segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Quando o PT era oposição

Hoje o petismo no governo se faz de vítima. Qualquer crítica que recebe já faz o maior barulho. Culpam a imprensa, a Dona Zélite. Até a inoperante oposição recebe parcela de culpa.
Lula não merece respeito. Quem funda um foro de esquerdistas que apóia as Farc não merece respeito de ninguém. Aliás, a imprensa é tão colaboradora do lulismo (claro que tem as exceções) que nem divulga o Foro de São Paulo. Quem senta na mesma mesma dos terroristas das Farc merece cadeia.
Mas lembremos do PT na oposição. Quando eles criticam a imprensa escondem que, na época em que eram os donos da bandeira da ética, aplaudiam a atuação desta mesma imprensa que denunciava as safadezas de Jader Barbalho, os roubos de Paulo Maluf, a corrupção de José Sarney. Por que eles não falam que foram beneficiados pelas denúncias que saíam nos jornais e nas revistas? Por que este José Dirceu que ataca a tal “mídia golpista” não fala que, quando era um deputado oposicionista” aparecia nesta mesma “mídia golpista” para criticar os políticos envolvidos em corrupção denunciados pela “mídia golpista”?
Li recentemente um livro do Ricardo Noblat chamado Céu dos favoritos – O Brasil de Sarney a Collor. É uma coletânea de artigos escritos pelo atual blogueiro do Globo no Jornal do Brasil. Começa com a agonia de Tancredo Neves e termina na eleição de Fernando Collor de Melo passando pelo governo incompetente e mentiroso de José Sarney.
Repare que os antigos alvos do petismo estão dividindo palanque com eles. José Sarney é amigo de Lula. Collor é do PTB, base de apoio de Lula. Paulo Maluf é visto diversas vezes em cerimônias no Palácio do Planalto. E os petistas não sentem nenhuma vergonha, nenhum constrangimento. Nem parecer ser aquele PT que acusava e pedia cadeia para estas mesmas pessoas.
A imprensa não montou o mensalão. A imprensa não organizou a fila dos deputados que iam buscar dinheiro no Banco Rural. A imprensa não deu dinheiro para petralha aloprado comprar dossiê fajuto contra adversário. A imprensa não mandou a campanha da Dona Supla partir para o ataque pessoal no segundo turno das eleições paulistanas. Se eles culpam a imprensa é porque sabem que uma imprensa livre, que denuncia, que mostra o que está acontecendo para seus leitores ou telespectadores vai melar com o esquema montado por eles.
É preciso ter o debate. É preciso parar com esta asneira de condenar a oposição. É preciso ter uma imprensa livre. Não podemos deixar o PT pautar tudo e todos. Dois anõezinhos não vão dizer o que a imprensa deve ou não deve fazer.
O PT não detém o monopólio nem da verdade e nem da crítica. Se a gente deixar se intimidar por esta gente eles vão acabar com o país.
É preciso relembrar o passado. Quando a UNE fazia protestos contra Collor era um desrespeito ao então presidente? Quando Lula pedia a cabeça de Fernando Henrique Cardoso não era uma forma desrespeitosa de tratar o chefe da nação? Não vem que não tem. Eles não vão pautar aqui e nem em lugar nenhum. Se bem que tem gente que adora ser pautados por eles. Também recebem grana para isso.

Valdivino crê em aliança com PSDB

Por Larissa Bittar
no Diário da Manhã

Ex-vice prefeito de Goiânia e atual secretário da Fazenda do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira (PMDB) admitiu possibilidade de aliança entre PMDB, PSDB e DEM para 2010. A chapa, formada para disputa do governo do Distrito Federal, refletiria tendência que já se traça no cenário federal. Em Goiás, no entanto, diz que o PT tem o compromisso de apoiar o PMDB e que o nome forte é o de Iris Rezende. O secretário recorreu ao discurso comumente utilizado após as eleições de 2008, de que "ainda é cedo para qualquer definição". Entretanto, apontou para negociações entre tucanos e peemedebistas. "É possível a união entre PMDB e PSDB, mas há caminho longo a ser traçado para esta aproximação". A aliança foi confirmada pelo governador do DF. Econômico nas palavras, contudo, José Roberto Arruda preferiu não estender o assunto. “É provável, mas é hora de falar em gestão, não em política”. A possível união entre PMDB e PSDB em plano nacional pode não ter ressonância em Goiás, onde o surgimento de novo eixo sinaliza disputa polarizada entre PT e PMDB com a base aliada. "O PT tem um compromisso de apoiar o PMDB em Goiás que, ao meu ver, não se restringe a 2008. Acredito que em 2010 essa aliança será mantida. Eu como peemedebista defendo a tese de que o partido lance candidato próprio e nosso nome forte e ídolo é o Iris Rezende", disparou Valdivino.O pensamento é acompanhado pelo presidente regional do PSDB, Leonardo Vilela. “Aqui em Goiás está claro que a disputa será entre PMDB e a base aliada, da qual o PSDB faz parte. Esta parceria é possível em Brasília porque lá o relacionamento entre os dois partidos não é tão problemático como aqui”. Vilela argumentou ainda que a tendência de união entre peemedebistas e tucanos, que se consolida em vários Estados, não encontra respaldo em Goiás e defendeu a verticalização partidária. “A conjuntura local torna difícil a aliança, somos adversários históricos. Não há como ignorar as particularidades políticas de cada região, mas sou a favor da verticalização. Só assim a balbúrdia ideológica diminuiria”. A verticalização defendida pelo tucano é condenada pelo presidente regional do PMDB, Adib Elias. “Esta medida nos atrapalha. O que acaba com a política é o pluripartidarismo, precisamos de uma reforma neste sentido”. Adib refuta qualquer possibilidade de parceria com tucanos em Goiás e corrobora que a união do PMDB com PT a cada dia encontra terreno mais sólido. “Estabelecemos aliança com PT, estamos extremamente satisfeitos, não há como cogitar qualquer outra coisa por agora. Brasília e Goiás são cenários distintos, independentes”. Apesar de rivais no campo político, em Goiás, peemedebistas e tucanos têm discurso afinado sobre disparidades de articulações. Ambos corroboram que o cenário político e as peculiaridades regionais são determinantes nos acordos.

Kassab vai a Lula pedir mais crédito

Por Cida Fontes
no Estado de São Paulo

Uma semana depois de derrotar o PT em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) faz hoje a primeira reunião oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O encontro, que servirá para Kassab pedir a ampliação do endividamento da capital paulista, é eminentemente administrativo, segundo ele. No entanto, ao apresentar a reivindicação, o prefeito estará imprimindo tom político ao encontro, podendo até estimular outros prefeitos, como os do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a erguerem a mesma bandeira. "São Paulo não pode contrair novos empréstimos, pois já chegou ao seu limite", disse Kassab. Ele acrescentou que vai sugerir alguns critérios para que uma nova lei atenda, em especial, às grandes metrópoles ou municípios a partir de determinado número de habitantes. Ontem, o prefeito se reuniu com seus secretários para discutir a pauta da audiência com Lula. A legislação atual estabelece que a dívida líquida de cada município não deve superar 1,2 vezes a receita corrente líquida. São Paulo já estourou esse limite. Na semana passada, o governador José Serra (PSDB) obteve do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o sinal verde para pedir novo empréstimo para o Estado, no valor de R$ 3,5 bilhões, que serão investidos no transporte público - tema que também será objeto da audiência de Kassab com Lula.

Aliados com mais repasses obtêm vitórias nas urnas

Por Ranier Bragon e Silvio Navarro
na Folha de São Paulo

Partidos que integram nacionalmente a coalizão que dá sustentação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva saíram vitoriosos das urnas em 28 das 30 grandes cidades que, proporcionalmente à população, foram mais beneficiadas com contratos para recebimento de verbas federais de investimento entre 2005 e maio de 2008.O "sucesso" eleitoral dos governistas difere do que foi observado em 2004, quando oposicionistas conseguiram crescer no grupo de cidades que mais dinheiro federal obteve naquele ano. Apesar dos dados, não é possível estabelecer relação direta entre o investimento federal nas cidades e o sucesso de seus aliados.Isso ocorre por diversos fatores, como especificidades das disputas locais, o forte continuísmo observado nessas eleições (e várias das cidades já eram comandadas por governistas), além de que, em alguns municípios, houve derrota do candidato mais alinhado ao Palácio do Planalto, apesar de o vencedor também pertencer a um partido governista.O fato é que em 2004 o dinheiro que o governo tinha para investimentos era menos da metade do que possui neste ano, em valores já atualizados.Em 2008, o orçamento autorizado para investimentos federais é de R$ 42,4 bilhões; em 2004, era de R$ 15,2 bilhões.O levantamento da Folha considera os contratos firmados entre o governo e as prefeituras relativos aos chamados recursos voluntários -dinheiro direcionado para obras como construção de quadras, praças, reformas de hospitais e urbanização de favelas. Exclui, portanto, a verba que o governo repassa obrigatoriamente para os municípios, além daquele investimento federal na cidade que é feito de forma direta (sem contrato com a prefeitura) ou por meio de convênio com o governo do Estado.Dos 30 grandes municípios mais beneficiados com esse tipo de contrato, apenas Blumenau (DEM) e Cuiabá (PSDB) elegeram prefeitos de partidos de oposição. O mais beneficiado proporcionalmente pelos convênios, Boa Vista (RR), reelegeu Iradilson Sampaio (PSB) no primeiro turno.O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, diz acreditar que o dinheiro de Brasília tem influência preponderante em eleições de municípios pequenos. "Não digo que não tenha nenhuma influência, mas é muito menor do que nas pequenas cidades. O que influi nas grandes cidades são outras situações. O único prefeito [de capital] que não se reelegeu, o Serafim Corrêa [PSB], de Manaus, toda semana estava dentro do Palácio [do Planalto] trabalhando e levando muito dinheiro para lá [Manaus]. E não conseguiu a reeleição", afirmou Ziulkoski.Segundo a confederação, 67% dos prefeitos que tentaram a reeleição neste ano se reelegeram. Em relação às capitais, 19 dos 20 que tentaram novo mandato obtiveram sucesso, índice recorde desde 2000, ano em que a recondução ao cargo passou a vigorar para os prefeitos.Um exemplo de vitória governista sob a ótica da coalizão federal que representa uma derrota pela ótica local ocorreu em Natal, onde Lula apoiou a candidata do PT, Fátima Bezerra, derrotada ainda no primeiro turno por Micarla de Souza, que é do PV, partido aliado nacionalmente a Lula.O cientista político Carlos Ranulfo, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), lembra que uma eleição envolve vários fatores, mas afirma que vê a força do continuísmo como muito mais determinante nessas eleições do que ligações entre o dinheiro de Brasília e o resultado das urnas."Acho que a tendência da reeleição é muito mais forte. Uma eleição é resultado de vários fatores. Se for isolar, provavelmente o fato de a pessoa estar no cargo e ter feito um bom mandato é muito mais forte. Agora, é claro, o fato de ter dinheiro liberado facilita a reeleição", afirma ele, que também aponta a dificuldade de estabelecer coerência entre a coalizão nacional lulista e as realidades locais."Acho que a base do governo Lula é muito ampla e se digladiou em tudo quanto é canto. Houve vários lugares em que ela não existia. Quando você tem uma base composta de dez, 12 partidos, é difícil falar em "a base do governo Lula". Para mim, a base do governo Lula na eleição municipal não significou nada", declarou.

domingo, 2 de novembro de 2008

Líder

São Paulo é o líder isolado do Brasileirão. Quem diria, hein? Meu time subiu caladinho na tabela enquanto todo mundo olhava para o Palmeiras e o Grêmio. Agora a liderança é nossa e ninguém tasca. São Paulo 3 x 0 Internacional.

