terça-feira, 30 de junho de 2009

Chávez é o verdadeiro golpista

Vejam esta reportagem assinada por Cristiano Dias e publicada no Estadão de hoje:

Uma aliança com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, oferece um claro benefício imediato: a entrada de recursos provenientes do petróleo. O bolivarianismo também põe à disposição de seus seguidores uma cartilha sobre como se manter no poder. Mas um pacto com Chávez traz também uma contraindicação: reacende a oposição contra os devotos do chavismo.

Com os EUA atolados em duas guerras e distantes de seus vizinhos de continente, a válvula de escape para os governos da América Central nos últimos anos foi o presidente da Venezuela. Com o petróleo perto de US$ 150 o barril, em julho de 2008, Chávez oferecia recursos em troca de influência.

Para quem estava com o pires na mão, como o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, a aliança com Chávez foi uma saída pragmática. "Zelaya nunca foi um líder de esquerda. Ele é um político de direita que fez uma aliança de ocasião com Chávez", disse ao Estado Marco Antonio Villa, professor de História da Universidade Federal de São Carlos. "Mas o pavor da elite política hondurenha de que o país repetisse a trajetória bolivariana de outros países desestabilizou Zelaya."

Assim como em Honduras, a influência de Chávez virou munição para opositores em outros países da região. Na Argentina, Cristina Kirchner virou alvo dos adversários por causa de uma mala com US$ 800 mil que teria sido enviada por Chávez.

No Equador, Rafael Correa foi acusado de emular o guru venezuelano ao perseguir a imprensa e expulsar os EUA da Base Aérea de Manta. Na Bolívia, Evo Morales nacionalizou empresas, escreveu uma nova Constituição e transformou o antichavismo em bandeira da oposição boliviana.

Prejuízo maior, porém, teve Ollanta Humala, candidato presidencial derrotado no Peru, em 2006. Humala foi apoiado por Chávez, fato que foi explorado por Alan García, que venceu as eleições.

O Chapolin Bolivariano é o verdadeiro golpista. Ele não respeita a Lei! Ele quer rasgar constituições para implantar o maldito bolivarianismo na América Latina. Ele interfere em governos! Hugo Chávez sim é um mal para a América Latina. Ele é o maior golpista! Manuel Zelaya tentou fazer o que os amiguinhos do Chapolin Bolivariano estavam fazendo e se deu mal. Tentou passar por cima do Congresso e da Suprema Corte.

Chega de Bolivarianismo!
A América Latina precisa de democracia, da lei, da ordem!

E agora, DEMO?

O Democratas vai decidir hoje se continua ou não apoiando José Sarney. Apoiar Sarney? Pois é, tem gente que quer, que gosta, que precisa. Se o DEMO decidir pelo apoio à Sarney será um grande erro. Irá assinar embaixo todas as lambanças que a carcaça da ditadura está fazendo. E agora, DEMO? Só depende de você.

Peleguinhos em ação - Evento da Petrobrás vira ato contra criação de CPI

Por Nicola Pamplona
no Estadão

A Petrobrás transformou o lançamento de seu balanço social, ontem, em ato de defesa da política de patrocínios da companhia, um dos temas que serão investigados pela CPI do Senado. A palavra "transparência" foi a tônica dos discursos feitos por executivos da estatal. Para o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, a cobrança da imprensa sobre os patrocínios da empresa é "injusta". Ele recebeu duras críticas no Senado pelo tom de entrevista publicada no Estado no domingo, na qual reclamou da atuação da imprensa nas últimas semanas. A entrevista teve grande repercussão no blog da Petrobrás, onde foi publicada na íntegra, conforme política adotada pela estatal desde o último dia 2. Até o início da noite de ontem, o post com a entrevista tinha 65 comentários. A estatal cita casos de repercussão internacional das declarações, divulgadas pelas agências de notícias Ansa e United Press. Leia mais aqui.

Senador que "gerencia" a crise emprega lobista de convênios

Por Fábio Zanini
na Folha

Primeiro-secretário do Senado, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) emprega um assessor que também faz lobby por uma empresa especializada em intermediar convênios de prefeituras do Piauí com a União.Com a crise, Heráclito assumiu funções que antes eram exclusivas do presidente do Senado, como exonerar e nomear diretores, e virou uma espécie de "gerente da crise" ao indicar nomes para as comissões que investigam servidores. Sua assessoria inclui também uma cunhada do ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, nomeada há dois meses.Alcides Gomes Muniz Filho, assessor do gabinete pessoal de Heráclito desde 2003, já representou a Planacon Planejamento e Assessoria de Projetos Técnicos, de Teresina (PI), pelo menos três vezes em Brasília -como ele próprio admite.A última vez foi em 13 de fevereiro, na sede da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco, no ato de entrega das propostas para uma concorrência de saneamento. Documento da Codevasf diz que, naquele dia, a Planacon foi "representada" por Muniz.Fundada há cinco anos, a empresa registra "crescimento astronômico", diz seu site: seus contratos com o governo federal subiram de R$ 153 mil em 2005 para R$ 1,89 milhão nos seis primeiros meses do ano. Leia mais aqui.

Neto de Sarney também vendeu seguros para servidores do Senado

Por Rodrigo Rangel e Leandro Colon
no Estadão

A Sarcris Consultoria - empresa de José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - também atuou na venda de seguro de vida para servidores da instituição, além de intermediar empréstimos consignados. As vendas eram feitas em parceria com o Grupo MBM, empresa sediada no Rio Grande do Sul com negócios na área de seguros e previdência privada.Ontem, o gerente do escritório da MBM em Brasília, Roberto Toledo, confirmou a parceria informal com a Sarcris. "Quando o servidor fazia o empréstimo, era oferecido a ele fazer o seguro da MBM", afirmou, em entrevista gravada.Segundo Toledo, a estratégia era aproveitar a oferta de empréstimos consignados aos servidores - principal ramo de atuação da Sarcris - para também vender seguro de vida. "Mas, veja bem, não fazíamos venda casada (o que é proibido por lei)", apressou-se a dizer.O gerente da MBM disse que a Sarcris foi indicada à sua empresa pelo HSBC, banco que, segundo o próprio José Adriano Sarney, era um de seus principais parceiros no negócio do crédito consignado no Congresso. Toledo relatou que "a Sarcris, por ser (representante) do HSBC, foi indicada para fazer a comercialização (dos seguros de vida)". Ele afirmou que seu contato na Sarcris era o próprio José Adriano, 29 anos, filho do deputado Sarney Filho (PV-MA). "Eu falava com o Adriano e com um outro rapaz, um funcionário que ficava no Senado fazendo os empréstimos." O gerente disse ignorar o parentesco entre José Adriano e o presidente do Senado. "Nunca soube disso." Leia mais aqui.

Líder do PSDB pede saída de Sarney, que se apoia no DEM

Por Valdo Cruz, Andreza Matais e Adriano Ceolin
na Folha

Em mais um dia de pressões para deixar o cargo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), desencadeou ontem, ao enviar carta aos 80 senadores, uma estratégia destinada sobretudo a manter o apoio do DEM, fundamental para garantir a sua sobrevivência no comando da Casa.Já o líder tucano Arthur Virgílio (AM) enviou ao Conselho de Ética da Casa uma lista com 18 acusações divulgadas na imprensa contra Sarney para que sejam investigadas. O PSOL anunciou que ingressa hoje com representação por quebra de decoro parlamentar por causa dos atos secretos.Só a Mesa Diretora e partidos com representação no Congresso podem pedir abertura de processo no Conselho de Ética -quenão está funcionando porque o PSDB e o PMDB ainda não indicaram seus representantes para o órgão.Virgílio, também sob pressão por ter recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia, disse que Sarney perdeu as "condições morais" para permanecer no cargo.Sarney foi avisado por amigos no DEM de que o partido precisa de um bom argumento -ou seja, explicações sobre a empresa de seu neto e o crédito consignado- para evitar que seus senadores comecem a engrossar o coro que pede ao menos sua licença do cargo.Daí a decisão de distribuir a carta com esclarecimentos sobre a atuação da empresa de seu neto José Adriano Sarney, destacando que ela havia sido descredenciada para operar com crédito consignado na Casa quando assumiu a presidência. Informou ainda ter pedido à Polícia Federal investigações sobre todas as operações de crédito consignado.A preocupação de Sarney com o apoio do DEM começou na semana passada, quando democratas como Demóstenes Torres (GO) passaram a criticá-lo publicamente. Hoje a bancada de 14 senadores democratas vai se reunir para discutir a situação do peemedebista. Leia mais aqui.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu pensei que só Bush fosse o "presidente da guerra"

Viajei neste final de semana. Abri os sites dos jornais de hoje para fazer a tradicional seleção aqui para o blog e me deparo com a notícia sobre o golpe de estado em Honduras. Achei interessante a reação do Bufão de Caracas. O Chapolin Bolivariano é aliado do presidente deposto e já disse que vai colocar as Forças Armadas da Venzuela (que ele pensa ser dele) de prontidão e entrar em guerra contra Honduras se for preciso. Pois é... Aí eu lembrei de George W. Bush. Lembro que ele concedeu uma entrevista e disse que era o "presidente da guerra". Bush deve estar no seu rancho na Flórida. Chávez continua atrasando a Venzuela. Com Bush fora do jogo, o Bufão de Caracas é o mais novo "presidente da guerra". Será que algum vermelhinho vai tentar proteger o povo hondurenho contra uma ação militar bolivariana?

Empréstimos de Agaciel a senadores ampliam crise

Na Folha

Ameaças do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia de revelar empréstimos concedidos a senadores e definições de aliados sobre o apoio ao presidente José Sarney (PMDB-AP) vão contaminar ainda mais a crise na Casa numa semana que será decisiva para os dois.Principal crítico de ambos desde o início da crise, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), terá de explicar um empréstimo que recebeu de Agaciel. As bancadas tucana e do DEM vão decidir amanhã se pedem o afastamento de Sarney do cargo.Subchefe do gabinete de Virgílio, Carlos Homero Vieira Nina confirmou ontem que pediu dinheiro a Agaciel para ajudar o líder tucano a pagar uma conta de hotel em Paris, em 2003, conforme revelou a revista "IstoÉ" deste final de semana."O Arthur estava com um problema no cartão de crédito. Era fim de semana, então eu procurei o Agaciel, que é, ou era, um grande amigo meu", disse Nina à Folha. "Podem ter sido uns R$ 10 mil, mas não eram US$ 10 mil [como informou a revista]", completou.De acordo com a revista, o dinheiro não foi pago. O assessor do líder tucano nega. "Eu fiz uma vaquinha e paguei na mesma semana", disse. Vieira Nina não soube precisar se avisou o senador que o dinheiro depositado na conta dele era de Agaciel. "Não lembro, mas imagino que eu tenha dito sim."Vieira Nina também admitiu que três filhos seus foram funcionários do gabinete do tucano. Virgílio afirmou que irá representar contra si próprio no Conselho de Ética.A Folha apurou que outros senadores também já tomaram empréstimos de Agaciel. Apesar de dizer publicamente que não ameaça e não chantageia ninguém, o ex-diretor tem enviado recados por interlocutores que poderá começar a revelar outros casos parecidos com o do líder do PSDB. Leia mais aqui.

