na Folha
quarta-feira, 3 de junho de 2009
57% creem em corrupção na gestão Yeda
na Folha
Manobra de governistas adia instalação da CPI da Petrobrás
no Estadão
Lula rejeita 3º mandato, mas se diz feliz com apoio
na Folha
terça-feira, 2 de junho de 2009
Não adianta chorar agora
Não adianta chorar agora assim como não adianta falar mal das cidades que foram escolhidas. Não adianta perguntar por que Cuiabá e não Goiânia.
Algumas pessoas querem os culpados. Bem, perguntemos ao governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, ao prefeito de Goiânia Iris Rezende e ao organizador da campanha para a indicação de Goiânia para uma das sedes da Copa Barbosa Neto.
Se Goiânia não tinha nada para oferecer antes da Copa de 2014 o que será que ela tem para oferecer depois da Copa de 2014? E vocês acham que eu vou chorar por causa disso.
Olha o Renan aí
Senado pagava auxílio-moradia a ministros
na Folha
MP denuncia executivos da Camargo Corrêa
Os crimes foram descobertos na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que também verificou doações da construtora para diversos partidos políticos.
A Procuradoria denunciou também os doleiros Kurt Paul Pickel, José Diney Matos e Jadair Fernandes de Almeida por operação de instituição financeira ou de câmbio ilegal, fraude financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Os executivos denunciados são Pietro Bianchi, Fernando Dias Gomes e Dárcio Brunato. De acordo com o Ministério Público Federal, um quarto executivo da Camargo Corrêa e duas secretárias da empresa podem responder por evasão de divisas e quadrilha. Procurada, a construtora ainda não se manifestou sobre a denúncia.
Para a Procuradoria, o motivo para os executivos da Camargo Corrêa participarem do esquema de remessa ilegal de dinheiro ao exterior pode ser a ocultação de superfaturamentos em obras públicas detectados pelo Tribunal de Contas da União, que resultaram em ações de improbidade ajuizadas em diferentes estados.
Entre os casos de suposto superfaturamento, o Ministério Público cita as obras da refinaria Abreu e Lima, em Recife (PE), o metrô de Salvador (BA), a ampliação do aeroporto de Vitória (ES), a implantação de trens urbanos em Fortaleza (CE), entre outras. Leia mais aqui.
CPI da Petrobrás começa sob a influência de Renan
no Estadão
Mobilização pelo resgate
Ao longo do dia, aviões Bandeirante sobrevoaram a área do Oceano Atlântico de onde partiu o último contato do avião, quando o A330 já se aproximava da divisa com o espaço aéreo senegalês. As aeronaves fizeram voos rasantes na tentativa de avistar o avião. Ao todo, a Aeronáutica brasileira colocou na operação de busca seis aviões e dois helicópteros.
Ontem, um piloto da TAM, que fazia a rota inversa à do AirBus A330, teria relatado que viu pontos de incêndio no mar na região onde houve o último contato do avião desaparecido. A existência do relato foi confirmada pela Aeronáutica. O piloto teria visualizado, cerca de 40 minutos após o último contato da aeronave do Air France com o controle aéreo brasileiro, pontos laranjas, que ele descreveu como chamas, indicando um possível incêndio. As duas aeronaves francesas que também trabalham nas buscas, pelo lado senegalês, refizeram o trajeto citado pelo piloto da TAM, mas sustentaram que nada foi visto. Leia mais aqui.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Câmara quer explicação de Minc para multa
no Estadão
Alckmin amplia vantagem na corrida pelo governo de SP
na Folha
domingo, 31 de maio de 2009
Já era!
sábado, 30 de maio de 2009
Acabou!
Lula e os vigaristas
"Ética em transe" por Diogo Mainardi
Porfirio Diaz e Paulo lutam na escadaria. Porfirio Diaz está armado. Paulo o esbofeteia e se afasta. Em off, rajadas de metralhadora. Ópera. Porfirio Diaz grita, em lágrimas: "Sozinho! Paulo! Sozinho! Paulo! Sozinho!".
Kim Jong-Il, irritado, desliga o DVD. Dá uma olhada na capa: Terra em Transe. Dá uma olhada no comentário do diretor: "Terra em Transe é um documentário sobre a metáfora. Crítico, e mais do que isso, dialética da metáfora X realidade. Uma chave: ópera e metralhadora". Kim Jong-Il é tomado pelo desejo de exterminar aquela gente insensata, e manda direcionar um de seus foguetes dotados de ogiva nuclear contra o país que originou o filme – o Brasil. Quem pode recriminá-lo?
