sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Curvando ao resultado das urnas

Dora Kramer, como sempre, soube analisar muito bem a manifestação dos fãs de Fernando Gabeira que programaram fazer manifestações no Rio de Janeiro contra o resultado das eleições do último domingo. O que eles querem? Nem eles mesmos sabem.
Deixei claro aqui o meu apoio ás candidaturas de Fernando Gabeira no Rio e de Gilberto Kassab em São Paulo. Um perdeu e o outro ganhou. Não se pode questionar a maioria de votos extraídos das urnas. O povo que votou quis assim. Fazer o que? A partir de janeiro do ano que vem o Rio de Janeiro terá um prefeito que merece. Será que os pró-Gabeira vão fazer protestos na época em que Eduardo Paes assumir a prefeitura?
Quem questiona resultado de urna é o PT. Eles sempre detestam aqueles que votam nos candidatos opostos aos deles. Chamam-os de burros, ignorantes, leitores da "Veja" e telespectadores da "Globo". Tarso Genro mesmo escreveu um artigo na Folha de São Paulo nos primeiros dias de 1999 não aceitando a derrota de Lula nas eleições do ano anterior e propondo que o povo votasse outra vez. Isso mesmo. Quando a internet normalizar lá em casa eu mostro o artigo. Depois os golpistas somos nós.
Como diria Iris Rezende depois da derrota para Marconi Perillo em 1998: "devo me curvar ao resultado das urnas". Vale para as manifestações pró-Gabeira. E que a Justiça Eleitoral fique sempre atenta.

Imprensa golpista?

Por que não protestam contra a presença de Lula em Cuba? A terra sem liberdade! A terra onde só os barbudinhos que beijam as mãos trêmulas de um Fidel Castro na porta do inferno são felizes! Lula está lá. Deve se encontrar com o co-fundador do Foro de São Paulo. Por que ninguém fala nada sobre o foro, sobre as ligações criminosas de Lula-Fidel-Farc? A imprensa é golpista? Só os anões tontos falam sobre isso. Que imprensa golpista é esta que protege as alianças do PT com os terroristas das Farc e o assassino cubano.

Fora de casa (ainda)

Estou aqui na Livraria Saraiva do Shopping Flamboyant. Vim ao shopping procurar o tal serviço 3 G que eles falam que é simplesmente um luxo. Mas, pelo que o vendedor da TIM me disse, este serviço só vai funcionar para valer por aqui só no ano que vem. Enquanto isso Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro já contam com esta tecnologia. Um dia chegaremos lá. Enquato este dia não chega vamos sonhando em sediar alguma coisa na Copa de 2014. Sonhar não é proibido.

Ele acha que a gente acredita em saci

Assim não! Luiz Carlos Bueno, deputado estadual petista, concedeu uma entrevista ao Diário da Manhã para negar que o PT queira cargos na Prefeitura de Goiânia. Ele é um brincalhão mesmo. É um fanfarrão. Deve imaginar que a gente acredita em papai noel, coelhinho da páscoa e, aproveitando o 31 de outubro, em saci pererê.
O PT não quer cargos? Quer dizer que os petistas se aliaram ao seu antigo inimigo político só por causa do amor que eles têm no coração? Tá fácil. Eles querem cargos sim! Com a saída de Iris Rezende para a disputa do governo de Goiás em 2010 os petistas já querem deixar seus esquemas montados. Desde o lixo da cidade até a saúde. Eles querem cargos. Fiquemos de olho neles!

Tanto faz como tanto fez mesmo

Escrevi aqui no dia 27 de outubro sobre a vitória de Antônio Gomide nas eleições de Anápolis:

Se Onaide ganhasse nos colocaria no paraíso da política em Goiás, mas o resultado a favor de Gomide não nos prejudica, favorece as alianças. O eixo PT e PMDB já está formatado e Anápolis tem força, está sentada na mesa das grandes discussões políticas goianas. A fala é do presidente regional do PMDB Adib Elias. Demonstra que tanto fez como tanto faz, o que importa é continuar ligado ao PT. Mas o PT parece que sai destas eleições não muito favorável a ser apenas um coadjuvante nesta aliança. O deputado petista Humberto Aidar já está dando mostras de que deseja ver alguém do partido como cabeça de chapa nas eleições de 2010. Será que o PMDB vai aceitar? Ora, tanto fez como tanto faz. O importante é a aliança, não é mesmo? Mesmo se um dos dois partidos racharem. Se rachar, rachou. Que a maioria (50% mais 1) seja favorável à aliança, não é mesmo? Não foi assim a aliança PMDB-PT aqui em Goiânia? Tanto fez como tanto faz.
O PT disputou com o PMDB as eleições em Anápolis. O PT ganhou. Mas o PMDB não sentiu tanto a perda. Veja que o eleito Antônio Gomide visitou o peemedebista Iris Rezende ontem no Paço Municipal de Goiânia. E discutiram o tal do novo eixo político que está sendo montado para 2010. Tanto faz como tanto fez se o PT ganhou do PMDB em Anápolis. Os dois, pelo visto, já estão noivos. Só esperam a hora do casamento. Na hora que o padre perguntar se existe alguém contrário a união dos dois, podem ter certeza que muitos petistas levantarão as mãos.

Nacionalismo bocó

Hoje é dia 31 de outubro. Dia das bruxas. É uma festa cuja origem eu desconheço, mas que falam muito que veio lá dos Estados Unidos. A esquerda é maioria aqui no Brasil. Os esquerdopatas estão presentes no jornalismo, na cultura, nos esportes e nas escolas. Na política nem se fala.
Os esquerdistas não querem que se fale que o dia de hoje é Dia das Bruxas. São os nacionalistas bocós. São aqueles que se juntam a Galvão Bueno para louvar estêpaiz. Pela primeira vez no ano Galvão não é atacado e sim acompanhado por pessoas que aderem ao seu discurso. Este discurso nacionalista imbecil.
Chego a conclusão de que brasileiro é nacionalista não apenas em época de Copa do Mundo. Mas no dia 31 de outubro a gente pega a bandeira brasileira, veste algum menino de saci pererê e faz festas louvando o nosso folclore. Aí o calendário vira a folha e o saci desaparece no meio da floresta.
Quem tem medo do saci? Quem tem medo de Dilma Rousseff, a nossa bruxinha? Hoje é dia dela. Parabéns, ministra!

O Páqui empacou

Goiás não existe no Plano de Aceleração do Crescimento. As obras do Páqui aqui em Goiás ou estão paradas ou estão em ritmo de tartatuga. Estão no ritmo do governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Devagar e lento.
O Páqui é uma mentira que o lulismo divulga. Dilma Rousseff (já, já, falo dela) é a chefa do Páqui. Está tudo parado no Brasil. Avanços? Que nada! É tudo conversa para boi dormir. É tudo mentira!
Goiás não existe no Páqui e Goiânia ainda sonha em sediar alguma coisa na Copa do Mundo de 2014. É mole ou quer mais?

Ado, aaaado, Daniel Dantas é o culpado

Continuo imitando Mino Carta. Claro, só o imito nos ataques a Daniel Dantas. Longe de mim puxar o saco ou a barba de Lula.
Liguei hoje cedo na Brasil Telecom. O rapaz que me atendeu disse que o problema da internet estava resolvido e que o problema mesmo poderia ser no modem lá de casa. Que modem que nada! Daniel Dantas me descobriu. Ele quer me boicotar. Ele quer evitar que eu escreva aqui. Ou será que ele boicotou a internet lá de casa par ver se negociava alguma coisa comigo? Tô fora! Quero que Daniel Dantas apodreça na cadeia, mas que resolva o problema da internet lá de casa.
Vou fazer um protesto aqui em Goiânia. Vou sair pelas ruas da cidade gritando: Ado, aaaado, Daniel Dantas é o culpado!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

De volta pra casa

Pronto! Atualizei algumas coisinhas. Vou voltar pra casa. Se a Brasil Telecom colaborar e a internet voltar postarei mais.

André Moraes fala

Carlos, sobre o PT voltar ao lixo em Goiânia, já era sabido por muitos há tempos.Dei esta notícia em primeira mão no Chapa Branca no dia 05 de setembro de 2008. O PT gosta mesmo do lixo goianiense! Neyde Aparecida que o diga!!!Para ler a notícia no Chapa Branca, acesse o link: http://chapabranca.wordpress.com/2008/09/05/pt-volta-ao-lixo/
O link do blog Chapa Branca está aí do lado esquerdo.

O jogo no Engenhão

Um leitor me manda um comentário sobre o jogo do Botafogo contra o São Paulo ontem. A mãe do árbitro da partida deve estar com as orelhas quentes até agora. Welington Paulista estava ou não estava impedindo e atrapalhando Rogério Ceni? É como eu disse no post sobre o jogo: deixo esta discussão para os especialistas. No dia que um juiz voltar a marcação de um pênalti, uma falta ou um cartão vermelho poderemos reclamar muito mais do que Bebeto de Freitas reclamou na beira do campo. Enquanto isso não acontece, que a mãe dos juízes de futebol protejam seus ouvidos.

Lula e Serra - Será que teve pedido de desculpas?

Lula esteve com José Serra no Salão do Automóvel em São Paulo. Aí lembrei de um discurso inflamado do Apedeuta falando que Serra deveria pedir desculpas ao culpar o PT pelo confronto entre as policias civil e militar na porta do Palácio dos Bandeirantes. Será que Lula cobrou desculpas? Será que Serra pediu desculpas? Estou começando a achar que este negócio de pedido de desculpas é coisa do Eduardo Paes.

Imitando Mino Carta

Vou imitar o Mino Carta e culpar Daniel Dantas. A provedora da minha internet é a Brasil Telecom. Liguei lá agora pouco. O rapaz me disse que a internet está fora do ar e que só vi voltar ao normal depois das 23 horas. É brincadeira? Culpa da Brasil Telecom! Culpa de Daniel Dantas. Ah, mas Dantas também não é o único culpado. Lulinha está por trás da fusão Brasil Telecom-OI.
Aí os petralhas podem dizer: "Ah, é culpa da privatização!" Já imaginou se a Telebrás existisse? Imagine a quantidade de cupanheros que estariam ali?
Gosto muito deste blog. Às vezes eu até pago alguns minutos de Lan House para mantê-lo atualizado. Fiz isso quando estava no Rio de Janeiro mês passado.
O Xandinho pode dizer que este blog é insignificante. A opinião dele é tão significativa que já deve estar apodrecendo lá no aterro sanitário de Goiânia. Eu gosto muito de estar aqui. Gosto muito de escrever aqui. Não importo com número de comentários. Não importo com quantidade de visitas. Os comentários que vierem serão muito bem vindos (concordando ou não com a minha opinião). Com educação a gente chega a qualquer lugar. Só o Brasil que nega a educação. Fazer o que?
Vou atualizar o blog sempre. E sempre no ataque. Seja lá em casa (quando a Brasil Telecom voltar ao normal) seja aqui na lan house do supermercado Extra. Ah, é bom lembrar: a conta aqui será paga por mim e não pelo BNDES ou dízimos de uma igreja que se acha universal.

A Paradinha, dinha, dinha, dinha, dinha

E não é que o Alexandre mandou outro comentário? Já não o chamo de Alexandre, o grande e sim “Xandy”. Não, não é nenhuma intimidade não (apesar dele freqüentar aqui sempre). É que eu lembrei do Xandy do Harmonia do Samba. Logo explico e homenageio o grande que disse que não vai mais voltar aqui.
Ele mandou um comentário dizendo que o meu blog vai volta à insignificância. Uai, por um acaso eu estou querendo ficar famoso? Vai ver o Xandy acha que eu sou algum aspirante a BBB e fico louco por audiência. Que isso, mane! O blog existe há mais de um ano e nunca me importei com quantidades de comentários ou visitas. Os comentários que vierem educados (ao contrário dos seus) serão muito bem vindos. Já os comentários que tiverem o seu estilo mando para a lata do lixo. Você está se achando, hein? Quer que eu publique o seu comentário para que os outros se solidarizem comigo? Ora, rapaz! Vá tomar o seu leitinho pra ficar fortinho e crescer, e crescer! Se me atacam eu respondo. Não me faço de vítima. E também não preciso da sua caridade (que eu também jogo no lixo). Também não sou farsante para inventar comentários.

