A TV Anhanguera resolveu transmitir o quebra canela do Campeonato Goiano. Então, tento acompanhar o jogo do São Paulo pela internet. Ouvi o jogo contra o Rio Claro pela Rádio Eldorado-ESPN na internet. Parece que o jogo foi duro, mas o São Paulo venceu por 3 a 1. Adriano marcou seu primeiro gol no Morumbi. Jorge Vagner e Hernanes fecharam a conta. Ainda bem. Ganhar é o que importa, como sempre fala Muricy Ramalho. Por falar nele, não duvidem dele. Quando todo mundo está desanimado com seu time ele começa a ganhar disparado e conquistar vários campeonatos. Não duvidem do Muricy Ramalho.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
TCU aprova realização de auditoria para investigar uso de cartões corporativos
Por Renata Giraldi
na Folha online
Denúncias
Segundo reportagem da Folha, os cartões do governo federal foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e free shop.
De acordo com o Portal da Transparência, site do próprio governo, só em 2007, o governo federal gastou R$ 75,6 milhões com cartões de crédito corporativo.
Na última segunda-feira, a Comissão de Ética Publica solicitou à CGU (Controladoria Geral da União) que investigasse a suspeita de uso irregular do cartão pela ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). De acordo com dados levantados, Matilde teria gasto R$ 461,16 em um free shop.
A controladoria também irá investigar o ministro Altemir Gregolin (Pesca), que usou o cartão corporativo para pagar uma conta de R$ 512,60 em uma churrascaria em Brasília. Por meio de sua assessoria, ele informou que o cartão pagou um almoço de negócios: recebimento de uma comitiva pesqueira da China.
O ministro Orlando Silva (Esporte) também é suspeito de irregularidades. Ele usou o cartão corporativo para fazer compras em uma tapiocaria de Brasília, em maio passado.
No Congresso, há parlamentares que defendem a instauração de uma CPI para investigar o assunto.
na Folha online
O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou nesta quarta-feira uma auditoria geral no uso de cartões corporativos por autoridades federais. A idéia é investigar se houve irregularidades envolvendo despesas, saques em espécie, além de saber como foram aplicados os recursos públicos.
A auditoria foi proposta pelo ministro do TCU Ubiratan Aguiar. "Temos permanentemente o trabalho realizado por auditorias técnicas destinadas a cada setor do governo. Mas o ideal é fazer uma auditoria mais ampla a partir do apresentado por essas [auditorias] técnicas", disse Aguiar à Folha Online.
Segundo o ministro, a auditoria ampla servirá para identificar se houve aumento excessivo na retirada em espécie com o cartão. Também indicará eventuais abusos utilizando os cartões e ainda como foi aplicado o dinheiro público.
Aguiar condenou as irregularidades que envolvem os cartões corporativos. Segundo ele, o cartão é um instrumento legal que foi criado para substituir a burocracia que existia. Antes do cartão, era exigido que o funcionário se submetesse um processo interno para autorizar o gasto toda vez que tivesse despesas de trabalho.
Porém, o ministro ressaltou que o uso de cartões corporativos é limitado a R$ 8.000 e exclusivamente para atividades de trabalho, sem exceção. "Nós temos de otimizar os recursos públicos. [Afinal] há obras que são essenciais e isso exige o bom uso [do erário]", disse Aguiar.
A auditoria foi proposta pelo ministro do TCU Ubiratan Aguiar. "Temos permanentemente o trabalho realizado por auditorias técnicas destinadas a cada setor do governo. Mas o ideal é fazer uma auditoria mais ampla a partir do apresentado por essas [auditorias] técnicas", disse Aguiar à Folha Online.
Segundo o ministro, a auditoria ampla servirá para identificar se houve aumento excessivo na retirada em espécie com o cartão. Também indicará eventuais abusos utilizando os cartões e ainda como foi aplicado o dinheiro público.
Aguiar condenou as irregularidades que envolvem os cartões corporativos. Segundo ele, o cartão é um instrumento legal que foi criado para substituir a burocracia que existia. Antes do cartão, era exigido que o funcionário se submetesse um processo interno para autorizar o gasto toda vez que tivesse despesas de trabalho.
Porém, o ministro ressaltou que o uso de cartões corporativos é limitado a R$ 8.000 e exclusivamente para atividades de trabalho, sem exceção. "Nós temos de otimizar os recursos públicos. [Afinal] há obras que são essenciais e isso exige o bom uso [do erário]", disse Aguiar.
Denúncias
Segundo reportagem da Folha, os cartões do governo federal foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e free shop.
De acordo com o Portal da Transparência, site do próprio governo, só em 2007, o governo federal gastou R$ 75,6 milhões com cartões de crédito corporativo.
Na última segunda-feira, a Comissão de Ética Publica solicitou à CGU (Controladoria Geral da União) que investigasse a suspeita de uso irregular do cartão pela ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). De acordo com dados levantados, Matilde teria gasto R$ 461,16 em um free shop.
A controladoria também irá investigar o ministro Altemir Gregolin (Pesca), que usou o cartão corporativo para pagar uma conta de R$ 512,60 em uma churrascaria em Brasília. Por meio de sua assessoria, ele informou que o cartão pagou um almoço de negócios: recebimento de uma comitiva pesqueira da China.
O ministro Orlando Silva (Esporte) também é suspeito de irregularidades. Ele usou o cartão corporativo para fazer compras em uma tapiocaria de Brasília, em maio passado.
No Congresso, há parlamentares que defendem a instauração de uma CPI para investigar o assunto.
Vai embora!
Mas esse Lobinho, hein? Ele não apresentou os documentos de defesa contra as acusações que pesam sobre suas costas. Preferiu atacar a cúpula do seu partido DEMO. Ora, se ele não está satisfeito, se ele não tem documentos que comprovam sua inocência, se ele está triste com a cúpula do partido, pegue seu banquinho e saia de mansinho. Vai embora, Lobinho!
Até o Giuliani?
Pô, até o Rudy Giuliani saiu do páreo na corrida rumo à Casa Branca? Ele vai apoiar a candidatura de John McCain. Mas eu também falei aqui. O planejamento da sua campanha concentrada só na Flórida era arriscado. Ele tentou e se deu mal. Eu não imaginava que ele fosse sair da corrida assim, sem esperar a Super Terça.
Aliança indigesta
No berço do mensalão vemos os petistas e tucanos armando uma aliança para as eleições municipais em Belo Horizonte. O PT e o PSDB já tiveram suas contas pagas por Marcos Valério. Realmente os dois partidos se merecem. Que se danem os dois! E se preparem para os ataques.
Eu falei
Ontem à noite, enquanto acompanhava o resultado da prévia republicana na Flórida eu disse o seguinte sobre John Edwards, candidato democrata: Fica aí o registro e o meu pedido para Edwards: “Pede pra sair!”, “Pede pra sair!”. Escrevi isso no post em que eu registrava a vitória de Hillary Clinton na Flórida mesmo o estado não mandando nenhum delegado para a convenção do partido. Registrei a vitória de Hillary sobre Barack Obama e, mais uma vez, o terceiro lugar de John Edwards. Leio agora nos sites da internet que ele pediu pra sair. Edwards não é mais candidato a nada. Talvez ele apóie Obama. Talvez seus admiradores não o sigam e apóiem Hillary. De agora em diante as coisas vão começando a tomar um rumo lá nos Estados Unidos. Calma que ainda tem a Super Terça. Edwards foi fraco. Não agüentou. Pediu pra sair.
Bagunça em Caldas Novas
O que estão fazendo com Caldas Novas não está escrito. Se já escreveram tem que escrever um pouco mais. Quando a gente pensa que a história acabou, que finalmente uma pessoa vai assumir a prefeitura, alguma irregularidade surge. Até neste momento, quando a cidade está empestada de cabos eleitorais pedindo votos para o futuro prefeito tampão.
Desde 2004 que a prefeitura da cidade não tem nenhum prefeito fixo. Enquanto isso os problemas se acumulam a cada dia. E olha que Caldas Novas é a principal cidade turística de Goiás. O que estes políticos sem vergonha estão fazendo não está escrito. E se escreveram, preparem a caneta ou o teclado do computador porque mais uma bagunça terá que ser escrita para completar esta história que só suja a cidade das águas quentes.
Desde 2004 que a prefeitura da cidade não tem nenhum prefeito fixo. Enquanto isso os problemas se acumulam a cada dia. E olha que Caldas Novas é a principal cidade turística de Goiás. O que estes políticos sem vergonha estão fazendo não está escrito. E se escreveram, preparem a caneta ou o teclado do computador porque mais uma bagunça terá que ser escrita para completar esta história que só suja a cidade das águas quentes.
Venezuela vive nova crise de reféns
No Estado de São Paulo com agências internacionais
A população venezuelana acompanhou com apreensão uma outra crise de reféns. Desta vez, os seqüestradores não eram guerrilheiros colombianos, mas delinqüentes comuns. Armados com pistolas e pelo menos uma granada, quatro assaltantes mantiveram durante 25 horas mais de 30 pessoas retidas num banco na cidade de Itagracia de Orituco, no Estado de Guárico, a 100 quilômetros de Caracas. No meio da tarde de ontem, após acordo com a polícia, os seqüestradores libertaram a maioria dos reféns e fugiram numa ambulância, levando cinco voluntários como escudo. Duas horas depois, a ambulância foi interceptada pela polícia numa estrada, onde os criminosos soltaram os últimos reféns e se entregaram.
Imagens dramáticas dos reféns exibindo cartazes com pedidos de ajuda foram acompanhadas pela TV em todo o país. De manhã, seus parentes pediram a intervenção de Hugo Chávez. “Presidente, o senhor, que está atuando como mediador para a paz e a libertação dos reféns colombianos, ajude a salvar essas pessoas. Aqui é o seu povo que implora”, disse a uma rádio Brigiet de Goitia, mãe de um dos seqüestrados. Até o fim da tarde, Chávez não havia feito declarações sobre o caso. Uma grávida de 8 meses, uma criança de 10 anos e um bebê de colo estavam ente os reféns, segundo Enrique Cottin, presidente do Banco Provincial, uma filial do espanhol BBVA. O drama começou na segunda-feira à tarde, quando os assaltantes foram surpreendidos por um policial que entrou no banco para retirar dinheiro do caixa automático. Após uma troca de tiros, o banco foi cercado pelas forças de segurança. “Conseguimos trazer os parentes (dos assaltantes) a tempo para negociar com eles”, disse o governador de Guárico, Eduardo Manuitt. Ontem, depois que os criminosos ameaçaram começar a executar reféns em 20 minutos, as autoridades concordaram em deixá-los partir na ambulância, que acabou interceptada a leste de Caracas.O aumento da violência é uma das questões que hoje mais comprometem a popularidade do governo Chávez. Em 1998, ano em que ele foi eleito, 6.477 pessoas foram assassinadas no país. Em 2007, os homicídios passaram de 12 mil, de acordo com as fontes oficiais, e 387 pessoas foram seqüestradas. Há indícios, porém, de que a dimensão do problema seja ainda maior. Jornais e ONGs acusam o governo de mascarar os indicadores de criminalidade para não causar alarde. Mudanças na classificação dos crimes também contribuiriam, segundo esses meios, para ocultar o aumento da criminalidade. Hoje um “crime passional”, uma “morte ao resistir à prisão” e um “acerto de contas”, por exemplo, não são registrados como homicídio.
Bloqueio de recursos deve ser de pelo menos R$ 10 bi
Por Sérgio Gobetti e Vera Rosa
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
O governo já começa a planejar o contingenciamento do Orçamento da União, que o Congresso se prepara para votar. O objetivo da equipe econômica é dar um sinal ao mercado de que mantém a disposição de cortar R$ 20 bilhões do Orçamento para compensar a perda de receita da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mesmo que o Congresso doure a pílula, reduzindo a tesourada pela metade.Técnicos do governo já admitem extra-oficialmente que o bloqueio de recursos será de no mínimo R$ 10 bilhões, sem contar o que o próprio Congresso vai cortar n a votação da lei orçamentária. “Vamos manter os cortes em despesas de custeio e investimentos, mas preservaremos o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC)”, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.Em reunião realizada ontem com ministros que compõem a coordenação política do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os parlamentares podem “até querer” cortar menos, mas terão de apresentar fontes de recursos para preservar a receita. Nos últimos dias, integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso vêm tentando inflar a estimativa de arrecadação de 2008 com esse objetivo: encontrar uma fórmula para cortar menos despesas.O próprio governo reconhece que a arrecadação deste ano deve superar em R$ 10 bilhões a inicialmente prevista. Mas as estimativas do Congresso indicam uma ampliação de aproximadamente R$ 23 bilhões.Embora a distribuição de cargos incomode o governo, foi o tema econômico que dominou a pauta da reunião da coordenação política, no Planalto. Ao fazer uma exposição sobre o impacto da crise dos Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou que a economia brasileira tem solidez. Admitiu, porém, que o País precisa “ficar atento” para não ser pego de surpresa num cenário internacional conturbado.