É isso que acontecerá quando pudermos mandar nosso homem para a Coreia do Norte. Seu nome é Arnaldo Carrilho. Nesta semana, ele iria abrir a embaixada brasileira em Pyongyang. Os planos tiveram de ser adiados porque na mesma data, desafortunadamente, Kim Jong-Il decidiu detonar uma bomba nuclear. E disparar meia dúzia de Taepodong-2, seu míssil balístico. E desencadear uma guerra contra o resto do mundo. Arnaldo Carrilho declarou que, chegando à Coreia do Norte, presentearia os DVDs de Glauber Rocha a Kim Jong-Il. Que é um "cinéfilo", segundo nosso diplomata. Chamar um sociopata como Kim Jong-Il de cinéfilo equivale a chamar Hitler de vegetariano.
A abertura de uma embaixada brasileira na Coreia do Norte, na mesma semana em que Kim Jong-Il detonou uma bomba nuclear, é só a última de uma série de desfeitas do Itamaraty. Lula e Celso Amorim defendem as escolhas ultrajantes de nossa diplomacia com o argumento de que o Brasil topa fazer negócios com qualquer um. Depois de suprimir os valores éticos da política interna, o PT suprimiu igualmente os valores morais da política externa. Kim Jong-Il, para o petismo, é uma espécie de Banco Rural – uma simples fonte de receita. O resultado de tanto despudor é que passamos até a abrigar terroristas da Al Qaeda no território nacional.
Mas há também um parentesco ideológico entre o PT e a Coreia do Norte. No ano passado, na festa do partido, o representante norte-coreano disse o seguinte: "O PT está construindo um socialismo de tipo brasileiro. Nós, do Partido do Trabalho da Coreia, temos a mesma finalidade". É isso: Kim Jong-Il quer construir um socialismo de tipo brasileiro. Sozinho! Kim! Sozinho! Kim! Sozinho!
Nelson Rodrigues só gostou de uma cena de Terra em Transe. É aquela na qual Glauber Rocha esfrega na cara da plateia que "o povo é débil mental". O cinéfilo Lula e o cinéfilo Celso Amorim entenderam perfeitamente a mensagem do filme.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Entre as páginas
Oposição usa CPI das ONGs como arma contra governo
na Folha
PEC do 3º mandato cai por falta de assinaturas
no Estadão
Acuado após derrotas, Minc vai a Lula reclamar de colegas
na Folha
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Carlos Alberto Leréia estava na lista
Podcast do Diogo Mainardi:"Protógenes, blogueiros lobistas e telefonemas"
Em 23 de julho de 2008, quando meu nome foi emporcalhado por um relatório de Protógenes Queiroz, eu disse o seguinte:
O relatório da PF sobre a imprensa, apesar de seu caráter grotesco, merece ser analisado porque ele mostra claramente quem foi o inspirador do inquérito. De um jeito ou de outro, todos os jornalistas citados pisaram no pé de Luiz Gushiken e seu bando. Eu pisei. Um bocado. Luiz Gushiken até mandou a PF me investigar. Pisei no pé também de seus blogueiros de aluguel. E no do atual diretor da Abin, Paulo Lacerda. E no de seu antecessor no cargo, Mauro Marcelo. E no de Luiz Roberto Demarco, denunciando a montanha de dinheiro que ele ganhou como lobista da Telecom Italia. Aliás, desconfio que o próprio Demarco tenha ajudado a fabricar o relatório sobre a imprensa. É um acerto de contas com alguns de seus maiores desafetos, tanto profissionais quanto pessoais, como Guilherme Barros, cuja única culpa foi ter se casado com sua ex-mulher.
Passaram-se dez meses e, agora, com todo o candor, posso esfregar o focinho dos cachorros sarnentos do petismo no carpete molhado. Minha suspeita, baseada na lógica mais elementar, foi robustecida pelo inquérito policial. Comicamente, Protógenes Queiroz, em seu relatório, chegou a reproduzir um de meus artigos. Qual? Aquele em que apontei a parceria entre Paulo Henrique Amorim e Luiz Roberto Demarco.
O juiz Ali Mazloum, depois de relacionar os 50 telefonemas entre Protógenes Queiroz, o blogueiro e o lobista, observou: "Esse inusitado fato deverá ser investigado, com rigor e celeridade, para apurar eventual relação de ligações com a investigação policial em questão, vez que inadmissível e impensável que grupos econômicos, de um lado e de outro, possam permear atividades do Estado".
