Postei semana passada uma notícia que saiu nos blogs Faxina Geral e Chapa Branca. Cidinho quase teve o seu mandato cassado por conta de irregularidades na sua prestação de contas da campanha de 2006. O Popular anunciou? O Diário da Manhã noticiou? Que nada! A torneira do Palácio das Esmeraldas está aberta e a babação da imprensa continuará.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Cidinho líder?
Postei semana passada uma notícia que saiu nos blogs Faxina Geral e Chapa Branca. Cidinho quase teve o seu mandato cassado por conta de irregularidades na sua prestação de contas da campanha de 2006. O Popular anunciou? O Diário da Manhã noticiou? Que nada! A torneira do Palácio das Esmeraldas está aberta e a babação da imprensa continuará.
Tom Jobim, o maestro
Estive no Rio de Janeiro no final de setembro. Fui sozinho. Quem me conhece sabe o bem que esta viagem me fez. Precisava muito disso. Me virei por lá e não fui alvo de nenhuma bala perdida. Estão vendo esta foto aí acima? É a casa onde Tom Jobim morou. Fica na Rua Nascimento e Silva, número 107. Tem uma placa próximo a porta que fala sobre a importância desta residência.Lennon Legend
Hoje faz 28 anos que John Lennon foi assassinado em frente ao Edifício Dakota em Nova York. Foi através dele que conheci os Beatles lá no ano de 1997. Na época, o Multishow apresentou um especial com várias músicas do ex-bealte. Pronto! Virei fã de John Lennon. Para virar fã dos Beatles foi um passo. Além do São Paulo, outra herança que quero deixar para os meus filhos é o gosto pelos Beatles. Todos eles, John, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.
Muitos perguntam o que Lennon estaria fazendo se ainda estivesse vivo. Talvez estaria lutando contra as guerras que ainda assolam o mundo. Talvez faria um show no local onde as Torres Gêmeas foram destruídas no dia 11 de setembro de 2001. Ou talvez compraria uma ilha e ficaria com Yoko Ono para sempre. Mas eu não colocaria nestas hipóteses a volta dos Beatles. É triste ver Mick Jagger rebolando o traseiro mucho e cantando Satisfaction em Copacabana, apesar dos milhões que ali se aglomeravam para ver os Rolling Stones. Não queria ver os Beatles velhinhos cantando yeah-yeah-yeah. Não se esqueçam que o sonho acabou, mas as lembranças que ficam não podem ser apagadas assim como não devem ser esquecidos aqueles que mudaram o mundo com sua arte. John Lennon foi um deles. E hoje e sempre o dia 8 de dezembro será lembrado como o dia que o mundo perdeu um dos seus maiores ícones. Ainda bem que temos as lembranças, os discos, os filmes, os livros e o You Tube para matar saudade dos nossos ídolos que se foram, mas que estão eternamente presentes em nossos corações.
Eu comemoro sim e ao lado do meu pai
Vi mais um título são-paulino ao lado do meu pai. Isso não tem preço! Isso eu prezo muito e levo comigo para o resto da vida. Peço a Deus que dê muita saúde ao meu pai e que vejamos juntos mais vitórias e títulos tricolores.
Aí meu fã (vocês sabem que é) diz que eu sou um falso moralista porque comemoro um título suspeito, com um gol suspeito e com um juiz suspeito. É mesmo? Ele deve ser o verdadeiro moralista. Vai ver ele está doidinho para ir à Fifa pedir a anulação do gol de mão de Maradona. Pode ir até a sede da Fifa, mas não peça dinheiro emprestado ao BNDES, ok?
Eu comemoro sim o hexacampeonato do São Paulo! Eu comemoro ao lado do meu pai. Ainda assistiremos juntos outras glórias são-paulinas
Uns brincalhões
Lula seguiu a política econômica que tanto criticou quando era só presidente de honra do PT. Seguiu o que sempre criticou e deu certo. Imaginem se Lula fizesse o que prometera fazer na economia quando subia nos palanques e nos trios elétricos quando o PT era o único partido puro e dono da verdade (hoje o partido só se acha o dono da verdade)?
Não me impressiona ver a alta cúpula petista atacando o PSDB. Será assim até 2010. Quero ver como o PSDB vai responder a estes ataques. Ver José Dirceu e Ricardo Berzoinni criticando a política econômica do atual governo é bem divertido. Dirceu é consultor de empresas. Já imaginou se Lula tocasse o terror na economia? Com certeza as empresas não desejariam ter o ex-guerrilheiro como consultor. E sem a consultoria José Dirceu não implantaria uns fiozinhos de cabelo no cocoruto. Eu me divirto com os discursos petralhas. O problema é que eles estão destruindo o Brasil. E isso não é nada divertido. E eles vão colocar a culpa no PSDB, ou seja, o que sempre fizeram desde 1º de janeiro de 2003.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Eu já vi esse filme

Mudem as faixas
Pelo visto, a homenagem prestada a Iris Rezende despertou os instintos mais primitivos em Marconi Perillo. Ele já mexeu seus pauzinhos, digo, seus aliados para organizarem uma homenagem para o Senador. Por quê? Será que os anos de vida pública de Marconi, neste ano, tem final 0 ou 5? Que nada! A homenagem é um agradecimento do “povo goiano” por tudo aquilo que Marconi está fazendo na Comissão de Infra Estrutura do Senado. E vai ter faixa sim no dia da homenagem. Faixas exaltando o rapaz que destronou o coronel, o rapaz que implantou a camisa “azul-perilo”. O local da homenagem será o mesmo, mas as faixas serão trocadas.
Um dia depois Lula será recebido. Recebido ou homenageado? Mais uma vez mudem as faixas.
São Paulo, o manipulador
Os petralhas me atacam até pelo time que eu torço. O São Paulo manipulou? É mesmo? Uai, aqui em Goiás o presidente do clube esmeraldino disse não ver nenhum problema se uma mala branca aparecer no seu gabinete. Pode ser uma mala branca vinda do sul com R$ 300 mil como pode ser uma mala branca vinda de São Paulo com milhares de ingressos para o show da Madonna. Ora, o São Paulo, o time mais manipulador destêpaiz, pode tentar manipular seu adversário. Combinaria com o Goiás que jogaria só uma peladinha em Gama, o jogo terminaria empatado, e o Goiás distribuiria os ingressos para o show da Madonna para seus amigos. E além do mais o Goiás poderia usar a mala branca vinda do sul para bancar a viagem a São Paulo.
