sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ação no STF contra pacote fiscal de Lula racha PSDB

Por Cátia Seabra e Felipe Seligman
na Folha de São Paulo

A decisão do PSDB de questionar no STF (Supremo Tribunal Federal) o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) provocou um racha entre os tucanos. O governador de São Paulo, José Serra, se colocou contra ao ato. Na quarta-feira, num telefonema ao presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), Serra disse que qualquer medida judicial contra o aumento de tributos seria inútil.O governador estava em Washington. Na conversa, Guerra teria assegurado a Serra que o partido não adotaria medidas judiciais a exemplo das feitas pelo DEM, afirmando que o partido se restringiria a um discurso contrário a aumento de impostos, qualquer que fosse. "Só vamos dizer que somos contra a aumento de impostos", afirmou.Horas depois, o PSDB anunciou a decisão de entrar com a Adin (ação direta de inconstitucionalidade), que foi protocolada ontem no STF, contra o aumento do IOF.Ontem, o vice-governador de São Paulo e secretário de Desenvolvimento, Alberto Goldman, disse que considera "positivo" que o governo federal tenha optado pelo aumento de um tributo que não tem impacto direto nos preços. Goldman lembrou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se valeu do mesmo expediente.Apenas ressalvou: "O presidente Lula não deveria ter prometido que não haveria aumento de imposto".
Justiça
Os tucanos repetem atitude do DEM que, na segunda-feira, protocolou ação contra o aumento de imposto.A ação do PSDB, porém, concentra-se no seguinte argumento: "ao não prorrogar a CPMF, o Senado votou pela redução da carga tributária. O aumento de um tributo, portanto, burla uma decisão do Legislativo", disse Guerra, ao chegar ao STF."O governo descumpriu a palavra de que não aumentaria impostos e contrariou a vontade do povo e do Congresso", completou ele.Guerra foi ao Supremo acompanhado por mais três tucanos: os senadores Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE) e o deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP). O partido não pretende entrar com outra ação para contestar o aumento da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), segundo advogados do partido.Para tentar derrubar judicialmente as mudanças do IOF, o DEM afirma que o aumento representa dupla incidência do imposto nos financiamentos. Isso porque o consumidor vai pagar 0,38% do valor do empréstimo quando contratar a operação de crédito e mais 0,0082% ao dia (3% ao ano).O DEM também evoca o princípio da isonomia tributária, em que todos deveriam pagar a mesma alíquota de cada imposto, já que as alíquotas passaram a ser diferentes para pessoas físicas e bancos.