NÚMEROS
O relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), informou ontem que os estudos de cortes para compensar o fim da CPMF caminham para uma redução de R$ 4,4 bilhões em emendas coletivas (de bancadas e de comissões). É a metade dos R$ 8,8 bilhões que estavam reservados para emendas coletivas antes de o Senado derrubar a emenda que prorrogava a CPMF até 2011, em dezembro. Outros R$ 4,8 bilhões de emendas individuais de deputados e senadores serão mantidos.Pimentel disse que o porcentual do corte nas emendas ainda está em estudo e que aguarda a reestimativa de receita da União, a ser apresentada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ). “É uma questão de contabilidade e vamos ter que fechar a conta. Trabalho com corte de R$ 20 bilhões”, afirmou o deputado, que apresentará um novo relatório em 12 de fevereiro, ao ser questionado sobre a possibilidade de a redução do Orçamento não ser tão grande e ficar em R$ 17 bilhões
Tarso manda PF interrogar ex-agente preso sobre Jango
Por Simone Iglesias
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O ministro Tarso Genro (Justiça) determinou ontem à Polícia Federal (PF) que interrogue o ex-agente do serviço de inteligência uruguaio Mario Neira Barreiro, preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS).Ele, que cumpre pena por tráfico de armas, roubo de carro-forte e falsidade ideológica, afirmou à Folha que espionou o presidente João Goulart (1918-1976) por quatro anos no exílio e que participou de operação que teria como objetivo matá-lo. Ele não mostrou provas sobre isso. Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, oficialmente de ataque cardíaco.Para reforçar a investigação, o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) encaminhou ontem à Procuradoria Geral da República pedido para que Barreiro seja ouvido pelo Ministério Público Federal. A família Goulart já havia pedido à Procuradoria investigação sobre as declarações do uruguaio.Miro conversou por telefone com Tarso, que lhe informou da determinação à PF. À tarde, a orientação de Tarso chegou à Superintendência da Polícia Federal do RS. A assessoria da PF disse que o procedimento para colher o depoimento ainda não foi instaurado, o que ocorrerá nos próximos dias."A Procuradoria e a polícia podem verificar se o que o ex-agente fala tem fundamento", afirmou Teixeira.O colunista da Folha Carlos Heitor Cony, que esteve com Barreiro em 2002, afirmou que o relato feito à época, semelhante às declarações dadas pelo ex-agente este ano, lhe pareceu fantasioso, mas continha dados que faziam sentido.Cony e a jornalista Anna Lee entrevistaram Barreiro quando faziam pesquisa para o livro "O Beijo da Morte" (Objetiva, 2003). "Não acho que Geisel [presidente Ernesto Geisel] tenha dado o ordem [para matar Jango] pessoalmente, mas o aparelho da repressão do governo, do Geisel para baixo, fez muitas coisas", afirmou Cony.O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse ontem que a representação dos familiares de Goulart vai ser encaminhada para o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul até o início de fevereiro. "De uma coisa tenho certeza, não é da competência do procurador-geral da República", disse.
DEM contesta aposentadoria para invasor
Por Felipe Seligman
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O DEM entrou ontem com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra parecer da Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência que garante cobertura previdenciária a sem-terra que trabalham em área invadida, seja ela pública ou privada. Segundo o documento, aprovado pelo ministro Luiz Marinho, eles podem usar o tempo de atividade rural para se aposentar.De acordo com a ação, o parecer "não prestigia a ordem constitucional em vigor" e, portanto, "o Poder Público e a sociedade não podem tolerar".Em resposta à ação do DEM, Marinho disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que o parecer é para "desburocratizar as ações do INSS, em sintonia com a Constituição Federal".
PF revê ações e diz que agora vai evitar execração e exageros
Por Andréa Michael
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Ao apresentar ontem pela primeira vez publicamente o novo manual de operações da Polícia Federal, o diretor do órgão, delegado Luiz Fernando Corrêa, disse que entre os principais focos dos procedimentos consolidados no documento estão melhorar a qualidade das provas colhidas, para garantir a condenação de criminosos pela Justiça, bem como evitar a "execração pública" de investigados com exposição à mídia.Questionado sobre possíveis mudanças no uso de algemas em presos e as críticas que teriam sido feitas a tal procedimento pelo presidente Lula, Corrêa respondeu: "O que indignou o presidente não foi o uso de algema, foi a exposição de presos e eventuais exageros que estavam ocorrendo".As críticas de Lula surgiram após o vazamento de escutas relacionadas à Operação Xeque-Mate, na qual o irmão do presidente Genival Inácio da Silva foi investigado sob suspeita de tráfico de influência.O uso de algemas, reafirmou Corrêa, "apresenta-se como regra de segurança da equipe policial, do custodiado e de terceiro". E vale para todo mundo.Quanto à preservação da imagem dos investigados, a recomendação, disse o delegado, será a entrada das viaturas com os presos pelas garagens das superintendências da PF.A elaboração do manual, que substitui o de 1986, foi feita em 2007, na gestão do antecessor de Corrêa, Paulo Lacerda, que hoje comanda a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Procurado, ele não quis comentar os "eventuais exageros".Corrêa negou que haverá maior controle na divulgação de dados, diante da indicação, em apresentação de slides, de que operações serão coordenadas pelo "órgão central" da PF.Entre as novidades destaca-se a criação de um "núcleo de custódia". Formado por policiais, vai atender os advogados dos presos, numa tentativa de diminuir as críticas de que eles têm tido cerceado o acesso a seus clientes pela PF.
Mais dois ministros fizeram uso ilegal de cartão do governo
Por Lucas Ferraz
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
A exemplo da ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), os ministros Orlando Silva (Esporte) e Altemir Gregolin (Pesca) também cometeram irregularidades ao usar o cartão de crédito corporativo do governo federal. Os dois fizeram compras em Brasília, uma delas em uma tapiocaria. Nenhuma delas foi "emergencial", como diz decreto governamental que regulamenta o uso do cartão.Além dos gastos indevidos, análise feita pela Folha nos extratos dos ministros revela também despesas incompatíveis com suas agendas.Os três estão sendo investigados pela CGU (Controladoria Geral da União). É a primeira vez que órgão investiga ministros por suspeitas de utilização irregular de cartões.A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) solicitou ao ministro Jorge Hage investigações sobre os gastos de Matilde e Gregolin com cartões corporativos. A solicitação ocorreu depois que os dois ministros pediram à chefe da Casa Civil que fossem investigados. O procedimento é necessário porque as duas pastas estão diretamente vinculadas à Presidência. Hage recebeu também, no último dia 25, explicações de Orlando Silva.Por não haver precedentes dessa natureza, a CGU ainda não sabe informar a punição possível para esses casos.Segundo Hage, os ministros Gregolin e Matilde o procuraram dias atrás dizendo que iriam prestar esclarecimentos, mas até ontem ainda não tinham enviado documentos. Anteontem, a Comissão de Ética Pública pediu à CGU que investigue as compras de Matilde em um free shop (R$ 461,16).Orlando Silva usou o cartão corporativo para fazer compras em uma tapiocaria de Brasília, em maio passado. Apesar do valor (R$ 8,30), o gasto foi irregular, por contrariar as normas de uso do cartão. Questionado, ele apresentou o mesmo argumento de Matilde: a compra teria ocorrido por "engano" e o dinheiro teria sido ressarcido.A Folha tentou confirmar se Matilde e Silva devolveram o valor das compras ao Tesouro, mas não obteve resposta.Já Gregolin usou o cartão corporativo em uma churrascaria em Brasília. O ministro disse via assessoria que os R$ 512,60 se referem a um almoço, quando ele recebeu uma comitiva pesqueira da China.O ministro Hage, da CGU, afirmou à Folha que o gasto foi ilegal. Por meio de sua assessoria, disse que a despesa não poderia ter sido realizada -apesar de declarar que ela seria perfeitamente razoável, mas que há uma lacuna normativa a respeito. "Não há previsão na lei para esse tipo de gasto." O uso do cartão em Brasília, diz ele, é restrito a pequenos gastos, como serviços de manutenção e material de escritório.A Folha analisou os extratos dos cartões de Matilde Ribeiro, Altemir e Orlando, os três funcionários do primeiro escalão do governo que mais gastaram com cartão no último ano -respectivamente R$ 171,5 mil, R$ 22,6 mil e R$ 20,1 mil. A análise se refere exclusivamente a gastos com restaurantes.Os três ministros, juntos, pagaram despesas no ano passado em 158 restaurantes, lanchonetes, bares ou choperias. Figuram como estabelecimentos preferidos churrascarias, restaurantes de comidas árabes e italianas, além de choperias.A Folha enviou aos ministros três perguntas referentes a cada gasto de 2007: "Qual a agenda oficial do ministro no dia? O almoço/jantar foi para tratar de assunto oficial? Se foi oficial, quem participou?".As assessorias de Matilde e Silva não quiseram responder ponto a ponto. Disseram que as agendas estavam na internet. Já a assessoria de Gregolin relacionou os gastos à agenda.Das 26 despesas de Silva com restaurantes, há muitas com churrascarias. Como mostrou a Folha, ele gastou R$ 468,05 em um restaurante nos Jardins quando não tinha evento na agenda. Há ainda dois gastos em São Paulo, no mesmo dia, quando não havia atividade.Gregolin vai com freqüência a restaurantes italianos, principalmente em Santa Catarina, seu Estado natal. Em Chapecó, sua base política, estão registrados dez pagamentos.Nos extratos de Gregolin constam três despesas no Carnaval de 2007, que somam R$ 222,85, em restaurantes do Rio, todas na Quarta-Feira de Cinzas. Uma delas no Porcão, tradicional reduto VIP do Rio.O ministro disse que trabalhou no Carnaval do Rio: foi à Marquês de Sapucaí na companhia do ministro da Pesca da Noruega, que assistia a um desfile cujo tema era o bacalhau.Matilde também gastou no Carnaval: R$ 83,60 no Rio, e R$ 120,78 em Salvador. Os gastos são do mesmo dia: 21 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas. A agenda de Matilde informa que ela participou de eventos nas duas cidades no Carnaval, porém no dia do gasto não havia atividade prevista.
John McCain vence
John McCain venceu a prévia republicana na Flórida. Ele obteve 36% dos votos. Em segundo lugar ficou Mitt Romney com 31%. Em terceiro lugar ficou Rudy Giuliani com 15%. Pertinho dele ficou Mike Huckabee com 13%. Quem diria que McCain voltaria com tudo. Quem diria que Giuliani perderia tanto num estado que ele investiu tanto.
As projeções
CNN, Fox, NBC e Associated Press já fazem as suas projeções. John McCain vence a prévia republicana na Flórida.
E ninguém acreditava no McCain
Quem diria que o velho veterano de guerra John McCain estaria liderando a prévia na Flórida. Quem diria que ele iria tão longe. Pois é. Faz pouco tempo que eu tento acompanhar as notícias lá dos Estados Unidos. Do pouco que eu tenho lido, McCain estava desacreditado quando saiu candidato à presidência. Os Republicanos devem estar impressionados. Eu também.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Numa disputa sem graça, Hillary vence
Está bem, fica aqui o registro. Mesmo não tendo delegados, a prévia dos Democratas na Flórida teve Hillary Clinton como vencedora com 49% dos votos. Em segundo aparece Barack Obama com 29% e em terceiro, como sempre, John Edwards com 15%. Pronto. Fica aí o registro e o meu pedido para Edwards: “Pede pra sair!”, “Pede pra sair!”.
Primeiros números
Vamos à prévia dos Republicanos na Flórida. Pelo visto a estratégia de Rudy Giuliani em focar apenas este estado não está surtindo efeito. Ele aparece em terceiro lugar com 15% tendo Mike Huckabee bufando no pescoço com 13%. Lá na frente, John McCain lidera com 34% e Mitt Romney está em segundo com 31%. Nada está definido. Nenhum dos três primeiros lugares está definido.
Os Democratas também têm prévia na Flórida
É mesmo! Tem prévia dos Democratas na Flórida. Mas o estado não terá delegados na convenção democrata. Assim não tem graça. A graça do jogo está do outro lado, do lado Republicano.
Hoje tem prévia Republicana
Vamos ver o que a Flórida vai nos mostrar hoje no lado Republicano. Será que Rudy Giuliani errou no seu planejamento e vai perder feio? Será que os outros candidatos vão acabar com o entusiasmo do velho combatente de guerra John McCain? É melhor aguardar do que acreditar nas pesquisas.
