quarta-feira, 16 de abril de 2008

Base cochila e oposição convoca Dilma para explicar dossiê

Por Rosa Costa
no Estado de São Paulo

Desta vez, a oposição foi direto ao ponto. Irritada com a manobra da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que adiou seu comparecimento ao Senado, parlamentares oposicionistas aproveitaram novo cochilo da base aliada e a convocaram para depor na Comissão de Infra-Estrutura sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A convocação de ontem foi o primeiro capítulo de uma blitz. Há dois novos requerimentos no arsenal dos senadores do PSDB e do DEM que ainda serão apresentados, um para depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e outro na Comissão de Meio Ambiente (CMA).Há menos de duas semanas, a Comissão de Infra-Estrutura convocou Dilma com o objetivo oficial de ouvi-la sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sobretudo sobre uma de suas obras, a usina de Belo Monte, no Pará. Na ocasião, a oposição avisou que a interrogaria também sobre o dossiê. O depoimento para falar do PAC deveria ocorrer hoje, mas foi adiado pela ministra.De iniciativa dos senadores tucanos Flexa Ribeiro e Mário Couto, ambos do Pará, a aprovação dos requerimentos em votação simbólica só foi possível porque nenhum dos aliados fiéis do governo acompanhava os trabalhos da comissão.A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), acusou os colegas de promoverem "golpes" para levar Dilma ao Senado. "Nesta comissão temos de acompanhar qual é o próximo golpe da oposição", atacou. Ironizando o cochilo dos governistas, Mário Couto os comparou a camarões "que dormem fora de hora e são levados pela maré".O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), tentou cancelar a primeira convocação, alegando que o tema está fora das atribuições da comissão. Tentou ainda transformar a convocação do dia 3 em "convite", procedimento que não está previsto no regimento do Senado. Para que o convite pudesse ocorrer, seria necessário acordo de todos os membros da comissão.Ambos os requerimentos de Jucá foram rejeitados pelo presidente da comissão, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), sob a alegação de tratarem de "matérias vencidas". Surpreendido, o líder anunciou que recorrerá ao plenário. Ameaçou ainda "esterilizar" as comissões presididas pela oposição, retirando delas os representantes da base governista. O procedimento seria inédito.
BOA CONVIVÊNCIA
A discussão na Comissão de Infra-Estrutura - convocada para sabatinar o candidato ao cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Júnior - mostrou o empenho dos governistas em manter Dilma longe da oposição. Em nome da boa convivência, Jucá pediu a Mário Couto que retirasse seu requerimento. Ele se recusou a fazê-lo.Pelo regimento, a ministra tem até 5 de maio para atender à primeira convocação. O líder do governo reiterou ontem que ela só estará disponível depois do dia 29 de abril - às vésperas do feriado de 1º de maio, quando a Casa estará esvaziada.O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), alegou que a oposição está se valendo de recursos "absolutamente regimentais" para ouvir Dilma e negou qualquer estratégia de trazê-la "na marra" ao Senado. Ele disse não entender os motivos que levam a ministra a "não querer aprofundar suas explicações".Os dois requerimentos que ainda devem ir a votação são de autoria do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Eles defendem o comparecimento de Dilma ao Senado "diante das gravíssimas denúncias veiculadas nos órgãos de comunicação sobre a participação de seus subordinados na fabricação de um dossiê para intimidar os parlamentares de oposição e o Congresso".

Cartão corporativo usado até em casa de striptease

Por Adriano Ceolin e Andrezza Matais
na Folha de São Paulo

O cartão corporativo do governo federal foi usado para pagar uma conta de R$ 148 em uma casa noturna em Salvador (BA) chamada Tchê Bar Night Club.Segundo comerciantes vizinhos, no local são realizados shows de striptease.De acordo com dados da CPI dos Cartões, o fiscal Jorge Pinheiro, da Superintendência Federal de Agricultura e Abastecimento na Bahia, usou o cartão corporativo na boate no dia 10 de março de 2005. Em entrevista à Folha por telefone, ele disse que cometeu "um equívoco" e que devolveu o dinheiro."Por equívoco, eu utilizei o cartão, que não era para ser usado porque não estava viajando. Usei de forma equivocada porque ele [o cartão] é totalmente igual ao meu cartão particular", disse. "Como o local tem problema de iluminação, usei por engano."A reportagem pediu que Pinheiro encaminhasse por fax um comprovante do reembolso. "Eu tenho cópia. Tenho tudo. Claro que eu não iria ficar numa situação dessa sem cópia para comprovar", afirmou o servidor. Até o fechamento desta edição, o documento não havia sido encaminhado.Pinheiro disse, num primeiro momento, que se tratava de um "restaurante". Depois, afirmou que não se lembrava de como era o local e não soube precisar em que data devolveu o dinheiro.O fiscal pediu que a reportagem entrasse em contato com o "setor financeiro" da superintendência. "Sou superior de Jorge Pinheiro e desconheço qualquer problema com o cartão dele", disse o superintendente substituto, Paulo Lima.O superintendente pediu que os dados fossem checados com a CGU (Controladoria Geral da União).Até o fechamento desta edição, porém, a reportagem não obteve resposta. A Folha procurou os responsáveis pela boate em Salvador, mas também não conseguiu contato.

Governo endurece regras de repasse a ONGs

Por Leila Suwwan e Marta Salomon
na Folha de São Paulo

Por meio de decreto, o governo alterou novamente ontem regras para repasse de dinheiro público a organizações não-governamentais. Embora tenha antecipado em pouco mais de dois meses a vigência de algumas medidas, como a proibição de contratar ONGs ligadas a parentes de servidores públicos e políticos, o presidente Lula revogou a exigência do prazo de 30 dias para a prestação de contas dessas entidades.O pacote de medidas anunciado depois do escândalo da compra de ambulâncias a preços superfaturados entraria em vigor em julho, mas foi parcialmente antecipado pelo decreto publicado ontem no "Diário Oficial" da União e na seqüência de novos indícios de irregularidades, desvios e favorecimentos políticos apontados pelo TCU (Tribunal de Contas de União) e nas investigações da CPI das ONGs no Congresso.Desde ontem, entraram em vigor regras como a proibição de convênios com entidades cujos dirigentes são autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, servidores públicos das pastas responsáveis pelos contratos ou seus familiares diretos. Também são vedados contratos inferiores a R$ 100 mil com Estados e municípios.O decreto original, editado em julho do ano passado, foi uma reação a irregularidades flagradas pela Operação Sanguessuga. Antes mesmo que as regras entrassem em vigor, auditores do TCU apontaram brechas nas medidas.A Folha revelou na última semana irregularidades em contratos com entidades, como o Instituto Xingó e a Associação Nacional de Bares e Restaurantes e alguns petistas. A primeira entidade é dirigida pelo tesoureiro do PSB de Pernambuco e teve mais de R$ 11 milhões liberados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, da cota do partido na Esplanada. Convênios assinados pelo Ministério do Turismo com a Abrasel, uma entidade de classe, foram considerados contrários ao interesse público.Antes disso, foram reveladas ligações políticas em entidades com convênios do Ministério do Trabalho (PDT), do Ministério dos Esportes (PC do B) e da Secretaria da Pesca (PT de Santa Catarina).Auditores do TCU recomendam a exigência de seleção pública para a escolha de ONGs. O decreto do governo trata a seleção pública como uma opção. Tampouco há proibição ou necessidade de revelar ligações a partidos políticos nos cadastros que serão exigidos.A previsão no ano passado era que as regras para aumentar o controle sobre o dinheiro repassado a ONGs valeriam a partir de janeiro deste ano. Mas um segundo decreto de Lula adiou a entrada em vigor para julho, já no período de três meses antes das eleições municipais em que a assinatura de convênios fica suspensa.As regras mais importantes para a fiscalização e controle das ONGs só entrarão em vigor em julho. É o caso do sistema informatizado de acompanhamento dos contratos e repasses às entidades e da exigência de que as ONGs façam "no mínimo" uma cotação de preços e siga princípios de "impessoalidade, moralidade e economicidade" antes de comprar bens ou contratar serviços.Repasses para Estados, municípios e entidades sem fins lucrativos consomem cerca de R$ 140 bilhões por ano dos tributos arrecadados pela União.Segundo o Ministério do Planejamento, a antecipação ocorreu para realizar a primeira etapa de funcionamento do "Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse". Esse sistema será público a partir de julho.

Base e oposição fazem acordo na CPI para "salvar" ministros

Por Andrezza Matais e Adriano Ceolin
na Folha de São Paulo

Surpreendido por uma rebelião na base aliada e acuado com a ameaça de ter de enfrentar uma nova CPI dos Cartões Corporativos, esta só no Senado, o PT fechou ontem acordo que assegurou à oposição acesso a parte dos dados sigilosos da Presidência da República e que ex-ministros do governo Fernando Henrique não serão convocados a depor se nada for encontrado contra eles.Em troca, a oposição vai postergar a instalação da CPI do Senado, que teria como foco o governo Lula, e retirar da pauta a votação de requerimentos que obriguem os governistas a se exporem votando contra.A lista de requerimentos incluía a convocação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dos ex-ministros de FHC Raul Jungmann (Desenvolvimento Agrário), Paulo Renato (Educação) e Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil), além da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), da filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro da Silva, e do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). Pelo acordo, todos serão poupados."Não se convida ex-ministro de um lado ou ministro de outro. Pode ser que a gente chegue a esse tipo de entendimento em função da possibilidade de andamento dos trabalhos", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).Em reunião entre a base e a oposição, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), coordenador da base na CPI, deu a senha: "Se é para ir para o enfrentamento, temos o Serra para convocar".O PT aceitou ainda dividir a relatoria com quatro outros deputados, dois da oposição. As mais importantes -de sistematização e fiscalização dos gastos- ficarão com a base aliada. As de mecanismos de controle e aprimoramento de fiscalização, mais propositivas, com deputados da oposição. Também será pedido ao general Jorge Félix (Gabinete da Segurança Institucional) que defina caso a caso o que é sigiloso.Esse acerto irritou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que só foi informada do acordo depois de fechado. A Folha apurou que, em reunião com parlamentares da base na CPI, a senadora disse que a divisão da relatoria enfraquece o poder do relator, Luiz Sérgio (PT-RJ), e já criou problemas para o governo em outras CPIs.
Dados sigilosos
O acordo também prevê o acesso da CPI a dados sigilosos da Presidência que estão no TCU (Tribunal de Contas da União). Requerimentos nesse sentido já foram rejeitados pela base, que ontem mudou de posição depois de ter sido informada pela Casa Civil de que não há nada de comprometedor. Além disso, o TCU teria apenas 2,6% dos dados sigilosos da Presidência.Os documentos referem-se a datas específicas solicitadas pelos técnicos do tribunal do final de 2002 até o início de 2003. "Eles entregaram os anéis", disse a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).O acordão foi costurado em meio a reunião da CPI ontem, sem a presença dos jornalistas.Antes de fechar o acordão, o PT contornou rebelião na base. Os deputados Carlos Willian (PTC-MG), João Magalhães (PMDB-MG) e Marcelo Melo (PMDB-GO) disseram que não votariam com o governo.A queixa é que deputados do PT têm definido no Planalto, com o ministro José Múcio (Relações Institucionais) e o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, orientações da CPI, não se expõem para defender o governo, e, depois que os três fazem o serviço, vão ao Planalto "cantar vitória".

terça-feira, 15 de abril de 2008

Papa nos Estados Unidos


Da Folha online

O papa Bento 16 desembarcou na tarde desta terça-feira na base aérea Andrews, nas imediações de Washington, nos Estados Unidos, em sua primeira visita ao país depois como pontífice. Durante a visita, ele deve tentar reverter as críticas à Igreja Católica causadas por escândalos sexuais envolvendo religiosos.
Em um gesto raro, o presidente George W. Bush recepcionou o papa em sua chegada na base aérea em Washington. A agenda de Bento 16 na capital dos EUA inclui uma reunião com Bush na Casa Branca, encontros com bispos e um discurso em um estádio de beisebol. Nesta terça-feira, no avião rumo aos EUA, o papa disse que escândalos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos americanos são "uma vergonha" e representaram "um grande sofrimento para os EUA", "para a igreja" e para ele, pessoalmente.
"Não entendo como puderam acontecer", acrescentou o papa, em afirmações feitas aos jornalistas que o acompanharam no avião que o levou à sua primeira visita aos EUA como chefe da Igreja Católica. Bento 16 ficará nos EUA até o próximo domingo (20).
"Quando leio as histórias das vítimas parece impossível entender como pôde acontecer que um sacerdote traia sua missão de dar incentivo e o amor de Deus a estas crianças", disse Bento 16.
Foi após essa frase que o papa qualificou como uma "vergonha" esses atos e acrescentou: "Agora temos de fazer tudo o possível para que isto não volte a acontecer".
O pontífice disse que, para evitar casos como estes, a igreja atuará em vários níveis: "Colocando regras, reconciliando-se com os católicos e com uma boa formação dos sacerdotes". Bento 16 ressaltou que se referia à pedofilia e não à homossexualidade.
O papa lembrou também que agora a Igreja conta com normas e que nenhuma pessoa pode ser sacerdote "se for pedófilo". Ele ressaltou que "é preciso fazer justiça às vítimas".