Base do governo pretende recriar imposto do cheque

Por Fábio Zanini e Luciana Otoni
na Folha de São Paulo

Menos de um mês após a queda da CPMF, e apesar das promessas em contrário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os líderes de partidos governistas no Congresso anunciaram ontem um movimento pela recriação do "imposto do cheque". Desta vez com uma alíquota de 0,20%, que seria permanente e renderia R$ 20 bilhões. A promessa é destinar tudo para a saúde.A disposição dos líderes veio após reunião com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais). Apesar de não terem fechado questão, líderes e os ministros aceitaram cortar R$ 8 bi das emendas coletivas e preservar as individuais.Com o fim da CPMF e a perda de R$ 38 bi de receita, o governo lançou um pacote aumentando dois tributos, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), mas também terá que cortar gastos e emendas.Foram à reunião 26 líderes de partidos, todos da base aliada. Bernardo e Múcio repetiram várias vezes que o Executivo não patrocinará a iniciativa. "O Congresso é independente. Assim como cortou a CPMF, poderá recolocar", disse Múcio.O que está decidido é que a recriação da CPMF não constará da proposta de reforma tributária que deve ser enviada no mês que vem pelo governo.A promessa de enviar uma proposta da reforma não é nova. Em agosto de 2007, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou que a CPMF devia ser aprovada como estava, pois compensações viriam numa reforma tributária que seria encaminhada em setembro. Em novembro, Lula disse que enviaria o projeto naquele mês, o que também não ocorreu.Caberia aos congressistas incluí-la. A recriação da CPMF não resolveria o problema do governo para este ano já que, se aprovada, só poderia ser aplicada a partir de 2009. "De forma alguma isso pode ser atribuído a nós. O presidente disse que não tem intenção de reeditar a CPMF", disse Bernardo.Os líderes partidários adotaram discurso bem diferente. O próprio líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), defendeu uma nova modalidade de imposto para a saúde, ressalvando que falava em nome próprio e não como porta-voz do Executivo. Pouco antes, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), pediu que a CPMF "não caia no vazio". "Precisamos de recursos para saúde. Meu Estado, por exemplo, está sofrendo com a febre amarela", disse.Apesar da defesa feita por sua base no Congresso, o governo prefere adotar a cautela ao falar sobre uma nova CPMF -não quer que essa discussão atrapalhe o objetivo imediato, de consolidar seu minipacote de impostos, que incluiu aumentos no IOF e na CSLL.Ontem, o relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), disse que o aumento de receitas tributárias poder ser maior do que os R$ 10 bilhões previstos. Reestimativa da consultoria orçamentária do Congresso apontou que esse valor iria para R$ 11,1 bilhão.Faltariam ainda R$ 19 bilhões para cortar. Os líderes propuseram que R$ 8 bilhões desse montante saia de emendas. Seriam R$ 6 bilhões de emendas de bancada e todas as apresentadas por comissões, que somam mais R$ 2 bilhões. "Com o corte de R$ 8 bilhões em emendas, estaremos pagando quase metade da conta", disse o líder do PR na Câmara, Luciano Castro

Cusparada neles

E as Farc libertaram duas reféns: Clara Rojas e Consuelo Gonzáles. Já estou imaginando a festa que o ditadorzinho venezuelano está preparando. A imprensa daqui noticiou o caso. Falou até que as Farc mexiam com drogas. Não falaram isso quando a primeira tentativa de resgate fracassou. Só chamaram de guerrilheiros os integrantes das Farc. Não falaram que eram terroristas. Sim, as Farc são terroristas. Será que alguém vai pedir punição para os seqüestradores? Quem seqüestra não merece cadeia? O traficante Fernandinho Beira Mar era ligado às Farc. Os terroristas colombianos abasteciam o depósito do traficante. Hoje, Beira Mar está preso. Mas você acha que, mesmo atrás das grades, ele não comanda o tráfico? E a droga que ele comercializa também não continua vindo lá da Colômbia, da selva onde os terroristas das Farc estão escondidos, planejando seqüestros, mantendo reféns e mandando drogas para o mundo inteiro. É preciso ressaltar que o ditadorzinho venezuelano negociou com terroristas, com traficantes de drogas. É preciso dizer bem alto que o pessoal das Farc é ligada ao traficante Fernandinho Beira Mar. É preciso deixar bem claro que, quem negocia com traficante não merece um pingo de respeito ou credibilidade. Merece sim cusparadas na cara. Cusparadas na cara do Chávez! Cusparada na cara do Marco Aurélio Garcia! Cusparada na cara de quem apóia quem manda drogas para o Brasil.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Eu só acredito vendo

O ditadorzinho venezuelano disse que Claras Rojas e Consuelo González foram libertadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que já estariam a caminho de Caracas, capital da Venezuela. Chávez disse? Se ele disse eu não acredito. Faço que nem Silvio Santos: Eu só acredito vendo.
Só mais um detalhe: os terroristas vão ser punidos?

E o chute no traseiro do Azeredo?

O PSDB protocolou hoje na Procuradoria Geral da República um pedido para que as declarações de José Dirceu dadas à revista Piauí sejam incluídas no processo do mensalão. Até aí tudo bem. O PSDB é um partido de oposição. Porém, não devemos esquecer do senador tucano Eduardo Azeredo. Por que? Porque ele utilizou dinheiro de caixa 2 na sua campanha eleitoral em 1998. Dirceu disse à Piauí que a sede do PT em Porto Alegre foi construída com dinheiro de caixa 2. O PSDB está certo em pedir à Procuradoria Geral da República que as declarações de Dirceu sejam incluídas no processo do mensalão. Mas, o partido não pode esquecer de Eduardo Azeredo. Ou será que veremos, outra vez, os tucanos enfiando o rabinho entre as pernas quando petistas responderem que os tucanos também fizeram caixa 2? Falta aquele chute no traseiro de Eduardo Azeredo.

