quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Nada é do povo, tudo é deles
terça-feira, 26 de outubro de 2010
No meio desse mar de governismo continuarei sendo oposição
Ainda sobre as pesquisas
Não vi o debate
Dá pra acreditar?
Erenice muda versão e admite reunião com firma que negociou com seus filhos
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Não acredito
A mentira sobre a bolinha de papel
O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na última quarta-feira após o candidato à presidência ser hostilizado por manifestantes do PT em Campo Grande (zona oeste do Rio), recebeu hoje homenagens da Associação Comercial do Rio de Janeiro e de amigos num restaurante da zona sul.
O presidente da instituição, José Luiz Alquéres, aproveitou o momento para mandar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Presidente, tenha a grandeza de pedir desculpas ao dr. Jacob".
Oncologista especializado em cabeça e pescoço, Kligerman foi acusado por Lula de ter participado de uma fraude. Serra, amigo do médico há 40 anos, disse ter sido atingido na cabeça por um objeto pesado, como uma bobina de papel, e Kligerman recomendou que ele passasse por uma tomografia.
"Vou tomar todas as providências possíveis, pois fui ofendido no meu ato médico. Estou preparando junto com meu advogado, doutor Marcelo Cerqueira, um pedido de retratação do presidente", disse ele.
Com 46 anos de profissão, Kligerman afirmou que José Serra foi tratado como paciente e que seu único partido é um estilo de samba, o partido alto.
Para o candidato à vice-presidência, Indio da Costa (DEM), Lula usa o cargo para distorcer a verdade.
"O dr. Jacob tem décadas de profissão e é um médico muito respeitado. Ele não merece isso. Eu que levei o Serra no hospital e ele estava tonto. Foi uma agressividade do PT. A diferença entre Jacob e o Lula é que o doutor não usa o cargo dele para distorcer a verdade."
O ex-deputado Marcelo Cerqueira, advogado de Kligerman e candidato derrotado ao Senado pelo PPS, explicou como será o processo.
"Como duas redes de televisão mostraram versões diferentes do ocorrido, queremos saber se o presidente foi induzido ao erro. Então vamos interpelá-lo no STF para que ele diga qual a versão ele acha que é a correta. Se ele se retratar, acabou o assunto."
De acordo com o advogado, que explicou que entraria com a ação na próxima segunda-feira, Lula teria dez dias para responder.
Eles não tem limites

PF interroga Erenice e jornalista a menos de uma semana do 2º turno
A seis dias da eleição presidencial, a tensão da campanha se transfere hoje de manhã para a Polícia Federal, em Brasília, onde dois personagens ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) - a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. - darão depoimentos, em inquéritos separados, a partir de 9 horas. O que disserem ou deixarem de dizer certamente influirá no discurso e nas propagandas dos dois lados nesta reta final e dará munição para o debate entre Dilma e José Serra (PSDB), à noite, na TV Record.
Erenice será a primeira a ser ouvida. Terá de explicar, em inquérito comandado pelo delegado Roberval Ricalvi, se tinha conhecimento das irregularidades praticadas por seus filhos Israel e Saulo Guerra, na intermediação de negócios entre empresas privadas e estatais - escândalo que atingiu fortemente a campanha da candidata petista e levou a ministra a perder o cargo no dia 16 de setembro.
Ribeiro Jr. será inquirido em seguida por outro delegado, Hugo Uruguai, sobre a violação do sigilo fiscal de vários dirigentes do PSDB, entre eles o vice-presidente executivo do partido, Eduardo Jorge, e Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. O jornalista é suspeito de ter encomendado e pago, a terceiros, a invasão desses sigilos em computadores da Receita Federal em Mauá e Santo André, no ABC paulista.
Leia mais aqui.
domingo, 24 de outubro de 2010
Ele sim é oportunista
O sr. continua a ser um defensor inconteste do regime cubano? Ainda é amigo de Fidel?
Não, veja bem. A sua afirmação... Não põe na minha boca o que você acabou de falar. Eu sou solidário à Revolução Cubana. Eu faço um trabalho em Cuba há muitos anos, de reaproximação da Igreja e do Estado. Estou muito agradecido a Deus e feliz por poder ajudar esse processo, que resultou recentemente na liberação de vários presos políticos.
O sr. participou diretamente desse processo, dessa última libertação?
Indiretamente sim. Mas não é ainda o momento de eu entrar em detalhes.
O sr. acha que essa tendência de abertura do regime é inexorável?