Agenda


O avião que levou Bento 16 aos EUA--um Boeing 777 da companhia Alitalia-- decolou do aeroporto de Fiumicino, em Roma, às 12h locais (7h de Brasília).
Durante sua viagem ao país, Bento 16 vai celebrar missas em estádios de Washington e Nova York, visitar o marco zero [área onde ficavam as torres do World Trade Center destruídas nos atentados de 11 de setembro de 2001], encontrar com representantes de outras religiões e fazer um discurso na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Ele também fará aniversário durante a viagem, completando 81 anos nesta quarta-feira (16).
Além de ser recebido hoje por Bush e pela primeira-dama Laura na base aérea, Bento 16 será recebido nesta quarta-feira na Casa Branca, em Washington, onde deve fazer um discurso. A agenda do dia inclui encontros com membros da Igreja Católica e desfiles em carro panorâmico em alguns percursos.
No dia seguinte, quinta-feira (17), ele vai celebrar uma missa no Estádio Nacional de Washington. Segundo a agência de notícias Efe, a arquidiocese de Washington emitiu 46 mil ingressos para a celebração. Durante o dia, o papa também vai se reunir com representantes da Igreja Católica e de outras religiões.


ONU


Na sexta-feira (18), Bento 16 embarca para Nova York, onde pronunciará um discurso na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Entre as atividades do dia, o papa também terá um encontro ecumênico na igreja de St. Joseph.
No sábado (19), o papa celebra uma missa com os sacerdotes, religiosos e religiosas na Catedral de St. Patrick, almoçará com bispos da arquidiocese e encontrará com jovens e seminaristas.
No domingo (20), último dia da viagem de Bento 16 aos EUA, o papa visitará o marco zero e também vai celebrar uma missa no estádio dos Yankees. Ele embarca para Roma à noite.


Segurança


Esta será a primeira viagem do chefe da Igreja Católica aos EUA desde os atentados de 2001 e a segurança é muito mais rígida que durante a visita do antecessor, João Paulo 2º, ao país.A polícia trabalhará em estreita colaboração com os serviços secretos e membros da Guarda Suíça, responsáveis pela proteção do papa, durante os seis dias da estadia do pontífice.
O número de oficiais não foi revelado, mas a polícia anunciou que incluirá homens-rã no East River, franco-atiradores nos terraços, helicópteros e carros blindados.
Ao contrário da primeira visita do João Paulo 2º ao país, que em 1979 presidiu uma missa em parque aberto no sul de Manhattan, a entrada dos eventos será estritamente controlada. Além da verificação das identidades, serão instalados detectores de metais em todos os eventos da visita.
Os grandes desafios para a polícia serão a missa do papa em dois estádios, em Washington em 17 de abril, e no estádio dos Yankees, em Nova York, três dias mais tarde.
A segurança nos dois locais será grande, com ingressos de entrada intransferíveis com códigos de barra. O FBI exige que os fiéis compareçam seis horas antes do início das cerimônias.

Relembrando Lula

Lula e as viagens de Fernando Henrique Cardoso em 1997:

Ao viajar, dizendo que está trabalhando, mas fazendo campanha, o Fernando Henrique desloca com ele todos os jornais, rádios e televisões. Todo mundo fica sabendo onde ele esteve, fazendo o que e pronunciando qual discurso. Concorrer com ele, ou melhor, contra um presidente exercendo o mandato, é uma briga desigual.

Epa!

Pô! Faz tempo que não falo nada sobre o que estou lendo. Se minha memória não falhar acho que só falei de um livro, uma biografia de Heitor Villa-Lobos. Já li este livro. Depois li outros. Neste final de semana terminei de ler Noites Tropicais de Nelson Motta (meu exemplar é autografado). Agora estou lendo Pasquim e os anos 70 de José Luiz Braga. Realmente é mais pra epa que pra oba. O autor analisa o semanário revolucionário que incomodou gentes e governos no final dos anos 60, passando pelos 70 e acabando nos 80. Mostra também que nem de risos viveu o Pasquim. Além de falta de dinheiro tinha também falta de entendimento gerando vários afastamentos. Sem contar a pressão dos milicos, da prisão de seus integrantes. Por enquanto o livro está me agradando. Vamos ver até o final.
Epa! Antes de terminar este post é bem interessante fazer uma observação. Na época do Pasquim era obrigação ser oposição ao governo. Hoje, ser oposição ao governo é golpismo, manipulação, é entrar no jogo da Rede Globo e da revista Veja contra Lula. Vamos relembrar do Pasquim. Mas vamos esquecer Ziraldo, o cara que acha que o Brasil deve muito a ele. Ele fala oba! Eu falo epa!

Assim como Jamanta não morreu

Ninguém sabe responder o porquê do governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho ter rompido com o senador Marconi Perillo. Os aliados falam que os dois estão unidos, mas os fatos mostram o contrário. Previamente programado para receber o governador de Minas Gerais Aécio Neves na quinta feira passada, Cidinho preferiu tomar café da manhã com o prefeito de Goiânia Íris Rezende (que sempre foi adversário do Tempo Novo de Marconi e Cidinho). Foi uma prova concreta de que o Tempo Novo acabou.
Cidinho, a cada dia que passa, está mais lulista do que nunca. Elogia Lula, recebe aliados de Lula e prefere dividir palanque com outros lulistas ao invés de prestigiar eventos dos seus até então aliados. Durante a campanha eleitoral de 2006 Cidinho não deu o apoio total à candidatura de Geraldo Alckmin no segundo turno das eleições presidências. Alckmin ganhou de Lula no primeiro turno. No segundo, o fundador do Foro de São Paulo venceu o Picolé de Chuchu.
Desde 2006 que Cidinho e Marconi não falam a mesma língua. Desde 2007 que Cidinho fala em crise financeira. Desde então marconistas e cidistas brigam entre si ou para manter os cargos que possuem, ou esconder para debaixo do tapete as trapaças praticadas pelo Tempo Novo.
Sem dinheiro no caixa, Cidinho corre para a barra da saia de Lula. Por quê? Por que Cidinho está tão preocupado com dinheiro se Marconi Perillo entregou um estado totalmente excelente, sem nenhuma dívida, tudo em dia? Aí tem coisa. Será que um dia saberemos a verdade? Sei não. Só sei que Cidinho está mais lulistas que nunca e Marconi tenta mostrar que o tal Tempo Novo não morreu. Assim como Jamanta não morreu, o Tempo Novo continua mais vivo do que nunca.

Lulistas querem terceiro mandato

Os lulistas bolivarianos falam que é culpa da imprensa a possibilidade do terceiro mandato para Lula estar em evidência. Vejam que são os lulistas bolivarianos que falam, que discutem, que tentam alterar a Constituição, na busca de deixar Lula por muito mais tempo no poder. Foram eles que começaram com isso!

Colando no PAC e o golpismo do terceiro mandato

Por Simone Iglesias
na Folha de São Paulo

O encontro da Direção Nacional do PT com prefeitos, ontem em Brasília, se transformou em ato de desagravo à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que municiou os petistas às eleições municipais deste ano com informações sobre andamento e prazos das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).No encontro, a direção da sigla orientou os prefeitos a "colarem" na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a "nacionalizarem" a campanha.Os cerca de 150 prefeitos que estavam na reunião aprovaram moção simbólica apresentada pela prefeita de Santarém (PA), Maria do Carmo, em solidariedade a Dilma, envolvida no caso do dossiê. "Há questões que têm de ser apuradas. Mas sempre se percebe que por ser mulher ela se torna um alvo fácil."Dilma ouviu também apelos para que concorra à sucessão de Lula. Segundo apurou a Folha, ela não fez nenhum comentário, apenas sorriu. Após o término da reunião, ficou por cerca de 30 minutos tirando fotos ao lado dos prefeitos.A ministra apresentou o PAC como programa que tem compromisso com o interesse público e como modelo que possibilitará distribuição de renda com igualdade de oportunidades. Ela disse ainda que a ampliação do crédito para consumo demonstra que o crescimento no país é sustentado, e não é "o vôo da galinha". Dilma afirmou aos prefeitos que entregará a eles hoje cartilha com as principais obras do PAC.No encontro, o primeiro para discutir as eleições com os prefeitos, a direção do PT orientou os prefeitos para que falem do PAC, porque representa "programa de governo" com reflexos diretos nas cidades.A direção pediu que, nos municípios em que haverá disputa com partidos governistas, não ocorra enfrentamento a ponto de comprometer as relações nacionais. Também disse aos prefeitos que pediu a Lula que reserve parte de sua agenda para participar das campanhas.À tarde, os participantes receberam uma pasta com resultados positivos de programas do governo federal nas cidades.Os prefeitos também discutiram um terceiro mandato para Lula. A proposta foi sugerida pelo prefeito de Recife, João Paulo, que voltou a defender uma gestão de cinco anos com possibilidade de nova reeleição.Na reunião fechada, ele disse, segundo a Folha apurou, que o presidente "fez a maior revolução social do país" e que deveria concorrer novamente.A manifestação recebeu aplausos, mas não avançou a ponto de garantir um movimento pró-terceiro mandato. Depois de João Paulo, João Coser, de Vitória, criticou a proposta dizendo que "não é momento de discutir o assunto".O único prefeito que disse apoiar o terceiro mandato foi Sérgio Stasinski, de Gravataí (RS). "Deveríamos ao menos deixar a população se manifestar por meio de um plebiscito."O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse respeitar a posição de João Paulo, mas afirmou que não concorda com a idéia.

Para a PF, Casa Civil montou dossiê sobre gastos de FHC

Por Andréa Michael
na Folha de São Paulo

A base de dados montada dentro do Palácio do Planalto com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso é um dossiê. Essa é a avaliação do delegado da Polícia Federal encarregado dessa investigação. Segundo a Folha apurou, a equipe de Sérgio Menezes concluiu que a Casa Civil não adotou um padrão técnico para o levantamento das despesas tucanas e não respeitou previsões legais relacionadas aos trâmites de documentos.O material foi vazado a conta-gotas à imprensa em fevereiro, quando o governo Lula tentava impedir a instalação da CPI dos Cartões Corporativos.Há quase um mês, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nega a denominação de dossiê para o trabalho feito por sua equipe. As negativas ocorrem apesar do formato de organização das informações (extraídas sem justificativa do arquivo morto da Presidência), das observações com viés político contidas no documento e de os gastos do ex-presidente terem sido lançados numa base paralela ao sistema oficial de controle de suprimento de fundos.O delegado Sérgio Menezes, que há uma semana investiga o caso, disse a interlocutores que o levantamento feito pela equipe de Dilma constitui um dossiê porque não seguiu o trilho normativo previsto no decreto 4.553, de dezembro de 2002, que dispõe sobre a "salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, no âmbito da administração pública".Em primeiro lugar, a PF buscará saber se, como prevê o decreto, a Casa Civil criou uma Comissão Permanente de Avaliação de Documentos Sigilosos, que deve, entre suas atribuições, analisar periodicamente a documentação secreta produzida na repartição, determinar o destino de tais papéis e autorizar o acesso aos documentos reservados.O decreto também sugere o uso de chaves de segurança (senhas) e de criptografia nos sistemas informatizados nos quais estão arquivados dados considerados sigilosos -o que a PF acredita não ter sido observado no acontecido.Com base no artigo 37 do decreto, a PF vai buscar os responsáveis e definir eventuais punições. Diz o seu parágrafo 1º: "Todo aquele que tiver conhecimento, nos termos deste decreto, de assuntos sigilosos, fica sujeito às sanções administrativas, civis e penais decorrentes da eventual divulgação dos mesmos".Até a conclusão desta edição, a assessoria de imprensa da Casa Civil não respondeu aos recados deixados pela Folha.O dossiê contém informações sobre gastos com bebidas alcoólicas, entradas de cinema para seguranças que serviam à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, além de pagamentos feitos a Roberta Sudbrack, chefe de cozinha do governo FHC.Antes de definir em qual prática irregular ou ilegal poderá enquadrar os responsáveis por fazer o dossiê e por seu vazamento, a PF buscará desvendar a motivação dos atos.Na semana passada, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que não é crime montar dossiês. Crime, disse, é funcionário público vazar dado sigiloso.Reportagem da Folha informou que o Planalto cogita admitir publicamente que fez um dossiê para comparar gastos do casal FHC com os gastos de Lula e Marisa Letícia para se prevenir contra eventuais revelações incômodas da PF.Hoje deve ficar pronta a perícia nos sete computadores que a PF apreendeu na Casa Civil (cinco laptops e dois de mesa). Ela deve mostrar quem acessou os dados do dossiê, quem o elaborou, trocas de e-mails e até eventual alteração de informações. É com base nisso que a PF definirá a lista de quem será ouvido. A PF tem, no total, 30 dias para concluir o inquérito.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A UNE virou piada

No governo Lula a UNE virou piada. Nem passa perto do que ela era nos governos anteriores. Como Lula a sustenta, a UNE não o atrapalha. A UNE não colocou o bloco na rua quando os mensaleiros petistas foram flagrados. A UNE apóia Lula e não tem vergonha disso. A UNE não tem vergonha de ser governista.
Leio que a entidade vai fazer protestos na quinta feira que vem. A UNE fazendo protestos? Só pode ser piada. Os velhos que ali estão, de tanto mamar nas tetas do estado, nem se lembram como fazer protestos. Quem sabe alguém da Casa Civil não publica uma cartilha para os palhaços?