Elogio a caminhada

Fui fazer caminhada. Dei duas voltas ao redor do Horto Florestal. Deixa eu explicar para quem não é de Goiânia. O Horto Florestal é composto pelo zoológico e pelo Lago das Rosas. Dei duas voltas totalizando 4000 metros.
Comecei a caminhar por orgulho ferido. Minha namorada terminou o namoro. Aí a gente olha no espelho e vê um monte de defeitos. Vi que estava gordo demais. Vi que minhas roupas estavam totalmente gastas (para não dizer fora da moda). Foi no dia 13 de agosto. Dizem que agosto é o mês do desgosto, não é mesmo?
No dia seguinte contei para minha mãe o ocorrido. Eram sete e pouco da manhã. Ela tentou me consolar. Eu disse: “Mãe, vou ao Horto fazer caminhada”. E comecei a caminhar. No começo foi difícil, mas era preciso recuperar, não deixar se abater por um fim de relacionamento. Contando com a ajuda de uma grande amiga fui me recuperando. Ela foi (e ainda é) minha companheira de caminhada. Caminhar faz um bem danado. Faz bem para saúde e perde aqueles quilos inconvenientes que a gente vê quando uma garota termia o namoro com a gente. A auto estima fortalece. A vida ganha outro valor.
Depois do que aconteceu com a menina Eloá em Santo André pensei no dia 14 de agosto. Ao invés de invadir a casa da minha ex-namorada e exigir que ela voltasse para mim na marra preferi caminhar no Horto Florestal. Preferi gastar energia, descarregar as mágoas no suor. As mulheres que me perdoem, mas tem um ditado machista que é assim: “Homem não chora, transpira”.
Percebo que entre Lindembergue e eu existe um Horto Florestal. O rapaz foi o culpado pela barbárie que aconteceu na grande São Paulo. Ele é não é vítima. Tantos artigos que li defendendo o cara. Meu Deus!
Recomendo a todos e a todas: façam caminhadas, não deixem de se amar. Afinal, é como diz a Bíblia: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Se eu não me amar como vou amar os outros? Começar a caminhar é uma maneira de despertar a energia guardada debaixo da banha que vai derretendo. Caminhando eu vou meditando, pensando no que eu tenho que fazer. Às vezes me dá até um insight. Mas aí eu chego em casa e esqueço.
Caminhar é muito bom. Recomendo aos meus amigos e aos leitores deste blog. Não façam loucuras, façam caminhadas.

A Globo paga, fazer o que?

Infelizmente o jogo do meu São Paulo contra o Internacional vai começar às 19:10. Tudo por conta da Rede Globo adiar as transmissões dos jogos das 16 horas em ocasião do GP do Brasil. É claro que eu queria que o jogo fosse às 18:10, horário normal, mas fazer o que? A Rede Globo paga caro para transmitir as partidas, então ela determina os horários. Se isso é certo ou errado cabem os times recorrerem à CBF. Mas a gente sabe que a CBF é muito amiga da Globo, né?

Tecla sap

Elke parece que não gostou muito da minha sugestão a revista Time. Fiz apenas um gracejo. Eu sei das pendengas da revista Isto É com o lulismo principalmente naquela entrevista forjada com os Vedoin sob os olhares atentos dos petralhas aloprados. Como diz o Reinaldo Azevedo: tecla sap, negada! Eu só quis dizer que, caso Obama seja eleito presidente dos Estados Unidos, vai desiludir muita gente e veremos os americanos sonhadores repetindo a frase que John Lennon disse: O sonho acabou.

Siga Hamilton

Felipe Massa ganhou a corrida em Interlagos, mas os holofotes estão virados para Lewis Hamilton. Na última volta ele voltou para o quinto lugar que lhe garantiria o título. Hamilton é campeão! Cadê o movimento negro para comemorar o campeonato do primeiro negro numa Fórmula 1? O que vale para os humanistas de plantão é o negro oprimido e não o negro que se esforça, que luta, que trabalha, que consegue suas metas com o próprio suor. A partir de agora, ao invés de ouvir o que tem para dizer os humanistas do movimento negro siga o holofote que vai até Lewis Hamilton. Ele não precisou ressaltar a cor da sua pele para chegar aonde chegou. Precisou apenas mostrar que é capaz e que trabalha para colocar o seu talento dentro do carro.

Eu não tenho paciência

Vocês me desculpem, mas eu não tenho paciência para assistir Fórmula 1. Além de ouvir as asneiras de Galvão Bueno existe toda aquela matemática do Reginaldo Leme que calcula a quantidade de gasolina colocada no carro e a quantidade de voltas que a quantidade de gasolina colocada no carro vai agüentar.
Eu sou do tempo em que o Ayrton Senna reinava. Não ouvia Galvão nem Reginaldo. Só via Senna duelando com Nigel Mansel ou Alan Proist. Tempos bons eram aqueles. Tempos que você nem ligava para as asneiras do locutor da corrida e nem precisava queimar neurônio para saber a quantidade de gasolina colocada no carro e a quantidade de voltas que a quantidade de gasolina colocada no carro vai agüentar. Era o tempo de ver a força e a determinação de Ayrton Senna encantando o mundo inteiro.

Que se foda o Lula

Acabei de ler a resenha do livro Deu no New York Times do jornalista Larry Rother, ex-correspondente do jornal americano na Ilha Brasilis na edição desta semana da revista Veja. O livro relata suas reportagens e comentários sobre o Brasil. Comenta as polêmicas sobre os artigos que Lula bebia muito e as gordinhas cariocas.
Se dependesse de Lula, José Dirceu e Luiz Gushiken o jornalista seria expulso rapidinho. Alguém disse que era inconstitucional expulsa-lo porque era casado com uma brasileira. Lula bateu na mesa e disse: “Que se foda a Constituição! Quero que ele vá embora”. Esta frase é Lula no seu todo. Esta frase é o PT no seu todo. Esta frase representa o que o petismo está fazendo no país: fodendo a Constituição e tentando fazer a sua revolução silenciosa. O mensalão é crime? Na Constituição sim, mas os petistas querem que se foda a Constituição. Caixa 2 é crime de acordo com a Constituição? Sim, mas para os petistas que se foda a Constituição.
Mas nós não vamos deixar o petismo fazer orgias com a Carta Magna. Não vamos deixar Lula foder a Constituição. Não vamos deixar o petismo patrulhar a imprensa. Que se foda o Lula! Que se foda José Dirceu! Que se foda Luis Gushiken! Que se foda o PT!

A Lei Seca secou em Goiás

“Lei seca não pune e mortes aumentam”. Eis a manchete de capa do jornal O Popular de hoje. A Lei Seca foi muito falada no começo. Vimos a polícia fazendo blitz, testes de bafômetros e flagrando motoristas bêbados. De acordo com a reportagem, estes mesmos motoristas flagrados chapados continuam impunes. É mais uma lei que não funciona nestêpaiz. É mais uma lei discutida, votada, aprovada, sancionada e não aplicada.
Eu lembro que o mesmo O Popular falava que, com o rigor da fiscalização da Lei Seca, abaixou e muito o número de atendimentos no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). Foi só a fiscalização afrouxar para as coisas voltarem a ser como eram antes: bêbados no volante e mortos em acidentes. A Lei Seca secou. E a mão do guarda molhou?

Toca o Raúl daqui!!!

Lula convidou o assassino ditador cubano Raúl Castro para visitar o Brasil. Imagino a alegria dos esquerdopatas. Imagino a UNE, a CUT e o MST já preparando a festa (claro com o nosso dinheiro).
É preciso reagir contra a presença deste criminoso em nossas terras. Vamos mandar um, dois, três, vários e-mails para o “Movimento Nacional dos Direitos Humanos” e impedir a vinda deste assassino, do irmão de Fidel, outro que mandou muita gente para o paredão.
Sempre em alguma festa tem um bebum que grita: “Toca Rauuuul!” Sugiro que façamos um movimento “Toca o Raúl daqui”

E-mail: mndh@mndh.org.br

Sugestão para a revista "Time"

Quando o povo americano começar a perceber que Barack Obama não era o presidente ideal, que a Casa Branca está parada, que a economia continua de mal a pior e que a corrupção elimina mais um aliado do presidente, sugiro a revista Time a capa da revista Isto é do dia 27 de julho de 2005 (acima). É só mudar a bandeira brasileira para a americana que o sentimento de desilusão será o mesmo.

Eu já vi esse filme

O New York Times de hoje fala dos negros que sentiram vontade de votar nestas eleições por causa de Barack Obama. O democrata está entusiasmando.
Já vi esse filme. Muito votaram em Lula no ano 2002 por acreditar que aquele metalúrgico mudaria o país. Mudou? Que nada! Só mostrou que o sonho que ele tanto despertava nas pessoas acabou mesmo.
Se confirmarem as pesquisas e na terça que vem Obama for o novo presidente dos Estados Unidos muita gente vai comemorar. Assim como muita gente comemorou a vitória de Lula em 2002. Mas, com o passar do tempo e o governo não fazendo o que prometia, as pessoas vão perdendo a paciência. Já imagino o New York Times noticiando daqui dois anos sobre a desilusão das pessoas que votaram em Barack Obama. E eu, mais uma vez, direi: Eu já vi esse filme.