Sim, claro, tem que haver mudanças. Cuba está preocupada em se adaptar. Mas nada disso indica a volta ao capitalismo.
Sobre o desrespeito aos direitos humanos em Cuba, ainda há presos políticos...
Meu caro, ninguém desrespeita mais os direitos humanos no mundo do que os Estados Unidos. E fala-se pouco, lamentavelmente. Basta ver o que os Estados Unidos fazem em Guantánamo.
Cuba ocupa o 51º no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que é insuspeito. O Brasil, o 75º.
Frei Betto é solidário à Revolução Cubana. Uma revolução que foi feita depois de muitas mortes, prisões e exílios. Uma revolução que está aí, caindo aos pedaços, mas não permitindo que o povo cubano se expresse livremente. Uma revolução que não deixa o povo escolher quem vai governar o país e por quantos anos.
O que eu acho interessante dos esquerdistas é que, quando confrontado com as mortes que as revoluções deles provocaram, eles mudam de assunto. Aí eles mudam o alvo. Falam dos Estados Unidos. Eles defendem os direitos humanos quando os direitos humanos são ameaçados pelos inimigos deles. Quando eles ameaçam os direitos humanos não admitem qualquer tipo de crítica.
É por essas e outras que estou do lado dos corajosos bispos que não se omitiram (ao contrário de Frei Betto) e defenderam os princípios cristãos. Frei Betto é o oportunista da história. Ele que defende a descriminalização do aborto em certos casos e continua solidário ao governo dos irmãos assassinos de Cuba.
PT é "partido da morte" e da "mentira", afirma bispo de Guarulhos
sábado, 23 de outubro de 2010
Então eles querem bater
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde de hoje (23) que a militância partidária do PT não deve aceitar provocação e que a "surra" que será dada aos adversários ocorrerá nas urnas. Lula participou de uma caminhada ao lado da candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) e fez uma fala improvisada, do alto de um caminhão de som.
"Tentaram fazer uma armação para dizer que somos violentos. A prova maior disso é que eu perdi em 1989, perdi em 1994, perdi em 1998 e não havia de minha parte ataque ou jogo sujo. Eles que falam em democracia, mas não sabem perder. A gente não deve aceitar provocação porque a surra que a gente quer dar neles é nas urnas, no dia 31", disse o presidente.
Na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, militantes petistas entraram em confronto com membros do PSDB durante uma caminhada do candidato José Serra. Na ocasião, Serra foi atingido por objetos e cancelou a sua agenda à tarde.
O caso teve repercussão nacional e acabou no horário político dos dois candidatos. O tucano afirmou que foi vítima da truculência adversária e os petistas disseram que Serra simulou a situação para tirar proveito eleitoral dela.
Comentário
Comprovado: Lula e o PT querem dar uma surra nos adversários. Eles não querem debate, nem discussão de idéias. O que eles querem mesmo é bater, acabar, aniquilar com a oposição. A surra que a gente quer dar neles é nas urnas. Assim Lula se refere à oposição. A baba repleta de ódio do presidente destêpaiz sinaliza a vontade louca de dar uma surra nos adversários. Mais uma vez repito o que Lula disse: A surra que a gente quer dar neles... Eles querem bater. Não fui eu que disse. Lula disse isso. Esta fala irresponsável mostra que ele é o culpado pela baderna que virou esta eleição presidencial.
A fala de Lula não se defere em nada da fala de José Dirceu no ano 2000: Eles vão apanhar nas urnas e nas ruas.
Lula disse que nunca partiu para o ataque e nem fez jogo sujo? Veja este vídeo. O vídeo mostra como Lula era na oposição.
Poderia ser uma carta aberta a José Serra
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou carta aberta nesta sexta-feira (22) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o título "Sem medo do passado", ele classifica a estratégia do atual chefe do Palácio do Planalto como "petismo-lulista", na qual, segundo ele, Lula esquece dos avanços ocorridos anteriormente ao seu governo, que sustentaram o desenvolvimento que o País viveu nos últimos anos.
A carta lista programas e investimentos realizados na gestão FHC na presidência da República, como a criação do Plano Real e os benefícios que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, entre outros, além de chamar de mentirosa a declaração petista de que o PSDB "não olhou para o social".