Eles começaram a explorar as reservas de Tupi?

Quer dizer que encontraram uma reserva de petróleo maior que a de Tupi. Que interessante, não é mesmo? Já estou imaginando os lulistas-bolivarianos soltando rojões. Mas fica a pergunta: será que o governo já começou a extrair petróleo da bacia de Tupi? Sei lá. Esses nacionalistas do pau oco dão essas notícias e nem falam pra gente o quanto que a Petrobrás já começou a tirar destes campos enormes nunca vistos na história destêpaiz.

domingo, 13 de abril de 2008

E o São Paulo ressuscitou

E o São Paulo ressuscitou. Quem diria. Muitos não acreditavam que o São Paulo venceria o Palmeiras. E venceu. Venceu por 2 a 1. Alex Silva voltou com tudo e recompôs com Miranda a zaga maravilhosa do ano passado. Apesar do pênalti que ele provocou. Finalmente a zaga está armada. O São Paulo precisa melhorar na hora do passe, procurar não errar passes.
Agora quem tem a vantagem do empate é o São Paulo. Mais descansado, mais organizado, vamos ao Palestra Itália tentar mais uma vaga na final do Paulistão. Finalmente o São Paulo ressuscitou. E ressuscitou na hora certa.

Uma pergunta

Por que o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, e o senador Marconi Perillo estão distantes? Aconteceu alguma coisa grave que nós não sabemos (e será que um dia saberemos?)

No arquivo tem coisa

Publiquei aqui no blog algumas reportagens da Folha de São Paulo de 1997 que mostravam as opiniões de alguns lulistas bolivarianos sobre o projeto de reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Lula achava que este projeto era uma amostra do autoritarismo de FHC. Olhem lá no arquivo.

Defendendo o golpismo

Quem diria. Um dos filhos da Dona Zélite defende um terceiro mandato para Lula. Numa entrevista para a Folha de São Paulo de hoje o empresário Lawrence Pih defende a tese de que Lula poderia disputar um terceiro mandato. Ele acha que o projeto lulista não está completo. Quem diria. Um filho da Dona Zélite querendo que Lula continue mais tempo no poder. É a tese golpista disseminada pelo lulismo bolivariano de que muito foi feito e muito tem que ser feito. Abaixo coloco um trecho da entrevista. É triste ver que o pensamento único esteja prevalecendo no país. Muitos querem que continue do jeito que está. Ninguém sabe como estará a economia daqui a um dia imagine daqui a quatro anos. Ninguém sabe se a crise na economia dos Estados Unidos irá se espalhar pelo mundo todo. Mas, aqui no Brasil, já se sabe que os lulistas bolivarianos, a base aliada e até os empresários (tão odiados pelo lulismo bolivariano num passado não muito distante) defendem um terceiro mandato para Lula. É a defesa do golpismo lulista. Ah, mas não vamos deixá-los em paz nem um segundo se quer.

FOLHA - Empresários querem o terceiro mandato? O sr. é voz isolada?
PIH - Muitos estão tendo resultados expressivos, estão vendo a estabilidade econômica e que o governo conduz com seriedade a economia. Acham que não seria ruim continuar as coisas como estão. Não dizem que apoiariam um terceiro mandato, mas veriam com bons olhos que as coisas fiquem como estão. Não têm do que reclamar.

Esperemos amanhã

Assisti uma parte do primeiro jogo da semifinal entre Ponte Preta e Guaratinguetá. Como acabou a primeira fase em primeiro lugar, o Guaratinguetá tinha além da vantagem do empate nos dois jogos o favoritismo. Perdeu de 1 a 0. Será que os favoritos vão perder neste primeiro jogo da semifinal? Seria uma chance para aqueles que pelejaram para ultrapassar a primeira fase e só se classificaram na última rodada? Espero que sim. Se os favoritos vão perder espero que o Palmeiras perca amanhã para o São Paulo. O time do Palestra Itália está inteiro enquanto que o meu tricolor do Morumbi está esfacelado. Seria uma chance? Será que a derrota do Guaratinguetá para a Ponte Preta seria um aviso, um alerta, uma luz no fim do túnel? Espero que sim. Esperemos amanhã.

sábado, 12 de abril de 2008

Fala o fundador do Foro de São Paulo

Disse o fundador do Foro de São Paulo, ontem, na Holanda: Em política internacional, a gente não dá palpite nas coisas dos outros. Não é só invadir o território, não é só invadir as águas não. É não dar palpite. Se a gente tomar conta do nosso terreiro com muito carinho, já é bom demais. Se a gente, além do nosso, quiser dar palpite no dos outros, começa a ter uma interferência muitas vezes desnecessária. Este é Lula, o amigo das Farc. Ele não quer participar da operação de libertação de Ingrid Betancour. Claro que ele não quer. Como fundador do Foro de São Paulo, Lula dá todo o apoio aos terroristas-traficantes das Farc.

"Sempre foi assim"

É só buscar nos arquivos. É só fazer uma pesquisa nas edições anteriores dos jornais e das revistas. Sempre que um lulista bolivariano é pego com a mão na massa, ele se defende dizendo que outros antes dele foram pegos também com a mão na massa. O petismo se defende acusando os outros, principalmente seus adversários.
No auge do mensalão, Lula deu uma entrevista comentando a crise do seu governo. Ele disse que o PT fez o que sempre foi feito sistematicamente nestêpaiz. Quando os lulistas bolivarianos são flagrados roubando esquecem daquele discurso ético de um passado não muito distante.
Ontem, Tarso Genro (sempre ele) disse que fazer dossiê não é crime e que todo mundo faz isso. É mesmo? Será que ele sabe de algum outro governo que fez dossiê contra este e aquele político? Bem que ele poderia revelar para gente. Bem que ele poderia apontar o dedo e dizer que este e aquele político produziu um “banco de dados” com informações sigilosas dos seus adversários. Será que ele tem coragem?
O petismo sempre acusa os adversários e a imprensa quando são flagrados cometendo algum crime. Sempre foi assim. É só buscar nos arquivos. É só fazer uma pesquisa nas edições anteriores dos jornais e das revistas. A imprensa é sempre perseguida pelos aloprados quando estes têm seus crimes revealdos. A culpa cai agora em quem revelou o dossiê. Quem produziu, quem armou, quem coordenou por debaixo dos panos a busca pelos gastos do governo Fernando Henrique Cardoso continua livre, leve e solto. Na Era Lula só se dá bem quem comete crime. “Sempre foi assim” dizem eles. Dizem isso na maior cara dura.

O mal é contagioso

Ontem eu estava conversando com uma amiga. Ela perguntou minha opinião sobre o assassinato da menina Isabela em São Paulo. Disse a ela uma frase do livro Bufo & Spallanzani de Rubem Fonseca: Um crime nunca existe isolado, em estado de pureza. Em volta dele gravitam outras ações e omissões delituosas, uma constelação de vilanias e torpezas. O mal é contagioso. É isso. Existem muitas coisas envolvendo o assassinato e que nunca saberemos o que de fato aconteceu. Mas, uma coisa é certa: em volta de um crime gravitam omissões e vilanias. O mal é contagioso.

"A vida após a vida" por Roberto Pompeu de Toledo

O senhor D., de 95 anos, choca-se toda vez que vê, na televisão, notícia da morte da menina Isabella. Não que se choque com novos desenvolvimentos do caso. Como não se lembra do noticiário do dia anterior, e nem mesmo, quando chega a hora do noticiário da noite, daquele que viu à tarde, a cada noticiário trava conhecimento do caso pela primeira vez. A cada vez um choque novinho em folha. D. mora com a filha e o genro. A mulher já morreu há alguns anos. A filha chama-se Luíza, mas ele a chama de Ana, que era o nome da mulher. A família já se acostumou às confusões que povoam a mente de D. e em geral não se dá ao trabalho de corrigi-lo. Contra essa confusão específica, porém, o genro costuma se insurgir. "Se esta aqui é a Ana, que estou fazendo eu nesta casa?", pergunta.
A senhora T., de 87 anos, passa horas lendo a mesma página do mesmo livro. Sentada à mesa, acompanha com o dedo a linha em que os olhos pousam. Às vezes o dedo permanece muito tempo na mesma linha. Outras vezes, vai velozmente até o fim da página, e então volta ao início, e começa de novo. Chega uma hora em que vira a página, e então permanece nela outro longo tempo, subindo e descendo as linhas, às vezes estacionando por tempo exagerado numa delas. Quando se levanta por algum motivo, ao voltar à mesa, retoma o livro na mesma página, ou na anterior, ou, se o livro está fechado, em qualquer ponto em que venha a abri-lo. T. não apenas não grava o que leu – também não grava o que come. Pode já ter almoçado, mas, se vê a sobrinha, que chega sempre atrasada, sentar-se à mesa, ela se senta também. Se não for detida, almoçará tantas vezes quantas perceber alguém almoçando na casa. A irmã que cuida dela tem o cuidado de não deixar nenhuma comida exposta na casa. As bananas e laranjas são guardadas dentro de um armário trancado a chave.
O senhor L., de 94 anos, às vezes é levado pelo acompanhante para dar uma volta no quarteirão, na cadeira de rodas a que foi reduzido desde que quebrou a perna. Outras vezes, a filha o tira de casa para uma ida ao médico. Quando volta, ele custa a reorientar-se. "De quem é esse apartamento?", pergunta. Não adianta dizerem que é o seu próprio apartamento, ele não aceita tal explicação. "Que apartamento bom", elogia.
A senhora H., de 82 anos, costumava comparecer uma vez por mês à reunião em que, com amigas da mesma idade, costurava roupas de criança para os pobres. Como as amigas sabiam que ela andava meio esquecida, telefonaram na véspera para lembrá-la da reunião. No dia mesmo voltaram a ligar, para lembrar que o compromisso era às 15 horas. E uma amiga mais zelosa ainda telefonou de novo meia hora antes da reunião, para um último lembrete. Eis porém que a reunião se inicia e nada de H. aparecer. Passa meia hora, passa uma hora. Resolvem telefonar para a casa dela e ficam sabendo pela empregada que H. realmente chegou a sair de casa. Na rua, em vez de tomar um táxi, pôs-se a andar a pé em volta do quarteirão. Esqueceu-se de para que saíra. Quando cansou, voltou para casa. "Ainda bem que voltou", comentou a empregada. Foi a última vez que chamaram H. para a reunião.
Um subproduto do notável progresso da medicina em prolongar as vidas é a explosão do mercado de trabalho para a profissão de atendente. Outro é a redobrada atividade das fábricas de fraldas geriátricas. Outro ainda é a quantidade cada vez maior de pessoas cuja mente lhes dá adeus bem antes do corpo. As avarias da memória acabam por roubar também o passado de pessoas para as quais o futuro já faltava – e o presente é uma linha tênue demais para equilibrar com segurança um ser humano. Começa-se por esquecer os compromissos, como a senhora H. Evolui-se para não reconhecer onde se está, como o senhor L., e daí para não se lembrar da linha que acabou de ler ou da comida que acabou de comer, como a senhora T. No percurso, vai se esgarçando essa coisa que nos segura a nós mesmos chamada "eu". A certa altura, essa coisa se extingue, e a pessoa não reconhece mais a si própria. Uma população cada vez maior de eus à deriva caracteriza o admirável mundo novo deste início do século XXI.
A maior esperança de cura, ou de atenuação, dos males que afetam o cérebro dos velhos reside hoje, como no caso do diabetes ou da doença de Parkinson, nas possibilidades regenerativas das células-tronco. No Brasil, as pesquisas com células-tronco obtidas em embriões descartados encontra-se pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal. O julgamento, iniciado no dia 5 de março, teve seu andamento suspenso por um pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Direito. Transcorrido um mês, o ministro Direito requereu, na semana passada, a prorrogação de seu pedido, e não tem prazo para recolocar a matéria em julgamento. Pode ser nesta semana, pode ser daqui a dois anos. O ministro Direito é um católico praticante e observante das diretrizes de Roma. A Igreja Católica é contra a pesquisa com embriões em nome da vida, tal qual a entende.