Bem, voltemos a música do Harmonia do Samba. Quando esta banda de axé estava no auge eu tinha 17 anos. Lembro das meninas dançando ao som da banda. Era uma maravilha! Ah, meus 17 anos que nunca mais voltarão. Para o Xandy que disse que não vai mais voltar (mas eu sei que ele volta) aqui dedico uma música cantada por outro Xandy. Vai lá, som na caixa:

Me dá licença que agora eu vou passar
Me dá licença que agora eu vou passar
Não se aborreça se o meu cavaco chorar
È que o mano Deco ta botando pra quebrar
E me desculpe seu eu empurrei alguém
E me desculpe seu eu empurrei alguém
Não faço nada eu só gosto do meu neném
Não faço nada eu só gosto do meu neném

E levo a vida sempre nessa harmonia
A intenção é te dar sempre alegria
Vivo no mundo sem eira nem beira

Na quebradeira verdadeira, deira, deira
Na quebradeira verdadeira, deira, deira

Mas não importa o que dizem não
Pois tudo isso tem explicação

Isso porque eu sou da Bahia
Isso porque é swingueira do harmonia
Isso porque eu não como nada
E topo qualquer parada

Isso porque eu sou da Bahia
Isso porque é swingueira do harmonia
Isso porque eu não como nada
E topo qualquer parada

Na paradinha
Na paradinha

Swingueira da Bahia

Na paradinha, dinha, dinha, dinha, dinha, dinha.

Na paradinha, dinha, dinha, dinha, dinha, dinha.

Swingueira do Harmonia


É isso aí, Xandy! Seus comentários já estão no aterro sanitário daqui de Goiânia. Desculpa se eu te empurrei. Para pessoas como você, a intenção aqui é sempre te dar alegria. Para pessoas como você, coisa séria é a conversa petista Para pessoas como você, eu digo para que não se aborreça se o meu blog volta à insignificância. Apesar de você dizer que vai dar uma paradinha, inha, inha, inha, inha, eu sei que você vai voltar aqui. Eu continuo na quebradeira verdadeira. Mas não corro ao BNDES ou peço dízimo dos fiéis da igreja do bispão.

Isso aqui tá bom demais (Parte 3)

Aí eu lembro da campanha de Sandy Júnior que usou e abusou do boneco João Atento para atacar Iris Rezende. O boneco cantava: De novo não, de novo não, de novo não, chega de enganação. Foi com esta música na cabeça que li a reportagem que saiu hoje no Diário da Manhã e que publico num dos posts aí abaixo.
O PT está doidinho para voltar aos cargos que ocupou quando o petista Pedro Wilson era o prefeito de Goiânia. E eles já começam a indicar qual cargo que eles desejam. O PT de novo em Goiânia? De novo não, de novo não, de novo não chega de enganação.
Neyde Aparecida é a petista que mais deseja voltar à prefeitura. Ela comandou a Comurg (órgão que cuida da limpeza da cidade) na gestão de Pedro Wilson. Deixou o cargo debaixo de uma série de denúncias. Que interessante! Quem comanda o órgão responsável pela limpeza sai suja. De novo não, de novo não, de novo não chega de enganação.
O petismo quer cargos, quer ocupar secretarias e as subprefeituras que Iris Rezende tanto deseja implantar. E vocês já imaginam os motivos desta ansiedade. É que em 2010, Iris sairá candidato ao governo do Estado e Paulo Garcia, petista vice prefeito, assumirá o cargo. Nada melhor que assumir a prefeitura com os esquemas já armados.
De acordo com a reportagem do Diário da Manhã, vai ser uma dor de cabeça para Iris acomodar o PT e recolocar os outros ocupantes dos cargos que terão de sair para os novos cupanheros entrarem. Aí eu lembro de outra música que já foi tocada aqui no blog. É do Dominguinhos:

Olha isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha quem está fora quer entrar
Mas quem está dentro não sai

Ele está de volta

E quem disse que Renan Canalheiros estava acabado? Olha o Rei do Gado articulando, mexendo os pauzinhos na eleição para a presidência do Senado. Ele se mexe porque quer algo em troca. Ele quer ser o líder do PMDB na Casa (ou melhor, na zona). E as denúncias contra ele? Do jeito que o Senado virou uma zona (por culpa do Canalheiros) é bem capaz dos processos terem se perdido por aí.

A República dos Cupanheros

Os peleguinhos estão felizes da vida. Nunca antes na história destêpaiz os sindicalistas foram tão beneficiados pelo governo. Nunca antes na história destêpaiz eles mamaram tanto nas tetas do Estado como agora. É a república dos cupanheros, dos sindicalistas que tomam conta da Esplanada dos Ministérios, das estatais e da Receita Federal. Nesta última, a coisa chega a ser considerada “normal”. Ora, se tem cupanhero para tudo quanto é lado em Brasília por que não mais cupanheros na Receita Federal?

Lula promete ajudar Paes e revitalizar Zona Portuária

Por Karla Correa
no Jornal do Brasil

Vitorioso na corrida pela pre- feitura com apoio expresso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ­ a quem pediu desculpas por te-lo chamado de "chefe de quadrilha", o prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) saiu ontem de seu primeiro encontro com Lula depois das eleições com a promessa de uma série de investimentos em infra-estrutura na capital carioca ­ entre os quais, a revitalização da Zona Portuária. Ao lado do governador Sérgio Cabral (PMDB), Paes entoou o discurso de maior interlocução entre a prefeitura e os governos estadual e federal e agradeceu ao presidente pelo apoio à sua campanha. ­ Vamos desfazer o isolamento político que a cidade viveu nos últimos 20 anos ­ disse Paes, que se esquivou de responder sobre as críticas tecidas contra o presidente e sua família em 2005, quando era membro da CPI dos Correios, que investigou o mensalão. Para Paes, a hora é de "olhar para frente". ­ Acho que o Rio nunca contou com um presidente tão apaixonado pela cidade quanto o presidente Lula. Vamos construir uma parceria sólida com o governo federal ao longo dos próximos quatro anos. Segundo o relato do novo prefeito, o presidente Lula teria apoiado as linhas gerais de um projeto de revitalização da Zona Portuária e se comprometeu a enviar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Rio de Janeiro na próxima semana para iniciar as negociações sobre a modelagem definitiva do projeto. De acordo com Paes, seria constituída uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) entre a União, o Estado e a prefeitura.Três dias após eleição, presidente, governador e prefeito eleito combinam investimentos para o Rio com a participação da iniciativa privada, para viabilizar a implementação do projeto, que mira na candidatura da cidade para as Olimpíadas de 2016. Em sua romaria por Brasília, Paes ainda foi ao Congresso para agradecer a bancada carioca do PMDB pelo apoio durante a campanha e tomar conhecimento sobre possíveis emendas ao Orçamento Geral da União beneficiando o Rio. O prefeito eleito tem interesse especial em conseguir recursos para a construção da Linha 4 do metrô, ligando a Barra à Zona Sul, a extensão da Via Light, unindo a Baixada Fluminense ao bairro de Madureira ­ "o coração do subúrbio carioca", nas palavras de Paes ­ e a implementação de um PAC para o Complexo da Penha, nos moldes do plano de urbanização do governo federal para o Complexo do Alemão e a favela da Rocinha ­ incluído no chamado "PAC das favelas".
Congresso em campanha
Durante o périplo pelo Con- gresso, o governador Sérgio Cabral defendeu uma solução apaziguadora entre PT e PMDB na disputa pelo comando das duas Casas do Legislativo. Lado a lado com Eduardo Paes, Cabral declarou seu apoio à candidatura do deputado e presidente do PMDB, Michel Temer (SP), à presidência da Câmara. ­ Vamos chegar a um denominador comum ­ disse Cabral, que defendeu a manutenção da aliança das duas legendas para a sucessão presidencial, em 2010. ­ Chega de arrivismo no Congresso. Já enfrentamos o arrivismo no Executivo e terminamos com o impeachment de um presidente. Já tivemos arrivismo na Câmara e tivemos o presidente da Casa afastado. É o Brasil, hoje, quem mais se beneficia da união entre PT e PMDB e vamos trabalhar para manter essa união.


PT quer de Iris Saúde, Educação e Comurg

Por Alexandre Bittencourt
no Diário da Manhã

O PT, principal integrante do consórcio que reelegeu o prefeito Iris Rezende (PMDB) no último dia 5, deu início à negociação com o Paço Municipal por espaços no primeiro, segundo e terceiro escalões. A tendência Articulação, que tem à frente a ex-deputada federal Neyde Aparecida, cobrou quinhão proporcional à sua importância no conturbado processo que culminou na aliança com o PMDB e deve levar muito do que pediu. A Comurg, peça chave da administração irista, está praticamente nas mãos de Neyde Aparecida.A estrutura, hoje administrada por Wolney Wagner Siqueira Júnior, deve sofrer modificações pontuais por conta da reforma administrativa. A idéia é torná-la mais ágil e eficiente. Caso o prefeito concretize a nomeação de Neyde, terá outro problema para resolver: onde acomodar Wagner, um dos auxiliares de maior destaque no primeiro mandato e virtual candidato a deputado federal em 2010.No início do mês, o deputado estadual Luis Cesar Bueno, que abriu mão da disputa pela vaga de candidato a vice-prefeito em apoio a Paulo Garcia, pediu ao prefeito a Secretaria de Finanças. Disse que apenas na hipótese de assumir esta pasta ele toparia se licenciar da Assembléia Legislativa e abrir espaço para mais um aliado. Assumiria o quarto suplente da coligação, Didi Viana, candidato derrotado à Prefeitura de Luziânia. Na fila, antes dele, estariam Antônio Gomide, prefeito eleito de Anápolis, Paulo Garcia, vice-prefeito eleito de Goiânia, e padre Joaquim Monteiro, vice-prefeito eleito de São Luís dos Montes Belos.A predileção de Bueno pela pasta explica-se pelo fato de que ele foi eleito vereador pela primeira vez graças à visibilidade que conquistou na condição de secretário de Finanças do ex-prefeito Pedro Wilson (PT). Iris, no entanto, não abre mão de manter a secretaria na sua cota pessoal. O atual secretário, Dário Campos, deve ser mantido titular. A tendência é que Iris outorgue a Luis Cesar a indicação do novo secretário de Educação, área com a qual o deputado se identifica e onde construiu suas bases eleitorais. Faz-se apenas uma ressalva: o prefeito quer que a indicação do nome seja previamente discutida com o manda-chuva do partido, o deputado federal Rubens Otoni. Ele faz questão que haja consenso entre os dois. A participação do PT no núcleo central da administração irista deve se completar com a nomeação de Antenor Pinheiro para a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), que tende a ganhar status de agência, e do vice-prefeito e médico Paulo Garcia como secretário municipal de Saúde, em substituição a Paulo Rassi. Garcia, que é da mesma tendência de Neyde, ocuparia o cargo até 2010, quando a tendência é que Iris se afaste para disputar o governo do Estado.