Ex-militantes do MST coordenam núcleos do Incra

Por Roldão Arruda e José Maria Tomazella
no Estadão

Os três coordenadores dos núcleos de apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Pontal do Paranapanema, região que concentra o maior número de assentamentos rurais no Estado de São Paulo, são ex-militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e já exerceram funções na Cocamp - cooperativa do MST cujo nome é citado em inquéritos policiais e processos sobre mau uso de dinheiro público. Os salários dos três não são pagos diretamente pelo Incra, mas pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), instituição sem fins lucrativos situada no centro de uma pesada polêmica que vem sendo travada entre a direção do Incra em São Paulo e entidades de representação dos funcionários da casa. Leia mais aqui.

Chapolin Bolivariano quer guerra

No Estadão

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou ontem que colocou as Forças Armadas de seu país em alerta por causa do golpe que derrubou o presidente de Honduras, José Manuel Zelaya. Em seu programa Alô, Presidente!, Chávez ameaçou entrar em guerra com Honduras se a Embaixada de seu país em Tegucigalpa for invadida e disse que não reconhecerá outro presidente hondurenho que não seja Zelaya.O venezuelano não entrou em detalhes sobre quais seriam suas ações militares, embora tenha afirmado ter informações de que os embaixadores da Venezuela e de Cuba tenham sido "sequestrados", assim como a chanceler de Honduras, Patrícia Rodas. "Estamos entrando em estado de guerra", disse. "Não podemos ficar de braços cruzados aqui."Zelaya e Chávez são aliados políticos. Honduras integra a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), idealizada por Chávez, que convocou para hoje uma reunião de emergência da Alba na Nicarágua. Zelaya partiu ontem a Manágua num avião cedido por Chávez. Ao chegar na Nicarágua, o venezuelano adiantou o tom da reunião: "Faremos o que tiver de ser feito para recolocá-lo no governo. Não permitiremos mais gorilas neste continente.""Estamos diante de um golpe troglodita contra um povo e seu presidente", completou Chávez. Leia mais aqui.

Golpe derruba presidente de Honduras

Por Fabiano Maisonave
na Folha

O presidente hondurenho, Manuel Zelaya, foi deposto ontem por forças militares no dia em que promovia uma consulta popular para respaldar uma nova Assembleia Constituinte. É o primeiro golpe de Estado no país desde 1981 e o primeiro na América Central desde o fim da Guerra Fria.A ação, condenada por Brasil, Venezuela e EUA, foi endossada pela maioria do Congresso, entre os quais a bancada do Partido Liberal de Zelaya.Zelaya foi detido enquanto dormia pouco antes das 6h, dentro da residência oficial. Pelo menos um segurança ficou ferido, segundo relatou à Folha o assessor presidencial Hernán Silva Baltodano.Em seguida, ainda vestindo pijamas, Zelaya embarcou para a Costa Rica, onde disse ter sido vítima de um "sequestro brutal, sem nenhuma justificativa" e pediu que o presidente americano, Barack Obama, não reconhecesse o "golpe".A ação militar teve o respaldo da maioria do Congresso, que, em sessão extraordinária, apresentou uma suposta carta de renúncia de Zelaya com a data do dia 25, quinta-feira. O texto, lido em plenária, afirma que a renúncia tem como objetivo "sanar as feridas do ambiente sociopolítico".Em seguida, os deputados presentes (o Legislativo é unicameral) aprovaram por unanimidade a nomeação do presidente da Casa, o também liberal Roberto Micheletti, como mandatário interino.A maior parte da sessão foi transmitida em cadeia nacional de rádio e TV. Durante a posse, os canais a cabo, tanto nacionais quanto estrangeiros, ficaram fora do ar.Em sua primeira entrevista, Micheletti decretou toque de recolher por 48 horas, a partir das 21h locais. Ele negou que o Exército tenha dado um golpe. Segundo o presidente aclamado, os militares "cumpriram uma ordem judicial", já que Zelaya estava "violando as leis". Leia mais aqui.

sábado, 27 de junho de 2009

Lula e os picaretas

Lula falou que, em época de campanha aparecem os picaretas. É mesmo? Hummm... Lula está rodeado de picaretas. Tanto do seu partido como aliados. Sarney, Canalheiros, Collor, Maluf, mensaleiros, aloprados e outros picaretas apóiam Lula. Não é o povo que precisa tomar cuidado com os picaretas. É o próprio Luiz Inácio que um dia anunciou que no Congresso havia 300 picaretas.

Lula pede atenção a ''picaretas'' que surgem na eleição

Por Evandro Fadel
no Estadão

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou ontem que em época de eleições aparecem "picaretas" pretendendo "fazer de coisa séria um trampolim para a campanha". "Eu gostaria que entre nós prevalecesse apenas o compromisso da verdade, da mais absoluta verdade e somente a verdade", disse ele a cerca de 3,5 mil pessoas, a maioria pescadores, que se reuniram no Centro de Eventos de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, a cerca de 80 quilômetros de Florianópolis.Segundo ele, nenhum governador ou prefeito poderá dizer que, nos quase sete anos de mandato, deixou de fazer alguma coisa em razão da filiação partidária da autoridade. "O que vale para fazer uma coisa é saber primeiro se a obra é necessária e, segundo, se tem projeto que pode ser concluído."Em seguida, Lula pediu que a verdade prevaleça sempre. "Está chegando a época da campanha e começam a aparecer alguns picaretas neste país querendo fazer de coisa séria um trampolim para campanha. E não é possível a gente permitir isso."Durante a sanção da Lei de Pesca e Aquicultura, Lula pediu que o ministro da pasta - criada oficialmente ontem -, Altemir Gregolin, faça uma campanha de conscientização para que os pescadores sejam beneficiados. "Não tem coisa mais triste que a gente brigar, disponibilizar dinheiro para alguma coisa e, depois que passam três, quatro, cinco ou seis meses, a gente perceber que aquela coisa não aconteceu", disse.Lula não perdeu a oportunidade de criticar a burocracia da máquina pública em um discurso que classificou como "desabafo", após cobrança do prefeito de Itajaí, Jandir Bellini (PP), para as obras de restauração do porto atingido pelas enchentes no ano passado. "No Brasil, hoje, tem mais gente para não permitir que se faça do que gente para fazer", afirmou. "O Brasil passou quase 30 anos sem dinheiro para investimento e foi destruindo a máquina de execução." Leia mais aqui.

Fiscalização é excessiva e não deixa país funcionar, diz Lula

Por Pedro Dias Leite
na Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a fiscalização sobre as obras e ações do governo no Brasil, por considerá-la excessiva, e afirmou que "esse país foi construído para não funcionar".No que ele próprio classificou de "desabafo", o presidente afirmou que "a máquina de fiscalização é muito mais eficiente que a máquina de execução": "É só ver quanto é que ganha um engenheiro do Dnit para fazer uma estrada e quanto é que ganha um auditor do Tribunal de Contas para fiscalizar a estrada que o engenheiro vai fazer", disse ele.A remuneração inicial de um auditor do TCU é de cerca de R$ 12.000. O salário inicial de um engenheiro do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) é de R$ 4.270.O discurso faz parte de uma campanha do governo nos bastidores para redefinir a forma de atuação do Tribunal de Contas da União, tido como principal agente de fiscalização do Executivo. No ano passado, o tribunal fez uso de 124 medidas cautelares, por meio das quais suspende licitações e bloqueia repasses para obras com irregularidades graves. Por meio delas, o órgão calcula que evitou prejuízo de R$ 1,7 bilhão.Lula culpou "a teoria do Estado mínimo, de que era preciso privatizar tudo, de que a Petrobras e a Vale do Rio Doce não valiam nada" pelo "desmonte" do Estado.O presidente esteve em Itajaí (SC) para assinar a transformação da Secretaria Especial da Pesca em ministério e para assinar a Lei da Pesca. Leia mais aqui.

Sarney emprega "fantasma" ligada a Renan

Por Fábio Zanini
na Folha

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), emprega na sua assessoria uma funcionária fantasma da instituição, protegida do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), casada com um suposto "laranja" dele, que é suspeito de integrar um esquema irregular do alagoano.Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada como assessora técnica da presidência do Senado em 8 de abril de 2005, quando Renan ocupava o cargo que hoje é de Sarney. Ela recebe sem dar expediente no local. Vânia é mulher de Tito Uchôa, primo de Renan. Em 2007, Tito foi apontado como comprador de emissoras de rádio em Alagoas em nome de Renan, que seria o verdadeiro proprietário.Na mesma época, a agência pertencente ao casal, a Costa Dourada Veículos Ltda., foi investigada pela Polícia Federal por ter emprestado a ele R$ 178 mil não declarados ao fisco.Tanto o empréstimo como o caso das rádios embasaram processos contra Renan que quase lhe custaram o mandato -e o levaram a renunciar à presidência do Senado em 2007.Ninguém conhece Vânia na presidência do Senado: ela fica em Maceió e nunca vai a Brasília, segundo informação dada por uma empregada em sua casa na capital alagoana.Assessores do senador José Sarney, informalmente, admitiram à Folha que ela não trabalha onde está lotada.No Senado, Renan mantém pelo menos mais um aliado que recebe sem trabalhar pela Casa, além de outros personagens dos escândalos que há dois anos ameaçaram seu mandato. Leia mais aqui.

E-mails mostram que ordem para atos secretos partia de Agaciel

Por Leandro Colon
no Estadão

O Ministério Público Federal obteve a primeira prova material de que a produção em série dos atos secretos no Senado era intencional e operacionalizada pelo ex-diretor Agaciel Maia. São e-mails remetidos pela Diretoria-Geral, com determinação de sigilo, à Secretaria de Recursos Humanos, então chefiada por João Carlos Zoghbi.O caminho percorrido pelas mensagens, segundo o Ministério Público, reafirma o envolvimento de Agaciel e Zoghbi, que comandaram esses setores no período dos atos sigilosos. Os e-mails eram assinados pelo chefe de gabinete de Agaciel, Celso Antonio Martins Menezes, braço direito do ex-diretor. Quem os recebia era Franklin Albuquerque Paes Landim, responsável pela publicação dos boletins internos. Nos e-mails, Menezes repassa boletins administrativos anexados com uma sucinta recomendação: "Não circular."Um inquérito para apurar o caso foi aberto pela procuradora Anna Carolina Resende no último dia 16, após o Estado revelar a existência de atos secretos dentro do Senado. Ontem, ela e mais cinco procuradores enviaram documento ao presidente José Sarney (PMDB-AP) sugerindo medidas de controle para evitar os atos secretos.No texto, eles informam sobre os e-mails do ex-chefe de gabinete: "A não circulação na rede do Senado de pelo menos parte dos atos não divulgados foi feita em atenção ao pedido/ordem feito pelo servidor Celso Antônio Martins Menezes por meio de e-mails." A recomendação entregue a Sarney é apenas uma fase inicial do inquérito. A investigação continua. Leia mais aqui.

