parte a parte. Essa campanha foi muito violenta de uma parte para outra, acho que o candidato Serra sai menor dessa campanha, porque a agressividade deles [tucanos] à companheira Dilma [Rousseff, do PT] é uma coisa que eu imaginava que já tivesse terminado na política brasileira. É mesmo? E a agressão sofrida por José Serra no Rio de Janeiro? Lula prefere mentir. Ainda bem que o mandato dele está acabando. E a bomba que ele armou debaixo do Palácio do Planalto vai explodir no ano que vem. Coitado de quem sucedê-lo.

sábado, 30 de outubro de 2010

Estarei aqui sim, com a mesma alegria de sempre

Se Dilma Rostock vencer ou se José Serra vencer estarei aqui sim, dando meus palpites, escrevendo o que penso e o que sinto (não necessariamente nesta ordem). E, é claro, como sempre, sem deixar de ser, sempre no ataque, a tapas e pontapés, sempre na oposição. Estarei aqui sim, sempre, com a mesma alegria de sempre.

Dilma já ganhou?

Abro a Folha online e deparo com a seguinte manchete: Dilma Rousseff deve ser 1ª mulher presidente do Brasil, aponta DataFolha. Mesmo com os erros cometidos no primeiro turno, as pesquisas de intenção de voto continuam apontando suas direções. Será que essas direções estão certas? Não sei. Até hoje não vi nenhum diretor de pesquisa pedindo desculpas pelos erros grosseiros cometidos no primeiro turno. Não sei se Dilma Rostock vai ser a primeira mulher presidente do Brasil, bem como não sei se José Serra vai conseguir virar o jogo. Vamos esperar o TSE abrir as urnas e totalizar os votos.

O lulopetismo insiste em nos guiar ou Declarando voto

Sai pra lá! Xô! Aqui não! O lulopetismo insiste em querer guiar tudo e todos. Vejo os burucutus do petralhismo insistindo na divisão do país: quem vota em José Serra é da elite, é alienado, quem vota em Dilma é uma pessoa inteligente e sabe o que está fazendo.

Eu não quero que essa gente me diga o que devo fazer, como devo fazer. Voto em quem eu quero, em quem eu acho que merece o meu voto. E aproveito o post para declarar meu voto. Para presidente voto em José Serra e para governador vou anular o meu voto. Nem Marconi Perillo e nem Iris Rezende tem atributos para tirar estêstado do marasmo que o governador Alcides Rodrigues deixou.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Papa pede ação no Brasil contra aborto

Por Hélio Schwartsman
na Folha

O papa Bento 16 disse ontem em Roma que é dever dos bispos brasileiros intervir na campanha política para condenar o aborto. O pontífice afirmou ainda que descriminalização desse procedimento representa uma traição aos ideais democráticos.
Falando a bispos do Maranhão que lhe faziam a visita quinquenal em que relatam os problemas da diocese, o papa foi direto: "Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".
Bento 16 qualificou o aborto e a eutanásia de ações "intrinsecamente más", cuja descriminalização compromete a democracia.
"Caros irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo", diz a mensagem do papa aos brasileiros.
Nenhuma das posições defendidas por Bento 16 é nova. Elas estão consubstanciadas numa série de encíclicas, notadamente "Evangelium vitae" e "Gaudium et spes".
Mas, ao recapitular esses pontos numa mensagem direta a bispos brasileiros a três dias de um segundo turno fortemente marcado pela discussão do aborto, o pontífice dá a seu discurso um conteúdo político que, pelo menos em relação ao Brasil, é inédito -na Itália, interferências do papa já são uma tradição.
O aborto virou tema central da campanha na virada entre o primeiro e o segundo turno. Dilma Rousseff (PT) foi criticada em panfletos da Igreja Católica por ter defendido, no passado, a descriminalização do aborto.
Ela passou vários dias repetindo que é "a favor da vida" e fez uma carta a religiosos se comprometendo a não mudar a lei sobre o tema.
Ontem, José Serra elogiou o papa e disse que ele tem "pleno direito de emitir as suas diretrizes e orientações para os católicos do mundo". Dilma disse que a mensagem não afeta sua candidatura e que a posição de Bento 16 "tem de ser respeitada".
Em seu discurso, Ratzinger abordou outros dois temas presentes nas disputas culturais entre religiosos e secularistas: o ensino religioso nas escolas oficiais e a presença de crucifixos em espaços públicos como tribunais.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eles não sabem perder e nem ganhar

O PT não sabe perder e nem ganhar. Estou aqui imaginando se Dilma Rostock vence as eleições domingo. Querem ver que vai ter burucutu atacam a Globo (é claro), a Veja (com certeza) e a Igreja? Vai ter burucutu escrevendo o Twitter: "Vencemos a imprensa, a direita e a Igreja". Mas, como não sou nenhum diretor de instituto de pesquisa que se acha Mãe Diná prefiro falar sobre o presente sem jamais me esquecer do passado. O futuro? Como bom católico eu falo: O futuro a Deus pertence.

Os burucutus do petralhismo atacam até o Papa

Antes, um trecho do que vai na Folha online:

O papa Bento 16 condenou nesta quinta-feira, em reunião em Roma, o aborto e clamou para que um grupo de bispos brasileiros orientem politicamente fiéis católicos, sem mencionar diretamente as eleições que acontecem no próximo domingo.

"Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas." Leia mais aqui.

Papa Bento XVI está corretíssimo. A Igreja Católica é contra o aborto. Seus líderes devem sim defender a vida e condenar o aborto. E não é que os burucutus do petralhismo estão atacando o Papa? Só faltava dizerem que o Papa está apoiando José Serra.

STF decide que Lei da Ficha Limpa vale para eleições deste ano; Jader é barrado

Por Felipe Seligman
na Folha

Em sessão tensa, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem que a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano.
Depois de novo empate, os ministros resolveram (por 7 votos a 3) o impasse ao ratificar julgamento anterior do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que barrou a candidatura de Jader Barbalho (PMDB-PA) ao Senado e considerou a lei válida em 2010.
Ao analisar o mérito do caso de Jader, os ministros novamente empataram em 5 a 5. Mas coube ao ministro Celso de Mello sugerir a saída para o impasse.
Ele havia votado contra a validade da Ficha Limpa, acompanhando os votos de José Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso.
A favor da lei estavam os colegas Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie.
Após o empate, Celso evocou parte do regimento do STF que diz: "Havendo votado todos os ministros, salvo os impedidos ou licenciados por período remanescente superior a três meses, prevalecerá o ato impugnado".
A sugestão foi seguida pelos cinco ministros favoráveis à Lei da Ficha Limpa e por Peluso, desempatando a questão pendente.
Ministros ouvidos ontem pela Folha, porém, tinham dúvida se o STF, ao analisar outros casos, poderá decidir de forma diferente sobre a validade da lei para este ano. Marco Aurélio avalia que a questão já está decidida.
Alguns ministros acreditam que o entendimento pode ser alterado com o voto de um novo ministro, que deverá ser indicado pelo presidente Lula até o fim do ano.
O tribunal julgou recurso de Jader contra decisão que o considerou "ficha-suja" por ter renunciado ao cargo, em 2001, para escapar de processo de cassação. Jader teve nestas eleições 1,79 milhão de votos para o Senado.
Ministros dizem que ela também poderá ser aplicada a outros casos de renúncia, como o de Paulo Rocha (PT-PA), mas recursos de políticos condenados terão que ser analisados caso a caso.
A decisão pode gerar um impasse nas eleições para o Senado no Pará. Caso Rocha (PT) seja barrado, nova eleição pode ser convocada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lula continua debochando