Propaganda mesmo com a crise

Na hora do almoço eu vi na televisão uma propaganda do governo de Goiás. Propaganda? Mas o Estado não está endividado? Na propaganda, tinha gente sendo entrevistada falando que a saúde pública de Goiás era uma maravilha. Hummmm... Propaganda do estado aparecendo quer dizer que vão pintar de novo aquelas maravilhas que Marconi Perillo soube pintar e bordar. Enquanto isso ninguém sabe quando a reforma administrativa vai sair e a origem da dívida. Só se sabe que, na propaganda, a saúde vai bem. Na propaganda até Lula deixou de ser o Sapo Barbudo e passou para ser o “Lulinha Paz e Amor” que fez a Dona Zélite cair de amores por ele.

As eleições em primeiro lugar

A reforma administrativa do governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, não está de olho em melhorar a estrutura do Estado, em acabar com a dívida que foi omitida pelo Tempo Novo nos oito anos que está no Palácio das Esmeraldas. A reforma é só uma maquiagem. Tudo vai continuar a mesma coisa. O que o pessoal quer mesmo é garantir a vitória do PP, partido de Cidinho, nas eleições de outubro. É claro que nem todo mundo do partido vai ganhar todas as eleições em todas as cidades goianas. Aí fica a pergunta: Será que esta reforma irá impedir que, depois das eleições de outubro, os derrotados ganhem vagas no governo, aumentando ainda mais os gastos e contratando ainda mais comissionados que, no momento, estão na corda bamba? As eleições em primeiro lugar. O Estado fica pra depois, afinal, o lema de Cidinho é “Nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer depois de amanhã”.

Greve? Contra o governo Lula?

O ano de 2008 vai ser muito difícil. Estamos no décimo dia do ano e só notícias ruins emitidas pelo Palácio do Planalto. Terão que cortar gastos. Esta notícia não agradou os sindicatos dos servidores federais. Claro. Lula prometeu o paraíso. Lula prometeu aumentar o salário dos servidores sem saber se teria dinheiro no cofre. Lula continua sendo aquele falastrão de honra do petismo e continuará assim depois de 2010 (se ele não der o golpe antes).
É até estranho vermos ameaças de greve no governo Lula. Não era este governo que mudaria “tudo que está aí”? Os caras que usavam e abusavam das greves no passado querem fazer de tudo para barrá-las. Quem diria, integrantes do governo Lula, que participaram e motivaram greves, farão de tudo para barrar seus companheiros de realizar o que eles realizavam num passado não muito distante. Essa galera é só contradição. É só mentira!

Rotina quebrada

Pois é. Hoje não deu para colocar as matérias da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo aqui no blog. Minha rotina foi alterada. Aliás, a rotina aqui em casa foi alterada. Mas foi por um bom motivo. Eu não gosto muito de quebrar a minha rotina, de alterar minhas rotas, mas, se as alterações nos agradam, a gente releva.