Já ouvi tantas histórias de que o São Paulo manipulou partida. Até na final do Mundial em 2005 eu li alguém dizendo que o São Paulo teria comprado o bandeirinha da partida que marcou impedimento em dois gols do Liverpool. Por que comprar justamente um bandeirinha? Por que não comprar o juiz que decide se o lance foi legal ou não? Também ouvi dizer que o São Paulo teria lançado o gás de pimenta dentro do vestiário do Palestra Itália para atrapalhar o Palmeiras no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista deste ano. O São Paulo é capaz de tudo para manipular os jogos. Até jogar pimenta nos olhos para se fazer de vítima. Até mandar envelopes e malas recheados com ingressos do show da Madonna. O público quer ver a cantora, mas o São Paulo vai deixar este público com água na boca só para manipular resultados.
A culpa é da Madonna. Se ela não viesse fazer show no Brasil o São Paulo não entregaria um ingresso para o juiz Wagner Tardeli. Mas mesmo assim alguém diria que Juvenal Juvêncio estaria envolvido num esquema para manipular o resultado da partida do São Paulo contra o Goiás. Por isso, não acreditem no que dizem os comentarias esportivos quando falam que o São Paulo tem uma mega estrutura, um ótimo planejamento e uma categoria de base de fazer inveja. Tudo é fachada. Assim como Daniel Dantas comprou jornalistas para falar bem dele, Juvenal Juvêncio comprou a crônica esportiva para babar em cima do Morumbi. Será que todos os títulos do São Paulo foram conquistados depois de manipulações de resultados? É, vou pensar seriamente sobre o meu ser são-paulino.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Brincalhão da Semana
José Nelton é o brincalhão da semana. Ontem, o Diário da Manhã mostrou a polêmica viagem dele e de mais outros dois deputados estaduais pelo leste europeu e Inglaterra. Na Assembléia Legislativa se discute os custos e os benefícios da viagem. José Nelton disse que a viagem era importante porque as maravilhas que ele os outros dois deputados viram no leste europeu e na Inglaterra poderão ser copiadas aqui em Goiás e tornar a vida dos goianos uma maravilha. Vai ver José Nelton vai propor a construção de máquinas de fazer neve em todas as cidades do estado para imitar o clima do leste europeu.Hoje, ainda no Diário da Manhã, vimos que José Nelton foi o autor da solenidade que homenageou Iris Rezende pelos seus 50 anos de vida pública. Ele disse que todos os deputados concordaram com a homenagem. É mesmo? Quero ver quem concordou. Vai ver o plenário tinha duas ou três pessoas e mais José Nelton, a proposta da homenagem aprovada e por unanimidade.
E O Popular de hoje mostra mais uma do deputado peemedebista. Ele é o mais novo articulador do PMDB com o governo Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. José Nelton disse que Cidinho deu uma piscadinha e ele respondeu ao flerte. José Nelton é fácil demais. É só piscar que ele já abre as pernas, quero dizer, as portas para o diálogo com seus opositores. O som deste romance só pode ser Bruno e Marrone: Do jeito que você me olha, vai dar namoro.
Nesta semana José Nelton passou do leste da Europa para o flerte com Cidinho no Palácio das Esmeraldas. Ele é o novo bandeirante, ou melhor dizendo, o bandeirante do século XXI. Se Cabral não tivesse se aventurado o Brasil nunca seria descoberto. Se José Nelton não tivesse viajado para as terras geladas do leste europeu ou respondido rapidamente à piscada de olho do governador ele não estaria aqui nesta semana. É um fanfarrão! É um brincalhão. Por estas e outras que José Nelton é o Brincalhão da Semana.
"Graciliano, o grande" por Reinaldo Azevedo
Por que Graciliano agora? A Editora Record relança a sua obra, sob a supervisão de Wander Melo Miranda. Trata-se de um trabalho bem-cuidado, com a recuperação de textos originais, correções feitas pelo próprio escritor, cronologia e bibliografia de e sobre o autor de Vidas Secas – ou "Cyx Knbot" em búlgaro, uma das dezesseis línguas em que ele pode ser lido. O romance, que completa setenta anos, merece especial atenção: além da edição regular, há uma outra, limitada a 10.000 exemplares, no formato de um álbum, com capa dura e papel cuchê (208 páginas, 99 reais): cuidado à altura das belas fotos de Evandro Teixeira, que acompanham o texto. Sete décadas depois da publicação do livro, o fotógrafo refez o roteiro de Fabiano, sinhá Vitória, Baleia e os meninos.
Vidas Secas? É bastante conhecida uma das mais devastadoras passagens da literatura brasileira: as páginas em que Graciliano narra a agonia e morte da cadela Baleia. Fabiano, que vaga com a família pelo sertão, tangido pela seca, decide matá-la com um tiro para aliviar-lhe o sofrimento. Segue um trecho:
"A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia (...) E, perdendo muito sangue, andou como gente, em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo (...). Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano (...). Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora, cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas (...). A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia (...). A pedra estava fria. Certamente sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás (...) gordos, enormes".
Algumas das qualidades que fazem de Graciliano mestre da língua portuguesa e do texto literário estão acima condensadas. Vidas Secas, saído da pena de um escritor das Alagoas, de esquerda, poderia ser um romance de denúncia social, eivado de proselitismo e anseios libertários. Mas não. O autor repudiava o chamado "engajamento" na arte. Referia-se a Jdanov (1896-1948), o comissário da Cultura da URSS que fundara as bases do chamado realismo socialista, como o que era: "uma besta". Baleia é mais comoventemente miserável quando se arrasta sobre dois pés, quando "anda como gente". Ele não deprecia o homem, comparando-o ao cão; antes, hominiza o cão porque vê com compaixão a nossa condição – e essa compaixão inclemente pelo humano é marca da sua obra. Há dias, em passagem pelo Brasil, José Saramago declarou padecer de "marxismo hormonal". Segundo o escritor português, não merecemos a vida. Ele nos negaria um pedaço de osso. "Preás gordos, enormes", então, nem pensar.