A história de Carpeaux

Por Ivo Barroso
no Estado de São Paulo

A obra máxima de Otto Maria Carpeaux, a monumental História da Literatura Ocidental, acaba de ser entregue ao público em 3ª edição, realizada pelas Edições do Senado Federal, agora em quatro alentados volumes totalizando 3.025 páginas. Embora seja este o 107º título do catálogo daquela editora, em geral centrado na historiografia brasílica - exceção feita apenas das crônicas que Machado de Assis escreveu precisamente sobre o antigo Senado - esta edição, de caráter eminentemente literário, se deveu a um encontro de circunstâncias que, ao mesmo tempo, pode resultar em maior amplitude para os horizontes culturais da coleção. Os livros de Carpeaux, cujas reedições se impunham desde muito por se tratarem de um dos mais elevados conjuntos de análises literárias das letras brasileiras - e, talvez por isso encarados com descaso pelos órgãos oficiais de divulgação -- começaram a ser resgatados a partir de 1999, quando a Topbooks, com a UniverCidade, lançou o primeiro volume dos Ensaios Reunidos, que abrangia os livros publicados em vida do autor, no período de 1942 a 1978. Seguiu-se-lhe em 2005, o segundo volume de ensaios, que recolhia artigos jornalísticos, prefácios e introduções, produzidos entre os anos 1946 e 1971. A Topbooks informava, em seu primeiro tomo, seu projeto de publicar mais 4 coleções de artigos (Ensaios Reunidos III, Obras Históricas Breves, Escritos Políticos Brasileiros, Escritos Políticos Estrangeiros), que precederiam a esperada reedição daquela que, na unanimidade do censo crítico nacional, representa não só o auge da produção carpociana, mas igualmente a obra-prima da historiografia crítica-literária de qualquer língua viva: a História da Literatura Ocidental. Eis que agora, coadjuvando esse empreendimento editorial de grande alcance, e antecipando-se àquela publicação, as Edições do Senado Federal trazem ao público essa obra desde muito esgotada e que tanto vinha servindo aos nossos resenhistas como passaporte para o brilho de suas citações.Diferentemente das obras do gênero, a história literária de Carpeaux não se limita a arrolar os nomes significativos de um período literário ou da literatura de um determinado país ou língua, com resumos biobibliográficos de seus vultos notáveis, eventualmente acompanhados de pequena antologia. Trata-se aqui de uma visão de conjunto de todas as literaturas ocidentais, analisadas num continuum em que os desdobramentos cronológicos se mostram embrechados de componentes sociológicos, econômicos, políticos, religiosos, etc., daí resultando um panorama em que se busca antes compreender do que explicar os fenômenos humanos e sociais, não no intuito de identificar suas causas, mas antes os propósitos e alcances que as determinam. As análises propriamente literárias são precedidas, em cada capítulo, de um estudo sobre a época ou civilização em que ocorreu o fato, permitindo ao leitor apreciar desde seus indícios ao seu apogeu, bem como as ramificações e desmembramentos de uma eventual sobrevida em outros estágios históricos e/ou artísticos. As análises não contemplam apenas os aspectos triviais da vida dos autores, mas ajudam a compreender como e por que suas obras foram geradas e os reflexos que porventura tiveram sobre outras épocas e regiões. A bibliografia arrola as obras fundamentais publicadas sobre os autores até a época, competindo às futuras edições atualizá-la com dados posteriores que tenham acrescentado ou lançado novos enfoques sobre os temas. Estranha, porém, que haja alguns que ainda leiam esses estudos-críticos abrangentes como se fossem simples baedeker para conhecimentos apressados ou, fragmentariamente, como se tratasse apenas de um repositório de dados biográficos. Este é um livro que deve ser lido por inteiro, como uma sucessão de sagas em que intercedem milhares de personagens implicados nos fenômenos da criação literária. Muitos que luziram em sua época e são hoje inteiramente desconhecidos, e muitos outros que, analisados com o rigor crítico de um scholar como Carpeaux, nem sempre corresponderão às idéias feitas que sobre eles existiam. Antes de tudo, um livro que hoje só poderia ser realizado por uma equipe de especialistas e com o auxílio da internet. Espanta-nos, pois, saber que nasceu da pena (literalmente) de uma única pessoa, que não dispunha nem desses meios eletrônicos de pesquisa nem de um batalhão de incansáveis lexicógrafos auxiliares, valendo-se apenas do fichário de sua memória inconcebível. Otto Maria Carpeaux, que se chamava Otto Karpfen antes de chegar ao Brasil em 1939, fugindo de sua Áustria natal, que sofrera a anexação nazista, logo se impôs junto aos intelectuais brasileiros, entre os quais fez grandes amigos, que só lhe conseguiram arranjar de início modestas ocupações. Foi bibliotecário e colaborador de jornais, suplementando esses pequenos encargos com a venda de algumas obras raras que conseguira trazer na bagagem. Ele acreditou que a publicação de livros lhe pudesse garantir melhores ingressos e entregou à Casa do Estudante do Brasil seus dois primeiros escritos em português, A Cinza do Purgatório (1942) e Origens e Fins (1943), mas esses ensaios, ainda que substanciosos, estavam longe de espelhar a extensão de sua cultura e capacidade produtiva. Por sugestão de José Lins do Rego, pôs-se a trabalhar por dois anos (1944-45) na composição manuscrita das 5.000 páginas que resultaram nos originais da História da Literatura Ocidental, posteriormente datilografadas por sua mulher, d. Helena, e minuciosamente revistas por ele. A Casa do Estudante do Brasil não dispunha de recursos para bancar a obra que, somente em 1958, começou a ser publicada pelas edições O Cruzeiro, à época dirigidas por Herberto Salles. As tiragens eram irregulares e o 1º tomo, devido à má qualidade do papel, era tão volumoso - dificultando a consulta - que teve de ser desmembrado em dois após a publicação. Carpeaux se queixava das inúmeras gralhas daquela edição, facilmente imagináveis diante da profusão de nomes e obras citados em mais de dez línguas estrangeiras, o que deve ter infernizado a vida dos linotipistas de então. O último volume da edição O Cruzeiro (o VII, fisicamente o oitavo com o desmembramento inicial) só foi publicado em 1966, quando Carpeaux, graças ao amigo Antônio Houaiss, já atuava como co-editor da Grande Enciclopédia Delta-Larousse, numa posição afinal condigna e bem remunerada. Durante muito tempo, reviu e emendou minuciosamente a sua História, à espera que uma segunda edição fosse isenta de falhas. Foi quando conheceu Joaquim Campelo Marques, enciclopedista de profissão, que trabalhava com o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda na feitura de um dicionário. Campelo era, também, dono de uma pequena editora (Alhambra), que acabou por se responsabilizar pelo lançamento da 2ª edição da História, revista e aumentada pelo autor. Já bastante adoentado e após uma sucessão de ataques cardíacos (ele fumava quatro maços de cigarros por dia), Carpeaux morreu em 1978 sem ver a reedição, que seria publicada naquele mesmo ano. Ocupando hoje a vice-presidência do Conselho Editorial do Senado, Campelo encontrou ali o veículo adequado para realizar agora esta 3ª edição com base nos originais da sua antiga Alhambra.

A corrida por cargos

O deputado estadual petista Luiz Carlos Bueno correu para dizer na semana passada que o PT não queria cargos na prefeitura ao se aliar com Iris Rezende. Por pouco ele não acabou sendo eleito o brincalhão da semana. Sorte dele o Rubens Barrichello aparecer na frente (só assim, né?).
O Diário da Manhã de hoje informa que Iris Rezende vai acomodar todos os aliados que caminharam junto com ele. Vou acomodar todos aqueles que me ajudaram, todas as forças políticas que caminharam comigo. Quem caminhou com Iris tem que ter muito fôlego e a maioria dos políticos possui uma pança avantajada o que demonstra que ali fôlego é o que falta para caminhar. A única coisa que invejo em Iris Rezende é sua disposição não somente para caminhadas e sim para maratonas. O velhinho tá que tá. Feito o gracejo, voltemos ao assunto.
Mas Iris Rezende não disse, dias depois da sua reeleição, que era necessário cortar gastos por causa da crise econômica mundial? Será que foi só a crise ou outros fatores que ainda não vieram à tona? As duas coisas. Se tem que fazer reformas, se tem que cortar gastos, como é que Iris vai acomodar todo mundo? Como é que Iris vai saciar a fome petista por cargos?
O deputado petista Luiz Carlos Bueno mostrou que tem fôlego pois assim que saiu a notícia de que o PT já estava discutindo cargos na prefeitura ele correu para desmentir. A gente finge que ele diz a verdade e ele finge que a gente acredita. Se ele corre pode ficar tranqüilo. Iris só vai abrigar na prefeitura quem caminhou com ele e quem corre tem fôlego se sobra para fazer uma simples caminhada. Portanto, os cargos que o petista tanto almeja serão atendidos.

Transferiram a divisão para o outro lado

É claro que a imprensa americana “obamou” de vez. É interessante notar que depois que Barack Obama venceu Hillary Clinton nas prévias democratas pararam de falar mal dele, das gafes cometidas por ele, dos amigos terroristas dele, do pastor anti-americano dele. É interessante notar também que pararam de falar no racha do partido com a escolha de Obama já que isso decepcionou deveras os eleitores de Hillary Clinton. Lembro de reportagens do New York Times mostrando que eleitores da ex-primeira dama votariam em John McCain ao invés de Obama.
Agora nós vemos que o racha não está mais no partido democrata e sim no republicano. Falam do apoio de Collin Powell à Barack Ombama, falam dos desencontros dos aliados de McCain como se isso também não tivesse acontecido do lado de lá. Simplesmente transferiram a divisão de um lado para outro. De herói de guerra McCain se transformou num derrotado (antes mesmo das eleições acabarem) e Obama passou a ser o messias, o salvador que vai tirar os Estados Unidos da recessão. Em pensar que no começo do ano muitos criticavam a inexperiência de Obama...

O PMDB não é tão confiável

Estão dando muito valor para o PMDB. Tudo bem que o partido saiu bem destas eleições municipais, mas, como mostra o histórico eleitoral, não é um partido tão confiável assim. Na hora “H” o partido racha e adeus alianças.
Desde José Sarney que todo governo precisa do PMDB para governar, mas nem sempre os peemedebistas são fiéis. Ulysses Guimarães saiu candidato a presidência em 1989. Não teve apoio completo do partido e nem de Sarney (também, quem precisava do apoio de um presidente impopular). Em 2002, José Serra tinha como vice Rita Camata do PMDB. Mas tinha peemedebista pedindo votos para Lula.
O PMDB é governista não é de hoje. Não adianta o petismo pegar carona no sucesso eleitoral do hoje aliado. Mas, se eles insistem tanto em pegar carona, que arquem com as conseqüências quando o partido, tão amigo hoje, der uma rachada amanhã e deixar desiludidos aqueles que acreditavam na tal base aliada.

McCain prioriza 3 Estados cruciais

No Estado de São Paulo com agências internacionais

Na reta final da campanha, o candidato republicano, John McCain, decidiu concentrar seus esforços em 9 dos 30 Estados que garantiram a reeleição de George W. Bush, em 2004, incluindo os cruciais Ohio, Flórida e Virgínia. Nos três, segundo média de pesquisas feitas pelo site Real Clear Politcs, seu rival, o democrata Barack Obama, lidera por margem pequena ou está empatado com o republicano.A preocupação de McCain é matemática. Como é provável que Obama vença em todos os Estados conquistados pelo democrata John Kerry em 2004, precisaria teoricamente de 1 desses 3 Estados para vencer a eleição de terça-feira. Nos EUA, a eleição não é decidida diretamente pela votação popular, mas sim por um Colégio Eleitoral formado por 538 representantes dos 50 Estados e da capital do país, Washington. É eleito presidente quem assegurar 270 desses representantes. O candidato que vence na votação popular de um Estado recebe todos os seus votos eleitorais - as exceções são Maine e Nebraska, que dividem seus votos de acordo com distritos. A provável vitória nos Estados de Kerry já garantiria a Obama 252 votos no Colégio Eleitoral. Além disso, pesquisas indicam que ele tem boas chances de vencer em Iowa e Novo México, que votaram em Bush em 2004, o que lhe daria 12 votos adicionais. Nesse cenário, Obama ficaria a apenas 6 votos da Casa Branca. Daí a importância da disputa nesses três Estados, que têm, somados, 60 votos no Colégio Eleitoral. Segundo projeção do Real Clear Politics, Obama teria ontem 311 votos do Colégio Eleitoral e McCain, 132.Ontem o republicano fez campanha na Virgínia, onde deixou claro a importância do Estado. "Deixe-me repetir o óbvio: precisamos vencer aqui. Meus amigos, preciso de sua ajuda nos últimos três dias de campanha!", disse. Além da Virgínia, Flórida e Ohio, McCain deve neste fim de semana fazer campanha no Novo México, Iowa, Indiana, Colorado, Missouri e Nevada - outros Estados de Bush em 2004. "Se a disputa estivesse mais acirrada, iríamos a Estados democratas", afirmou Matthew Dowd, estrategista da campanha de Bush em 2004. "(McCain) faz campanha como se estivesse em desvantagem significativa", completou.Tad Devine, conselheiro da campanha democrata em 2004, afirmou que Obama está em uma posição mais favorável do que a de Kerry nessa fase da corrida eleitoral. "Hoje Virgínia, Colorado, Dakota do Norte e Indiana são altamente competitivos - cenário totalmente diferente de há quatro anos", disse.Obama fez campanha ontem no Colorado, Missouri e Nevada. Na sexta-feira, a sua equipe anunciou que ele deve fazer campanha até no Arizona, Estado que McCain representa há 26 anos no Senado. Pesquisas mostram o democrata diminuindo a vantagem republicana no Estado. Segundo o Real Clear Politics, há empate. O foco no Arizona parece ter o objetivo de assustar McCain, que resolveu não fazer campanha no próprio Estado por acreditar que sua liderança ali nunca seria ameaçada.Ainda ontem, o vice-presidente Dick Cheney pediu votos para McCain em Wyoming, Estado em que cresceu. Obama ironizou o apoio do vice: "Quero felicitar McCain por esse apoio porque ele realmente o merece. McCain votou 90% do tempo com Bush e Cheney para obtê-lo", disse.