Leia a carta na íntegra abaixo:
"O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela". (José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fernando Henrique Cardoso"
Comentário
A carta de Fernando Henrique Cardoso deveria ter outro endereço: José Serra. Este sim precisa ler o que o governo tucano fez de 1995 a 2002. Ele sim deveria saber disso tudo que o ex-presidente escreveu. FHC está disposto a debater com Lula quando este deixar a presidência sobre os governos deles. Só falta Serra ter coragem de mostrar os benefícios do governo FHC e desmascarar as mentiras que os burucutus do petralhismo estão espalhando por aí. Está nas mãos de José Serra. Depende dele. Tem oito dias para desmascarar os oito anos de mentira de Lula e seus burucutus. Dá tempo!
Vergonha!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Paulo Berighs não é filiado
Nove dias para desmascarar oito anos de mentiras
Hora de acordar: tirando a pele de cordeiro do lobo
Chega de brincadeira, vamos falar a verdade!
Todos os dias somos bombardeados com as notícias das mais escabrosas sobre estas eleições. A última foi a agressão sofrida pelo candidato José Serra no Rio de Janeiro, perpetrada por militantes do PT.
Às favas aqueles que votam em Dilma, em Lula e no PT porque no país está circulando um dinheirinho a mais, e porque tem concursos públicos pra quem quer uma boquinha estatal!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O deboche continua
Vídeo em que Serra é atingido por objeto leve não mostra momento de suposta agressão
O vídeo reproduz as imagens levadas ao ar pela emissora de televisão SBT sobre a tumultuada caminhada de Serra pelo calçadão, quando militantes do PT e do PSDB entraram em confronto e transformaram a programação de campanha em uma briga generalizada. A sequência mostra que Serra leva a mão esquerda à cabeça, sem nenhum ferimento aparente, depois de falar ao telefone e vinte minutos após ter sido atingido pela bolinha.
As imagens exibem momentos diferentes da caminhada, editados na ordem em que aconteceram. Primeiro, é possível ver cartazes com mensagens contra Serra e depois cenas das portas das lojas sendo fechadas por causa da confusão. Em seguida, aparece o momento em que a bolinha de papel - ou de adesivos amassados - atinge a cabeça do tucano. Serra continua a caminhada. O vídeo mostra cenas de brigas e empurrões entre os militantes. A cena seguinte é a van do candidato deixando o local da briga. O vídeo mostra então Serra, duzentos metros adiante, tentando retomar a caminhada, ao lado do candidato derrotado ao governo do Rio Fernando Gabeira (PV).
O vídeo do SBT não mostra, no entanto, o momento, acompanhado pela reportagem e registrado em fotos pelo Estado, em que Serra leva a mão direita à cabeça e, amparado por um segurança, é levado até a van da campanha. Nenhum objeto que pudesse ter sido arremessado contra Serra foi captado nas imagens ou visto pela equipe de reportagem. Na versão dos tucanos, este foi o momento em que Serra foi atingido por um objeto pesado não identificado, provavelmente um rolo de papelão. Também não foi possível ver nenhum ferimento no candidato.
A sequência exibida pelo SBT em que Serra fala ao telefone e põe a mão esquerda na cabeça aconteceu depois de o tucano, dentro da van, ter colocado bolsa de gelo na cabeça e ter dito aos fotógrafos que ficou "meio grogue".
Transformado em febre na internet, o vídeo de Serra atingido pela bolinha de papel ganhou o nome de Serra-Rojas, uma menção ao goleiro chileno Roberto Rojas, que fez um corte proposital no supercílio ao simular ter sido atingido por um sinalizador durante jogo com a seleção brasileira, no Maracanã, em 1989. Até o presidente Lula usou a comparação, ao dizer que o ferimento de Serra não passou de uma "mentira".
Fernando Gabeira, que passou a maior parte da caminhada próximo a Serra, disse nesta quinta não ter visto o objeto que teria atingido o tucano, mas descreveu que foi "arremessado de distância mais ou menos curta, de trás para frente e de cima para baixo". "Ouvi o barulho de um choque e vi um impulso de Serra para frente. Ele pôs a mão na cabeça e disse 'estou tonto'. Minha preocupação era que estivesse sangrando, mas vi que não tinha sangue e me tranquilizei. Paramos a van logo e voltamos para a rua, logo adiante, para mostrar que a caminhada não tinha terminado", contou Gabeira.
Sobre a versão de que Serra simulou um ferimento depois de ter sido atingido apenas por uma bolinha de papel, Gabeira reagiu: "Não é verdade, não é o que as imagens mostram."