Atribuo-lhe características de meu gosto pessoal? Não! Era uma escolha consciente. Em 1949, envia uma carta a Marili Ramos, sua irmã. Ela acabara de publicar um conto chamado Mariana. A apreciação do leitor-irmão não tinha como ser mais severa. A tal carta resume um credo literário: "Julgo que você entrou num mau caminho. Expôs uma criatura simples, que lava roupa e faz renda, com as complicações interiores da menina habituada aos romances e ao colégio. As caboclas de nossa terra são meio selvagens (...). Como pode você adivinhar o que se passa na alma delas? Você não bate bilros nem lava roupa. (...) Você não é Mariana, não é da classe dela. Fique na sua classe. Apresente-se como é, nua, sem ocultar nada".
Em Graciliano, a literatura é um jogo da inteligência analítica, como neste trecho de Insônia: "Um silêncio grande envolve o mundo. Contudo, a voz que me aflige continua a mergulhar-me nos ouvidos, a apertar-me o pescoço. (...) explico a mim mesmo que o que me aperta o pescoço não é uma voz, é uma gravata". A conspiração das vozes do silêncio que perseguem o insone perdem imediatamente o encanto de uma maldição metafísica: basta afrouxar a gravata. Sabemos a origem das nossas aflições, o que não quer dizer que tenhamos respostas para elas. Com freqüência, não. E isso nos torna demasiadamente humanos. Não para o comunista Saramago, claro...
Essa lembrança me remete ao mais explicitamente político dos muitos Gracilianos, incluindo aquele que chegou até a ser prefeito da cidade de Palmeira dos Índios (1928-1930). Refiro-me ao livro Memórias do Cárcere, reeditado pela Record em um único volume. O escritor ficou preso entre março de 1936 e janeiro de 1937, acusado de ligações com a conspiração que resultara no levante comunista de 1935. Era mentira. Filiou-se ao PCB só em 1945. Nesse livro, publicado postumamente no ano de sua morte, ele se agiganta. Em muitos sentidos, a cadeia é a caatinga de um Graciliano-Fabiano que, à diferença do personagem de Vidas Secas, consegue se expressar com clareza. Em vez do herói da resistência, o anti-herói dos escrúpulos que comunistas chamariam pequeno-burgueses. Definitivamente, ele não era o "novo homem socialista". Era o velho homem apegado a suas dores privadas, a seus anseios, a suas mesquinharias. Leiam trecho do diálogo que ele trava com um militante comunista russo de nome Sérgio, que acabara de ser torturado. Graciliano pergunta se ele sente ódio:
"– Ódio? A quem?
– Aos indivíduos que o supliciaram, já se vê.
– Mas são instrumentos, sussurrou a criatura singular.
(...)
– Admitamos que o fascismo fosse pelos ares, rebentasse aí uma revolução dos diabos e nos convidassem para julgar sujeitos que nos tivessem flagelado ou mandado flagelar. Você estaria nesse júri? Teria serenidade para decidir?
– Por que não? Que tem a justiça com os meus casos particulares?
– Eu me daria por suspeito. Não esqueceria os açoites e a deformação dos pés. Se de nenhum modo pudesse esquivar-me, nem estudaria o processo: votaria talvez pela absolvição, com receio de não ser imparcial. (...) Fizemos boa camaradagem. Mas suponho que você não hesitaria em mandar-me para a forca se considerasse isto indispensável.
– Efectivamente, respondeu Sérgio carregando com força no c. Boa noite. Vou dormir. Estendeu-se na cama agreste, enfileirada com a minha junto ao muro, cruzou as mãos no peito. Ao cabo de um minuto ressonava leve, a boca descerrada a exibir os longos dentes irregulares. Nunca vi ninguém adormecer daquele jeito. Conversava abundante, sem cochilos nem bocejos; decidia repousar e entrava no sono imediatamente."
Como se vê, também os monstros morais podem ser torturados. Notem como Sérgio dorme tranqüilo, mesmo depois de supliciado, e com rapidez, o que espanta o observador. Está certo de seu senso de justiça como o crente em uma religião qualquer. Esquerdistas convictos nunca têm dúvidas. Já os personagens do autor de Insônia – a começar do próprio Graciliano em Memórias do Cárcere – não descansam nunca. Quando o brutal Paulo Honório, em São Bernardo, vê consumada a sua obra, restam-lhe a solidão e a insônia. O tema aparece em Angústia ("visões que me perseguiam naquelas noites compridas"), no autobiográfico Infância ("À noite o sono fugiu, não houve meio de agarrá-lo") e até nas suas cartas de amor. O homem de Graciliano vive em vigília, num ambiente sempre hostil, seja a caatinga, a cadeia ou as paisagens íntimas.
Falei de sua compaixão pelas dores humanas. Também nesse caso, seu horizonte não é finalista: não tem uma resposta para a nossa condição nem a vê com moralismo. Paulo Honório, por exemplo, acaba, na prática, matando quem tentara proteger: Madalena, a sua mulher. Tem ciúme da piedade que ela sente do mundo e ódio da sua própria incapacidade de se comover. Narrado em primeira pessoa, o romance não o caracteriza como um monstro. É só um ser desesperado tentando, como todos nós, sobreviver, salvar-se. Honório não é diferente da estabanada menina Luciana, do conto Minsk, nome do seu periquito. Um dia, numa de suas trapalhadas, ela pisa num objeto mole e ouve um grito.
"Os movimentos de Minsk eram quase imperceptíveis; as penas amarelas, verdes, vermelhas, esmoreciam por detrás de um nevoeiro branco.
– Minsk!
A mancha pequena agitava-se de leve, tentava exprimir-se num beijo:
– Eh! eh!"
"Todo homem mata aquilo que ama", escreveu na cadeia o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Por isso nos arrastamos, como Baleia, vida afora, em busca de perdão. Somos uns cães. Mas, ainda assim, dignos de amor. E cerraremos os olhos contando acordar felizes, num mundo "cheio de preás gordos, enormes".