Por mais que se tenha provado que a agressão à José Serra existiu Lula continua debochando. Hoje ele disse: Se o nosso adversário estivesse com um chapéu desse, não tinha batido o papel. É importante que daqui para a frente, nas campanhas políticas, a gente utilize capacete. Eu não vou voltar a ser candidato, mas se um dia eu fosse, eu iria usar capacete. Ele continua mentindo, debocha dos fatos e tem gente aplaudindo.

Se fosse um editorial favorável à Dilma estaria tudo bem?

Deixa eu ver se entendi: o ministro Paulo Bernardo criticou o editorial do jornal Financial Times que defende a eleição de José Serra. Hummm... Se o jornal fizesse um editorial louvando Lula e exaltando Dilma Rostock Paulo Bernardo diria que era mais uma prova de que o Brasil é respeitado lá fora.

Nada é do povo, tudo é deles

Reportagem publicada hoje na Folha de São Paulo.

Por Catia Seabra
na Folha

O pátio interno do escritório central da Eletrobras Furnas foi, na semana passada, palco de atos em favor da eleição da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Em duas manhãs da semana passada, dirigentes sindicais e associações de funcionários usaram o sistema de som para pregar o voto na petista a partir das 10h, pleno horário de trabalho.
Os funcionários foram convocados pelo correio eletrônico da estatal para uma "série de debates". Sob a assinatura "convocação@ elejacerto.com.br", a mensagem conclamava: "Não vamos ser pegos por surpresas no futuro", mas não explicitava à que eleição se referia. No pátio, o discurso foi o de que, com a eleição de José Serra (PSDB), haveria demissões e privatizações.
No primeiro dia, consumiu cerca de uma hora e meia. No segundo, foi encerrada em meio a protestos.
Em nota, a diretoria de Furnas afirmou ter sido surpreendida pela iniciativa.
Segundo a nota, "sindicatos e entidades de classe realizam regularmente apresentações e discussões no pátio da empresa, com vistas a promover esclarecimentos e discussões relativos a temas de interesse dos funcionários".
"Na semana passada, no entanto, o discurso assumiu teor político-partidário não endossado pela empresa e, tão logo tomou conhecimento, a diretoria da Eletrobras Furnas interrompeu a apresentação e pediu que se retirassem do local", acrescentou a nota, concluindo:
"Eletrobras Furnas não promove atividades político-partidárias".
No sábado, dois dias depois do incidente, o mesmo endereço eletrônico foi usado para enviar aos funcionários e-mails em que Serra é acusado de "cinismo".

CAIXA
Não é o único caso de declarações de voto no correio corporativo de estatais.
No dia 19, o correio corporativo da Superintendência da Caixa Econômica Federal de Ribeirão Preto foi usado para propagação do voto em Dilma. Ex-superintendente, Paulo Duarte de Freitas Lins disparou do e-mail funcional mensagens de apoio.
"Conclamo a todos para uma corrente, que contagie as demais pessoas do seu círculo de relacionamento, principalmente os mais jovens, que não experimentaram os anos duros da era FHC. Engajamento TOTAL, "Sou LULA, Sou DILMA'".
A CEF informou, por intermédio de sua assessoria, que "o e-mail corporativo do banco é regido por norma interna que proíbe o uso da ferramenta para fins particulares, de qualquer natureza, sujeitando os infratores a sanções administrativas".
"O e-mail encaminhado pelo veículo foi repassado para apuração pela área responsável".

Comentário
Os burucutus do petralhismo não param. Agora dá para entender o motivo deles serem contra as privatizações. Se a Vale e a Telebrás ainda estivessem nas mãos do governo, com certeza muitos sindicalistas estariam no comando. Ou quem sabe conclamando a cumpanherada a votar no candidato governista. É assim que eles cuidam do patrimônio público, da coisa pública. Nada é povo, tudo é deles.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

No meio desse mar de governismo continuarei sendo oposição

Cheguei agora pouco. Aos poucos vou me inteirando do que aconteceu nesse dia. A popularidade Lula já atinge os números da inflação na época do Sarney. Dilma Rostock abre 12 pontos de vantagem para José Serra. Os burucutus do petralhismo já cantam vitória.

No meio desse mar de governismo que assola estêpaiz eu continuarei sendo oposição.

Ainda sobre as pesquisas

Continuando a falar sobre as pesquisas. Quem olhar as pesquisas para a corrida presidencial divulgadas no começo deste ano veria José Serra bem a frente de Dilma Rostock. Tinha gente até questionando o poder de Lula em eleger um poste como sucessor. Agora que Dilma está na frente de Serra (será?) muita gente já põe na conta do Apedeuta a dianteira dela nas pesquisas.

Não vi o debate

Não vi o debate de ontem na Rede Record. Bem, para ser sincero eu até comecei a assistir, mas achei muito chato. Prefiro a fórmula antiga dos debates.

Dá pra acreditar?

Não vi nenhum diretor de instituto de pesquisa vindo a público dar uma satisfação ao eleitor depois dos erros cometidos durante o primeiro turno. O que parecia ser uma vitória retumbante de Dilma Rostock acabou sendo a realização do segundo turno. Até o dia 3 de outubro as pesquisas mostravam a candidata do Lula com 10, 15 pontos de vantagem para José Serra. Eles que previam a vitória fácil de Dilma foram surpreendidos pelo crescimento de Marina Silva.

E as pesquisas sobre o segundo turno saem do forno mostrando praticamente a mesma diferença entre Dilma e Serra. Dez, onze, doze pontos distanciam a petista do tucano. Será que dá pra acreditar? Aqui em Goiás nós temos exemplos de erros dos institutos de pesquisas. Desde 1998 que as pesquisas apontam um cenário e o pós-urna mostra outro completamente diferente. Candidato que aparecia como garantido no segundo turno de acordo com as pesquisas acabou ficando de fora quando o resultado das urnas foi divulgado.