Comentário
Mais uma mentira petralha que cai por terra. Sim, José Serra foi alvo de uma bolinha de papel. Isso ninguém duvida ou contesta. Mas o candidato tucano também foi alvo de um outro objeto que o deixara tonto. Hoje, Lula e Dilma Rostock desceram a lenha em José Serra afirmando que tudo foi uma farsa. E amanhã? O Jornal Nacional mostrou que o vídeo que mostra Serra sendo atingido por uma bolinha de papel foi feito anteriormente ao momento em que o candidato foi acertado por um objeto mais pesado.
Mas a fábrica de mentira do PT vai continuar a todo vapor. Quer ver que vai ter petralha acusando o Jornal Nacional de ser favorável à José Serra? Questionar a edição das imagens do SBT ninguém questiona. Vamos ver o dia de amanhã. Vamos ver o que Lula, Dilma e o SBT tem a nos dizer.
Só de quatro em quatro anos
Farsa?
Circula na Web, e em certos veículos eletrônicos, a versão de que o presidenciável tucano José Serra não foi atingido na cabeça por objeto capaz de causar qualquer dano, durante caminhada no bairro de Campo Grande, no Rio, e sim por uma bolinha de papel.
A versão se baseia em trecho de um vídeo da rede de televisão SBT a respeito dos incidentes de ontem, ocorridos quando militantes do PT entraram em confronto com militantes do PSDB.
O SBT mostra que Serra não parece ter sentido nada de especial ao ser atingido pela bolinha de papel, e que só começou a mostrar sinais de que algo o havia eventualmente ferido depois de atender a uma ligação em seu celular. Ele, então, estaria simulando algo mais grave do que ocorreu para se fazer de vítima.
Pode ser, claro. Em política no Brasil parece que vale tudo.
SERÁ QUE TODO MUNDO MENTIU? — Como sempre se deve conceder às pessoas o benefício da dúvida, porém, este blog propõe que o leitor se faça as seguintes perguntas:
1. Serra, então, será um mentiroso? Um homem que foi prefeito de São Paulo, senador da República, ministro e governador do maior estado do país seria um mentiroso? Para faturar simpatias, usou a mera bolinha de papel que bateu em sua cabeça para fazer teatro e mentiu à imprensa dizendo que, depois do impacto, sentiu náuseas e tontura?
2. Todos os políticos e assessores que estavam à sua volta e confirmaram o fato aos jornalista também mentiram?
3. O respeitado Hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, para onde Serra foi levado após o tumulto em Campo Grande, não apenas submeteu o candidato a uma tomografia sem qualquer necessidade como também particip0u da farsa?
4. Como se teria combinado com a direção do hospital a montagem da farsa? Por telefone? Por algum emissário que lá chegou antes do candidato? Os vários médicos do hospital envolvidos no processo, então, foram também mentirosos? São todos parte de uma conspiração para prejudicar o bom nome dos militantes petistas?
5. O dr. Jacob Kligman, respeitado médico que atendeu Serra, mostrou aos jornalistas o local do impacto e mencionou os sintomas apresentados — dr. Kligman, durante mais de quatro anos presidente do Instituto Nacional do Câncer, membro da Academia Nacional de Medicina, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do American College of Surgeons — então arriscou sua reputação e sua honra pessoal participando de uma farsa?
6. Finalmente, além da bolinha de papel que atingiu Serra, segundo o vídeo do SBT, quem garante que ele não sofreu o impacto de um objeto capaz de causar dano e que não tenha sido filmado pelo cinegrafista?
O radicalismo e o ódio presentes na atual campanha presidencial precisam ser pelo menos temperado pela moderação e pelo bom senso.
Todo apoio ao Paulo Beringhs
Vídeo que mostra bola de papel atingir Serra é anterior a arremesso de outro objeto
O momento em que o candidato José Serra (PSDB) é atingido por uma bola de papel, ontem no calçadão de Campo Grande (zona oeste do Rio), é anterior à hora em que ele coloca a mão na cabeça, indicando ter sido atingido por um rolo de adesivos.
A cena da bola de papel foi ao ar em repotagem do programa "SBT Brasil".
Serra pôs as mãos na cabeça segundos antes de entrar na van correndo, sendo empurrado por seguranças e aliados de chapa.
Leia mais aqui.
