quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nada é do povo, tudo é deles

Reportagem publicada hoje na Folha de São Paulo.

Por Catia Seabra
na Folha

O pátio interno do escritório central da Eletrobras Furnas foi, na semana passada, palco de atos em favor da eleição da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Em duas manhãs da semana passada, dirigentes sindicais e associações de funcionários usaram o sistema de som para pregar o voto na petista a partir das 10h, pleno horário de trabalho.
Os funcionários foram convocados pelo correio eletrônico da estatal para uma "série de debates". Sob a assinatura "convocação@ elejacerto.com.br", a mensagem conclamava: "Não vamos ser pegos por surpresas no futuro", mas não explicitava à que eleição se referia. No pátio, o discurso foi o de que, com a eleição de José Serra (PSDB), haveria demissões e privatizações.
No primeiro dia, consumiu cerca de uma hora e meia. No segundo, foi encerrada em meio a protestos.
Em nota, a diretoria de Furnas afirmou ter sido surpreendida pela iniciativa.
Segundo a nota, "sindicatos e entidades de classe realizam regularmente apresentações e discussões no pátio da empresa, com vistas a promover esclarecimentos e discussões relativos a temas de interesse dos funcionários".
"Na semana passada, no entanto, o discurso assumiu teor político-partidário não endossado pela empresa e, tão logo tomou conhecimento, a diretoria da Eletrobras Furnas interrompeu a apresentação e pediu que se retirassem do local", acrescentou a nota, concluindo:
"Eletrobras Furnas não promove atividades político-partidárias".
No sábado, dois dias depois do incidente, o mesmo endereço eletrônico foi usado para enviar aos funcionários e-mails em que Serra é acusado de "cinismo".

CAIXA
Não é o único caso de declarações de voto no correio corporativo de estatais.
No dia 19, o correio corporativo da Superintendência da Caixa Econômica Federal de Ribeirão Preto foi usado para propagação do voto em Dilma. Ex-superintendente, Paulo Duarte de Freitas Lins disparou do e-mail funcional mensagens de apoio.
"Conclamo a todos para uma corrente, que contagie as demais pessoas do seu círculo de relacionamento, principalmente os mais jovens, que não experimentaram os anos duros da era FHC. Engajamento TOTAL, "Sou LULA, Sou DILMA'".
A CEF informou, por intermédio de sua assessoria, que "o e-mail corporativo do banco é regido por norma interna que proíbe o uso da ferramenta para fins particulares, de qualquer natureza, sujeitando os infratores a sanções administrativas".
"O e-mail encaminhado pelo veículo foi repassado para apuração pela área responsável".

Comentário
Os burucutus do petralhismo não param. Agora dá para entender o motivo deles serem contra as privatizações. Se a Vale e a Telebrás ainda estivessem nas mãos do governo, com certeza muitos sindicalistas estariam no comando. Ou quem sabe conclamando a cumpanherada a votar no candidato governista. É assim que eles cuidam do patrimônio público, da coisa pública. Nada é povo, tudo é deles.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

No meio desse mar de governismo continuarei sendo oposição

Cheguei agora pouco. Aos poucos vou me inteirando do que aconteceu nesse dia. A popularidade Lula já atinge os números da inflação na época do Sarney. Dilma Rostock abre 12 pontos de vantagem para José Serra. Os burucutus do petralhismo já cantam vitória.

No meio desse mar de governismo que assola estêpaiz eu continuarei sendo oposição.

Ainda sobre as pesquisas

Continuando a falar sobre as pesquisas. Quem olhar as pesquisas para a corrida presidencial divulgadas no começo deste ano veria José Serra bem a frente de Dilma Rostock. Tinha gente até questionando o poder de Lula em eleger um poste como sucessor. Agora que Dilma está na frente de Serra (será?) muita gente já põe na conta do Apedeuta a dianteira dela nas pesquisas.

Não vi o debate

Não vi o debate de ontem na Rede Record. Bem, para ser sincero eu até comecei a assistir, mas achei muito chato. Prefiro a fórmula antiga dos debates.

Dá pra acreditar?

Não vi nenhum diretor de instituto de pesquisa vindo a público dar uma satisfação ao eleitor depois dos erros cometidos durante o primeiro turno. O que parecia ser uma vitória retumbante de Dilma Rostock acabou sendo a realização do segundo turno. Até o dia 3 de outubro as pesquisas mostravam a candidata do Lula com 10, 15 pontos de vantagem para José Serra. Eles que previam a vitória fácil de Dilma foram surpreendidos pelo crescimento de Marina Silva.

E as pesquisas sobre o segundo turno saem do forno mostrando praticamente a mesma diferença entre Dilma e Serra. Dez, onze, doze pontos distanciam a petista do tucano. Será que dá pra acreditar? Aqui em Goiás nós temos exemplos de erros dos institutos de pesquisas. Desde 1998 que as pesquisas apontam um cenário e o pós-urna mostra outro completamente diferente. Candidato que aparecia como garantido no segundo turno de acordo com as pesquisas acabou ficando de fora quando o resultado das urnas foi divulgado.

Não digo não se deve mais fazer ou publicar pesquisas. Muito pelo contrário. Só não podemos tomá-la como a verdade ou a revelação do futuro. Nem acreditar nas previsões dos diretores dos institutos. Se dependesse deles Dilma Rostock já estaria preparando seu governo sem pedir autorização para a população.

Erenice muda versão e admite reunião com firma que negociou com seus filhos

Por Andreza Matais e Filipe Coutinho
na Folha

A ex-ministra Erenice Guerra mudou a versão que sustentava até agora e confirmou à Polícia Federal que recebeu na Casa Civil empresários que negociavam contrato com a firma de lobby dos filhos dela para obter um empréstimo do BNDES.
Na época, a ministra era Dilma Rousseff, atual candidata do PT à sucessão presidencial, e Erenice, seu braço direito. A Folha teve acesso à íntegra do depoimento dela, que durou quatro horas e teve mais de cem perguntas sobre o esquema de tráfico de influência na Casa Civil.
A assessoria da Casa Civil, por meio de notas oficiais, havia negado por duas vezes à Folha a participação de Erenice na reunião com os empresários de Campinas que negociavam com a empresa de lobby Capital.
Em uma delas a assessoria alegou "incompatibilidade de agenda" da então secretária-executiva da Casa Civil.
Após a Folha publicar a negociação do filho de Erenice com esses empresários, ela deixou o governo.
Erenice afirmara, em entrevista à revista "IstoÉ", após deixar o cargo, que "nunca" recebeu representante da EDRB Brasil, empresa de energia solar de Campinas que procurou a empresa dos filhos dela para obter financiamento do governo.
Ontem Erenice mudou a versão. Disse à PF que recebeu, no ano passado, os empresários paulistas no prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funcionava provisoriamente o governo. Ela relatou que esteve na reunião "salvo engano, entre 20 e 30 minutos".
Procurada mais uma vez, a Casa Civil disse ontem à Folha que as informações prestadas antes partiram da então ministra e que não iria comentar o depoimento.
O dono da EDRB, Aldo Vagner, e o consultor Rubnei Quícoli disseram à PF que após a reunião com Erenice foram procurados pela empresa dos filhos dela para viabilizar o projeto em troca de "taxa de sucesso".
A PF perguntou a Erenice se Dilma tinha conhecimento do projeto apresentado na reunião. Ela disse que não saberia responder.
Ela negou que tenha pedido, por intermédio do ex-diretor dos Correios Marco Antonio Oliveira (tio de um sócio do filho dela na empresa de lobby), dinheiro para a campanha de Dilma. Erenice afirmou que nem ela nem Dilma conhecem Oliveira.
No depoimento, Erenice também confirmou que se encontrou no início do ano, numa padaria de Brasília e em seu próprio apartamento, com outro empresário, da MTA Linhas Aéreas, que contratou a empresa dos filhos.
Erenice negara os encontros à revista "Veja". Em nota, a Casa Civil dizia que a ministra só recebia empresários "em seu gabinete, com agenda prévia e pública".
Erenice disse ainda que "não sabia" que seu ex-assessor Vinícius Castro, sócio do filho dela na empresa de lobby, "pretendia assessorar a empresa EDRB no projeto apresentado à Casa Civil". Também não disse se foi ele quem agendou a reunião.
Erenice contou à PF que, "em data não recordada", o filho Israel lhe disse que "tinha a intenção de montar uma empresa de assessoria na área de aviação", e que Vinícius Castro seria convidado para futura sociedade.
Apesar disso, disse que "não era de seu conhecimento" que Vinícius e Israel estavam procurando empresas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Não acredito

Aos poucos o lenga-lenga petralha sobre a bolinha de papel vai sendo desmentido. No Twitter já não aparece mais entre os tópicos mais comentados.
Se Lula fosse sério faria uma reparação em público à José Serra. As palavras que este homem declarou ao candidato da oposição são deploráveis. Como Lula não é sério eu não acredito que ele vá se retratar. Já está mais do que provado que Serra foi atingido por um rolo de fita adesiva. O médico que o atendeu (ver post abaixo) criticou as palavras indecorosas de Lula.
Os burucutus do petralhismo fazem suas agressões e jamais pedem perdão. Também, com um chefe chamado Lula quem vai querer pedir desculpas ao adversário?