"Dois mil anos depois..." por Diogo Mainardi

Roma tinha Trimalchio. Agora tem Berlusconi.
Trimalchio é um dos protagonistas de Satyricon. No romance de Petrônio, Trimalchio oferece uma ceia em sua propriedade. Mais do que uma ceia: uma orgia. Assim como Berlusconi, Trimalchio é um homem rico. Assim como Berlusconi, Trimalchio se cerca de parasitas. Quando Trimalchio, num determinado momento da ceia, pega um belo rapaz menor de idade e o beija prolongadamente, sua mulher Fortunata o acusa de ser incapaz de "conter sua libidinosidade". Quando Berlusconi, dois meses atrás, compareceu à festa de 18 anos de uma bela napolitana, sua mulher Veronica acusou-o de "estar doente" e de se relacionar com menores de idade.
Roma tinha Petrônio. Agora tem Patrizia D’Addario.
Patrizia D’Addario é uma prostituta. Ela alega ter participado de duas ceias dionisíacas no palácio barroco do primeiro-ministro italiano. Na última semana, ela relatou os detalhes do Satyricon berlusconiano aos repórteres do jornal La Repubblica e aos procuradores de Bari, que investigam o assunto. A primeira ceia, com cerca de vinte mulheres, teria ocorrido em meados de outubro do ano passado. Duas das mulheres seriam prostitutas lésbicas que trabalhariam em dupla. Se a ceia de Trimalchio tinha iguarias preparadas com carne de porco, a de Berlusconi, de acordo com Patrizia D’Addario, foi bem mais frugal: tagliatelle com cogumelos e carne com batatas. Se Trimalchio demonstrou sua banalidade discorrendo sobre o zodíaco, Berlusconi demonstrou sua banalidade contando uma série de anedotas inocentes. Se Trimalchio, durante a ceia, decidiu encenar seu próprio funeral, fazendo um panegírico de si mesmo, Berlusconi, em sua ceia, mostrou à plateia imagens de seus comícios e de seus encontros internacionais. Em Satyricon, os servos de Trimalchio cantavam como "num coro pantomímico"; no palácio de Berlusconi, as vinte prostitutas, assistindo às suas imagens na TV, festejaram-no com uma "ola".
Patrizia D’Addario declarou ter recebido 1.000 euros para participar das ceias. O dinheiro teria sido pago por um empresário acusado de suborno. Na primeira ceia, Patrizia D’Addario teria permanecido o tempo todo com Frufru, o poodle branco que Laura Bush deu a Berlusconi. Na segunda ceia, em 4 de novembro, data da eleição de Barack Obama, ela teria passado a noite com Berlusconi. Patrizia D’Addario tem uma peculiaridade: ela documenta todos os seus encontros profissionais e grava todos os seus telefonemas. Ela é o cacique Juruna do meretrício. As fotografias tiradas no quarto de Berlusconi e as gravações das conversas com ele já foram entregues aos procuradores de Bari. Numa das conversas, ele diz: "Me espere na cama grande".
Roma tinha Satyricon. Dois mil anos depois, o romance ainda está aí, inteirinho. Uma "ola" para Petrônio.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Marconi para presidência do Senado

Eu quero que José Sarney saia da presidência do Senado. Assim, quem assumirá a vaga será Marconi Perillo, seu vice. Vejam um trecho de uma reportagem que saiu hoje no Estadão:
O PSDB, por sua vez, receia entregar a presidência ao primeiro vice-presidente Marconi Perillo (GO), temeroso de que o tucano vire alvo e se converta em "bola da vez", por conta dos processos movidos contra ele ao longo dos oito anos em que governou Goiás. Como a política goiana está muito tumultuada e seu grupo está brigando até com o sucessor que ele próprio ajudou a eleger - o governador Alcides Rodrigues (PP) -, o vice é chamado nos bastidores de "Marconi Perigo". Leia a reportagem completa aqui.
Pelo visto, Marconi não anda com a bola toda no Senado como a imprensa goiana tenta pintar e bordar. O pessoal lá já sabe das lambanças dele por aqui. Precisamos começar a fazer pressão. Cai fora, Sarney e deixem Marconi assumir a vaga. Desta forma saberemos o que este senhor fez aqui em Goiás de 1999 até 2006.

Eu sou fiscal do Sarney

Peguei esta imagem lá do Blog do Tas. Os fiscais do Sarney precisam voltar. Fiscalizar o que a carcaça da ditadura está fazendo no Senado.

Michael Jackson

Peguei a fase auge-decadência de Michael Jackson. Lembro do Fantástico anunciar com pompa o lançamento do clip Black or white. Lembro do Michael na tocha da Estátua da Liberdade e a câmera se afastando dele. Pensei: "Como é que fizeram isso?".
Outra lembrança que tenho de Michael Jackson é um cartucho do vídeo game Master Sistem. Chamava-se Moonwalker. Meu irmão e eu jogavamos abeça este cartucho.
Custei a acreditar na morte de Michael. Mas é verdade.
Meus filhos saberão quem era Michael Jackson. Mas será que eles saberão do cartucho Moonwalker?

Ainda está muito cedo para dizer isso

O governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, disse ontem que não deixará dívidas para seu sucessor. Seria uma indireta ao seu antecessor Marconi Perillo? É muito cedo para Cidinho dizer isso. Mas já que ele disse fica o registro. Depois que cobrarmos dele as dívidas deixadas no armário não venha Cidinho dizer que é fofoca.

Supersalários da Petrobrás podem ser alvo da CPI

No Estadão

Diante da revelação que os integrantes da cúpula da Petrobrás recebem supersalários, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) cobrou ontem a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás já na próxima semana. De acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense, documentação enviada pela Petrobrás ao Ministério da Previdência e à Receita Federal mostra que os vencimentos - salários mais bônus - de cada um dos diretores e do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, fecharam 2007 em torno de R$ 710 mil, uma média mensal salarial de R$ 60 mil. O senador, autor do requerimento de criação da CPI, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por autorizarem reajustes de até 90%, entre 2003 e 2007, para a diretoria executiva da estatal. A diretoria é em boa parte loteada entre nomes do PT e do PMDB. Indicado pelo PT, o diretor de Operações e Exploração da empresa, Guilherme de Oliveira Estrella, por exemplo, teve rendimentos aumentados de R$ 368.711,36 em 2003, para R$ 701.764,79 em 2007. Leia mais aqui.

Sob Lula, Petrobras elevou salário da direção

Por Pedro Soares e Samantha Lima
na Folha

Os gastos da Petrobras com os salários pagos aos seus diretores do primeiro escalão cresceu 54% de 2003 -primeiro ano do governo do PT- a 2007. Nesse período, a inflação acumulou 28%. A remuneração dos diretores, porém, fica abaixo da de empresas privadas.Hoje cada um dos seis diretores e o presidente recebem, em média, cerca de R$ 55 mil mensais (cerca de R$ 710 mil/ano).Alvo de uma CPI no Senado, a Petrobras elevou muito seu gasto com salários, bônus e benefícios sob o governo Lula.Em 2003, a estatal pagou R$ 4,8 milhões em remunerações à diretoria, aos nove integrantes do Conselho de Administração e aos cinco membros do Conselho Fiscal. A cifra saltou para R$ 7,4 milhões em 2007 e para R$ 9,8 milhões em 2008.Diante da perspectiva de lucros menores por causa da queda do preço do petróleo, o valor reservado para este ano foi reduzido para R$ 8,2 milhões.A Petrobras alega que os vencimentos médios de seus empregados subiu mais (62% de 2003 a 2007) do que os da diretoria. Diz ainda que os salários pagos pela iniciativa privada a seus gerentes são bem mais elevados e que os reajustes visam reter talentos e impedir a migração para outras empresas.Além disso, o crescimento do lucro da Petrobras elevou os vencimentos, porque a estatal premia seus empregados anualmente com PLR (Participação nos Lucros e Resultados), paga de acordo com a faixa salarial e metas cumpridas.Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, a remuneração da diretoria da empresa é das mais baixas do mercado e está congelada desde 2008. Até 2007, a correção acompanhava o reajuste dos demais funcionários, mas ficou definido que não haveria reajuste em 2008 e 2009. Leia mais aqui.

Ministro do STF vê ''relações conflituosas''

Por Mariângela Gallucci
no Estadão

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, afirmou ontem que no Brasil "ainda infelizmente, lamentavelmente, se evidenciam relações antagônicas e conflituosas que tendem a patrimonializar a coisa pública, confundindo-a com a esfera privada de terceiros".Celso de Mello fez essa crítica, sem citar nomes nem a crise dos atos secretos no Senado, durante discurso lido no plenário do STF em homenagem ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que encerra o seu segundo mandato como chefe do Ministério Público da União no próximo domingo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não escolheu o substituto de Souza.O decano do Supremo disse ainda que "regimes autocráticos, governantes ímprobos e cidadãos corruptos temem um Ministério Público independente".Nos quatro anos à frente do Ministério Público, Souza propôs perante o STF 130 ações diretas de inconstitucionalidade, 45 denúncias e 141 pedidos de instauração de inquérito. O destaque de sua atuação foi o caso do mensalão. Ele denunciou 40 pessoas, inclusive ex-ministros, suspeitos de envolvimento no esquema.Ontem, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou que a crise do Senado pode afetar a democracia."Se a instituição, que tem esse poder, não resolver a crise, podemos fomentar um dos maiores agravos à democracia, que é acabar com o parlamento", afirmou.

Família Sarney emprega mais nove aliados

Por Fábio Zanini
na Folha

A teia de nomeações políticas nos gabinetes do grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) mostra pelo menos nove novos casos de aparelhamento envolvendo o clã. Os dados estão disponíveis desde anteontem na página do Senado na internet.Principal "faz-tudo" da família em Brasília, o ex-deputado Chiquinho Escórcio foi recompensado com empregos para sua mulher, Alba Leide Nunes Lima, e sua filha, Juliana.Alba trabalha desde março de 2008 no gabinete pessoal de Sarney. Juliana acaba de ganhar uma nomeação no gabinete do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a vaga deixada por Roseana Sarney (PMDB), que assumiu o governo do Maranhão.Escórcio também está de emprego novo. Foi nomeado por Roseana representante do governo em Brasília, cargo com status de secretário estadual.Há dois anos, ele foi acusado de espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) por orientação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem era assessor especial. Escórcio negou a denúncia.Usando um mecanismo regimental polêmico, Sarney encaixou na estrutura da Direção Geral seu assessor de imprensa para o Amapá, Said Dib. Sem vagas disponíveis em seu gabinete, ele pediu ajuda ao então diretor-geral Agaciel Maia, segundo Dib. "O presidente Sarney pediu para o Agaciel encontrar uma solução para me manter como assessor, e a solução foi uma lotação na Direção Geral", afirmou o assessor, que cuida do blog de Sarney. Leia mais aqui.

Para estancar crise, Simon pede que Sarney saia da presidência do Senado

Por Eugênia Lopes
no Estadão

"Tem de sair." A frase, curta e peremptória, fez parte do discurso duro com o qual o senador Pedro Simon (PMDB-RS) reiterou ontem o pedido de afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Ele foi seguido por senadores dos principais partidos, que se revezaram na tribuna com o mesmo pedido. Nenhuma liderança da cúpula do PMDB compareceu ao plenário para defender Sarney e ele próprio não foi ao Congresso. Leia mais aqui.