Jornalista admite à PF que encomendou dados fiscais
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
OS BURUCUTUS DO PETRALHISMO ESTÃO A SOLTA
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Apuração sobre Erenice só sai após eleição
BB e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma
domingo, 17 de outubro de 2010
Paulo Preto e privatizações
sábado, 16 de outubro de 2010
"Borat Rousseff" por Diogo Mainardi
Se Borat tem o potássio, Dilma Rousseff tem o pré-sal. Um é igual ao outro. Da mesma maneira que Dilma Rousseff louva nossas reservas de petróleo do pré-sal, Borat louva as reservas de potássio de seu país. Para estimular o sentimento nacionalista do eleitorado, Dilma Rousseff pode até tentar adaptar o hino de Borat:
O Brasil é um país glorioso!
É o exportador número um do pré-sal.
O resto da América do Sul tem um pré-sal inferior
O pai de Dilma Rousseff nasceu em Gabrovo, na Bulgária. O vilarejo romeno de Glod está localizado ali perto. Foi em Glod que Sacha Baron Cohen filmou Borat. Se o pai de Dilma Rousseff tivesse permanecido na Bulgária, a atual candidata a presidente do Brasil, com um tantinho de sorte, poderia ter sido uma das protagonistas do filme, exatamente como Spiridom Ciorebea.
Spiridom Ciorebea é um dos moradores de Glod. Sacha Baron Cohen escalou-o para o papel de Livamuka Sakonov, o aborteiro do vilarejo de Borat. Spiridom Ciorebea acabou processando os autores do filme. Assim como Dilma Rousseff, ele recusou-se a aceitar que o caracterizassem como um fautor do aborto. Assim como Dilma Rousseff, ele foi desmentido publicamente e perdeu o processo.
Borat é sempre acompanhado por Azamat Bagatov, seu produtor, que foi treinado no Ministério da Propaganda soviético. Dilma Rousseff é sempre acompanhada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. Recentemente, José Eduardo Dutra disse que o debate sobre o aborto pertence à Idade Média. O que pertence à modernidade, para o PT, é a Casa Civil de Erenice Guerra e de seu filho Israel.
Israel? Borat, em sua viagem aos Estados Unidos, tenta comprar uma pistola para se proteger dos judeus. Impossibilitado de comprar uma pistola, resolve comprar um urso. O urso de Dilma Rousseff é Mahmoud Ahmadinejad, o ditador iraniano que prometeu resolver o problema dos judeus, riscando Israel do mapa.
Na hierarquia de Borat, Deus ocupa o primeiro lugar. Depois: o homem, o cavalo, o cachorro, a mulher, o rato e o inseto. Na hierarquia de Dilma Rousseff, Deus era um retardatário, mas durante a campanha eleitoral Ele foi empurrado rapidamente para a frente, ultrapassando até mesmo o inseto e o rato.
Borat abandona a mulher e os filhos em seu vilarejo e, depois de tentar raptar a playmate Pamela Anderson, arruma outra mulher nos Estados Unidos. Nesse ponto, seu caso é semelhante ao do pai de Dilma Rousseff. Quando saiu de Gabrovo, ele abandonou sua mulher, grávida de oito meses, e casou-se novamente no Brasil.
Dilma Rousseff conta com o apoio de Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Fernando Morais. Borat, por sua vez, conta com o apoio de Urkin, o estuprador de seu vilarejo.
O Brasil é um país glorioso! Borat para presidente!
Preconceito contra Dilma? Conta outra
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Será que ela topa?
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O que assombra Dilma
No debate transmitido pela Band, José Serra brandiu por poucos segundos a arma que, acionada com firmeza e pontaria, liquidará de vez a aventura de Dilma Rousseff: o confronto entre os ex-presidentes que apoiam cada candidato. O palanque da sucessora que Lula inventou é assombrado por José Sarney e Fernando Collor. A campanha da oposição tem Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Sarney conduziu o país à falência com o Plano Cruzado, levou a inflação às nuvens e saiu do Planalto pela porta dos fundos. Fora o resto. Collor conseguiu catapultar os índices inflacionários para o espaço sideral, apadrinhou uma quadrilha federal só igualada em gula e desfaçatez pelo bando do mensalão e foi despejado do Planalto por ter desonrado o cargo. Fora o resto.
Itamar Franco resgatou a nação da UTI e lançou o Plano Real. Fernando Henrique sepultou a inflação para sempre, modernizou o país com a privatização de mamutes estatais, enquadrou os perdulários malandros com a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou as diretrizes da política econômica que Lula, por instinto de sobrevivência, cuidou de manter intocadas. Com tamanho zelo que nomeou para o comando do Banco Central, em 2003, o deputado federal Henrique Meirelles, eleito pelo PSDB de Goiás.