Não digo não se deve mais fazer ou publicar pesquisas. Muito pelo contrário. Só não podemos tomá-la como a verdade ou a revelação do futuro. Nem acreditar nas previsões dos diretores dos institutos. Se dependesse deles Dilma Rostock já estaria preparando seu governo sem pedir autorização para a população.

Erenice muda versão e admite reunião com firma que negociou com seus filhos

Por Andreza Matais e Filipe Coutinho
na Folha

A ex-ministra Erenice Guerra mudou a versão que sustentava até agora e confirmou à Polícia Federal que recebeu na Casa Civil empresários que negociavam contrato com a firma de lobby dos filhos dela para obter um empréstimo do BNDES.
Na época, a ministra era Dilma Rousseff, atual candidata do PT à sucessão presidencial, e Erenice, seu braço direito. A Folha teve acesso à íntegra do depoimento dela, que durou quatro horas e teve mais de cem perguntas sobre o esquema de tráfico de influência na Casa Civil.
A assessoria da Casa Civil, por meio de notas oficiais, havia negado por duas vezes à Folha a participação de Erenice na reunião com os empresários de Campinas que negociavam com a empresa de lobby Capital.
Em uma delas a assessoria alegou "incompatibilidade de agenda" da então secretária-executiva da Casa Civil.
Após a Folha publicar a negociação do filho de Erenice com esses empresários, ela deixou o governo.
Erenice afirmara, em entrevista à revista "IstoÉ", após deixar o cargo, que "nunca" recebeu representante da EDRB Brasil, empresa de energia solar de Campinas que procurou a empresa dos filhos dela para obter financiamento do governo.
Ontem Erenice mudou a versão. Disse à PF que recebeu, no ano passado, os empresários paulistas no prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funcionava provisoriamente o governo. Ela relatou que esteve na reunião "salvo engano, entre 20 e 30 minutos".
Procurada mais uma vez, a Casa Civil disse ontem à Folha que as informações prestadas antes partiram da então ministra e que não iria comentar o depoimento.
O dono da EDRB, Aldo Vagner, e o consultor Rubnei Quícoli disseram à PF que após a reunião com Erenice foram procurados pela empresa dos filhos dela para viabilizar o projeto em troca de "taxa de sucesso".
A PF perguntou a Erenice se Dilma tinha conhecimento do projeto apresentado na reunião. Ela disse que não saberia responder.
Ela negou que tenha pedido, por intermédio do ex-diretor dos Correios Marco Antonio Oliveira (tio de um sócio do filho dela na empresa de lobby), dinheiro para a campanha de Dilma. Erenice afirmou que nem ela nem Dilma conhecem Oliveira.
No depoimento, Erenice também confirmou que se encontrou no início do ano, numa padaria de Brasília e em seu próprio apartamento, com outro empresário, da MTA Linhas Aéreas, que contratou a empresa dos filhos.
Erenice negara os encontros à revista "Veja". Em nota, a Casa Civil dizia que a ministra só recebia empresários "em seu gabinete, com agenda prévia e pública".
Erenice disse ainda que "não sabia" que seu ex-assessor Vinícius Castro, sócio do filho dela na empresa de lobby, "pretendia assessorar a empresa EDRB no projeto apresentado à Casa Civil". Também não disse se foi ele quem agendou a reunião.
Erenice contou à PF que, "em data não recordada", o filho Israel lhe disse que "tinha a intenção de montar uma empresa de assessoria na área de aviação", e que Vinícius Castro seria convidado para futura sociedade.
Apesar disso, disse que "não era de seu conhecimento" que Vinícius e Israel estavam procurando empresas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Não acredito

Aos poucos o lenga-lenga petralha sobre a bolinha de papel vai sendo desmentido. No Twitter já não aparece mais entre os tópicos mais comentados.
Se Lula fosse sério faria uma reparação em público à José Serra. As palavras que este homem declarou ao candidato da oposição são deploráveis. Como Lula não é sério eu não acredito que ele vá se retratar. Já está mais do que provado que Serra foi atingido por um rolo de fita adesiva. O médico que o atendeu (ver post abaixo) criticou as palavras indecorosas de Lula.
Os burucutus do petralhismo fazem suas agressões e jamais pedem perdão. Também, com um chefe chamado Lula quem vai querer pedir desculpas ao adversário?

A mentira sobre a bolinha de papel

A Folha online de hoje mostra a reação do Dr. Jacob Kligerman, médico que atendeu José Serra depois da agressão ocorrida semana passada no Rio de Janeiro, às declarações de Lula sobre o ocorrido. Segue a reportagem abaixo. Aos poucos a mentira petralha sobre a bolinha de papel vai indo por água abaixo.

Por Luiz Souto

O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na última quarta-feira após o candidato à presidência ser hostilizado por manifestantes do PT em Campo Grande (zona oeste do Rio), recebeu hoje homenagens da Associação Comercial do Rio de Janeiro e de amigos num restaurante da zona sul.

O presidente da instituição, José Luiz Alquéres, aproveitou o momento para mandar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Presidente, tenha a grandeza de pedir desculpas ao dr. Jacob".

Oncologista especializado em cabeça e pescoço, Kligerman foi acusado por Lula de ter participado de uma fraude. Serra, amigo do médico há 40 anos, disse ter sido atingido na cabeça por um objeto pesado, como uma bobina de papel, e Kligerman recomendou que ele passasse por uma tomografia.

"Vou tomar todas as providências possíveis, pois fui ofendido no meu ato médico. Estou preparando junto com meu advogado, doutor Marcelo Cerqueira, um pedido de retratação do presidente", disse ele.

Com 46 anos de profissão, Kligerman afirmou que José Serra foi tratado como paciente e que seu único partido é um estilo de samba, o partido alto.

Para o candidato à vice-presidência, Indio da Costa (DEM), Lula usa o cargo para distorcer a verdade.

"O dr. Jacob tem décadas de profissão e é um médico muito respeitado. Ele não merece isso. Eu que levei o Serra no hospital e ele estava tonto. Foi uma agressividade do PT. A diferença entre Jacob e o Lula é que o doutor não usa o cargo dele para distorcer a verdade."

O ex-deputado Marcelo Cerqueira, advogado de Kligerman e candidato derrotado ao Senado pelo PPS, explicou como será o processo.

"Como duas redes de televisão mostraram versões diferentes do ocorrido, queremos saber se o presidente foi induzido ao erro. Então vamos interpelá-lo no STF para que ele diga qual a versão ele acha que é a correta. Se ele se retratar, acabou o assunto."

De acordo com o advogado, que explicou que entraria com a ação na próxima segunda-feira, Lula teria dez dias para responder.