Receita defende partilha de cargos por sindicalistas

Por Adriana Fernandes, Eugênia Lopes e Rosa Costa
no Estado de São Paulo

A ocupação de postos estratégicos na Receita Federal por sindicalistas foi classificada de "natural" pela nova secretária do órgão, Lina Maria Vieira. Ao comentar o loteamento dos cargos, revelado ontem pelo Estado, a secretária disse que servidores não podem ficar muito tempo em postos de chefia para não se sentirem "donos do cargo". No Congresso, a oposição reagiu ao que considerou uma "partidarização" da Receita."As pessoas têm de ter um período. Não estamos ali para ficar ad aeternum nos cargos. Nós somos auditores, analistas, agentes administrativos. Mas a função gratificada exercida deve sempre ter um período. Não pode ser muito longo para que você não se sinta dono do cargo", argumentou. Na avaliação de Lina, a "temporalidade" dos cargos é importante e natural. "Isso é normal (mudança de cargos) em uma organização quando se tem um novo secretário. Mudar os colaboradores é uma coisa normal", afirmou. Segundo ela, é dessa forma que "a organização" enxerga as mudanças. A Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou nota de apoio às mudanças implementadas pela secretária, que privilegiam sindicalistas. "A verdade é que algumas das pessoas recentemente nomeadas, além de terem participado de diretorias da entidade sindical, diferencial que apenas as dignificam e qualificam, têm um largo histórico de dedicação ao órgão e à entidade de classe que representa os auditores", diz a nota da associação. A Unafisco destaca ainda na nota que as mudanças feitas na estrutura da Receita "se faziam, de longa data, necessárias".
GRAVÍSSIMO
"O que está sendo feito na Receita Federal é um dos maiores erros que o governo já cometeu. Tirar um profissional competente e respeitado num momento de crise é total falta de habilidade e experiência. Nunca ocorreu nada parecido. Isso tudo é gravíssimo", afirmou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). "Temo que a Receita venha a se partidarizar e passe a diferenciar o tratamento entre aliados e não-aliados do governo", emendou a senadora Katia Abreu (DEM-TO). Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, adotou discurso conciliador. "Esse fato pode ser traduzido por alguns como um processo de apropriação do Estado pelos sindicalistas, mas essa não é a única visão que existe. O sindicalismo criou quadros importantes e qualificados", argumentou. "Sou contra essa idéia de demonização: há quadros oriundos do sindicalismo que são bem qualificados, mas evidentemente há casos de figuras cuja única credencial para estar no cargo é a estrutura sindical à qual estão vinculados."

Renan defende PMDB na presidência do Senado

Por Adriano Ceolin e Andreza Matais
na Folha de São Paulo

Um dia depois do jantar de lançamento da candidatura de Tião Viana (PT-AC) à presidência do Senado, o senador Renan Calheiros (AL) defendeu ontem que o PMDB fique com o cargo por representar a maior bancada na Casa."Não dá para dizer para a bancada que o PMDB não vai ter candidato. Com a exceção do PT, todos os partidos entendem que o PMDB tem direito de indicar o nome do presidente", disse. Ao lado de José Sarney (PMDB-AP), Renan vem costurando nos bastidores a candidatura própria do partido.A Folha apurou que o núcleo do PMDB trabalha para eleger Sarney à presidência do Senado, em um pacote que inclui a transferência de Renan Calheiros para a liderança do partido na Casa e de Roseana Sarney (MA) para a liderança do governo no Senado.A movimentação do PMDB fez com que o PT mudasse de estratégia. No jantar que lançou o nome de Viana, a líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), já renovou o discurso. "A questão da reciprocidade não ajuda no Senado e complica na Câmara. Não vamos abrir mão do argumento de que a alternância é o melhor, mas não será mais cobrança", disse.

Luz para Todos não cumpre a meta de 2 milhões de famílias

Por Eduardo Scolese
na Folha de São Paulo

O governo Lula não conseguirá cumprir a meta de 2 milhões de famílias atendidas pelo Luz para Todos até o final do ano. O atendimento de ao menos 200 mil dessas famílias será empurrado para o primeiro quadrimestre de 2009, disse o Ministério de Minas e Energia.Lançado em 2003 pela então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff, hoje na Casa Civil e principal presidenciável petista para 2010, o programa tinha como meta inicial 2 milhões de ligações até 2008.Esse número, baseado no Censo 2000, foi ampliado no ano passado, saltando para quase 3,2 milhões de ligações. A meta inicial permaneceu para 2008, e o restante 1,17 milhão ficou para o final de 2010.Para atingir a meta de 2 milhões neste ano de eleições, a idéia do governo era atender ao menos 585 mil famílias. O plano fracassou. Até a semana passada, apenas 308,2 mil haviam deixado a exclusão elétrica, totalizando a marca de 1,74 milhão desde a sua implantação.Tratado como uma "revolução" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Luz para Todos tem um forte apelo eleitoral, pois mexe com a estrutura e os costumes das comunidades beneficiadas pela energia elétrica. Muitos políticos aproveitam essas inaugurações para autopromoção.O programa, por exemplo, ao levar postes, tomadas e lâmpadas a municípios e comunidades isolados, impulsiona a economia local, com a possibilidade de agricultores triturarem em máquinas a ração dos animais e conservarem resfriado o leite retirado do gado, sem a necessidade do uso de geradores, o que é bem mais oneroso.Segundo o Ministério de Minas e Energia, a escassez de mão-de-obra especializada e problemas com a entrega de equipamentos, como fios e postes, contribuíram para atrasar o programa neste ano eleitoral.Um dos principais fatores, diz, foi o aumento do preço do aço no mercado, o que fez muitas empresas atrasarem ou não entregarem os cabos usados para segurar os postes de energia (leia texto nesta página).Em Minas Gerais, por exemplo, onde há uma forte demanda no norte e noroeste do Estado, a meta neste ano era atender 110 mil famílias neste ano, mas apenas 30 mil serão beneficiadas. "Um problema sério é a falta de empresas especializadas para atender a demanda", afirmou Marcílio Magalhães, coordenador do programa em Minas Gerais.As famílias que, dentro da meta de 2 milhões, não forem contempladas neste ano -cerca de 200 mil, segundo o governo federal-, serão empurradas para 2009, somando-se às 550 mil já previstas para o período.Para o ano eleitoral de 2010 restariam cerca de 620 mil famílias a serem atendidas.Até agora, o pico do programa ocorreu em 2006, ano da campanha de reeleição do presidente, quando foram beneficiadas 590 mil famílias.O aumento da demanda e a marcha lenta do programa neste ano forçaram o governo a modificar o discurso da universalização de atendimento. Lula falava em levar luz à casa de todas as pessoas ainda em seu governo, mas atualmente o Ministério de Minas e Energia já fala em deixar ao próximo presidente o atendimento do restante das famílias sem luz.O ministério aguarda dados atualizados do Censo Agropecuário para cruzá-los com a demanda já registrada na pasta.O programa tem cerca de R$ 13 bilhões em contratos fechados, sendo R$ 9,4 bilhões do governo federal (R$ 6,2 bilhões liberados), R$ 1,6 bilhão dos governos estaduais e R$ 1,9 bilhão das concessionárias de energia. A fatia federal vem basicamente de fundos do setor elétrico, abastecidos pela população que paga suas tarifas de luz.

Fed reforça o caixa do BC com operação de US$ 30 bi

Por Fernando Nakagawa, Fabio Graner e Célia Froufe
no Estado de São Paulo

O Banco Central anunciou ontem que recebeu um reforço de US$ 30 bilhões para as reservas internacionais, que poderão ser usados para controlar o mercado de câmbio. A ajuda é resultado de um acordo com o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos), que terá validade até 30 de abril de 2009. O Fed anunciou entendimento idêntico e em igual valor com México, Cingapura e Coréia do Sul. Os dólares serão recebidos pelo Brasil e, como garantia, o BC vai enviar reais aos Estados Unidos.O presidente do BC, Henrique Meirelles, comemorou o significado do acordo porque inclui formalmente o Brasil no grupo de países com "economias sistemicamente importantes". Para Meirelles, o entendimento com as autoridades americanas representa o "reconhecimento da qualidade da política econômica" conduzida pelo País.Com esse acordo, o Brasil terá recursos extras para amenizar o efeito da crise, que reduziu a oferta de dólares. Atualmente, a autoridade monetária tem atuado no câmbio, com a venda da moeda que está nas reservas internacionais, o que tem diminuído gradativamente esse montante.O BC recebeu autorização para fazer acordos desse tipo com a Medida Provisória 443, a mesma que permitiu que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprem participação acionária em bancos e empresas. A partir da regulamentação do acordo - que será feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), será possível usar os recursos do Fed para aliviar a pressão do mercado. Assim, será preservado o nível das reservas brasileiras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre enaltece o nível superior a US$ 200 bilhões das reservas, que funcionam como um dos escudos contra a crise.Diferentemente de antigos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o entendimento com o Fed não implica "condicionalidades de política econômica", destaca nota divulgada pelo BC. Quando o acordo for regulamentado e houver a operação, o Fed vai creditar os dólares nas reservas brasileiras. Em contrapartida, o Brasil remeterá valor equivalente em reais aos EUA. Segundo o BC brasileiro, o crédito dos recursos será feito de acordo com a demanda, não necessariamente de uma só vez. De acordo com a assessoria de imprensa do BC, não há custos nem variação cambial embutidos na operação. Ou seja, os dólares do Fed que ingressarem no Brasil serão devolvidos pelo mesmo volume de reais remetido aos EUA. Para economistas, o BC ganhou mais poder para restabelecer a liquidez do mercado cambial. "A medida visa a maior liquidez ao mercado. Isso aumenta o poder de fogo do BC", disse o economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos. Com avaliação semelhante, o economista-chefe da Mauá Investimentos, Caio Megale, disse que o acordo "aumenta a bala do BC".Megale observa, porém, que a ajuda tem um aspecto que não deve ser comemorado: os países beneficiados são os que mais sofreram com os swaps corporativos, como os que provocaram prejuízos à Aracruz, Sadia e Votorantim. "Sabemos que México, Brasil e Coréia do Sul são os países cujas empresas mais sofreram com derivativos." Para ele, Cingapura seria o único que não estaria entre os mais prejudicados pelos derivativos cambiais. Além de Brasil, Cingapura, Coréia do Sul e México, Austrália, Canadá, Dinamarca, Inglaterra, Noruega, Nova Zelândia, Suécia, Suíça e a União Européia já têm acordos semelhantes com o Fed.

FMI abre crédito de US$ 100 bi a emergentes

Por Fernando Rodrigues
na Folha de São Paulo

Depois de várias semanas de séria crise financeira mundial, o FMI (Fundo Monetário Internacional) finalmente se mexeu e anunciou ontem a criação de uma linha de crédito de curto prazo para países emergentes, inclusive o Brasil, no valor total de US$ 100 bilhões. "Esse valor pode ser aumentado se for necessário, disse Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente da entidade, em entrevista no final da tarde na capital dos Estados Unidos.O instrumento foi batizado de SLF, sigla a partir do nome em inglês ("Short-Term Liquidity Facility", ou Linha de Liquidez de Curto Prazo). A idéia é ajudar emergentes que estejam sofrendo por causa da atual crise financeira internacional.O dinheiro ficará disponível por um curtíssimo prazo para o país tomador -apenas três meses. Haverá a possibilidade de rolagem do empréstimo só por duas vezes, também por períodos de 90 dias. Ou seja, no máximo será um dinheiro para fluxo de caixa por nove meses para quem estiver interessado.As taxas de juros aplicáveis sobre o dinheiro sacado vão depender do valor que cada país retirar. Variam de 2,9% a 4,9% por um período de três meses.Trata-se de uma ação inédita na história do FMI. O dinheiro ficará disponível imediatamente para os países que se candidatarem ao crédito e estiverem habilitados a recebê-lo. Até hoje, desde a sua criação em 1944, o Fundo só deu dinheiro para países depois de ampla fiscalização das contas e quando o governo tomador aceitava assinar uma carta de intenções.Desta vez será um instrumento "fácil de usar, muito rápido", completou John Lipsky, primeiro vice-diretor-gerente do FMI. "Vários países" já teriam demonstrado interesse, disse Strauss-Kahn, sem especificar. "Será necessário esperar 24 horas a partir do anúncio para que saibamos exatamente quantos se interessarão."Nem todos poderão sacar. A consulta será confidencial, e o FMI vai deliberar rapidamente com base em dois itens. Primeiro: a sustentabilidade recente das dívidas externa e interna do país interessado. Segundo: as contas públicas do país, como política fiscal e inflação controlada, entre outros aspectos.Durante o anúncio, Strauss-Kahn foi indagado sobre se a Argentina teria condições de se candidatar ao dinheiro. O diretor-gerente do FMI não quis responder de maneira direta, mas disse que um país sem um bom histórico econômico "não seria elegível". Aos olhos do Fundo, a Argentina não se encaixa nessa qualificação e será uma exceção se o país for aceito nesse novo programa.Não é o caso do Brasil, que desde dezembro de 2005 liquidou todos os compromissos com o FMI e nada mais deve à entidade. Se desejasse ter acesso ao dinheiro, o governo do presidente Lula teria condições de receber até o máximo de US$ 22,5 bilhões a uma taxa de 4,9% por três meses.O limite da nova linha de crédito a que cada país terá acesso está relacionado ao tamanho da cota que cada um tem no FMI. Todos os 184 países-membros entram para o Fundo mediante o pagamento de parcela em dinheiro. No caso do Brasil, a cota é de 3 bilhões de SDRs (direitos especiais de saque), cujo valor equivalente é de aproximadamente US$ 4,5 bilhões."Cada país poderá sacar até o máximo de 500% da sua cota", explicou Strauss-Kahn. Ou seja, no caso brasileiro, US$ 22,5 bilhões. Para países que optarem por um valor até 200% da cota, a taxa de juros cobrada será bem camarada: 2,9% por 90 dias. Ou seja, é realmente uma facilidade para ajudar os governos que estiverem em dificuldade na atual crise.O valor total de US$ 100 bilhões a ser colocado à disposição para essa linha de liquidez de curto prazo teve como base as atuais reservas do FMI, na casa dos US$ 200 bilhões. "A diretoria fixou em 50% das nossas reservas a disponibilidade para a SLF", declarou Strauss-Kahn, respondendo a uma pergunta da Folha.Indagado então se esse valor não parecia pequeno dada a natureza da crise e o tamanho de certas economias que poderiam usar o dinheiro -foi citado o Brasil, cujas reservas estavam até pouco tempo na casa dos US$ 200 bilhões-, o diretor-gerente do FMI concordou. "De fato, esse é um valor que terá de ser complementado por outras fontes. Mas é bom que o Fundo possa estar ajudando seus membros no curto prazo sem muitas precondições."Essa decisão do FMI é uma tentativa de resposta às críticas que a entidade vem recebendo nos últimos anos pela sua incapacidade de coordenação da economia mundial e pela demora em reagir à atual crise, que também pegou a instituição despreparada.