A mentira sobre a bolinha de papel

A Folha online de hoje mostra a reação do Dr. Jacob Kligerman, médico que atendeu José Serra depois da agressão ocorrida semana passada no Rio de Janeiro, às declarações de Lula sobre o ocorrido. Segue a reportagem abaixo. Aos poucos a mentira petralha sobre a bolinha de papel vai indo por água abaixo.

Por Luiz Souto

O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na última quarta-feira após o candidato à presidência ser hostilizado por manifestantes do PT em Campo Grande (zona oeste do Rio), recebeu hoje homenagens da Associação Comercial do Rio de Janeiro e de amigos num restaurante da zona sul.

O presidente da instituição, José Luiz Alquéres, aproveitou o momento para mandar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Presidente, tenha a grandeza de pedir desculpas ao dr. Jacob".

Oncologista especializado em cabeça e pescoço, Kligerman foi acusado por Lula de ter participado de uma fraude. Serra, amigo do médico há 40 anos, disse ter sido atingido na cabeça por um objeto pesado, como uma bobina de papel, e Kligerman recomendou que ele passasse por uma tomografia.

"Vou tomar todas as providências possíveis, pois fui ofendido no meu ato médico. Estou preparando junto com meu advogado, doutor Marcelo Cerqueira, um pedido de retratação do presidente", disse ele.

Com 46 anos de profissão, Kligerman afirmou que José Serra foi tratado como paciente e que seu único partido é um estilo de samba, o partido alto.

Para o candidato à vice-presidência, Indio da Costa (DEM), Lula usa o cargo para distorcer a verdade.

"O dr. Jacob tem décadas de profissão e é um médico muito respeitado. Ele não merece isso. Eu que levei o Serra no hospital e ele estava tonto. Foi uma agressividade do PT. A diferença entre Jacob e o Lula é que o doutor não usa o cargo dele para distorcer a verdade."

O ex-deputado Marcelo Cerqueira, advogado de Kligerman e candidato derrotado ao Senado pelo PPS, explicou como será o processo.

"Como duas redes de televisão mostraram versões diferentes do ocorrido, queremos saber se o presidente foi induzido ao erro. Então vamos interpelá-lo no STF para que ele diga qual a versão ele acha que é a correta. Se ele se retratar, acabou o assunto."

De acordo com o advogado, que explicou que entraria com a ação na próxima segunda-feira, Lula teria dez dias para responder.

Eles não tem limites

Eles não tem limites! Não se contentam em atirar bolinhas de papel e rolo de fita adesiva na cabeça do candidato da oposição. Não se contentam em debochar da agressão sofrida pelo adversário. Agora eles foram longe demais. Este ser chamado "Fróes" propôs no Twitter a morte de José Serra. Para eles é fácil pedir que alguém "estoure os miolos" do adversário. Fidel Castro já fez muito isso em Cuba. Stálin fez a mesma coisa na União Soviética. Nunca é demais lembrar que Fidel e Stálin são ídolos de muitos petistas.

Vi o Twitter desse sujeito através do Aluizio Amorim. Ele denunciou esse assassino. Agora vejo que o Augusto Nunes também denuncia no seu blog. Parece que o valentão "Fróes" tentou apagar a página, mas ela está salva (ainda bem). É mais uma prova de como os burucutus do petralhismo agem. É só mais uma prova de que essa gente não tem limites.

Precisamos ficar atentos! Estamos na última semana da campanha eleitoral. O Twitter acima só nos mostra como eles agem. E depois a Dilma Rostock se diz vítima de baixaria. Eles não querem só agredir, debochar. Querem a morte dos adversários.

PF interroga Erenice e jornalista a menos de uma semana do 2º turno

Por Vannildo Mendes
no Estadão

A seis dias da eleição presidencial, a tensão da campanha se transfere hoje de manhã para a Polícia Federal, em Brasília, onde dois personagens ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) - a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. - darão depoimentos, em inquéritos separados, a partir de 9 horas. O que disserem ou deixarem de dizer certamente influirá no discurso e nas propagandas dos dois lados nesta reta final e dará munição para o debate entre Dilma e José Serra (PSDB), à noite, na TV Record.

Erenice será a primeira a ser ouvida. Terá de explicar, em inquérito comandado pelo delegado Roberval Ricalvi, se tinha conhecimento das irregularidades praticadas por seus filhos Israel e Saulo Guerra, na intermediação de negócios entre empresas privadas e estatais - escândalo que atingiu fortemente a campanha da candidata petista e levou a ministra a perder o cargo no dia 16 de setembro.

Ribeiro Jr. será inquirido em seguida por outro delegado, Hugo Uruguai, sobre a violação do sigilo fiscal de vários dirigentes do PSDB, entre eles o vice-presidente executivo do partido, Eduardo Jorge, e Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. O jornalista é suspeito de ter encomendado e pago, a terceiros, a invasão desses sigilos em computadores da Receita Federal em Mauá e Santo André, no ABC paulista.

Leia mais aqui.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ele sim é oportunista

Frei Betto concedeu entrevista a Folha e foi publicada na sua edição de hoje. Ele chama de oportunistas os bispos que se manifestaram contra Dilma Rostock por causa da sua defesa pela descriminalização do aborto. Se Frei Betto chama os bispos que defendem os princípios cristão de oportunismo o que faz Frei Betto? Ele é um puxa-saco do Lula.

Agora eu, pessoalmente, como frade, como religioso, como católico, sou a favor da descriminalização em determinados casos. É lamentável ler um religioso que deveria estar comprometido em defesa da vida dizer isso, mas vamos em frente.

Frei Betto fala sobre Cuba. Acho que ele ficou meio irritado com as perguntas do jornalista. Copio-e-colo:

O sr. continua a ser um defensor inconteste do regime cubano? Ainda é amigo de Fidel?
Não, veja bem. A sua afirmação... Não põe na minha boca o que você acabou de falar. Eu sou solidário à Revolução Cubana. Eu faço um trabalho em Cuba há muitos anos, de reaproximação da Igreja e do Estado. Estou muito agradecido a Deus e feliz por poder ajudar esse processo, que resultou recentemente na liberação de vários presos políticos.

O sr. participou diretamente desse processo, dessa última libertação?
Indiretamente sim. Mas não é ainda o momento de eu entrar em detalhes.

O sr. acha que essa tendência de abertura do regime é inexorável?
Sim, claro, tem que haver mudanças. Cuba está preocupada em se adaptar. Mas nada disso indica a volta ao capitalismo.

Sobre o desrespeito aos direitos humanos em Cuba, ainda há presos políticos...
Meu caro, ninguém desrespeita mais os direitos humanos no mundo do que os Estados Unidos. E fala-se pouco, lamentavelmente. Basta ver o que os Estados Unidos fazem em Guantánamo.

Cuba ocupa o 51º no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que é insuspeito. O Brasil, o 75º.

Frei Betto é solidário à Revolução Cubana. Uma revolução que foi feita depois de muitas mortes, prisões e exílios. Uma revolução que está aí, caindo aos pedaços, mas não permitindo que o povo cubano se expresse livremente. Uma revolução que não deixa o povo escolher quem vai governar o país e por quantos anos.

O que eu acho interessante dos esquerdistas é que, quando confrontado com as mortes que as revoluções deles provocaram, eles mudam de assunto. Aí eles mudam o alvo. Falam dos Estados Unidos. Eles defendem os direitos humanos quando os direitos humanos são ameaçados pelos inimigos deles. Quando eles ameaçam os direitos humanos não admitem qualquer tipo de crítica.

É por essas e outras que estou do lado dos corajosos bispos que não se omitiram (ao contrário de Frei Betto) e defenderam os princípios cristãos. Frei Betto é o oportunista da história. Ele que defende a descriminalização do aborto em certos casos e continua solidário ao governo dos irmãos assassinos de Cuba.

PT é "partido da morte" e da "mentira", afirma bispo de Guarulhos

Por Andréa Michael
na Folha

Em documento distribuído à imprensa, o bispo diocesano de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, cuja campanha contra o aborto está no epicentro da disputa presidencial, chama o PT de "partido da morte" e da "mentira".
Na coletiva que concedeu ontem, o religioso afirmou: "Não votem em Dilma [Rousseff]", ressalvando que sua recomendação não sugere automaticamente que o eleitor opte pelo adversário da petista, o tucano José Serra.
"Existem opções: anular o voto ou votar em branco. Mas se você me perguntar como vou votar, não respondo."
"Deixo a consciência de cada um fazer sua escolha. Só estou dizendo para não votar na Dilma. Se ela ganhar, vou lamentar, mas vou respeitá-la como presidente e continuar minha campanha contra o aborto."
O aborto se transformou num dos principais temas da disputa. Integrantes da campanha da petista avaliam que Dilma não venceu a corrida no primeiro turno, entre outros motivos, por conta da polêmica criada em torno da opinião dela sobre o tema.
Em 2007, em entrevista à Folha, ela se declarou a favor da descriminalização. Agora diz ser pessoalmente contra a prática.