"É créu neles! É créu nelas!" por Diogo Mainardi

Dilma Rousseff encolheu. Sua candidatura presidencial durou menos de duas semanas. Foi logo ceifada pelo bando de José Dirceu. Ou pelo bando de Marta Suplicy. Ou por seu próprio bando. Eu, que defendia ardorosamente a candidatura da princesinha do Créu, terei de escolher outro nome do PT. Qualquer um é pior do que ela. Qualquer um tem mais chance de ser eleito.
Fala-se muito sobre a popularidade de Lula. É espantoso que o eleitorado ainda o apóie desse jeito. Mas ninguém contabiliza o ganho que isso pode representar para o futuro. Para proteger a imagem de Lula, todas as maiores figuras do PT foram sacrificadas. E as menores também. Dou um conselho aos mais aflitos: pendurem na parede uma fotografia do primeiro ministério lulista, de 2003. A mortalidade entre seus membros foi maior do que a do politburo de Stalin. A velha-guarda petista sumiu do cenário político. Agora só pode agir às escondidas, nos bastidores. De José Dirceu a Humberto Costa, de Luiz Gushiken a Miguel Rossetto, de Antonio Palocci a – qual era o nome dele? – José Fritsch.
Lula é o Ricardo III de Garanhuns. Só falta a corcunda. E o pé manco. Nos últimos seis anos, para conseguir manter-se no poder, ele se desfez de fosse quem fosse. Os herdeiros do trono foram degolados um a um, sem o menor remorso, sem a menor piedade. Lula tem até aquele ar insolente de Ricardo III. Seu mote shakespeariano:
Consciência é apenas uma palavra que os covardes usam.
A inescrupulosidade de Ricardo III foi premiada por algum tempo, garantindo-lhe o poder absoluto. Mas tudo se perdeu depois de sua morte. Ele foi o último rei da casa de York. Assim como Lula será o primeiro e último presidente eleito pelo PT.
O aniquilamento que ocorreu na política se estendeu também às outras áreas. O lulismo se tornou um estigma. Quem se associou a Lula está condenado para sempre. Os lulistas do cinema, os lulistas da música, os lulistas da academia, os lulistas da imprensa – o engulho que a gente sente por eles jamais poderá passar. Lula canibalizou todos os seus aliados, em particular os do PT. Ele é a bolha que engole o que está por perto. Os lulistas ganharam um bocado de dinheiro nestes anos. Uns se transformaram em lobistas. Outros receberam financiamento estatal ou renegociaram suas dívidas com o BNDES. Mas um dia isso passa. Porque a imunidade que os brasileiros concederam a Lula é limitada a ele. Só a ele.
Se o Ricardo III shakespeariano é elaborado demais para Lula, ele pode recorrer a outro mote, ligeiramente menos refinado:
É Créu!
É Créu neles!
É Créu nelas!
Olhe a fotografia pendurada na parede. Olhe aquele ministro. Olhe aquele outro. Repito: um dia isso passa, garanto que passa.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Não desanime e não se calem

Lula, como sempre, está viajando. Ah, se fosse nos tempos de Fernando Henrique Cardoso. Lula viajando é uma maravilha para o Brasil. FHC quando viajava era alvo de críticas de petistas e do próprio Lula.
Mas não é isso que eu quero falar agora. Lula está na Holanda. De lá ele mandou suas críticas a oposição. Ele disse que, se a oposição tiver algum programa para o país que mostre para o povo. Caso contrário, que não obstrua as votações no Congresso. Tasso Jereissati disse que Lula copiou os programas do governo Fernando Henrique Cardoso. Engraçado. Na campanha eleitoral de 2006 não vi Tasso dizendo que Lula copiou FHC. Nem o chuchu Alckmin defendeu os feitos de FHC. Deixaram Lula se apoderar do que não é dele.
Ah, se fosse em outros tempos. Quem atacasse a oposição petista, com toda a certeza, seria alvo dos protestos orquestrados pela UNE, pela CUT, pelo MST e, é claro, a estrela principal (literalmente), o PT. Veríamos um Lula furioso dando entrevistas jogando seu ódio contra aquele (ou aqueles) que odeiam a oposição. Lula presidente pode criticar a oposição. O PT no governo e seus puxa-saco espalhados na internet podem chamar a oposição de golpista. Quando eles eram da oposição ninguém poderia fazer isso. Lula fala o que quer e a oposição deixa o petismo roubar o que fizeram quando era governo. Será que algum dia Lula será lembrado como aquele que disse que o Plano Real era um estelionato eleitoral? Tomara. Tomara que as poucas vozes que se opõem ao petismo bolivariano e que falam do estelionato eleitoral lulista não desanimem e não se calem.

Foi o petismo que começou

A base aliada sabe dos gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. O que não se esperava era o vazamento do dossiê para a imprensa. O segundo dossiê anti-tucano é uma forma de intimidação. “Vocês não nos investigam porque, se não, eu mostro o que vocês gastaram quando eram do governo” dizem os aloprados petistas. Até quando vamos agüentar esta intimidação? Até quando teremos que aturar as desculpas esfarrapadas de Lula, de Mãe Dilma, do Zezé da Cabeleira tentando desviar o foco dos seus erros mostrando que o erro está espalhado em tudo e em todos? Eu não lembro do governo anterior falar que a corrupção sempre esteve presente na vida política brasileira quando algum aliado estava em situação delicada. Foi o petismo que começou tudo isso. Foi o petismo que sempre jogou merda no ventilador quando era pego com a mão na massa. Eles devem explicações sobre seus gastos e sobre dossiês contra adversários.

É preciso estar atento e forte

Que interessante! O PT quer que Antônio Palocci deixe o cargo de deputado federal e volte ao governo. Isto é, se o Supremo Tribunal Federal não aceitar a denúncia contra o ex-ministro da Fazenda até junho. Quem diz isso é Mônica Bergamo em sua coluna hoje na Folha de São Paulo.
Muito interessante. Primeiro foi Ricardo Berzoini. Ele deixou a presidência do PT em 2006 quando seu nome foi envolvido no caso do dossiê anti-tucano (o primeiro). No apagar das luzes, quando todos estavam cochilando, Berzoini voltou ao cargo de presidente do PT. Alguém sabe se ele ainda é importunado por conta do primeiro dossiê anti-tucano? Como dizia aquela música tropicalista: É preciso estar atento e forte. Se nós não estivermos atentos e fortes os petistas bolivarianos vão fazer com que Palocci volte ao governo. Assim como voltou à presidência do PT um dos envolvidos no primeiro dossiê anti-tucano elaborado pelos petistas aloprados.

Dirceu acredita no tucano imbecil

Putz! E não é que o ex-guerrilheiro José Dirceu acredita na tese de que um tucano teria vazado o dossiê que a Casa Civil estava armando para intimidar a oposição com os gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso? Zezé da Cabeleira acredita que um tucano imbecil, ao invés de xeretar as contas de Lula, xeretou as contas de FHC. Zezé acredita nisso. Putz! Mais uma vez: Putz! O que os lulistas bolivarianos não fazem para defender Dilma Rousseff e Lula. Putz!

Eu não duvido

A Folha de São Paulo de hoje mostra que a maioria dos senadores não apóia a alteração na Constituição para que Lula dispute um terceiro mandato. É mesmo? Poderíamos ficar tranqüilos, não é mesmo? Mas é sempre bom a gente lembrar que a Folha de São Paulo fez uma pesquisa com senadores e a maioria dos entrevistados falou que votaria pela cassação do mandato de Renan Canalheiros. Pois é. Renan hoje ainda é senador. Será que, se o projeto para Lula disputar um terceiro mandato em 2010 vigorar, os senadores mudarão de idéia e pavimentarão o caminho para um possível Lula – Parte 3? Eu não duvido.

Ah, meu time de coração...

Estava dormindo numa boa. Mas, no prédio vizinho, resolveram fazer uma festa e, até agora, não terminaram de comemorar. Os gritos e risadas me acordaram. O jeito foi levantar e vir aqui pra internet.
Leio que o São Paulo perdeu para o Audax Italiano lá no Chile. Ai, que tristeza! Ah, meu time de coração por que fazes isso? Depois das saídas de Breno, Souza e Leandro e das entradas de Adriano, Carlos Alberto e Fábio Santos o São Paulo perdeu totalmente o seu rumo. Não tem nem a sombra do time do ano passado que raramente levava gols. Não sei como foi o jogo lá no Chile. Não sei se o gol levado por Rogério Ceni foi uma falha da defesa (e dele) ou se o chute do jogador do Audax foi uma pintura. Não sei e não quero saber.
O ano passado foi um ano perdido para o Internacional. Depois de um 2006 brilhante, com as conquistas da Libertadores e do Mundial, o time gaúcho errou no planejamento e viu 2007 passar sem ser feliz no Campeonato Gaúcho, eliminado na primeira fase da Libertadores e quase rebaixado no Brasileirão. Estou começando a achar que o São Paulo está neste caminho. Apesar de chegar na semifinal do Paulistão, o Palmeiras é amplo favorito. Apesar de ter chances de passar para a próxima fase da Libertadores não sei se o time vai ter forças para avançar. Será que vai restar, mais uma vez, o Brasileirão para nós, tricolores do Morumbi, comemorarmos? Realmente o meu time de coração está me deixando na dúvida. No ano passado o São Paulo também demorou a encontrar seu rumo. Será que, mais uma vez, teremos que perder no Paulistão e na Libertadores para achar o rumo? Tomara que não. Ano passado o Boca Júniors acabou a primeira fase da Libertadores classificado, mas não convencendo. Acabou campeão do torneio. Será que vai acontecer a mesma coisa com o São Paulo? Acho melhor voltar a dormir e deixar o São Paulo voltar do Chile e se preparar para o jogo contra o Palmeiras no Domingo.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Cadê?

CADÊ OS GASTOS DE LULA?

Só o vazamento

O lulismo bolivariano não tem jeito mesmo. Quer investigar quem vazou e não quem produziu o dossiê com os gastos de Fernando Henrique Cardoso. Quem produziu o dossiê? Se depender da Polícia Federal de Tarso Genro esta resposta ficará sem resposta. Assim como ficará sem resposta o porquê dos gastos de Lula não serem divulgados.

A seriedade do Bozo

Vamos fingir que acreditamos. Dona Supla esteve hoje num parque de diversões. Brincou, tirou fotos e abraçou eleitores. Ela nega que seja candidata do PT à Prefeitura de São Paulo. Está bem. Nós acreditamos na palavra dela. Ela fez tudo o que um candidato faz, mas ela nega ser candidata. Tá bom! Nós acreditamos na Dona Supla e na seriedade do Bozo.