Obama busca avanço em áreas hostis

Por Fernando Rodrigues
na Folha de São Paulo

À frente em várias pesquisas de opinião, o candidato democrata Barack Obama decidiu intensificar sua campanha em redutos tidos como republicanos, inclusive o Estado do Arizona, onde John McCain fez sua carreira política. O republicano reagiu e anunciou uma blitz na TV com gastos que superariam em US$ 10 milhões os investimentos do adversário nesta reta final da corrida eleitoral pela Casa Branca.A eleição nos EUA será realizada depois de amanhã, terça-feira. Os levantamentos de opinião nacionais e nos Estados mais relevantes continuam a mostrar Obama liderando. Na média calculada pelo site agregador de pesquisas Real Clear Politics, o democrata liderava ontem por 50,2% a 43,6%.No Arizona, o último democrata a vencer foi Bill Clinton, em 1996. A última pesquisa no Estado, realizada de 28 a 30 de outubro, mostra McCain com 50% e Obama com 46%. Como a margem de erro é de quatro pontos percentuais, há empate. Há um mês, o republicano liderava por 50% a 38%.
Desestabilização
A ação de Obama visa desestabilizar a campanha adversária. Perder no Arizona seria humilhante para McCain. David Plouffe, chefe da campanha democrata, enviou e-mail a todos os militantes obamistas festejando a iniciativa de seu chefe e classificando-a como "grande oportunidade". Obama também passou a concentrar esforços em alguns outros Estados dados como republicanos: Geórgia e Dakota do Norte.Nos EUA não há horário eleitoral bancado pelo Estado. Os candidatos pagam com recursos próprios suas inserções na TV e no rádio. Por essa razão, quando um político decide gastar dinheiro em um determinado Estado é porque acha que tem chances de vencer ali.A campanha de McCain reagiu à investida no Arizona. "Nós os encorajamos a escolher outros Estados nos quais temos intenção de vencer e eles podem redistribuir o dinheiro da campanha deles", disse Rick Davis, coordenador republicano. Foi uma ironia com uma expressão presente nos últimos dias nos discursos dos candidatos. Para explicar sua proposta de cobrar mais impostos dos mais ricos, Obama disse a um eleitor -agora conhecido como "Joe, o encanador"- ser necessário "distribuir a riqueza".Davis enviou um longo e-mail para todos os repórteres que cobrem a campanha de McCain. Em tom às vezes amargo, reclamou da cobertura. "Se a sua televisão estiver sintonizada nos canais de notícias a cabo como as nossas TVs estão aqui no comando da campanha, você deve ter visto os analistas dizendo que John McCain já era."
"Competitiva"
Marcado com o título "o esforço final", o e-mail de Davis lista uma série argumentos para sustentar que a eleição presidencial continua "muito competitiva". Eis os seus principais argumentos:1) Indecisos: uma pesquisa da Associated Press mostra que "um em cada sete eleitores está indeciso". Assim, "se os 130 milhões de eleitores aptos a votar comparecerem às urnas na terça-feira, 18,5 milhões ainda estão em fase de tomarem uma decisão";2) Pesquisas nacionais: na semana retrasada, a maioria das pesquisas mostravam McCain perdendo por uma diferença de dois dígitos. Na última quarta-feira, "nós estávamos atrás dentro da margem de erro de quatro pesquisas", diz Davis. Menciona o levantamento do Gallup, no qual por dias os candidatos ficaram "virtualmente empatados";3) Estados: ao comprar horário de TV em Dakota do Norte, Geórgia e Arizona, Obama estaria tendo um comportamento errático. "Ele está tentando uma expansão em novos Estados nas horas finais e isso mostra que ele não tem votos para vencer", argumenta Davis;4) Esforço final: amanhã, os republicanos farão comícios em 14 estados. A candidata a vice-presidente, Sarah Palin, visitará Ohio, Missouri, Iowa, Colorado, Nevada e Alasca. McCain estará na Flórida, Virgínia, Pensilvânia, Indiana, Novo México e Nevada, terminando o dia no Arizona.Os republicanos vão usar o mesmo esquema de George W. Bush em 2004, com milhares de pessoas indo até as casas dos eleitores e incentivando-os a votar -pois o voto não é obrigatório nos EUA nem o dia da eleição é um feriado.

Iris garante manter aliados no governo

Por Marina Dutra
no Diário da Manhã

O prefeito Iris Rezende (PMDB) garantiu ontem que irá acomodar todos os aliados para assumirem cargos na nova administração, que iniciará em 2009. Ao comparecer na solenidade de entrega do Prêmio Funcionário Padrão, no Clube do Sindigoiânia, o peemedebista adiantou que fará o possível para abrigar todos aliados políticos que o apoiaram nas eleições municipais, assim como os secretários que ainda fazem parte deste primeiro mandato. “Vou acomodar todos aqueles que me ajudaram, todas as forças políticas que caminharam comigo.” O prefeito só fez uma ressalva: afirmou que as escolhas não se tratam de premiações políticas, mas sim ônus de quem ocupará o cargo. A afirmação veio depois das especulações sobre a proposta da reforma administrativa, que será apresentada na próxima semana. O DM revelou com exclusividade na edição de ontem os aliados do governo irista que poderiam cair, além das pastas que sofrerão fusão. No entanto, Iris terá que se debruçar durante o final de semana para aliar a permanência dos atuais secretários e dos novos aliados que o ajudaram na reeleição. Ontem, o clima entre os secretários municipais na solenidade era de apreensão e expectativas. Dentre as mudanças que farão parte da reforma administrativa, está a transferência da Secretaria do Trabalho, comandada por Antônio Ribeiro Lima, do Banco do Povo e da Sociedade Cidadão 2000, coordenada por Ricardo Luís Moura, para a estrutura da Secretaria de Assistência Social, controlada pela deputada federal, e primeira-dama, Iris de Araújo (PMDB). O titular da Secretaria de Ação Integrada, Aristóteles de Paula, aliado irista que poderá sofrer com a reforma administrativa, preferiu não comentar a mudança. Afirmou que a comissão responsável pela elaboração do projeto de reforma – o secretário de Governo, Thiago Peixoto, Jairo Cunha Bastos (vinculado à Segov) e Jorge Pinheiro (Administração e Recursos Humanos) – é que saberia informar detalhes do projeto. Além de Aristóteles, outro secretário que é alvo da reforma é o titular da Companhia de Obras do Município (Comob), Sebastião Peixoto, pai do vereador mais votado da Capital, Bruno Peixoto (PMDB). Outro nome cogitado é do vereador e titular da Secretaria de Habitação, Iram Saraiva Júnior. As secretarias comandadas pelos dois se transformariam em uma só agência. Em contrapartida, o prefeito poderá oferecer comando da Câmara a um dos seus dois aliados. Outra “dor de cabeça” que o prefeito enfrentará é a extinção ou não da polêmica e conturbada Secretaria de Fiscalização Urbana (Sefur), pela qual passaram três secretários nos últimos dois anos. Se houver a extinção, Iris terá que decidir onde abrigar o PRTB, partido que elegeu dois vereadores nesta eleição.

Vitória de Paes fortalece grupo de Cabral para 2010

Por Raphael Gomide
na Folha de São Paulo

Vencedor da eleição para a Prefeitura do Rio, o grupo político do governador Sérgio Cabral (PMDB) vai acumular nas mãos as máquinas estadual e municipal, fato inédito havia 18 anos, desde o PDT de Leonel Brizola e Marcello Alencar.Os orçamentos somam quase R$ 60 bilhões. E o grupo ainda vai dispor de cerca de 10 mil postos de livre nomeação no Estado e 1.500 na prefeitura.Tantos cargos, somados à vitória na capital com Eduardo Paes, podem fortalecer a hegemonia que o governador constrói de olho em 2010, atraindo variadas forças políticas do Rio.Hoje, PT, PSB, PC do B, PP e PTB são aliados de Cabral. E o segundo turno ainda o aproximou do PRB e de parte do PDT."Acho que em 2010 o PT e o PMDB estarão unidos em torno do presidente Lula e de uma candidatura que una os dois partidos: a Presidência e a vice-presidência da República", disse Cabral na quarta, após reunião com Paes e Lula.A citação à vaga de vice não é gratuita. Pode ser seu destino, caso a eleição do candidato apoiado por Lula seja uma "barbada", ou o nome contar com seu apoio, caso não queira arriscar uma possível reeleição ao governo do Estado.Outra área de influência que gostaria de ter é a Petrobras, motivo do rompimento de Anthony Garotinho com Lula no primeiro mandato do presidente. O ex-governador do Rio queria o controle da empresa para apoiar o governo petista.Cabral já marcou uma reunião com os 92 prefeitos eleitos do Estado. Com exceção da capital, perdeu em quase todos os municípios populosos, o que o obrigará a abrir o caixa em troca de apoio político. Nos dois primeiros anos de governo, Cabral priorizou investimentos na capital, para ofuscar o prefeito Cesar Maia, e ignorou os prefeitos do interior, porque sabia que boa parte deles não estaria no poder após 2009.Agora, com os cofres da administração mais cheios, um de seus objetivos é garantir o apoio dos municípios para a eleição estadual e para as duas vagas do Senado, além de apresentar um forte capital político na disputa presidencial.
Contra Garotinho
E ele ainda quer assumir todo o comando do PMDB estadual, neutralizando a influência de Garotinho sobre uma parte da sigla. No entanto, ensaia uma aproximação com a mulher dele, Rosinha Garotinho, ex-governadora do Estado e prefeita eleita de Campos. Cabral a convidou para um almoço, no dia 14, no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, antes moradia dela.Rosinha pensa pragmaticamente que pode se beneficiar de uma melhor relação com Cabral e Lula. Quem faz a intermediação é o vice-governador Luiz Fernando Pezão, antigo aliado dos Garotinho e hoje braço direito do governador e próximo da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).Garotinho gostaria de ser senador, mas Pezão e o presidente da Assembléia, Jorge Picciani, são nomes que podem contar com o apoio do governador.

Derrota em SP com forte rejeição faz Planalto ''paparicar'' PMDB

Por Beatriz Abreu, João Bosco, Ricardo Gandour e Rui Nogueira
no Estado de São Paulo

A agenda político-parlamentar do governo Lula nos próximos três meses é tão ou mais explosiva do que a da crise econômica. Líderes da base aliada no Congresso e assessores diretos do presidente da República admitem que três fatores conjugados deixam o Planalto em "estado de alerta". São eles: a engorda do PMDB nas eleições municipais, a disputa acirrada pelas presidências da Câmara e do Senado e - o pior de todos os sinais - a derrota do PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo com altas taxas de rejeição a Marta Suplicy.O saldo das avaliações palacianas tirou uma óbvia fórmula de cautela para tocar a política até fevereiro, quando o Congresso reabre e seus presidentes são eleitos - primeiro no Senado e depois na Câmara. A meta é "não trombar com o PMDB", para não antecipar um racha na base partidária e fragilizar politicamente o governo Lula em tempo de crise econômica e pelo menos um ano antes das verdadeiras negociações para as alianças da disputa presidencial de 2010. Pragmático, o presidente vai "paparicar" o partido, disse um ministro, não deixando transformar a disputa pelas presidências em uma guerra do fim dos tempos.O cacife amealhado pelo PMDB nas eleições municipais, em contraste com o fraco desempenho do PT junto ao voto urbano do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, foi lido pelo Planalto como prenúncio de problemas na convivência entre petistas e peemedebistas. O que o governo quer, para já, é que a possibilidade natural e histórica de o PMDB deixar a aliança não seja antecipada, levando o partido a se juntar formal ou informalmente com a oposição - PSDB, DEM e PPS.O raciocínio desse temor tem como base uma planilha especialmente preparada pelos assessores presidenciais e que, na semana passada, repousava sobre as mesas de todos os gabinetes do Planalto. O levantamento da assessoria presidencial fez um corte para mostrar quem mais cresceu só entre os partidos da base. Destacadíssimo, em primeiro lugar, o gordo número de 71% de crescimento do PMDB grifado em negrito, com os demais partidos - entre aqueles que têm peso real na disputa parlamentar - não chegando sequer a 20% de alta.O que, em outras alianças, seria festejado como um reforço da base do governo no Congresso é lido no Planalto como uma ameaça. Diante do resultado municipal, o PMDB engrossou a disputa pelas presidências do Congresso e já fala em ficar como comando das duas Casas. Como disse um ministro do Planalto ao Estado, obriga o governo a tratar o assunto dentro de uma "equação aritmética". Tradução do próprio ministro: "Juntos, os dois partidos (PT e PMDB) podem tudo, mas se o PMDB se juntar a alguém (da oposição) eles também podem tudo. Então, nada de desfazer essa aliança prematuramente" para não perder, ao menos, essa "força numérica" que domina o plenário da Câmara.Boa parte da leitura política sobre a necessidade de manutenção formal dos peemedebistas o máximo de tempo possível na base e de disputar essa permanência na campanha de 2010 deriva da maneira como o PT perdeu a Prefeitura de São Paulo para Gilberto Kassab (DEM). Em algumas regiões da metrópole, Marta Suplicy teve porcentuais de rejeição que ficaram entre os 40% e 50%.O PT perdeu apoio na classe média, mas o fenômeno ainda mais marcante foi a perda de redutos históricos da militância petista, como Capela do Socorro. O bairro, tido como fortaleza da oligarquia dos petistas da família Tatto, que reinava absoluta desde os anos 80, viu Kassab ganhar a eleição, no segundo turno, por 50,5% contra 49,4% dos votos. Ao confrontar o jeito voluntarista como Marta foi para a disputa com a leitura política da pré-campanha, da disputa e dos votos e números saídos das urnas, o governo conclui que o PT perdeu a mística por completo nas eleições municipais deste ano e precisa de alianças tanto quanto outro partido qualquer.Marta, apurou o Estado, se fez candidata sem costurar ao menos os grupos petistas. Pelo contrário, disse ao jornal uma liderança paulista: "Quando ela parecia que ainda negociava a viabilização política da candidatura, descobrimos que Marta e o grupo dela já haviam contratado o marqueteiro João Santana." Sozinha, a candidata petista entrou e saiu da campanha com os mesmos, em média, 30% de votos.Para 2010, apesar da imensa popularidade do presidente Lula - na casa dos 70% em nível nacional, mas batendo nos 90% em alguns municípios do Nordeste -, os analistas dizem que as duas grandes pré-candidaturas do momento, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), vão partir de um patamar parecido com esse terço de votos e precisarão de uma aliança que os faça conquistar a maioria. E o PMDB, diante desse cenário, pulará para o lado que primeiro mostrar viabilidade eleitoral concreta.