Desde meados de 2005, quando comecei a narrar a disputa pelo controle da telefonia nacional, eu repito aborrecidamente que as atividades do Estado foram permeadas por interesses comerciais. De um lado e do outro. Do lado de Daniel Dantas. Do lado da Telecom Italia. Do lado da Oi. Denunciei José Dirceu, homem de Daniel Dantas. Denunciei Luiz Gushiken, homem dos fundos. Denunciei Lula e Lulinha.
Luiz Roberto Demarco, para defender os interesses comerciais da Telecom Italia, ganhou 500 mil dólares. Por mais que eu esfregue seu focinho no carpete molhado, ele continuará sendo apenas um tarefeiro que se serve de outros tarefeiros - na imprensa, na polícia, no Ministério Público, no governo. Mas é seguindo seu rastro, de poste em poste, que podemos chegar ao seu dono.
A tuma da Xuxauí dando seu alô
Quanta sensibilidade!
Depois do desabafo poderiam vir as revelações
O desabafo de Alcides
Reforma? Que reforma?
PF vê ligação de libanês com a Al Qaeda
na Folha
Como foi dito aqui: PT ameaça investigar gestão da Petrobrás no governo FHC
no Estadão
Quem diria...
Sistema Petrobras privilegia PT em doações a candidatos
na Folha
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Bangladesh, Bangladesh
Bangladesh
PF investiga estrangeiro por racismo na internet
na Folha
Oposição promete parar votações se não dividir comando da CPI
no Estadão
Gabrielli nega que Petrobras seja petista e use critérios partidários
Conversa entre Lula e Chávez vaza e escancara entrave na relação
no Estadão
terça-feira, 26 de maio de 2009
De Protógenes para Paulo Henrique Amorim: "Cadê sua bota cor de rosa?"
O povo sempre banca as badernas esquerdopatas
Mendes é direto: 3º mandato não passa no STF
Aconteceu alguma coisa sim
Deputado tucano acusa governador e secretário da Fazenda
Juiz transforma Protógenes em réu por vazar Satiagraha
Petistas têm 1/5 dos cargos de confiança
na Folha
Mendes afirma que ''terceiro mandato'' não passa no STF
no Estadão
Contratada da estatal doou a Jucá
no Estadão
Governo pretende fazer relator e presidente na CPI da Petrobrás
no Estadão
Mundo condena Coreia por teste de bomba
na Folha
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Goiás ainda vive na década de 1980
Base se dispersa e governo perde controle da pauta
no Estadão
Começam hoje depoimentos de testemunhas do mensalão
na Folha
Renan e Lula se reúnem para traçar estratégia e compor CPI
na Folha
sábado, 23 de maio de 2009
A culpa é do governo anterior, não é mesmo?
na Folha
Melhor uma governadora nas mãos
na Veja
Esses cálculos quase foram por terra na quinta-feira passada, depois que aliados mais afoitos de Yeda na Assembleia pediram o impeachment do vice-governador Paulo Feijó, do DEM. Feijó rompeu com a governadora ainda durante a campanha eleitoral de 2006 e é acusado de usar o cargo para celebrar um contrato entre uma de suas empresas e uma universidade local. O vice alega que a universidade é privada e, por esse motivo, não cometeu nenhuma irregularidade. O pedido de impeachment levou dois deputados ligados a Feijó a engrossar o coro a favor da CPI, e a comissão quase foi viabilizada. Para impedir a sua instalação, os assessores de Yeda pressionaram até prefeitos. Leia mais aqui.
Ela e os golpistas
na Veja
O deputado Jackson Barreto, do PMDB de Sergipe, que se diz amigo de Lula desde os tempos do sindicalismo, anunciou que vai apresentar na Câmara um projeto de emenda constitucional que prevê a realização de um plebiscito para que a população decida se Lula poderá concorrer a um terceiro mandato. O deputado Sandro Mabel, líder do PR, outro partido aliado do governo, apareceu com uma novidade de arrepiar: ele quer aprovar um projeto de sua autoria prevendo a prorrogação por mais dois anos dos mandatos do presidente, dos governadores, senadores, deputados federais e estaduais. A justificativa oficial é permitir a coincidência do calendário eleitoral em 2012. Até o fim da reeleição com a adoção de mandatos de cinco anos, o que daria mais um ano de Presidência para Lula, voltou a ser discutida como alternativa em reuniões de congressistas aliados do governo.