Eles não tem limites

Eles não tem limites! Não se contentam em atirar bolinhas de papel e rolo de fita adesiva na cabeça do candidato da oposição. Não se contentam em debochar da agressão sofrida pelo adversário. Agora eles foram longe demais. Este ser chamado "Fróes" propôs no Twitter a morte de José Serra. Para eles é fácil pedir que alguém "estoure os miolos" do adversário. Fidel Castro já fez muito isso em Cuba. Stálin fez a mesma coisa na União Soviética. Nunca é demais lembrar que Fidel e Stálin são ídolos de muitos petistas.

Vi o Twitter desse sujeito através do Aluizio Amorim. Ele denunciou esse assassino. Agora vejo que o Augusto Nunes também denuncia no seu blog. Parece que o valentão "Fróes" tentou apagar a página, mas ela está salva (ainda bem). É mais uma prova de como os burucutus do petralhismo agem. É só mais uma prova de que essa gente não tem limites.

Precisamos ficar atentos! Estamos na última semana da campanha eleitoral. O Twitter acima só nos mostra como eles agem. E depois a Dilma Rostock se diz vítima de baixaria. Eles não querem só agredir, debochar. Querem a morte dos adversários.

PF interroga Erenice e jornalista a menos de uma semana do 2º turno

Por Vannildo Mendes
no Estadão

A seis dias da eleição presidencial, a tensão da campanha se transfere hoje de manhã para a Polícia Federal, em Brasília, onde dois personagens ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) - a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. - darão depoimentos, em inquéritos separados, a partir de 9 horas. O que disserem ou deixarem de dizer certamente influirá no discurso e nas propagandas dos dois lados nesta reta final e dará munição para o debate entre Dilma e José Serra (PSDB), à noite, na TV Record.

Erenice será a primeira a ser ouvida. Terá de explicar, em inquérito comandado pelo delegado Roberval Ricalvi, se tinha conhecimento das irregularidades praticadas por seus filhos Israel e Saulo Guerra, na intermediação de negócios entre empresas privadas e estatais - escândalo que atingiu fortemente a campanha da candidata petista e levou a ministra a perder o cargo no dia 16 de setembro.

Ribeiro Jr. será inquirido em seguida por outro delegado, Hugo Uruguai, sobre a violação do sigilo fiscal de vários dirigentes do PSDB, entre eles o vice-presidente executivo do partido, Eduardo Jorge, e Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. O jornalista é suspeito de ter encomendado e pago, a terceiros, a invasão desses sigilos em computadores da Receita Federal em Mauá e Santo André, no ABC paulista.

Leia mais aqui.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ele sim é oportunista

Frei Betto concedeu entrevista a Folha e foi publicada na sua edição de hoje. Ele chama de oportunistas os bispos que se manifestaram contra Dilma Rostock por causa da sua defesa pela descriminalização do aborto. Se Frei Betto chama os bispos que defendem os princípios cristão de oportunismo o que faz Frei Betto? Ele é um puxa-saco do Lula.

Agora eu, pessoalmente, como frade, como religioso, como católico, sou a favor da descriminalização em determinados casos. É lamentável ler um religioso que deveria estar comprometido em defesa da vida dizer isso, mas vamos em frente.

Frei Betto fala sobre Cuba. Acho que ele ficou meio irritado com as perguntas do jornalista. Copio-e-colo:

O sr. continua a ser um defensor inconteste do regime cubano? Ainda é amigo de Fidel?
Não, veja bem. A sua afirmação... Não põe na minha boca o que você acabou de falar. Eu sou solidário à Revolução Cubana. Eu faço um trabalho em Cuba há muitos anos, de reaproximação da Igreja e do Estado. Estou muito agradecido a Deus e feliz por poder ajudar esse processo, que resultou recentemente na liberação de vários presos políticos.

O sr. participou diretamente desse processo, dessa última libertação?
Indiretamente sim. Mas não é ainda o momento de eu entrar em detalhes.

O sr. acha que essa tendência de abertura do regime é inexorável?
Sim, claro, tem que haver mudanças. Cuba está preocupada em se adaptar. Mas nada disso indica a volta ao capitalismo.

Sobre o desrespeito aos direitos humanos em Cuba, ainda há presos políticos...
Meu caro, ninguém desrespeita mais os direitos humanos no mundo do que os Estados Unidos. E fala-se pouco, lamentavelmente. Basta ver o que os Estados Unidos fazem em Guantánamo.

Cuba ocupa o 51º no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que é insuspeito. O Brasil, o 75º.

Frei Betto é solidário à Revolução Cubana. Uma revolução que foi feita depois de muitas mortes, prisões e exílios. Uma revolução que está aí, caindo aos pedaços, mas não permitindo que o povo cubano se expresse livremente. Uma revolução que não deixa o povo escolher quem vai governar o país e por quantos anos.

O que eu acho interessante dos esquerdistas é que, quando confrontado com as mortes que as revoluções deles provocaram, eles mudam de assunto. Aí eles mudam o alvo. Falam dos Estados Unidos. Eles defendem os direitos humanos quando os direitos humanos são ameaçados pelos inimigos deles. Quando eles ameaçam os direitos humanos não admitem qualquer tipo de crítica.

É por essas e outras que estou do lado dos corajosos bispos que não se omitiram (ao contrário de Frei Betto) e defenderam os princípios cristãos. Frei Betto é o oportunista da história. Ele que defende a descriminalização do aborto em certos casos e continua solidário ao governo dos irmãos assassinos de Cuba.

PT é "partido da morte" e da "mentira", afirma bispo de Guarulhos

Por Andréa Michael
na Folha

Em documento distribuído à imprensa, o bispo diocesano de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, cuja campanha contra o aborto está no epicentro da disputa presidencial, chama o PT de "partido da morte" e da "mentira".
Na coletiva que concedeu ontem, o religioso afirmou: "Não votem em Dilma [Rousseff]", ressalvando que sua recomendação não sugere automaticamente que o eleitor opte pelo adversário da petista, o tucano José Serra.
"Existem opções: anular o voto ou votar em branco. Mas se você me perguntar como vou votar, não respondo."
"Deixo a consciência de cada um fazer sua escolha. Só estou dizendo para não votar na Dilma. Se ela ganhar, vou lamentar, mas vou respeitá-la como presidente e continuar minha campanha contra o aborto."
O aborto se transformou num dos principais temas da disputa. Integrantes da campanha da petista avaliam que Dilma não venceu a corrida no primeiro turno, entre outros motivos, por conta da polêmica criada em torno da opinião dela sobre o tema.
Em 2007, em entrevista à Folha, ela se declarou a favor da descriminalização. Agora diz ser pessoalmente contra a prática.