AÇÃO
Em 20 de outubro, a Diocese de Guarulhos entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral para reaver os 2 milhões de panfletos impressos em nome da Regional Sul 1 da CNBB e que foram apreendidos pela PF no último final de semana na gráfica Pana, em São Paulo.
O panfleto defende o voto no candidato contrário à descriminalização do aborto.
O PT, por meio de medida cautelar, conseguiu autorização do TSE para que a PF apreendesse o material.
Na ação, d. Luiz assume ter encomendado o material -que é assinado por três bispos- e diz que a escolha da gráfica, que pertence Arlety Kobayashi, irmã de Sérgio Kobayashi, coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, se deu por uma questão de preço.
O religioso, que considerou a apreensão uma "violência contra a igreja e contra mim", espera reaver o material a tempo de distribuí-lo na próxima semana.
O advogado da Diocese de Guarulhos, João Carlos Biagini, disse que irá entrar com ação de reparação contra o PT por informações incorretas divulgadas sobre o material apreendido na gráfica.
O mesmo, diz Biagini, deve ser feito contra a TV Record, que em reportagem, segundo o advogado, teria dito, erroneamente, que a diocese retirou o folheto do site.
Na ação apresentada ao TSE, a diocese afirma que "a apreensão dos documentos (...) é uma ação discriminatória da candidata Dilma Rousseff e da Coligação Para o Brasil Seguir Mudando, que está perseguindo e tentando impedir a Igreja Católica e seus membros de expressar suas convicções".

sábado, 23 de outubro de 2010

Então eles querem bater

De novo copio-e-colo uma notícia publicada no site do Jornal do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde de hoje (23) que a militância partidária do PT não deve aceitar provocação e que a "surra" que será dada aos adversários ocorrerá nas urnas. Lula participou de uma caminhada ao lado da candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) e fez uma fala improvisada, do alto de um caminhão de som.

"Tentaram fazer uma armação para dizer que somos violentos. A prova maior disso é que eu perdi em 1989, perdi em 1994, perdi em 1998 e não havia de minha parte ataque ou jogo sujo. Eles que falam em democracia, mas não sabem perder. A gente não deve aceitar provocação porque a surra que a gente quer dar neles é nas urnas, no dia 31", disse o presidente.

Na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, militantes petistas entraram em confronto com membros do PSDB durante uma caminhada do candidato José Serra. Na ocasião, Serra foi atingido por objetos e cancelou a sua agenda à tarde.

O caso teve repercussão nacional e acabou no horário político dos dois candidatos. O tucano afirmou que foi vítima da truculência adversária e os petistas disseram que Serra simulou a situação para tirar proveito eleitoral dela.

Comentário

Comprovado: Lula e o PT querem dar uma surra nos adversários. Eles não querem debate, nem discussão de idéias. O que eles querem mesmo é bater, acabar, aniquilar com a oposição. A surra que a gente quer dar neles é nas urnas. Assim Lula se refere à oposição. A baba repleta de ódio do presidente destêpaiz sinaliza a vontade louca de dar uma surra nos adversários. Mais uma vez repito o que Lula disse: A surra que a gente quer dar neles... Eles querem bater. Não fui eu que disse. Lula disse isso. Esta fala irresponsável mostra que ele é o culpado pela baderna que virou esta eleição presidencial.

A fala de Lula não se defere em nada da fala de José Dirceu no ano 2000: Eles vão apanhar nas urnas e nas ruas.

Lula disse que nunca partiu para o ataque e nem fez jogo sujo? Veja este vídeo. O vídeo mostra como Lula era na oposição.

Poderia ser uma carta aberta a José Serra

Esta matéria está no site do Jornal do Brasil.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou carta aberta nesta sexta-feira (22) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o título "Sem medo do passado", ele classifica a estratégia do atual chefe do Palácio do Planalto como "petismo-lulista", na qual, segundo ele, Lula esquece dos avanços ocorridos anteriormente ao seu governo, que sustentaram o desenvolvimento que o País viveu nos últimos anos.

A carta lista programas e investimentos realizados na gestão FHC na presidência da República, como a criação do Plano Real e os benefícios que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, entre outros, além de chamar de mentirosa a declaração petista de que o PSDB "não olhou para o social".

Leia a carta na íntegra abaixo:

"O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela". (José Eduardo Dutra)

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso"

Comentário

A carta de Fernando Henrique Cardoso deveria ter outro endereço: José Serra. Este sim precisa ler o que o governo tucano fez de 1995 a 2002. Ele sim deveria saber disso tudo que o ex-presidente escreveu. FHC está disposto a debater com Lula quando este deixar a presidência sobre os governos deles. Só falta Serra ter coragem de mostrar os benefícios do governo FHC e desmascarar as mentiras que os burucutus do petralhismo estão espalhando por aí. Está nas mãos de José Serra. Depende dele. Tem oito dias para desmascarar os oito anos de mentira de Lula e seus burucutus. Dá tempo!

Vergonha!

Leio com indignação uma reportagem da Folha de São Paulo que mostra Lula ainda dizendo que a agressão sofrida por José Serra foi uma farsa. Farsa? O Jornal Nacional de quinta feira mostrou que o vídeo que mostra Serra é atingido por uma bolinha de papel foi feito anteriormente ao momento em que ele foi acertado por um rolo de fita adesiva. Até quando Lula vai continuar mentindo? Ele sim é uma farsa. Ele sim é uma mentira. Ele sim é uma vergonha. Resta saber se José Serra vai ou não vai desmascarar esta farsa, esta mentira, esta vergonha.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Paulo Berighs não é filiado

Estou no site do Paulo Beringhs e lá fala que o jornalista não é filiado ao PSDB. Infelizmente não estou conseguindo ver o vídeo. Mas deixo o site: http://www.pauloberinghs.com.br/default.asp

Em tempo

Consegui ver o vídeo. Em 2007 Paulo Berighns pediu desfiliação do PSDB. Documentos comprovam isso. Se ele pediu desfiliação em 2007 como é que o TSE ainda mantém o nome dele na lista de filiados ao PSDB? E tem mais, como é que nenhum peemedebista suspeitou da tucanagem de Paulo Beringhs?

Nove dias para desmascarar oito anos de mentiras

Confesso que esperava ter este humilde blog lotado de posts sobre esta campanha eleitoral. Mas, aos poucos, dado o nível que ela chegou, preferi apenas assistir. Mas, vendo a mentira petista se alastrar, não posso ficar calado. Os burucutus do petralhismo não se contentam apenas em rasgar a Constituição e jogar pedra nos vidros das instituições. Eles estrapolaram os limites do aceitável.

Ontem nós vimos como essa gente age. Os burucutus agrediram o candidato oposicionista José Serra no Rio de Janeiro. Logo depois eles correram para os seus computadores e decidiram fazer um deboche da agressão. Eles não se contentam em jogar bolinhas de papel e fitas adesivas na cabeça do adversário. Eles querem rir do sofrimento do adversário. E quem tenta mostrar que eles estão errados é o próximo na mira. O Jornal Nacional contestou com fundamentos o vídeo exibido pelo SBT que mostrava Serra sendo alvo de uma simples bolinha de papel. Os petralhas que tanto criticam a imprensa usam-na quando esta lhe é favorável. Quando não é favorável os burucutus do petralhismo entram em ação. O Jornal Nacional já é alvo (mais uma vez) dos petralhas. Eles querem que se mostre apenas o que é bom para eles (que José Serra foi alvo de uma simples bolinha de papel e, depois de atender o celular, resolver armar tudo) e seja omitido o que ruim para eles (que José Serra foi alvo sim de uma bolinha de papel, mas que minutos depois uma fita adesiva foi lançada contra ele). O que é contra o PT é mentira, o que é contra o adversário é verdade.

Faltam apenas 9 dias para o dia da votação. Está na hora de José Serra desmistificar as mentiras que o PT espalhou nestes 8 anos. Está na hora do PSDB perder esta maldita vergonha de esconder o governo Fernando Henrique Cardoso e mostrar o que o ex-presidente fez pelo Brasil. Mostrar que se o brasileiro hoje tem celular foi graças as privatizações. Mostrar as críticas que Lula fez ao Plano Real. Aliás, estas críticas estão no You Tube. É só um assessor de campanha tucana procurar que acha facilmente. Está na hora de mostrar os amiguinhos de Lula e Dilma. Mostrar que muita gente que hoje apóia Lula e Dilma apoiaram FHC. Como é que esses farsantes descem o sarrafo no governo FHC se eles abraçam políticos que concordaram em gênero, número e degrau todos os atos de FHC? Tá na hora de José Serra relembrar aquele discurso que o PT fazia sobre a ética na política. Mostrar a afinidade de Lula com as ditaduras comunistas e fascistas como Hugo Chávez e Ahmadinejad. Está mais do que na hora de José Serra desmistificar essa gente. Mostrar que os sindicalistas que abraçam a sede do Banco do Brasil em Brasília fazem isso não porque o banco é do povo, mas porque eles querem o banco para eles.