Em viagem oficial ao exterior, Lula tornou a afirmar que rejeita a proposta de um terceiro mandato: "Não discuto essa hipótese. Primeiro, porque não tem terceiro mandato. Segundo, porque Dilma está bem". É uma negativa protocolar, já que o assunto está sendo discutido inclusive por ministros e assessores próximos ao presidente. Na terça-feira, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, participou de um jantar com líderes do governo na Câmara no qual foi discutido abertamente o terceiro mandato. Na manhã seguinte, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, promoveu um café da manhã com ministros, deputados e senadores que teve o tema como um dos pontos do cardápio. Na noite de quarta-feira, em um jantar na casa do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, o partido decidiu abraçar a tese do terceiro mandato e acelerar a tramitação do projeto de Jackson Barreto, aquele amigo do presidente. "Lula diz que não quer, não vai se mexer publicamente, mas não desautoriza ninguém a defender o terceiro mandato. Se cair no colo dele, não vai reclamar", afirma um líder da base. Leia mais aqui.
"Quem quer demolir barracos?" por Diogo Mainardi
– Onde posso dormir hoje à noite?
Na semana anterior, o barraco de outro protagonista de Quem Quer Ser um Milionário?, Azharuddin Mohammed Ismail, de 10 anos, já fora demolido por um trator. A BBC mostrou imagens dele no meio dos escombros. Ele disse ter sentido medo e perguntou:
– Onde está minha galinha?
A imprensa internacional, nesses dois episódios, recriminou a prefeitura de Mumbai, os administradores da estrada de ferro, os policiais encarregados de desocupar os terrenos e os realizadores de Quem Quer Ser um Milionário?. Ninguém apoiou seus argumentos. Ninguém defendeu a medida de demolir os barracos. Se é assim, eu apoio seus argumentos. Eu defendo a medida de demolir barracos. Sou o Émile Zola dos tratores. Este é o meu "J’Accuse" em prol da Caterpillar. No embate de ideias, cada um tem o Dreyfus que merece.
A prefeitura de Mumbai planeja erguer um jardim público na área tomada pelo barraco de Azharuddin Mohammed Ismail, que é constantemente inundada por esgoto, em particular a partir de junho, durante a temporada de tempestades. Os administradores da estrada de ferro decidiram desobstruir o terreno adjacente aos trilhos, demolindo barracos como o de Rubina Ali, construídos perigosamente à sua margem. Os policiais encarregados de desocupar o barraco de Rubina Ali deram uma surra em seu pai, que recentemente foi acusado de tentar capitalizar o grande sucesso cinematográfico da filha vendendo-a a um estrangeiro, por 200 000 libras ester-linas. Os pais de Azharuddin Mohammed Ismail e Rubina Ali declararam que Quem Quer Ser um Milionário? rendeu-lhes, respectivamente, 1 700 e 500 libras, mas os realizadores do filme anunciaram que a cifra é bem maior, e que só poderá ser sacada quando seus intérpretes completarem 18 anos.
Sobre o jardim prometido pela prefeitura de Mumbai: creio que ele nunca sairá do papel. Sobre a estrada de ferro: ela logo será retomada pelos barracos. Sobre os policiais: eles batem também em inocentes. Sobre os realizadores de Quem Quer Ser um Milionário?: o dinheiro é deles, e eles podem gastá-lo como bem entenderem. Mesmo assim, entre uma sociedade que aceita demolir barracos, como a indiana, e uma sociedade que se recusa a demolir barracos, como a brasileira, a que aceita demolir barracos necessariamente acabará predominando. Cedo ou tarde, Rubina Ali terá onde dormir. Cedo ou tarde, Azharuddin Mohammed Ismail terá outra galinha.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Como sempre recuaram
Câmara recua sobre passagens
no Estadão
Empresa alvo de CPI teve mais 19 contratos com a Petrobras
na Folha
PT ocupa diretorias e gerências estratégicas na Petrobrás
no Estadão
PMDB quer discutir com Lula ''plano B'' para a eleição de 2010
no Estadão
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Nome aos bois
Peleguinhos em ação
Procurada pela reportagem, a assessoria de Serra informou que não se manifestaria sobre o protesto. A reportagem procura as lideranças do PSDB no Congresso para comentar as declarações dos manifestantes da passeata.
O diretor do Sindipetro-RJ (sindicato dos petroleiros do Rio) estava no caminhão de som, mas negou ser o autor da rima. Ele atribuiu a frase a um metalúrgico, a quem não quis identificar. "A letra [da rima] foi composta para esse ato. Incluímos ela [no protesto] porque o Serra é a continuação de Fernando Henrique Cardoso."