Aécio e Serra vão gastar juntos R$ 30 bi em 2009

Por José Alberto Bombig e Fernanda Odilla
na Folha de São Paulo

A exemplo do que fez Gilberto Kassab (DEM) na disputa pela prefeitura da capital paulista, os presidenciáveis e governadores tucanos Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra (São Paulo) vão encerrar seus atuais mandatos a reboque do calendário eleitoral, rumo à sucessão do presidente Lula.Levantamento feito pela Folha com base no planejamento estratégico das duas gestões mostra que, juntos, eles investirão só em 2009 cerca de R$ 30 bilhões, e apostarão em obras de grande potencial de votos e alta capilaridade política, como a recuperação de estradas vicinais no interior e transporte coletivo nas duas capitais.Nos dois casos, o levantamento revela a elevação dos investimentos conforme se aproxima a eleição presidencial.Em São Paulo, a série de investimentos do Estado, somados recursos próprios e empréstimos para estatais, largou com R$ 9 bilhões em 2007, encerrará este ano com R$ 12,7 bilhões e tem previstos R$ 18,6 bilhões para 2009 (Orçamento enviado para a Assembléia) e R$ 19,4 bilhões para 2010 (projeção do programa de ajuste fiscal, receitas de concessão e orçamento de estatais).Ao final, se vingar o planejamento paulista, o acumulado de investimentos da gestão Serra será de R$ 59,5 bilhões -média de R$ 14,9 bilhões/ano a mais do que a de Geraldo Alckmin (2003-2006), até agora o último candidato a presidente pelo PSDB, derrotado por Lula.Aécio vai transformar em bandeira o projeto batizado de "choque de gestão", que tirou o Orçamento de Minas de um déficit de R$ 2,4 bilhões em 2002 e ampliou para R$ 10,8 bilhões os recursos próprios para investimentos em 2009, conforme a proposta orçamentária. No segundo mandato do mineiro, ele começou 2007 com R$ 7,44 bilhões para investir, neste ano, estimou gastar R$ 9 bilhões e reservou R$ 10,8 bilhões para 2009.
Oposição
A oposição acusa os tucanos de manobra eleitoral. "Eu reconheço o direito do governador José Serra se lançar candidato, mas não o de sujeitar o Orçamento do Estado às suas pretensões eleitorais", afirma o líder do PT na Assembléia paulista, Roberto Felício."Os R$ 200 milhões que o governador Aécio gastou na Linha Verde são menos do que investe em publicidade anualmente, somados os gastos da administração direta e das empresas. Foi um governo carente de obras, porque todas as promessas estão previstas para serem executadas no final do mandato", alega o deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB), um dos principais críticos do tucano mineiro.Os dois governos alegam que o incremento de ações ao final dos mandatos é conseqüência de medidas drásticas de redução de despesas e ampliação de receitas, implantadas no início das atuais gestões. Ambos negam que haja motivação eleitoral e dizem que muitas ações já estão em andamento.Como exemplo, São Paulo diz que quase dobrou os tipos de medicamentos gratuitos no Dose Certa e que, das 26 novas Fatecs (Faculdades de Tecnologia) pragramadas para 2010, 21 já foram entregues.No próximo ano, os dois tucanos travarão um embate dentro do PSDB, por isso, a elevação das receitas já em 2009.Ambos, se quiserem mesmo concorrer ao Planalto, terão, conforme a lei, de deixar seus cargos antes do início de abril de 2010, outro ponto que explicaria a concentração de inaugurações já para 2009.Minas contabiliza 410 obras em andamento e prevê a licitação até 2010 de outras 200.

Alguém terá que chorar para o outro rir

A imprensa ainda fala que o PMDB saiu fortalecido das eleições municipais. O PT tenta pegar carona. José Dirceu, num artigo publicado no Jornal do Brasil de quinta feira, ressaltou que o PMDB faz parte da base aliada do desgoverno Lula, portanto, se o PMDB ganhou o PT deve colher os louros também. Pois é. O ex-guerrilheiro, ex-ministro e ex-deputado não fala que o PMDB é da base governista desde 1985. Desde quando José Sarney iludia a população com os “Fiscais do Sarney” e o PT era só um partido vermelho que chamava Sarney de ladrão. Sabem onde está o ladrão hoje? Isso mesmo, ao lado de Lula.
Como é que Lula vai fazer para abrigar o PMDB fortalecido e os petistas derrotados nas eleições municipais? Criar mais cargos em tempos de crise? Alguém terá que chorar para o outro rir. E quando um chora porque perdeu algum cargo ou alguma teta do estado pode ter certeza que dará uma entrevista bombástica contando os podres do governo.

Os crimes da esquerda

Será que ninguém vai aproveitar a onda de tentar abrir os arquivos da ditadura militar e cobrar da esquerda suas reais intenções e ações? Ou será que eles só vão abrir os arquivos de acordo com os seus interesses? É preciso mostrar que estes “humanistas” não queriam democracia aqui e sim uma ditadura do proletariado. Claro, com eles no comando. Seria interessante perguntar para o valente Tarso Genro o que ele acha dos crimes esquerdistas virem a tona, ou como eles mesmos gostam de dizer, vir ao debate.

Vai ou não vai ter batucada em Interlagos?

Como já passou da meia noite, o Domingo já começou. Portanto já posso escrever que hoje tem corrida. A última da temporada. Vai ser em São Paulo no Autódromo de Interlagos. Felipe Massa garantiu a pole. Lewis Hamilton ficou em quarto lugar. Será que Massa ganha e Hamilton fica em quinto, sexto ou sétimo? Ou Massa erra (ou a Ferrari erra), acaba em quinto, sexto ou sétimo e Hamilton ganha a prova e o campeonato? Se Hamilton ganhar será o primeiro negro campeão da Fórmula 1. Como o Brasil é o país das minorias, que valoriza o negro, que acha correto o negro descriminar o branco, queria saber se lá em Interlagos o movimento negro está preparando alguma coisa caso Hamilton seja o campeão. Será que ouviremos o Hino da Inglaterra ao som do Olodum? Reproduzo aqui um post publicado no dia 20 de outubro:

Vai ser aqui no Brasil a decisão do mundial de Fórmula 1. Lewis Hamilton está com uma mão no troféu. Só não segurou de vez (no bom sentido, é claro) porque Felipe Massa chegou em segundo lugar no GP da China.
Se Hamilton chegar em quinto lugar no GP do Brasil será campeão. O primeiro campeonato dele e o primeiro negro a conquistar um título da F1.
Como a final será em Interlagos quero saber se o movimento negro, se os defensores das minorias e dos oprimidos estão preparando alguma festa. Poxa, um negro poderá ser campeão da Fórmula 1. Cadê os progressistas, os humanistas, os sem preconceito? O que vale para essa gente é o negro oprimido. Não vale o negro vencedor, que conquista títulos pelos seus méritos. Lewis Hamilton pode ser campeão lá em Interlagos assim como Felipe Massa. Hamilton já provou que é bom no volante. E não precisou ressaltar sua cor de pele para chegar aonde chegou. Está onde está porque merece, porque treina, porque luta, porque não se acomoda. Ao invés da batucada seria melhor a gente treinar, lutar, não se acomodar para merecer alguma coisa nesta vida.

sábado, 1 de novembro de 2008

Um detalhe sobre as subprefeituras

A revista Veja exalta, com razão, a vitória de Gilberto Kassab nas eleições paulistanas e o aponta como grande líder do DEMO. Mas, neste post, não vou falar sobre isso. Destaco apenas um trechinho da reportagem:

O "ex-secretário de Pitta", que assumiu a vice-prefeitura de São Paulo sob olhares generalizados de desconfiança, encerrou sua primeira gestão como prefeito com 60% de aprovação e sem um único registro de escândalo de corrupção – no que, justiça seja feita, em muito contribuiu o secretário Andrea Matarazzo, que administrou com rigores de xerife aquilo que já foi um antro de gatunagem, desídia e fisiologismo: a área das subprefeituras paulistanas.

O prefeito Iris Rezende quer implantar as subprefeituras aqui em Goiânia. Como a reportagem da revista mostra, se a prefeitura não tiver um xerife rigoroso as subprefeituras podem se transformar num “antro de gatunagem, desídia e fisiologismo”. Isso em São Paulo. Foi para lá que alguns assessores de Iris foram ver como funcionam o projeto. Será que eles voltarão para Goiânia pensando em implantar o projeto de subprefeituras e, desde já, procurando um xerife rigoroso que evite que as subprefeituras sejam contaminadas pelo fisiologismo e a corrupção? Eu não acredito. Iris quer as subprefeituras para agradar seus aliados, principalmente o PT. Iris quer ter mais partidos em sua volta para fortalecer sua candidatura ao governo do estado em 2010. Se as subprefeituras forem implantadas e não tiver nenhum xerife fiscalizando rigorosamente é bem capaz da corrupção rolar solta. Mas, como a imprensa goiana adora adular os políticos, é bem capaz de muita gente escrever artigos dizendo que acusações de corrupção nada mais são que “denuncismos” ou “atentado ao caráter do político”. Ah, como faz falta uma imprensa crítica, que cause dor de cabeça nos políticos. Principalmente no dia em que as subprefeituras iristas deixarem de ser um projeto para se tornar uma realidade.

Magnóli está certo

Lendo a entrevista do professor Demétrio Magnoli na revista Veja da semana que vem é mais do que necessário colocar aqui a pergunta e a resposta sobre a direita ser tão rejeitada e a esquerda tão festejada:

Em certos círculos, dizer que algo é "de direita" serve para desqualificar desde filmes até valores morais. Qual é a explicação para esse uso do termo "direita"?

A palavra "direita" esteve associada no século XX ao fascismo e ao nazismo. Tais regimes foram condenados de maneira absoluta pela população mundial. Em países da América Latina, em particular, a direita foi ligada a regimes militares. Por isso, no Brasil, a expressão "direita" ainda é usada, embora cada vez com menor freqüência, como sinônimo de tudo o que deve ser rejeitado. Já o termo "esquerda" costuma ser relacionado a uma idéia de transformação humanista do mundo, imaginada a partir da Revolução Francesa e das lutas sociais do século XIX. Muita gente esquece que elas, em sua origem, deceparam milhares de cabeças por meio da guilhotina. Assim como esquece a brutalidade do stalinismo e do maoísmo, no século XX.


Magnoli foi direto ao ponto. Aqui no Brasil rejeita-se a direita como se ela fosse o mal de tudo e festeja-se a esquerda como se só ela fosse a detentora da verdade, a única defensora dos seres humanos e a condutora para o socialismo. O que não se conta é a quantidade de cadáveres que os esquedopatas fizeram em nome deste tal “humanismo”. Sou conservador de direita e rejeito o que alguns direitistas idiotas fizeram ao matar pessoas pela própria causa (não pela minha). A esquerda não fala que nos países dominados por eles não tem liberdade de expressão e quem é contra o governo ou vai para o paredão ou é exilado. Precisamos sempre resgatar as brutalidades de Stálin, Mao, Fidel, Che e outros esquerdopatas que mataram em nome da revolução. Pode ter certeza que muitos destes “humanistas” que pedem punições para os militares que torturaram durante o regime militar aqui no Brasil ou aplaudiram ou calaram diante o sangue de pessoas que seus ídolos derramavam pelo mundo a fora.