"Cof, cof, cof..." por Diogo Mainardi
Se entendi direito, Benjamin Steinbruch pertence ao partido dos pneumococos keynesianos. Cito um trecho de seu artigo: "Até a semana passada, pacotes para estimular investimentos e consumo num total de 3 trilhões de dólares já haviam sido anunciados por diferentes governos. No Brasil, o caminho é o mesmo. Uma vez que não temos por aqui nenhum problema de solidez no sistema financeiro, a tarefa é direcionar recursos a empreendedores públicos ou privados que efetivamente tenham coragem e competência para gastá-los de forma produtiva". Cof, cof, cof. Considerando todos os recursos que, nos últimos anos, o BNDES direcionou à CSN, como os 900 milhões de reais para a Nova Transnordestina ou os 300 milhões de reais para o Porto de Sepetiba, Benjamin Steinbruch só pode ser um desses corajosos e competentes empreendedores privados que, segundo ele próprio, teriam de ser contemplados com ainda mais dinheiro público. Pergunte ao senador petista Aloizio Mercadante o que ele pensa sobre o assunto. Aposto que ele concorda.
Achei que os keynesianos fossem mais obsoletos do que as escarradeiras dos tuberculosos, para continuar com a analogia pulmonar. Mas me enganei. Eles voltaram. E em sua forma mais agressiva: a dos keynesianos em causa própria, como o presidente da GM, nos Estados Unidos, ou o presidente da CSN, no Brasil. Benjamin Steinbruch, o Hans Castorp da siderurgia nacional, internado em seu sanatório de verbas do BNDES – sim, Thomas Mann, A Montanha Mágica –, conclui seu artigo recomendando que os recursos públicos "sejam realmente gastos e não fiquem debaixo dos colchões de apavorados expectadores da recessão". Como eu sou apenas um espectador comum – um espectador com "esse" –, aconselho o governo a fazer o contrário: é melhor ficar sentado na platéia, de mãos dadas com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e assistir aos desdobramentos do espetáculo, deixando o dinheiro prudentemente debaixo do colchão. E se um keynesiano em causa própria expectorar em sua orelha, na poltrona de trás, afaste-o imediatamente: ele é contagioso.
Inaudível
A expressão "Meu, sifu" usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro, quinta-feira, ficou pelo menos 13 horas de fora da transcrição de seu discurso publicada no site da Presidência da República.
Na quinta-feira à noite, quando foi disponibilizada a íntegra do discurso no site www.info.planalto.com.br, lia-se: "Meu, (inaudível)". Lula havia dito horas antes, como forma de ilustrar sua campanha pelo consumo com a história de um paciente, a seguinte frase: "Imagine se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente. O que você falaria para ele? "Você tem um problema, mas a medicina já avançou demais. Vamos dar tal remédio e você vai se recuperar". Ou você diria: "Meu, sifu'?" A fala motivou críticas de políticos da oposição sobre a informalidade de Lula.
Uma equipe do governo é responsável pela transcrição dos discursos presidenciais. No caso da expressão "Meu, sifu", o responsável omitiu o termo. Mas ontem pela manhã, depois que a transcrição já estava no ar há pelo menos 13 horas, o Planalto incluiu o "sifu" usado por Lula.
A assessoria do Palácio do Planalto não se manifestou sobre o assunto. Lula usou a expressão ao falar da crise no lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Palácio Gustavo Capanema.
O presidente da República de Banana fala e o responsável pela comunicação do governo omite. É o jornalismo franklinstein em favor do petralhismo, da informalidade do presidente, do reforço de que Lula é do povo. Eu escrevi que Lula é do povo? Ilegível.
Tudo continuará a mesma coisa
Cuba quer que os Estados Unidos acabe com o embargo econômico, não é mesmo? E o que os esquerdopatas cubanos farão em troca? Vai ter democracia em cuba? Reparem que nenhum dos irmãos Castro falam em fazer algo em troca. Só os Estados Unidos acabariam com o embargo que todo mundo sairia feliz.
Da tumba Fidel escreveu para o único jornal que circula em Cuba, o Granma. Deve ter sido difícil retirar o braço das faixas que o envolve para escrever. Com Obama se pode conversar onde ele deseje já que não somos pregadores da violência e da guerra. É isso! Fidel inclui o presidente eleito dos Estados Unidos no grupo dos que não pregam a violência e a guerra. Pois é, a esquerdopatia, esteja ela mumificada ou não, continua recusando a reconhecer o sangue que eles derramaram em favor da revolução que, só para eles, seria boa, muito boa.
Se os Estados Unidos acabarem com o embargo econômico Cuba vai ser uma democracia? A única resposta que tenho é que Fidel Castro não prega a violência e a guerra. Quer dizer: tudo continuará a mesma coisa.
O Brasil sifu
Não consigo imaginar
Eu não consigo imaginar (e olha que minha imaginação é fértil) Iris Rezende, Marconi Perillo e Ronaldo Caidado no mesmo palanque, de mãos dadas e com aquele pedaço de pizza debaixo dos braços. Vamos ser inocentes. Vamos acreditar que Iris disse isso por conta da emoção.
No, Iris, no cry
Iris disse: Só quem é alvo de uma homenagem desse porte, sabe o que se passa no coração. Confesso que fiquei com inveja do prefeito. Queria receber uma homenagem assim para saber o que se passa no coração. Mas não é preciso. Quando eu quero saber o que se passa no coração procuro um cardiologista.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Ajuda de Lula?
A popularidade de Lula e as palavras de Aécio
Aécio reconhecendo os acertos de Lula? E olha que o partido dele é de oposição. Eu não me lembro dos petralhas reconhecerem nenhum acerto nos governos que se opôs. Era só paulada. Será que Fernando Henrique Cardoso sairia um pouco mais popular se não tivesse uma oposição petralha enchendo seu saco toda hora e fazendo protestos todos os dias? Me diga, petralhas, quem faz oposição a Lula? Só aqui na internet mesmo.
Aécio reconhece a herança bendita que Lula recebeu na área econômica. Ele reconhece esta herança agora, mas na campanha presidencial de 2006 ninguém do partido dele reconheceu isso. É, deixa pra lá! Aquela eleição já passou e muita gente pensa em 2010.
O mundo anda complicado mesmo
O Brasil ajudou em que, minha senhora? Marco Aurélio Garcia, o assessor top top top de Lula não fez nada. Só passeou com aquele chapéu ridículo. Sem contar que Lula e Marco Aurélio são aliados das Farc no Foro de São Paulo. Quer dizer, a Sra. Betancourt chama de “irmão” um aliado dos seus seqüestradores.