A Venezuela de Hugo Chávez
A imprensa internacional apoiou a operação liderada por Hugo Chávez juntamente com as Farc pela libertação de duas reféns. Pois é. O ditadorzinho venezuelano recebeu aplausos até do presidente francês Nicolas Sarkozy. Pouca gente falou que as Farc não eram essa doçura que muita gente acreditava. Pouca gente denunciava a relação das Farc, Hugo Chávez dentro do Foro de São Paulo juntamente com o PT. Foram poucas as vozes a criticar esta pantomima ridícula. Poucas vozes acusadas de direitistas, de golpistas, de não se interessarem pela vida das reféns que eram libertadas.
Pois é mais uma vez. Vejam a matéria publicada no site G1 e postada logo abaixo. Vejam que na Venezuela de Hugo Chávez o tratamento para com os reféns é diferente. Lá, no país controlado pelo ditadorzinho de araque, os seqüestros acontecem aos montes e não vemos a imprensa internacional cobrir e exigir a libertação dos mesmos. Será que, se os reféns fossem seqüestrados pelas Farc, Chávez faria de tudo, com a cobertura da imprensa internacional, para libertar os reféns? Este é o paraíso bolivariano que Chávez quer divulgar mundo a fora. Este é o paraíso, o país do socialismo do século XXI que os lulistas daqui tanto aplaudem. Eles podem continuar aplaudindo. Nós, as poucas vozes direitistas, golpistas e desumanas, continuaremos a criticar as pantomimas ridículas do ditadorzinho de araque e as suas relações sujas com as Farc dentro do Foro de São Paulo, criada por Lula em 1990.
Pois é mais uma vez. Vejam a matéria publicada no site G1 e postada logo abaixo. Vejam que na Venezuela de Hugo Chávez o tratamento para com os reféns é diferente. Lá, no país controlado pelo ditadorzinho de araque, os seqüestros acontecem aos montes e não vemos a imprensa internacional cobrir e exigir a libertação dos mesmos. Será que, se os reféns fossem seqüestrados pelas Farc, Chávez faria de tudo, com a cobertura da imprensa internacional, para libertar os reféns? Este é o paraíso bolivariano que Chávez quer divulgar mundo a fora. Este é o paraíso, o país do socialismo do século XXI que os lulistas daqui tanto aplaudem. Eles podem continuar aplaudindo. Nós, as poucas vozes direitistas, golpistas e desumanas, continuaremos a criticar as pantomimas ridículas do ditadorzinho de araque e as suas relações sujas com as Farc dentro do Foro de São Paulo, criada por Lula em 1990.
Seqüestradores fogem de banco na Venezuela
Do site G1 com as agências Reuters e France Press
O grupo armado que estava mantendo cerca de 30 reféns em uma agência bancária na cidade de Orituco, na Venezuela, saiu do local em uma ambulância fornecida pelas autoridades. De acordo com autoridades locais, eles levaram junto duas mulheres e três homens que “se ofereceram voluntariamente” para acompanhá-los. “Chegamos a um acordo. Vamos deixar eles partirem”, disse o governador do Estado de Guarico, Eduardo Manuitt, ao jornal local El Nacional. Ele garantiu que não haverá perseguição policial aos seqüestradores. “Vamos recolher os reféns que foram com os assaltantes mais tarde”, afirmou.
Libertação
No início da tarde desta terça-feira (29), o grupo havia libertado uma das reféns. Segundo a imprensa local, um dos assaltantes, que se identificou apenas como Jorge, disse à refém liberta que aceita a presença de um padre e um médico dentro da agência, “para que vejam como estamos tratando bem essa gente”. Ele também afirmou que estão dispostos a libertar alguns dos reféns - uma mulher grávida e algumas crianças. Ao longo da noite de segunda-feira (28), os assaltantes libertaram seis pessoas – quatro mulheres e dois homens.
Os seqüestradores exigem uma ambulância para abandonar o local. Algumas horas atrás, a polícia entregou alimentos para os detidos dentro da agência. Ontem, quatro homens armados com pistolas e granadas tentaram roubar a agência do Banco Provincial de Altagracia, mas foram cercados pela polícia. Desde então o grupo, sitiado por dezenas de policiais, está mantendo como reféns os funcionários e os clientes que estavam no local no momento da ação. Segundo a imprensa local, entre os detidos estão uma mulher grávida e quatro crianças, entre eles um recém-nascido, além de três cidadãos espanhóis. Vários reféns apareceram na porta envidraçada do banco com cartazes pedindo ajuda para encerrar a situação.
Ainda bem que estão lavando roupa
Tem um grupo de parlamentares brasileiros que está retido na Antártida. Enquanto aguarda a melhoria do tempo para poder retornar ao Brasil, o grupo vai visitando as estações de pesquisas ali instaladas. O senador Renato Casagrande conversou, por telefone, com o pessoal da Folha online. Ele disse que os próprios parlamentares estão lavando suas próprias roupas. Ainda bem! Antes lavar roupa do que lavar dinheiro, não é mesmo?
Se o Lobinho for pro PTB...
Vai ser difícil o Edison Lobão Filho continuar no DEMO. Já recebeu algumas propostas de alguns partidos. Um deles é o PTB. O PTB de Roberto Jefferson. O PTB que abriu as portas para Fernando Collor de Melo. Se Lobinho for pra lá vai se sentir em casa, só gente boa, pessoas que não se parecem com o Lobão doido pra papar a Chapeuzinho Vermelho e a Vovozinha.
Tarso não tem mais nada pra fazer
Quando o ex-banqueiro falido Salvatore Cacciola foi preso em Mônaco, o ministro da Justiça Tarso Genro ficou todo empolgado querendo traze-lo de volta para o Brasil. Não sei se realmente foi, mas noticiaram que Tarso queria ir até Mônaco pegar o banqueiro. Com o passar do tempo, o caso Cacciola voltou para o fundo do baú. Não sabemos se Tarso Genro foi mesmo para Mônaco e se ele ficou vermelho de vergonha quando a justiça de lá questionou os documentos enviados daqui do Brasil cuja tradução não era lá das melhores. Vai ver, Tarso só queria aproveitar para fazer uma visita às belas paisagens de Mônaco. Do que adianta ver aquela beleza toda quando a Fórmula 1 passa por lá uma vez a cada ano? Tem que ir lá pessoalmente, conferir tudo “in loco”. Sei lá eu se Tarso conseguiu alguma evolução na tentativa de trazer Cacciola de volta para o Brasil.
Agora, depois que a Folha de São Paulo publicou no domingo uma entrevista com um ex-agente do serviço de inteligência do Uruguai que afirmou que o ex-presidente João Goulart teria sido assassinado, Tarso quer rever o caso. Ele não deve ter muita coisa para fazer. A Justiça no Brasil está uma maravilha, não temos violência e esse negócio de traficante tocar o terror nas favelas e a polícia não conseguir conter o avanço dos marginais é tudo conversa da imprensa. Como não tinha mais nada para fazer, Tarso resolveu averiguar se o ex-presidente foi ou não foi assassinado.
Realmente é duro não ter nada pra fazer. Enquanto as nossas fronteiras ficam livres para o tráfico, enquanto policiais despreparados sobem os morros para enfrentar bandidos, enquanto a nossa Justiça continua mais lenta do que tartaruga, Tarso Genro quer investigar se Jango foi ou não foi assassinado. Sugiro a ele que investigue também os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT, dois ex-cupanheros de partido que foram assassinados (isso mesmo, assassinados, não foi uma teoria da conspiração) e que até hoje ninguém sabe quem matou e quem mandou matar. São dois exemplos para Tarso Genro deixar de lado estas teorias da conspiração estúpidas e passar a cuidar de fatos concretos, de coisas reais. Além de Celso Daniel e Toninho do PT, várias outras pessoas são assassinadas, assaltadas e que precisam urgentemente do trabalho da Justiça. E a pasta da Justiça está sob o comando de Tarso Genro, um cara que não tem muita coisa pra fazer e, por isso, que vai para Mônaco passar vergonha diante da Justiça de lá com documentos traduzidos porcamente só para trazer de volta um ex-banqueiro fujão e ainda acredita em teoria da conspiração. O resto é conversa da imprensa.
Agora, depois que a Folha de São Paulo publicou no domingo uma entrevista com um ex-agente do serviço de inteligência do Uruguai que afirmou que o ex-presidente João Goulart teria sido assassinado, Tarso quer rever o caso. Ele não deve ter muita coisa para fazer. A Justiça no Brasil está uma maravilha, não temos violência e esse negócio de traficante tocar o terror nas favelas e a polícia não conseguir conter o avanço dos marginais é tudo conversa da imprensa. Como não tinha mais nada para fazer, Tarso resolveu averiguar se o ex-presidente foi ou não foi assassinado.
Realmente é duro não ter nada pra fazer. Enquanto as nossas fronteiras ficam livres para o tráfico, enquanto policiais despreparados sobem os morros para enfrentar bandidos, enquanto a nossa Justiça continua mais lenta do que tartaruga, Tarso Genro quer investigar se Jango foi ou não foi assassinado. Sugiro a ele que investigue também os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT, dois ex-cupanheros de partido que foram assassinados (isso mesmo, assassinados, não foi uma teoria da conspiração) e que até hoje ninguém sabe quem matou e quem mandou matar. São dois exemplos para Tarso Genro deixar de lado estas teorias da conspiração estúpidas e passar a cuidar de fatos concretos, de coisas reais. Além de Celso Daniel e Toninho do PT, várias outras pessoas são assassinadas, assaltadas e que precisam urgentemente do trabalho da Justiça. E a pasta da Justiça está sob o comando de Tarso Genro, um cara que não tem muita coisa pra fazer e, por isso, que vai para Mônaco passar vergonha diante da Justiça de lá com documentos traduzidos porcamente só para trazer de volta um ex-banqueiro fujão e ainda acredita em teoria da conspiração. O resto é conversa da imprensa.
Realmente não tem oposição
A Prefeitura de Goiânia está analisando as propostas de quatro empresas que desejam participar da licitação do transporte coletivo. Poxa, mas eu pensava que esse negócio de transporte coletivo em Goiânia já tivesse sido resolvido há muito tempo atrás. Na campanha eleitoral de 2004, o então candidato Íris Rezende prometeu resolver todos os problemas do transporte coletivo nos seis primeiros meses de sua administração. Passaram os seis primeiros meses e nada de melhorias. Pior. Íris só deu uma reformada rápida nos terminais, pintando suas grades, aquele famoso “engana que eu gosto”. Comprou um bocado de ônibus que não resolveu o problema da superlotação e da demora nos pontos. Hoje, os jornais goianos mostram que a prefeitura ainda está analisando as propostas das empresas (que já circulam em Goiânia, não tem nenhuma empresa nova) para participarem da licitação do transporte coletivo. E eu que pensava que o super-Iris tinha resolvido todos os problemas do transporte coletivo de Goiânia nos seis primeiros meses da sua administração. Engana que eu gosto. Cadê a oposição? Não vi até agora. Constato que em todas as esferas do poder no Brasil não temos oposição.