BC pisa no freio e segura juros

Por Ana Cristina Góes
no Jornal do Brasil

O Comitê de Política Mo- netária (Copom) do Banco Central interrompeu uma série de quatro altas e decidiu ontem pela manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, em linha com a expectativa da maior parte do mercado. A decisão foi unânime e sem viés, e levou em conta "o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, em ambiente de maior incerteza", como informou a nota divulgada pelo colegiado. Portanto, o atual cenário turbulento, com a possibilidade de uma recessão mundial, e a escassez de crédito levaram o Conselho a interromper o ciclo de aperto monetário e optar pela manutenção da Selic.
Compasso de espera ­
O comunicado destacou a palavra incerteza, e a avaliação do Copom é a de que, desde setembro, o mundo mudou. Tomamos um susto com o câmbio e o crédito, mas nos últimos dias ficou mais claro que não é preciso elevar o juro básico para levar o câmbio para um patamar razoável. Com a desaceleração econômica, a melhor coisa que o Copom pode fazer é ganhar 45 dias para ver o que acontece ­ pondera o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Walter Machado de Barros, a decisão do Copom mostra que o Banco Central está sensível às necessidades do mercado. ­ Com a desaceleração da demanda, a manutenção da Selic foi uma decisão natural ­ conclui o especialista. Segundo o economista-chefe da corretora Gradual, Pedro Paulo Silveira, "prevalece a idéia de que a queda no preço das commodities (matérias-primas) neutraliza o câmbio e que a possibilidade de um choque monetário paralisaria a economia". O diretor da Daycoval Asset Management, Roberto Kropp, observa que o atual cenário justifica esta parada técnica no aperto monetário. ­ A queda na oferta por crédito, a redução da confiança dos empresários na economia, a piora nas perspectivas de crescimento, cortes de investimentos em geral e a queda nas expectativas de lucro levaram a essa parada técnica, apesar da desvalorização do real que pode vir a impactar os preços no varejo ­ arrematou Kropp. E o economista-chefe da corretora Concórdia, Elson Teles, prevê uma ata do Copom -- que será divulgada na próxima quinta-feira -- austera. ­ O Copom pode sinalizar a possibilidade de uma retomada no processo de alta na taxa Selic caso o cenário para a inflação se deteriore.
Fed derruba taxa
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) cortou ontem a taxa básica de juros americana em 0,50 ponto percentual, na tentativa de evitar que a intensificação da crise de crédito leve a economia para uma profunda e prolongada recessão. E deixou a porta aberta para mais reduções se for necessário. A decisão unânime colocou a taxa básica em 1,0%, o menor nível desde junho de 2004. A unanimidade também prevalecia em Wall Street na crença de que o Fed cortaria os juros, ainda que mostrasse divisão sobre o tamanho da redução. "O ritmo da atividade econômica parece ter desacelerado fortemente devido, principalmente, a um declínio nos gastos do consumidor", destacou o Fed em comunicado. "Além disso, a intensificação da turbulência no mercado financeiro deve exercer pressão adicional sobre os gastos". Riscos continuam O banco central dos Estados Unidos já cortou os juros de 5,25% em nove atuações nos últimos 13 meses para conter a tempestade financeira que começou com o colapso do mercado imobiliário do país e se espalhou por todo o mundo. O Fed tem agido agressivamente para combater a crise de crédito com uma série de medidas para injetar liquidez nos mercados. Os formuladores de política monetária enfatizaram essas medidas no comunicado. Mas a autoridade monetária dos EUA concluiu que "os riscos ao crescimento continuam", mantendo a opção de cortar mais os juros. ­ A economia deve ficar fraca por vários trimestres, e com algum risco de uma desaceleração prolongada ­ afirmou o chairman do Fed, Ben Bernanke, no dia 20, ao Congresso americano. O Produto Interno Bruto (PIB) do país será divulgado hoje, e especialistas têm dito que, possivelmente, terá havido uma retração de 0,5 % no terceiro trimestre.

Zé quer censurar a mídia e calar a oposição

Ah, sim! Daqui a pouco começo a seleção e a publicação das notícias dos jornais de hoje. Antes quero fazer um comentário sobre o artigo de José Dirceu que saiu hoje no Jornal do Brasil.
O artigo inteiro é sustentado pelo ódio do ex-guerrilheiro, ex-ministro e ex-deputado à mídia e a oposição. Na visão do Zé só podem existir o PT e seus aliados. Quem for da tal “direita conservadora” não deve se “alastrar” (palavra usada pelo próprio). Ele fala que o grande vencedor destas eleições foi o governo. O PMDB e o PT ganharam. O PMDB governista. O PMDB que mama nas tetas do Estado desde 1985.
O artigo de José Dirceu só vem comprovar a tentação autoritária do petismo. Se dependesse deles (a turma do Zé) a Rede Globo estaria fechada e só receberíamos notícias pela TV Brasil. Claro, notícias aprovadas por Tereza Cruvinel e Franklin Martins.
O ataque de José Dirceu à mídia demonstra todo o seu ódio a liberdade de imprensa e de expressão. Ele acha que a mídia pautou as eleições municipais deste ano em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sempre quando eles perdem culpam a mídia. Eles nunca dizem “perdemos”, sempre dizem “fomos golpeados”. A mídia para eles só vale se for chapa branca, se for a favor. Quem for do contra, se depender de José Dirceu, vai para o paredão.
Mas a Rede Globo continua no ar, os jornais produzindo suas matérias e a Justiça precisa ficar sempre atenta contra estes terroristas e guerrilheiros que desejam ardentemente pautar a imprensa ou censurá-la. Enquanto isso José Dirceu continua com seus direitos políticos cassados. Ah, ele tem um blog e escreve artigos. Seu blog e seus artigos são divulgados por esta mesma mídia que ele critica. Interessante, não?

Os recursos e os três patetas

A edição do Jornal do Brasil de hoje já está no site. Só estou aguardando o site terminar de atualizar para fazer a seleção das notícias e colocar aqui (se não der para fazer agora, faço quando o Sol raiar). Matéria de capa: “Mais recursos para o Rio”. Eu sei, não li a matéria ainda, mas já vou dizer o que penso. Com certeza a reportagem abordará o encontro de Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Lula, os três patetas. Será que o povo carioca pode festejar esta união? O mandato de Eduardo Paes começa no dia 1º de janeiro de 2009. Os mandatos de Sérgio Cabral e Lula terminam no dia 31 de dezembro de 2010. Quem garante que esta parceria vai permanecer até 2010? E se um dos três patetas sair do grupo? Não me venham com esta conversa que a parceria dos três patetas vai gerar mais recursos para o Rio de Janeiro. Está bem, caro leitor, eu vou esperar o site do Jornal do Brasil atualizar para ler a matéria completa (e colocar aqui no blog). Mas já deixou, desde já, minha opinião sobre esta relação de recursos com os três patetas.

Ele quer mudar o mundo

A campanha de Barack Obama tem grana pra chuchu. Usa esta grana para comprar 30 minutos de espaço na TV para fazer sua propaganda. Ele disse que vai consertar o país e mudar o mundo. Eu já ouvi este discurso antes. Me faz lembrar quando um barbudinho tentava se candidatar a presidência do seu país pela quarta vez. Mas daquela vez ele estava de terno e seguindo as ordens de um marqueteiro. Este barbudinho também queria consertar o seu país e mudar o mundo. Sabemos que destino o país do barbudinho está caminhando.
Obama é um fake! Ninguém sabe de onde ele veio, o que fez na vida. Quando George W. Bush foi reeleito presidente dos Estados Unidos eu lia Carta Capital (todo mundo já teve seus equívocos). Lembro que a revista fez uma propaganda usando a foto de Bush cumprimentando um monte de gente e, abaixo, tinha escrito o seguinte: “Perdoai-vos, eles não lêem Carta Capital”. Pois é. Se Barack Obama for mesmo eleito presidente dos Estados Unidos vou copiar a idéia de Mino Carta e escrever: “Perdoai-vos, eles não sabem o que fazem”. Realmente os americanos não sabem o que estão fazendo depositando sua confiança num cara que nem eles mesmo sabem quem é.

São Paulo rumo ao hexa

E o São Paulo ganhou do Botafogo por 2 a 1 no Engenhão. Dizem que o time carioca chegou a empatar a partida, mas o bandeirinha considerou o gol ilegal e o juiz anulou. Não vi a imagem. Deixo a discussão para os especialistas. O importante é que estamos em segundo lugar, empatados no número de pontos com o Grêmio (em pensar que no dia que o São Paulo perdeu para o Grêmio na segunda fase do Brasileirão muitos descartaram meu time do título). É o São Paulo rumo ao hexa.

Melhor do Brasil?

Quando ainda estávamos na campanha eleitoral, o prefeito Iris Rezende, candidato a reeleição, disse que, até o final do ano, o transporte coletivo de Goiânia seria o melhor do Brasil. Depois ele voltou atrás, disse que foi mal interpretado. Engraçado, sempre quando um político comete uma gafe se defende falando que foi mal interpretado.
Pois bem. O jornal O Popular de ontem traz uma matéria mostrando que continuam os atrasos no cronograma de melhorias prometidas pelo nosso prefeito reeleito para o transporte coletivo. Faltam abrigos nos pontos de ônibus. Na campanha, Iris mostrava o quão bonito e eficiente ficaria o transporte coletivo de Goiânia caso fosse reeleito. Hoje, passada a eleição ganha por ele no primeiro turno, vemos que não era bem assim. A realidade não era bem assim como a montagem computadorizada da propaganda irista mostrava. Cadê a oposição para cobrar do prefeito?
Iris Rezende, quando foi eleito prefeito de Goiânia em 2004, prometeu acabar com os problemas do transporte coletivo nos primeiros seis meses de gestão. Passou o tempo e os problemas continuaram. Iris Rezende, quando foi reeleito prefeito de Goiânia em 2008, disse que o transporte coletivo de Goiânia seria o melhor do Brasil. Passou o tempo, os problemas continuam e o prefeito também.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Outro intermediário

Ah, eu estava me esquecendo. Luiz Felipe Scolari foi outro escolhido pelos políticos daqui para intermediar por Goiânia para que a cidade fosse escolhida uma das sedes da Copa de 2014. Desde a Copa de 2002 que Felipão faz o trajeto Goiânia-Trindade para pagar promessa pela conquista do pentacampeonato. Aproveitando a passagem dele pela cidade, os políticos o elegeram garoto-propaganda. Agora eu pergunto: será que, no meio do treinamento do Chelsea, Felipão vai lembrar que Goiânia deseja muito ser sede da Copa de 2014?