"Impostor" por Olavo de Carvalho

Chamar Barack Obama de impostor não é uma questão de opinião: é um dado científico. Cinco equipes de pesquisadores acadêmicos, sem contato entre si, examinaram o seu livro de memórias, Dreams of My Father, e, usando métodos computadorizados de investigação de autoria, concluíram que não foi escrito por ele, mas sim por William Ayers, o terrorista com o qual Obama jurava não ter tido senão contatos raros, ocasionais e sem nenhuma importância.
O repórter Jack Cashill dá todo o serviço no
WorldNetDaily de 29 de outubro.
Poucos dias antes, o Financial Times (v.
FT.com) informava que o sucesso na carreira de escritor é a principal fonte de sustento de Barack Obama desde um contrato de 1,9 milhão de dólares assinado com a editora Crown em 1995.
Os cientistas consultados por Cashill confirmaram que, na seleção do vocabulário, nas figuras de linguagem, na extensão média das frases e demais traços estilísticos quantificáveis, Dreams of My Father é diferente de outros textos de Obama ao ponto de não poderem ter sido escritos pela mesma pessoa, mas é indistinguível do livro de William Ayers, Fugitive Days.
Ayers, além de ter sido vizinho de Obama e seu companheiro de militância por vários anos, foi ainda, reconhecidamente, o ghost writer de Resurrecting Empire (“O Império Ressurgente”) publicado em 2004 sob a autoria nominal do agitador pró-terrorista Khalid al-Raschid.
Dreams of My Father é também estranho, como notou James Manning, pastor de uma comunidade negra fortemente anti-Obama, porque nenhum escritor em seu juízo perfeito escreve um livro de memórias em homenagem a um pai que o abandonou logo após tê-lo gerado e que, no total, só esteve com ele durante uma semana.
O complexo de abandono paterno é visível na conduta de Obama, um mitômano inveterado, criador compulsivo de lendas a seu próprio respeito. Ele já inventou que seu tio libertou os prisioneiros de Auschwitz (foram os russos), que seu pai foi pastor de cabras (no escritório, decerto), que nunca foi membro de um partido socialista (o registro de inscrição logo apareceu), que desempenhou um grande trabalho na Comissão de Bancos do Senado (onde jamais esteve) e que jamais recebeu contribuições de companhias petrolíferas (a Shell e a Exxon são fábricas de doces, suponho).
Ao mesmo tempo que espalha mentiras tolas, Obama, com a ajuda solícita da grande mídia, bloqueia qualquer investigação sobre a verdade da sua vida, proibindo a divulgação de todos os seus documentos – certidão de nascimento, histórico escolar, agenda de seus compromissos no Senado, lista dos clientes do seu escritório, etc. etc. –, de modo que só resta ao eleitor acreditar piamente na sua biografia inventada, sem fazer perguntas, ou fazê-las e agüentar uma tempestade acusações de racismo ou mesmo umas boas pancadas, como aquelas que os obamaníacos têm aplicado a tantos militantes republicanos.
Um caso realmente esquisito foi o da jovem Ashley Todd, que após dizer-se assaltada, surrada e marcada a canivete com um “B” na face direita tão logo o assaltante percebera seu distintivo da campanha McCain, sofreu um bombardeio de insultos e rapidinho mudou de idéia, jurando que inventara a história toda. Ashley não explicou se foi apenas assaltada e surrada, tendo feito ela própria o corte no rosto, se houve apenas uma surra sem assalto nem corte ou se não houve coisa nenhuma e ela mesma se esmurrou até ficar de olho roxo e, não contente com semelhante desatino, em seguida escavou o “B” na própria face. Embora o desmentido sumário e cheio de lacunas soasse muito mais inverossímil do que a história originária, foi instantaneamente aceito como verdade final pela mídia inteira, sem mais perguntas, ficando portanto provado que esses republicanos são malvados o bastante para desfigurar o próprio rosto só para poder lançar a culpa num negro e, por tabela, no santíssimo Barack Obama.

Muito bem acompanhados

Celso Amorim fracassou na Rodada Doha. É lógico que ele não vai falar que fracassou. Fala que a culpa é dos países ricos.
Amorim não pára de fazer cagadas. Como se não bastasse o que fez na Rodada Doha, o nosso ministro das Relações Exteriores está no Irã. A foto acima foi tirada do Estadão online. Eu poderia fazer como os petistas e festejar tal encontro, afinal, o Irã é o maior mercado brasileiro no Oriente Médio. Mas, graças a Deus, não sou petista e não comemoro nada que o desgoverno Lula faz.
O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad quer ter a bomba atômica. Diversas vezes ele disse que deseja liquidar Israel. Disse também que está preparado caso os Estados Unidos invadam seu país. Vejam só quem são nossos aliados. Como se não bastassem os esquerdopatas latino americanos, temos os ditadores africanos e agora o terrorista iraniano. Estamos muito bem acompanhados.

Os traficantes estão felizes

O índio pilantra que governa a Bolívia resolveu suspender a operação anti-drogas dos Estados Unidos no seu território. Segundo o índio pilantra, os Estados Unidos estariam usando a operação para coordenar juntamente com opositores uma conspiração contra o seu governo.
Os Estados Unidos ajudam a Colômbia no combate as drogas. As Farc, principal fornecedora de drogas para o continente americano, está por um fio graças ao trabalho conjunto dos governos colombiano e norte americano. Quer dizer que a operação vale a pena, não é mesmo?
Mas não nos esqueçamos que o índio pilantra que governa a Bolívia é amigo das Farc no Foro de São Paulo. Lula, Hugo Chávez e Rafael Correa também. Por isso, caro leitor, cada governante esquerdista que atacar os Estados Unidos e exaltar as Farc pode ter certeza que muitos traficantes de drogas estarão felizes. Incluam na lista Fernandinho Beira Mar.
Enquanto isso, Lula se reúne com a múmia Fidel, co-fundador do foro.

Quem será que pagou?

Duda Mendonça fez uma consultoria paralela na campanha de Márcio Lacerda para a prefeitura de Belo Horizonte. Será que ele fez isso de graça? Duvido! Eu quero saber o quanto ele recebeu e quem o pagou. Por ser uma consultoria paralela será que o marqueteiro recebeu dinheiro paralelo?

Pobres americanos

Depois de fazer minha tradicional meditação, abro o site da Folha online e me deparo com a mais recente pesquisa sobre as eleições norte americanas. Barack Obama tem 50% enquanto que John McCain aparece com 43,5%. Num post de hoje eu perguntei se o Olodum estaria amanhã em Interlagos para comemorar o campeonato de Lewis Hamilton. Acho que os batedores de lata da Bahia vão para Washington comemorar a posse de Obama.
Muitos questionam se nós, anti-lulistas, ficaremos sem assunto a partir de 2010. Bem, se Lula não der o golpe eu não serei mais anti-lulista e sim anti-serrista ou anti-aécista e, nunca se sabe, até anti-dilmista. Pois é, precisamos perguntar ao Michael Moore o que ele vai filmar quando Obama conquistar a Casa Branca. Ou será que teremos um filme desnudando o democrata?
Pobres americanos! Eles não querem saber o que aconteceu aqui no Brasil em 2002. Não existe mágico da mudança, não existe cara bom só porque é negro ou metalúrgico. O cara é bom porque merece, porque se esforçou para tal. Como poderemos saber se Obama é bom se nem sabemos de onde ele veio? Mas os Estados Unidos realizarão suas eleições. Se Barack Obama ganhar quero ver o que Michael Moore vai fazer. Se John McCain virar o jogo quero ver se Mino Carta vai escrever um editorial dizendo que McCain derrotou a imprensa. Assim como ele fez com Lula em 2006.

Tirando o atraso

Eu postando até agora? Sábado e Domingo eu só posto na parte da manhã. Mas sabem como é, né? Passei um dia e meio pagando lan house para manter o blog atualizado. Agora que a internet voltou ao normal vou usar e abusar.

O aquecimento global em Goiânia


Esta foto foi tirada agora pouco. É o céu de Goiânia. Está chovendo agora. Dias atrás estava um calor danado. Eu até pensei em começar a acreditar na tese do aquecimento global, mas depois da chuva de hoje não penso mais em fazer isso. Pode fazer um baita calor uma semana que na outra a chuva vem e o frio nos faz tirar do baú aquela blusa com cheiro de naftalina.

Olodum em Interlagos?

Estou procurando na internet alguma notícia se vai ter ou não alguma festa do movimento negro caso Lewis Hamilton conquiste o campeonato de Fórmula 1 em São Paulo. Quero saber se o Olodum vai bater lata, se Carlinhos Brown vai cantar coisas que ninguém entende, se Gilberto Gil vai declamar uma poesia ao primeiro negro campeão da F1. Será que vai ter batucada em Interlagos?

Lula in Cuba

Vejam esta matéria que está no Estadão online:

Pouco antes do fim de sua visita oficial a Havana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro com o ex-presidente Fidel Castro, no qual elogiou a saúde do líder cubano e discutiu a crise financeira.

"Conversamos por cerca de duas horas. Não foi uma visita como a que se faz a uma pessoa que está doente, no Brasil, só de 15 minutos", disse Lula. "Aliás, nem parece que Fidel está doente, porque está muito saudável mentalmente, lúcido. Disse a ele quando cheguei que o tinha achado abatido. Depois de meia hora de conversa parecia que eu é que estava doente."

Lula disse que os dois conversaram sobre a crise financeira internacional e outros temas relacionados à América Latina. Os dois concordaram que a crise começou nos Estados Unidos, cresceu por lá e lá se instalou. Portanto, países em desenvolvimento e pobres não devem pagar por ela. E, sim, os países ricos. "A especulação não se deu na África ou na América Latina. A especulação se deu nos Estados Unidos e avançou para a União Européia."

Lula disse ter a esperança de que seja que for o eleito à Casa Branca - o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain -, o novo presidente americano deve rever o embargo comercial e econômico a Cuba. "Espero que o eleito tome a iniciativa", disse Lula, ao se solidarizar com Cuba.

Lula comentou que seu governo enviou a Cuba cerca de 1.500 toneladas de arroz e enviará mais 15.000.

Ele acrescentou que pretende conseguir emprestado da Espanha um navio com capacidade para transportar 50 mil toneladas para enviar a Cuba, Haiti, Jamaica e Honduras 45 mil toneladas de ajuda humanitária para serem distribuídas às vítimas dos furacões Gustav e Ike.


Vamos começar de baixo para cima. Lula prometeu enviar ajuda humanitária para Cuba. Oh, que presidente de bom coração! Aposto que Raúl Castro vai pega na mão fria do Fidel e cantar: “O Lula é um bom companheiro, ninguém pode negar”. O Brasil não precisa de ajuda humanitária. Problemas? Que problemas? É tudo invenção da mídia golpista como fala a nossa grande intelectual Marilena Chauí.
E Lula quer que o próximo presidente dos Estados Unidos acabe com o embargo econômico contra Cuba. Vejam que interessante. Lula manda os outros chefes de nações não comentarem sobre o Brasil, mas ele pode comentar sobre outras nações. Ele pode dar palpite nas eleições americanas e já indicar o que o eleito no dia 4 de novembro deverá fazer. Lula é um gênio!
Imagino Fidel e Lula discutindo a crise financeira mundial. Fidel diz: “É, cupanhero, o socialismo está chegando”. E Lula rindo àbeça. Fidel é que nem Oscar Niemeyer que ainda acredita que o socialismo vai surgir apesar da idade avançada dos dois.
Para finalizar: Lula disse que Fidel está saudável mentalmente e lúcido. Não sei por que não mostram a múmia Fidel em público. Não sei por que o saudável Fidel não discursa rindo da desgraça americana. Nós não vemos o que Lula vê porque somos influenciados pela mídia golpista. Talvez o mundo ideal seria o de Cuba: um governo que nunca acaba e um único jornal para ler, um jornal produzido pelo governo sem fim.