Só nove dias. Dá tempo! Dá tempo de desmascarar este picareta que está na presidência da República e sua candidata que só sabe falar o que o picareta que está na presidência da República manda dizer. Está na hora de ver Dilma Rostock tendo que explicar ao povo brasileiro as críticas ao Plano Real, os abraços de Lula em Jader Barbalho e Fernando Collor de Melo. É preciso desmistificar essa gente. É agora ou nunca! Só faltam nove dias. Dá tempo.

E este humilde blog? Continuará a tapas e pontapés. Ainda mais agora com os burucutus do petralhismo a solta.

Hora de acordar: tirando a pele de cordeiro do lobo

Este artigo está no site Mídia Sem Máscara e é assinado por Arthur Dutra.

Chega de brincadeira, vamos falar a verdade!


Todos os dias somos bombardeados com as notícias das mais escabrosas sobre estas eleições. A última foi a agressão sofrida pelo candidato José Serra no Rio de Janeiro, perpetrada por militantes do PT.


Às favas aqueles que votam em Dilma, em Lula e no PT porque no país está circulando um dinheirinho a mais, e porque tem concursos públicos pra quem quer uma boquinha estatal!

Será que ainda não deu pra perceber que esse PT não está aí pra respeitar as regras do jogo democrático? A dissimulação desta gente beira o inacreditável e desestabiliza até os mais tranquilos. Usam e abusam impunemente da velha máxima leninista de acusar o adversário daquilo que eles mesmos fazem.

Eleger essa gente para mais 4 anos de governo é premiar a deslealdade, a truculência, o total desapego à verdade e à democracia e dar o aval para a implantação de um regime socialista nos moldes de Cuba e Venezuela.

Estou cansado de ouvir sobre os "grandes feitos" do Governo Lula, e me dói nos ouvidos quando dizem que esse sujeito já pode ser considerado o maior presidente que o país já teve.

Vejam que eles já se apropriaram de tudo de bom que foi feito no passado, retroagindo até a época de Getúlio Vargas. Não se assustem se aparecer algum petista atribuindo a independência do Brasil a algum antepassado distante do Lula... Tudo é possível na cabeça desse pessoal. Para eles a verdade não tem nenhuma importância, desde que ela esteja do seu lado. São capazes de transformar uma mentira em verdade só pra justificar seus atos criminosos. Pior: todos os atos criminosos por eles praticados são, na cabeça deles, justificáveis porque o fim (implantação de um regime socialista/comunista) é mais importante do que os meios utilizados para tanto.

Vou ser bem claro agora: prefiro muito mais um político que "somente" desvia uma verbinha de uma obra qualquer do que essa gente criminosa que tomou de assalto o Brasil. Justifico.

Eles não pretendem somente enriquecer às custas do Estado. O que eles querem é o poder total sobre todo o país, porque se acham capacitados para dizer o que é bom e o que é ruim para todo mundo. É a tal mentalidade revolucionária, que, levada ao paroxismo, produziu as maiores catástrofes humanas que se têm notícia, tais como a Revolução Francesa, o Nazismo, e o horrendo Comunismo na Rússia, China, Cambodja, Cuba e outros. Somando as pessoas mortas por esta gente que se diz defensora de uma ideia, chegamos à impressionante marca de 100 milhões de pessoas! Sendo 40 milhões na Rússia e 70 milhões na "democrática" China, que ainda conserva este regime genocida até os dias de hoje.

Além do mais, o político tradicional ainda é sensível à voz da sociedade, enquanto o petista só se submete às ordens do Partido e age, sempre com violência, por meio de sua raivosa militância (http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/10670.html).

Repito: não me interessa tanto que o país esteja bem economicamente. Quero mais um país em que um cidadão possa ir e vir sem ser interpelado por um policial por portar um panfleto com mensagens anti-Dilma. (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/alemanha-de-hitler-ou-cuba-dos-irmaos-castro/)

Quero mais um país em que o cidadão tenha respeitada a sua privacidade e não seja acusado por denunciar uma violência por ele sofrida. (http://coturnonoturno.blogspot.com/2010/10/pf-anuncia-o-obvio-ululante-campanha-da.html)

Quero um pais em que o Estado não interfira em tudo na vida do cidadão (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/projeto-de-lei-livra-criancas-de-palmadas-e-beliscoes.html).

Quero um país em que as pessoas se preocupem, pelo menos um pouco, com a situação da nação e não só com os ganhos pessoais que terão em caso de vitória deste ou daquele candidato.

Quero um país em que o Estado respeite a propriedade privada e que não financie "movimentos sociais" que têm como bandeira o ataque à propriedade rural (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u634093.shtml).

Quero um país em que o Presidente da República não seja contumaz em pregar o ódio entre ricos e pobres (Bolsa Família), brancos e negros (Cotas Raciais), homens e mulheres (defesa do aborto), homossexuais e heterossexuais (criminalização da homofobia), situação e oposição etc.

Parece que estamos no país imaginário do clássico livro "1984" de George Orwell, onde a regra era o "duplipensar", ou seja, falar uma coisa para dizer exatamente o contrário! "Fala-se em liberdade para matá-la, em democracia para destruí-la, em legalidade para negá-la na sua própria essência", para usar as palavras de Carlos Lacerda. Recomendo esta leitura como de primeira necessidade para os dias atuais.

Já são vários os "manifestos" em favor da candidata do PT (universitários, advogados, servidores públicos, "intelectuais" etc). A única constante em todos eles é que são assinados por pessoas/categorias que sempre defendem a candidatura Dilma porque tiveram ou terão algum benefício direto com sua eleição ou são dominadas pela militância petista. Ou seja, a maioria das pessoas votará nela por mero interesse pessoal ou determinação do partido, mandando para as calendas a manutenção da ordem democrática, o respeito aos valores fundantes da sociedade e a brutalidade usada por esta gente para nao abrir mão do poder.

Temos que botar na cabeça que uma ditadura não existe só quando um Militar dá um golpe de estado e passa a governar com uma chibata na mão para perseguir os opositores. Hoje as ditaduras são bem mais sutis e nos pegam nos pequenos atos...

Entendo, por fim, que caso Dilma e o PT vençam, será a vitória do oportunismo, do clientelismo, do ódio e do autoritarismo, em detrimento dos valores, da democracia e do desapego dos interesses pessoais em favor da manutenção de um ambiente de paz na nação.

Depois não reclamem...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O deboche continua

O Jornal Nacional desmascarou a mentira petralha. Mesmo assim os burucutus do petralhismo continuam debochando da agressão sofrida por José Serra. Esta campanha está suja, asquerosa, nojenta. Mas precisamos resistir.
Estão debochando até do jornalista Paulo Beringhs.
A cada dia que passa concordo com Marcelo Madureira: vai demorar gerações para reparar o mal que Lula fez ao Brasil. Mas sempre é tempo de desmistificar o picareta que abraça Fernando Collor de Melo e Jader Barbalho. Apesar dos deboches...

Vídeo em que Serra é atingido por objeto leve não mostra momento de suposta agressão

Por Luciana Nunes Leal
no Estadão online

Simpatizantes da campanha da petista Dilma Rousseff divulgaram nesta quinta-feira, 21, um vídeo, rapidamente transformado em hit na internet, que procura provar que o tucano José Serra simulou ter sido ferido durante caminhada no calçadão de Campo Grande, zona oeste do Rio, na quarta-feira, 20, mas teria sido atingido por uma simples bolinha de papel.

O vídeo reproduz as imagens levadas ao ar pela emissora de televisão SBT sobre a tumultuada caminhada de Serra pelo calçadão, quando militantes do PT e do PSDB entraram em confronto e transformaram a programação de campanha em uma briga generalizada. A sequência mostra que Serra leva a mão esquerda à cabeça, sem nenhum ferimento aparente, depois de falar ao telefone e vinte minutos após ter sido atingido pela bolinha.

As imagens exibem momentos diferentes da caminhada, editados na ordem em que aconteceram. Primeiro, é possível ver cartazes com mensagens contra Serra e depois cenas das portas das lojas sendo fechadas por causa da confusão. Em seguida, aparece o momento em que a bolinha de papel - ou de adesivos amassados - atinge a cabeça do tucano. Serra continua a caminhada. O vídeo mostra cenas de brigas e empurrões entre os militantes. A cena seguinte é a van do candidato deixando o local da briga. O vídeo mostra então Serra, duzentos metros adiante, tentando retomar a caminhada, ao lado do candidato derrotado ao governo do Rio Fernando Gabeira (PV).

O vídeo do SBT não mostra, no entanto, o momento, acompanhado pela reportagem e registrado em fotos pelo Estado, em que Serra leva a mão direita à cabeça e, amparado por um segurança, é levado até a van da campanha. Nenhum objeto que pudesse ter sido arremessado contra Serra foi captado nas imagens ou visto pela equipe de reportagem. Na versão dos tucanos, este foi o momento em que Serra foi atingido por um objeto pesado não identificado, provavelmente um rolo de papelão. Também não foi possível ver nenhum ferimento no candidato.

A sequência exibida pelo SBT em que Serra fala ao telefone e põe a mão esquerda na cabeça aconteceu depois de o tucano, dentro da van, ter colocado bolsa de gelo na cabeça e ter dito aos fotógrafos que ficou "meio grogue".