Aécio cada vez mais lulista

O governador de Minas Gerais Aécio Neves está, a cada dia que passa, mais lulista. A cada notícia sua que sai na imprensa ou Lula, ou algum petista, ou algum lulista tem que estar envolvido. Lula torce muito para que Aécio saia do PSDB, venha para o PMDB e seja seu sucessor em 2010. Os petistas mineiros querem fazer aliança com o PSDB de Aécio Neves. Ele nem parece que é um governador oposicionista. Vai ver ele é mais amigo de Lula e companheirada do que os próprios aliados. Será que os tucanos vão dar conta de segurar Aécio por muito tempo? Pelo que nós estamos vendo por aí vai ser muito difícil. Aécio está muito próximo de Lula. E isso é muito perigoso.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Cadê a investigação?


Pô, será que vamos aceitar a Polícia Federal investigando apenas quem vazou o dossiê para a imprensa? E que o elaborou vai ficar impune?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ciro e a imprensa paulista

Não me lembro de nenhum governo anterior criticar tanto a imprensa como este governo. Vemos o presidente, os ministros e os lulistas bolivarianos descendo a lenha neste ou naquele jornal, nesta ou naquela revista.
Ciro Gomes disse à Rádio Gaúcha que a imprensa paulista quer denegrir a imagem de Mãe Dilma. É mesmo? Só por que ela é candidata à presidência? Antes do escândalo do dossiê (o segundo na era lulista) vir à tona, Dilma Rousseff já não tinha nenhuma chance de suceder Lula. Imagine agora que o dossiê está aí.
A imprensa paulista (ou “máquina clandestina” como disse o marido de Patrícia Pillar) nem fala que Mãe Dilma participou da guerrilha na época da ditadura militar e era sua intenção na época transformar o Brasil numa verdadeira Cuba. Isso quase ninguém lembra.
A fala de Ciro Gomes é só mais uma maneira do lulismo bolivariano de blindar Dilma. Repararam que Lula está distante desta crise? E olha que a Casa Civil é pertinho do gabinete dele. Vai ver ele também não sabia de nada. Será que, mais uma vez, a tropa de choque lulista vai fixar a idéia de que a imprensa quer dar um golpe em Lula, ou melhor, em Dilma Rousseff. Ciro Gomes é mais um que confirma isso.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Blindando Lula (mais uma vez)

A Polícia Federal vai investigar quem vazou o dossiê anti-FHC e não quem montou o dossiê. Simplesmente lamentável! Mais uma vez Lula é blindado. Mais uma vez os lulistas bolivarianos estão escapando. Mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez. Mais uma vez Lula foge. Lula foge mais uma vez...

Interferências do Planalto

Luiz Lobo foi o primeiro âncora da TV Brasil. Foi. Não é mais. O motivo da sua demissão foi a resistência às interferências que lulistas estariam exercendo na TV Brasil. Luiz Lobo? Quem é ele? A TV Brasil tinha âncora? Putz! Como estou mal informado. Nunca assisti a TV Brasil. Bem, assisti só um trechinho do programa comandado pelo grande jornalista esportivo Márcio Guedes. Só e mais nada.
Quem assiste a TV Brasil? Ninguém. É mais uma maneira do petismo apossar do estado. É mais uma forma de Lula “premiar” jornalista que sempre compactuou com seu governo e com suas idéias. Você sabia que Tereza Cruvinel é presidente da TV Brasil? Pois é. Ela deixou a coluna “Panorama Político” do jornal O Globo para assumir a presidência de uma TV que ninguém vê. Mesmo ninguém vendo a programação da TV Brasil, mesmo ninguém sabendo que Luiz Lobo era âncora da emissora Tereza é paga com nosso dinheiro. Quanto desperdício!
Voltemos a Luiz Lobo. Ele fala, numa reportagem da Folha de São Paulo de hoje, que as matérias apresentadas na TV Brasil tinham que ter a aprovação dos lulistas bolivarianos pertencentes a turma de Franklin Martins. Isso mesmo. Gasparzinho só saberia coisas do Brasil pela TV Brasil depois que o glorioso Franklin aprovasse. Pobre Gasparzinho!
Desde a criação da TV Brasil que se fala na interferência do Palácio do Planalto. O que Luiz Lobo disse hoje na Folha de São Paulo só comprova o que vem sendo dito desde o dia em que Lula tirou Tereza Cruvinel do Globo e da Globonews para presidir uma emissora que ninguém vê.
Mais uma prova da interferência lulista. Mais uma prova da tentação lulista em pautar a imprensa. A vontade de Franklin Martins e sua turma é fazer com que jornalistas batam na sua porta e digam: “Chefe, essa matéria pode passar?” O lulismo bolivariano mostra a sua tentação autoritária, a sua vontade de impor na imprensa o pensamento único, o louvor cego a Lula. A TV Brasil quer distorcer as coisas. Como mostra a referida matéria da Folha de São Paulo, os lulistas querem que se passe a impressão de que o fim da CPMF está causando transtornos na área da saúde. É mentira! Mesmo sem a CPMF Lula continua arrancando dos nossos bolsos uma quantidade enorme de dinheiro. Dinheiro este que é utilizado na TV Brasil, uma TV que ninguém vê. Uma TV que só desperdiça dinheiro, que só sustenta jornalista lulista bolivariano doido para pautar tudo e todos.

domingo, 6 de abril de 2008

Ainda bem que existe a internet

Sei lá eu se a Rede Globo está transmitindo o jogo do São Paulo contra o Juventus. A TV Anhanguera, que retransmite o sinal global para Goiás, prefere mostrar o Campeonato Goiano. Então, ainda bem que existe a internet, ouço o jogo pela rádio. Adriano marcou o primeiro e Rogério Ceni, finalmente, marcou seu primeiro gol neste ano. Com estes dois gols o São Paulo vai conseguindo chegar às semifinais do Paulistão e enterrando de uma vez o Juventus do Vampeta (mais um time que naufraga com ele). Ainda bem que existe a internet. Enquanto a TV Anhanguera mostra o Goianinho, enquanto a TV Bandeirantes mostra o sofrimento do Neto ao ver seu Corinthians perdendo a vaga para as semifinais, vou navegando pela internet tentando acompanhar o São Paulo.

Quem diria...

É engraçado ler o que a imprensa goiana fala sobre Íris Rezende. Até 2004 ele era um dinossauro político. Depois de 2004, quando ganhou a Prefeitura de Goiânia, ele é o favorito a tudo.

E os gastos de Lula?

Mãe Dilma tem em mãos os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Por que, até agora, ela não mostrou para todo mundo os gastos de Lula? Por que temos que aceitar a pauta vinda lá da Casa Civil? Até agora a Casa Civil só falou dos gastos de FHC. Nada sobre os gastos de Lula. Nada, nenhuma planilha.

sábado, 5 de abril de 2008

Seguindo o que a Mãe Dilma diz

A imprensa lulista segue a risca o que Mãe Dilma diz. Fala que o dossiê com os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso não existe e que a culpa é toda da oposição.

Eu quero saber das despesas de Lula

Até quando vamos ter que aturar o teatrinho da Mãe Dilma? Os filhos dela têm os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso nas mãos. Mas, os gastos deste desgoverno não aparecem. Por quê? Por que blindar Lula, mais uma vez? Enquanto Mãe Dilma e seus filhos desqualificam o dossiê (mais um) e caçam o responsável pela sua divulgação Lula continua tranqüilo sem ter que mostrar para ninguém como e quanto gastou o dinheiro público. Chega de teatro! Lula tem que mostrar seus gastos é agora!

Cadê os adversários de Iris Rezende?

Até agora não apareceu nenhum candidato pronto para fazer oposição ao prefeito Íris Rezende. Pior. A própria oposição elogia o atual prefeito e candidato a reeleição. Sandes Júnior? Raquel Teixeira? Barbosa Neto? É bem capaz do Palácio das Esmeraldas ir de Íris nas eleições em outubro.

Eles estão com medo

Os lulistas bolivarianos estão com medo da Polícia Federal investigar o vazamento do dossiê. Vai que se descobre que foi algum aloprado amigo de Lula seja o responsável pelo crime.

Eu sou um cagão

Ziraldo vai receber indenização por causa das perseguições sofridas durante a ditadura militar (1964 – 1985). O desenhista já falou que não vai aceitar críticas e classificou seus possíveis críticos de “cagão”. Bem, se quem critica os revolucionários de receber indenizações por conta das perseguições dos militares é cagão, eu digo “Eu sou cagão”. Mas, ressalto uma coisa: quando cago limpo minhas fezes com papel higiênico comprado com meu próprio dinheiro e dou descarga usando a água cujo consumo pago também com o meu dinheiro. Não preciso de dinheiro público para fazer minhas necessidades.

Um tucano imbecil

Agora os lulistas bolivarianos falam que um tucano estaria infiltrado no Palácio do Planalto e que seria o responsável pela divulgação do dossiê com os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Que tucano burro! Que tucano imbecil! Ao invés de divulgar os gastos de Lula o manézão divulga os dados de FHC. Vai ver este tucano imbecil foi aquele que escolheu Geraldo Alckmin e não José Serra para ser candidato do PSDB a Presidência da República em 2006. Vai ver este tucano imbecil esteja comandando a aliança PSDB-PT em Minas Gerais.

O PT e o dossiê

Clóvis Rossi escreve hoje na Folha de São Paulo que desde a época em que era oposição o PT montava dossiês contra seus adversários. Veja este vídeo postado no YouTube extraído do documentário Entreatos de João Moreira Sales. Veja a expressão nervosa de José Dirceu ao saber que aquela reunião está sendo gravada. Ah, guarde bem estas palavras do guerrilheiro: Se você soubesse onde estou. Se você soubesse o que eu tenho das outras campanhas você não falaria isso.

"Direto do laboratório das idéias nefastas" por Roberto Pompeu de Toledo

Não dá para acreditar que o presidente Lula favoreça a tese do terceiro mandato. O vice-presidente José Alencar relançou o tema, na semana passada, ao afirmar que o que os brasileiros realmente desejariam, em 2010, seria dar mais um mandato ao atual presidente. Vice-presidentes, como é amplamente sabido, estão aí para causar confusão. Já o primeiro deles, Floriano Peixoto, distinguiu-se por ajudar, com malandra dubiedade, a afundar o governo do marechal Deodoro. O segundo, Manuel Vitorino, depois de assumir a Presidência por doença de Prudente de Morais, não queria mais devolver o cargo. Houve vices abertamente golpistas (Café Filho), e outros cuja atroz incompetência foi decisiva para empurrar o país à ditadura (João Goulart).
Não dá para acreditar que Lula embarque na canoa que Alencar empurra em sua direção, e isso menos pelas convicções democráticas do presidente e mais por algo que seus instintos políticos, reconhecidamente afiados, não podem deixar de levar em conta: o perigo de rachar o país. As convicções democráticas, o presidente não perde oportunidade de proclamá-las, e em princípio não é lícito duvidar delas. Mas ele é humano, e contra a abstrata coerência dos princípios conspira a soma muito concreta da consagradora popularidade com a auto-estima cada vez mais lá em cima, o pudor dos aduladores cada vez mais embaixo, os interesses do PT cada vez mais dependentes de sua figura e os companheiros das boquinhas cada vez mais mobilizados em não perdê-las. Mais seguro é confiar em sua consciência do risco que semelhante empreitada representa, inclusive para o sossego que desfruta e a imagem nacional e internacional que conquistou.
Venha por meio de plebiscito, como quer o deputado Devanir Ribeiro, venha por iniciativa no Congresso, a reforma constitucional necessária para permitir a re-reeleição se dará num clima convulsionado. Se já foi assim para aprovar a reeleição, nos tempos de FHC, imagine-se na tentativa de reforçar a dose. A primeira reeleição ainda tinha sua lógica, a do argumento de que quatro anos de mandato é pouco. Com a segunda, o mandato presidencial passa a assumir dimensões africanas. E seu titular, ao contrário de lembrar Franklin Roosevelt, como quis José Alencar, ao desfiar suas razões, começa a se encaixar no molde Fidel Castro/Hugo Chávez. Roosevelt é produto de momento histórico muito particular e dramático, iniciado com a Grande Depressão e emendado com a II Guerra Mundial. Além disso, o processo que lhe possibilitou concorrer em quatro eleições consecutivas (e ganhá-las) foi o inverso do que se pretende no Brasil. A Constituição americana, à época, não estabelecia limites às reeleições; passou a fazê-lo depois, para evitar que o caso viesse a se repetir.
Mesmo que, à custa de sangue, suor, lágrimas, barganhas e rombos nas burras do Tesouro, a re-reeleição venha a ser aprovada no Brasil, será sob o estigma da ilegitimidade, e num ambiente conflagrado, que transcorrerá o terceiro mandato. O cenário tem tudo para ser o de um país fraturado. E sabe-se quanto, depois de fraturar, custa colar um país. Meio século e algumas gerações depois, os cubanos continuam divididos em duas nações.
O mesmo argumento do perigo da fratura do país não serve para outro monstrengo que vem sendo gestado nas entranhas da política – a idéia de terminar com a reeleição e encompridar o mandato para cinco anos. Nesse caso, a boa possibilidade de acordo entre os políticos, somada à fraca possibilidade de motivar negativamente a sociedade, afasta o risco de divisões mais sérias. A idéia tem seu apelo junto aos dois principais interessados na sucessão de 2010, o PSDB e o PT. Ao PSDB porque ajuda a organizar a fila entre os governadores Serra e Aécio, seus dois candidatos a presidente; e ao PT – ou, mais exatamente, a Lula – porque o eventual desejo de voltar à Presidência, cumprido o intervalo do mandato a iniciar-se em 2011, fica facilitado quando se livra da chateação de ter de enfrentar um candidato à reeleição, alguém que sempre larga de uma posição de força. Diga-se de passagem que voltar à Presidência, depois desse intervalo, talvez seja mais que um desejo na mente do presidente. Tem cheiro de projeto.
A idéia de retornar ao modelo do mandato de cinco anos, sem reeleição, vigente ao tempo da Constituição de 1946, não possui o mesmo potencial de escandalização da re-reeleição. Pode até sugerir desapego ao poder e incentivo à rotatividade. Daí ser mais fácil de ser vendida à sociedade. Mas, por recair, ela também, no costume malsão de mexer nas regras com intenções espúrias, pertence ao mesmo laboratório das idéias nefastas de produção tão fértil na política brasileira. A reeleição nem foi bem testada ainda. Não merece ser descartada tão cedo. Pior ainda é ser descartada pela conveniência dos principais partidos e principais candidatos. É terceiro-mundismo em estado puro.