Sarney faz que nem Lula, culpa a mídia

Por Valdo Cruz e Simone Iglesias
na Folha

Acuado por novas acusações, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ontem ser vítima de uma "campanha midiática" e relacionou pela primeira vez a atual crise a seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em solidariedade, Lula saiu mais uma vez em defesa do aliado, numa estratégia deliberada para tentar evitar a queda do senador.Em reunião reservada, Lula disse à sua equipe que a ordem é "tentar segurar" Sarney no comando do Senado. Segundo um assessor, a renúncia ou até mesmo um pedido de licença seria "péssimo" para o governo no momento.Para ajudar Sarney em sua guerra pela sobrevivência política, Lula vai conversar nos próximos dias com líderes governistas e passar sua orientação de montar uma blindagem em torno do senador.Desde sua posse em fevereiro, Sarney enfrenta uma crise que já levou ao afastamento de dois diretores-gerais da Casa (Agaciel Maia e Alexandre Gazineo) e revelou esquemas de atos secretos, contratos irregulares e pagamento indevido de horas extras.Em defesa do presidente do Senado, Lula afirmou ontem que ele não deve ser afastado do cargo porque foi eleito pelos colegas, e disse mais uma vez não concordar que, num país com "coisas importantes para fazer", as pessoas fiquem um mês "tratando de coisas menores". Ele defendeu ainda o afastamento de Agaciel enquanto durarem as investigações.Ontem, Sarney foi obrigado a divulgar nota para se defender da acusação, publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", de que seu neto José Adriano teria sido beneficiado em operações de intermediação de crédito consignado no Senado.Sarney diz que os esclarecimentos dados por seu neto, que nega ter sido favorecido nas operações, mostram a "verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula". Leia mais aqui.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Será que ele tem coragem?

Lula diz que quer ver as denúncias contra José Sarney e sua trupe investigadas. Será que ele teria coragem de dizer isso na frente da carcaça da ditadura? Mas Sarney tem crédito com Lula. A história dele já mostra isso.

Coisas menores?

E Lula defendeu outra vez José Sarney. Disse que os atos secretos da carcaça da ditadura são coisas menores. Imaginem se alguém falasse que as denúncias contra Jader Barbalho fossem "coisas menores"? Imagine se Fernando Henrique Cardoso disse que seus aliados metidos em corrupção fossem "pessoas incomuns"? Lula trata Sarney como uma pessoa incomum e os vermelhinhos ficam calados. Cadê os intelekituwaiwais que tanto se revoltavam?
Antigamente Luis Inácio falava sobre os 300 picaretas. Hoje ele é o picareta-mor.

Richa pede investigação sobre contas de campanha

Por Evandro Fadel
no Estadão

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), foi ontem ao Ministério Público Eleitoral pedir para ser investigado, em razão das denúncias de que teria havido caixa 2 em sua campanha eleitoral no ano passado. "Vim pedir ao Ministério Público que me investigue. Não apenas a minha campanha, que investigue a minha administração, que tem sido pautada pela ética, pela transparência, extremo rigor e austeridade na aplicação dos recursos públicos e, evidentemente, isso tem incomodado meus adversários", disse.Richa afirmou que já havia sido informado sobre a denúncia antes de ela vir à tona. Trata-se de um vídeo, divulgado na segunda-feira, que mostra candidatos a vereador pelo PRTB supostamente recebendo dinheiro em troca de apoio. "Os ataques viriam em direção à minha honra, tentando macular a minha imagem. Fizeram o que tinham anunciado", contou. O procurador regional eleitoral, Néviton Guedes, disse que ainda vai analisar os documentos entregues por Rodrigo Oriente, autor da denúncia, mas deve pedir, em dois dias, que a Polícia Federal instaure inquérito policial. "Vou pedir que produza uma perícia em todas as fitas para verificar a autenticidade do material apresentado", destacou. Guedes ressaltou que pretende encerrar a investigação o mais rápido possível. "Ela ganhou uma conotação política que não é do interesse do Ministério Público. Nosso interesse é a apuração dos fatos", acentuou o procurador. Leia mais aqui.

Neto de Sarney opera no Senado crédito consignado, que é alvo da PF

Por Rodrigo Rangel e Rosa Costa
no Estadão

Alvo de investigação da Polícia Federal, o esquema do crédito consignado no Senado inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney - neto do presidente da Casa, o senador José Sarney (PMDB-AP). De 2007 até hoje, a Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda, empresa de José Adriano, recebeu autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos aos servidores com desconto na folha de pagamento. Ao Estado, o neto de Sarney disse que seu "carro-chefe" no Senado é o banco HSBC. Indagado sobre o faturamento anual da empresa, ele resistiu a dar a informação, mas depois, lacônico, afirmou: "Menos de R$ 5 milhões." Leia mais aqui.

Contas paralelas do Senado têm saldo de R$ 3,7 milhões

Na Folha

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu ontem explicações à direção da Casa sobre a existência de duas contas bancárias em nome do Senado que não integram a Conta Única do Tesouro. Por essa razão, não é possível acompanhar a movimentação dessas duas contas pelo Siafi, sistema que registra gastos públicos. Elas têm saldo total de R$ 3.740.994,13.Parecer da consultoria de orçamento do Senado considerou irregular a manutenção das duas contas, reveladas ontem pelo jornal "O Globo". O texto faz referência a voto do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Marcos Bemquerer, que, ao tratar de situação similar, comparou essas contas a "caixa dois".As contas na CEF (Caixa Econômica Federal) são mantidas pela Secretaria de Informática do Senado, antigo Prodasen. Segundo o seu diretor, Deomar Rosado, elas foram abertas nos anos 70, quando o órgão prestava serviços externos para ministérios e para o Supremo Tribunal Federal, entre outros, e era remunerado por isso. Ele diz que há pelo menos cinco anos essas contas não são movimentadas. Uma delas é conta poupança e tem a maior parte do dinheiro. Os recursos eram usados para compra de equipamentos de informática. Leia mais aqui.

Collor usa verba indenizatória na vigilância da Casa da Dinda

Por Lucas Ferraz
na Folha

O senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) usa parte de sua verba indenizatória para bancar serviços de segurança privada na Casa da Dinda, sua residência particular, situada à beira do lago Paranoá, em uma das áreas nobres de Brasília.No mês passado, dos R$ 15 mil a que tem direito, o senador usou R$ 10.616,43 para pagar a Cintel Service, empresa do Distrito Federal responsável por serviços na área de conservação, limpeza e segurança -o que inclui homens armados e uniformizados e alarmes.Antes da Cintel, era o Grupo Multi que prestava serviços de segurança na Casa da Dinda. Em abril, ele usou R$ 9.851,52 da verba indenizatória para pagar pelos serviços da empresa.Collor admitiu que utiliza a verba indenizatória para arcar com a segurança de sua residência desde que assumiu o cargo, em fevereiro de 2007.Embora utilize a verba para custear a segurança da Casa da Dinda, Collor geralmente frequenta o local nos fins de semana ou feriados. Ele mora em um apartamento funcional do Senado, localizado na Asa Sul. Leia mais aqui.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Lula e Sarney

Lembro de um podcast do Diogo Mainardi que ele dizia que Lula era Renan Canalheiros e José Sarney. Foi graças ao apoio de Lula que Canalheiros não caiu em 2007. E Sarney vai se sustentando na corda bamba do Senado com o apoio de Lula.
É nojento o apoio que Lula dá a Sarney. São deploráveis as críticas do Apedeuta à imprensa quando esta mostra os segredinhos de Sarney. Em pensar que Lula já chamou José Sarney de ladrão... Pois é, os 300 picaretas já tem um defensor e tanto.

Mendes acha ''fundamental'' abrir arquivos

Por Eduardo Kattah
no Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu ontem a revelação dos arquivos da ditadura. "É fundamental que haja a abertura desses dados", afirmou, em Belo Horizonte. "Eu disse que as pessoas têm o direito a ter o conhecimento do que ocorreu."Mendes se esquivou, porém, do debate sobre eventual revisão da Lei da Anistia. "Quanto a esses outros aspectos, já há a Comissão de Anistia em andamento e também a Justiça, se for acionada, certamente vai se pronunciar."

Justiça abre processo contra diretores da Camargo Corrêa

Por Flávio Ferreira
na Folha

A Justiça abriu processo criminal contra quatro diretores da construtora Camargo Corrêa e contra doleiros acusados de prática de crimes financeiros investigados na Operação Castelo de Areia da Polícia Federal. Dois dos réus da ação penal foram presos ontem.Jadair Fernandes de Almeida, apontado como doleiro da quadrilha investigada, e Raimundo Antônio de Oliveira, suposto testa de ferro de Jadair, foram detidos pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.Segundo o Ministério Público Federal, as prisões preventivas foram pedidas porque "ambos tentaram ocultar da Justiça valores que podem ser objetos das operações financeiras ilegais entre a empresa do doleiro e os diretores da Camargo Corrêa investigados".Para a Procuradoria, as detenções foram necessárias depois que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apurou que Oliveira tentou sacar R$ 370 mil da conta bancária de uma empresa supostamente utilizada no esquema criminoso, que de fato era controlada por Almeida.A ação penal foi iniciada pelo juiz Fausto De Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. De Sanctis acolheu denúncia do Ministério Público que apontou que os acusados movimentaram cerca de US$ 30 milhões de forma ilegal nos últimos anos.Segundo a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia, os réus tentaram maquiar remessas ilegais de valores entre a Camargo Corrêa e mais quatro empresas-duas delas estrangeiras- por meio de uma operação simulada de importação de software (programas para computadores). Leia mais aqui.

LULA DEFENDE SARNEY OUTRA VEZ

Por Raphael Gomide
na Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou ontem a crise do Senado e criticou a imprensa por sua "predileção pela desgraça", ao lançar um projeto de revitalização da zona portuária do Rio.Segundo Lula, "o povo brasileiro já viu muitos escândalos. Ao longo da história o que mais vemos são escândalos, divulgados em verso e prosa, que depois não dão em absolutamente nada". Para ele, a mídia prefere as desgraças."Quando leio jornal já me assusto. Em maio foram cento e poucos mil empregos, mas a manchete é o emprego no Senado. É uma perda de valor. Não consigo entender por que a predileção pela desgraça! Há tanta coisa boa que acontece. Quando liga a TV e lê jornal, o que está estampado é a desgraça!"Lula disse que "o problema do Senado o Senado resolve"e que o país tem coisas mais importantes a discutir: "Se tem problema, só tem uma solução, que é consertar o problema. Se não tiver, mostrar que não tem problema. E é essa a disposição do presidente Sarney, na conversa que tive com ele. O Senado, a Câmara, o governo federal, quando têm problema, resolvem. Não vamos fazer disso uma causa nacional, porque temos coisas mais importantes para discutir no Brasil".É a terceira vez em que Lula defende o Congresso, o Senado e seu presidente, José Sarney (PMDB-AP). Em viagem ao Cazaquistão, na semana passada, Lula condenou o "denuncismo" da imprensa e disse que "Sarney tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum".O projeto lançado ontem prevê a reurbanização da praça Mauá e de seu entorno. O custo é de R$ 392 milhões.

Agaciel nomeava à revelia da Casa, denuncia Demóstenes

Por Leandro Colon
no Estadão

A revelação pelo Estado de que cerca de quatro dezenas de senadores chancelaram os atos secretos com suas assinaturas ou foram beneficiados pelos boletins agitou ontem o plenário. De acordo com os senadores, o ex-diretor-geral Agaciel Maia teria aproveitado os boletins sigilosos para infiltrar assessores nos gabinetes sem conhecimento dos parlamentares. A reportagem identificou os nomes de ao menos 42 senadores e 27 ex-parlamentares entre os 663 atos não publicados desde 1995. Da tribuna, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) anunciou que pedirá para a Polícia Federal entrar no caso. Em 2007, Agaciel nomeou Lia Raquel Vaz de Souza para trabalhar no gabinete do senador, transferindo-a depois para o do petista Delcídio Amaral (MS). Lia é filha de Valdeque Vaz de Souza, braço direito de Agaciel no Senado. "Os culpados de tudo isso somos nós mesmos, que aceitamos que esse delinquente ficasse por tanto tempo à frente da Diretoria-Geral", afirmou Demóstenes. Uma declaração do então diretor-geral - exonerado ontem -, José Alexandre Gazineo garante que o parlamentar jamais pediu a nomeação de Lia.Demóstenes assumiu, porém, a nomeação secreta de um outro funcionário poderoso da Casa. Abrigou no gabinete um filho de João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos. O nome de Marcelo Zoghbi aparece na lista de atos secretos. Ele foi exonerado no ano passado em meio ao cumprimento da decisão antinepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF). Leia mais aqui.