Lula já foi superado sim

Não deu tempo de postar notícias e nem comentá-las hoje. Mas minha rotina já está normalizada e amanhã tudo voltará ao normal. Acabo de ler no Diário da Manhã que o vice-presidente José Alencar disse que “ninguém supera Lula”. Epa! Duas pessoas já superaram o Apedeuta: Fernando Collor de Melo o superou em 1989 e Fernando Henrique Cardoso em duas oportunidades: 1994 e 1998. Portanto, Lula já foi superado três vezes.

Ah, esses intermediários...

Goiás elegeu seu mais novo intermediário. José Alencar é o nosso homem. Ele vai levar até Lula a proposta sobre a construção do metrô aqui em Goiânia. Ah, estes intermediários... Ricardo Teixeira esteve aqui no ano passado quando o Brasil estava quase eleito sede da Copa de 2014. Mesmo sem mover um palitinho aqui em Goiás, o presidente da CBF recebeu o título de cidadão goiano. Foi uma forma que os nossos queridos vereadores encontraram para puxar o saco do presidente quase que vitalício do futebol brazuca para convence-lo a escolher Goiânia como uma das sede da Copa. Quem lê este blog há mais tempo sabe a minha opinião sobre esta idéia. Sigamos.
É claro que José Alencar não vai falar nada com Lula sobre o metrô de Goiânia. Eu poderia estar exultante com a notícia de que o vice presidente vai nos ajudar a construir o metrô. Tá fácil! Ele deve enfiar o papel que recebeu daqui numa gaveta e deixar ali por um bom tempo. Assim como o papel com o título de cidadão goiano que Ricardo Teixeira recebeu na Câmara dos Vereadores de Goiânia deve estar escondida em alguma estante na sede da CBF. Com certeza ao lado de outra homenagem que o presidente vitalício do futebol brazuca ganhou de algum puxa-saco. E Goiânia ficará sem metrô e não será sede de nada em 2014.

Os oportunistas

Todos estes aí na foto acima são oportunistas. Sérgio Cabral criticou Lula e hoje é seu aliado. Eduardo Paes criticou Lula e hoje é seu aliado. Lula criticou o PSDB de Eduardo Paes. Lula já criticou duramente José Sarney na campanha presidencial de 1989. José Sarney apoiou os governos militares. Ao ver que os milicos estavam voltando para os quartéis decidiu aderir a candidatura de Tancredo Neves em 1985. Com o agravamento da doença e logo após a morte do presidente Tancredo, José Sarney, o então amigo dos militares, virou o primeiro presidente civil depois de 1964. Vendo a foto aí acima a gente pode pensar que todo mundo é amigo, que todo mundo se gosta. Que nada! Se em uma mão eles cumprimentam, na outra carregam a faca que pode muito bem ser útil para qualquer um deles enfiar nas costas do aliado que estiver incomodando.
Faltou falar de Garibaldi Alves, o presidente do Senado. Mas a cara de sonso e voz tão sonolenta me faz deixar para comentar sobre ele depois. Ai que preguiça. Que preguiça ele sente em punir os senadores que empregam parentes em seus gabinetes.

Lembrando de novo

Ao ver a foto de Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Lula, me lembrei de um episódio que eu já contei aqui, mas vale a pena contar de novo. Eu era um daqueles espectadores da TV Senado quando a CPI dos Correios estava no auge. Lembro dos embates de Roberto Jefferson contra José Dirceu. Mas, neste post, lembro do depoimento de Delúbio Soares. E por que lembrar deste depoimento? Vendo a foto do encontro dos três patetas hoje no Palácio do Planalto, lembrei de um diálogo entre o então tucano Eduardo Paes e Delúbio:

- Senhor Delúbio, eu sei que o senhor conhece muita gente aqui, mas eu pediria que o senhor se concentrasse nas minhas perguntas.
- Eu só estava cumprimentando um colega meu.
- Está muito divertido isto aqui, né?
- Não, não está não!

Este era Eduardo Paes pedindo para que Delúbio se concentrasse no seu depoimento na CPI dos Correios. Falei certo: este era Eduardo Paes. O Paes de hoje é amigo do PT. O mesmo PT que ele criticou em 2005. O mesmo PT de Delúbio Soares que armou o mensalão.
Vendo a foto dos três patetas no Palácio do Planalto pensei:
- Está muito divertido isso aí, né?

Botafogo x São Paulo

Meu pai foi dormir mais cedo hoje. A gente sempre assiste aos jogos do São Paulo juntos. Não vou assistir ao jogo hoje. E os placares não são nada animadores para gente (eu quase escrevi “para nós” como fala o Anão que treina a seleção brasileira). O Palmeiras está ganhando do Goiás lá no Palestra Itália e o Cruzeiro bate o Grêmio. Se bem que este último jogo pode até ser bom para o São Paulo desde que, é lógico, meu time faça sua obrigação lá no Engenhão.

Alexandre, o grande? (Parte 2)

Acabei publicando os comentários do grande. Vou deixar lá. Já que o profeta disse que o meu blog vai voltar à insignificância em breve quero ver se ele vai comentar mais alguma coisa. É bem capaz que sim, afinal, como não tem nada para fazer vai escrever no blog da concorrência.

Alexandre, o grande?

Alexandre é outro igual o Carlos Alberto. Não gosta nem do Reinaldo Azevedo e nem de mim, mas sempre está presente nos dois blogs. Ele deixou dois comentários pela manhã aqui, mas excluí. Ele é um cara muito corajoso. Ao invés de mandar comentários ou perguntas para o Reinaldo ele pede que eu o faça por ele. Deixa de ser preguiçoso, rapaz! Deixa de perder o seu tempo com pessoas que você não gosta. Você deve ser achar Alexandre, o grande, não é mesmo? Aqui nesta terra, meu velho, você não ganha nada. Só um chute no traseiro.

PS: Ô, rapaz, eu não ligo para o número de comentários, não! Para o seu desgosto.

E as garantias?

A ONU só pode estar de brincadeira: aprovar uma resolução para o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba. Quer dizer que vai ser assim: os americanos acabam com o embargo e Cuba não faz nada em troca? Nem um reconhecimento pelos assassinatos no Paredão do Fidel? Nem liberdade política, econômica e de expressão? Enquanto a ONU apóia o fim do embargo os mortos de Fidel continuam anônimos.

Por que reservadamente?

Saiu na Folha online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia na noite desta quarta (29) mais uma viagem internacional. Embarca em São Paulo, depois de participar da cerimônia de abertura do Salão Internacional do Automóvel.

Nesta quinta (30), Lula amanhece em El Salvador. Dali, embarca, no início da tarde, para Cuba, onde fica até sexta (31).

Lula aproveita a passagem por havana para avistar-se, na sexta (31), com o companheiro Fidel Castro, agora de pijamas, informa o blog do Josias.

O blog informa que o presidente vai testemunhar a assinatura de acordos entre a Petrobras e a Cia. Cubana de Petróleo (Cupet).

Reportagem de hoje da Folha informa que Lula convidará o dirigente cubano Raúl Castro para vir ao Brasil na última quinzena do ano.

O convite, anunciado ontem pelo Planalto, será formalizado na visita de Lula a Havana amanhã. De acordo com a reportagem, os dois presidentes terão uma reunião de trabalho para acertar detalhes da cooperação bilateral. A reportagem informa que é provável que Lula se encontre com Fidel reservadamente.

Lula vai à Cuba. Isso me cheira coisa ruim. É o Foro de São Paulo. Vejam como a reportagem termina: A reportagem informa que é provável que Lula se encontre com Fidel reservadamente. Por que Lula encontrará com Fidel Castro reservadamente? Porque o Foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel em 1990, foi realizado reservadamente, secretamente.
Lula convidou Raúl Castro para vir ao Brasil. Seria mais um encontro dos integrantes do Foro de São Paulo? Ah, que nada! É só mais um encontro de dois líderes de dois países da América Latina.

Os três patetas



Olha os três patetas aí! Tem um vídeo no You Tube que mostra o então senador Sérgio Cabral Filho descendo a lenha no governo Lula. “O presidente Lula nunca cortou uma fita no Rio de Janeiro” disse ele. Eduardo Paes, bem, este era tucano dos brabos. Daqueles que queriam a cabeça de Lula e de todos os mensaleiros. Olha como os três estão alegres. Que felicidade, hein?

PS: Sábado comprei uma antologia de textos do Pasquim. Estou lendo a entrevista que Leila Diniz concedeu ao jornal. Sérgio Cabral participou. Não o filho e sim o pai. O pai é melhor que o filho. É a típica exceção de que filho de peixe, peixinho é. Ah, quero ler a biografia de Grande Ottelo escrita por Sérgio Cabral.

Respondo

A maioria dos comentários recebidos hoje foi bastante educada. Um leitor lá de Chapecó – SC João Carlos Rinc me manda três perguntas e aguarda minhas respostas. Respondo.

1) Vc acredita que o petismo e o lulismo são assim tão distintos, ao ponto de os opositores de um serem por vc sumariamente desqualificados e o outro ser por vc combatido?
Não, caro João Carlos. Se você olhar no arquivo do blog verá que eu também ataco a oposição. Uma oposição conivente com Lula e o PT (uma coisa é a mesma coisa que a outra). Vamos lembrar do mensalão. Os tucanos estavam animados àbeça, criticando a roubalheira armada por Delúbio Soares e Marcos Valério. Daí surgiu a denúncia contra o senador tucano Eduardo Azeredo de que ele fez caixa 2 na sua campanha de 1998 em Minas Gerais. E quem organizava o caixa 2? O ex-careca Marcos Valério. Aí a turma do PSDB colocou o rabinho entre as pernas e deixou os petistas dizerem: “Nós só fizemos o que eles fizeram”. Os tucanos deveriam ter dado um chute no traseiro do senador que fez caixa 2. Mas, preferiu seguir o que o PT já tinha armado: “como todo mundo faz, vamos ficar calados”. Aí o PSDB teve a brilhante idéia de querer deixar Lula sangrando até as eleições de 2006. Desqualifico a oposição que não bate duro no governo, que nega as realizações feitas quando ela era governo. A campanha presidencial de Geraldo Alckmin sintetiza a oposição hoje. Deixam os petistas pautarem tudo e negam o que fizeram de bom quando estavam no Palácio do Planalto.

2) Percebe-se que quanto mais Lula se desvincula do PT, mais aumenta sua popularidade. Vc não acha isso um tanto personalista e anti-ético?, pois Lula colhe os frutos da demagogia enquanto o PT vai para o confronto com a oposição.

Continuemos na última campanha presidencial. Alguém se lembra das propagandas de Lula? Cadê a estrela do partido? Cadê o vermelho que sempre foi característico nas campanhas deles? Lula tenta fugir do PT, mas o PT não desgruda do pé de Lula. Vimos isso nas eleições municipais deste ano. Lula apoiando Dona Supla em São Paulo e, depois da derrota para Gilberto Kassab, tirou seu corpinho de fora. Lula sempre tira o dele da reta quando seus assessores são pegos com a mão na massa ou quando seus candidatos perdem as eleições. E o pior, caro João, é que os petistas fazem questão de assumir tudo e blindar Lula. Delúbio Soares disse que fez todo o esquema do mensalão e não contou nada para Lula. Lula não perguntava para seu tesoureiro como iam as doações de campanha? Será que o Apedeuta despreza tanto dinheiro assim, deixa as coisas acontecerem sem saber o preço a ser pago ou se tem dinheiro em caixa? Lula pode até deixar a estrela do seu partido no cantinho da televisão enquanto faz campanha, mas ele sabe que tem um exército de militantes que fazem de tudo para blindá-lo. E o PT sempre vai usar Lula como escudo. Eles acreditam que é um escudo forte. Forte porque são poucos os que ousam atirar pedras no escudo.