O Brasil, ensinou Ivan Lessa, esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anos anteriores. E milhões de jovens nem conheceram o país atormentado pela inflação medonha e agredido pelo primitivismo das estatais devastadas pela inépcia e pela corrução. Alguns programas eleitorais e debates na TV bastarão para recordar aos amnésicos crônicos como foram os governos de Sarney e Collor — e descrever didaticamente para as novas gerações o inferno de que se livraram graças aos governos de Itamar e FHC.
Collor e Sarney simbolizam o antigo, o coronelismo de terno e gravata, a roubalheira federal anabolizada pelo turbilhão inflacionário. Itamar e Fernando Henrique representam o país que pensa e presta. Dilma quer falar do passado? Seja feita a sua vontade. Os eleitores aprenderão que Lula, depois de malbaratar as safras plantadas pelos dois antecessores que apoiam Serra, pretende alojar no Planalto uma fraude que reverencia a dupla que arruinou o Brasil.
Imprensa só é boa quando favorece Dilma e o PT
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Eles estão descontrolados
Sobre o debate
domingo, 10 de outubro de 2010
Outro blog bom
Eles na TV
sábado, 2 de outubro de 2010
"Agora, Mozart!" por Diogo Mainardi
Demi Moore tem um Toto. Brad Pitt tem um Toto. Madonna tem um Toto. Leonardo DiCaprio tem um Toto. Nesta semana, imitei-os e também encomendei um Toto.
O que é Toto? Toto é um vaso sanitário. Mais exatamente: Toto é uma marca japonesa de vasos sanitários. O modelo que encomendei foi o Neorest 550. Uma reportagem da revista Barron’s apelidou-o de “Maserati do encanamento”. Para mim, foi a reportagem do ano.
O Neorest 550 tem a tampa aquecida. Segundo a Barron’s, Whoopi Goldberg, que mandou instalar vasos sanitários da Toto em seus seis banheiros, aprecia particularmente essa característica. A tampa sobe e desce automaticamente. E se higieniza depois de cada uso. Para abafar os sons provenientes do banheiro, o Neorest 550 toca Mozart. Enquanto isso, um catalisador se encarrega de eliminar os odores mais repulsivos.
O motivo que me levou a encomendar o Neorest 550, porém, foi outro. Ele possui um mecanismo interno que, acionado por con-trole remoto, funciona como um bidê, borrifando água morna do centro, da parte dianteira e da parte traseira. Em seguida, um jato de ar quente enxuga a área umedecida. Tito, meu menino mais ve-lho, tem uma série de impedimentos motores, mas faz quase tudo sozinho, exceto ir ao banheiro. Com o Toto, Tito poderá superar também essa barreira.
Nos últimos oito anos, publiquei um monte de artigos sobre Lula. A partir deste domingo, com a escolha de um novo presidente, ele ficará para trás. Nunca mais terei de citar seu nome. Nunca mais precisarei saber o que ele diz. Poderei me dedicar a temas menos passageiros, como o vaso sanitário da Toto.
Pessoalmente, meu interesse por Lula sempre foi nulo. Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, eu o via como um gordinho oportunista. Agora, em 2010, depois de dois mandatos sucessivos, continuo a vê-lo da mesma maneira: como um gordinho oportunista. Entre Lula e o vaso sanitário da Toto, interesso-me muito mais pelo vaso sanitário da Toto. Se o maior mérito de Lula, reconhecido por todos, foi ter evitado mexer na economia, posso garantir que o vaso sanitário da Toto, em seu lugar, teria mexido ainda menos. E teria tocado Mozart para abafar os sons provenientes do PT.
Mas, assim como Lula aparelhou a Anac, ele aparelhou também, por longo tempo, minha coluna. Semanalmente, ao abrir a gaveta de minha escrivaninha, eu me surpreendia com o que encontrava e dizia: “Caraca, mais um aparentado de Erenice Guerra está escondido aqui dentro!”. E, em vez de escrever sobre o vaso sanitário da Toto, acabava escrevendo outro artigo sobre Lula.
Neste domingo, Lula tentará eleger uma aparentada de Erenice Guerra como sua sucessora. Será seu ato final. Depois disso, acabou. Escrevo seu nome pela última vez em minha vida: Lula. E agora? Agora, Mozart!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
"Pega água lá"
Cidinho é o FHC de Vanderlan
sábado, 18 de setembro de 2010
O hino do blog
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.