O mundo anda complicado mesmo. Até refém de narcoguerrilheiros chama de “irmão” um aliado dos seus algozes.
Me incluam fora dessa
Várias faixas falam que Iris Rezende é um exemplo de administrador e outras babações. Mas uma faixa me chamou atenção. Falava que Iris fez muito pelo povo goiano e “queremos mais”. Queremos? Quem, cara pálida? Eu não! Me inclua fora dessa.
Iris fala que pode sim ser candidato ao governo do Estado em 2010 se o povo quiser. Será que ele vai realizar um plebiscito? Ou será que as faixas espalhadas perto da Assembléia Legislativa seriam manifestações do povo para que Iris tente mais uma vez voltar ao Palácio das Esmeraldas? Sei lá... Me incluam foram dessa!
A cultura goiana depende do Estado
O Centro Cultural Oscar Niemeyer não passa de um elefante branco depois do viaduto da BR 153 perto do Carrefour. Será que algum intelekituwaiwai vai defender uma investigação sobre tal centro cultural? Capaz que não. Os artistas e intelekituwaiwais goianos estarão gravando o próximo Frutos da Terra. Programa este apresentado por Hamilton Carneiro, marqueteiro de Iris Rezende. Estão bem acompanhados, não é mesmo?
Por falar em Cidinho
Falha na lei livra Alcides da cassação
O ex-aliado (não declara, mas demonstra) de Marconi Perillo só escapou de ser cassado por um detalhe: o seu partido não poderia pedir que as empresas doadoras mostrassem os balanços de 2005. Só por esse detalhe o Governador escapou da Lei 9504/97 que pune com cassação políticos que tenham praticado atos ilícitos em campanha.
Foram 16 volumes de acusação preparado pelo então Procurador Regional Eleitoral Hélio Telho. Neles tinham de tudo, escuta telefônica, notas falsas, etc. O preço da campanha, segundo Telho, foi de mais de R$ 15 milhões. Isso, declarado!
No STF ainda há resquícios, parece, a serem julgados, do Governador Alcides Rodrigues (PP) e do Senador Marconi Perillo (PSDB) a respeito da campanha. No Pleno foi ignorado a ação do STF porque corre em segredo de justiça e os juízes não sabiam o conteúdo.
Nas contas, além do que foi dito acima, apareceram 19 empresas doando para o PP no dia 28/11/2006 R$ 3.583.000,00 que foram repassados para o Comitê de campanha do Governador. Dessas 19 empresas, 12 não tiveram faturamento no ano anterior e, as restantes, todas doaram acima dos 2% do faturamento bruto do ano anterior. A lei diz que empresas só podem doar até aquela porcentagem. Ainda houve R$ 330 mil que a prestação de contas não soube explicar. Segundo Telho, houve maquiagem e Caixa 2.
Havia potencial para cassação do Governador, mas segundo o Juiz Federal Euler de Almeida, e foi bem frizado, os 27,12 % das contas que poderiam ser contestados recaiam nos repasses do partido. Quer dizer : a Campanha não era culpada! Escapou o Governador à unanimidade!
Mudando a imagem
Mais aventureiros e menos políticos
A viagem já gera polêmica na Assembléia Legislativa. Os adversários dos peemedebistas querem a prestação de contas. Sabem como é aquela velha discussão: “o dinheiro da viagem poderia ser investido em saúde, educação, transporte...”. Mas José Nelton fala que a viagem foi justamente para isso. Não foi um “oba-oba” (talvez um “Obla-di, Obla-da” já que o trio de deputados parou na Inglaterra). Quero só ver como é que José Nelton, Mara Naves e Romilton Moraes vão arrumar dinheiro do orçamento para implantar aqui tudo aquilo que eles viram de bom lá na Europa. Ah, isso é com eles.
Fecho este post com uma frase mágica e misteriosa de José Nelton sobre o tour pela Europa: Valeu a pena, nunca houve viagem como essa na história do parlamento goiano. Pessoas acham que viagem de político é para ‘oba-oba’, mas estamos abrindo portas, somos bandeirantes. Se Cabral não tivesse se aventurado, o Brasil não teria sido descoberto. Conhecemos vantagens dos outros países para trazermos para cá.
Eu não contesto números
Engraçado é que vendo a enorme aprovação de Lula na pesquisa DataFolha não entendi o porquê dos principais candidatos abençoados por ele não terem sido eleitos. Vejam lá em São Paulo. Dona Supla colou sua imagem à Lula, mas não deu certo. Gilberto Kassab ganhou de lavada da peruona progressista que, na busca desesperada por votos, tentou se fazer de conservadora. Pois é... Lula com 70% de aprovação, mas não consegue transferir todo este prestígio que tem para seus candidatos.
Os petralhas podem sossegar. Eu não vou contestar os números da pesquisa. Não sou nenhum Brizola que brigava com números sempre que perdia uma eleição. E vejam que coisa interessante: o DataFolha é um instituto de pesquisa ligado à Folha de São Paulo, ou seja, um dos jornais que integram a tal “mídia golpista”. Por que os petralhas estão tão felizes com um resultado vindo de um instituto ligado à “mídia golpista”? Os petralhas seguem aquela infeliz frase do ex-ministro Rubens Ricupero: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. O que a imprensa golpista mostra e que vai beneficiar Lula é divulgada em todos os lugares pelas antas botocudas. O que é ruim é classificado como “mídia golpista contra um presidente metalúrgico”.
Eu não contesto números. Eu continuo com a minoria que ataca o petralhismo. Esta é a única minoria que os movimentos sociais não querem defender. Por que será?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
As revoluções lulistas
Então está certo. Assim como nós aguardamos a revolução que vai começar a partir do dia 20 de janeiro do ano que vem com a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos nós assistiremos à revolução saindo do Rio de Janeiro e explodindo Pronasci pelo país a fora.
A nuvem passageira
Só sei o que sai no blog do José Dirceu porque a Folha online noticia. Será que José Dirceu pagar para a Folha online escrever o que ele posta? Sei lá. Deixo para as antas botocudas esse negócio de que fulano de tal financiou tal jornalista para defender os interesses dele. Sabe, aquela paranóia “protógeneana”. Sigamos.