A democracia morreu?

O jornal O Globo de hoje tem uma matéria sobre a manifestação contra os crimes eleitorais que a campanha de Eduardo Paes teria cometido. Pelo que eu vi nas fotos parece que só eles perceberam que a democracia morreu. Num caixão preto estava escrita a palavra “democracia”. Será que a democracia morreu e ninguém me avisou?
Espera um pouco pessoal. Ninguém impediu ninguém de comparecer às urnas no domingo passado. Saibamos reconhecer as derrotas.
Quando alguns jornalistas foram abordados por traficantes num morro carioca cujo nome não lembro e obrigados a apagarem as fotos tiradas dos candidatos que ali estavam não vi nenhuma manifestação pedindo um olhar mais atento da Justiça Eleitoral. Quando Carla Jerominho foi presa (e mesmo de dentro da cela de prisão foi eleita vereadora) não vi nenhum protesto contra os traficantes e milicianos que estavam obrigando moradores a votarem neste ou naquele candidato.
Peraí, né! A democracia está viva. Não devemos enfiá-la dentro de um caixão preto e jogar na calçada da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro.
É como eu disse no post anterior: vamos ver se estes mesmos manifestantes fiscalizarão e cobrarão de Eduardo Paes os cumprimentos da promessa.

PS: Dora Kramer estava certa na sua coluna de ontem. A reportagem do Globo fala que nem mesmo os participantes sabiam o que queriam pedir. Uns queriam as investigações sobre crimes eleitorais. Outros queriam novas eleições. E uns curiosos apenas observavam de longe tentando entender o que estava acontecendo.

Brincalhão da Semana


O Brincalhão da Semana não é nenhum político. É um piloto de Fórmula 1. Aproveitando que a corrida será em São Paulo e o título decidido em Interlagos, o brincalhão escolhido foi Rubens Barrichello. Na Folha online do dia 30 de outubro saiu a seguinte matéria:

O piloto Rubens Barrichello afirmou que não poderá ajudar Felipe Massa na briga contra o inglês Lewis Hamilton pela conquista do Mundial de Pilotos da F-1.

Hamilton lidera a competição com 94 pontos, sete a mais que Massa, o segundo colocado. O campeonato será definido no domingo com o GP Brasil, última corrida da temporada.

Para ser campeão em Interlagos sem depender do resultado de Massa, basta a Hamilton chegar em quinto lugar.

"Eu não acho que possa ajudar ele [Massa] muito, infelizmente. Eu gostaria de poder fazer algo", falou Barrichello, que descartou "jogar sujo" para auxiliar o piloto brasileiro da Ferrari.

"Imagina que eu faça alguma coisa contra o Lewis [Hamilton]. O Felipe [Massa] ficaria feliz com isso? Ele seria um campeão justo?", questionou Barrichello.


Rubens Barrichello está na Fórmula 1 só para os outros fazerem piadas sobre ele. O que ele faria caso encerrasse sua carreira amanhã? Com certeza um livro de piadas sobre o piloto renderia muito mais do que sua autobiografia. Rubinho não pode ajudar Massa a vencer em Interlagos? E alguém pediu a ajuda dele? É um brincalhão!

Reforma administrativa vai fortalecer Iris Araújo

Por Alexandre Bittencourt
no Diário da Manhã

De olho nas eleições de 2010, o prefeito Iris Rezende (PMDB) faz o possível para aliar critérios técnicos aos políticos na formatação da proposta de reforma administrativa, a ser apresentada na próxima semana. É certo que o prefeito fortalecerá aliados estratégicos, mas um deles merece atenção: a deputada federal e primeira-dama Iris de Araújo (PMDB), dona de projetos eleitorais ousados para 2010. Dona Iris controla uma das pastas mais importantes do município: a Secretaria de Assistência Social (Semas). A deputada foi responsável por indicar o atual titular, Valter Silva, para o cargo. Aliados do prefeito antecipam que, com a reforma, a tendência é que a Semas fique ainda mais forte. Especula-se que o Banco do Povo, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) criada há doze anos pelo ex-prefeito Nion Albernaz (PSDB), perderá toda sua sua autonomia e o controle sobre a concessão de microcrédito na Capital. Até março deste ano, o Banco do Povo foi coordenado pelo vereador eleito Simeyzon Silveira (PSC), filho do pastor de igreja evangélica Sinomar Silveira. O DM apurou que o banco deveria receber recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do programa Comunidade Solidária, chefiado pelo Gabinete Civil da Presidência da República. Simeyzon, no entanto, diz que até hoje o banco recebeu um único repasse, na época de sua fundação, e realiza investimentos com o retorno dos empréstimos que faz a micro e pequenos empresários. Desde sua saída, coordena a organização Gustavo Cintra, um perfil técnico.Além do banco, a reforma deve incorporar à Semas a Sociedade Cidadão 2000, que a exemplo do banco é Oscip e protagonizou escândalo de desvio de recursos na gestão anterior à de Fernando Santana, outro que aproveitou a exposição do cargo público para tentar a sorte na carreira política. Fernando deixou o posto para disputar mandato de vereador, mas foi derrotado. O atual coordenador é Ricardo Luís Moura, não localizado pela reportagem. A assessoria de imprensa do órgão informou que a Cidadão 2000 é fortemente dependente de recursos municipais.
TRABALHO
De todas as “aquisições” da Semas, nenhuma surpreenderá mais que a incorporação da Secretaria do Trabalho, criada pelo último projeto de alteração da estrutura administrativa encaminhado à Câmara Municipal pelo prefeito, em abril de 2006. A pasta nasceu oriunda da estrutura da Fundação Municipal Desenvolvimento Comunitário (Fundec), então presidida por Laydes Seabra, que tinha na superintendência o primeiro suplente de vereador eleito do PMDB, Denício Trindade. No período de articulação entre partidos para formação da coligação que reelegeu Iris no dia 5, o PDT herdou a estrutura, ainda que sua prioridade fosse – e, aliás, continua sendo – a Secretaria de Habitação. Os manda-chuvas do partido, vereador Euler Ivo e deputada estadual Isaura Lemos, indicaram Antônio Ribeiro Lima ao cargo. Ribeiro disse, ao DM, que ainda não foi procurado pelos auxiliares do prefeito responsáveis pela elaboração do projeto de reforma – Thiago Peixoto (Governo), Jairo Cunha Bastos (também vinculado à Segov) e Jorge Pinheiro (Administração e Recursos Humanos). Mas afirmou que não acredita na extinção ou esvaziamento da pasta, uma vez que alterações na estrutura representariam “retrocesso” à Capital. “A secretaria significa que a prefeitura avançou na municipalização da questão da qualificação e formação da mão-de-obra. Não vejo por que voltar atrás.” A pasta foi criada para facilitar o fluxo de recursos do Ministério do Trabalho para Goiânia. O prefeito teria reclamado, a aliados, que a pasta não deu a contrapartida à administração que ele esperava receber. A permanência de Valter à frente da pasta está em aberto. Caberá, outra vez, à deputada indicar o seu titular. Da mesma forma está o futuro político da deputada, que tanto pode disputar a reeleição quanto uma vaga no Senado, dependendo do caminho a ser seguido pelo prefeito em 2010.
Comentário
É a volta da panela tão falada aqui em Goiás em 1998.

A realidade é outra

Iris Rezende disse que vai fazer uma reforma administrativa na prefeitura. Foi só ele ganhar a reeleição para dizer isso. E foi além: disse que precisa enxugar a máquina, cortar gastos por conta da crise mundial. Crise? Que crise?
É só acabar as eleições para vermos os estragos da atual administração. Os eleitos não conseguem ver o que vão herdar e os reeleitos falam em reformas. Lembro aqui mais uma vez o governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Até 2006 era tudo uma maravilha, o Estado de Goiás era uma coisa de louco, que não parava de crescer. Fruto do Tempo Novo que fizeram o que nunca foi feito na história destêstado. A partir de 2007, quando Cidinho tomou posse no cargo de governador, o assunto mudou de uma hora para outra. Caímos do paraíso propagandístico do Tempo Novo para a realidade nua e crua. Cidinho falou que os cofres estavam vazios e que era preciso dar um jeito no “estado paquidérmico” (expressão dele). Mas não estava tudo uma maravilha até 31 de dezembro de 2006? O então governador Marconi Perillo não tinha deixado tudo organizado para o seu sucessor? O que aconteceu? Até hoje ninguém sabe o que aconteceu com as finanças do estado na transição dos governos Marconi – Cidinho. Marconi dizia que recebeu do Tempo Velho (leia-se PMDB de Iris Rezende e Maguito Vilela) um estado quebrado. E, oito anos depois, entrega ao seu sucessor um estado quebrado. Como assim? Até hoje ninguém explica.
Eduardo Paes abraça forçadamente seu antigo guru César Maia na tentativa de fazer uma equipe de transição no Rio de Janeiro. Gilberto Kassab terá que abrigar seus aliados que o ajudaram a vencer Dona Supla em São Paulo. E aqui em Goiânia, Iris Rezende fala em reforma administrativa e cortar gastos. Diz o ditado que em time que está ganhando não se mexe. Isso só vale no futebol. Na política, time que está ganhando mexe para abrigar as novas contratações que, segundo dizem por aí, é uma promessa nas quatro linhas.

Em casa e com ajuda da minha mãe

Nunca subestime sua mãe. Nunca imagine que ela vale nada. Ela pode até te irritar em alguns momentos, mas saiba que, no final, você vai sempre precisar dela. Exalto minha mãe! Estou em casa novamente! Graças a ela. Foi ela que comprou o roteador (ou antigo tinha queimado), instalou e conseguiu reconectar a internet aqui em casa. E olha que ela não tem nenhum curso de informática na bagagem. Apenas aquela curiosidade materna. Apenas aquele desejo de ver a família inteira feliz.
Culpei Daniel Dantas pela queda da internet aqui em casa, não é mesmo? Quero que ele se dane! E Viva Dona Odette!