Sob pressão, Sarney demite o diretor-geral do Senado

Por Andreza Matais e Valdo Cruz
na Folha

Em mais uma tentativa para sobreviver no cargo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), demitiu das funções o diretor-geral, Alexandre Gazineo, e o diretor de Recursos Humanos, Ralph Siqueira, suspeitos de envolvimento no escândalo dos atos secretos.É o segundo diretor-geral que deixa o cargo neste ano. Agaciel Maia foi o primeiro, depois de ficar no poder por 14 anos escolhido por Sarney. Ele foi exonerado da função em março depois da revelação de que escondeu da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões.Gazineo e Ralph eram homens de confiança de Agaciel e de João Carlos Zoghbi, respectivamente. Zoghbi deixou neste ano a diretoria de Recursos Humanos, após a divulgação de que ele emprestou um apartamento funcional para os filhos.O caso de Agaciel iniciou uma crise no Senado que envolveu a descoberta de pagamento de horas extras, recebimento de auxílio-moradia de forma irregular e atos secretos beneficiando senadores e servidores.Os novos diretores do Senado -que tem orçamento de R$ 2,7 bilhões- foram escolhidos numa operação de blindagem para tentar controlar as turbulências na Casa. Ambos têm ligações com o PMDB e o DEM, partidos que querem manter Sarney na presidência.O novo diretor-geral, Haroldo Tajra, por exemplo, foi escolha do primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) e é seu atual chefe de gabinete. Leia mais aqui.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ex-segurança de Lula atua na Petrobras por movimentos sociais

Por Fernando Barros de Melo
na Folha

Ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo e um dos mais próximos seguranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas políticas, José Carlos Espinoza trabalha, desde abril de 2007, na sede da Petrobras em São Paulo.A Petrobras é alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que ainda aguarda sua instalação no Senado.Espinoza fica no setor de Comunicação Institucional da sede paulista da empresa, mas afirma que sua função é fazer a interlocução com os movimentos sociais. Ele é terceirizado, contratado pela empresa Protemp, sediada em Santo André.O diretor de Comunicação da Petrobras é Wilson Santarosa, que tem ligações históricas com PT e movimento sindical. Espinoza é um dos 1.150 profissionais da comunicação da Petrobras, segundo quem ele foi contratado pela "vencedora da licitação para serviços de apoio profissional suplementares às atividades de comunicação".Durante a campanha eleitoral de 2006, Espinoza se afastou do gabinete da Presidência para exercer, no comitê de Lula em São Paulo, a função de encarregado da agenda do então candidato à reeleição.No meio da campanha, foi citado no escândalo da compra do dossiê contra tucanos. Segundo a revista "Veja", ele se reuniu na sede da superintendência da Polícia Federal com Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência, e Gedimar Passos, assessor da campanha, implicados na compra do dossiê. Na época, a PF e os envolvidos negaram o encontro.Ainda em 2006, após a prisão dos envolvidos na compra do dossiê, a Folha revelou que o apartamento de Espinoza serviu de local para um encontro entre Freud Godoy e Paulo Ferreira, tesoureiro do PT. Leia mais aqui.

Câmara paga R$ 150 mil por parecer sobre voos

Por Fábio Zanini e Johanna Nublat
na Folha

Com base em dois pareceres contratados pela Câmara dos Deputados por R$ 150 mil, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) arquivou na semana passada investigação contra o deputado Fábio Faria (PMN-RN), que forneceu passagem aérea de sua cota para a ex-namorada, a apresentadora de TV Adriane Galisteu.Os pareceres, revelados pelo site Congresso em Foco, foram pedidos para os professores da USP Clóvis de Barros Filho, de ética, e Manoel Gonçalves Ferreira Filho, de direito. Segundo Temer, os pareceres dizem que a conduta dos deputados no que ficou conhecido como "farra das passagens aéreas" foi correta.Barros Filho, porém, afirmou à Folha que respondeu apenas a perguntas abstratas, sem referência direta nas questões ao episódio das passagens. "Meu parecer não conclui absolutamente nada sobre as passagens", disse ele. Já Ferreira Filho disse ter concluído que a situação das passagens era "juridicamente correta".Temer, que ainda não divulgou os pareceres, afirmou que os pediu para ter respaldo legal ao tomar decisões sobre o caso.Os documentos devem ser utilizados como argumentos de defesa pelos deputados tanto em ações no Ministério Público como na comissão de sindicância que investiga o caso. Leia mais aqui.

Gabeira usou verba oficial em empresa da namorada

Por Luciana Nunes Leal
no Estadão

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) usou R$ 20 mil da verba indenizatória a que cada parlamentar tem direito para pagar serviços prestados pela empresa Lavorare Produções Artísticas Ltda., que pertence a sua mulher, Neila Tavares. O contrato foi feito em 2004, quando Neila era namorada de Gabeira, para montagem do portal de internet Cidade Sustentável, até hoje em funcionamento. Segundo Gabeira, neste caso, o uso do recurso público "se justifica".O portal é voltado para prefeitos, vereadores e outros gestores públicos e discute soluções sustentáveis para problemas urbanos. "O site funciona há cinco anos", afirmou o deputado. "Tenho orgulho de ter feito esse trabalho. A Lavorare era a empresa que podia fazer melhor o site e em melhores condições (de pagamento)".Gabeira informou que encerrou o contrato de seu gabinete com a Lavorare depois que passou a viver com Neila, em 2005. "No momento em que passei a morar com ela e a dividir as despesas domésticas, deixei de contratar a empresa", afirmou.Com os R$ 20 mil recebidos da cota de verba indenizatória do parlamentar, a Lavorare, de acordo com Gabeira, contratou designers de sites de internet e fez pesquisas qualitativas, entre outras tarefas.Até março deste ano, as prestações de contas dos deputados dos gastos com verba indenizatória eram mantidas sob sigilo. A contratação da Lavorare foi divulgada no fim de semana pela revista Veja. Leia mais aqui.

Ato que aumentou verba para senadores foi secreto

Por Adriano Ceolin e Andreza Matais
na Folha

O Senado aumentou o valor da verba indenizatória a que seus integrantes têm direito de R$ 12 mil para R$ 15 mil por meio de ato secreto. Trata-se de uma decisão assinada em junho de 2005 pelos sete senadores que integravam, na época, a Mesa Diretora. A medida, no entanto, só foi tornada pública no dia 14 de maio deste ano.O ato previu ainda o pagamento do valor reajustado de forma retroativa, com validade a partir de janeiro de 2005. Em março daquele ano, o então diretor-geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, chegou a anunciar que a Casa havia voltado atrás na intenção de aumentar o valor da verba indenizatória de R$ 12 mil para R$ 15 mil.O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Marsico, e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, consideram que os atos não publicados não têm validade. Com isso, os pagamentos feitos aos senadores desde 2005 que ultrapassaram os R$ 12 mil podem ser considerados irregulares.O benefício exclusivo dos senadores foi criado em janeiro de 2003 depois que a Câmara tomou a mesma medida em dezembro de 2002. A verba indenizatória é usada para reembolsar despesas como aluguel de escritórios nos Estados, combustível e divulgação da atividade parlamentar. O dinheiro só pode ser pago mediante a apresentação de nota fiscal.Em 2005, o aumento da verba veio a público após a divulgação de um e-mail enviado aos chefes de gabinetes pela Secretaria de Fiscalização e Controle. "Conforme deliberação da Comissão Diretora do Senado Federal, nos autos do processo. Leia mais aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu peço a saída!

Cristovam Buarque pede que José Sarney se afaste da presidência do Senado. Ele é bonzinho demais com a carcaça ditatorial. EU PEÇO A SUA SAÍDA!

E agora, Lula?

Em 2006, Lula e os petralhas riram abeça da aliança Geraldo Alckmin - Antony Garotinho. Agora, em 2009, o sujo político carioca quer se aliar a Lula e montar palanque para Dilma Rousseff no ano que vem. Será que Lula e os petralhas vão aceitar tal apoio?

Sarney não quer limpar a "lixeira do Senado"

Eu julguei que, quando fui eleito presidente, era para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a procurar a dispensa ou limpar o lixo das cozinhas da Casa.
Eis José Sarney hoje no Senado. Enquanto a crise afunda ainda mais no tapete azul do Congresso, Sarney continua fazendo de tudo para tirar o seu da reta. Ele fala que mandou investigar todas as denúncias e julgar os culpados. Quero só ver.
Sarney fala com propriedade que não vai limpar a lixeira da Casa. Ele tem apoio do Lula e da tropa de choque de Renan Canalheiros. Quer melhor defesa do que estas?

Fora Ahmadinejad!

Viram a reportagem abaixo? A eleição iraniana foi irregular! Ahmadinejad foi eleito de forma fraudulenta. Lula e Marco Aurélio Garcia apoiaram a eleição do doidinho iraniano. Depois que o Conselho dos Guardiões começou a admitir irregularidades será que os dois vão cancelar o convite para que o doidinho visite o nosso país?

Governo do Irã admite irregularidades na eleição

No Estadão

O Conselho de Guardiães, órgão encarregado de validar os resultados das eleições presidenciais do Irã, admitiu na noite de ontem que houve irregularidades na votação do dia 12, que gerou a maior onda de protestos no país desde a Revolução Islâmica de 1979. Em entrevista à emissora estatal de TV IRIB, um porta-voz do conselho disse que em 50 cidades foram contabilizados mais votos do que o número de eleitores, uma diferença de 3 milhões de votos. Leia mais aqui.

Aumenta a pressão por abertura de todos os arquivos do Araguaia

Por Leonencio Nossa e Denise Madueño
no Estadão

A divulgação pelo Estado dos documentos sobre a repressão à Guerrilha do Araguaia guardados durante 34 anos pelo oficial da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió, aumentou a pressão pela abertura de todos os arquivos sobre o conflito e também pela busca e identificação dos corpos dos guerrilheiros executados pelo regime militar.

Representantes de entidades de direitos humanos dizem que a abertura do arquivo de Curió força o governo a identificar os restos de corpos retirados em 1996 e 2001 de cemitérios na região de Xambioá, onde ocorreu o conflito, entre 1972 e 1975. Dez restos de corpos esperam por identificação nos armários do Ministério da Justiça. "A informação dele demonstra que os arquivos existem e que não é correta a afirmação eventual de que é difícil achar os corpos. Tem um caminho a ser percorrido para encontrar os corpos e encerrar esse capítulo obscuro e violento do País", disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. Desde o fim do governo militar (1964-85), a falta de arquivos e de informações oficiais é apontada como obstáculos à busca dos corpos dos guerrilheiros e da revelação do que ocorreu na repressão.
Leia mais aqui.