A cada dia que passa vemos os petralhas mais amigos do PMDB. Depois das eleições deste ano o partido passou a ser disputado a tapas não somente pelo PT, mas também pelo PSDB e os outros que só se satisfazem comendo a beirada. Zé defende a aliança do PT com o PMDB no seu blog. Hummm, imagino o ex-guerrilheiro, ex-ministro e ex-deputado dividindo palanque em 2010 com figuras ilustres do PMDB e que tanto abrilhantam a nossa política como José Sarney, Renan Canalheiros, Jader Barbalho... Imagine José Dirceu segurando nas mãos de Jader Barbalho. Ora, tudo é possível nestêpaiz. Em 2006 Lula beijou a mão do ladrão da Sudam durante a campanha presidencial. Li um excelente artigo de João Ubaldo Ribeiro a respeito. Não vi petralha sentindo nojo do seu mestre beijando as mãos que desviaram milhões da Sudam.
É o PT tentando se juntar com o PMDB. Vamos ver no que vai dar. Vai ser interessante ver os petralhas dividindo palanque com políticos do naipe de José Sarney, Renan Canalheiros e Jader Barbalho. Assim como é interessante ver o PT goiano comandado por Rubens Otoni não sentindo nenhum pingo de constrangimento em defender a união com o PMDB de Iris Rezende Machado. Detalhe: aqui em Goiás, o PT e o PMDB sempre foram adversários. Nada como uma nuvem passageira que leva a tempestade e traz o sol para iluminar todo mundo. Até os indescentes.
Desemprego aumentará em 2009, admite governo
na Folha de São Paulo
Acordo adia para março de 2009 votação da reforma
no Estado de São Paulo
EUA vêm ao país para analisar US$ 400 mi em fundo de Dantas
na Folha de São Paulo
Agente diz em CPI que Abin usou verba secreta na Satiagraha
na Folha de São Paulo
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
E as ligações com Lulinha?
Ele tem a Força
Tô falando que Daniel Dantas é burro
O presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes quer investigar uma possível ligação de Daniel Dantas com Sérgio de Souza Cirillo, ex-servidor do tribunal. Como assim? Gilmar Mendes não era da turma do “orelhudo”? Não foi ele que emitiu habeas corpus liberando Dantas da prisão? Como assim investigar a ligação de Daniel Dantas no STF? Pois é, pessoal. Como esse Daniel Dantas é burro. Vai dar dinheiro ao presidente do STF e recebe em troca uma investigação sobre suas ligações no tribunal. Que ingratidão, Sr. Gilmar Mendes!
Vejam vocês o que é a natureza. Daniel Dantas pagou jornalistas que teriam que defendê-lo, mas denunciavam suas falcatruas. Daniel Dantas pagou para Gilmar Mendes o soltar da prisão e é alvo de investigação sobre uma ligação que teria no tribunal. Só Lula que seguiu a risca o que Daniel Dantas queria: assinou decreto autorizando a fusão da Brasil Telecom e a OI. Esta fusão colocou bilhões de reais no bolso do banqueiro. Os petralhas questionam isso? Nem mesmo as falcatruas na privatização das teles, na época do governo Fernando Henrique Cardoso eles falam. Só querem falar sobre as ligações de Dantas com jornalistas e os poderes da Ilha Brasilis. Sobre privatizações, escutas ilegais e o mensalão os petralhas preferem deixar de lado. Vai que num momento de distração o burro do Daniel Dantas conta alguma coisa que não devia.
Qual vai ser a próxima?
Mais uma pizza. Qual vai ser a próxima?
Tenho que ser mais esperto
Interessante que os petralhas nem cobram o que Dantas sabe sobre as falcatruas na privatização das teles, sobre as escutas ilegais, sobre o mensalão. Eles só querem a cabeça dos jornalistas que, nas suas mentes brilhantes, estão a serviço de Daniel Dantas.
Daniel Dantas foi muito burro. Ele deu dinheiro para jornalista que desceu a lenha num negócio que lhe rendeu bilhões (e com o carimbo de Lula). Eu tenho que ser mais esperto. Quero que meu blog fique famoso, mas não tenho dinheiro para investir. Já sei! Já que o BNDES está com as torneiras abertas, vou lá passar com o meu balde. Ou quem sabe na Lojinha do PT. Meu blog ficaria muito chique se algum leitor acessasse e ouvisse uma música: Vem pra Caixa você também... Vem!. Já imaginou José Dirceu elogiando meu blog? Que prestígio! Já imaginou Paulo Henrique Amorim republicando no blog dele o que eu escrevi aqui? Que matéria! Mas só aceito Paulo Henrique Amorim republicando post meu se ele cantar o canto de guerra do Bofe de Elite.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Para que tudo isso, meu Deus do céu!!!
O que? Um jogo do Goiás fora do Serra Dourada está valendo R$ 200? É, meus caros, vocês já devem saber da pendenga. Na verdade, R$ 200 é a meia entrada. Basta levar um quilo de alimento não perecível que você só paga meia. Em outras palavras: um ingresso inteiro vale R$ 400. Para que tudo isso, meu Deus do céu!!! O que o Goiás vai fazer com o dinheiro que vai para o seu bolso? Vai pagar suas dívidas? Construir um estádio? O que vão fazer com o dinheiro? Tudo por culpa daquele infeliz que invadiu o campo do Serra Dourada no jogo Goiás x Vasco. O que o infeliz vai fazer na hora do último jogo do Campeonato Brasileiro?
Sem contar que a Federação Goiana de Futebol concorda com o Goiás. Ela acha que o time da Serrinha tem o direito de cobrar o preço que quiser. Ora, se não pode jogar no Serra Dourada, aquele que quiser assistir ao jogo no estádio que pague tudo.
É, pessoal! Por aí vocês vão vendo as razões da minha descrença com a candidatura de Goiânia para sediar um jogo da Copa do Mundo de 2014. Vamos vendo apenas uma pontinha do submundo do futebol. E a mala branca, hein? Bem, deixa isso pra lá, não é mesmo? Eu só quero que o São Paulo seja campeão domingo que vem. Meu pai e eu assistiremos pela televisão. Ou pagaremos R$ 60 pelo jogo do pay-per-view, ou esperaremos a TV Anhanguera transmitir. Mas é bem capaz de ficarmos com a primeira opção.
Tem horas que Goiás como um todo (não só o time, mas o Estado em si) me dá uma vergonha!