AÇÃO
Em 20 de outubro, a Diocese de Guarulhos entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral para reaver os 2 milhões de panfletos impressos em nome da Regional Sul 1 da CNBB e que foram apreendidos pela PF no último final de semana na gráfica Pana, em São Paulo.
O panfleto defende o voto no candidato contrário à descriminalização do aborto.
O PT, por meio de medida cautelar, conseguiu autorização do TSE para que a PF apreendesse o material.
Na ação, d. Luiz assume ter encomendado o material -que é assinado por três bispos- e diz que a escolha da gráfica, que pertence Arlety Kobayashi, irmã de Sérgio Kobayashi, coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, se deu por uma questão de preço.
O religioso, que considerou a apreensão uma "violência contra a igreja e contra mim", espera reaver o material a tempo de distribuí-lo na próxima semana.
O advogado da Diocese de Guarulhos, João Carlos Biagini, disse que irá entrar com ação de reparação contra o PT por informações incorretas divulgadas sobre o material apreendido na gráfica.
O mesmo, diz Biagini, deve ser feito contra a TV Record, que em reportagem, segundo o advogado, teria dito, erroneamente, que a diocese retirou o folheto do site.
Na ação apresentada ao TSE, a diocese afirma que "a apreensão dos documentos (...) é uma ação discriminatória da candidata Dilma Rousseff e da Coligação Para o Brasil Seguir Mudando, que está perseguindo e tentando impedir a Igreja Católica e seus membros de expressar suas convicções".

sábado, 23 de outubro de 2010

Então eles querem bater

De novo copio-e-colo uma notícia publicada no site do Jornal do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde de hoje (23) que a militância partidária do PT não deve aceitar provocação e que a "surra" que será dada aos adversários ocorrerá nas urnas. Lula participou de uma caminhada ao lado da candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) e fez uma fala improvisada, do alto de um caminhão de som.

"Tentaram fazer uma armação para dizer que somos violentos. A prova maior disso é que eu perdi em 1989, perdi em 1994, perdi em 1998 e não havia de minha parte ataque ou jogo sujo. Eles que falam em democracia, mas não sabem perder. A gente não deve aceitar provocação porque a surra que a gente quer dar neles é nas urnas, no dia 31", disse o presidente.

Na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, militantes petistas entraram em confronto com membros do PSDB durante uma caminhada do candidato José Serra. Na ocasião, Serra foi atingido por objetos e cancelou a sua agenda à tarde.

O caso teve repercussão nacional e acabou no horário político dos dois candidatos. O tucano afirmou que foi vítima da truculência adversária e os petistas disseram que Serra simulou a situação para tirar proveito eleitoral dela.

Comentário

Comprovado: Lula e o PT querem dar uma surra nos adversários. Eles não querem debate, nem discussão de idéias. O que eles querem mesmo é bater, acabar, aniquilar com a oposição. A surra que a gente quer dar neles é nas urnas. Assim Lula se refere à oposição. A baba repleta de ódio do presidente destêpaiz sinaliza a vontade louca de dar uma surra nos adversários. Mais uma vez repito o que Lula disse: A surra que a gente quer dar neles... Eles querem bater. Não fui eu que disse. Lula disse isso. Esta fala irresponsável mostra que ele é o culpado pela baderna que virou esta eleição presidencial.

A fala de Lula não se defere em nada da fala de José Dirceu no ano 2000: Eles vão apanhar nas urnas e nas ruas.

Lula disse que nunca partiu para o ataque e nem fez jogo sujo? Veja este vídeo. O vídeo mostra como Lula era na oposição.

Poderia ser uma carta aberta a José Serra

Esta matéria está no site do Jornal do Brasil.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou carta aberta nesta sexta-feira (22) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o título "Sem medo do passado", ele classifica a estratégia do atual chefe do Palácio do Planalto como "petismo-lulista", na qual, segundo ele, Lula esquece dos avanços ocorridos anteriormente ao seu governo, que sustentaram o desenvolvimento que o País viveu nos últimos anos.

A carta lista programas e investimentos realizados na gestão FHC na presidência da República, como a criação do Plano Real e os benefícios que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, entre outros, além de chamar de mentirosa a declaração petista de que o PSDB "não olhou para o social".

Leia a carta na íntegra abaixo:

"O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela". (José Eduardo Dutra)

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso"

Comentário

A carta de Fernando Henrique Cardoso deveria ter outro endereço: José Serra. Este sim precisa ler o que o governo tucano fez de 1995 a 2002. Ele sim deveria saber disso tudo que o ex-presidente escreveu. FHC está disposto a debater com Lula quando este deixar a presidência sobre os governos deles. Só falta Serra ter coragem de mostrar os benefícios do governo FHC e desmascarar as mentiras que os burucutus do petralhismo estão espalhando por aí. Está nas mãos de José Serra. Depende dele. Tem oito dias para desmascarar os oito anos de mentira de Lula e seus burucutus. Dá tempo!

Vergonha!

Leio com indignação uma reportagem da Folha de São Paulo que mostra Lula ainda dizendo que a agressão sofrida por José Serra foi uma farsa. Farsa? O Jornal Nacional de quinta feira mostrou que o vídeo que mostra Serra é atingido por uma bolinha de papel foi feito anteriormente ao momento em que ele foi acertado por um rolo de fita adesiva. Até quando Lula vai continuar mentindo? Ele sim é uma farsa. Ele sim é uma mentira. Ele sim é uma vergonha. Resta saber se José Serra vai ou não vai desmascarar esta farsa, esta mentira, esta vergonha.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Paulo Berighs não é filiado

Estou no site do Paulo Beringhs e lá fala que o jornalista não é filiado ao PSDB. Infelizmente não estou conseguindo ver o vídeo. Mas deixo o site: http://www.pauloberinghs.com.br/default.asp

Em tempo

Consegui ver o vídeo. Em 2007 Paulo Berighns pediu desfiliação do PSDB. Documentos comprovam isso. Se ele pediu desfiliação em 2007 como é que o TSE ainda mantém o nome dele na lista de filiados ao PSDB? E tem mais, como é que nenhum peemedebista suspeitou da tucanagem de Paulo Beringhs?

Nove dias para desmascarar oito anos de mentiras

Confesso que esperava ter este humilde blog lotado de posts sobre esta campanha eleitoral. Mas, aos poucos, dado o nível que ela chegou, preferi apenas assistir. Mas, vendo a mentira petista se alastrar, não posso ficar calado. Os burucutus do petralhismo não se contentam apenas em rasgar a Constituição e jogar pedra nos vidros das instituições. Eles estrapolaram os limites do aceitável.