"O muro caiu, mas a amoralidade da esquerda sobrevive" por Reinaldo Azevedo

A campanha a que o PT recorreu contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, indagando se ele tinha mulher e filhos é expressão da amoralidade de seus promotores. Mas também é fruto de uma mentalidade que antecede os amorais da hora: nela, o indivíduo está morto. Voltarei a este ponto. Antes, convido o leitor a um passeio pela paisagem ideológica que abriga esta narrativa. Na semana passada, em entrevista a um jornal paulistano, a petista disfarçada de intelectual Maria Victoria Benevides explicou a reeleição do prefeito do DEM segundo a ótica da patologia social: para ela, estivesse o eleitor mais bem informado sobre os seus próprios interesses, e fossem as elites paulistanas menos reacionárias, a eleita teria sido a petista Marta Suplicy. Para essa senhora, ou os vitoriosos são de seu partido, ou a democracia está com uma doença regressiva. Algo a estranhar?
Não. A história da esquerda é a história do esmagamento do indivíduo e do homem que há, com suas precariedades, em nome do homem a haver, livre de "deformações". Seus utopistas nunca viram o horror, o massacre e a morte de milhões como empecilhos para construir esse "novo homem". "Só a esquerda?", logo indagaria um inconformado. Não. A direita também cometeu crimes hediondos. A diferença, o que não a perdoa moralmente, é que nunca reivindicou a condição de um novo humanismo. Em termos um tanto especulativos, pode-se dizer que a direita reacionária – já que existe a reformista – matou para tentar reconstruir o passado, e a esquerda revolucionária, dezenas de vezes mais para construir o futuro. Outra diferença nada ligeira é que o fascismo, felizmente, não deixou senão defensores residuais e sem importância. Já os epígonos intelectuais do socialismo homicida, como se nota acima, estão na academia, na imprensa, nos governos e integram o establishment das democracias, construídas à sua revelia. Afinal, o regime democrático é obra do liberalismo. "Que papo mais antigo, Reinaldo! O muro já caiu!" É fato. Mas a amoralidade da esquerda sobreviveu aos escombros.
Aquele mesmo aparelho intelectual que sustentou a sua facinorosa trajetória continua vivo, ainda que se adapte às circunstâncias de cada país e consiga disfarçar o seu caráter deletério. A débâcle socialista obrigou os "engenheiros de gente" a procurar outro lugar onde pôr a sua "luta de classes". Os esquerdistas desviaram o foco das relações econômicas para a esfera das relações sociais. De certo modo, inverteu-se a equação clássica segundo a qual, para ser muito sintético, seria preciso fazer a revolução na economia para mudar as mentalidades. Incapazes de operar na base econômica, decidiram tentar o contrário: "Primeiro mudamos as mentalidades; o resto vem como conseqüência". Bem, "o resto" não veio nem virá. O máximo que esse esquerdismo bocó consegue é tornar o mundo mais xucro. De comum com o seu passado remoto, o mesmo desprezo pelos indivíduos.
Comecemos a ligar os fios. Mergulhemos, ainda que com o devido cuidado, na mentalidade do PT, caudatário desse pensamento que aposta na reengenharia do homem. Uma das vertentes formadoras do partido são os chamados "movimentos sociais", onde se incluem as "minorias organizadas", antigamente chamadas de "coletivos": havia o das mulheres, o dos negros, o dos homossexuais etc. Hoje, converteram-se em ONGs subordinadas ao partido. Os petistas, sabemos, não viram mal nenhum em fazer ilações sobre a vida pessoal de Kassab. Tentaram ainda conferir ao que pretendiam ser uma pecha o caráter de coisa escusa, sub-reptícia, ilegal.
Por que o partido que um dia se notabilizou pela defesa dos chamados "direitos dos homossexuais" atribui tal condição a um adversário, fazendo-o de maneira oblíqua, covarde e com o óbvio objetivo de desqualificá-lo? Essa gente sabe que, diante do preconceito, todas as respostas se igualam: negar, ignorar ou confirmar têm peso idêntico. O que se quer é disparar a máquina do medo ou da repulsa irracionais. Nas batalhas mediadas por uma ética – e até as guerras têm a sua –, há coisas que não podem ser feitas. Mas, para tanto, é preciso ter uma ética. Trata-se daquele conjunto de interdições e permissões que tanto eu como meu adversário reconhecemos como aceitáveis e justas. Se esse acordo entre desiguais está presente até na guerra, isso significa que, sem ele, também não se faz a paz – e a democracia se torna impossível. A ditadura nada mais é do que um desequilíbrio de valores: "Eu posso fazer o que ao outro é vedado". O PT substituiu a ética pela administração das necessidades da hora, pelo presente eterno. Retomo a questão na conclusão do texto.
Creio ter a resposta para a pergunta que abre o parágrafo anterior. Os petistas não reconhecem os direitos de um sujeito na sua particularidade. Aceitam, por exemplo, a homossexualidade, mas como condição geradora de demandas, o que está longe de ser sinônimo de respeito ao homossexual na sua especificidade. Assim, o gay, para ser admitido no mundo dos justos, precisa ser um militante: exposto, "assumido", porta-voz de uma causa, carregando bandeira. Um negro tem de trazer a escravidão estampada na alma. Ou negará a si mesmo. Também à mulher cabe se organizar contra o seu feitor. Não existem indivíduos, mas categorias. É uma espécie de sindicalização do espírito, de corporativismo anímico. É preciso que as "minorias" sejam dotadas de um rancor escravo que as torne dependentes existenciais de seus algozes. O ódio impotente, que tem de conquistar na marra o que supostamente lhe falta, está na origem de uma nunca contada história sentimental das esquerdas. Uma das filhas de Karl Marx relata que o pai lhes ensinava que Cristo era o filho de um carpinteiro pobre assassinado pelos ricos... Não tinha como dar em boa coisa.
Estaria eu surpreso ou chocado com a baixaria do PT? Não. Como vêem, considero isso um ponto numa longa trajetória. E o partido repetirá o procedimento, com conteúdo novo, tão logo considere necessário. Nessa mesma campanha, os valentes fizeram coisa ainda pior: acusaram a prefeitura de São Paulo de discriminar negras na hora do parto. E que fique claro: não me alinho àqueles que acreditam ou defendem que a política deva ter receio de tratar deste ou daquele tema. Em princípio, todas as questões são "politizáveis" e podem passar pelo escrutínio popular. Num país em que a nova aristocracia sindical, ora abraçada ao velho mandonismo, pretende chamar de vida privada o que não passa de vício público, é preciso tomar especial cuidado ao estabelecer as justas fronteiras entre o individual e o coletivo.
Se a amante de um parlamentar com poder de interferência nos negócios da República tem a pensão alimentícia paga por uma empreiteira; se uma concessionária de serviço público faz negócio com o filho de um político com autoridade sobre essa empresa; ou, ainda, se a vida privada de um homem público influente está em flagrante contradição com sua pregação, tanto o jornalismo como os adversários desses "representantes do povo" têm o direito – e o dever – de levar a questão à arena, à ágora da democracia. Errado é silenciar. Se, no sentido em que trato, todos os assuntos cabem à política, isso não significa ausência de medidas.
E qual é a régua? Justamente a ética, que estabelece as regras, muitas delas não escritas, da convivência pública entre as diferenças. Não se vendo o PT, no entanto, obrigado a dispensar ao outro o respeito que exige para si mesmo, também não se sente comprometido com a sua própria trajetória, rendendo-se à lei da necessidade: "Perca-se a vergonha, mas não a eleição". Nesse juízo perturbado, o escrúpulo é uma herança da cultura que deve incomodar apenas as sandálias da "direita", assim como a coerência é uma cruz que deve pesar exclusivamente sobre os seus ombros. De um modo muito particular, o PT acerta neste caso: ter princípios é mesmo algo próprio da direita democrática, tanto quanto não os ter constitui a verdadeira tradição das esquerdas.
Mas São Paulo disse "não" à campanha suja. E Maria Victoria Benevides considerou isso uma coisa de direita. Talvez ela esteja certa.

E a gente acredita no futuro

Ontem, na Assembléia Legislativa de Goiás, aconteceu um seminário que debateria o orçamento para o ano que vem. Goiás queria mostrar seu cacife. Enquanto os seminaristas debatiam o orçamento do ano que vem que só vai ser votado ano que vem mesmo, o jornal O Popular de ontem falava que o Páqui estava emapacado no Estado. Aí vocês imaginam: se o Páqui é uma mentira aqui em Goiás imagine se vão nos ouvir sobre o orçamento.
Goiás sempre será o Estado do futuro, o Estado que cresce a cada dia. Que futuro dizem eu não sei. Sobre o crescimento eu sei de uma coisa: sempre que um governo fala que nunca na história destêstado a economia cresceu tanto como na sua gestão sempre termina o mandato com os cofres vazios e o sucessor falando que é preciso urgentemente fazer reformas administrativas

"O brasileiro Obama" por Diogo Mainardi

Eu desconfio de qualquer americano que saiba localizar a Toscana no mapa. O melhor dos Estados Unidos é isso: o sincero descaso de seus habitantes pelo que acontece a mais de 1 milha de suas casas hipotecadas. Quem está do lado de fora, na Toscana ou no Tocantins, costuma interpretar esse descaso como uma forma de menosprezo. Mas é o contrário: é uma forma de modéstia. Os americanos apegam-se a um ou dois conceitos herdados de seus antepassados e, com humildade, simplesmente se recusam a discuti-los. Temo o dia em que eles decidam endurecer o molejo de seus Dodge Durango. Temo o dia em que um estudante secundarista de Dakota do Norte seja proibido de descarregar sua espingarda no pátio da escola. Temo o dia em que um imigrante ilegal, sem plano de saúde, seja prontamente atendido no hospital.
Barack Obama representa um americano mais cosmopolita, que come espaguete com bottarga, instala um bidê em seu banheiro e está disposto a tomar chá de menta com o terrorista palestino que dá aulas em Colúmbia. Com Barack Obama, a campanha eleitoral americana se internacionalizou. Pior do que isso: ela se abrasileirou. Alguns dias atrás, Barack Obama imitou nossa propaganda e fez um programa de TV de meia hora. Como um candidato à prefeitura de Fortaleza ou de Rio Branco, ele prometeu oferecer remédio grátis e construir umas creches na Zona Oeste, se é que entendi direito. O abrasileiramento da campanha de Barack Obama tem outros aspectos igualmente alarmantes, como o plano de redistribuir renda aumentando os impostos dos mais ricos, e doando dinheiro aos mais pobres. O futuro dos Estados Unidos é Patrus Ananias.
O ritmo de samba contaminou até mesmo a imprensa americana. Nas primeiras páginas dos jornais, Barack Obama recebeu 45% de cobertura positiva. John McCain, 6%. O New York Times comportou-se como o jornal de um senador maranhense, aderindo à campanha de seu candidato. Um jornal pode aderir à campanha do candidato que quiser. O que está errado é o empenho em abafar todos os fatos que possam criar-lhe algum tipo de constrangimento. Foi o que ocorreu neste ano nos Estados Unidos. Qualquer pergunta sobre Barack Obama foi caracterizada como uma forma de racismo, ou de asnice, ou de caipirice.
Se a campanha de Barack Obama contou com mais dinheiro, com a torcida do presidente iraniano e com a ajudinha marota da imprensa, a de John McCain respondeu à altura com Tito, o Construtor. Tito, o Construtor, é igual a Bob, o Construtor: tem o mesmo capacete de operário, o mesmo trator, a mesma betoneira. Só que, ao contrário de Bob, o Construtor, que é feito de plástico, Tito, o Construtor, é feito de tamales e de chicharrón. Ele é um imigrante colombiano. Na semana passada, subiu no palanque dos republicanos e, com seu sotaque de Speedy Gonzales, pediu mais liberdade e menos impostos, recusando as migalhas do governo e defendendo o trabalho duro. Se Barack Obama derrotar Tito, o Construtor, nunca mais ponho os pés na Toscana.

Crimes da ditadura e Lula em Cuba

Lula está em Cuba. De lá ele disse que vai discutir o assunto sobre a punição aos torturadores do regime militar quando voltar. Lula disse isso onde mesmo? Em Cuba! Terra onde Fidel Castro e seus barbudinhos forjam julgamentos e mandam para o paredão seus opositores. Por que a bruxinha Dilma Rousseff não protesta contra os crimes cubanos? Cadê o valentão Tarso Genro exigindo mais liberdade em Cuba? Será que Lula se sente a vontade para falar sobre crimes políticos numa terra onde este crime ainda é tão comum? Esta é a moral deles. Eles querem punições para os militares torturadores. Eu quero a história completa. Quero que se mostre os fardados que botavam para quebrar nos porões do DOI-CODI assim como eu quero que sejam revelados os crimes que a esquerdopatia cometeu durante o regime militar. Quero saber mais sobre os sequestros, os assaltos a bancos, a guerrilha. Tudinho. Eles falam que querem abrir os arquivos da ditadura. Será que vão deixar vir à tona que eles não queriam democracia e sim a tal ditadura do proletariado? Lula fala de direitos humanos direto de Cuba. E aqui no Brasil, ex-terroristas posam de bonzinhos. Este é "O país dos petralhas"

Eu não ligo

Sou sãopaulino desde o primeiro título mundial. Eu tinha 8 anos. Lembro direitinho do meu pai acordando eu e meu irmão para assistir a máquin tricolor conquistar o mundo pela primeira vez. A partir dali virei tricolor paulista de coração. Somos três vezes campeões da Libertadores e do Mundial. Somos cinco vezes campeões do Campeonato Brasileiro e o hexa está a vista.
Por que exalto meu time? Ora essa, porque leio na Folha online que alguns sãopaulinos mandaram e-mails para a Rede Globo criticando a novela A Favorita. Tudo por causa da alusão o homossexualismo. Sou sãopaulino e não preciso provar minha sexualidade para ninguém. Não é o fato de cinco ou seis torcedores adversários falar "bambi" que eu vou descer o sarrafo. Tenho coisas demais para fazer (como atualizar este blog). São Paulo serei com muito orgulho e muito amor e não ligo para as provocações adversárias. Oh, tricolor, clube bem amado que causa tanta inveja em torcedor mal amado.