Atos favoreceram mais senadores

Por Rosa Costa
no Estadão

A investigação interna sobre os mais de 600 atos secretos do Senado vai mostrar que eles também favoreceram senadores que hoje condenam esse tipo de expediente, informaram fontes com acesso às apurações.Os parlamentares foram beneficiados por autorizações sigilosas para ampliar a cota de papel empregada no material impresso na gráfica do Senado, pela permissão e ajuda financeira para participar de palestras em viagens não oficiais e, ainda, pela nomeação de servidores.As duas primeiras medidas são permitidas pelo regimento da Casa e não configuram irregularidades, como é o caso da nomeação de parentes e outros servidores fantasmas. A suspeita é que que foram mantidos em sigilo para não expor os favorecidos e, ainda, para evitar que o exemplo fosse seguidos pelos demais parlamentares.O relatório da comissão, criada pelo primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), no último dia 28 para investigar os atos secretos, não cita nomes de senadores favorecidos pelas medidas sigilosas. O documento faz um resumo dos procedimentos decorrentes desses atos e das providências que devem ser adotadas para sanar as irregularidades. Mas os atos secretos estão gravados num CD-Rom entregue ao presidente ao Senado na sexta-feira. A assessoria de Sarney informou que esses dados serão divulgados.O relatório será entregue amanhã aos membros da Mesa Diretora. A reunião foi convocada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para decidir que encaminhamento será dados aos atos secretos e para definir quais medidas moralizadoras serão adotadas.Se aceitarem a sugestão da comissão, os senadores vão endossar a tese de que a validade de cada uma das medidas será decidida posteriormente, numa segunda fase de trabalho - o que pode adiar uma solução.O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), vai orientar os dois integrantes de seu partido na Mesa - senadores Merconi Perillo (GO) e Cícero Lucena (PB) - para que cobrem a investigação de todas as irregularidades identificadas até agora na administração do Senado. Leia mais aqui.

Em "semana chave", Sarney tenta conter crise contínua

Na Folha

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), considera esta uma "semana chave" para tentar superar a crise instalada na Casa desde sua posse, em fevereiro deste ano.Para sair da defensiva, diante das acusações seguidas de nomeações de parentes, ele planeja adotar medidas da reforma administrativa do Senado anunciada anteriormente.Sarney pode anunciar amanhã, por exemplo, a troca do diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo. Dentro de sua estratégia de conquistar apoio dos colegas, deve escolher o substituto em comum acordo com os demais membros da Mesa Diretora do Senado e submeter o nome ao plenário.Esta foi uma das oito propostas apresentadas na semana passada por um grupo de senadores, classificadas por eles como essenciais para o Senado contornar a atual crise. Sarney também quer definir amanhã com a Mesa Diretora a implementação de outras medidas: auditoria externa em contratos e um plano de redução do número de funcionários.Sarney quer acelerar a adoção das sugestões da FGV (Fundação Getúlio Vargas), contratada sem licitação para apurar o alto número de diretores no Senado. A proposta principal prevê um corte, até o fim do ano, de até 60% no quadro de servidores da Casa, hoje estimados em 10 mil.A partir do relatório da FGV, assessores de Sarney estimam que as demissões poderiam chegar a 5.500 servidores -os cortes seriam focados em terceirizados e comissionados.O presidente do Senado tem sido criticado reservadamente até por aliados diante de sua atitude reativa em relação aos episódios envolvendo a Casa e a ele pessoalmente. Foi aconselhado, por exemplo, a demitir qualquer parente seu empregado na instituição. Leia mais aqui.

Ato secreto elevou salário de ex-diretor-geral do Senado

Por Leonardo Souza
na Folha

O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia teve seus vencimentos elevados nos últimos anos por uma série de medidas chanceladas por ele próprio -algumas estão incluídas na lista dos atos secretos da Casa.De acordo com informações prestadas à Receita Federal pelo Senado, às quais a Folha teve acesso, Agaciel recebeu R$ 415 mil em 2006. Se fosse feita uma média considerando 12 meses mais o 13º, ele teria recebido R$ 31.900 de remuneração mensal -valor mais alto do que o teto do funcionalismo público, o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, de R$ 24.500.Pelos dados repassados ao fisco, o 13º salário de Agaciel foi de R$ 25.844 naquele ano.Em 2007, ele embolsou um pouco menos, R$ 389 mil -média de R$ 30 mil mensais.Procurado desde sexta-feira, Agaciel disse ontem à noite que todos os seus vencimentos estão de acordo com a lei e que muitos dos benefícios por ele recebidos não são considerados para o cálculo do teto salarial do funcionalismo.Ele disse ainda que todos os benefícios e extras incorporados a seu salário-base também foram pagos aos demais servidores. "Tudo o que eu recebi passou pela advocacia do Senado. Não há nada errado nos meus vencimentos", afirmou o ex-diretor-geral.Ele citou como exemplo indenizações obtidas na Justiça, que são acrescidas à remuneração anual.Agaciel se dispôs a apresentar à reportagem, nesta semana, todos os documentos que atestariam sua versão.Em março passado, ele havia dito à Folha que recebia R$ 18 mil líquidos por mês e que seu salário respeitava o teto do funcionalismo. "Eu mantenho essa afirmação. Não há nada de errado", disse. Leia mais aqui.

sábado, 20 de junho de 2009

Volto segunda

Na paróquia que participo começou ontem o Cerco de Jericó. São sete dias e sete noite com o Santíssimo Sacramento exposto e vigílias de oração. Vou participar! Volto segunda e desejo a todos um ótimo fim de semana.
PS: É, MURICY! É, MURICY! É, MURICY!

"Gafanhoto e barbárie" por Diogo Mainardi

Quando penso em Lula, penso em Kung Fu. O ator protagonista da série de TV Kung Fu morreu num hotel em Bangcoc. Ele foi encontrado dentro do armário, nu, com um cadarço de sapato enrolado no pescoço. Um de seus advogados declarou que ele pode ter sido assassinado por membros de uma seita secreta de artes marciais. Mas o legista que examinou o corpo, Khunying Pornthip Rojanasunand, concluiu que sua morte foi causada por uma "asfixia autoerótica". Para tentar prolongar o prazer, o ator de Kung Fu teria se estrangulado acidentalmente.
Eu já chego em Mahmoud Ahmadinejad. E nos protestos dos iranianos na última semana. E nos manifestantes metralhados pelos paramilitares do regime dos aiatolás. Antes disso, tenho de esclarecer o paralelo estrambótico entre o ator de Kung Fu e Lula. O Mestre Kan, com sua imensa sabedoria shaolin, ensina: "Cada um deve encontrar sua trilha verdadeira e segui-la". Eu, Gafanhoto, sigo minha trilha. O prazer de Lula é o poder. Para tentar prolongá-lo por mais quatro anos, ou por mais oito anos, ou por mais doze anos, ele decidiu antecipar a campanha presidencial. A manobra é arriscada. A candidatura de Dilma Rousseff, como um cadarço de sapato enrolado no pescoço de Lula, pode conduzi-lo ao êxtase em 2010. Mas pode também asfixiá-lo, privando-o de oxigênio nesse último período de seu mandato.
Lula apoiou Mahmoud Ahmadinejad, negando a possibilidade de que ele tenha recorrido a meios fraudulentos para se eleger. Nesse ponto, foi mais rápido e categórico do que o próprio aiatolá Ali Khamenei, que encenou a pantomima de uma recontagem parcial dos votos. Mas Lula fez algo muito pior do que isso: ele acusou as centenas de milhares de manifestantes iranianos que protestaram pacificamente nas ruas de desrespeitar o resultado das urnas. Ele as acusou de golpismo. No mesmo dia, sete pessoas foram mortas, repórteres estrangeiros foram proibidos de comparecer às passeatas e opositores do regime foram presos.
O peso internacional de Lula é nulo. Esse seu apoio à criminosa ditadura iraniana pode ser vergonhoso para os brasileiros – e é vergonhoso –, mas afortunadamente ninguém escuta o que ele diz. Só aqui dentro faz algum sentido reproduzir e analisar a barbárie de seus argumentos. Porque eles representam o cadarço de sapato enrolado em nosso pescoço, que lentamente asfixiará nossa ideia de democracia, se aceitarmos o jogo autocentrado – autoerótico? – de Lula. Mestre Kan a Gafanhoto: "O galho de salgueiro se verga diante da tempestade, porém resiste".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ainda sobre a CPI da Petrobras

E os governistas continuam na sua luta contra a CPI da Petrobras. Quem diria ver o PT e sua tropa de choque (seja nas ruas, seja nos jornais) criticando a criação de uma CPI.
Num passado não muito distante, quando o PT era oposição, qualquer denúncia que saía na imprensa era motivo para o PT armar o maior barraco e... pedir uma CPI.
É interessante ver a reação do pessoal amigo de Franklinstein Martins. Fazem tudo que o chefe manda. Vai ver é por isso que nenhum vermelhinho aliado com o PT queira saber dos rolos do irmão de Franklinstein Martins na Petrobras. Aliás, muitos projetos dessa gente é bancada pela estatal. Que gente fácil. É só colocar moedinhas nos seus cofrinhos que eles fazem tudo que mandam.

Novo discurso petista?

Epa! Quer dizer agora que o petismo mudou o discurso? Agora eles falam que nunca pediram um terceiro mandato para Lula. Ainda mais agora que José Genoino mandou arquivar o projeto golpista. O que dizer daqueles gritinhos em cada hora que Lula aparecia em público: "Lula outra vez" ou coisa assim?
Será que os petralhas vão cobrar o posicionamento de Genoíno? Acho que não. Se eles nem cobraram explicações sobre as trapalhadas delubianas ocorridas na gestão Genoino a frente do PT o que dirá pedir explicações sobre o arquivamento da proposta golpista do terceiro mandato.

Voltemos ao puxa-saquismo

Será que acabou a briga entre o PSDB e o PP aqui em Goiás? Ninguém vai falar mais nada? Os jornais daqui voltam a mostrar o governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, anunciando obras. Estamos de volta ao puxa-saquismo. E ficaremos assim até que alguém queira, finalmente, tirar os esqueletos do armário. Enquanto eles puxam o saco eu vou enchenco o saco.

Outra vez

E outra vez o São Paulo cai na Libertadores e outra vez para um time brasileiro. Fazer o que? Faz parte do jogo. Tem dia que a gente perde e tem dia que a gente ganha. É preciso saber perder, mas, acima de tudo, levantar a cabeça e seguir em frente. O Brasileirão ainda está no começo. Alguém duvida que o São Paulo chega lá? "Isso aqui é trabalho, meu filho" diria Muricy Ramalho.