Um pouco sobre a imprensa na Era FHC

Ao procurar matérias que mostrassem que o governo Fernando Henrique Cardoso havia sido alertado para um possível apagão achei interessante ressaltar aqui, mais uma vez, que a imprensa criticava sim os erros, as incompetências, os equívocos e as gafes do governo tucano. Os lulistas bolivarianos querem mostrar que só agora a imprensa começou a pegar no pé do governo, que só com Lula no Planalto que a imprensa começou a fazer denúncias. Mentira! Os petistas deitavam e rolavam quando o governo Fernando Henrique Cardoso entrava em crise. Lula, o falastrão de honra do petismo na época, sempre era procurado para dar sua opinião sobre a crise política ou era matéria de jornal quando comandava algum ato contra o governo. Hoje eles estão no poder e quando a imprensa os critica, denuncia as falcatruas começam a falar que estão sendo vítimas de um golpe. Mentira! Essa gente é mentirosa demais! Tudo o que essa gente disser, pode ter certeza que farão o contrário. Criticaram tanto a política econômica de FHC e hoje, que são do governo, fazem a mesma coisa. A propósito, pesquise nas edições anteriores dos jornais e das revistas que vocês verão o que essa gente dizia a respeito do então ministro da Fazenda Pedro Malan. Sem contar do governo como um todo.

De 2001 a 2008 os governos só ignoraram os alertas

No post abaixo falei que não acreditava em ministro interino. O atual interino de Minas e Energia ironizou os alertas feitos por especialistas em energia sobre um possível apagão, igual aquele de 2001. Por falar em 2001, de lá pra cá, os governos sempre ignoraram os alertas, os avisos dos especialistas. A revista Veja do dia 16 de maio de 2001 mostrava que o então governo Fernando Henrique Cardoso havia sido alertado diversas vezes sobre o risco de um apagão. Esperaram que São Pedro abrisse a torneira e resolvesse o problema. Pois é. Em 2001 deu no que todo mundo está cansado de saber. Abaixo coloco trechos da reportagem:

Na semana passada, o governo se comportava como se tivesse sido pego de surpresa pela necessidade de recorrer ao apagão. "Nossa parte nós fizemos. Retomamos as obras paradas e estamos fazendo investimentos. O problema é que choveu muito pouco", afirmou José Mário Abdo, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na última quinta-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, encarregado de chefiar um grupo de trabalho para orientar o apagão, avisou: "É muito mais grave do que imaginávamos". Repare bem. O Estado possui três órgãos que cuidam de energia: além da Aneel, há o Ministério das Minas e Energia e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), empresa que monitora a rede física que permite à eletricidade viajar por todo o Brasil. Pois nenhuma das três anteviu o problema. Como isso é possível? Aliás, fizeram mais do que isso. Prometiam um céu de brigadeiro para este ano. "Eu garanto: vamos chegar a 2001 sem racionamento e com mais energia", afirmou o engenheiro pernambucano Mário Santos, presidente do ONS, em novembro do ano passado. Até a sexta-feira, desvendado o erro de avaliação e conhecidos os estragos que o apagão pode gerar, nenhum dos três titulares se sentia envergonhado o bastante para pedir demissão.

Entre os especialistas, o racionamento é um risco antigo. Do ponto de vista objetivo, desde 1997 o nível dos reservatórios brasileiros vem baixando em virtude da falta de chuvas. O país atravessa a fase de mais baixo índice pluviométrico dos últimos sessenta anos. Além disso, não faltaram alertas. Em 1995, o diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, entregou um relatório ao vice-presidente da República, Marco Maciel, afirmando que o modelo de privatização das elétricas não previa a expansão do setor, o que poderia acarretar a falta de abastecimento no futuro. Em setembro daquele ano, a Eletrobrás alertou o Ministério das Minas e Energia sobre os riscos de um racionamento da ordem de 10% a partir de 2001. "Se o governo tivesse aumentado os investimentos na ocasião, a situação seria outra", diz o engenheiro elétrico João Mamede Filho, que na época era diretor da Companhia Energética do Ceará.


Não faltaram alertas e o governo sempre garantia que não faltaria energia. Oito anos depois, com outra gente no poder, os avisos são dados e, mais uma vez, ninguém lá de Brasília dá ouvidos. Veja o que o Estadão online publicou ontem:

O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, descartou nesta quarta-feira, 9, a hipótese de haver racionamento de energia neste ano e no próximo. Hubner, que concedeu entrevista coletiva à imprensa, ironizou as críticas de analistas à política energética do governo e as afirmações de que haverá problemas no fornecimento de energia. "Tem analista para tudo. Faz cinco anos que eu estou no governo e todo ano tem gente dizendo que vai faltar energia. E não faltou", disse. O ministro ainda explicou que a situação de baixa nos níveis de água dos reservatórios não deve ser interpretada como um alerta à população.