Mais tarde
Serra é o alvo
José Serra que se cuide. O governador de São Paulo será o alvo dos petistas. Como ele é o grande candidato do PSDB para suceder Lula em 2010 e como os petistas não têm ninguém de peso para combatê-lo o jeito será partir para o jogo sujo. Basta lembrar do dossiê dos aloprados contra Serra nas eleições de 2006 e que nenhum envolvido foi preso. Basta ver a reportagem publicada na edição recente da revista Veja que mostra a armação do ex-careca Marcos Valério contra o governador paulista.
A imprensa petista já bate em Serra há muito tempo. Temos dois exemplos: Mino Carta e Paulo Henrique Amorim. Para os dois o Brasil só ficará melhor se Lula se perpetuar no poder e José Serra nunca mais for eleito. Vocês vão ver o que vai acontecer daqui para frente. Veremos o homem que alisa o queixo de Lula e o rapaz da botinha cor de rosa armando não esquemas, mas “denunciando” tramas contra Lula e o PT. José Serra que se cuide. Ele é o alvo.
Pois é. Vejam as reportagens que falam da tentativa do governo em aprovar a reforma tributária no Congresso Nacional. Quem impede que tal reforma siga adiante? José Serra. Ele é o alvo dos petistas. Reparem que quando Aécio Neves comenta alguma coisa sobre a reforma tributária pouco barulho é feito. Mas quando José Serra fala aí sim o barulho é estrondoso. Se a reforma não passar no Congresso neste ano vocês podem saber em quem os petistas colocarão a culpa.
Não é bom agradar todo mundo
Pensei que Obama seria esculachado, né? Que nada! Ele continua mais blindado que tudo. A turma do “Oba-obama” ainda acredita nele apesar as escolhas dos nomes que comporão seu governo. Tem gente que acredita que o mundo vai mudar em 20 de janeiro de 2009. Clóvis Rossi alerta para isso:
Obama, como é óbvio, tem que agradar acima de tudo os norte-americanos, não os latino-americanos (ou europeus ou quem seja). Esperar portanto que "mudança" fosse sinônimo de "revolução", só na cabeça dos que vivemos em países que não são uma história tão longa de sucesso tão amplo.
Mas não era este o discurso de Obama: mudança igual a revolução? Não me esqueço do discurso que ele fez quando ganhou a primeira prévia ainda em janeiro deste ano. “Os cínicos diziam que este dia nunca chegaria...”. A turma do “Oba-obama” pintou e bordou a “change” de Obama. O que dizer da sua vitória no dia 4 de novembro? Disseram que as barreiras do racismo caíram nos Estados Unidos a partir daquele dia. Isto é o que, cara pálida? Não seria uma revolução?
Barack Obama continua tranqüilo no seu QG em Chicago. A imprensa está a seu favor. Os intelekituwaiwais estão a seu favor. Até os terroristas lá do Oriente Médio não escondem a simpatia pelo cara que quebrou as barreiras até então impossíveis de serem destruídas. Mas Obama vai frustrar muita gente. Ao tentar agradar todo mundo vai acabar não agradando ninguém e afundando ainda mais os Estados Unidos na recessão que começou em dezembro de 2007.
É, John Lennon, você estava coberto de razão quando disse em 1970 que o sonho tinha acabado. Porém, trinta e oito anos depois ainda tem gente dizendo que o sonho não acabou, que a mudança chegará e que o futuro começará no dia 20 de janeiro de 2009. Entre Obama e Lennon fico com o ex-beatle sem sombra de dúvida. Se os Beatles quisessem agradar a todos com certeza eles ficariam muito tempo cantando “yeah, yeah, yeah” para uma platéia que só sabia gritar. Se os Beatles quisessem agradar todo mundo não teríamos Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Ainda bem que eles não agradaram todo mundo. Ainda bem que Sgt Pepper’s saiu um ano depois de uma dezena de loucos queimarem os discos dos quatro fabulosos de Liverpool em praça pública. Ainda bem que os Beatles não quiseram agradar todo mundo e ficaram trancados no estúdio Abbey Road fazendo seus experimentos, suas revoluções que dariam início ao mais fantástico álbum de todos os tempos. Isso sim é revolução. Isso sim é mudança. E com certeza os loucos que queimaram os discos compraram Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band. Devem ter amado.
Planalto tenta isolar Serra para votar reforma
no Estado de São Paulo
Partidarização de servidores públicos é nociva, diz Mendes
na Folha de São Paulo
Morgan Stanley prevê recessão técnica no Brasil
"Um número próximo de zero não pode ser descartado" concedeu o economista Marcelo Carvalho, do Morgan Stanley, em nota, acrescentando que o Brasil "pode cair em uma recessão técnica nos próximos trimestres". "Nós suspeitamos que o debate local nos próximos três a seis meses envolverá a questão sobre se o Brasil já está em recessão, e como fará para sair dela", concluiu.
Carvalho argumenta que o recente crescimento brasileiro foi fortemente apoiado em corte de juros facilitados pelo fortalecimento do real, que ajudou a desacelerar a inflação.
Mas o real se enfraqueceu mais de 20% frente ao dólar desde o começo do ano, com investidores vendendo seus ativos em países emergentes para cobrir perdas em outros mercados.
Bovespa recua
Depois de uma semana surfando em notícias de pacotes para salvar bancos e estimular a economia, uma bateria de dados econômicos desanimadores levou os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo de volta à ponta vendedora.
Em linha com os principais mercados internacionais, o Ibovespa desabou 5,07%, aos 34.740 pontos. O movimento se deu noutra sessão de baixo giro financeiro: R$ 2,74 bilhões, um dos menores do ano.
Queda de um índice de atividade manufatureira dos Estados Unidos ao menor patamar desde 1982, pior desempenho do setor industrial europeu em mais de uma década, fabricantes de celulares cortando metas de vendas de 2009 – esse foi o pano de fundo que produziu perdas acentuadas nos mercados de ações e no de commodities.
Por aqui, o noticiário não foi melhor. De acordo com a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de veículos no Brasil recuaram 25,7% em novembro sobre outubro.
– Está patente que o mundo está entrando em recessão – observou Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos. – Isso esvaziou o otimismo da semana passada, com os anúncios de pacotes para estimular a economia.