Ontem nós vimos como essa gente age. Os burucutus agrediram o candidato oposicionista José Serra no Rio de Janeiro. Logo depois eles correram para os seus computadores e decidiram fazer um deboche da agressão. Eles não se contentam em jogar bolinhas de papel e fitas adesivas na cabeça do adversário. Eles querem rir do sofrimento do adversário. E quem tenta mostrar que eles estão errados é o próximo na mira. O Jornal Nacional contestou com fundamentos o vídeo exibido pelo SBT que mostrava Serra sendo alvo de uma simples bolinha de papel. Os petralhas que tanto criticam a imprensa usam-na quando esta lhe é favorável. Quando não é favorável os burucutus do petralhismo entram em ação. O Jornal Nacional já é alvo (mais uma vez) dos petralhas. Eles querem que se mostre apenas o que é bom para eles (que José Serra foi alvo de uma simples bolinha de papel e, depois de atender o celular, resolver armar tudo) e seja omitido o que ruim para eles (que José Serra foi alvo sim de uma bolinha de papel, mas que minutos depois uma fita adesiva foi lançada contra ele). O que é contra o PT é mentira, o que é contra o adversário é verdade.

Faltam apenas 9 dias para o dia da votação. Está na hora de José Serra desmistificar as mentiras que o PT espalhou nestes 8 anos. Está na hora do PSDB perder esta maldita vergonha de esconder o governo Fernando Henrique Cardoso e mostrar o que o ex-presidente fez pelo Brasil. Mostrar que se o brasileiro hoje tem celular foi graças as privatizações. Mostrar as críticas que Lula fez ao Plano Real. Aliás, estas críticas estão no You Tube. É só um assessor de campanha tucana procurar que acha facilmente. Está na hora de mostrar os amiguinhos de Lula e Dilma. Mostrar que muita gente que hoje apóia Lula e Dilma apoiaram FHC. Como é que esses farsantes descem o sarrafo no governo FHC se eles abraçam políticos que concordaram em gênero, número e degrau todos os atos de FHC? Tá na hora de José Serra relembrar aquele discurso que o PT fazia sobre a ética na política. Mostrar a afinidade de Lula com as ditaduras comunistas e fascistas como Hugo Chávez e Ahmadinejad. Está mais do que na hora de José Serra desmistificar essa gente. Mostrar que os sindicalistas que abraçam a sede do Banco do Brasil em Brasília fazem isso não porque o banco é do povo, mas porque eles querem o banco para eles.

Só nove dias. Dá tempo! Dá tempo de desmascarar este picareta que está na presidência da República e sua candidata que só sabe falar o que o picareta que está na presidência da República manda dizer. Está na hora de ver Dilma Rostock tendo que explicar ao povo brasileiro as críticas ao Plano Real, os abraços de Lula em Jader Barbalho e Fernando Collor de Melo. É preciso desmistificar essa gente. É agora ou nunca! Só faltam nove dias. Dá tempo.

E este humilde blog? Continuará a tapas e pontapés. Ainda mais agora com os burucutus do petralhismo a solta.

Hora de acordar: tirando a pele de cordeiro do lobo

Este artigo está no site Mídia Sem Máscara e é assinado por Arthur Dutra.

Chega de brincadeira, vamos falar a verdade!


Todos os dias somos bombardeados com as notícias das mais escabrosas sobre estas eleições. A última foi a agressão sofrida pelo candidato José Serra no Rio de Janeiro, perpetrada por militantes do PT.


Às favas aqueles que votam em Dilma, em Lula e no PT porque no país está circulando um dinheirinho a mais, e porque tem concursos públicos pra quem quer uma boquinha estatal!

Será que ainda não deu pra perceber que esse PT não está aí pra respeitar as regras do jogo democrático? A dissimulação desta gente beira o inacreditável e desestabiliza até os mais tranquilos. Usam e abusam impunemente da velha máxima leninista de acusar o adversário daquilo que eles mesmos fazem.

Eleger essa gente para mais 4 anos de governo é premiar a deslealdade, a truculência, o total desapego à verdade e à democracia e dar o aval para a implantação de um regime socialista nos moldes de Cuba e Venezuela.

Estou cansado de ouvir sobre os "grandes feitos" do Governo Lula, e me dói nos ouvidos quando dizem que esse sujeito já pode ser considerado o maior presidente que o país já teve.

Vejam que eles já se apropriaram de tudo de bom que foi feito no passado, retroagindo até a época de Getúlio Vargas. Não se assustem se aparecer algum petista atribuindo a independência do Brasil a algum antepassado distante do Lula... Tudo é possível na cabeça desse pessoal. Para eles a verdade não tem nenhuma importância, desde que ela esteja do seu lado. São capazes de transformar uma mentira em verdade só pra justificar seus atos criminosos. Pior: todos os atos criminosos por eles praticados são, na cabeça deles, justificáveis porque o fim (implantação de um regime socialista/comunista) é mais importante do que os meios utilizados para tanto.

Vou ser bem claro agora: prefiro muito mais um político que "somente" desvia uma verbinha de uma obra qualquer do que essa gente criminosa que tomou de assalto o Brasil. Justifico.

Eles não pretendem somente enriquecer às custas do Estado. O que eles querem é o poder total sobre todo o país, porque se acham capacitados para dizer o que é bom e o que é ruim para todo mundo. É a tal mentalidade revolucionária, que, levada ao paroxismo, produziu as maiores catástrofes humanas que se têm notícia, tais como a Revolução Francesa, o Nazismo, e o horrendo Comunismo na Rússia, China, Cambodja, Cuba e outros. Somando as pessoas mortas por esta gente que se diz defensora de uma ideia, chegamos à impressionante marca de 100 milhões de pessoas! Sendo 40 milhões na Rússia e 70 milhões na "democrática" China, que ainda conserva este regime genocida até os dias de hoje.

Além do mais, o político tradicional ainda é sensível à voz da sociedade, enquanto o petista só se submete às ordens do Partido e age, sempre com violência, por meio de sua raivosa militância (http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/10670.html).

Repito: não me interessa tanto que o país esteja bem economicamente. Quero mais um país em que um cidadão possa ir e vir sem ser interpelado por um policial por portar um panfleto com mensagens anti-Dilma. (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/alemanha-de-hitler-ou-cuba-dos-irmaos-castro/)

Quero mais um país em que o cidadão tenha respeitada a sua privacidade e não seja acusado por denunciar uma violência por ele sofrida. (http://coturnonoturno.blogspot.com/2010/10/pf-anuncia-o-obvio-ululante-campanha-da.html)

Quero um pais em que o Estado não interfira em tudo na vida do cidadão (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/projeto-de-lei-livra-criancas-de-palmadas-e-beliscoes.html).

Quero um país em que as pessoas se preocupem, pelo menos um pouco, com a situação da nação e não só com os ganhos pessoais que terão em caso de vitória deste ou daquele candidato.

Quero um país em que o Estado respeite a propriedade privada e que não financie "movimentos sociais" que têm como bandeira o ataque à propriedade rural (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u634093.shtml).