Hubner, que nessa mesma entrevista declarou que o governo já possui um plano de contingenciamento do gás natural, caso seja necessário racionar o combustível, afirmou que eventuais medidas nesse sentido seriam tomadas por meio de uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), respaldada pelo presidente da República.


Entra governo, sai governo é a mesma coisa. Quando analistas afirmam que pode acontecer alguma coisa de muito ruim, os governantes tampam os ouvidos, acham graça e até fazem piadas das análises. Depois que a catástrofe acontece estes mesmos indivíduos colocam a cara na televisão mostrando a perplexidade com o ocorrido. Se o Brasil apagar de novo não vai ser por falta de alertas e sim por culpa de governantes sabichões e metidos a humoristas.

Eu não confio num ministro interino

Nelson Hubner é ministro interino de Minas e Energia. Interino? Ele não é efetivo. Está no cargo para cobrir a lacuna deixada pelo então ministro Silas Rondeau que deixou o ministério por conta das denúncias que a Polícia Federal apresentou contra ele. Rondeau saiu e Lula não colocou ninguém no lugar. Nelson Hubner é interino. Está ali de passagem, portanto, tudo o que ele falar ou fizer serão passageiros, não merecem qualquer tipo de crédito. Ele descartou ontem a hipótese de um novo apagão energético atingir o país igual ao ocorrido em 2001. Eu não confio num ministro interino. Ele está ali de passagem, só para cobrir lacuna. Quando houve o apagão em 2001, Lula e os petistas criticaram bastante o governo Fernando Henrique Cardoso pela sua incompetência. Oito anos depois, lá vamos nós de novo ter que economizar energia por conta de um governo incompetente, que está no poder há cinco anos e nada fez para resolver as incompetências do governo anterior. Parece até que eles não resolvem só para jogar a culpa no governo anterior. A culpa é do governo. Principalmente de um governo que tem um ministro interino de uma pasta que, até agora, não sabe garantir o abastecimento de energia para o país.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A volta da queridinha

Pronto! Depois da vitória de Hillary Clinton em New Hampshire, ela voltou a ser a queridinha da América. Pelo visto, a “Obamania” está perdendo fôlego. Foi só fogo de palha. Daqui a pouco ninguém mais vai se lembrar dele. É a volta da queridinha que, há poucos dias atrás, era tratada como derrotada depois das prévias de Iowa.