Transformado em febre na internet, o vídeo de Serra atingido pela bolinha de papel ganhou o nome de Serra-Rojas, uma menção ao goleiro chileno Roberto Rojas, que fez um corte proposital no supercílio ao simular ter sido atingido por um sinalizador durante jogo com a seleção brasileira, no Maracanã, em 1989. Até o presidente Lula usou a comparação, ao dizer que o ferimento de Serra não passou de uma "mentira".

Fernando Gabeira, que passou a maior parte da caminhada próximo a Serra, disse nesta quinta não ter visto o objeto que teria atingido o tucano, mas descreveu que foi "arremessado de distância mais ou menos curta, de trás para frente e de cima para baixo". "Ouvi o barulho de um choque e vi um impulso de Serra para frente. Ele pôs a mão na cabeça e disse 'estou tonto'. Minha preocupação era que estivesse sangrando, mas vi que não tinha sangue e me tranquilizei. Paramos a van logo e voltamos para a rua, logo adiante, para mostrar que a caminhada não tinha terminado", contou Gabeira.

Sobre a versão de que Serra simulou um ferimento depois de ter sido atingido apenas por uma bolinha de papel, Gabeira reagiu: "Não é verdade, não é o que as imagens mostram."

Comentário

Mais uma mentira petralha que cai por terra. Sim, José Serra foi alvo de uma bolinha de papel. Isso ninguém duvida ou contesta. Mas o candidato tucano também foi alvo de um outro objeto que o deixara tonto. Hoje, Lula e Dilma Rostock desceram a lenha em José Serra afirmando que tudo foi uma farsa. E amanhã? O Jornal Nacional mostrou que o vídeo que mostra Serra sendo atingido por uma bolinha de papel foi feito anteriormente ao momento em que o candidato foi acertado por um objeto mais pesado.

Mas a fábrica de mentira do PT vai continuar a todo vapor. Quer ver que vai ter petralha acusando o Jornal Nacional de ser favorável à José Serra? Questionar a edição das imagens do SBT ninguém questiona. Vamos ver o dia de amanhã. Vamos ver o que Lula, Dilma e o SBT tem a nos dizer.

Só de quatro em quatro anos

Escrevi lá no twitter e escrevo aqui: PARA O PT, AS PRIVATIZAÇÕES SÃO IGUAIS A COPA DO MUNDO: SÓ DE QUATRO EM QUATRO ANOS. Lula começou seu mandato em 2003. Nós estamos em 2010, ou seja, já se passaram sete anos de lulismo. Se Lula e o PT são contrários às privatizações por que não fizeram nada para reverter tudo que foi privatizado nos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso? Lula não é um presidente popular? Lula não tem apoio de um monte de gente? Pois é! Por que a CUT, a UNE e o MST nunca pressionaram Lula a reverter o que foi privatizado? Porque os petistas querem usar as privatizações só de quatro em quatro anos, só nas eleições. Eles fazem o eleitor de bobo a cada eleição presidencial.

É isso, minha gente! Esses patriotas, esses defensores das estatais só criticam as privatizações de quatro em quatro anos. No meio destes quatro anos eles se calam, não falam nada. Claro que não falam. Lula os amamenta desde 2003. Como falariam se mamam nas tetas do governo.

O dia dos farsantes (Parte 2)

O dia dos farsantes

O DIA DOS FARSANTES

Farsa?

Logo abaixo copio-e-colo um post do blog do Ricardo Setti na Veja.com.

Circula na Web, e em certos veículos eletrônicos, a versão de que o presidenciável tucano José Serra não foi atingido na cabeça por objeto capaz de causar qualquer dano, durante caminhada no bairro de Campo Grande, no Rio, e sim por uma bolinha de papel.

A versão se baseia em trecho de um vídeo da rede de televisão SBT a respeito dos incidentes de ontem, ocorridos quando militantes do PT entraram em confronto com militantes do PSDB.

O SBT mostra que Serra não parece ter sentido nada de especial ao ser atingido pela bolinha de papel, e que só começou a mostrar sinais de que algo o havia eventualmente ferido depois de atender a uma ligação em seu celular. Ele, então, estaria simulando algo mais grave do que ocorreu para se fazer de vítima.

Pode ser, claro. Em política no Brasil parece que vale tudo.

SERÁ QUE TODO MUNDO MENTIU? — Como sempre se deve conceder às pessoas o benefício da dúvida, porém, este blog propõe que o leitor se faça as seguintes perguntas:

1. Serra, então, será um mentiroso? Um homem que foi prefeito de São Paulo, senador da República, ministro e governador do maior estado do país seria um mentiroso? Para faturar simpatias, usou a mera bolinha de papel que bateu em sua cabeça para fazer teatro e mentiu à imprensa dizendo que, depois do impacto, sentiu náuseas e tontura?

2. Todos os políticos e assessores que estavam à sua volta e confirmaram o fato aos jornalista também mentiram?

3. O respeitado Hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, para onde Serra foi levado após o tumulto em Campo Grande, não apenas submeteu o candidato a uma tomografia sem qualquer necessidade como também particip0u da farsa?

4. Como se teria combinado com a direção do hospital a montagem da farsa? Por telefone? Por algum emissário que lá chegou antes do candidato? Os vários médicos do hospital envolvidos no processo, então, foram também mentirosos? São todos parte de uma conspiração para prejudicar o bom nome dos militantes petistas?

5. O dr. Jacob Kligman, respeitado médico que atendeu Serra, mostrou aos jornalistas o local do impacto e mencionou os sintomas apresentados — dr. Kligman, durante mais de quatro anos presidente do Instituto Nacional do Câncer, membro da Academia Nacional de Medicina, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do American College of Surgeons — então arriscou sua reputação e sua honra pessoal participando de uma farsa?

6. Finalmente, além da bolinha de papel que atingiu Serra, segundo o vídeo do SBT, quem garante que ele não sofreu o impacto de um objeto capaz de causar dano e que não tenha sido filmado pelo cinegrafista?

O radicalismo e o ódio presentes na atual campanha presidencial precisam ser pelo menos temperado pela moderação e pelo bom senso.

Todo apoio ao Paulo Beringhs

Já é notícia no Brasil inteiro (e talvez no mundo todo por causa do twitter) o vídeo que mostra o jornalista Paulo Beringhs pedindo demissão no ar e denunciando a censura imposta na TV Brasil Central. É lamentável que, vinte e cinco anos depois da ditadura ainda detectamos censura nestêpaiz.

Beringhs fala da atuação de Jorcelino Braga. Este foi o grande manda chuva do governo Alcides Rodrigues. Eu até acho que Braga manda mais no governo que o próprio governador. Ele só não foi candidato ao governo por causa de denúncias envolvendo sua filha que citava seu nome. Disseram que abriram investigações. Eu nunca vi a conclusão (se é que um dia vai ter).
Dou todo o meu apoio ao Paulo Beringhs. Acompanho-o há muito tempo na televisão. Você pode muito bem discordar do que este ou aquele jornalista diz, mas mandá-lo calar a boca isso não pode.

Agora, passadas as horas do ocorrido, Paulo Beringhs é acusado (vejam você) de ser filiado ao PSDB. Ou seja, de vítima da censura de Jorcelino Braga, Beringhs passou a ser o criminoso, o acusado, o culpado. Ah, ele é do PSDB? No site dele tem um monte de entrevistas de políticos adversários do PSDB. Eu nunca vi um político acusando Paulo Beringhs por causa da sua filiação partidária. Nunca vi Iris Rezende (PMDB) criticar Paulo Beringhs por ser tucano. Infelizmente, nobre leitor, a vítima está se transformando no criminoso. Se se opõe à operação montada tanto no Palácio do Planalto como no Palácio das Esmeraldas a vítima passa a ser o culpado.

Eis o Brasil. Eis Goiás. Se você é vítima de perseguição pode ter certeza que, uma hora ou outra, alguém vai te acusar alguma coisa ou fazer parte de um complô de algum partido ou de alguma seita, ou de alguma máfia. Mas não importa o que essa gente diz. Abro este espaço neste humilde blog para homenagear Paulo Beringhs.

Vídeo que mostra bola de papel atingir Serra é anterior a arremesso de outro objeto

O momento em que o candidato José Serra (PSDB) é atingido por uma bola de papel, ontem no calçadão de Campo Grande (zona oeste do Rio), é anterior à hora em que ele coloca a mão na cabeça, indicando ter sido atingido por um rolo de adesivos.

A cena da bola de papel foi ao ar em repotagem do programa "SBT Brasil".

Serra pôs as mãos na cabeça segundos antes de entrar na van correndo, sendo empurrado por seguranças e aliados de chapa.

Leia mais aqui.