Quero um país em que o Presidente da República não seja contumaz em pregar o ódio entre ricos e pobres (Bolsa Família), brancos e negros (Cotas Raciais), homens e mulheres (defesa do aborto), homossexuais e heterossexuais (criminalização da homofobia), situação e oposição etc.

Parece que estamos no país imaginário do clássico livro "1984" de George Orwell, onde a regra era o "duplipensar", ou seja, falar uma coisa para dizer exatamente o contrário! "Fala-se em liberdade para matá-la, em democracia para destruí-la, em legalidade para negá-la na sua própria essência", para usar as palavras de Carlos Lacerda. Recomendo esta leitura como de primeira necessidade para os dias atuais.

Já são vários os "manifestos" em favor da candidata do PT (universitários, advogados, servidores públicos, "intelectuais" etc). A única constante em todos eles é que são assinados por pessoas/categorias que sempre defendem a candidatura Dilma porque tiveram ou terão algum benefício direto com sua eleição ou são dominadas pela militância petista. Ou seja, a maioria das pessoas votará nela por mero interesse pessoal ou determinação do partido, mandando para as calendas a manutenção da ordem democrática, o respeito aos valores fundantes da sociedade e a brutalidade usada por esta gente para nao abrir mão do poder.

Temos que botar na cabeça que uma ditadura não existe só quando um Militar dá um golpe de estado e passa a governar com uma chibata na mão para perseguir os opositores. Hoje as ditaduras são bem mais sutis e nos pegam nos pequenos atos...

Entendo, por fim, que caso Dilma e o PT vençam, será a vitória do oportunismo, do clientelismo, do ódio e do autoritarismo, em detrimento dos valores, da democracia e do desapego dos interesses pessoais em favor da manutenção de um ambiente de paz na nação.

Depois não reclamem...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O deboche continua

O Jornal Nacional desmascarou a mentira petralha. Mesmo assim os burucutus do petralhismo continuam debochando da agressão sofrida por José Serra. Esta campanha está suja, asquerosa, nojenta. Mas precisamos resistir.
Estão debochando até do jornalista Paulo Beringhs.
A cada dia que passa concordo com Marcelo Madureira: vai demorar gerações para reparar o mal que Lula fez ao Brasil. Mas sempre é tempo de desmistificar o picareta que abraça Fernando Collor de Melo e Jader Barbalho. Apesar dos deboches...

Vídeo em que Serra é atingido por objeto leve não mostra momento de suposta agressão

Por Luciana Nunes Leal
no Estadão online

Simpatizantes da campanha da petista Dilma Rousseff divulgaram nesta quinta-feira, 21, um vídeo, rapidamente transformado em hit na internet, que procura provar que o tucano José Serra simulou ter sido ferido durante caminhada no calçadão de Campo Grande, zona oeste do Rio, na quarta-feira, 20, mas teria sido atingido por uma simples bolinha de papel.

O vídeo reproduz as imagens levadas ao ar pela emissora de televisão SBT sobre a tumultuada caminhada de Serra pelo calçadão, quando militantes do PT e do PSDB entraram em confronto e transformaram a programação de campanha em uma briga generalizada. A sequência mostra que Serra leva a mão esquerda à cabeça, sem nenhum ferimento aparente, depois de falar ao telefone e vinte minutos após ter sido atingido pela bolinha.

As imagens exibem momentos diferentes da caminhada, editados na ordem em que aconteceram. Primeiro, é possível ver cartazes com mensagens contra Serra e depois cenas das portas das lojas sendo fechadas por causa da confusão. Em seguida, aparece o momento em que a bolinha de papel - ou de adesivos amassados - atinge a cabeça do tucano. Serra continua a caminhada. O vídeo mostra cenas de brigas e empurrões entre os militantes. A cena seguinte é a van do candidato deixando o local da briga. O vídeo mostra então Serra, duzentos metros adiante, tentando retomar a caminhada, ao lado do candidato derrotado ao governo do Rio Fernando Gabeira (PV).

O vídeo do SBT não mostra, no entanto, o momento, acompanhado pela reportagem e registrado em fotos pelo Estado, em que Serra leva a mão direita à cabeça e, amparado por um segurança, é levado até a van da campanha. Nenhum objeto que pudesse ter sido arremessado contra Serra foi captado nas imagens ou visto pela equipe de reportagem. Na versão dos tucanos, este foi o momento em que Serra foi atingido por um objeto pesado não identificado, provavelmente um rolo de papelão. Também não foi possível ver nenhum ferimento no candidato.

A sequência exibida pelo SBT em que Serra fala ao telefone e põe a mão esquerda na cabeça aconteceu depois de o tucano, dentro da van, ter colocado bolsa de gelo na cabeça e ter dito aos fotógrafos que ficou "meio grogue".

Transformado em febre na internet, o vídeo de Serra atingido pela bolinha de papel ganhou o nome de Serra-Rojas, uma menção ao goleiro chileno Roberto Rojas, que fez um corte proposital no supercílio ao simular ter sido atingido por um sinalizador durante jogo com a seleção brasileira, no Maracanã, em 1989. Até o presidente Lula usou a comparação, ao dizer que o ferimento de Serra não passou de uma "mentira".

Fernando Gabeira, que passou a maior parte da caminhada próximo a Serra, disse nesta quinta não ter visto o objeto que teria atingido o tucano, mas descreveu que foi "arremessado de distância mais ou menos curta, de trás para frente e de cima para baixo". "Ouvi o barulho de um choque e vi um impulso de Serra para frente. Ele pôs a mão na cabeça e disse 'estou tonto'. Minha preocupação era que estivesse sangrando, mas vi que não tinha sangue e me tranquilizei. Paramos a van logo e voltamos para a rua, logo adiante, para mostrar que a caminhada não tinha terminado", contou Gabeira.

Sobre a versão de que Serra simulou um ferimento depois de ter sido atingido apenas por uma bolinha de papel, Gabeira reagiu: "Não é verdade, não é o que as imagens mostram."

Comentário

Mais uma mentira petralha que cai por terra. Sim, José Serra foi alvo de uma bolinha de papel. Isso ninguém duvida ou contesta. Mas o candidato tucano também foi alvo de um outro objeto que o deixara tonto. Hoje, Lula e Dilma Rostock desceram a lenha em José Serra afirmando que tudo foi uma farsa. E amanhã? O Jornal Nacional mostrou que o vídeo que mostra Serra sendo atingido por uma bolinha de papel foi feito anteriormente ao momento em que o candidato foi acertado por um objeto mais pesado.

Mas a fábrica de mentira do PT vai continuar a todo vapor. Quer ver que vai ter petralha acusando o Jornal Nacional de ser favorável à José Serra? Questionar a edição das imagens do SBT ninguém questiona. Vamos ver o dia de amanhã. Vamos ver o que Lula, Dilma e o SBT tem a nos dizer.