As pesquisas erraram

As pesquisas encomendadas antes das prévias presidenciais americanas em New Hampshire mostravam que Barack Obama bateria facilmente, mais uma vez, Hillary Clinton. Estas pesquisas foram levadas tão a sério que até a campanha de Hillary entrou em crise. Tiveram que chamar o Bill para fazer um discurso duro contra Obama. Pois é. As pesquisas erraram. Quem perdeu em New Hampshire não foi Hillary e sim Obama. Ela ganhou. Foi por pouco, mas ganhou. Aqui em Goiás nós já sabemos dos erros das pesquisas eleitorais. Desde 1998 que elas erram. Desde 1998 que o resultado destas pesquisas nem se aproxima do resultado oficial. Nas eleições para o governo de Goiás em 1998, quando Íris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) se enfrentaram, as pesquisas mostraram Íris disparado na frente com quase 70% enquanto que Marconi estava lá trás com 6%. No final do primeiro turno, com o resultado oficial divulgado, vimos Marconi na frente de Íris. O todo poderoso Íris Rezende perdia sua primeira eleição. Marconi Perillo, até então desacreditado, começava a implantar o tal do Tempo Novo. Ah, nestas eleições não podemos esquecer do Nerso da Capetinga. Ele foi um fator importante para a vitória de Marconi. No ano 2000 tivemos outras eleições, mas agora para elegermos os prefeitos. Aqui em Goiânia, percebemos que as pesquisas continuaram a mostrar seus erros. Dias antes do primeiro turno, Darci Accorci (então no PPB que hoje é só PP) aparecia em primeiro lugar nas pesquisas. Em segundo estava Lúcia Vânia (PSDB) e em terceiro Pedro Wilson (PT). Qual foi o resultado oficial? Pedro Wilson terminou o primeiro turno na frente de Darci e quem ficou em terceiro lugar foi Lúcia Vânia. Dois anos depois, em 2002, tivemos outras eleições estaduais. Marconi Perillo era candidato à reeleição e seu adversário era Maguito Vilela (PMDB). Nas primeiras pesquisas, Maguito estava na frente de Marconi. Porém, Marconi usou e abusou da propaganda e conseguiu convencer a população que lhe deu a vitória já no primeiro turno. Ah, isso sem contar as eleições presidenciais. Teve pesquisa que mostrava Ciro Gomes na frente de Lula. No final do primeiro turno, Lula em primeiro lugar e José Serra em segundo pelos resultados oficiais. Em 2004, mais uma eleição municipal. Aqui em Goiânia Íris Rezende se candidatou à prefeitura. Pedro Wilson tentava a reeleição e Sandes Júnior era o candidato do Palácio das Esmeraldas. Nas pesquisas antes do primeiro turno sempre aparecia Íris em primeiro, Sandes em segundo e Pedro em terceiro. Oficialmente, o primeiro turno terminou com Íris em primeiro lugar e Pedro Wilson em segundo. Vocês pensam que os erros das pesquisas acabaram? Em 2006, outra vez as pesquisas apontavam uma coisa e o resultado oficial foi outro. Maguito Vilela, mais uma vez, era candidato ao governo de Goiás. Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, tentava a reeleição já que estava no cargo desde o dia 1º de abril do mesmo ano por conta da saída de Marconi Perillo para disputar uma vaga no Senado. O que as pesquisas mostravam antes do primeiro turno? Maguito muito à frente de Cidinho. E qual foi o resultado? Por pouco Cidinho não ganha as eleições já no primeiro turno.
O que eu quero dizer com tudo isso? Que se acabe com as pesquisas eleitorais? Claro que não. As pesquisas são importantes. Servem para dar um parâmetro, um momento sobre o que o eleitor pensa. Porém, muitas vezes, usamos estas pesquisas como se fossem o resultado oficial. Usamos o resultado delas como se fosse o fim de uma candidatura ou a vitória de outra. As pesquisas erram. E como erram. Muitos achavam que Hillary Clinton estava perdida depois da derrota nas prévias de Iowa. Muitos achavam que a sua candidatura acabaria em New Hampshire já que as pesquisas mostravam Barack Obama bem na frente dela, em primeiro lugar. Hillary ganhou de Obama. Calma, minha gente. São 50 estados unidos. Só dois já fizeram suas prévias. Nem tudo esta perdido e nem tudo está ganho.

Não faça que nem o Renan Canalheiros

Eu disse que não ia esquecer Renan Canalheiros. Olha ele aparecendo aqui no blog. Não, não é nenhuma denúncia a mais. Como o reveillon passou, o carnaval é logo ali. E carnaval é sinônimo de campanha do Ministério da Saúde para que os foliões usem camisinha. O que o Canalheiros tem a ver com camisinha? Tudo! Se ele tivesse usado camisinha quando foi para a cama com a Mônica Veloso, o Senado não afundaria na lama que afundou no ano passado. Se Renan tivesse usado camisinha não engravidaria Mônica. Sem filhos fora do casamento, Canalheiros não teria que pedir ajuda para um amigo lobista pagar a pensão. Não haveria “gestante”. Se Renan Canalheiros tivesse usado camisinha nós não saberíamos da podridão escondida por baixo daquele carpete azul. Acharíamos que só os deputados eram safados. Renan e Mônica viraram os olhos sem se proteger. Ela engravidou. Ele pediu ajuda para um lobista. O caso veio a público e o Senado... Bem, já conhecemos a história. Tudo isso por causa do não uso da camisinha. Se o ministro da Saúde José Gomes Temporão lesse meu blog eu faria o seguinte pedido: chamasse Renan Canalheiros para protagonizar a campanha do ministério pelo uso da camisinha no carnaval. Imagino Renan falando: “Não façam como eu. Eu não usei camisinha e f... o Senado brasileiro.” Mas, fazer campanha para o Ministério da Saúde não sai de graça. Tem que pagar. E eu não quero ver Renan Canalheiros recebendo mais grana pública além do que ele já desviou. Mas fica o lembrete: Não faça que nem o Renan Canalheiros. Use camisinha!