Luto marca megaprotesto no Irã

No Estadão

Milhares de partidários de Mir Hossein Mousavi, candidato reformista derrotado nas eleições iranianas, foram às ruas de Teerã ontem vestindo preto e levando velas durante o "dia de luto" convocado pela oposição em homenagem aos mortos nas manifestações desta semana. Foi o sexto dia seguido de protestos, os maiores desde a Revolução Islâmica de 1979.A cobertura dos protestos pela imprensa continua restrita e é difícil determinar o número exato de mortos e comprovar a dimensão das manifestações, embora o jornal britânico The Guardian afirme que 1 milhão de pessoas teriam participado do ato de ontem, que contou com a participação de Mousavi, que discursou para a multidão.O protesto foi outro claro desafio à autoridade do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Mousavi e seus partidários exigem a realização de novas eleições, alegando que houve fraude na votação realizada na semana passada, que terminou com a vitória folgada do presidente do Irã, o conservador Mahmoud Ahmadinejad. Segundo o Guardian, a manifestação de ontem foi maior do que a realizada na segunda-feira, quando oito pessoas morreram em confrontos com partidários do governo. Lojas no trajeto da marcha teriam sido fechadas em apoio ao protesto.Em um tímido sinal de concessão aos manifestantes, o Conselho dos Guardiães, instituição constitucional composta por 12 membros, anunciou que realizará amanhã uma reunião extraordinária com os candidatos derrotados para ouvir as queixas de fraude. O órgão prometeu emitir um parecer sobre a recontagem até domingo.O anúncio do encontro, porém, não foi capaz de reduzir a tensão nas ruas. O conselho é diretamente submetido ao aiatolá Khamenei, um dos acusados de manipulação do processo eleitoral. Segundo as leis iranianas, o órgão tem poder de vetar as votações populares. Leia mais aqui.

Genoino pede arquivamento do terceiro mandato

Por Denise Madueño
no Estadão

Apoiada por setores do PT, a proposta de emenda constitucional que permite um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem - de um petista histórico - um golpe importante. Em seu parecer, o deputado José Genoino (PT-SP), relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pediu o arquivamento do projeto. A CCJ era a primeira etapa da tramitação. A tendência da comissão, agora, é de aprovar a recomendação de Genoino. Os maiores partidos da base e os de oposição se manifestaram contra um eventual terceiro mandato para Lula, assim como governadores e prefeitos.O relator argumentou que a mudança na regra - atualmente só é permitida uma reeleição - beneficiaria os atuais ocupantes dos cargos de presidente, governador e prefeito. Além disso, justificou, o princípio republicano estabelece a alternância do poder. "A democracia é a certeza das regras e a incerteza dos resultados", afirmou. "A aprovação de possibilidade de mais um mandato acabaria sem limites. Daqui a pouco podem propor mais um, outro e mais mandatos, quebrando o princípio republicano", argumentou. Para Genoino, a regra não pode ser mudada porque pertence à categoria das "cláusulas pétreas implícitas", que não podem ser alteradas.O parlamentar, que já ocupou a presidência do PT, passou um período submerso depois do escândalo do mensalão. Foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, acusado de participar do esquema de compra de votos no Congresso. O caso está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). Leia mais aqui.

Senado empregou cunhada de Sarney

No Estadão

Surgiu mais um nome na lista de integrantes do clã Sarney com emprego no Senado. Trata-se de Shirley Duarte Pinto de Araújo, de 33 anos, cunhada do presidente da Casa, o senador José Sarney (PMDB-AP). Shirley integrou a folha de pagamento do Senado durante seis anos. Ela estava lotada no gabinete da ex-senadora Roseana Sarney (PMDB), hoje governadora do Maranhão. Saiu no último dia 8 de abril, nove dias antes de Roseana renunciar à vaga no Senado para assumir o governo de seu Estado. Shirley é mulher de Ernane Cesar Sarney Costa, de 61 anos, irmão de José Sarney e secretário particular de Roseana há anos.A cunhada de Sarney recebia do Senado, mas não costumava aparecer para trabalhar em Brasília, segundo revelou ontem o Correio Braziliense. Morava em São Luís. Segundo a assessoria de Roseana, ela prestava serviços à então senadora na capital maranhense.Shirley foi nomeada em fevereiro de 2003, como assistente parlamentar. Ganhava R$ 2,4 mil. Quatro anos depois, foi promovida a secretária parlamentar, um dos cargos de maior salário entre os funcionários da Casa. Passou a receber mensalmente R$ 7,6 mil.Shirley é personagem de outra história rumorosa. Seu nome apareceu nos documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Navalha, que investigou os pagamentos que a construtora Gautama, do empresário baiano Zuleido Veras, distribuía a políticos de diferentes partidos. A empresa estaria envolvida com fraudes de obras públicas.Ela aparece como destinatária de depósitos cujos comprovantes foram recolhidos pela polícia em endereços da Gautama. Ernane, o marido dela, também foi flagrado na operação. Leia mais aqui.

Atos secretos eram ordem de diretores, afirma funcionário

Por Andreza Matais e Adriano Ceolin
na Folha

As ordens para manter atos administrativos secretos no Senado eram do ex-diretor-geral Agaciel Maia e do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. A afirmação foi feita à Folha pelo chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim.O testemunho contradiz a versão de Agaciel e da presidência do Senado de que a existência dos atos secretos se trata de "erro técnico". A descoberta dos atos secretos foi o estopim da mais recente crise na Casa.Landim contou que recebia pelo telefone as ordens de Agaciel. Zoghbi, que despachava no mesmo andar, pedia pessoalmente. "Ele mesmo pedia ou mandava o chefe de gabinete."Ele contou que guardava os atos secretos numa pasta e só os publicava quando recebia nova orientação dos diretores."Ele [Agaciel] mandava guardar. Dizia: "Esse você não vai [publicar]. Você aguarda". Com esse aguarda, às vezes mandava publicar, às vezes não. Podia ser amanhã, podia ser depois." Em alguns casos, disse, os atos ficaram guardados por "anos".Com medo de ser o único responsabilizado pelo caso, Landim disse à Folha que não irá esconder a verdade porque apenas cumpriu ordens. "Tenho certeza de que não vou pagar por isso. Eu vou dizer a verdade. Eu não temo nada." Leia mais aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sarney é cobra criada

José Sarney é, como diria um professor de Física, "cobra criada". Ele disse hoje que vai analisar as medidas oferecidas por 20 senadores para acabar com a crise que assola o Senado. Sarney vai analisar... Hummm... Sei... Deve colocar as medidas numa gaveta e deixar que a poeira do tempo as abafem. Quem sabe estas medidas não serão as mesmas que apresentarão na próxima crise do Senado?
Investigar as suspeitas nem pensar. Sarney vai esperar tudo passar para continuar na mesma. Ele é "expert" nisso. Ainda mais que tem o apoio de Lula.

Iris estava errado

Durante a campanha do ano passado o prefeito Iris Rezende mostrou uma Goiânia maravilhosa (por causa dele, é claro) e que precisava de mais quatro anos para continuar as maravilhas. Tudo era perfeito na sua propaganda. Desde a saúde até a educação passando pelo trânsito. Vejam a reportagem assinada por Pablo Santos e publicada no Hoje:

Goiânia é a 11ª cidade com mais dificuldade de deslocamento entre as capitais brasileiras. Quando a lista é aumentada para 164 cidades em todo o mundo, Goiânia aparece em 34º. Os dados fazem parte do estudo realizado pelo arquiteto Valério Medeiros, como tese de doutorado pela Universidade de Brasília (UNB). Para Valério, as cidades brasileiras, incluindo Goiânia, são verdadeiros labirintos.

De acordo com o estudo, a capital planejada por Attilio Corrêa Lima perde para cidades como Cuiabá, Brasília, Recife e até mesmo sua antecessora, a Cidade de Goiás. Ainda dentro do Estado, a locomoção em Pirenópolis e Anápolis também está à frente de Goiânia quando se trata de acessibilidade.

Valério diz que o estudo foi feito ao se utilizar mapas das cidades, onde foram traçados todos os trajetos possíveis de se fazer. Tais informações foram inseridas em um programa de computador que fez os cálculos de matrizes matemáticas, gerando o índice. “A intenção foi ver o grau de facilidade de deslocamento dentro dessas cidades. Ver como os desenhos das ruas da cidade ajudam em seu deslocamento”.
Leia mais aqui.

Pois é. O trânsito de Goiânia não é uma maravilha. É um pesadelo, um terror. É difícil se deslocar por aqui. As ruas são estreitas demais e não conseguem suportar a quantidade crescente de carros. Falta planejamento global sim, mas falta o prefeito parar de achar que tudo aqui é maravilhoso e começar a agir. Será que Iris Rezende vai agir? É bem capaz da sua candidatura ao governo ter mais prioridade do que acabar com o labirinto que virou o trânsito de Goiânia.

Base de Iris dividida ao meio

Por Larissa Bittar
no Diário da Manhã

O bloco de vereadores que dá sustentação ao prefeito Iris Rezende (PMDB) na Câmara Municipal está dividido. Veio à tona uma articulação coordenada por vereadores filiados a partidos menores – e geralmente alijados das principais decisões da base governista –, em um grupo paralelo ao comandado pelo líder do prefeito na Câmara, Bruno Peixoto (PMDB). Ontem à tarde, oito vereadores visitaram o gabinete do prefeito e comunicaram oficialmente a decisão de se unir. Ao contrário do G14 – um grupo informal de vereadores formado no início da legislatura e dedicado a criar problemas à administração de Iris –, o bloco intermediário será formado de acordo com as regras do regimento interno da Casa. A correlação de forças na Câmara muda totalmente se os oito levarem a ideia adiante. Eles passam a ser vistos como uma bancada só, e não como bancadas individuais de vários pequenos partidos – que na hora da partilha de vagas em uma Comissão de Inquérito, por exemplo, acabam preteridas em função do critério de proporcionalidade.Levando em conta o tamanho das atuais bancadas, o PMDB, com 11 vereadores, tem direito a três cadeiras em uma comissão de sete membros. Siglas menores, como PR, PDT, PRB e PRTB têm direito, juntas, a apenas uma vaga. Esses quatro partidos possuem representantes no bloco que está em gestação. Estão à frente dele Simeyzon Silveira (PSC), Fábio Caixeta (PMN), Tatiana Lemos (PDT), Tiãozinho do Cais (PR), Charles Bento (PRTB), Richard Nixon (PRTB), Fábio Tokarski (PCdoB) e Paulinho Graus (PDT). Simpatizariam com a proposta do bloco Joãozinho Guimarães (PRB), Santana Gomes (PMDB) e Virmondes Cruvinel (PSDC).Os oito acharam melhor proibir a participação de vereadores do PMDB e dos partidos de oposição no bloco. Tudo para evitar qualquer identificação com o G14, que impôs derrotas a Iris e causou dores de cabeça ao prefeito. Do G14 participava a oposição e a dissidência do PMDB. Leia mais aqui.

Irã fecha cerco a opositores nas ruas e na web

Na Folha

No quinto dia de manifestações contra o governo iraniano, acusado de fraude no pleito de domingo que reelegeu o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, Teerã aumentou ontem a repressão contra movimentos oposicionistas.Diante do maior levante em 30 anos no país, o governo iraniano multiplicou as prisões de militantes reformistas, fechou o cerco contra jornalistas e restringiu o acesso à internet.Adversários de Ahmadinejad dizem que continuarão enfrentando as autoridades e prometem realizar hoje uma megaprotesto na capital. Eles também pretendem parar o país em sinal de luto pelos sete manifestantes mortos em confrontos com a polícia.Segundo testemunhas, a polícia está promovendo uma caça aos intelectuais ligados a Mir Hossein Mousavi, segundo colocado na votação de sexta -de acordo com resultados oficiais- e líder dos protestos.A maioria dos presos acabaram libertados, mas alguns permanecem sob custódia das autoridades. O governo admite que ao menos 26 "organizadores de distúrbios" continuam encarcerados. Líderes oposicionistas falam em centenas de detenções arbitrárias. Leia mais aqui.