3) Quando Lula era da oposição era muito mais duro no tratamento com o governo do que são hoje Agripino e Rodrigo Maia. Concorda ou discorda?

Convido você mais uma vez a dar uma olhada no arquivo do blog. Já coloquei aqui diversas matérias que saiu na imprensa sobre a atuação petista na oposição. O que hoje eles chamam de “tentativa de golpe para tirar do poder um pobre metalúrgico” era o que eles faziam no passado. Não me lembro de ninguém escrever artigos dizendo que as passeatas petistas eram tentativas de golpe contra este ou aquele governo. Claro que pessoas do governo criticavam a oposição, mas o PT quando estava do outro lado, sempre dizia que tais manifestações não eram tentativas de golpe e sim exercícios da liberdade de expressão. Hoje você não pode mais fazer um movimento como o “Cansei” que logo o exército petista já se mobiliza para criticar o movimento. Eles falam que a imprensa é golpista. Como golpista se o movimento “Cansei” foi execrado em vários artigos, em vários jornais? Imagine a gritaria que aconteceria se a marcha dos sem terra em 1997 fosse criticada num artigo? Eles podem criticar, nós não. É isso que devemos combater. Não podemos deixar que eles sejam os donos da verdade e apontem como golpistas ou outros adjetivos, que não cabem escrever aqui neste horário, seus adversários. Você viu algum barulho quando Delfim Netto foi escolhido para ser consultor da TV Brasil, a Lula News? Eu não vi. O fofinho da nossa economia defendia a ditadura militar e hoje está lá com Franklin Martins e Tereza Cruvinel. Tem gente que acha isso super normal. Eu não acho. Não sei quantos posts publiquei aqui contra tal escolha.
Ontem, na noite de autógrafos do Reinaldo, vi o senador José Agripino rapidamente. Mas o deputado Rodrigo Maia ficou lá um bom tempo. Como disse no post sobre a noite de autógrafos: talvez o horário do meu ônibus não tenha colaborado para eu dizer na frente dele o que eu penso sobre a oposição. A primeira coisa que me veio na cabeça foi o Foro de São Paulo. Eu queria dizer para o deputado: “Por que vocês não denunciam a ligação do PT com as Farc via Foro de São Paulo?”. Não somente o Reinaldo Azevedo, mas o Olavo de Carvalho e a Graça Salgueiro já falam disso há muito tempo. Se o senador e o deputado estavam ontem no Shopping Pátio Brasil para pegar um autógrafo do Reinaldo com certeza eles lêem o que é escrito lá no blog. E não foi uma vez só que o tema “Foro de São Paulo” foi publicado. É isso que me irrita na oposição: deixar que o lulismo tome para si coisas que eram duramente criticadas, ações do governo passado que antes eram queimadas em praça pública e que hoje são usadas normalmente pelo governo Lula. É deixar que pessoas do governo se encontrem secretamente com terroristas-traficantes que assassinam, seqüestram e mandam drogas pelo mundo a fora.
Quero uma oposição que saiba debater duramente, que mostre para a população o que Lula e o PT (os dois estão unidos sim) diziam nas campanhas presidenciais passadas e o que fazem hoje que estão no governo.
Espero ter respondido as suas questões e seja bem vindo ao blog.

A mesma praça, o mesmo banco

Um tal de Carlos Alberto me manda um comentário:

como diz o crítico da folha de sábado : mais um leitor de auto-ajuda ! rssssssssss
para endeusar o reinaldo azevedo tem quer ser muito ignorante mesmo ! vá ler auto-ajuda para aumentar sua alto estima e começar a pensar e não se transformar em massa de manobra que jornalistas salafrários !!!


Vamos por partes. Primeiro o cara escreve “mais um leitor de auto ajuda”. Ele faz referência ao professor lá de Santa Catarina que tentou descer a lenha no livro do Reinaldo Azevedo. Como ele mesmo chamou o professor ontem: ENERGÚMENO!!! Ele também acredita piamente que os leitores do blog de política mais influente do Brasil lêem livros de auto ajuda. Alguns podem até ler. E daí? Será que o Apedeuta baixou uma medida provisória proibindo isso? O que tem a ver uma coisa com a outra?
Aí vem a parte mais saborosa do comentário do meu xará: para endeusar o reinaldo azevedo tem que ser muito ignorante mesmo! Vá ler auto-ajuda para aumentar sua alto estima e começar a pensar e não se transformar em massa de manobra que jornalistas salafrários. Sim, xará, eu sou ignorante. Mas não escrevo ALTO ESTIMA e sim AUTO ESTIMA. Eu gostaria que ele me explicasse como se pode aumentar uma estima que já é alta? Sem contar que ele diz que eu sou “massa de manobra que jornalistas salafrários”. Massa de que? Sem contar que ele começa frases sem letra maiúscula. É um gênio. Realmente eu sou muito ignorante. Não entendo o que estes sábios querem dizer.
Vai ver este comentário foi uma piada. Vai ver foi o Carlos Alberto de Nóbrega que mandou. É mais uma piadinha da Praça é Nossa.

A mesma praça
O mesmo banco
As mesmas flores
E os mesmos jardins
Tudo é igual
Mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim...


Ao contrário da letra cantada por Roni Von, estou feliz porque o Carlos Alberto, que comentou aqui ,não está mais perto de mim. Seu comentário já foi para o espaço.

Agradecimentos

Este blog nunca recebeu tantos comentários como hoje. Tudo por conta do Reinaldo Azevedo que colocou o link lá no blog dele. Só ressalta aquela frase que está na capa do livro O País dos Petralhas: “Do autor do blog de política mais influente do Brasil”. Agradeço os comentários. Lógico que um ou outro petralha tentou entrar aqui, mas dei um chute nos seus traseiros.
Foi uma noite agradabilíssima. Foi uma correria danada para chegar até Brasília. Só agora que consegui voltar a minha rotina (meus amigos sabem o tanto que eu gosto de rotina). Foi muito bom conhecer Reinaldo Azevedo pessoalmente. Valeu a pena sair de Goiânia de ônibus e rumar para a Capital Federal.
O trecho Goiânia – Brasília é bastante conhecido pela turma do MST. Direto eles fazem marchas daqui para lá. Claro, marchas financiadas pelo governo lulista. Minha marcha solitária foi bancada pelo meu próprio bolso. Graças a Deus não preciso de dinheiro de BNDES nenhum ou ofertas de dízimo de igreja que se diz universal para me sustentar.
Para aqueles que gostaram do blog fica a minha gratidão e o aviso de que o atualizo sempre. Podem ler, comentar e discordar a vontade. Mas é claro, a moderação dos comentários está acionada. Ao primeiro sinal de rastros de petralhas logo serão mandados para o lixo.

Mas eu não me faço de vítima

Um anônimo me manda um comentário muito interessante. Este eu publiquei. Só discordo quando ele (ou ela) fala que a imprensa é tucana. Muito pelo contrário. Sempre quando os petistas são flagrados com a mão na massa sempre aparece na imprensa uma denúncia de que este ou aquele tucano estão envolvidos em alguma tramóia.
Mas o que o anônimo diz depois merece um comentário aqui. Escreve ele: Aqui em Goiás mesmo ,Marconi Perillo ficou 8 anos no governo fazendo os maiores absurdos (vejam a situação em que ele deixou o Estado) e não apareceu quase nenhum para criticá-lo e expor seus desmandos.Os únicos que ousaram(Kajuru e Raquel Azevedo) foram duramente perseguidos e covardemente destituídos de solidariedade por parte de seus colegas.
Isso me fez procurar algumas coisas que escrevi sobre Marconi Perillo e o que as marconetes (as bailarinas de palco do Tempo Novo) me mandaram. Republico para o anônimo um post escrito aqui no dia 28 de fevereiro deste ano:

Um anônimo manda um comentário:

Esse quando não vai chegar nunca, pois Marconi Perillo é parte da história de Goiás e tem um futuro político brilhante, ao contrário de algumas pessoas que são detestadas nas redações dos jornais importantes de Goiás e vivem no ostracismo de seus blogs, que só eles mesmos visitam. Aliás só caí neste antro aqui porque estava pesquisando exatamente matérias sobre o senador Marconi Perillo.
Esta birra sua com Marconi deve ser melhor analisada por você mesmo. De repente é alguma coisa reprimida que o faz sentir tanta amargura pelo sucesso do senador.

Em 1998, muitas pessoas pensavam que Íris Rezende ganharia fácil as eleições estaduais. Um certo Marconi Perillo resolveu entrar na briga. Com a sua camisa azul e uma boa propaganda (as piadinhas do Nerso da Capetinga fizeram sucesso) Marconi colou em Íris o tal “Tempo Velho”. Ele era o “Tempo Novo”. Marconi ganhou de Íris Rezende. Quem diria que, depois de 16 anos de poder, o “PMDB de Íris Rezende “ caía do cavalo... Quem diria...
Sim, anônimo, Marconi vai cair do cavalo. Isso não é coisa reprimida. Não sinto a menor dor em atacá-lo. Se até Íris caiu por que não Marconi?
Se o meu blog é pouco conhecido não me importa. Só lê quem quer, só comenta quem quer. Este antro é tão antro que até o anônimo em questão resolveu escrever. Isso aqui é tão isso aqui que até ele resolveu gastar o tempo mandando mensagens, deixando seu rastro. Esse tempo que ele gastou escrevendo para mim poderia gastar procurando matérias louvando os feitos de Marconi. Sei lá eu o motivo dele entrar neste antro, ler e ainda comentar.
O anônimo ainda fala que eu e o Vassil só atacamos o Marconi. Será que o anônimo em questão se refere ao Vassil Oliveira do jornal Tribuna do Planalto? Leio seus artigos, mas nunca conversei com ele. Vai ver o anônimo acha que nós dois discutimos a pauta: “Vamos lá, vamos acabar com o Marconi”.
Pelo visto, não são só os petistas que querem pautar tudo e todos. Os marconistas enfezados também querem. Aqui não, jacaré! O blog é meu e só escrevo o que eu quero (e só ataco quem eu quero). Já ataquei o Iris, o Cidinho, o Maguito. O cara começa a ler o blog agora e já quer dar pitacos. Eu sou do PMDB? É brincadeira! Vai procurar outro blog que elogie os feitos de Marconi. Vá brigar com o Renan Canalheiros que esqueceu de chamar Marconi para fazer o juramento no dia da posse dos novos senadores no começo do ano passado. É bom lembrar que o Rei do Gado chamou Marconi de “Marcondes” hehehe. Epa! Eu chamei Renan Canalheiros de Rei do Gado? Poxa, anônimo, viu como eu sou um bom peemedebista?
Pronto! Já lhe dei atenção demais. Agora dá licença que você está atrapalhando o Sol entrar neste antro.


Pois é. Marconi Perillo silenciou a mídia goiana com anúncios do estado. Alcides Rodrigues começa a fazer isso agora. Alguém se lembra das críticas que os colunistas escreviam no começo de 2007? Se sou criticado faz parte do jogo. Não me faço de vítima. Continuo escrevendo aqui tranquilamente não me importando o que as bailarinas do Tempo Novo têm a me dizer. É como eu também escrevi num post: bandeira deve ser hasteada e não enrolada no pescoço. Escrevo o que quero, o que penso e o que sinto. Mas eu fiquei feliz com o comentário do anônimo. Pelo menos tem gente aqui em Goiás que sabe que Marconi Perillo quebrou o Estado e entregou os cacos para seu sucessor.