"De volta ao escambo" por Diogo Mainardi

A Oi está engolindo a Brasil Telecom. Chega ao fim aquela que Luiz Gushiken chamou grandiosamente de "a maior disputa societária da história do capitalismo brasileiro". O resultado mostra qual é o atual estágio do nosso capitalismo: com Lula, regredimos à economia do escambo.
Eu sei que metade dos leitores foi embora depois de ler "Oi". Eu sei que a outra metade foi embora depois de ler "Brasil Telecom". Na primeira linha do artigo, perdi todos os leitores. Sem contar os que se enforcaram depois de ler "Luiz Gushiken". Lamento muito. O assunto é aborrecido. A disputa pelo controle da telefonia nacional foi manchete dos jornais por dez anos seguidos. Um espionou o outro. Um se aliou ao outro. Um traiu o outro. No fim, chegou-se a um acordo nebuloso que satisfez todos os lados. Os processos judiciais que poderiam emperrar o negócio foram suspensos. Só sobraram os meus. Minhas colunas sobre o tema me renderam dezoito processos. O que eu dizia nelas? Em primeiro lugar, que o lulismo se intrometera na disputa pelo controle da telefonia nacional, tomando o partido de alguns de seus maiores financiadores. Em segundo lugar, que a Oi acabaria engolindo a Brasil Telecom, com o apoio de Lula.
Isso é o que conta: o apoio de Lula. A compra de uma operadora pela outra é ilegal. Para que ela possa ser realizada, Lula tem de mudar a lei que regulamenta a telefonia. O plano era mudá-la em 2005, mas tudo desandou quando se soube que a Oi dera uma bolada ao filho de Lula, para a compra de sua empresa de fundo de quintal. Agora ninguém mais se preocupa com isso. O Brasil piorou. O Brasil se abastardou. Lula faz o que bem entende. O caciquismo aplicado à economia resultou num retorno à prática do escambo.
Por enquanto, o negócio está confinado nas páginas de economia dos jornais. A imprensa pegou bode do assunto. Muitos jornalistas se emporcalharam trabalhando para um lado ou para o outro. Agora todos temem ser associados a uma das partes em disputa. Só para dar uma idéia de como isso funciona, um dos sócios da Oi, dois anos atrás, chegou a me acusar de beneficiar Daniel Dantas, embora eu sempre tenha responsabilizado o mesmo Daniel Dantas pelo pagamento dos mensaleiros. Mas o que realmente importa nessa história – bem mais do que seu aspecto comercial ou a sordidez de alguns jornalistas – é o papel desempenhado pelo lulismo. A compra da Brasil Telecom pela Oi está sendo calculada em 8,5 bilhões de reais. O mercado avaliou quanto deve sobrar para cada sócio: Citibank, 1,5 bilhão de reais; Daniel Dantas, 1 bilhão de reais; Previ, 1 bilhão de reais. Agora resta saber de onde sairá o dinheiro. Considerando o atual estágio do nosso capitalismo, eu chutaria que ele sairá dos bancos estatais. Escambo é assim mesmo. O homem branco dá um espelho, o cacique tremembé entrega alegremente todos os bens da tribo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Cadê os seus gastos?

VAMOS LÁ, LULA! CADÊ OS SEUS GASTOS?

Eles são criminosos

Quero avaliar com o ministro da Justiça [Tarso Genro] a questão da investigação do vazamento. Vou reiterar que o crime reside no vazamento. Esse governo não vazou, não difundiu, não publicou informações confidenciais. Esta é a Mãe Dilma afirmando que não fez dossiê, mas quer punir quem vazou. Vazou o que, cara pálida? Quanto mais Mãe Dilma nega a existência do dossiê, mais certeza tenho da sua existência. Ela disse que o vazamento do dossiê é crime? De crime o petismo entende mesmo. Veja o Foro de São Paulo. Veja o dossiê fajuto de 2006 e este de agora. Esses canalhas não aprendem mesmo.

O dossiê existe

Sim, minha gente! O dossiê com os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso existe. Os lulistas bolivarianos falaram que não era bem dossiê e sim um “banco de dados”. Agora não resta mais dúvida: O DOSSIÊ EXISTE. Os lulistas bolivarianos querem saber quem vazou o dossiê para a imprensa. Se eles querem fazer isso é porque o dossiê existe.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Eu prevejo

Querem ver que Mãe Dilma vai se livrar do dossiê produzido no seu gabinete, viajar divulgando as mentiras do PAC e cairá na mão da oposição este dossiê fajuto?

A mão amiga

Mais uma vez estão querendo blindar Lula e Mãe Dilma. Outra vez estão abaixando as cabeças para as ordens palacianas. Mais uma vez a oposição será acusada de tentar dar um “golpe” em Lula. Foi sempre assim até agora. Quando os petistas estavam sendo encostados na parede sempre surgia uma mão amiga que aliviava para o companheiro. E sempre este companheiro acusava seus adversários de fazer o que ele fazia. Agora é o senador Álvaro Dias e não Mãe Dilma que tem que dar explicações sobre o dossiê. Se o senador tinha o dossiê em mãos fez muito bem em divulgá-lo. O lulismo bolivariano, mais uma vez, vai jogando para a oposição suas fezes. Mais uma vez. Mais uma vez. Mais uma vez. Até quando vamos agüentar esta blindagem? Até quando os picaretas continuarão defendendo o governo? Vai ver é porque eles recebem alguma coisa em troca. Assim como tem mão que alivia a barra de petista encrencado, sempre surge uma mão amiga ajudando revistas e jornais a divulgar o que o lulismo bolivariano deseja ver publicado.

E daí?

E daí se Álvaro Dias viu ou não viu o dossiê anti-tucano? E daí se ele é fonte deste ou daquele jornalista? O problema é lá na Casa Civil, é no Palácio do Planalto. Será que outra vez Lula e seus aloprados vão ser blindados? Não podemos deixar isso acontecer!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O PT e a reeleição em 1997 (Parte 3)

Na Folha de São Paulo do dia 18 de janeiro de 1997

O Comitê Suprapartidário contra a Reeleição inicia na semana que vem uma série de atos públicos para protestar contra a emenda que pode garantir mais quatro anos de governo a Fernando Henrique Cardoso.Criado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo PT, o comitê programa para o dia 31, na praça da Sé, em São Paulo, um evento nacional anti-reeleição. Segundo os organizadores, o ato deverá contar com as presenças do presidente nacional do PT, José Dirceu e do presidente de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente Itamar Franco e o ex-ministro Ciro Gomes também serão convidados.Além do evento na Sé, estão programadas panfletagens por vários pontos da cidade. PC do B, PCB, PTB, ABI (Associação Brasileira de Imprensa), CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Central Geral dos trabalhadores) também participam do movimento. Membros do comitê têm encontros agendados com o vereador Miguel Colassuono e representantes do ex-governador Orestes Quércia.

O PT e a reeleição em 1997 (Parte 2)

Por Carlos Eduardo Alves
na Folha de São Paulo em 30 de janeiro de 1997

Candidato natural do PT à Presidência da República em 98, Luiz Inácio Lula da Silva acha que a aprovação da emenda da reeleição provou que o caminho das urnas não pode ser a única via petista.''Nunca alimentei a ilusão de ganhar no institucional'', afirmou Lula ontem ao comentar o resultado da votação. ''Na luta eminentemente institucional, levamos desvantagem diante da prática fisiológica do governo.''A discussão sobre o papel da via institucional para se chegar ao poder é antiga na esquerda. Nos últimos anos, o PT fez, na prática, uma opção que privilegiou o papel da luta no parlamento, para desgosto das correntes mais à esquerda do espectro partidário.O líder petista criticou os métodos utilizados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para obter o sim à reeleição. ''O presidente usou a prática fisiológica que historicamente condenou'', disse.Lula criticou também a presença em Brasília de financiadores de campanhas eleitorais, que a seu ver ''pressionaram'' os deputados para dar a chance de FHC disputar um segundo mandato.A partir da aprovação da emenda, Lula acha que a campanha eleitoral foi antecipada em dois anos. Mas, no lugar de procurar um nome para contrapor-se a FHC nas urnas, acha que o mais importante é fazer oposição nas ruas.''Vou pedir ao PT para coordenar pessoalmente uma campanha contra o desemprego'', declarou Lula. Ele já conversou sobre o tema com José Dirceu (presidente do PT) e Vicente Paulo da Silva (presidente da CUT).O raciocínio de Lula é que só uma campanha de massa para discutir as causas do desemprego poderá arranhar a adesão popular que hoje o governo desfruta.Mesmo a opção pela mobilização popular, no entanto, será difícil, reconheceu Lula. Os chamados movimentos sociais, com exceção da luta pela reforma agrária, não apresentam hoje sinais de vitalidade, e o mito do entusiasmo da militância petista está abalado.''Precisamos afinar nossa viola'', afirmou sobre a maneira de superar o quadro difícil.Candidatura Lula reafirmou que não pretende disputar a Presidência em 98, embora no bastidor petista aumenta a cada dia a aposta de que a pressão para uma terceira tentativa de chegar ao Planalto será vitoriosa.''O prioritário agora é fazer alianças em torno de uma prioridade como o desemprego'', desconversou ao responder sobre uma possível candidatura. Ponderou, ainda, que não acha FHC imbatível em 98. ''Ele (FHC) estará mais vulnerável pelo impacto menor que terá o Plano Real.''Se Lula não quiser ser candidato a presidente, a opção mais provável do PT será Tarso Genro, ex-prefeito de Porto Alegre.Genro já afirmou que qualquer discussão sobre candidatura presidencial do PT depende da disposição de Lula de entrar no páreo. O ex-prefeito disse que é uma alternativa, mas desde que Lula desista. Lula vai se definir no final do ano.