Dinheiro para o mensalão
Editorial do Estado de São Paulo
De tudo que veio a público do depoimento à Justiça Federal do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um trecho em especial desmoraliza definitivamente os argumentos petistas, explicitamente endossados pelo presidente Lula numa entrevista, para reduzir a um restrito crime eleitoral que todos os partidos cometem - o uso do caixa 2 - a compra sistemática de apoio político para o governo, envolvendo dinheiro público, que entrou para a história do lulismo como mensalão - aumentativo apropriado, aliás.No noticiário, o trecho de que se tratará logo adiante ficou obscurecido por ter Delúbio citado nominalmente 8 dos 21 integrantes da Executiva Nacional do partido que, em reunião, o incumbiram de “encontrar uma solução” para o problema de que “todo mundo sabia” no PT. À CPI dos Correios, em 2005, ele se limitara a mencionar “integrantes da Executiva”. O problema era a dívida de R$ 26 milhões, remanescente da campanha de 2002 em oito Estados, acrescida dos R$ 28 milhões que o PT precisava repassar a quatro partidos que haviam apoiado a candidatura Lula (PL, PTB, PMDB e PP), além de fazer caixa para as eleições municipais de 2004. A solução encontrada pelo tesoureiro foi se socorrer com o publicitário Marcos Valério, que entraria para a lista dos 40 processados pelo STF, como operador do mensalão, entre outros malfeitos. Depois que estourou o escândalo, ficou-se sabendo que Valério repassou clandestinamente aos endividados e aos políticos dos quais o lulismo queria ser credor a bagatela de R$ 55 milhões, alegadamente emprestados de bancos como o Rural e o BMG.À juíza Sílvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que o interrogou na quinta-feira passada, Delúbio sustentou - eis a passagem crítica - que em reunião que teve com a Executiva do partido descartou a possibilidade de cobrir o rombo por meio de doações declaradas à Justiça Eleitoral. Ele disse que dessa reunião participaram petistas estrelados como o deputado José Genoino, à época presidente da agremiação, a atual ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o senador Aloizio Mercadante, então líder do PT na Câmara, os quais, portanto, participaram do lançamento da “pedra inaugural” do esquema do mensalão.Naturalmente, essas coisas se fazem, mas jamais são admitidas. A explicação encontrada para a não contabilização dos recursos foi a de que os eventuais doadores exigiriam, em troca, benefícios na administração Lula. (Melhor só o que o ex-ministro José Dirceu diria à juíza no dia seguinte: “Minha influência no governo é zero, minha influência no PT é zero.”) A juíza Silvia Maria Rocha pôs em dúvida a versão de Delúbio. “Como explica então a aproximação com Marcos Valério? O que é que ele queria em troca, ou não ia querer nada; é o salvador da pátria?”O ex-tesoureiro não se perturbou; afinal, se não é o salvador da pátria, Valério sem dúvida fez o que pôde para salvar o PT. E por isso Delúbio se declara eternamente grato a ele, a quem teria procurado exclusivamente por iniciativa própria. Pena que “deu errado, porque veio a crise, todas as denúncias e nós não devolvemos o dinheiro a ele ainda”. De notar, além da louvável preocupação com o que certamente dará em calote, o “nós” de quem deixou de pertencer ao partido em outubro de 2005, quando a companheirada o expulsou.A reação petista ao abraço de afogados com que Delúbio engolfou expoentes da legenda - pela recusa a reabastecer os cofres de forma legal - é um modelo do memorável duplipensar do autor britânico George Orwell, em 1984: “O PT não analisará o conteúdo de cada depoimento isoladamente”, diz a sua nota, “preferindo aguardar o conjunto das declarações para conferir a consistência com os registros contábeis e atas de reuniões das instâncias partidárias.” Como se o partido, para edificação das futuras gerações de companheiros, deixasse documentado que, depois de conquistar o poder, uma de suas mais altas instâncias decisórias teria dado ao tesoureiro a ordem de resolver o intrincado problema de seus débitos da maneira que achasse melhor - desde que por debaixo do pano. Como disse o senador tucano Sérgio Guerra, “é óbvio que tudo aquilo não foi feito por uma única pessoa e sem autorização da direção partidária”.
Bush admite 'período de incerteza econômica', mas pede confiança
No Estado de São Paulo
Em seu último discurso sobre o Estado da União, o presidente George W. Bush procurou aliviar ontem as preocupações com a economia dos EUA. “Nossa economia está passando por um período de incerteza. À mesa das cozinhas por todo o nosso país, há preocupação sobre nosso futuro econômico”, admitiu ele no Congresso. Mas acrescentou: “No longo prazo, os americanos podem ter confiança em relação a nosso crescimento.”No discurso de pouco mais de 50 minutos, iniciado às 21h10 de ontem em Washington (0h10 de hoje em Brasília), Bush pediu que o Congresso torne permanentes os cortes de impostos promovidos em 2001 e 2003 e aprove rapidamente um pacote de US$ 150 bilhões anunciado na semana passada com o objetivo de evitar a recessão nos EUA - que sofrem com a alta do preço do petróleo e a crise das hipotecas. Em meio à corrida para as eleições presidenciais de novembro, Bush quer evitar ser culpado por um colapso econômico. Quando assumiu o cargo em 2001, ele herdou um país com superávit de US$ 236 bilhões. Seu sucessor herdará um Estado com déficit de US$ 3,5 trilhões. A renda média dos americanos, que cresceu US$ 6 mil de 1993 a 2001, caiu US$ 1 mil em 2007. Enfraquecido também pela guerra no Iraque, cada vez mais impopular, e enfrentando baixos índices de aprovação (cerca de 30%), Bush destacou que o reforço de tropas americanas iniciado em janeiro de 2007 no país do Golfo Pérsico deu resultado. “Nossos inimigos no Iraque têm sido duramente atingidos”, afirmou. “Alguns podem negar que o reforço esteja funcionando, mas entre os terroristas não há dúvida: a Al-Qaeda está batendo em retirada no Iraque, e esse inimigo será derrotado”, acrescentou, para os aplausos da bancada republicana.Bush reiterou a exigência de que o Irã abandone o enriquecimento de urânio e fez uma advertência direta “aos líderes” iranianos: “Saibam que os EUA enfrentarão quem quer que ameace as tropas americanas. Defenderemos nossos aliados e protegeremos nossos interesses vitais no Golfo.” Foi uma referência a um incidente ocorrido semanas atrás, quando, segundo os EUA, lanchas da guarda costeira iraniana teriam ameaçado navios americanos. Bush pediu ainda que o Congresso torne permanente um polêmico programa de espionagem interna que inclui a interceptação de telefonemas como parte do combate ao terrorismo.
Disputa política pára nomeação na Petrobras
Por Pedro Soares
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Indicado pelo PMDB para diretor da área Internacional da Petrobras, o engenheiro Jorge Zelada não foi confirmado ontem para o cargo em reunião do Conselho de Administração da estatal em razão da oposição ao seu nome por parte de setores do próprio PMDB e do PT.A expectativa era que ele fosse confirmado ontem pelo Conselho, que passou toda a tarde reunido na sede da empresa, no Rio. Mas o assunto nem sequer foi tratado durante a reunião. A Petrobras informou que questões relativas a mudanças na diretoria não entraram na pauta.A Folha apurou que o nome de Zelada sofre resistência de parte do PMDB do Senado, que controla o Ministério de Minas e Energia e deve ampliar sua influência no setor com indicações para diretorias da Eletrobrás e de suas subsidiárias.A indicação de Zelada também não foi consumada por causa da oposição de uma ala do PT, que comanda atualmente a diretoria internacional da Petrobras. O senador Delcídio Amaral (PT-MS), que indicou o atual diretor, Nestor Cerveró, ainda luta para mantê-lo.Apesar da resistência, a cúpula do PMDB dá como certa a nomeação de Zelada. Segundo dirigentes peemedebistas, a garantia de indicação já foi dada de viva voz por Lula.Zelada é um técnico de carreira da área de engenharia da estatal que, convenientemente, foi apadrinhado pela bancada do partido na Câmara -mais especificamente, pelos deputados mineiros. Isso ocorreu após a primeira opção do partido, João Augusto Fernandes, ex-diretor da BR Distribuidora nos anos 90, ter sido vetada pela Casa Civil.Sua indicação partiu do próprio Fernandes, que conseguiu que o PMDB abraçasse o nome de Zelada. Historicamente, ele não tem nenhuma vinculação com o partido.Segundo a Folha apurou, o PMDB considera que já fez uma concessão ao apresentar um segundo nome, e que um novo veto criaria uma crise séria. O partido espera que a confirmação de Zelada se dê até o final de fevereiro.Zelada, atualmente, ocupa o cargo de gerente-geral de empreendimentos de exploração e produção e transporte marítimo da diretoria de Serviços, cujo titular é Renato Duque, da cota do PT. O posto é o terceiro na hierarquia -abaixo do de diretor e do de gerente-executivo. O indicado do PMDB cuida de projetos de plataformas e outras embarcações.
Comissão pede que CGU investigue ministra
Por Letícia Sander
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Reunida ontem em Brasília, a Comissão de Ética Pública decidiu pedir à CGU (Controladoria-Geral da União) que investigue as compras feitas pela ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) em um free shop com cartão corporativo do governo federal. "Chegamos à conclusão preliminar de que o assunto, ao menos em primeira instância, deve ser examinado pela CGU, pelas implicações potenciais que pode ter", afirmou o presidente da comissão, Marcílio Marques Moreira, acrescentando: "no caso dela, nós achamos que pode haver complicações legais e, ao contrário de nós, a CGU tem capacidade de investigação". Questionado especificamente se o caso pode configurar algo mais grave do que um problema ético, ele respondeu: "pode vir a ser". A Comissão de Ética não pediu, como fez em outros casos, explicações diretamente à ministra e preferiu transferir o caso à CGU mesmo depois que a própria ministra admitiu o "engano". Em outubro de 2007, a ministra pagou despesa de R$ 461,16 em um free shop. Alertada pelo ministério, ela reconheceu o "engano" e afirmou ter ressarcido o valor à União, três meses depois da compra. Ontem, Moreira evitou se posicionar a respeito das suspeitas envolvendo a ministra. Mas questionado, de forma genérica se seria antiético gastar dinheiro público para proveito próprio, ele afirmou: "Se é isso, é antiético". O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) começa hoje a recolher assinaturas para formar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o uso de cartões corporativos pelo governo federal. "Há um desvirtuamento do uso de cartões. Não há critérios objetivos para os fins a que servem os cartões, nem sobre quem fiscaliza", afirma.
Lupi
A Comissão de Ética está no centro de uma polêmica desde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ignorou, há mais de um mês, a recomendação para que o ministro Carlos Lupi (Trabalho) opte entre a presidência do PDT e o cargo público. O ministro continua ocupando os dois cargos. Ontem, o assunto não foi tratado na reunião, mas Moreira voltou a cobrar uma posição sobre o caso. "Estamos esperando uma decisão que se inspire na ética da administração pública", ele disse. O embate com Lupi pode colocar em jogo o futuro da comissão. Enquanto Lula não decide, o pedetista dá declarações quase semanais em que desafia a comissão e reitera que não deixará nenhum dos cargos. A Comissão também reiterou ontem os cuidados de autoridades federais ao aceitarem convites para camarotes no Carnaval. Moreira disse ver problemas éticos caso funcionários aceitarem convites de empresas privadas.
Em ano eleitoral, país será "canteiro de obras", diz Lula
Na Folha de São Paulo
Ao se referir ontem ao primeiro aniversário do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que em 2008, ano de eleições, o país se transformará em um "canteiro de obras"."Eu estou convencido de que, neste ano, nós vamos transformar as regiões metropolitanas e muitas outras cidades brasileiras, eu diria, num canteiro de obras, gerando os empregos que nós precisamos gerar, e gerando a distribuição de renda que tanto queremos que aconteça no Brasil", disse ele.
Kassab começa ano eleitoral com sobra de mais de R$ 1 bi
Por Cátia Seabra
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo inicia o ano eleitoral de 2008 com uma sobra superior a R$ 1 bilhão em caixa. Segundo dados preliminares, a prefeitura encerrou 2007 com um superávit financeiro de R$ 1,273 bilhão.O subsecretário de Tesouro, Walter Fasterra, confirmou à Folha que essa é a estimativa da prefeitura. Mas ressaltou que o número oficial deverá ser divulgado amanhã. Com recursos em caixa, a prefeitura pode investir em obras sem depender da arrecadação de impostos nos primeiros meses do ano.A vantagem é maior em ano eleitoral. Pela legislação, o candidato não pode participar de inaugurações a partir de julho. Além disso, a partir de maio não é permitida a realização de despesas sem garantia de recursos para sua execução. E o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tem pressa.De acordo com levantamento feito pela Folha, até o fim de março a meta é de inauguração de pelo menos 80 obras, incluindo 58 AMAs (assistências médicas ambulatoriais), sete CEUs (centros educacionais unificados), canalização de córregos e urbanização de favelas.Segundo o secretário de Educação, Alexandre Schneider, a prefeitura pretende concluir 20 novos CEUs e 70 escolas até o mês de novembro.Confirmado, esse será o maior resultado financeiro produzido em termos nominais. Um cenário bem diferente do enfrentado pela hoje ministra Marta Suplicy (PT).Em 2003, penúltimo ano da gestão Marta, a prefeitura fechou o ano com um déficit de R$ 627 milhões. No ano seguinte, o saldo também foi negativo, em R$ 744 milhões.Só de 2005 para cá, foi obtido superávit. Em 2005, foram R$ 462 milhões. Em 2006, foi R$ 1,143 bilhão, chegando a R$ 1,3 bilhão no ano passado.Segundo balancete de 2007, a prefeitura começou o ano com mais de R$ 4 bilhões investidos em fundos de renda fixa. Fasterra explica que, embora existam R$ 4,114 bilhões aplicados, R$ 3,817 bilhões estão comprometidos: R$ 2,296 bilhões para pagamento de despesas assumidas no ano passado e R$ 400 milhões para folha de pagamento.Ainda segundo Fasterra, R$ 1,121 bilhão é dinheiro vinculado a saúde e educação. Só R$ 297 milhões poderiam ser gastos a gosto de Kassab. O resultado financeiro é basicamente a soma desses recursos com o R$ 1,121 bilhão vinculado. Para 2008, a previsão de investimentos da prefeitura é de R$ 3.718.491.293. O Orçamento da cidade é de R$ 25,3 bilhões.Segundo Fasterra, com uma dívida de R$ 34 bilhões, o município está no limite da capacidade de endividamento e não pode obter mais empréstimos. Ele atribui o resultado financeiro de cerca de R$ 1,3 bilhão a um esforço de arrecadação, aliado ao crescimento da atividade econômica.