Jornalista admite à PF que encomendou dados fiscais

Por Leonardo Souza
na Folha

O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), reconheceu em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB), como a Folha revelou ontem.
Amaury nega que tenha pedido documentos fiscais sigilosos. Porém, todos os alvos do jornalista tiveram seus dados violados em duas agências da Receita Federal em São Paulo.
Os dados foram parar no dossiê que circulou na pré-campanha de Dilma, como a Folha mostrou em junho.
Para a PF, não há dúvida de que foi Amaury quem comprou as declarações de imposto de renda, pelas quais pagou R$ 12 mil.
A polícia agora investiga se alguém o contratou para fazer isso.
Quando os documentos foram incluídos no dossiê, já neste ano, o jornalista atuava para o "grupo de inteligência" do comitê de pré-campanha de Dilma. Sua estadia na capital era paga por integrantes do PT.
Mas, quando houve a violação dos sigilos, em outubro de 2009, Amaury mantinha vínculo empregatício com o jornal "Estado de Minas".
O PT atribui ao diário mineiro proximidade política com o ex-governador tucano Aécio Neves, eleito senador.
O jornalista não disse à PF se recebeu orientação de políticos do PSDB de Minas para levar adiante a "pesquisa". Nem se a encomenda foi do próprio jornal.
No depoimento, ele afirmou que iniciou a apuração ao descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio.
No período, Serra e Aécio disputavam a indicação do partido para a candidatura à Presidência.
Amaury não deixa claro, porém, se recebeu ordens ou se iniciou a apuração por conta própria.
Ele desconversou quando questionado se pagou pelos dados -o que seria admitir um crime. Em nota, reiterou que "jamais pagaria" por informações sigilosas "de qualquer cidadão".
O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista pagou R$ 12 mil em dinheiro vivo pelas informações.
Segundo o delegado Alessandro Moretti, Amaury afirmou que todas as despesas relacionadas a seu trabalho, como as viagens de Brasília a São Paulo para buscar os dados, foram custeadas pelo jornal "Estado de Minas".
Amaury, no entanto, atribuiu a uma ala do PT o vazamento dos dados para a imprensa. Segundo ele, uma ala do partido disputava o controle de contratos da campanha petista.
Amaury contou à PF que petistas roubaram os dados de seu computador num quarto de hotel em Brasília.
Segundo a PF, Amaury deixou "Estado de Minas" no mesmo mês em que os dados dos tucanos foram violados -outubro de 2009.
O jornalista até aqui nega que estivesse trabalhando para a campanha do PT. Mas ele participou de reunião do "grupo de inteligência" em 20 de abril deste ano, num restaurante de Brasília.
Na época, o responsável pela comunicação da pré-campanha de Dilma era o jornalista Luiz Lanzetta, que participou do encontro.
Em entrevista ao portal G1, em junho, Lanzetta disse que havia uma disputa de poder no PT envolvendo um grupo ligado à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (2001-2004) e o grupo comandado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OS BURUCUTUS DO PETRALHISMO ESTÃO A SOLTA

"Eles vão apanhar nas ruas e nas urnas". Quem disse essa frase? José Dirceu num comício em 1998. Naquele ano, o então governador Mário Covas foi alvo da covardia petralha. Ele enfrentou grevistas que queriam agredi-lo. Quase levou uma cadeirada na cabeça. A frase de Dirceu dita há mais de dez anos ecoa na cabeça vazia dos petralhas de plantão.
Se ontem foi Mário Covas hoje foi José Serra. O candidato tucano foi alvo da ira petralha hoje no Rio de Janeiro.
Os burucutos do petralhismo estão a solta. Quem deu pilha? José Dirceu ensina o que fazer desde 1998.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Apuração sobre Erenice só sai após eleição

Por Simone Iglesias
na Folha

A Casa Civil irá divulgar só após a eleição o resultado de sindicância interna aberta para investigar tráfico de influência de servidores ligados a Israel Guerra, filho da ex-ministra Erenice Guerra.
Erenice, braço direito no governo da candidata petista Dilma Rousseff, deixou o comando da Casa Civil em setembro. Após a revista "Veja" revelar que Israel integrava um esquema de lobby, a Folha mostrou que um empresário o acusou de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES.
Dois amigos de Israel, Vinícius de Castro e Stevan Knezevic, lotados na Casa Civil, são apontados como integrantes do esquema.
Vinícius chegou a agendar uma reunião na Casa Civil em novembro de 2009 com empresários interessados em projetos com o governo. Dois deles, Rubnei Quícoli e o sócio da empresa EDRB, Aldo Wagner, disseram à Folha que Erenice estava na reunião. O governo confirma a audiência, mas nega que Erenice tenha participado.
A "Veja" já havia publicado que Israel Guerra intercedeu pela empresa MTA Linhas Aéreas para a obtenção de um contrato com os Correios mediante taxa de "êxito". Outra reportagem da revista diz que Vinicius teria recebido R$ 200 mil como comissão referente à venda de um remédio junto à União. O dinheiro estaria em uma gaveta dentro da Casa Civil.
Uma comissão integrada por três servidores de carreira foi então formada em 17 de setembro para investigar a atuação dos servidores. O prazo para apurar as denúncias venceu anteontem.
Um portaria publicada no "Diário Oficial" prorrogou por mais 30 dias os trabalhos da comissão. Segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil, a mudança ocorreu porque a comissão não concluiu a apuração do caso.
A Folha questionou a Casa Civil sobre a sindicância e quem foram as pessoas ouvidas até agora. A assessoria não respondeu, alegando que o trabalho é "sigiloso".
O resultado será apresentado ao interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, e a ele caberá decidir o que será feito da investigação e se ela será divulgada ou se as conclusões serão mantidas sob sigilo. Dependendo do que descobrir, a investigação pode atingir Erenice.
A Casa Civil negou motivação eleitoral para prorrogar a sindicância e disse que é praxe que as investigações internas durem 60 dias. A assessoria disse que ainda poderá haver mais uma prorrogação de 30 dias, dependendo da evolução das investigações.
Ontem, a Comissão de Ética Pública da Presidência também se reuniria para analisar processo sobre envolvimento de Erenice em tráfico de influência, mas o encontro foi cancelado por falta de quorum. Na mais recente reunião da comissão, foi aplicada uma censura pública à ex-ministra por ter cometido falta ética.

BB e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma

Por Silvio Navarro
na Folha

Proibida de circular pela Justiça Eleitoral pelo conteúdo favorável à campanha de Dilma Rousseff (PT), a edição deste mês da "Revista do Brasil", vinculada à CUT (Central Única do Trabalhador), teve anúncios pagos por Petrobras e Banco do Brasil.
A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado.
Ontem, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou a interrupção da circulação da revista, cuja tiragem é de 360 mil exemplares mensais.
O responsável pela publicação, Paulo Salvador, disse, porém, que todas as revistas já foram distribuídas.
O entendimento do ministro é que a publicação faz defesa aberta da candidatura de Dilma. Pela Lei Eleitoral, sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente com campanhas políticas.
A decisão atende a um pedido da coligação de José Serra (PSDB). O mesmo ministro do TSE aplicou multa a Serra e ao diretório tucano na Bahia em julho por propaganda antecipada em maio.
Diz o TSE: "A representante noticia e traz elementos que demonstram a divulgação, por entidade sindical, ou criada por sindicatos, de mensagens de conteúdo aparentemente eleitoral, em publicações que distribuem e também em seus sítios na internet, o que, ao menos em tese, configuraria violação ao inciso da Lei Eleitoral".
A edição barrada traz uma foto de Dilma na capa sob o título "A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor".
Há, inclusive, foto de Dilma cumprimentando Marina Silva (PV) em evento com o presidente Lula. Também inclui reportagem sobre a derrota de oposicionistas da "velha guarda" no Senado.
Em meio à atual polêmica religiosa, a edição traz o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, enaltecendo Lula e lembrando que Dilma é sua candidata.
A despeito da decisão do TSE, o conteúdo da revista estava na internet ontem.
O "conselho diretivo" da revista é formado por dirigentes da CUT e filiados ao PT, como o presidente da central, Artur Henrique, e Maria Izabel Noronha, a Bebel, que comandou greve de professores contra Serra.
A revista é produzida pela Editora Gráfica Atitude, administrada em rodízio pelos presidentes em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos e do Sindicato dos Bancários.
Já estiveram à frente da empresa, por exemplo, o deputado estadual eleito Luiz Cláudio Marcolino (PT), aliado do deputado federal Ricardo Berzoini (PT), e o vice-presidente da CUT, José Lopez Feijóo, membro do "Conselhão" do governo federal.

domingo, 17 de outubro de 2010

Paulo Preto e privatizações

Hoje tem debate presidencial na Rede TV. Já até imagino os temas que Dona Laquestoff vai abordar. Dois com certeza estarão na ponta da agulha da petista: Paulo Preto e as privatizações.

sábado, 16 de outubro de 2010

"Borat Rousseff" por Diogo Mainardi

Se Borat tem o potássio, Dilma Rousseff tem o pré-sal. Um é igual ao outro. Da mesma maneira que Dilma Rousseff louva nossas reservas de petróleo do pré-sal, Borat louva as reservas de potássio de seu país. Para estimular o sentimento nacionalista do eleitorado, Dilma Rousseff pode até tentar adaptar o hino de Borat:

O Brasil é um país glorioso!

É o exportador número um do pré-sal.