O PT e a reeleição em 1997

Vejam o que José Dirceu e Lula diziam em 1997, no período em que o Congresso Nacional votava a reeleição. Está na Folha de São Paulo do dia 06 de março daquele ano e assinada por Daniela Pinheiro e Denise Madueño:

O presidente do PT, José Dirceu, disse ontem que a oposição deve sair às ruas para ''conclamar as greves e a ocupação de terras''.Segundo ele, os partidos de esquerda devem evitar restringir suas ações ao Congresso e se aproximar da população para mostrar ''alternativa'' ao governo FHC.''Precisamos ir para as ruas conclamar as greves e a ocupação de terras. O bloco da oposição é importante para preservar também o Legislativo, já que a base já se ajoelhou'', disse, referindo-se aos parlamentares que apóiam o governo.As declarações foram feitas ontem à tarde durante a formalização do bloco parlamentar de oposição, composto pelo PT, PC do B e PDT, o que transformou o conjunto de partidos no quarto maior da Câmara, com 84 integrantes _atrás do PMDB, PFL e PSDB.No domingo passado, líderes do PT, incluindo o presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanharam uma invasão simbólica de uma fazenda no Pontal do Paranapanema (oeste de São Paulo). Na ocasião, eles discursaram a favor da reforma agrária.MarchaO PT também tem apoiado a Marcha Nacional pela Reforma Agrária, Emprego e Justiça, que conta com a adesão de 600 trabalhadores sem terra e que deve chegar a Brasília em 17 de abril.Ao analisar a política adotada pelo governo FHC, Dirceu disse que a linha seria a mesma dos tempos do regime militar.''FHC está tomando todo o poder, como na época da ditadura. É todo o poder na mão de um homem, de um camarilha'', disse. Camarilha é o conjunto de pessoas que cercam um chefe de Estado para influenciar suas decisões.Em seu discurso sobre o bloco da oposição, Lula também atacou o governo. Ele enumerou atos de FHC que, a seu ver, revelam o ''autoritarismo'' do presidente.Lula citou o uso excessivo de medidas provisórias, o fato de os servidores públicos não terem recebido aumento e a aprovação da emenda da reeleição.

JOSÉ DIRCEU MENTE

José Dirceu acha normal Lula disputar um terceiro mandato. Para isso, ele recorda a aprovação da reeleição em 1997. Para FHC mudaram as regras do jogo ao término do segundo tempo e nada. Só para Lula é que é golpe e inconstitucional disse ele em seu blog. DIRCEU MENTE! ELE COORDENOU O BARULHO FEITO PELO PT QUE FOI RADICALMENTE CONTRA A REELEIÇÃO. Ora essa, se eles foram contra a reeleição por que apoiaram Lula a um novo mandato em 2006. Cuidado com esses mentirosos. Eles querem dar o golpe! Eles querem que Lula se perpetuE no poder. NÃO PODEMOS DEIXAR QUE ESTES MENTIROSOS SE PERPETUEM NO PODER!!!

"A grande empulhação" por Reinaldo Azevedo

Como diria o bardo inglês — sim, Shakespeare, ele mesmo —, a mentira dá uma volta ao mundo antes que a verdade tenha tempo de vestir as calças. Esta é sempre mais pesada, mais sonolenta e cheia de nuances do que a outra. Uma requer um entendimento complexo do mundo; a outra é feita para enganar os néscios e é promovida por larápios.- FATO: O DOSSIÊ FOI FEITO NA CASA CIVIL.- FATO: O DOSSIÊ ESTAVA SENDO USADO PARA TENTAR INTIMIDAR A OPOSIÇÃO.Se chegou ou não às mãos da imprensa por meio de parlamentares da oposição, eis um dado irrelevante.TOMARA QUE SIM!Quem inventou a hipótese de que poderia ter sido fogo amigo foi o governo, uma das explicações esfarrapadas para blindar Dilma Rousseff.EU SEMPRE CHAMEI ESSA HIPÓTESE DE RIDÍCULA.A QUESTÃO NÃO É QUEM VAZOU O DOSSIÊ. A QUESTÃO É QUEM FEZ O DOSSIÊ.O senador Álvaro Dias tinha o papelório? É bem possível.SE O TIVESSE, ERA O ÚNICO?NÃO!E os petistas sabem que isso é verdade.Portanto, convém fazer pouco barulho.- QUEREM SABER? EU DUVIDO QUE O GOVERNO QUEIRA CHEGAR AO FUNDO DESSA HISTÓRIA.- PORQUE O FUNDO DESSA HISTÓRIA SÃO OS PORÕES DA CASA CIVIL, ONDE SE FEZ O DOSSIÊ.Anotem aí: a blindagem de Dilma parece muito profissional, mas é amadora. Ela está se enrolando. Ao tentar jogar nas costas da oposição a responsabilidade pela tramóia, está queimando os navios. Aí não vai ter volta.Vocês acham mesmo que a VEJA e a Folha sustentariam a existência do dossiê tendo um único parlamentar como fonte, seja Álvaro Dias ou qualquer outro?SE HOUVER UM RESTO DE JUÍZO NESTA GENTE, ELES ABORTAM ESSA OPERAÇÃO. TRARÁ MAIS PREJUÍZOS DO QUE BENEFÍCIOS A DILMA ROUSSEFF.E ELA É A PRIMEIRA A SABER DISSO.

Que jogo! Que golaço!

Eu queria assistir o jogo do Liverpool contra o Arsenal, mas acabei assistindo Fenerbahce contra Chelsea. O time do Zico estava perdendo por 1 x 0. Acabou 2 x 1 para os turcos. Um golaço de Deivid. Na zaga estava Lugano, ex-zagueiro do São Paulo. O Fenerbahce vai à Inglaterra para o jogo de volta com a vantagem de um empate. O time do Zico está chegando.

Desafiando Cidinho

Dizem que no governo de Goiás quem manda é o governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Vou desafia-lo. Já que é ele quem manda será que o governador falaria pra gente a origem desta crise financeira que assola estêstado?

A farra sindical

Por Maria Clara Cabral
na Folha de São Paulo

Quebrando acordo feito no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a obrigatoriedade de sindicatos, centrais sindicais, federações e confederações prestarem contas ao TCU (Tribunal de Contas da União). O veto a um artigo do projeto que reconheceu formalmente as centrais sindicais foi publicado em uma edição extra do "Diário Oficial" da União de anteontem e provocou reações da oposição. O presidente Lula justificou a sua decisão ontem dizendo que o artigo aprovado por deputados e senadores poderia acabar com a autonomia sindical. "Na hora em que vieram me trazer para assinar [o projeto], eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato", disse. Na opinião da oposição, a fiscalização do dinheiro público já é obrigatória, por isso as centrais, que recebem contribuição de um dia do salário dos trabalhadores, terão que prestar contas ao TCU de qualquer forma. O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Fernando Coruja (SC), explica, no entanto, que o artigo era necessário para evitar que as centrais fizessem alguma manobra para escapar da fiscalização. "Sem esse artigo, eles poderão alegar que o dinheiro não é público, que é do trabalhador, o que é uma hipocrisia. Infelizmente o nosso país é uma república sindical, mas vamos trabalhar pela fiscalização", afirmou Coruja. Dias antes de o presidente assinar o veto, confederações empresariais, como a CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) e CNC (Confederação Nacional do Comércio), enviaram uma carta para o Palácio do Planalto. Todos que, com a aprovação do projeto, também seriam submetidos à fiscalização pelo TCU, falaram sobre a necessidade de derrubar o artigo. "[O artigo] implicará, igualmente, na submissão operacional das prerrogativas sindicais não mais ao crivo dos interesses das categorias profissionais ou econômicas mas ao entendimento com viés público-administrativo do Tribunal de Contas", diz a carta. O líder do PSDB na Câmara, José Anibal (SP), criticou a decisão do presidente Lula. "Esse veto é uma vergonha. O presidente cedeu ao lobby de grandes empresários, cedeu aonde não deveria ter cedido", disse. "Acho que o veto foi correto, pois o artigo autorizava uma interferência indesejada do poder público no movimento sindical, mas o veto também fortalece o lado podre do sindicalismo", afirmou o deputado Paulo Pereira (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical.

Os filhos da mãe

Os governistas já estão colocando em prática a ordem de Lula para blindar Dilma Rousseff. Eles são os filhos da mãe. Os filhos da Mãe Dilma. Quem mexer com ela, mexeu com eles. Lula não quer mostrar para ninguém como e quanto gastou. Conta com a ajuda dos filhos da Mãe Dilma.
Lula esconde seus gastos. Se esconde é porque deve. Mas, no Brasil, acham normal o presidente da República esconder tudo. Esconde tudo sob o olhar atento dos filhos da mãe.

Falta pouco

Ontem Lula falou bem do ex-presidente militar Ernesto Geisel. Disse que foi o último presidente que investiu em infra-estrutura nestêpaiz. Olha só o Lula elogiando um ditador. Como se não bastassem os elogios às ditaduras africanas Lula fala dos ditadores daqui. Cadê os esquerdistas reclamando? Será que eles vão aceitar Lula falando bem de um presidente militar?
Semana passada Lula elogiou Severino Cavalcante. Ontem foi a vez de elogiar Geisel. Falta pouco para ele dizer que Jader Barbalho foi perseguido pela imprensa golpista e que o impeachmeant de Fernando Collor de Melo foi uma injustiça.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Por que a oposição não reage?

Os oposicionistas de hoje já foram governistas e os governistas de agora já foram oposicionistas no passado. Hoje, mais uma vez, Lula criticou a oposição. O PSDB e o DEMO questionam as viagens de Lula para promover o PAC. O lulismo bolivariano reage dizendo: “Deixem o homem trabalhar”. Por que só os lulistas bolivarianos reagem? Por que a oposição se cala quando os aloprados falam mais alto? Estes que pedem para deixar Lula em paz foram aqueles que protestaram contra as privatizações, contra a CPMF, contra o Plano Real, contra o Proer. O lulismo bolivariano nunca deixou nenhum governo trabalhar tranquilamente. Parece que a oposição tem medo dos tempos em que era governo. Parece que tem medo das suas realizações. Tem muita matéria de jornal adormecida em algum arquivo que mostrava as manifestações lulistas bolivarianas contra todo o tipo de ação dos governos. Lula nunca deixou nenhum presidente trabalhar em paz. Por que vamos deixá-lo fazer o que ele quiser sem fazer barulho?

O golpismo lulista

Vejam o que o vice-presidente destêpaiz disse hoje: Lula tem feito muito, muito, mas falta muito para fazer. Eu digo para vocês, eu sou um democrata, não aceitamos conversar sobre outra coisa que não seja democracia. O Lula deseja fazer o seu sucessor, mas eu digo para vocês que, se perguntar para os brasileiros o que os brasileiros desejam, é que o Lula fique por mais tempo no poder. Quem disse isso não foi nenhum deputado ou militante petista. Quem disse isso foi o vice-presidente do Brasil, o segundo na fila sucessória. Será que Lula vai repreendê-lo? Pelo visto esta coisa de terceiro mandato é defendida por todos os lulistas bolivarianos. Essa gente vai dar o golpe! Essa gente tem fome de poder e não vai lagar o osso tão facilmente.

A crise está aí

E Cairo de Freitas entregou o cargo de secretário estadual da Saúde. Ele foi o principal secretário de Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, que peitou o secretário da Fazenda Jorcelino Braga. Cairo dizia abertamente sobre a falta de investimentos do governo na área da saúde.
A saída de Cairo de Freitas só confirma a existência da crise não somente financeira, mas na base aliada. E agora, Cidinho? O que você vai fazer?

Cadê os gastos?

Lula quer defender Mãe Dilma. Lula quer punir quem vazou para a imprensa o dossiê contendo gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Por que será que ele não divulga os seus próprios gastos? Por que Lula e seus aloprados precisam jogar bosta no ventilador? Mostrar os gastos eles não mostram. Cadê os gastos?

segunda-feira, 31 de março de 2008

Lula mente! Lula mente! Lula mente!

Faz tempo que eu venho escrevendo aqui que Lula mente. Mais uma prova da mentira lulista-aloprada-bolivariana. Vejam o que saiu na Folha online do dia 02 de janeiro de 2003:

Por Felipe Freire

A primeira medida do Ministério da Saúde do governo de Luiz Inácio Lula da Silva será o combate a uma eventual epidemia de dengue. Ao assumir o ministério, o médico Humberto Costa, 45, afirmou que é necessário, de forma urgente, monitorar os possíveis casos de dengue no país.

No ano passado, o Brasil enfrentou uma das piores crises da doença na história do país. "Tudo indica que ela terá uma menor dimensão neste ano", disse o ministro. O fracasso no combate à doença foi admitido pelo ex-ministro Barjas Negri, que assumiu a pasta após a saída de José Serra para a disputa das eleições presidenciais. "Não conseguimos vencer essa guerra", afirmou.

Para minimizar possíveis efeitos de uma epidemia, o ministro e funcionários do ministério se reúnem a partir de amanhã para definir um processo de monitoramento da doença nos primeiros três meses do ano.