Os cabeludos
A presidente do Banco Rural Kátia Rabelo disse que Marcos Valério agendava encontros com José Dirceu. Não é de hoje que sai esta história. Não é a primeira pessoa que fala das relações Marcos Valério-José Dirceu. Os dois estão parecidos. Os dois eram carecas e implantaram uns fios de cabelos. Os dois estão envolvidos no mensalão. E estão envolvidos em problemas cabeludos.
Presidente do Banco Rural diz que Valério agendava encontros com Dirceu
Na Folha online
A presidente-executiva do Banco Rural, Kátia Rabello, foi interrogada hoje por cerca de cinco horas no processo do mensalão, em Belo Horizonte (MG).
Ela negou as acusações de formação de quadrilha, evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
No depoimento, Kátia disse que Marcos Valério --acusado de ser o operador do suposto esquema-- informava o banco sobre a disponibilidade na agenda do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e que jamais participou da concessão de empréstimos para empresas de Valério.
A executiva confirmou participação em duas renovações de empréstimos feitos ao PT, mas disse não se lembrar especificamente das ocasiões. Afirmou que em um jantar com Dirceu, em agosto de 2004, em Belo Horizonte, trataram "generalidades" e a liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco, assunto de interesse do Banco Rural.
Ela negou as acusações de formação de quadrilha, evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
No depoimento, Kátia disse que Marcos Valério --acusado de ser o operador do suposto esquema-- informava o banco sobre a disponibilidade na agenda do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e que jamais participou da concessão de empréstimos para empresas de Valério.
A executiva confirmou participação em duas renovações de empréstimos feitos ao PT, mas disse não se lembrar especificamente das ocasiões. Afirmou que em um jantar com Dirceu, em agosto de 2004, em Belo Horizonte, trataram "generalidades" e a liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco, assunto de interesse do Banco Rural.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Há um mês atrás...
Vejam o que Lula disse no pronunciamento de final de ano que foi ao ar no dia 27 de dezembro de 2007, ou seja, há um mês e um dia atrás:
Em 2007, lançamos e consolidamos o PAC. Em 2008, o Brasil será um canteiro de obras. Nos próximos anos, R$ 504 bilhões vão se transformar em rodovias, ferrovias, hidrovias, energia, portos e aeroportos, habitação, água potável e saneamento básico.
E hoje, dia 28 de janeiro de 2008, Lula diz:
Eu estou convencido de que este ano nós vamos transformar as regiões metropolitanas e muitas outras cidades brasileiras, eu diria, num canteiro de obras, gerando os empregos que nós precisamos gerar e gerando a distribuição de renda que tanto nós queremos que aconteça no Brasil.
A cada mês o Brasil se transforma num canteiro de obras. Só nos discursos do Falastrão de Honra do PT. Na prática, os canteiros de obras quando não começam são superfaturados e se transformam em elefantes brancos.
Mais uma vez o "canteiro de obras"
Não sei quantas vezes Lula disse que o PAC faria do Brasil um “canteiro de obras”. Ele voltou a dizer isso hoje, no programa “Café com Presidente”. Desde o ano passado que Lula promete isso. Como sempre, ele só promete. Cumprir que é bom, nada!
Tempos de Duda Mendonça
Dilma Rousseff disse que a reforma tributária será proposta após o recesso parlamentar. Ai, que preguiça! Todas as vezes que alguém fala que a reforma tributária será apresentada ao Congresso Nacional eu lembro daquela cena. Lembro de Lula descendo a rampa do Palácio do Planalto, juntamente com os governadores, indo para o Congresso entregar a reforma tributária. Acho que foi no ano de 2003. Eram tempos de Duda Mendonça. Eram tempos de maquiagem. Eram tempos de uma falsa alegria, de um falso entusiasmo que Lula desejava passar ao país. Dois anos depois daquela descida de rampa descobrimos que Duda Mendonça recebeu seu pagamento, via Marcos Valério, numa conta aberta no exterior. Ou seja, os tempos de Duda Mendonça foram pagos pelo governo petista no exterior. Era tão falsa a idéia de que o Brasil iria dar certo que eles nem confiavam em fazer seus pagamentos aqui. Tinha que ser lá fora.
Lamentável
É simplesmente lamentável ver o PT e o PMDB disputando cargos em áreas fundamentais para o funcionamento destêpaiz. Vemos no Ministério de Minas e Energia o pessoal de José Sarney, que colocou o ministro Lobão, querer brigar com o pessoal da Dilma Rousseff por mais cargos. Ninguém está interessado em afastar de uma vez por todas o risco de mais um apagão energético. Todo mundo quer uma teta do estado para mamar. É como eu falei num post anterior: se tivermos outro apagão poderemos chamar “O Apagão do Lobão”.
PMDB e PP saem à luta por vagas de petistas que disputarão eleição
Por Vera Rosa
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
Está cada vez mais acirrada a disputa entre o PT e o PMDB por cargos no governo federal. Agora, além da guerra pelas vagas do setor elétrico, o objeto do desejo é o Ministério da Previdência, comandado por Luiz Marinho (PT), que vai sair até junho para se candidatar à Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), berço político do petismo. Uma briga menos ruidosa, mas que desperta o interesse de partidos menores, também ronda o Ministério do Turismo, hoje chefiado por Marta Suplicy (PT).Embora ela prefira se preservar para a corrida ao governo paulista, em 2010, o Palácio do Planalto dá como certa sua entrada no páreo pela Prefeitura de São Paulo. Nesse cenário de eleições municipais à vista, Marta e Marinho são dois nomes do PT que devem ser substituídos em breve no time de 37 ministros. Pelo calendário eleitoral, ministros que vão participar do pleito de outubro são obrigados a deixar os cargos até 5 de junho.“Eu serei candidato a prefeito, mas vou falar sobre isso somente em março”, desconversa Marinho. “Estou muito feliz no governo e não vou decidir nada de afogadilho”, tem dito Marta. Articulador político do Planalto, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, quer passar ao largo dessa nova queda-de-braço. “Já avisei a quem me procurou que esses cargos pertencem ao PT”, afirma. “A minha função aqui é conciliar, mas sou sincero: não fico enrolando ninguém.”Depois de conseguir emplacar o senador Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia, a cúpula do PMDB espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bata o martelo nesta semana sobre os nomes para as presidências da Eletrobrás e Eletronorte. Mas, após fincar bandeira nesse território, deixará claro seu próximo alvo: o Ministério da Previdência. “O PMDB quer o céu, a terra e o mar”, protesta o líder do PP na Câmara, Mário Negromonte (BA). “Eu não vou fazer medição, mas vamos reivindicar mais um espaço. Afinal, temos uma bancada de 41 deputados fiéis, um senador e um governador de Goiás. Não fazemos chantagem e ajudamos muito o governo”, provoca Negromonte, ao lembrar que o PP comanda apenas um ministério, o das Cidades, enquanto o PMDB está à frente de 6 e o PT, de 16.
GULA
O líder já disse a Múcio que o PP tem interesse na Previdência e no Turismo e continua de olho na Diretoria Administrativa da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) - empresa que será comandada por um aliado de outro partido, o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara (ex-tucano e hoje filiado ao PR). Com a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás assegurada, o PP quer, ainda, seu quinhão na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e na presidência do BB Seguros.“Nosso governo é generoso: dá cargos, status, manda flores, mas, na hora em que precisa de carinho, não tem voto. É um amor não correspondido”, ironiza o deputado Jilmar Tatto (SP), terceiro vice-presidente do PT. “Esses aliados são muito gulosos, principalmente os do PMDB.”Sem querer entrar na briga - agravada depois de Lobão ter dito que não será “tutelado” pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff -, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, argumenta que a disputa não é boa para o governo de coalizão. “Ocupamos o espaço do maior partido do Congresso e não há motivo para conflito.”Alves adotou o discurso de Lula, que, na reunião ministerial de quarta-feira, disse não ver motivo para mudanças drásticas nas estatais do setor elétrico. “A coisa tem de ser racional”, resume o deputado. O próprio Lobão, por sua vez, fez uma espécie de contrição política: “Não podemos substituir todo mundo a torto e a direito para não prejudicar a memória das empresas.” O PT ia perder a presidência da Eletrosul para o PMDB, mas, após ameaçar uma rebelião, a líder do partido no Senado, Ideli Salvatti (SC), obteve a garantia da indicação de seu afilhado, Jorge Boeira. De qualquer forma, o ex-governador de Santa Catarina Paulo Afonso Vieira será acomodado numa diretoria da Eletrosul. Na cota do PMDB.
Forças Armadas alugam suas áreas para aumentar receita
Por Fábio Zanini
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Com orçamento apertado e na iminência de sofrer novos cortes, as Forças Armadas estão recorrendo às placas de "aluga-se" em quartéis, terrenos urbanos e campos de treinamento rural para tentar reforçar o caixa.A renda com concessão de terrenos para empresas privadas colocarem outdoors, montarem pequenos negócios ou até criarem gado atingirá R$ 28,4 milhões em 2008, segundo previsão do Orçamento da União. Não chega a fazer grande diferença na hora de comprar caças e submarinos, mas ajuda na conservação e limpeza de instalações.Só o Exército registrou aumento de 46,3% nas receitas com aluguel e arrendamento de terrenos nos últimos dois anos. Terá R$ 12,2 milhões em 2008 e se aproxima da Aeronáutica, que, em razão de uma pequena queda esperada para este ano, deverá arrecadar R$ 13,22 milhões. A Marinha vem em último lugar, com R$ 2,96 milhões.Principal braço das Forças Armadas em pessoal e orçamento, o Exército tem cerca de 800 terrenos que pode explorar. Num exemplo recente, publicou um edital em 11 de janeiro anunciando a abertura de licitação para arrendamento de uma área de 162 metros quadrados do 18º Batalhão Logístico, em Campo Grande (MS), onde trabalham 450 militares.Trata-se na verdade da renovação de um contrato para instalação de seis outdoors na parte do terreno que fica ao lado da avenida Duque de Caxias, próximo ao centro da cidade.O preço mínimo pedido pelo Exército é R$ 580 por mês, o que ajuda na manutenção do quartel, diz o comandante, tenente-coronel Elivaldo Rossi."Para nós esse valor é muito importante na manutenção dos cinco prédios que compõem o batalhão, que são da década de 1920", afirma Rossi.
Receita
Além de coberto pela Lei de Licitações, o aluguel de áreas pelo Exército é autorizado por uma portaria de outubro de 2005. Do dinheiro arrecadado, 70% ficam na unidade de origem e o restante vai para o Fundo do Exército, que financia despesas gerais da corporação.Em geral, a receita obtida com o setor privado ajuda em pequenos reparos e limpeza, mas nem de longe alivia na carência de equipamentos, principal preocupação hoje nos quartéis. Embora tenha crescido, a arrecadação do Exército com aluguéis ainda é uma migalha num orçamento de R$ 18 bilhões previsto para 2008 -que sofrerá contingenciamento e é extremamente comprometido pelo pagamento de pensões e aposentadorias.Em Olinda (PE), o 7º Grupo de Artilharia de Campanha aluga uma área para quatro outdoors, às margens da movimentada rodovia estadual PE-15. "O dinheiro vai para a manutenção do prédio, mas não dá para compra de material", diz o comandante da unidade, coronel Carlos Machado, que prefere não dizer o valor arrecadado mensalmente.Na região Sul, as concessões são mais numerosas nas áreas rurais. Campos de tiro e treinamento em locais como Cruz Alta (RS), no meio do pampa gaúcho, são arrendados para a pecuária e agricultura.Em nota enviada à Folha, o Centro de Comunicação Social do Exército não informou quantas áreas no país são alugadas para a iniciativa privada.O documento afirmou que a decisão de alugar uma área é de cada comandante, "amparada nas leis, regulamentos e normas que tratam da exploração econômica de bens e havendo interesse por parte de empresas especializadas".Mas há algumas regras gerais. É proibida a publicidade que "atente contra o pudor, o moral, os bons costumes e a ordem pública, além de propaganda política e de drogas lícitas (bebidas e fumo)".As assessorias da Aeronáutica e da Marinha foram procuradas pela Folha a respeito do arrendamento de suas áreas, mas não deram resposta.