O resto da América do Sul tem um pré-sal inferior

O pai de Dilma Rousseff nasceu em Gabrovo, na Bulgária. O vilarejo romeno de Glod está localizado ali perto. Foi em Glod que Sacha Baron Cohen filmou Borat. Se o pai de Dilma Rousseff tivesse permanecido na Bulgária, a atual candidata a presidente do Brasil, com um tantinho de sorte, poderia ter sido uma das protagonistas do filme, exatamente como Spiridom Ciorebea.

Spiridom Ciorebea é um dos moradores de Glod. Sacha Baron Cohen escalou-o para o papel de Livamuka Sakonov, o aborteiro do vilarejo de Borat. Spiridom Ciorebea acabou processando os autores do filme. Assim como Dilma Rousseff, ele recusou-se a aceitar que o caracterizassem como um fautor do aborto. Assim como Dilma Rousseff, ele foi desmentido publicamente e perdeu o processo.

Borat é sempre acompanhado por Azamat Bagatov, seu produtor, que foi treinado no Ministério da Propaganda soviético. Dilma Rousseff é sempre acompanhada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. Recentemente, José Eduardo Dutra disse que o debate sobre o aborto pertence à Idade Média. O que pertence à modernidade, para o PT, é a Casa Civil de Erenice Guerra e de seu filho Israel.

Israel? Borat, em sua viagem aos Estados Unidos, tenta comprar uma pistola para se proteger dos judeus. Impossibilitado de comprar uma pistola, resolve comprar um urso. O urso de Dilma Rousseff é Mahmoud Ahmadinejad, o ditador iraniano que prometeu resolver o problema dos judeus, riscando Israel do mapa.

Na hierarquia de Borat, Deus ocupa o primeiro lugar. Depois: o homem, o cavalo, o cachorro, a mulher, o rato e o inseto. Na hierarquia de Dilma Rousseff, Deus era um retardatário, mas durante a campanha eleitoral Ele foi empurrado rapidamente para a frente, ultrapassando até mesmo o inseto e o rato.

Borat abandona a mulher e os filhos em seu vilarejo e, depois de tentar raptar a playmate Pamela Anderson, arruma outra mulher nos Estados Unidos. Nesse ponto, seu caso é semelhante ao do pai de Dilma Rousseff. Quando saiu de Gabrovo, ele abandonou sua mulher, grávida de oito meses, e casou-se novamente no Brasil.

Dilma Rousseff conta com o apoio de Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Fernando Morais. Borat, por sua vez, conta com o apoio de Urkin, o estuprador de seu vilarejo.

O Brasil é um país glorioso! Borat para presidente!

Preconceito contra Dilma? Conta outra

Lula disse que os ricos tem preconceito e medo da Dona Laquestoff. É mesmo? Vamos ver quem está doando dinheiro para campanha dela. Com certeza tem muito rico na lista.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Será que ela topa?

Dilma Rostock segue o roteiro neste segundo turno: detonar o governo Fernando Henrique Cardoso levando José Serra junto. Segundo a propaganda petista, o governo FHC foi o pior de todos os tempos. Será que foi pior que o governo Sarney? Será que foi pior que o governo Collor? Dilma está perto destes, como posso dizer, "estadistas" e pode muito bem fazer a comparação.
Não vou ficar enrolando muito aqui. Queria fazer um desafio para a Dona Laquestoff. Será que ela topa rejeitar as alianças com todos os políticos que a apoiam hoje e que apoiaram o governo Fernando Henrique Cardoso? Ora, o discurso dela ficaria muito mais coerente se ela desse um pé na bunda de Michel Temer. O vice dela foi aliado de FHC. Como pode Dilma Laquestoff fazer tantas críticas à FHC se o vice dela assinava embaixo todos os feitos do governo tucano? Não é só Michel Temer que apoiou FHC. Jader Barbalho, Renan Canalheiros (este foi até ministro de FHC), Romero Jucá (este era um dos líderes de FHC no Congresso e ajudou a enterrar os infinitos pedidos de CPI vindos do PT quando este era oposição).
Dilma Laquestoff precisa deixar de ser hipócrita e praticar o que ela diz (e olha que eu nem meti o dedo no tema religião, hein?). Se ela fala que FHC afundou o Brasil por que não rompe relações com aliados dela que foram aliados de FHC e apoiaram todos os atos do governo tucano?
Como viram, é muito simples apontar as mentiras, as contradições, as enganações do discurso petralha. Resta saber se José Serra vai deixar Dilma Laquestoff difundir a idéia de que o governo FHC foi um desastre e que ele afundou junto.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que assombra Dilma

Acabo de ler o texto que segue abaixo no blog do Augusto Nunes. Se José Serra começar a bater forte na tecla Sarney e Collor perto da Dilma Rostock é capaz dela partir "pros tapas":

No debate transmitido pela Band, José Serra brandiu por poucos segundos a arma que, acionada com firmeza e pontaria, liquidará de vez a aventura de Dilma Rousseff: o confronto entre os ex-presidentes que apoiam cada candidato. O palanque da sucessora que Lula inventou é assombrado por José Sarney e Fernando Collor. A campanha da oposição tem Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Sarney conduziu o país à falência com o Plano Cruzado, levou a inflação às nuvens e saiu do Planalto pela porta dos fundos. Fora o resto. Collor conseguiu catapultar os índices inflacionários para o espaço sideral, apadrinhou uma quadrilha federal só igualada em gula e desfaçatez pelo bando do mensalão e foi despejado do Planalto por ter desonrado o cargo. Fora o resto.

Itamar Franco resgatou a nação da UTI e lançou o Plano Real. Fernando Henrique sepultou a inflação para sempre, modernizou o país com a privatização de mamutes estatais, enquadrou os perdulários malandros com a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou as diretrizes da política econômica que Lula, por instinto de sobrevivência, cuidou de manter intocadas. Com tamanho zelo que nomeou para o comando do Banco Central, em 2003, o deputado federal Henrique Meirelles, eleito pelo PSDB de Goiás.

O Brasil, ensinou Ivan Lessa, esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anos anteriores. E milhões de jovens nem conheceram o país atormentado pela inflação medonha e agredido pelo primitivismo das estatais devastadas pela inépcia e pela corrução. Alguns programas eleitorais e debates na TV bastarão para recordar aos amnésicos crônicos como foram os governos de Sarney e Collor — e descrever didaticamente para as novas gerações o inferno de que se livraram graças aos governos de Itamar e FHC.

Collor e Sarney simbolizam o antigo, o coronelismo de terno e gravata, a roubalheira federal anabolizada pelo turbilhão inflacionário. Itamar e Fernando Henrique representam o país que pensa e presta. Dilma quer falar do passado? Seja feita a sua vontade. Os eleitores aprenderão que Lula, depois de malbaratar as safras plantadas pelos dois antecessores que apoiam Serra, pretende alojar no Planalto uma fraude que reverencia a dupla que arruinou o Brasil.

Imprensa só é boa quando favorece Dilma e o PT

A Folha de hoje fala de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa. Ele foi citado por Dilma Rostock durante o debate da Band. Ela disse que Souza fugiu com R$ 4 milhões da campanha tucana. Na reportagem, Paulo Vieira exige que Dilma apresente provas e que José Serra o defenda.
Quem denunciou a tal fuga de grana na campanha do PSDB foi a revista Isto É.
Dilma disse, por meio de sua assessoria, que as referências foram publicadas pela imprensa e que são de conhecimento público. Ah, é? Interessante! Quando a imprensa denuncia alguma coisa no ninho tucano não vejo ninguém criticando a imprensa, não vejo Lula acusando a imprensa de ser um partido. Quando a denúncia pode render alguns pontinhos para Dilma Rostock a imprensa é boa, merece citação já no primeiro debate na televisão. Mas se a imprensa denuncia as tretas da ex-assessora de Dilma na Casa Civil aí é o fim do mundo. Imprensa boa para o petismo é aquela que acusa o adversário.
Franklin Martins disse recentemente que a liberdade de imprensa não garante uma imprensa boa. Depois dessa reportagem da revista Isto É ele vai rever seus conceitos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eles estão descontrolados

É impressão minha ou os petistas estão descontrolados? A propaganda do PT mostrou trechos do debate na Band ontem. Mostrou Dilma Laquestoff atacando as privatizações, os feitos do governo FHC e, como não poderia deixar de ser, se fez de vítima na polêmica sobre o aborto. A Dona Laquestoff tá possessa de raiva. Não sei se essa agressividade vai dar resultado, mas que demonstra um certo desespero do PT isso demonstra. Demonstra que eles estão descontrolados.