Quando a coisa aperta por aqui...

Lula adora incluir no roteiro das suas viagens algum país comandado por algum ditador. Quando a coisa aperta por aqui lá vai ele visitar alguma ditadura. Os ditadores africanos já receberam a visita de Lula diversas vezes. Na sua primeira viagem de 2008, Lula vai para Guatemala e... Cuba. Sempre tem que ter alguma ditadura no caminho lulista. Sempre o Aerolula pousa em terras de comandantes que estão no comando de um país há trinta, quarenta anos. Quando era o falastrão de honra do PT, Lula dizia que, sempre quando a coisa apertava aqui no Brasil, Fernando Henrique Cardoso viajava para Paris. Lula faz a mesma coisa. Quando a coisa aperta, ele vai visitar alguma ditadura. Lula vai visitar seu companheiro Fidel Castro. Ninguém sabe a verdadeira situação do comandante cubano. Quem sabe Lula não nos fala como ele está? Pelo visto, Fidel Castro deve ter sido o esquerdista mais sanguinário que já existiu. Stalin, Mao e Che já estão no caldeirão do capeta. Só Fidel que ainda não foi aceito. O cara é tão ruim que nem o diabo o quer no inferno.

Em 2006 o Estado não precisava ser reestruturado

Todos os projetos do nosso governo foram implementados a quatro mãos, Marconi e Alcides. Ele não só vai dar continuidade a todos esses projetos, como também irá ampliá-los e melhorá-los na medida do possível. Assim que assumir o governo, Alcides anunciará muitas medidas importantes para a população. É o caso da redução do imposto de toda a cadeia do álcool, o que permitirá uma redução do preço do produto na bomba. Também vai aumentar o valor da Renda Cidadã e concluir obras rodoviárias importantes. Alcides vai receber uma boa herança. Vamos deixar o governo arrumado, completamente diferente daquele que recebi em 1999. Na época, tínhamos duas folhas e meia de salários atrasados, 600 milhões de reais de dívida de curto prazo. Alcides Rodrigues vai receber a folha de março quitada até o dia 31 e também quitados 3/12 avos do décimo terceiro, que é pago no mês do aniversário do servidor. (Marconi Perillo numa entrevista ao Jornal Opção no final de abril de 2006, poucos dias antes de deixar o governo de Goiás para se candidatar a uma vaga no Senado nas eleições do mesmo ano).

Ele foge da imprensa

Assim como o diabo foge da cruz, o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, foge da imprensa. Se estava agendado algum compromisso público onde os jornalistas teriam acesso facilmente ele não comparece ou manda alguém para ir no seu lugar. Seus assessores falam que Cidinho não foge da imprensa e sim está reunido com a cúpula mais alta do governo preparando a reforma administrativa. Nunca vi tanta reunião. Nunca vi tanta demora em apresentar uma coisa que, segundo o próprio governo, já estava pronta. É por isso que Cidinho tem medo da imprensa: ele não tem respostas para as perguntas que serão feitas.