Carências
No último ano, as carências das Forças Armadas ficaram mais evidentes, especialmente na comparação com a escalada militar na Venezuela de Hugo Chávez. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a prometer aumento expressivo nos recursos para investimentos. Subiriam de R$ 6,9 bilhões para R$ 9,1 bilhões, o suficiente para reequipar em parte os quartéis.Mas o fim da CPMF mudou os planos. A tesourada nos investimentos da Defesa, para ajudar a compensar um déficit previsto de R$ 20 bilhões sem o imposto, deve ser grande. Certamente será um estímulo para comandantes se virarem atrás de um dinheiro extra.
Davos vê turbulência com cautela e dúvidas
Por Maria Cristina Frias
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
Depois de cinco dias, executivos das principais empresas do mundo se despediram do Fórum Econômico Mundial em Davos com pessimismo, temor e muitas dúvidas sobre os efeitos da crise financeira nos EUA.A percepção predominante é que os americanos vão viver uma desaceleração econômica, cuja intensidade ninguém pode precisar ainda. Muitos dizem que a crise vai durar entre dois e três bimestres. Para outros, será mais longa. A mesma divisão se vê entre opiniões quanto aos impactos da crise no resto do mundo, incluindo o Brasil.Os debates não poderiam ter sido mais acalorados do que nesta semana, que começou com Bolsas despencando, inesperado corte de juros nos EUA e um novo pacote do governo americano. Como se não bastasse, na quinta-feira ainda apareceu uma fraude bilionária no banco francês Société Générale para confirmar a tese de muitos participantes do Fórum de que é preciso aumentar a vigilância sobre os bancos.Ontem, no encerramento do Fórum, alguns palestrantes deram um tom mais ameno à crise. "É preciso manter em mente que, ao longo da história, sempre tivemos ciclos. As pessoas não deveriam ficar surpresas", disse o presidente-executivo do banco JP Morgan, James Dimon. "Nos últimos dez ou 20 anos, as economias mundiais tiraram 2 bilhões de pessoas da pobreza. Temos a chance de fazer algo incrível, um ciclo substituirá outro."O diretor-gerente do indiano ICICI Bank, K.V. Kamath, disse que, enquanto uma desaceleração nos EUA teria efeitos globais, o processo de "decoupling" [crescimento autônomo de outras economias, como as emergentes] limitaria o prejuízo. "O "decoupling" está só começando. Daqui a 300 anos, ao olharmos para a época atual, diremos que foi como uma revolução industrial ocorrendo."
"Otimismo moderado"
O fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, que conseguiu o feito de, em plena tempestade financeira, reunir na estação de esqui lideranças do mundo todo, voltou a insistir em sua tese de que a crise também oferece oportunidades que devem ser buscadas por governos e setor privado. Schwab se declarou "moderadamente otimista" com as perspectivas para 2008.Um claro contraste com muitas das declarações ouvidas em Davos nesta semana.O presidente-executivo da Merril Lynch, John Thain, disse anteontem que a situação é grave e que "demorará para que se volte a algum tipo de normalidade". Ele disse que o valor dos imóveis nos EUA já caiu 7% em 2007 "e vai continuar a se deteriorar". A opinião geral é que, enquanto esses preços não se estabilizarem, os balanços de bancos não mostrarão todo o tamanho do problema. Thain acrescentou que a inadimplência dos consumidores norte-americanos já aumentou 40%.Dominique Strauss-Khan, diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), pediu aos países que puderem que gastem mais -num sinal da gravidade da crise, como observou Lawrence Summers, professor da Universidade Harvard e ex-secretário norte-americano do Tesouro.Strauss-Khan, por outro lado, disse que "o Brasil está indo muito bem", mas que a crise pode afetar um pouco o país.Muitos participantes estrangeiros no Fórum chegaram a comentar que a ameaça de desaceleração americana poderá reduzir o preço das commodities, efeito positivo para países desenvolvidos, não para produtores como o Brasil. Para o diretor-gerente do FMI, poderá haver menos inflação. "A queda do preço das commodities dará mais espaço para uma política monetária mais ativa."Mesmo o sempre ultrapessimista analista Nouriel Roubini disse num debate que países como Brasil podem estar um pouco mais bem preparados para enfrentar uma crise, mas que terão um "ano duro".
Para petistas, Delúbio mandou "recado" ao partido
Por José Alberto Bombig
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
O depoimento de Delúbio Soares à Justiça no inquérito do mensalão deixou em alerta setores do PT que tiveram os nomes de seus representantes citados pelo ex-tesoureiro.Na quinta-feira, ao depor em São Paulo, Delúbio afirmou, sobre a dívida do PT, que não tomava decisões sozinho e apontou a Executiva do partido como o órgão mais próximo a ele.Entre os 21 membros da Executiva, ele citou Silvio Pereira, Valter Pomar, Joaquim Soriano, Romênio Pereira, José Genoino, Jorge Bittar, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante. Todos negam envolvimento.Segundo a Folha apurou, os petistas acreditam que os nomes não foram citados de maneira aleatória pelo ex-tesoureiro, pivô do mensalão (2005), hoje fora do PT.O depoimento teria deixado claro que Delúbio mudou sua estratégia e agora pretende mostrar que seus atos ocorreram em decorrência do cargo que ocupava e que, por isso, o partido "avalizou" suas ações.Do núcleo do qual fazia parte no PT, Delúbio citou apenas Silvio Pereira e José Genoino, ambos já alvos da ação do mensalão no Supremo. Pomar, Soriano e Romênio são de correntes à esquerda do atual e do antigo comando, adversários e críticos da gestão do ex-tesoureiro. Bittar agora integra a ala que prega a "refundação".Essas alas ganharam espaço na direção que toma posse em fevereiro. Com isso, na visão de petistas ouvidos pela Folha, Delúbio estaria avisando que não aceitará "caça às bruxas".Marta Suplicy, ministra do Turismo, é o principal nome do grupo Novo Rumo, que também rompeu com Delúbio. O senador Aloizio Mercadante (SP) era o líder do governo na época da CPI dos Correios e teria se omitido na defesa do ex-tesoureiro.Na sexta-feira, o advogado de Delúbio Celso Vilardi negou que ele tivesse responsabilizado a Executiva do partido.
Eles estão tranquilos demais
Estou achando a galera do governo muito tranqüila quando o assunto é a crise econômica nos Estados Unidos. Eles estão achando que o Brasil está bem preparado e que nada irá impedir o “espetáculo do crescimento” previsto para este ano. Sei não. Lá fora o pessoal está bastante pessimista, acreditando que a crise americana vai se espalhar. Ah, eles também falam que não existe esta história de que uma economia está descompatibilizada das outras. Todo mundo está junto neste jogo. E todo mundo vai sentir os efeitos.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Muricy resumiu tudo
O São Paulo empatou com o Corinthians. O juiz prejudicou o time. Mas, como disse Muricy Ramalho, “eu não comento arbitragem”. Eu também não comento.
Eu também não sabia que esta escola funcionava
A Escola de Saúde foi incorporada à Secretaria da Fazenda de Goiás? Afonso Lopes escreve um artigo interessante no Jornal Opção desta semana. Ele questiona a incorporação da Escola de Saúde à Secretaria da Fazenda. O secretário Cairo de Freitas chiou. Mas, como diz Afonso Lopes no seu artigo, será que algum paciente que usufrui dos serviços de saúde do Estado de Goiás sabia que existia esta escola? O que a escola contribuiu para melhorar a saúde pública goiana? Por que Cairo de Freitas não reclama das condições precárias dos hospitais, os péssimos salários pagos aos servidores e a falta de gente para trabalhar? Estamos olhando a grana que a CPMF contribuiu para a saúde pública até o ano passado. Vejam as maravilhas. O Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia está fechado até hoje. O Hospital de Urgências de Goiânia está superlotado e contaminado. O que fazer? Não sou eu quem vai responder esta pergunta. Se o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, confia tanto no seu secretário da Fazenda Jorcelino Braga e este assumiu o comando da tal Escola de Saúde, somente eles podem responder. Eles foram eleitos para dar, pelo menos, as mínimas condições para que o cidadão chegue ao hospital e receba o atendimento que ele necessita. Aliás, vale sempre lembrar que nas campanhas eleitorais de 2006, Cidinho vivia falando que o Tempo Novo fez tanto em todas as áreas como nunca foi feito. Ele disse tanto que acabou queimando a língua. Se queimou a língua, será que o nosso governador irá ao Hugo pedir uma ajudinha? Afinal, língua feriada de político é uma causa urgente. Não pode ser atendido em qualquer lugar. E pessoas bem treinadas precisam de uma Escola de Saúde para se aperfeiçoar. Será que Cidinho sabe da existência desta escola?
Por que não anda
Por Afonso Lopes
no Jornal Opção
no Jornal Opção
Há alguma coisa errada com a reforma administrativa do governador Alcides Rodrigues. Ou o rombo não era lá essa coisa toda, de 100 milhões de reais por mês, ou o governo está em estado de choque, sem capacidade administrativa para reagir. Como se fosse um paciente terminal que, depois de todos os esforços da medicina, entregou os pontos. Não é possível analisar o que está aí fora dessas óticas. Ou o rombo é tão grande que não há mais o que fazer senão esperar pelo pior, ou esses 100 milhões talvez já não sejam assim uma Brastempona tão grande. Acredito que as contas do Estado estejam muito mais equilibradas, ao ponto de o governo agora apontar não para uma brutal redução do tamanho da máquina, como se previa inicialmente, mas para uma reorganização interna. Claro que com diminuição nos custos, mas sem tanto radicalismo como era de se esperar. A realidade é que o Estado está andando num ritmo extremamente lento. Faz-se, sim, alguma coisa, mas longe de o pé estar atolado no acelerador. Os programas sociais, por exemplo, principalmente o mais caro deles, o Renda Cidadã, está suspenso há mais de um ano. É economia pra dar com pau. Os salários dos servidores, eterna fonte de preocupação em todas as esferas administrativas do Brasil, pararam de avançar de forma rápida sobre o orçamento. Há crescimento nos valores, mas em patamares que não assustam tanto quanto já assustaram. Em muitas outras áreas, o Estado parou quase totalmente. Um retrato dessa situação difícil surgiu através do secretário da Saúde, Cairo de Freitas. Publicamente, ele protestou contra concentração de poderes na Secretaria da Fazenda. Usou como escada para o holofote a incorporação de uma tal de Escola de Saúde. Pouca gente, talvez ninguém entre os cidadãos que se espremem dolorosamente nas imensas filas dos hospitais públicos de Goiás, sabia que a tal escola existia. Nos bastidores, principalmente entre jornalistas com anos de experiência na cobertura palaciana, essa versão não foi totalmente digerida. Há algo maior por trás do protesto do secretário. Cairo pode ter mirado na escola para acertar no alvo que realmente interessa, que a pouquíssima verba que ele julga receber de Jorcelino Braga para administrar o seu setor. E aqui entra uma outra questão: ou o dinheiro é realmente muito curto, ou há incompetência na gestão da saúde. Não se trata mais de culpar esta ou aquela estrutura pelo autêntico e inquestionável caos que a Saúde pública estadual está vivendo. Antes, culpou-se os prefeitos por não investirem nas unidades básicas, o que sobrecarrega as grandes unidades. Isso também agrava a situação geral, mas não é o único fator. O hospital de urgências de Aparecida de Goiânia é a prova incontestável de que há má gerência ou total falta de dinheiro. E não há dúvida de que prefeito algum tem qualquer parcela de culpa em relação a isso. Não é só. O jornal O Popular fez uma série de reportagens revelando boa parte dos problemas da Saúde. Uma parte apenas. Se for mais fundo, a realidade que surgirá será muito pior. Faltam médicos em quase todas as áreas. Há equipamentos instalados em algumas unidades que só funcionam parte do expediente, como se a doença também atuasse somente meio período. Aparentemente, o grande problema do Hugo, maior hospital de urgências do Centro-Oeste brasileiro, é a falta de leitos. Não é. Esse é apenas um dos problemas sérios do Hugo. O Popular mostrou que o Hugo se transformou numa fábrica de infecção. E aqui, mais uma vez, cabe ressaltar a dúvida: ou é falta de dinheiro ou de competência de gestão. Infecção hospitalar não tem tanta ligação assim com a super-lotação. No ano passado, por exemplo, o serviço terceirizado de limpeza do Hugo parou. A empresa reclamava pagamentos atrasados. Hospital sujo e mal cuidado faz disparar bactérias e vírus pelos corredores. E a infecção hospitalar é um absurdo total. O sujeito entra no hospital para se ver livre de um mal e sai de lá pior do que entrou. Cairo reclamou da incorporação da tal escola pela Secretaria da Fazenda. Ora, ou o doutor secretário ficou doido de vez, ou cabe aqui a tal tese do tiro em outra mira. Quer dizer que tem gente morrendo porque os hospitais goianos estão um caos absoluto e o secretário do setor se preocupa com o aprendizado do ABC da saúde? Isso não faz nenhum sentido lógico. O episódio protagonizado pelo secretário da Saúde é emblemático. Representa a angústia que se vive dentro do governo. E há de tudo um pouco dentro desse governo. Principalmente, má vontade de gestão por parte da maioria esmagadora dos secretários e demais dirigentes. Basta anunciar uma mudança que represente perda pessoal de espaço e lobbys aparecem instantaneamente. Foi assim em cada uma das áreas a serem incorporadas ou extintas. Fapeg vai passar a ser uma superintendência? Lobby do setor contra a medida. As inúmeras super-posições da Agricultura será um pouquinho menor com a extinção de uma agência? Mais lobby ainda, incluindo até o setor empresarial. E assim vai até o final da lista. Inclusive com movimentação de mídia oportunista. Secretaria de Comércio Exterior será extinta e transformada em superintendência? Dá-lhe notícias sobre recordes de exportação. E quem disse que o Estado precisa ter 50 ou 60 cargos de primeiro escalão para poder exportar, incentivar e proteger a produção rural ou melhorar a saúde pública? Não precisa. Aliás, o melhor seria o inverso. Goiás funcionaria maravilhosamente bem com uma dúzia, se não menos, de secretarias. O objetivo prático da existência desses cargos todos é político, não é administrativo. Para não ficar em Goiás, outro exemplo que confirma essa tese está no governo Lula. O presidente criou tantos Ministérios e Secretarias com o mesmo status, que a maioria deles ninguém sabe que existe. Como no caso da tal escola da saúde. Não que aqui se esteja defendendo a extinção da escola. Não é isso. O que importa é que ela funcione, esteja ela ligada a esta ou aquela secretaria. Não importa se quem administra é o padre, o bispo ou o pastor. O que interessa é ir para o Céu.