STF derruba diploma para jornalista

Por Mariângela Gallucci
no Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem, por 8 votos a 1, a exigência de diploma de jornalista para exercer a profissão. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.Relator do caso no STF, o presidente do tribunal, Gilmar Mendes, disse que o jornalismo é uma profissão diferenciada, que tem vinculação com o exercício amplo das liberdades de expressão e de informação. Segundo ele, exigir o diploma de quem exerce jornalismo é contra a Constituição, que garante essas liberdades. A exigência do diploma já estava suspensa desde 2006, por uma liminar concedida pelo STF."O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada. Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada", afirmou Mendes.Apesar de ter votado contra a exigência do diploma, o presidente do STF reconheceu que é inegável que frequentar um curso superior com disciplinas técnicas sobre redação e edição, ética e teoria da comunicação pode dar ao profissional uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo. "E essa é uma razão importante para afastar qualquer suposição no sentido de que os cursos de graduação em jornalismo serão desnecessários", afirmou."Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área", observou Mendes. "Certamente o poder público não pode restringir dessa forma a liberdade profissional no âmbito da culinária, e disso ninguém tem dúvida, o que não afasta, porém, a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos à saúde e à vida dos consumidores."Único ministro a votar a favor da obrigatoriedade do diploma, Marco Aurélio Mello afirmou que o jornalista tem de ter técnica para entrevistar, reportar e pesquisar.

Relator pede a cassação de deputado dono de castelo

Por Maria Clara Cabral
na Folha

O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) recomendou ontem a perda de mandato do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) no Conselho de Ética da Câmara. O petista é o relator do caso.O pedido de perda de mandato aconteceu pois Fonteles entendeu que Edmar Moreira fez mau uso da verba indenizatória, valor mensal a que os deputados têm direito para despesas do mandato no Estado. Moreira, dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões no interior de Minas, usou notas de suas próprias empresas de segurança para justificar os gatos de R$ 230,6 mil, entre 2007 e 2008, com a verba. Ele não quis comentar o relatório."A quebra do decoro não implica, necessariamente, a existência de conduto delituosa do ponto de vista penal. (...) O Juízo sobre o decoro é de natureza eminentemente ético-política, sendo moldado pelo sentimento social do que se deva considerar como ético, moral, correto num determinado momento histórico", avaliou Fonteles.Segundo Fonteles, na saída da reunião, Leonardo, que é deputado estadual em Minas e filho de Edmar Moreira, o ofendeu. "Fui agredido pelo filho do deputado Edmar. Ele me chamou de "veado". Eu não tenho nada contra os homossexuais, mas a intenção foi me atingir."O presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), disse que levará o assunto para a próxima reunião do colegiado. Para ele, o suposto insulto é caso de quebra de decoro parlamentar e a Assembleia mineira deve tomar conhecimento. Leia mais aqui.

Em sigilo, Senado demitiu irmão do seu presidente

Por Leandro Cólon e Rosa Costa
no Estadão

Um irmão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi exonerado, por meio de ato secreto, de um cargo de confiança da Casa. A demissão do escritor e advogado Ivan Sarney (PMDB) saiu só agora no sistema interno do Senado, mas com data de 30 de abril de 2007. Ele se soma a outros seis parentes de Sarney que estão ou passaram discretamente pela folha de pagamento do Senado nos últimos anos, além de dois afilhados políticos.Vereador de São Luís entre 1992 e 2004, Ivan, de 64 anos, foi acomodado no dia 5 de maio de 2005 na Segunda Secretaria do Senado, então ocupada pelo senador João Alberto (PMDB-MA), hoje vice-governador do Maranhão.Na época da nomeação, Ivan era suplente de vereador na capital maranhense. Sua nomeação no Senado foi pública, misturada a outros 26 atos, em um mesmo boletim.No dia 1º de fevereiro de 2007, ele foi transferido para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).A exoneração secreta está em um boletim, revelado apenas agora, com dois atos: um anulando a mudança para o gabinete de Cafeteira e o outro informando a saída do irmão do presidente do Senado do quadro de funcionários.Cada ato é assinado pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia. O boletim contém ainda o nome de João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos - citado em outro escândalo recente, de crédito consignado para funcionários do Senado.No Congresso, Ivan exerceu o cargo de assistente parlamentar, com salário de R$ 4,8 mil. Deixou o Senado para assumir uma vaga de vereador em São Luís. No ano passado, ele tentou, em vão, se reeleger. Leia mais aqui.

Lula defende Sarney e, como sempre, ataca a imprensa

Por Marcelo Ninio
na Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçou o que chamou de "denuncismo" em torno dos escândalos no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney, que na véspera havia afirmado que não era responsável pela crise.Lula questionou a veracidade das revelações de irregularidades no Senado, mas pediu uma "investigação séria". O presidente também fez um alerta à imprensa, afirmando que, ao questionar as práticas do Congresso, sua própria credibilidade poderá ser abalada.As declarações foram feitas pouco antes de Lula embarcar de volta ao Brasil de Astana, capital do Cazaquistão, onde encerrou uma viagem que incluiu passagens por Suíça e Rússia."Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esse processo de denúncias, porque ele não tem fim, e depois não acontece nada", disse Lula.Em seguida, defendeu um tratamento diferenciado para o presidente do Senado: "Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", argumentou, sem explicar o tipo de tratamento diferenciado a que se referia. Na terça, Sarney usou a tribuna para se defender das acusações de conivência com atos secretos e de empregar parentes na Casa.Lula pôs em dúvida a série de irregularidades: "É importante investigar para ver o que houve. Mas o que ganharia o Senado em ter uma contratação secreta se tem mais de 5.000 funcionários transitando por aqueles corredores? Por que haveria de ter alguém secreto?", indagou, indicando que há interesses por trás das denúncias"."Eu acho que essa história precisa ser melhor explicada. Eu não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil, mas eu penso o seguinte: a democracia, quando teve o Congresso Nacional desmoralizado e fechado, foi muito pior para o Brasil", disse. Leia mais aqui.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Obama e a mosca

Vi no Jornal Nacional Barack H. Obama matando uma mosca enquanto dava uma entrevista. Ele elogiou o seu feito. Deixem os terroristas de lado e vamos matar moscas. Mas matar moscas é tão chato. Raul Seixas explica:
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
E não adianta vir me detetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão

Outra vez reforma?

O senador tucano Tasso Jereissati apresentou algumas sugestões para enfrentar a crise que o Senado atravessa. Dentre elas estão a demissão da diretoria da Casa e uma reestruturação administrativa. Hummm... Será que nenhum senador vai ter coragem de peitar José Sarney e pedir sua cabeça? E os atos secretos serão anulados?
Falar em reforma administrativa no Senado é piada. Se não me engano, o Estadão publicou um reportagem falando que em 1995 o então presidente José Sarney havia pedido um estudo para realizar uma reforma. Quase quinze anos depois a reforma ainda é tema de estudo e José Sarney continua pisando no tapete azul do Congresso.

E Lula apóia Sarney

Lula defendeu José Sarney hoje. Não posso perder a oportunidade. Tenho que escrever isso bem grande: LULA DEFENDEU JOSÉ SARNEY HOJE. Não, ainda não está bom. Deixem eu negritar esta frase: LULA DEFENDEU JOSÉ SARNEY HOJE. Disse o Apedeuta: Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum. Quer dizer que, para Lula, Sarney é uma pessoa especial porque ele tem "história no Brasil". História de apoio à ditadura militar. História de nepotismo, de perseguição.
Lula é amigo de Jader Barbalho, Renan Canalheiros e Paulo Maluf. Não me impressiona Lula defender José Sarney. O que me impressiona é que isso não causa nenhuma repulsa naqueles que sempre repudiaram estes excrementos da política brasileira.
PS: Não peçam para Marilena Chauí e Antônio Cândido comentarem sobre o caso. Eles estão em processo de saída do "Silêncio dos Intelectuais" e preferem defender os baderneiros da USP.

Assessor de Renan disputou eleição sem ter deixado cargo

Por Hudson Correa, Adriano Ceolin e Andreza Matais
na Folha

Um ato secreto do Senado aponta que funcionário do gabinete do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi mantido no cargo enquanto era candidato a deputado estadual pelo PMDB no Estado de Alagoas.A Justiça Eleitoral determina que ocupantes de cargos de confiança se afastem do posto a partir da data em que registrem suas candidaturas -ou seja, cerca de três meses antes do dia da votação, em outubro.Alexandre Murta de Araújo Rocha não se elegeu deputado, teve 3.106 votos e gastou R$ 13 mil na campanha. Ele ainda é funcionário do Senado no cargo de assistente parlamentar, com um salário de R$ 2.794,18, mas não fica em Brasília.No gabinete de Renan, a secretária informa que Rocha trabalha no escritório do senador em Maceió, onde também funciona a sede do PMDB alagoano, do qual Renan é presidente.A reportagem procurou Rocha ontem por telefone no diretório do PMDB e deixou recado, mas funcionários disseram que ele não estava e que não poderiam informar o celular.Em ato público de 29 de junho de 2006, quando Renan presidia o Senado, aparece que Rocha foi exonerado do gabinete do senador. Porém, um ato com a mesma data, mas só publicado na intranet do Senado em 11 de maio deste ano, trouxe "incorreções na publicação" da exoneração do funcionário.O ato estabelece que a demissão valeria somente a partir de 1º de abril de 2007. Com isso, Rocha ficou oficialmente no cargo durante as eleições, contrariando determinação da Justiça Eleitoral. Leia mais aqui.

Parente de genro de Sarney na Espanha recebe do Senado

Por Rodrigo Rangel e Rosa Costa
no Estadão

A árvore genealógica dos parentes e agregados do clã Sarney com emprego no Senado não para de ganhar novos ramos. No pente-fino feito nos atos de nomeação, sejam eles secretos ou não, apareceram dois novos nomes. Depois do neto e de duas sobrinhas de José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa, pendurados em gabinetes de senadores amigos, surgiram uma prima e uma sobrinha de Jorge Murad, marido da ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).O mais novo nome da lista é o de Virgínia Murad de Araújo. Em 29 de maio de 2007, ela foi nomeada assistente parlamentar do gabinete da liderança do governo no Congresso, à época ocupada por Roseana. Seu salário, na ocasião, era de R$ 1.247. Onze meses após ter sido nomeada, ela passou a ganhar exatamente o dobro - R$ 2.494. Virgínia é filha do ex-deputado Emílio Biló Murad, primo de Jorge Murad, genro de Sarney. Ela está até hoje na folha do Senado. O Estado telefonou ontem para o gabinete da liderança. Lá, uma funcionária afirmou não conhecer Virgínia. A assessoria de José Sarney, por sua vez, assegurou que ela trabalhava, sim, para Roseana. De acordo com a mesma assessora, Virgínia está hoje no gabinete de Mauro Fecury, que assumiu a vaga de Roseana.A outra parente do genro de Sarney lotada no Senado é Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, arquiteta, de 25 anos, que vinha ganhando salário do Senado, apesar de morar em Barcelona, na Espanha. Isabella estava lotada na liderança do PTB. Foi nomeada em fevereiro de 2007. Na época, o líder do PTB era o senador Epitácio Cafeteira (MA), aliado de Sarney. O secretário de Comunicação do governo do Maranhão, Sérgio Macedo, afirmou ontem ao Estado que Isabella devolverá aos cofres públicos o dinheiro ganho do Senado desde que saiu do País, no início do ano. "Antes de sair ela deixou pronto o pedido de demissão, mas por alguma falha técnica isso não foi processado", afirmou Macedo. Leia mais aqui.