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), também atacou os tucanos. "Sabemos o que foram os oito anos do governo FHC. É preciso que se diga que essa crise [financeira] é fruto da política neoliberal deles. E agora querem atingir a empresa símbolo de orgulho do país. Não vamos tolerar que ninguém jogue lama na Petrobras. Vamos ocupar as ruas do Brasil para protestar."
O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) usou as mesmas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à oposição, mais especificamente ao PSDB. "Essa CPI é irresponsável e antipatriota. Quer atingir a maior empresa do país, que precisa de credibilidade internacional. Se há fato concreto, vamos investigar através do Ministério Público e do Tribunal de Contas."
Soriano defendeu a mesma tese. "Não precisa de CPI porque temos a Polícia Federal e a Procuradoria, que podem fazer a investigação. Sugiro que investiguem então todas as multinacionais de petróleo."
Estudantes x petróleo
A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, estava na passeata e criticou a CPI. "Repudio a CPI porque tem cunho político, vai contra os interesses do povo."
Ela disse que os estudantes "se mobilizam na defesa do Brasil e de um projeto de desenvolvimento nacional de sustentação para a educação que passa pela defesa do petróleo".
Ele nega, mas não proíbe
Evo assina decreto que permite confiscar bens de opositores
no Estadão
Irã testa com sucesso novo míssil capaz de atingir Israel

Na Folha
Numa demonstração de força às vésperas da eleição presidencial de 12 de junho, o governo iraniano realizou ontem um bem-sucedido teste com um novo míssil capaz de atingir alvos a mais de 2.000 km.Os EUA confirmaram o lançamento e o alcance do foguete, mas disseram não saber onde aconteceu o disparo.Segundo a mídia oficial, o teste foi feito no deserto de Semnan (norte) momentos antes da visita à região do presidente e candidato à reeleição Mahmoud Ahmadinejad.A TV mostrou imagens de um foguete subindo no céu, deixando um rastro de fumaça.Em discurso a simpatizantes na Província de Semnan, Ahmadinejad disse que o míssil lançado é uma versão mais moderna e precisa do Sejil 1 (em persa, barro incandescente). Sem dar detalhes, o presidente afirmou que o foguete "alcançou seu alvo com precisão".Teerã explicou que o míssil foi batizado numa referência a um trecho do Corão, no qual pássaros enviados por Deus repelem um Exército invasor com pedras e argila quente.O Sejil 2 é movido a combustível sólido, o que permite que seja estocado durante anos sem ser detectado por radares.O alcance do míssil terra-terra Sejil 2 é quase igual ao de outros foguetes iranianos, como o Shahab 3, o que o torna capaz de atingir alvos em Israel e bases dos EUA no Oriente Médio.Ahmadinejad questiona o Holocausto e defende que Israel seja varrido do mapa, mas nunca disse que tomaria a iniciativa de atacar o país.Ontem, no entanto, ele ironizou as ameaças de bombardeio de Israel, dizendo que "não passam de jogo de cena".Os israelenses, que atualmente são a única potência nuclear do Oriente Médio, temem que Teerã queira equipar seus mísseis com bombas atômicas fabricadas nas suas centrais de enriquecimento de urânio.O Irã diz que sua força militar é defensiva e que seu programa nuclear visa produzir energia, não ogivas atômicas.A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu ontem sobre a possibilidade de uma corrida armamentista "se o mundo permitir que o Irã tenha arma nuclear".O teste com míssil complica a equação geopolítica em que Ahmadinejad está inserido.Alguns analistas afirmam que a manobra está voltada para o consumo doméstico, como parte da campanha eleitoral. Mas a medida pode desagradar aos iranianos que defendem uma posição mais conciliadora.Outros especialistas sustentam que a medida é um aviso ao presidente Barack Obama, que busca apaziguar as relações com o Irã, com quem os EUA estão rompidos desde 1980.Teerã, que vinha respondendo aos acenos com sinais positivos, não gostou do que o americano disse na segunda ao receber o premiê israelense, Binyamin Netanyahu.Numa tentativa de apaziguar Netanyahu, Obama afirmou que "não vai conversar para sempre" com Teerã sobre o programa nuclear iraniano e disse esperar que sua política de aproximação diplomática dê frutos até o fim deste ano. Netanyahu agradeceu Obama por "manter todas as opções sobre a mesa" -o que incluiria um ataque ao Irã.O analista Alex Vatanka, da revista militar "Jane's", minimizou o lançamento. "O Irã já tinha capacidade de atingir Israel havia mais de dez anos."