No berço do mensalão, uma aliança PT-PSDB
Como é que é? Eu entendi direito? O PT e o PSDB estão quase fechando um acordo em Minas Gerais? Se não estão fechando um acordo, pelo menos estão deixando a porta aberta. É isso mesmo? Que interessante! No berço do mensalão, os dois partidos que utilizaram os serviços sujos de Marcos Valério para bancar suas campanhas eleitorais e comprar parlamentares estão se juntando. Quer dizer que, se a aliança se concretiza, não vai adiantar nada exigir a punição dos mensaleiros tucanos e petistas? Esta aliança do PT com o PSDB em Minas Gerais, como bem fala o prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel numa entrevista para a Folha de São Paulo, é uma vergonha. No berço do mensalão os dois partidos querendo se unir. Os dois partidos amigos de Marcos Valério. Se o PSDB do Aécio Neves dividir palanque com o PT do Fernando Pimentel, serei eu que vou defender uma teoria da conspiração (ver post abaixo) de que Marcos Valério estaria bancando esta aliança. Provas disso nós já temos de um passado não muito distante. O PT e o PSDB de Minas Gerais ensaiarem uma aliança é uma curtição com a cara do eleitor não só mineiro como do Brasil inteiro, afinal, os tucanos fizeram seu mensalão regionalmente e os petistas no âmbito nacional.
Elvis não morreu
Uma vez ou outra sempre aparece alguma teoria da conspiração. Já ouvi dizer que John Lennon foi assassinado pelo FBI. Já ouvi dizer que Elvis Presley ainda vive, mas se faz de morto para ficar em paz e longe dos berros dos fãs. Na política a teoria da conspiração sempre dá asas à imaginação. Já falaram um monte de coisas sobre a morte de John Kennedy. Aqui no Brasil, principalmente no período pós-ditadura, as teorias da conspiração pipocam uma hora ou outra. Hoje, na Folha de São Paulo, o ex- agente do serviço de inteligência uruguaio Mário Neira Barreto disse que espionou o ex-presidente João Goulart e que não foi um ataque cardíaco a causa da sua morte e sim um envenenamento. Não é de hoje que alguém defende esta tese. Também falam que o também ex-presidente Juscelino Kubitscheck foi morto num acidente de carro supostamente provocado. Dizem que o seu motorista teria levado um tiro o que ocasionou a batida mortal. Enfim, sempre alguém aparece com alguma teoria da conspiração.
Assim como o acidente automobilístico que matou JK teria sido provocado, pouca gente questiona como pode um cara que gostava tanto de avião como ele preferir viajar de São Paulo para o Rio de Janeiro de carro. Assim como falam que Jango foi envenenado, pouca gente questiona sobre o coração debilitado do ex-presidente deposto em 1964. Vai ver o FBI ficou com medo de John Lennon cantar “Give Peace a Chance” demais e revolucionar o mundo, por isso mandou que o matasse. Vai ver Elvis Presley queria um sossego, se livrar do Coronel Parker e se internar num spa na tentativa de perder aqueles quilinhos a mais. Vai ver alguém esbarra com ele numa clínica de emagrecimento e depois saí por aí dizendo “Elvis não morreu”.
Assim como o acidente automobilístico que matou JK teria sido provocado, pouca gente questiona como pode um cara que gostava tanto de avião como ele preferir viajar de São Paulo para o Rio de Janeiro de carro. Assim como falam que Jango foi envenenado, pouca gente questiona sobre o coração debilitado do ex-presidente deposto em 1964. Vai ver o FBI ficou com medo de John Lennon cantar “Give Peace a Chance” demais e revolucionar o mundo, por isso mandou que o matasse. Vai ver Elvis Presley queria um sossego, se livrar do Coronel Parker e se internar num spa na tentativa de perder aqueles quilinhos a mais. Vai ver alguém esbarra com ele numa clínica de emagrecimento e depois saí por aí dizendo “Elvis não morreu”.
Precisamos de acordo entre PT e PSDB por governabilidade sólida
Por Malu Delgado
na Folha de São Paulo
FOLHA - É viável uma sucessão na capital negociada entre PT e PSDB?
FOLHA - É difícil que tal aliança se repita no país. O sr. e Aécio estarão no mesmo palanque?
FOLHA - As direções estaduais e sobretudo nacionais desses dois partidos permitirão tal aliança em BH?
FOLHA - É possível falar em agenda comum depois da derrota na prorrogação da CPMF, com ajuda do PSDB?
FOLHA - O sr. é citado como um membro do "novo PT". O partido recolocou Ricardo Berzoini na direção nacional, sem sinais de renovação.
FOLHA - 2010 sem Lula: é inevitável que o PT tenha candidato?
FOLHA - O nome do sr. aparece como provável quadro para a área econômica nacional, inclusive Fazenda.
FOLHA - E a disputa ao governo de Minas Gerais em 2010?
FOLHA - Quais seriam as prioridades do PT nas eleições 2008?
na Folha de São Paulo
Petista que circula com desenvoltura nas dependências do Palácio do Planalto, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, 56, está sempre nas listas de apostas da Esplanada para ocupar um cargo federal. Economista, já foi citado como provável sucessor de Guido Mantega (Fazenda), o que ele nega peremptoriamente nesta entrevista à Folha, concedida durante rápida passagem a São Paulo. O pacato mineiro articula, ao lado do governador Aécio Neves (PSDB), uma aliança eleitoral que certamente promete tumultuar as sucessões municipais: quer um mesmo palanque para o PT e o PSDB, idéia apoiada pelo tucano. Na avaliação do prefeito, o Brasil precisa de estabilidade política, o que obriga petistas e tucanos a negociarem uma agenda nacional de longo prazo. Belo Horizonte seria, diz, um exemplo de que essa união não é improvável. Segundo ele, o PT lançará candidato em 2010 para a sucessão de Lula, e questões eleitorais não devem ser empecilho para pactos com o PSDB. Ainda que evite citar nomes, não poupa elogios à amiga Dilma Rousseff, sua companheira nos tempos de ditadura no Colina (Comando de Libertação Nacional) -organização de esquerda que combateu o regime militar. "Ela é hoje o esteio do governo", afirma, num momento de descontração, com o gravador já desligado.
FOLHA - É viável uma sucessão na capital negociada entre PT e PSDB?
FERNANDO PIMENTEL - Estamos trabalhando, tanto o governador Aécio Neves quanto eu, na idéia de manter o clima de entendimento administrativo e político que tem vigorado na cidade nos últimos anos. Se pudermos encontrar um candidato que represente esse entendimento e essa visão comum, vamos caminhar nessa direção. Claro que depende muito dos partidos políticos. Mas no que se refere à minha opinião e à do governador, vamos ser parceiros nessa tentativa. O ideal é uma legenda neutra. Nem PT nem PSDB. Se conseguirmos um nome vinculado a uma legenda que esteja tanto na nossa base, na prefeitura, na base de Lula, e também na base aliada do Aécio, seria o caminho adequado.
FOLHA - É difícil que tal aliança se repita no país. O sr. e Aécio estarão no mesmo palanque?
PIMENTEL - Se a aliança for consolidada não vejo nenhum motivo para não estarmos. Concordo que seja muito difícil que isso se repita em outros lugares do Brasil. Agora, essa busca nossa por um candidato comum tem dois pilares. De um lado, nós trabalhamos com a idéia de que é melhor para a cidade. Outra vertente é que eu acredito que o Brasil precisa abrir diálogo entre esses dois grandes partidos. Precisamos de um grande acordo de centro-esquerda para dar governabilidade sólida e permanente a qualquer presidente, para que ele não fique à mercê de negociações ocasionais. São partidos que têm proximidade, projeto nacional, quadros capazes e não por coincidência governaram o país na pós-ditadura. Não estou falando que esses partidos têm de ser eternamente aliados, que vão fazer coligações eleitorais. Digo que precisamos ter diálogo para construir uma agenda nacional.
FOLHA - As direções estaduais e sobretudo nacionais desses dois partidos permitirão tal aliança em BH?
PIMENTEL - Empecilhos podem haver. A cidade vive um bom momento e atribui isso, em grande parte, a esse entendimento entre prefeito, governador e presidente. No caso nacional, essa tese que defendo sei que não é de fácil aceitação, nem no PT nem no PSDB. Estamos consolidados como país desenvolvido e precisamos ter estabilidade política. De tal maneira que, mesmo que mude o partido que está na Presidência, os grandes temas nacionais e uma agenda prioritária do país sejam preservados.
FOLHA - É possível falar em agenda comum depois da derrota na prorrogação da CPMF, com ajuda do PSDB?
PIMENTEL - O episódio da CPMF é exemplar para mostrar como faz falta a construção dessa agenda comum e desse acordo de centro-esquerda. Não se pode deixar uma questão tão importante como essa para negociação de última hora, no calor das disputas parlamentares. Faltou a agenda para o país. Lula hoje paga o preço que o governo FHC também pagou, que é negociar maiorias episódicas.
FOLHA - O sr. é citado como um membro do "novo PT". O partido recolocou Ricardo Berzoini na direção nacional, sem sinais de renovação.
PIMENTEL - O PT vive um momento de transição. O velho está acabando, mas não acabou, o novo está chegando, mas não chegou. Os quadros tradicionais de alguma forma atingidos com as crises de 2005 e 2006 têm importância na vida partidária e devem preservá-la por mais um tempo.
FOLHA - 2010 sem Lula: é inevitável que o PT tenha candidato?
PIMENTEL - O PT tem esse desejo. Mais do que isso: tem condição de apresentar um nome.
FOLHA - O nome do sr. aparece como provável quadro para a área econômica nacional, inclusive Fazenda.
PIMENTEL - Nunca recebi nenhum convite do presidente para ocupar nenhum ministério. Disse e volto a repetir: Guido Mantega é excelente ministro e economista. Dei e dou apoio à política econômica que o ministro desenvolve. Quanto ao futuro, eu não sei. O presidente Lula sabe que sou aliado incondicional dele, onde quer que eu esteja.
FOLHA - E a disputa ao governo de Minas Gerais em 2010?
PIMENTEL - Aí está muito longe. Há uma eleição ainda em 2008.
FOLHA - Quais seriam as prioridades do PT nas eleições 2008?
PIMENTEL - Acho que o PT passou a fase em que lançávamos candidato em qualquer disputa. Podemos trabalhar alianças, nos somarmos às melhores candidaturas. Se forem do PT, ótimo. Se não forem, não tem problema nenhum. Em São Paulo é diferente. O PT vai apresentar um nome. Há quadros muitos qualificados, a começar pela Marta [Suplicy].