Sobre o debate

Assisti ao debate da TV Bandeirantes ontem. José Serra e Dilma Rousseff decidiram deixar o clima "paz e amor" nos bastidores e partiram para o ataque. Dilma estava muito nervosa, já Serra estava mais tranquilo. Não sei se a estratégia do ataque vai render alguma coisa para Dilma.
Claro que as privatizações seriam abordadas. Dilma criticou as privatizações realizadas no governo FHC. Serra defendeu as privatizações e disse que o PT fez o mesmo. Ufa! Pensei que o Serra fosse vestir uma jaqueta com os logotipos das estatais e deixar Dilma atacar. Fez bem em defender o que foi bom para o Brasil. Graças às privatizações que temos telefone celular.
Acho que falta a Serra se valorizar mais. Quando Dilma detonava a administração tucana em São Paulo Serra deveria ter dito que, se a administração tucana era tão ruim por que Geraldo Alckmin fora eleito governador já no primeiro turno? Aliás, o próprio Serra foi eleito no primeiro turno para governador em 2006.
Falaram sobre o aborto. Dilma ainda não explicou pra gente se ela é realmente contra ou a favor. Ela disse que era a favor num debate realizado pela Folha de São Paulo em 2007. Três anos depois ela fala que é contra. Vai entender.
O debate demonstrou que o clima esquentou. Vamos ver no que vai dar. Vamos analisar também. Acho que Serra foi melhor no debate. Resta saber se ele vai aguentar a pressão vindo do lado de lá.

domingo, 10 de outubro de 2010

Outro blog bom

Aí ao lado tem a lista de alguns blogs que este blogueiro acompanha. Segue mais uma sugestão: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/ É o blog do Augusto Nunes. O cara é bom.

Eles na TV

Assisti ao primeiro programa eleitoral do segundo turno. O programa do José Serra melhorou. Finalmente o PSDB percebeu que aquele negócio de "fiz-em-são-paulo-vou-fazer-no-brasil" não dá certo. Geraldo Alckmin tentou fazer isso em 2006 e perdeu para Lula. O programa tucano, depois de 8 anos, resolveu mostrar Fernando Henrique Cardoso, valorizar o Plano Real e mostrar que Lula deu continuidade à política econômica do governo FHC. Que demora, hein? Vamos ver o desenrolar da propaganda. Se brincar o Serra pode voltar a dizer "fiz-em-são-paulo-vou-fazer-no-brasil".
O programa de Dilma Rousseff tentou mostrar que ela saiu fortalecida depois do primeiro turno. Falou da quantidade de votos recebidos. E, como não poderia deixar de ser, fez comparações entre o governo Lula e o governo FHC. Para os petistas, FHC governou só para os ricos. Pois é. Só não falaram o recorde de lucros dos banqueiros no governo Lula. E olha que o Lula sempre falou mal dos banqueiros quando era opositor. Imagina o que ele faria se elogiasse?
Vamos ver o desenrolar desta história. Vamos acompanhar. Não vamos fazer o que os diretores dos institutos de pesquisa fizeram durante o primeiro turno. É melhor acompanhar, analisar do que se fazer de Mãe Diná das eleições.

sábado, 2 de outubro de 2010

"Agora, Mozart!" por Diogo Mainardi

Demi Moore tem um Toto. Brad Pitt tem um Toto. Madonna tem um Toto. Leonardo DiCaprio tem um Toto. Nesta semana, imitei-os e também encomendei um Toto.

O que é Toto? Toto é um vaso sanitário. Mais exatamente: Toto é uma marca japonesa de vasos sanitários. O modelo que encomendei foi o Neorest 550. Uma reportagem da revista Barron’s apelidou-o de “Maserati do encanamento”. Para mim, foi a reportagem do ano.

O Neorest 550 tem a tampa aquecida. Segundo a Barron’s, Whoopi Goldberg, que mandou instalar vasos sanitários da Toto em seus seis banheiros, aprecia particularmente essa característica. A tampa sobe e desce automaticamente. E se higieniza depois de cada uso. Para abafar os sons provenientes do banheiro, o Neorest 550 toca Mozart. Enquanto isso, um catalisador se encarrega de eliminar os odores mais repulsivos.

O motivo que me levou a encomendar o Neorest 550, porém, foi outro. Ele possui um mecanismo interno que, acionado por con-trole remoto, funciona como um bidê, borrifando água morna do centro, da parte dianteira e da parte traseira. Em seguida, um jato de ar quente enxuga a área umedecida. Tito, meu menino mais ve-lho, tem uma série de impedimentos motores, mas faz quase tudo sozinho, exceto ir ao banheiro. Com o Toto, Tito poderá superar também essa barreira.

Nos últimos oito anos, publiquei um monte de artigos sobre Lula. A partir deste domingo, com a escolha de um novo presidente, ele ficará para trás. Nunca mais terei de citar seu nome. Nunca mais precisarei saber o que ele diz. Poderei me dedicar a temas menos passageiros, como o vaso sanitário da Toto.

Pessoalmente, meu interesse por Lula sempre foi nulo. Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, eu o via como um gordinho oportunista. Agora, em 2010, depois de dois mandatos sucessivos, continuo a vê-lo da mesma maneira: como um gordinho oportunista. Entre Lula e o vaso sanitário da Toto, interesso-me muito mais pelo vaso sanitário da Toto. Se o maior mérito de Lula, reconhecido por todos, foi ter evitado mexer na economia, posso garantir que o vaso sanitário da Toto, em seu lugar, teria mexido ainda menos. E teria tocado Mozart para abafar os sons provenientes do PT.

Mas, assim como Lula aparelhou a Anac, ele aparelhou também, por longo tempo, minha coluna. Semanalmente, ao abrir a gaveta de minha escrivaninha, eu me surpreendia com o que encontrava e dizia: “Caraca, mais um aparentado de Erenice Guerra está escondido aqui dentro!”. E, em vez de escrever sobre o vaso sanitário da Toto, acabava escrevendo outro artigo sobre Lula.

Neste domingo, Lula tentará eleger uma aparentada de Erenice Guerra como sua sucessora. Será seu ato final. Depois disso, acabou. Escrevo seu nome pela última vez em minha vida: Lula. E agora? Agora, Mozart!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Pega água lá"

Não estou assistindo às propagandas políticas na televisão. Mas ontem, enquanto jantava, assisti algumas partes. Ontem foi dia dos candidatos ao governo fazerem suas promessas que nunca serão realizadas.
Vi Iris Rezende conversando com Lula. Os dois tentaram parecer amigos de infância, como se fossem aliados de muitos anos. Lula vive criticando o governo anterior, não é mesmo? Mas Iris Rezende foi ministro da Justiça do governo anterior. Será que Lula sabia disso? Acho que não. Lula e seus petralhas nunca sabem de nada. Aliás, meses atrás Lula esteve em Goiânia e nem citou Iris Rezende como seu candidato por estas terras. Teceu vários elogios à Henrique Meirelles. Iris foi tão ofuscado que Lula o confundiu com um garçom quando disse para o então prefeito de Goiânia: "Pega água lá". Vai ver, depois da conversa entre Lula e Iris mostrada ontem, o primeiro deve ter dito ao segundo: "Pega água lá".

Cidinho é o FHC de Vanderlan

O Diário da Manhã de hoje nos mostra que o governador Alcides Rodrigues é uma espécie de Fernando Henrique Cardoso da campanha de Vanderlan Cardoso (PR). Cidinho não é mostrado. Das poucas propagandas que vi do candidato que se diz governista (o slogan dele é "Goiás no rumo certo") não vi Alcides Rodrigues pedindo votos para Vanderlan ou Vanderlan dizendo que, se eleito, vai continuar a fazer tudo aquilo que Cidinho fez. Alcides virou Fernando Henrique Cardoso: deve ser escondido, é nome amaldiçoado e se pronunciado deve bater três vezes na madeira. Assim como o tucano José Serra esconde FHC da sua campanha, Vanderlan esconde Cidinho.

sábado, 18 de setembro de 2010

O hino do blog

Em tempos de Lula, Dilma, Erenice, Dirceu e petralhadas nada melhor que o hino deste blog, Metal contra as nuvens da Legião Urbana:

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

domingo, 5 de setembro de 2010

A herança do lulismo é a ilegalidade

Vergonhosa, asquerosa, nojenta. Eis as definições para a quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra praticada por algum aloprado petralha escondido na folha de pagamento da Receita Federal. É apenas uma amostra do que o lulismo está fazendo no governo. Contra adversários eles armam dossiês, cometem falcatruas, rasgam a Constituição. E ainda contam com a benção de Lula. Este, aliás, quer jogar a culpa em Serra. Não só Lula como o PT. A priori, os petralhas disseram que foi a própria filha do candidato tucano que pediu seus dados à Receita. Depois nós vemos a mentira caindo quando a procuração que seria de Verônica Serra era falsa.
Para beneficiar Lula e seus aliados, os aloprados petralhas são capazes de tudo. Em 2006 as garras deles foram flagradas pela Polícia Federal quando tentavam comprar um dossiê falso contra José Serra. Quatro anos depois nós vemos os mesmos aloprados em ação, mostrando que o fato ocorrido quatro anos antes em nada interferiu em suas atividades ilegais. Eles continuaram usando a máquina pública em favor do partido. Enquanto Lula continuar aplaudindo seus aloprados a máquina pública continuará sendo usada para produzir dossiês, acessar dados sigilosos de forma ilegal.
E a herança que Lula vai deixar é a ilegalidade. Tudo é permitido para beneficiar aliados até quebrando sigilo fiscal da filha do candidato a oposição. Os aloprados de 2006 estão soltos. Quem me garante que os aloprados de 2010 irão para a cadeia? Enquanto Lula passar a mão na cabeça deles não haverá punição. E sem punição a Constituição continuará sendo rasgada por aloprados que fazem seus serviços sujos a mando do chefe.