Foi muito bom








Cheguei agora pouco de Brasília. Muitos duvidaram. Eu fui. Fui ao lançamento do livro do Reinaldo Azevedo O País dos Petralhas na Livraria Leitura do Shopping Pátio Brasil. Foi um dia muito corrido, mas valeu a pena.
Reinaldo chegou às 19 horas em ponto com seu tradicional chapéu. Eu não peguei o meu porque a livraria só liberava para quem comprasse o livro na hora. Culpa minha que comprei o livro Aeroporto de Congonhas enquanto esperava meu vôo para o Rio de Janeiro no final de setembro. Mas, cá pra nós. Japonês de chapéu ou boné não pega bem. Fica parecendo pasteleiro.
Antes de Reinaldo assinar os livros, ele bateu um papo com os leitores. Ainda bem que cheguei cedo e encontrei uma cadeira para mim. Teve gente que ficou de pé. Reinaldão criticou o método petralha. Um método que permite apenas que eles se dêem bem, que pune seus adversários, que nega o debate. Com bastante ironia e muita inteligência, Reinaldo Azevedo cutucou a corja que manda e desmanda nestêpaiz desde 2003. Cutucou as ratazanas e os anões que tocam a partitura vinda do Palácio do Planalto.
Aguardei ansiosamente o momento de Reinaldo autografar meu livro. Tinha muita gente. E eu estava com um olho na fila e outro no relógio porque meu ônibus de volta para Goiânia sairia às 21:30 horas. Mas deu tempo. Cumprimentei o melhor blogueiro do país, dei os parabéns. Falei para ele continuar combatendo o bom combate. Se hoje eu escrevo aqui muita coisa se deve a Reinaldo Azevedo. Claro que eu não tenho as qualidades que ele tem para escrever um bom texto. Mas quem sabe um dia eu não consigo, pelo menos, me aproximar?
O senador José Agripino e o deputado Rodrigo Maia também estiveram presentes na noite de autógrafos. Não os cumprimentei. A oposição que eles fazem ao lulismo não merece apertos de mão e sim ovadas. Mas, valeu a pena a correria. Valeu a pena conhecer Reinaldo Azevedo pessoalmente. Gentileza, inteligência e humor fino em pessoa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Para Brasília

Cheguei agora da Rodoviária. Comprei minha passagem para Brasília. Vou lá pegar um autógrafo do Reinaldo Azevedo que estará na Livraria Leitura do Shopping Pátio Brasil. Talvez não dê tempo de escrever mais hoje. Talvez, quando voltar, publique aqui as fotos e um relato da noite de autógrafos.

A culpa é da mídia

Sempre quando o PT perde ataca a mídia. Sempre quando o PT ganha está disposto a dar entrevistas para todas as emissoras de televisão. Sempre foi assim. Quando Lula perdeu as eleições presidenciais na década de 1990, ele sempre atacava a mídia com um destaque especial para a Rede Globo. Em 2002, ano que ele finalmente chegou lá, Lula concedeu sua primeira entrevista para o Jornal Nacional que, segundo os petistas, teria manipulado a edição do debate de Lula e Fernando Collor de Melo em 1989. Eles não admitem que Lula foi mal no debate. Preferem atacar a mídia. Aliás, a Rede Globo disponibiliza no site “Memória Globo” o debate na íntegra, além de pontos polêmicos como a guerra entre a emissora e Leonel Brizola. Quem quiser veja.
Culpa a mídia já faz parte da tradição do PT. O que eles ainda não aprenderam (e dificilmente aprenderão) é reconhecer derrotas, é saber perder. Ruy Falcão, coordenador da campanha de Dona Supla, concedeu uma entrevista à Folha de São Paulo hoje. Pensei até em publicá-la aqui, mas achei desnecessário. Seguindo a tática petista, Falcão disse que tanto a mídia como a Justiça Eleitoral pouparam Gilberto Kassab. Viram? Eles não sabem perder. Não sabem reconhecer que a sua candidata teve menos votos que o adversário. Preferem jogar a culpa no ventilador. Preferem cair no ridículo de que são vítimas de uma conspiração. Quando eles perdem a culpa é da mídia. Quando ganham são capazes até de dar uma entrevista exclusiva para o Jornal Nacional da Rede Globo.

Quem mandou confiar no PT

Minha mãe bate na porta do meu quarto. Pede para que eu vá até o elevador e pegue o jornal que o porteiro acabara de despachar. O Sol ainda nem apareceu direito no horizonte e minha mãe já me passa as primeiras obrigações do dia. Quem manda ser um menino educado. Quem manda obedecer. Ela está certa e errado estarei eu se não buscar o jornal no elevador logo cedo.
Assinamos o Popular há muito tempo. Antes mesmo deste blogueiro aprender a ler ficava admirando meu pai lendo as páginas, virando cada uma com um cuidado extremo. Eu, pequenino, só observava.
O Popular de hoje traz na capa a notícia de que Lula negou socorro às empresas que agora estão em apuros por acreditar que o real estaria muito mais valorizado que o dólar. Como a crise chegou ao nosso quintal, os empresários estão desesperados. Quem mandou acreditar no PT. Quem mandou acreditar em Lula. Aposto que muitos petistas estão felizes da vida ao ver empresários choramingando dinheiro do governo. Os mesmos empresários que ouviram Lula e o PT pedirem para acreditar no Brasil. Os mesmos empresários que acreditaram na lorota lulista de que nada seguraria estêpaiz, que com as descobertas do pré-sal o Brasil seria um país de primeiro mundo, que a auto-suficiência em petróleo nunca mais nos faria abaixar a cabeça diante os poderosos. Quem mandou acreditar em Lula. Quem mandou acreditar no PT. Quem mandou acreditar no Brasil.
Imagino um fim melancólico para Lula. No dia 31 de dezembro de 2009 daremos graças a Deus por ele vazar daqui. Os pobres jogarão pedras no carro dele porque o Bolsa-Família estará atrasado há meses. E os empresários nem despedirão de Lula. Puxarão o saco do próximo presidente para que ele tente, pelo menos, amenizar os estragos que os cupanheros aprontaram em oito anos de mandato.
Acreditei no Lula, no PT e no Brasil duas vezes. Foram nos anos 2000 e 2002. Acreditei que o PT fizesse alguma coisa boa aqui em Goiânia. Quem mandou acreditar no PT. Quem mandou acreditar em Lula. Pedro Wilson fez uma das piores administrações desta cidade. Ao invés de usar o dinheiro da prefeitura para fazer obras preferiu contratar aqueles que tinham carteirinha do PT. Em 2002 eu acreditei que Lula mudaria o Brasil. Tinha eu 17 anos no ano 2000 e 19 em 2002. Sou um menino bastante educado, mas não sou perfeito. Me arrependi. Por isso sempre obedeço meus pais. Se minha mãe bate na porta do meu quarto às seis da manhã para pegar o jornal faço sem reclamar. Não me arrependo. Jogo pedras no Lula e nos petistas porque falam que esta coisa chamada Brasil vai dar certo.

Bolsa cai ao nível de outubro de 2005

Por Paula Laier, Mariana Barbosa e Silvana Rocha
no Estado de São Paulo

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) já encolheu 59,9% desde o pico de alta, no dia 20 de maio deste ano, quando o País vivia a euforia do grau de investimento. O Ibovespa recuou ontem 6,5%, para 29.435,11 pontos. Foi o quinto dia consecutivo de baixa, acumulando 25,3%.A queda jogou por terra três anos de ganhos no mercado acionário. A última vez que o Ibovespa fechou abaixo de 30 mil pontos foi em 28 de outubro de 2005 (29.318 pontos). Só este ano, a perda de valor de mercado das 330 companhias de capital aberto do País é de R$ 1 trilhão, segundo a Economática.A Bovespa operou no negativo durante todo o pregão, alinhada com a deterioração das bolsas americanas e européias, que também fecharam em queda. "De repente, acelerou a queda no índice americano Dow Jones e o Ibovespa acompanhou", relatou o diretor de uma corretora de São Paulo.Já o mercado de câmbio doméstico praticamente se descolou da volatilidade no mercado mundial graças aos leilões do Banco Central. Em apenas dois leilões, o BC vendeu um volume de moeda expressivo, de cerca de US$ 2 bilhões, por meio de operações de swap cambial e de venda com recompra. O dólar comercial fechou em queda de 3,57%, a R$ 2,244.Diante da ausência de investidores estrangeiros e da retração dos investidores locais, a Bovespa encerrou os negócios com um volume negociado de R$ 3,245 bilhões, o menor desde 1º de setembro, quando o feriado do Dia do Trabalho nos EUA reduziu o giro no pregão brasileiro para R$ 1,998 bilhão. Conforme destacou o economista-chefe de uma importante instituição financeira no Brasil, o pano de fundo da acentuada queda do Ibovespa é o entendimento por um número cada vez maior de participantes do mercado de que ocorrerá uma revisão sobre o ritmo de crescimento das economias emergentes. "Já está na conta que os países desenvolvidos vão desacelerar. Agora esse cálculo começa a incluir uma reavaliação para baixo dos emergentes", afirmou.O destaque do dia foram as ações do bancos, que se sustentaram em território positivo na maior parte do dia, mas sucumbiram nos minutos finais do pregão. O Bradesco e o Itaú - este antecipando o cronograma, como fez o Unibanco na sexta-feira - divulgaram vigorosos balanços do terceiro trimestre. Mas o que acalmou os investidores foi a revelação de que as instituições não foram contaminadas pelos derivativos tóxicos.A recuperação do preço do petróleo no mercado internacional também ajudou a aliviar as perdas na Bovespa, no período da tarde, uma vez que amenizou o declínio das ações da Petrobrás. Mas o respiro durou pouco e a ação preferencial (PN) da Petrobrás acabou o dia com queda de 11,23%.