Biógrafos de Jango afirmam não haver prova de assassinato
Por Fernando Barros de Melo e Felipe Bachtold
na Folha de São Paulo
na Folha de São Paulo
A hipótese de que o presidente João Goulart (1961-1964) foi perseguido e assassinado pelo regime militar não é descartada, mas divide as opiniões de estudiosos do tema.Para Jorge Luiz Ferreira, historiador da Universidade Federal Fluminense que vai publicar uma biografia sobre Jango neste ano, não é possível descartar a tese de assassinato, mas não há prova cabal de que ele tenha ocorrido e também é preciso considerar o histórico de saúde do presidente."A Operação Condor foi uma realidade. Segundo estudos, os militares do Cone Sul estavam convencidos de que, com a política externa norte-americana de Jimmy Carter, os regimes militares estavam com os dias contados. Desse modo, tudo indica que eles queriam fazer uma "limpeza", livrando-se de políticos de oposição", afirma."Mas é preciso lembrar o histórico de saúde. Ele era cardíaco, no último ano de vida não subia escadas sem ficar ofegante. Naquela época, ninguém se preocupava com colesterol."O historiador descreve que Jango consumia gordura, tomava algumas doses de uísque e fumava, apesar de, no último ano de vida, ter diminuído os dois últimos. "O primeiro acidente cardiovascular dele ocorreu quando ainda era vice do Juscelino e viajou ao México."Segundo o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos (SP) e autor do livro "Jango, um Perfil" (2004), dizer que Jango foi assassinado é uma tentativa malfeita de reescrever sua biografia. Para o professor, ele não tinha atuação política na época da morte, o que extinguiria qualquer interesse em matá-lo. "Construir uma figura de resistência da ditadura e que por isso foi assassinada é uma versão requentada [da tentativa] de transformar o Jango em um presidente reformista", diz. Villa não crê na participação do delegado Sérgio Fleury no suposto assassinato. Para ele, o delegado não tinha papel de liderança na repressão no Brasil.Villa diz que a comissão da Câmara que investigou em 2001 a morte de Jango não achou nenhum elemento que prove homicídio. Já o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), relator daquela comissão, diz que as circunstâncias em que Jango morreu são "duvidosas", mas não havia como concluir se ele foi morto ou não. Contudo, há "certeza absoluta" de que Goulart foi perseguido.Serafim Jardim -secretário de Juscelino Kubitschek e autor de "Juscelino Kubitschek: Onde está a Verdade?"- defende a tese de assassinato e diz que é preciso investigar mais as mortes de Juscelino, Jango e Carlos Lacerda: "As mortes são coincidências grandes. Eu convivi com Juscelino. Escutei várias vezes ele me dizendo: "Querem me matar". Depois, não deixaram fazer exumação dos corpos. O motorista que dirigia o carro do JK foi o primeiro que fecharam o caixão. Existe muita coisa que ficou no ar. Sobre Jango e Lacerda também."
Goulart foi morto a pedido do Brasil, diz ex-agente uruguaio
Por Simone Iglesias
na Folha de São Paulo
FOLHA - Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango?
FOLHA - Quando passou a vigiá-lo?
FOLHA - O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas?
FOLHA - Alguma vez falou com ele?
na Folha de São Paulo
Preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS), o ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Neira Barreiro, 54, disse em entrevista exclusiva à Folha que espionou durante quatro anos o presidente João Goulart (1918-1976), o Jango, e que ele foi morto por envenenamento a pedido do governo brasileiro. Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. À Folha Barreiro deu detalhes da operação da qual participou e que teria causado a morte de Jango. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco, mas envenenado, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976. Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" -grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. O Uruguai mantinha uma outra equipe de vigilância, a Antares, para monitorar Leonel Brizola. As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato. Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury, que acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião -que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana). O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente.
FOLHA - Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango?
MARIO NEIRA BARREIRO - Após o golpe no Brasil, o serviço de inteligência do governo do Uruguai se viu obrigado a cooperar porque era totalmente dependente do Brasil. Goulart, para nós, era uma pessoa que não tinha nenhuma importância.
FOLHA - Quando passou a vigiá-lo?
BARREIRO - Eu o monitorei de meados de 1973 até sua morte, em 6 de dezembro de 1976. Monitorei tudo o que falava através do telefone, de escuta ambiental e em lugares públicos.
FOLHA - O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas?
BARREIRO - Estive na fazenda de Maldonado para colocar uma estação repetidora que captava sinais dos microfones de dentro da casa e retransmitia para nós. Esta estação repetidora foi colocada numa caixa de força que havia na fazenda. Aproveitamos essa fonte de energia para alimentar os aparelhos eletrônicos e para ampliar as escutas. Isso possibilitava que ouvíssemos as conversas a 10, 12 km de distância. Ficávamos no hipódromo de Maldonado ouvindo o que Jango falava.
FOLHA - Alguma vez falou com ele?
BARREIRO - Sim. Eu e um colega estávamos vigiando a fazenda, fingindo que um pneu da camionete estava furado. Ele nos viu e veio até nós caminhando e fumando. Perguntou se precisávamos de ajuda. Estava frio e ele nos convidou para tomar um café. Eu pensei: "Ou ele é muito burro ou muito bom". Ele me convidou para entrar na fazenda. Meu colega não quis ir.Depois que fiz um lanche e tomei o café, eu disse: "Desculpa, senhor, qual é o seu nome?". Ele me olhou e disse: "Mas como, rapaz, tu não sabes quem sou eu? Tu estás me vigiando. Acha que sou bobo? Fui presidente do Brasil porque sou burro? Estou te convidando para minha fazenda porque não tenho nada a esconder. Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês". Eu disse que ele estava enganado, me fiz de bobo, mas ele era inteligente.
BC quer reforçar controle de bancos
Por Fernando Dantas
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
O Banco Central (BC) estuda o reforço das regras prudenciais de controle de risco do sistema financeiro nacional. A iniciativa deriva das lições extraídas da turbulência global originada na crise de hipotecas de alto risco (subprime) nos EUA. A revelação foi feita ontem, em Davos, Suíça, pelo presidente do BC, Henrique Meirelles.Meirelles deixou claro que o sistema financeiro brasileiro não tem nenhum problema de curto prazo relacionado à crise, já que não existe um segmento subprime de hipotecas no Brasil e tampouco os bancos brasileiros têm produtos ligados ao mercado subprime americano.As possíveis mudanças, portanto, teriam como objetivo evitar que os bancos brasileiros tenham, no futuro, problemas como os que hoje afetam muitos bancos americanos e alguns europeus.Segundo Meirelles, o reforço das regras no Brasil poderá ir além do acordo de Basiléia II, que é a última versão - e a mais conservadora - das regras de controle de risco dos bancos acertadas no âmbito do Banco de Compensações Internacionais (BIS, o “BC dos BCs), recomendadas para todos os países.“Basiléia II é um avanço considerável, mas eu acho que já cabe discutir alguns aperfeiçoamentos”, disse Meirelles. Ele citou o fato de Basiléia II prever que linhas de crédito comprometidas, mas não utilizadas, tenham como contrapartida de capital 20% do que está determinado para linhas efetivamente utilizadas.Um dos exemplos que Meirelles deu sobre aperfeiçoamentos de Basiléia II é justamente “discutir um pouco a questão das linhas de crédito comprometidas (e não usadas) - até que ponto 20% do exigido de linhas de crédito normais para o cálculo do capital é suficiente ou não”.A questão é super-atual. Como ele explicou (e foi mencionado recentemente pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet), uma das causas dos problemas bancários americanos é que o país ainda tem as regras de Basiléia I, que prevêem zero por cento de capital para linhas comprometidas e não usadas.O problema que surgiu freqüentemente é que os bancos comprometiam linhas de crédito para garantir emissões de títulos lastreados em receitas como os pagamentos de hipotecas subprime. Quando as hipotecas começavam a ter calote e o emissor do bônus não tinha como honrá-lo, as linhas de crédito comprometidas eram ativadas, com garantias exatamente na carteira podre. Quer dizer, o balanço dos bancos eram invadidos por péssimas operações.
Governadores ficam 373 dias no exterior
Por Silvia Amorim
no Estado de São Paulo
no Estado de São Paulo
Com uma agenda de compromissos no exterior bastante intensa em início de mandato, governadores passaram o equivalente a um ano fora do País, em 2007, em viagens oficiais. O campeão dessas incursões é o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), que gastou quase um quarto do primeiro ano de sua nova gestão - ele foi reeleito - com visitas internacionais. Foram 56 dias de um total de 246 dias úteis. Somadas, as viagens de todos os governadores significam, pelo menos, 373 dias em 2007. A constatação faz parte de um levantamento feito pelo Estado nos últimos 15 dias com os 27 governos estaduais. Esse número, no entanto, é maior, porque três governadores não informaram sua agenda de viagens. Foram eles: José Roberto Arruda (Distrito Federal), Wilma de Faria (Rio Grande do Norte) e Binho Marques (Acre). A reportagem identificou que dois deles - Arruda e Marques - participaram de missões internacionais, conforme notícias veiculadas nas páginas de seus governos na internet.Ao todo, 21 dos 27 chefes dos Executivos estaduais viajaram ao exterior no ano passado (veja quadro ao lado). Somente cinco não tiveram compromissos de governo fora do País: Yeda Crusius (Rio Grande do Sul), Paulo Hartung (Espírito Santo), André Puccinelli (Mato Grosso do Sul), Ivo Cassol (Rondônia) e Waldez Góez (Amapá). Não há informações sobre a governadora potiguar.Depois de Luiz Henrique - que viajou a oito países, tendo visitado a França e os Estados Unidos duas vezes -, vem o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele despendeu 42 dias em missões oficiais a 7 países. Empatados na 3ª colocação, aparecem Blairo Maggi (Mato Grosso) e Roberto Requião, com 33 dias no exterior. O governador de São Paulo, José Serra, aparece em 7º lugar, com 27 dias fora do Brasil. Aécio Neves, de Minas, viajou menos ainda (20 dias). O governador de Roraima, Ottomar Pinto - que morreu em janeiro -, e Alcides Rodrigues (Goiás) são os que menos viajaram em 2007.Em número de países visitados, o recordista é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que voou para 10 países entre janeiro e dezembro.
FUTEBOL
Reuniões com instituições financeiras e empresários para atração de investimentos e palestras lideram a lista de compromissos apresentada pelos Estados. Mas foi o futebol que reuniu mais chefes de Executivos estaduais em um único evento no exterior em 2007. Na cerimônia de anúncio do Brasil para sede da Copa do Mundo de 2014 em Zurique, na Suíça, a convite da Fifa, apareceram 12 governadores, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a permanência no país variou bastante entre os políticos. Cabral fez a viagem mais demorada - sete dias. Eduardo Campos foi o mais rápido - só um dia.Os objetivos fora do País variam conforme a vocação do Estado. O governador do Amazonas, Eduardo Braga, por exemplo, foi duas vezes aos Estados Unidos no ano passado para participar de uma maratona de fóruns internacionais sobre o meio ambiente. Jacques Wagner, da Bahia, foi a Lisboa, a convite de uma empresa especialista na implantação de estádios em Portugal, para fazer um tour pelos campos do Benfica e do Sporting Lisboa antes mesmo da definição de que o Brasil sediaria a Copa.O incremento na agenda externa dos governadores é um fenômeno recente no Brasil. “Ele começa nos anos 80 com a redemocratização do País e o pioneiro foi o ex-governador do Rio Leonel Brizola”, diz o professor de Direito Internacional Gilberto Marcos Antonio Rodrigues, autor da tese Política externa federativa: análise de ações internacionais de Estados e municípios brasileiros.
GLOBALIZAÇÃO
Mas é na década de 90, com a globalização, que a prática ganha força e os governadores se lançam pelos continentes em busca, principalmente, de recursos que impulsionem o desenvolvimento econômico regional e a geração de empregos. A Constituição, no entanto, não reconhece aos Estados o direito de manter relações com outros países. “É natural que um Estado queira vender seu peixe no exterior”, diz a diretora-executiva do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Denise Gregori. “Agora, isso precisa ser feito com planejamento e responsabilidade, já que quem paga essas viagens é a população”, pondera Rodrigues. A única maneira de garantir que essas viagens sejam pautadas pelo interesse público, diz o professor, é uma rigorosa fiscalização do Legislativo e da sociedade.Dos 27 governos consultados pelo Estado, apenas cinco informaram os custos das viagens em 2007 aos cofres estaduais - São Paulo, Alagoas, Pará, Pernambuco e Maranhão.
Obama vence
Hillary Clinton jogou a toalha. Barack Obama venceu a prévia da Carolina do Sul. Venceu bem com 53% dos votos, Hillary obteve 27% e John Edwards ficou apenas com 19%. Pelo visto, Edwards já era. A briga mesmo vai ficar entre Obama e Hillary. Vamos ver no que vai dar.
Assinar:
Postagens (Atom)