Entretanto, apesar da urgência do combate à dengue definida pelo ministro, a medida mais importante do ministério será a melhoria e a ampliação do acesso ao SUS (Sistema Único de Saúde). "Isso implica em levar o atendimento do SUS até perto das pessoas, em ampliar o programa de saúde da família, como também melhorar a qualidade do atendimento e procurar enfrentar problemas como as filas, o mal atendimento que é dado à população, além e ampliar o acolhimento e fazer com que cada cidadão que procure o SUS tenha uma resposta para o seu problema", disse Humberto Costa.

Para viabilizar essas medidas, o ministro revelou que poderá contar com receitas adicionais previstas no orçamento para a área de saúde. Caso essas receitas se viabilizem, uma das prioridades do governo Lula será investir na infra-estrutura do sistema de saúde.

Humberto Costa afirmou que dará continuidade aos programas implementados por Serra de combate à Aids, ao tabagismo e prosseguirá com o programa dos medicamentos genéricos. "Serei tão implacável como o ministro Serra no combate ao tabagismo", afirmou sob aplausos do público que lotava o auditório do ministério.

Outra medida importante da gestão do ministro será negociar com os laboratórios farmacêuticos uma nova política de controle de preços dos medicamentos. Para isso, o governo Lula acertou com as indústrias o congelamento dos preços até março deste ano, quando os remédios aumentarão 8,6%. Depois disso, os valores ficam novamente congelados até o final de junho, mês em que o governo espera ter definido a nova fórmula de reajuste dos preços.

Durante os primeiros seis meses do ano, o ministro terá reuniões e conversas com representantes das indústrias farmacêuticas. O objetivo do ministério, segundo ele, será implementar uma política consensual. Caso indústrias e governo não concordem e não cheguem a uma conclusão nos seis meses de negociação, Humberto Costa garantiu que a política de governo prevalecerá.


Viram só? No dia 02 de janeiro de 2003 que os lulistas bolivarianos sabiam do perigo da dengue. DESDE 2003 QUE ESTE DESGOVERNO PROMETIA COMBATER A DENGUE E NÃO FEZ NADA. Isso só demonstra que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva e seus aloprados mentiram para a população e continuam mentindo na maior cara dura. Lula disse que a culpa pela epidemia de dengue no Rio de Janeiro é de “cada indivíduo”. MENTIRA! DESDE 2003 QUE ESTE DESGOVERNO PROMETIA COMBATER A DENGUE E NÃO FEZ NADA.

BANDO DE INCOMPETENTES!!!

Sérgio Cabral, o manezão lulista

Sérgio Cabral é um manezão. Chamou Mãe Dilma de “presidente”. Ele é um dos neolulistas mais entusiasmados. Tudo que Lula faz é motivo para o governador do Rio de Janeiro aplaudir. Mas nem sempre foi assim. Clique aqui e veja um vídeo que mostra Cabral falando sobre Lula. Nem sempre Sérgio Cabral foi esse manezão lulista que ri quando Lula conta uma piada tosca e comete este “ato falho” chamando Mãe Dilma de presidente. Vai ver só ele acredita que Mãe Dilma tem alguma chance de ser presidente do Brasil.

Os petistas lembrando de FHC

Por que sempre que o petismo está numa fria sempre é lembrado o governo Fernando Henrique Cardoso? Vai ver Fernando Henrique Cardoso desperta os instintos mais primitivos nos lulistas bolivarianos. Já imaginou se Jader Barbalho dissesse que a corrupção no Brasil sempre existiu? Já imaginou se Paulo Maluf dissesse que desvio de verbas ocorreram no governo Collor também? Se estes dois vigaristas dissessem isso ouviríamos a chiadeira petista. Mas, como são os petistas que roubam, que cometem crimes, estes argumentos valem para a defesa petralha. Os lulistas sempre lembrarão de Fernando Henrique Cardoso. E quando isto acontecer pode ter certeza que eles fizeram alguma coisa de errado.

O PCC se infiltrando na política

Leiam a matéria que segue abaixo assinada por Marcelo Godoy. Saiu no Estado de São Paulo de hoje. Mostra as ambições dos criminosos do PCC em conquistar algum cargo político. Seria até interessante investigar se este grupo não está integrado ao Foro de São Paulo.
A cúpula do crime organizado quer ter representação política. Depois de entrar no tráfico internacional de drogas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a “família” pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e tem capacidade de mobilização em dez Estados. “Muitos partidos políticos não têm essa força”, afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.Em um diálogo interceptado pela inteligência do governo estadual, Canônico e o segundo homem na hierarquia do PCC, Julio Cesar Guedes de Moraes, o Carambola, conversam com o advogado Sérgio Wesley da Cunha. Eles começam tratando da manifestação patrocinada pela facção em frente do Congresso Nacional, ocorrida em 28 de novembro. “Doutor, sabe qual a intenção dessa passeata?”, pergunta Canônico. É o porta-voz de Marcola que responde: “Era pra mostrar para aqueles deputados federais que nós temos força política.”A organização criminosa fretou ônibus em dez Estados para levar manifestantes até Brasília. O objetivo declarado do movimento era fazer um protesto contra o descumprimento da Lei de Execuções Penais.No meio da conversa, Wesley defende que o PCC deve ter representação política. “Eu sempre falei pro Marcos (Marcola), uma vez que eu conversei com ele longamente, só na grade, olho no olho: ‘Marcos, a gente precisa ter uma representação política! O IRA (Exército Republicano Irlandês) que está bem pra cacete lá na Irlanda (do Norte), eles têm o Sinn Fein, que é um partido de representação política!” Em seguida, Carambola e Canônico questionam o advogado sobre qual candidato a prefeito de São Paulo a facção deve apoiar. Wesley conta quem são os pré-candidatos de partidos como DEM, PSDB e PT.
TESOUREIROS
Nesse trecho, a interceptação do diálogo ficou truncada. Aparentemente, os criminosos discutem como se aproximar dos partidos, doando dinheiro aos tesoureiros para financiar campanhas - há quem desconfie que a facção estaria pensando em se apossar do dinheiro das doações dadas aos partidos. Embora Wesley diga que trabalhou na campanha de um político importante, os investigadores consideram que essa informação precisa ser melhor apurada. O advogado estaria “vendendo fumaça” para o PCC. “Ele tem um escritório ao lado de um córrego no bairro do Limão. Ele não tem todos os contatos que ele diz”, disse uma autoridade que investiga o caso.Carambola pede ao advogado que faça “esses levantamentos”. “Com certeza, porque meu interesse é ganhar dinheiro também”, diz Wesley. Canônico pede, então, a opinião do advogado sobre o protesto em Brasília. É quando o homem acusado de ser o principal pombo-correio da cúpula do PCC critica a mídia, que, segundo ele, abafou a manifestação. Uma ligação do gabinete do deputado federal Talmir Rodrigues (PV) para um detento da Penitenciária de Valparaíso já havia mostrado que o PCC estava por trás do ato e tentava se infiltrar no Congresso.Essa não é a primeira vez que o PCC tenta entrar na política. Em 2002, a facção quis lançar o advogado Anselmo Neves Maia candidato a deputado federal pelo PMN. Maia acabou preso. Em 2006, outro advogado suspeito, Paulo Bravos, teve sua candidatura recusada pelo PV. Naquele ano, a facção planejava eleger um deputado estadual e um federal em São Paulo. O plano fracassou.

Dossiê é covardia institucional

Gilmar Mendes, futuro presidente do STF, concedeu uma entrevista para a Folha de São Paulo. Ele falou sobre o uso de células-tronco em pesquisas científicas e o dossiê armado na Casa Civil. Gilmar disse que o dossiê é uma "covardia institucional". Segue abaixo um trecho da entrevista:

PERGUNTA - Como o sr. analisa o caso do dossiê, o que o governo sustenta ser um banco de dados?
GILMAR MENDES - Até agora, não tenho dados específicos que permitam um juízo seguro. Agora, posso dizer que, se de fato se pratica essa política de levantamentos indevidos de dados ou se pratica o levantamento devido, mas para vazar com esse intuito de dossiê, acho lamentável. Acho que até não é uma prática hoje condizente com os ditames do Estado democrático de Direito. Se há informações relevantes que devem ser reveladas, elas devem ser feitas pelos canais competentes. Agora, fazer vazamentos aproveitando-se de uma posição funcional, ocasional, parece realmente de uma covardia institucional lamentável. Mas estou falando em hipótese.

domingo, 30 de março de 2008

Foi difícil, mas estamos aí

Foi difícil assistir ao jogo do São Paulo hoje contra o Bragantino. Adriano marcou os dois gols que garantiram a vitória tricolor. Porém, o time errou muitos passes. Aos trancos e barrancos o São Paulo vai garantindo seu lugar na semifinal do Paulistão deste ano. Estamos aí.

Como é que é?

Disseram que Luiz Felipe Scolari seria o padrinho de Goiânia para que alguns jogos da Copa do Mundo de 2014 fosse realizada aqui. Leio no jornal Hoje que o prefeito Íris Rezende que elegeu Felipão para tal compromisso. Resta saber se o técnico pentacampeão vai aceitar tal convite.

As relações quentes do Foro de São Paulo

A edição de hoje do The New York Times traz uma reportagem muito interessante. Fala sobre os arquivos do computador do narcoguerrilheiro Raul Reys, número 2 das Farc, que estão em poder do governo da Colômbia. Os arquivos mostram as relações quentes entre a Venezuela, o Equador e as Farc. Ora, os presidentes venezuelano e equatoriano são aliados das Farc no Foro de São Paulo. Os três se ajudam. Os três se defendem. Não é estranha a tristeza do Bufão de Caracas quando foi anunciada a morte de Raul Reys pelo exército colombiano. O bufão é amigo das Farc. O Menino Maluquinho do Equador também é. Por isso eles ficaram tão incomodados com a ação colombiana. Nunca é demais lembrar que as Farc são responsáveis por 70% da droga comercializada por Fernandinho Beira Mar. O Foro de São Paulo apóia as Farc, portanto, apóia a droga que entra aqui. Até quando teremos que agüentar este silêncio sobre o Foro de São Paulo? Até quando este silêncio sobre as relações quentes entre FARC-PT-CHÁVEZ-CORREA? Enquanto o Foro de São Paulo é beneficiado por este silêncio as Farc continuam recebendo armas da Venezuela e mandando drogas para varias partes do mundo, principalmente para o Brasil.

É hoje

Hoje o São Paulo joga contra o Bragantino em Bragança Paulista. É ganhar ou ganhar. Ainda bem que o Santos empatou ontem com o Rio Claro. Um time a menos para secar. Além dos gols (isso mesmo, no plural) de Adriano e Borges (até Rogério Ceni pode tentar marcar seu primeiro gol no ano) que garantirão a vitória tricolor vamos secar o Corinthians. Para o timinho, este ano, só vale o Campeonato Brasileiro da Série B.
VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!

Mãe Dilma fora da vitrine eleitoral

Os lulistas bolivarianos vão tirar Mãe Dilma da vitrine eleitoral de 2010 depois do dossiê anti-tucano. Este recuo foi uma maneira encontrada pelos petistas de desviar o foco. O que altera neste escândalo se Dilma Rousseff está ou não em exposição? Aí os lulistas bolivarianos dirão “Pronto! A imprensa golpista não queria tirar Dilma das eleições de 2010? Aí está!” É preciso punir quem elaborou este dossiê. Usaram o Estado para atacar adversários. Mais uma vez o petismo usa de recursos sujos para calar a boca da oposição. Eles têm os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Cadê os gastos de Lula? Já que Lula é esta reserva moral por que não divulgar todos os gastos, tudo, sem exceção? O negócio deles é intimidar, é montar dossiê com o nome de “banco de dados”.
Mãe Dilma está fora da vitrine eleitoral. Mas me respondam: em algum momento ela teve chance de vencer alguma disputa em 2010?

Ele está bagunçando o coreto

Geraldo Alckmin está dividindo a aliança PSDB-DEMO em São Paulo. Matéria publicada hoje na Folha de São Paulo mostra que Dona Supla subiu nas pesquisas e Alckmin oscilou um ponto negativamente. Sempre defendi aqui no blog que Alckmin não deveria ser candidato a Prefeitura de São Paulo em outubro. Os tucanos deveriam se unir em torno do atual prefeito Gilberto Kassab. Mas, o PSDB sempre faz de tudo para ajudar os petistas. Basta lembrar a campanha horrorosa de Alckmin em 2006.
Alckmin está bagunçando o coreto. Ao invés de unir está desunindo. E quanto mais desunido for o PSDB e o DEMO para as eleições de outubro, melhor será para Dona Supla e os aloprados petistas.