Guinada ao centro

Por Marina Dutra
no Diário da Manhã

Após a vitória de Antônio Gomide (PT) em Anápolis, o partido vai para o centro das atenções nas próximas eleições estaduais em 2010. Se no segundo turno Goiás estava com os olhos voltados para a cidade, nos próximos meses a notoriedade e administração de Gomide serão fatores decisivos para que PT concentre seus esforços na consolidação da aliança com PMDB. Líderes do PT acreditam que a força petista anapolina desenhou outro cenário mais estimulador ao partido: a tese de que a candidatura própria nas eleições estaduais se confirme, com o nome do principal interlocutor do governo Lula em Goiás: o deputado federal Rubens Otoni (PT), também irmão do grande vitorioso no terceiro maior colégio eleitoral do Estado. Por outro lado, líderes acreditam que o PT terá que ter trabalho maior de articulação em 2010, por ter deixado de lançar mão à candidatura própria nas eleições municipais, principalmente em Goiânia.Para petistas e peemedebistas, o novo eixo entre os dois já é dado como consolidado em 2010. No entanto, petistas que foram contra a aliança PT-PMDB nas eleições em Goiânia continuam com o mesmo discurso de que o PT deve se focar em torno de um único projeto. A vereadora Marina Sant’Anna, que foi contra a aliança dos dois partidos no começo do ano, afirma que PT tem obrigação de lançar candidatura própria. No início do ano, após a comprovação do PT rachado nas eleições em Goiânia, ela previa que a aliança com PMDB não duraria um mês. “O partido tem o direito de lançar proposta própria para Goiás. O PT tem experiência e não pode ficar fora do jogo.” Até cita que as discussões sobre o novo eixo em 2010 não podem ficar restritas somente para o ano que vem.
Vice
A exemplo do PMDB que já cogita o nome do prefeito reeleito Iris Rezende para se candidatar a governador, a vereadora atesta que o PT também tem este direito. Frisa também que a vitória de Gomide em Anápolis prova ao partido que ele tem condições de lançar candidatura própria. Acredita que, ao lançar um petista nas eleições de 2010, a relação entre PMDB e PT não ficará estremecida. Em 2006, o cenário nacional possibilitou que os dois partidos protagonizassem falta de sintonia, quando o PMDB havia confirmado intenção de lançar postulação própria à Presidência. É desta tese que o deputado estadual Luiz César Bueno sustenta seu discurso. Avalia que o rumo do novo eixo em Goiás dependerá do cenário político nacional nos próximos meses. Mais contido, considera que, se o PMDB demonstrar desejo de lançar candidatura própria à Presidência, o quadro em Goiás terá outro caminho. “Mas se o PMDB ficar como vice, a relação entre os dois partidos ficará cada vez mais consolidada, e refletirá aqui no Estado”, atesta. Menciona também dois quesitos essenciais que definirão a relação entre PMDB e PT, e possível postulação própria do PT nas eleições. “São dois caminhos que devem ser analisados, como aliança do PMDB e candidatura de Henrique Meirelles, porque vai depender de qual partido ele será.”O deputado estadual Humberto Aidar também concorda. Fala que as definições de aliança em nível de Goiás dependerão das articulações nacionais. Na avaliação dele, é difícil imaginar o desfecho no Estado, já que a aliança está praticamente consolidada, mas ao mesmo tempo o PT recupera o fôlego para se tornar protagonista em 2010. “Defendo a candidatura própria, mas ainda tem processo longo de união. O PT também não precisa necessariamente fazer aliança com o PMDB para ter nome próprio.” Defensor de postulante único no partido, Aidar também foi contra no início do ano à aliança entre PT e PMDB. Até alfinetou companheiros petistas que votaram a favor da união entre os dois partidos. Não esconde o desejo do nome de Otoni para 2010. Considera que embate nas eleições estaduais é maior do que as municipais e que deputado federal se cacifou com a vitória do irmão. “Gomide provou que partido tem estrutura. Ele terá que articular mais, e enfatizar mais relação com Lula, para se tornar maior ainda no partido.” Opositor à reeleição de Iris, o deputado Mauro Rubem também defende postulação própria do partido. Afirma que o PT deve se projetar neste ideal e estar aberto também às negociações, em especial, com a base aliada do governo federal. No momento, adianta que o PT, em Anápolis, deve fazer seu dever de casa, buscar composição forte na chapa, para estar preparado ao embate em 2010. “Gomide foi a grande surpresa em Goiás. O PT foi apoiado pelos eleitores e atestou que a candidatura própria deve ser discutida”, analisa. Cauteloso, Otoni prefere acreditar que o resultado em Anápolis certamente fortalece o PT no Estado. Diz que o desempenho na cidade coloca o partido no centro das decisões políticas em Goiás, mas pondera que é preciso maturidade e equilíbrio para definir o rumo nas eleições estaduais. “É importante lançar nomes novos e únicos para a disputa, mas lembro que ninguém ganha eleição sozinho. Antes de candidatura própria, é preciso garantir uma forte aliança com partidos políticos.”

Planalto retoma a reforma política

Por Vasconcelo Quadros
no Jornal do Brasil

Encerradas as eleições municipais, o governo vai agora se empenhar para viabilizar a reforma política já na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As articulações estão sendo coordenadas pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que colocou na internet (www.mj.gov.br), para consulta pública, cinco anteprojetos de lei e uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que virariam do avesso o atual sistema político.
O governo quer financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais, lista partidária, fidelidade, inelebilidade para candidatos com ficha suja condenados em segunda instância, mudanças nas regras de coligação e cláusula de barreira que avalie o desempenho dos partidos.
Prorrogada até 15 de novembro, a campanha da consulta pública aberta pelo Ministério da Justiça já contou com sugestões de cerca de 100 entidades da sociedade civil – entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – propondo alternativas aos projetos do governo, mas todas favoráveis à reforma política.
– Todos querem a reforma. A consulta tem a função de jogar o debate para a sociedade – diz o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovai. – É a primeira vez que o governo apresenta um conjunto de propostas sem impor nada. As sugestões que temos recebido vão ajudar a melhorar os projetos e fortalecer o papel do Congresso Nacional
O secretário diz que ao final da consulta, o Ministério da Justiça deverá alterar o texto das propostas do governo. Também poderá apresentar projetos para outras sugestões, como as que pedem o fim do atual modelo de escolha de suplentes de senador.
Há consenso de que a escolha dos chamados "senadores sem voto" – nomes são indicados pelo candidato e referendado pelos partidos, mas nem chegam a subir em palanque – está com os dias contados. As sugestões que chegam ao Ministério da Justiça e as propostas que tramitam no Congresso apontam para a necessidade de tornar suplentes os candidatos que perderam as eleições.

Colapso à vista

O ministro da Justiça, Tarso Genro, diz que se depender do governo, as eleições encerradas no domingo foram as últimas pelo atual sistema eleitoral. Segundo ele, a legislação atual entrou em colapso e não sobreviverá até 2010. Genro acha que a reforma é um imperativo e sua necessidade acabará se impondo pela necessidade dos próprios partidos políticos. Na visão do governo, as seis propostas submetidas a consulta pública fortalecem os partidos políticos e, ao brecar o abuso do poder econômico, vão acabar derrubando os altos índices de corrupção, o fisiologismo e o clientelismo.
– O empresário que financia um determinado candidato não faz isso por interesse político ou ideológico. Ele quer impor seus interesses econômicos – diz Abramovai. – A proposta do governo é simplesmente acabar com o financiamento privado de qualquer espécie.
A proposta deixa a definição de valores por conta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas estabelece três patamares de distribuição dos recursos: 1% para todos os partidos, 19% entre os que tiverem representação na Câmara e 80% aos que proporcionalmente tiverem maior número de deputados.
Pelo voto em lista partidária, a população passa a votar na sigla e os nomes dos eleitos saem de convenções com a participação de pelo menos 15% dos filiados. Na proposta de fidelidade, só há três hipóteses para se deixar um partido: perseguição interna, mudança radical no programa ou para fundar um novo partido. As coligações serão proibidas para eleições proporcionais para acabar com o uso de siglas de aluguel para aumentar o tempo de propaganda no rádio e na televisão.
Se depender do governo, 20% do tempo serão distribuídos entre todos os partidos e os outros 80% proporcionalmente ao número de deputados, mas nenhuma coligação poderá contar com espaço maior ao conquistado pela maior legenda. A cláusula de desempenho veda mandato ao partido que obtiver menos de 1% dos votos para a Câmara ou menos de um terço dos Estados e a inelegibilidade alcançará quem estiver condenado na segunda instância do judiciário.

Redutos de Gabeira tiveram maior taxa de abstenção no Rio

Por Italo Nogueira
na Folha de São Paulo

Na eleição mais apertada da história do Rio, as áreas em que Fernando Gabeira (PV) teve maior votação para a prefeitura foram também as regiões com maior taxa de abstenção -eleitores que não foram votar.A votação de domingo registrou a maior proporção de abstenções em eleições municipais do Rio desde o segundo turno de 1996, quando Luiz Paulo Conde venceu o atual governador Sérgio Cabral Filho.Foram 20,25% no domingo, contra 21,42% há 12 anos. As taxas foram, em 2000, de 16,43% e 18,65% (primeiro e segundo turno, respectivamente) e, em 2004, de 15,88%.As áreas onde Gabeira teve votação maior do que o prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) registraram o maior percentual de faltosos: na zona norte, foram 22,09% do eleitorado; na zona sul, 25,78%; e no centro, 27,07%. Nas três regiões, taxas são maiores que as de 2004.Essas regiões concentram apenas 24,11% do eleitorado carioca. No subúrbio e na zona oeste, áreas onde estão 75,89% dos eleitores e nas quais o peemedebista superou o verde, a abstenção foi de 19,73% e 17,90%, respectivamente.Para o cientista político Marcelo Burgos, a antecipação do feriado do Dia do Funcionário Público de hoje para ontem, por parte dos governos federal e estadual, fez crescer a taxa de abstenção. "Não é possível saber se Gabeira venceria ou não. Mas foi um elemento casuístico que interferiu na eleição."Para o professor da PUC-Rio, "as pessoas, infelizmente, pensam que o seu voto não vai fazer a diferença". "O eleitor se dá conta de que a obrigatoriedade do voto pode ser driblada, que é uma obrigatoriedade incapaz de constrangê-lo." Quem não votou deve justificar a ausência ou pagar uma multa de R$ 3,51.A antecipação do feriado por parte do governo estadual causou polêmica no segundo turno. Adeptos de Gabeira acreditam que a medida foi uma manobra do governador, pois este não teria um bom relacionamento com os servidores estaduais, que se recusariam a votar em Paes, seu afilhado político. A antecipação, no entanto, seguiu o calendário federal, definido no final do ano passado.Segundo Cabral, enxergar no ato uma manobra política é "má-fé", pois é o décimo feriado antecipado, segundo ele, em seus 22 meses de governo.A advogada Regina Martins lamentou não ter votado. Eleitora de Gabeira, ela acordou tarde no domingo e não conseguiu ir à sua zona eleitoral, no Méier (zona norte). "Acordei e olhei o relógio do computador, que não estava no horário de verão. Quando percebi, estava muito atrasada. Me senti muito culpada."

Prefeitos eleitos já prevêem redução dos investimentos

Na Folha de São Paulo

Eleitos com a promessa de realizar grandes obras nas suas cidades, futuros prefeitos de capitais de todo o país já se preparam para a possibilidade de cortar investimentos no próximo ano para enfrentar a crise econômica internacional.Os planos em estudo prevêem o contingenciamento de parte dos Orçamentos municipais de 2009, o adiamento de obras e a redução nas despesas de custeio. As áreas sociais, afirmam os futuros administradores, terão prioridade e não deverão ser afetadas.Em Belo Horizonte (MG), o prefeito eleito, Marcio Lacerda (PSB), disse que, apesar de ter feito um plano de governo "pé no chão" e sintonizado com o Orçamento "conservador" de 2009, promoverá ajustes se a crise econômica assim exigir. Eventuais cortes, afirmou ele, deverão ser feitos em obras.Segundo Lacerda, o Orçamento de 2009, de R$ 6,1 bilhões, leva em conta um crescimento econômico nacional de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto). "Se [o crescimento] for menor, da ordem de 3%, será preciso fazer algum ajuste", disse. "Alguma obra terá de ser postergada, mas sem prejuízo das ações sociais", afirmou.O Orçamento de 2009 encaminhado ao Legislativo de BH reserva cerca de R$ 1,5 bilhão para obras. Lacerda disse que vai adequar a situação de curto prazo ao planejamento sem a necessidade de "choques".Em Curitiba (PR), a prefeitura, comandada pelo prefeito reeleito Beto Richa (PSDB), elaborou um plano de contingência que prevê a retenção de ao menos R$ 50,4 milhões no Orçamento de 2009, caso a crise se instale no país. Entre as possíveis medidas, estão o adiamento de licitações e o corte de despesas de custeio.Em Porto Alegre (RS), o contingenciamento de investimentos previstos no Orçamento do próximo ano também já está decidido. O prefeito reeleito, José Fogaça (PMDB), só não definiu ainda o tamanho do ajuste e as áreas que serão atingidas. A decisão só deverá ser conhecida em dezembro.Em Recife (PE), o prefeito eleito, João da Costa (PT), disse que a perspectiva do seu primeiro ano de administração é de redução de gastos. Costa também afirmou que, se necessário, fará ajustes e criará um plano de contingência para controlar as despesas.Segundo ele, ainda não há definição das áreas que poderão sofrer cortes. "Em novembro, vamos reunir as equipes de transição e avaliar a situação, porque ainda não há um quadro consolidado", declarou. Costa acredita que os investimentos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) poderão compensar as eventuais perdas de arrecadação.Em Salvador (BA), o prefeito reeleito, João Henrique Carneiro (PMDB), disse que não se precipitará para tomar decisões, mas confirmou que adotará medidas se necessário. "Se a crise chegar forte ao Brasil, vamos ter que cortar gastos, mas é preciso esperar para ver o que vai acontecer", afirmou.Em Fortaleza (CE), a perspectiva de a crise atingir a economia local ainda não afetou o projeto de lei orçamentária enviada pela prefeita reeleita, Luizianne Lins (PT), à Câmara Municipal. O projeto prevê gastos 15,48% maiores do que os previstos para 2008, totalizando R$ 3,4 bilhões.