Só de quatro em quatro anos

Escrevi lá no twitter e escrevo aqui: PARA O PT, AS PRIVATIZAÇÕES SÃO IGUAIS A COPA DO MUNDO: SÓ DE QUATRO EM QUATRO ANOS. Lula começou seu mandato em 2003. Nós estamos em 2010, ou seja, já se passaram sete anos de lulismo. Se Lula e o PT são contrários às privatizações por que não fizeram nada para reverter tudo que foi privatizado nos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso? Lula não é um presidente popular? Lula não tem apoio de um monte de gente? Pois é! Por que a CUT, a UNE e o MST nunca pressionaram Lula a reverter o que foi privatizado? Porque os petistas querem usar as privatizações só de quatro em quatro anos, só nas eleições. Eles fazem o eleitor de bobo a cada eleição presidencial.

É isso, minha gente! Esses patriotas, esses defensores das estatais só criticam as privatizações de quatro em quatro anos. No meio destes quatro anos eles se calam, não falam nada. Claro que não falam. Lula os amamenta desde 2003. Como falariam se mamam nas tetas do governo.

O dia dos farsantes (Parte 2)

O dia dos farsantes

O DIA DOS FARSANTES

Farsa?

Logo abaixo copio-e-colo um post do blog do Ricardo Setti na Veja.com.

Circula na Web, e em certos veículos eletrônicos, a versão de que o presidenciável tucano José Serra não foi atingido na cabeça por objeto capaz de causar qualquer dano, durante caminhada no bairro de Campo Grande, no Rio, e sim por uma bolinha de papel.

A versão se baseia em trecho de um vídeo da rede de televisão SBT a respeito dos incidentes de ontem, ocorridos quando militantes do PT entraram em confronto com militantes do PSDB.

O SBT mostra que Serra não parece ter sentido nada de especial ao ser atingido pela bolinha de papel, e que só começou a mostrar sinais de que algo o havia eventualmente ferido depois de atender a uma ligação em seu celular. Ele, então, estaria simulando algo mais grave do que ocorreu para se fazer de vítima.

Pode ser, claro. Em política no Brasil parece que vale tudo.

SERÁ QUE TODO MUNDO MENTIU? — Como sempre se deve conceder às pessoas o benefício da dúvida, porém, este blog propõe que o leitor se faça as seguintes perguntas:

1. Serra, então, será um mentiroso? Um homem que foi prefeito de São Paulo, senador da República, ministro e governador do maior estado do país seria um mentiroso? Para faturar simpatias, usou a mera bolinha de papel que bateu em sua cabeça para fazer teatro e mentiu à imprensa dizendo que, depois do impacto, sentiu náuseas e tontura?

2. Todos os políticos e assessores que estavam à sua volta e confirmaram o fato aos jornalista também mentiram?

3. O respeitado Hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, para onde Serra foi levado após o tumulto em Campo Grande, não apenas submeteu o candidato a uma tomografia sem qualquer necessidade como também particip0u da farsa?

4. Como se teria combinado com a direção do hospital a montagem da farsa? Por telefone? Por algum emissário que lá chegou antes do candidato? Os vários médicos do hospital envolvidos no processo, então, foram também mentirosos? São todos parte de uma conspiração para prejudicar o bom nome dos militantes petistas?

5. O dr. Jacob Kligman, respeitado médico que atendeu Serra, mostrou aos jornalistas o local do impacto e mencionou os sintomas apresentados — dr. Kligman, durante mais de quatro anos presidente do Instituto Nacional do Câncer, membro da Academia Nacional de Medicina, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do American College of Surgeons — então arriscou sua reputação e sua honra pessoal participando de uma farsa?

6. Finalmente, além da bolinha de papel que atingiu Serra, segundo o vídeo do SBT, quem garante que ele não sofreu o impacto de um objeto capaz de causar dano e que não tenha sido filmado pelo cinegrafista?

O radicalismo e o ódio presentes na atual campanha presidencial precisam ser pelo menos temperado pela moderação e pelo bom senso.

Todo apoio ao Paulo Beringhs

Já é notícia no Brasil inteiro (e talvez no mundo todo por causa do twitter) o vídeo que mostra o jornalista Paulo Beringhs pedindo demissão no ar e denunciando a censura imposta na TV Brasil Central. É lamentável que, vinte e cinco anos depois da ditadura ainda detectamos censura nestêpaiz.

Beringhs fala da atuação de Jorcelino Braga. Este foi o grande manda chuva do governo Alcides Rodrigues. Eu até acho que Braga manda mais no governo que o próprio governador. Ele só não foi candidato ao governo por causa de denúncias envolvendo sua filha que citava seu nome. Disseram que abriram investigações. Eu nunca vi a conclusão (se é que um dia vai ter).
Dou todo o meu apoio ao Paulo Beringhs. Acompanho-o há muito tempo na televisão. Você pode muito bem discordar do que este ou aquele jornalista diz, mas mandá-lo calar a boca isso não pode.

Agora, passadas as horas do ocorrido, Paulo Beringhs é acusado (vejam você) de ser filiado ao PSDB. Ou seja, de vítima da censura de Jorcelino Braga, Beringhs passou a ser o criminoso, o acusado, o culpado. Ah, ele é do PSDB? No site dele tem um monte de entrevistas de políticos adversários do PSDB. Eu nunca vi um político acusando Paulo Beringhs por causa da sua filiação partidária. Nunca vi Iris Rezende (PMDB) criticar Paulo Beringhs por ser tucano. Infelizmente, nobre leitor, a vítima está se transformando no criminoso. Se se opõe à operação montada tanto no Palácio do Planalto como no Palácio das Esmeraldas a vítima passa a ser o culpado.

Eis o Brasil. Eis Goiás. Se você é vítima de perseguição pode ter certeza que, uma hora ou outra, alguém vai te acusar alguma coisa ou fazer parte de um complô de algum partido ou de alguma seita, ou de alguma máfia. Mas não importa o que essa gente diz. Abro este espaço neste humilde blog para homenagear Paulo Beringhs.

Vídeo que mostra bola de papel atingir Serra é anterior a arremesso de outro objeto

O momento em que o candidato José Serra (PSDB) é atingido por uma bola de papel, ontem no calçadão de Campo Grande (zona oeste do Rio), é anterior à hora em que ele coloca a mão na cabeça, indicando ter sido atingido por um rolo de adesivos.

A cena da bola de papel foi ao ar em repotagem do programa "SBT Brasil".

Serra pôs as mãos na cabeça segundos antes de entrar na van correndo, sendo empurrado por seguranças e aliados de chapa.

Leia mais aqui.