Na bolsa paulista, ações de empresas ligadas a matérias-primas foram as mais machucadas. Gerdau desabou 9,1%, para R$ 18,55. Petrobras encolheu 8,3%, a R$ 18,40, numa variação semelhante à registrada pelo barril do petróleo. Vale caiu 6,6%, a R$ 22,89. A queda do índice não foi ainda maior porque a própria desvalorização do petróleo deu fôlego às ações de empresas que têm na commodity um de seus principais custos. Foi o caso das aéreas.
Até o pregão do dia 26, a Bovespa acumula um saldo negativo de R$ 1,36 bilhão em investimentos estrangeiros (vendas de ações superiores às compras), o que representa o sexto mês consecutivo de perdas. Os investidores não residentes representam mais de um terço dos negócios feitos mensalmente na Bolsa brasileira. Analistas lembram que, sem dinheiro de fora, a Bolsa tem poucas chances de recuperação consistente.
Petróleo fecha no menor preço em mais de 3 anos
EUA vivem recessão desde dezembro de 2007
na Folha de São Paulo
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Suspeitei desde o princípio

Não podemos nos esquecer que tem gente no Palácio do Planalto que deseja que Lula imite o exemplo do Bufão de Caracas. Querem um exemplo? Marco Aurélio Garcia, o assessor obsceno.
O Chapolin bolivariano quer ficar para sempre no poder da Venezuela? Suspeitei desde o princípio.
Até hoje falam em reforma tributária
Lula descia a rampa do Palácio do Planalto. Ia juntamente com os 27 governadores dos estados e um monte de bicões entregar ao Congresso Nacional o esboço das reformas tributária e da previdência. Vejam a reportagem que saiu na época desta “descida histórica” do Apedeuta:
Só os incrédulos genéticos ainda tinham dúvidas sobre a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de governar sob as normas do rigor fiscal. Na semana passada, Lula apresentou a prova definitiva de que pretende consertar os alicerces financeiros do Brasil sem apelar para o aventureirismo das soluções mágicas, que sempre terminam em tragédia para o bolso do povo e a credibilidade do país. E resolveu apresentá-la com um impacto simbólico de arrasa-oposição. Acompanhado de 27 governadores, 22 ministros, dez prefeitos de capitais, 38 dos 82 membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – além, é claro, da primeira-dama Marisa Letícia –, Lula desceu a rampa do Palácio do Planalto em direção ao Congresso. Aos parlamentares, fez a entrega das propostas de reforma tributária e previdenciária e, durante treze minutos, improvisou um discurso entremeado de afagos e cobranças. A cena serviu para confirmar a habilidade do presidente de reunir apoios em torno das ações que defende. Pode ser que a demonstração da semana passada se deva em parte à lua-de-mel que facilita os primeiros meses dos governantes. Mas, até onde a memória registra, nenhum presidente conseguiu unir tantas correntes da sociedade em suporte a suas iniciativas reformistas. Com isso, fica claro que Lula não está a passeio em Brasília. Ele, de fato, comanda um governo.
Adivinhem onde foi publicada esta reportagem? Na Carta Capital? Na Caros Amigos? Na Brasil de Fato. Não! Foi publicada na Veja do dia 7 de maio de 2003. Vejam vocês o que é a natureza. A revista mais odiada pelo governo já disse um dia que Lula não estava a passeio em Brasília, que ele comandava um governo.
Mas, depois de quase seis anos desta descida, as reformas entregues pessoalmente por Lula não passam de intenções, de discussões, de palavrões. Vocês acham que Sandro Mabel, relator da reforma tributária, vai conseguir alguma coisa? Tá fácil!
Pela foto nós vemos o quão marqueteiro foi e continua sendo este desgoverno. Para entregar um esboço das reformas Lula fez um barulhão. Lula sob a orientação de Duda Mendonça. Não, caro leitor, nesta época não sabíamos que Lula e o PT pagavam Duda Mendonça no exterior. Tudo era uma maravilha. Tudo que Lula fazia era uma coisa histórica, um momento para uma foto que poderá ser registrada nos livros didáticos daqui cem anos. Ah, Ilha Brasilis... Ah, povo brasileiro... Ah, reformas que nunca sairão do papel. Leis que nunca serão cumpridas. Safados que justificam suas safadezas.
A rampa do Palácio do Planalto continua a mesma, mas o desgoverno Lula destruiu o Brasil. Quando veremos isso? Quando o próximo presidente subir esta mesma rampa e receber o abacaxi, quero dizer, a faixa presidencial de Lula. Quanta coisa já passou debaixo daquela rampa. Quanta coisa passou por cima.
Meus questionamentos
Um dos meus questionamentos é sobre os crimes cometidos pela esquerda. Por que eles não reconhecem que os terroristas que se refugiaram lá no norte de Tocantins (antigo norte de Goiás) para lutar não pela democracia e sim pela ditadura do proletariado mataram, torturaram, que foram bancados com dinheiro assaltado de bancos? Quando eles são questionados sobre isso sempre atacam seus questionadores chamando-os de nazistas, direitistas de merda e outros adjetivos de baixo calão.
Sou um conservador direitista, mas não defendo as ditaduras de direita. Quero que Pinochet arda no fogo do inferno assim como os presidentes militares destêpaiz que justificaram as torturas para manter a ordem. Por que será que a esquerda cultua tanto Che Guevara, Fidel, Stálin, Mao e outros esquerdopatas que mataram seus adversários em nome da revolução que, na cabeça deles, conduziria a humanidade ao paraíso, digo, ao comunismo? Já imagino os comentários dos meus detratores que sempre me visitam. Vão dizer que defendo Hitler. Eu? Bem, Stálin acreditava no bigodudinho da Alemanha um pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Eu quero que os ditadores ardam no fogo do inferno. Por que os esquerdistas não querem que Che, Fidel, Stálin, Mao e tantos outros que mataram em nome de uma revolução insana queimem no caldeirão do capeta? Vai ver porque eles são que nem José Saramago: acham que o capeta não existe, que foi uma criação da Igreja Católica.
Por Lula eles fazem tudo
Daí eu pergunto: será que os crimes cometidos pela esquerda no mesmo período mancha a biografia de alguém? Pelo jeito, Vanucchi, Tarso e outros esquerdopatas que defenderam a luta armada não sentem um pingo de arrependimento.