Cargos em troca de cortes

Editorial do Estado de São Paulo

O bazar do Planalto reabriu as portas. É o jeito lulista de fazer política. Tendo ignorado por completo a base aliada no Congresso, no empacotamento das medidas concretas de aumento de impostos e da intenção anunciada de cortar R$ 20 bilhões do gasto dos Três Poderes, uma coisa e outra para irrigar as contas federais depois que secou a fonte da CPMF, o presidente Lula mandou os seus “vendedores” queimarem o estoque de cargos que podem ser mercadejados com os partidos governistas. A idéia é neutralizar no nascedouro os ensaios de traição dos parlamentares expostos ao risco de serem privados do seu capital mais precioso - a materialização das suas emendas, individuais ou de bancada, ao Orçamento da União, que somam mais de R$ 60 bilhões. É jogo jogado, como se diz. “Se o governo vai cortar emendas, tem de liberar os cargos”, anuncia as suas condições o líder do PR na Câmara, Luciano do Castro. “Passar a tesoura nas emendas é arrumar encrenca com o Congresso.”Depois de ter feito muito, mas não o suficiente - no conspurcado plano fisiológico, bem entendido - para prevenir as defecções nas bancadas da coalizão, que se revelariam decisivas para a derrubada da CPMF no Senado, desta vez no Planalto não se admite a hipótese de que os seus parceiros de mesa estejam blefando. “Qualquer ameaça tem de ser levada em conta”, concede o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Ele se refere, naturalmente, à possibilidade de que um certo número de deputados e senadores da base se vinguem do governo, deixando espaço para a oposição bloquear a votação do Orçamento-Geral da União e, no limite, pôr em xeque a aprovação da medida provisória que aumentou a CSLL. (Por decreto, o presidente Lula fez o mesmo com alíquotas do IOF.) O Congresso voltará a funcionar em fevereiro, depois do carnaval. O governo corre contra o tempo: as decisões sobre a execução orçamentária, neste ano eleitoral, precisam ser tomadas todas no primeiro semestre.Daí a urgência em “tentar resolver as demandas reprimidas nos Estados”, conforme o eufemismo do ministro para a frustração das caciquias partidárias diante do não preenchimento das vagas federais pelo País afora. “Tentar resolver” é bem o termo, porque as demandas são também conflitantes e não raro excedem à oferta. Trata-se de qualquer coisa como 300 cargos regionais negociáveis. Isso sem falar nos muito menores e muito melhores empregos na cúpula das estatais do setor energético, como a Eletrobrás, Eletronorte e Eletrosul. O PMDB-Senado finalmente deve emplacar o maranhense Edison Lobão como titular de Minas e Energia. Mas o PMDB-Câmara também apresenta a sua fatura nessa área - nada menos do que a diretoria internacional da Petrobrás. O pior, para Lula, é que, supondo possível a quadratura do círculo, com o pleno atendimento das reivindicações concorrentes no seio do governismo, ainda assim continuará sendo mais fácil falar em cortes do que cortar.“Todo mundo acha que é preciso cortar, mas não no seu setor”, resume Monteiro, constatando uma eterna verdade na esfera pública nacional. No regime constitucional dos Poderes “harmônicos e independentes entre si”, o Executivo não tem a prerrogativa de dizer ao Legislativo e ao Judiciário quanto e onde gastar. A isso se acrescentam, no caso do governo, os gastos insuscetíveis de cortes, como as transferências e repasses de recursos estabelecidos na Constituição. Fechando o círculo, este é um governo que faz praça de sua crescente prodigalidade ali onde está livre para gastar menos ou mais. Foi esse desregramento erigido em filosofia administrativa que levou Lula a admitir, no seu mais recente programa semanal de rádio, anteontem, que é preciso cortar. “Resolvemos com muita seriedade e tranqüilidade anunciar ao Brasil que temos de cortar na veia outra vez.” É pena que, mais uma vez, tenha se confundido com as metáforas. Cortar a (não na) veia é coisa de suicida. Para economizar gastos é preciso “cortar na carne”. Aliás, para deter a verdadeira hemorragia de gastos que só se mantém à custa de uma das mais iníquas cargas tributárias do planeta, não se pede que se corte na carne da administração pública, mas sim nas suas enxúndias político-administrativas.

Corte no Orçamento ameaça barrar a criação de 230 varas da Justiça

Por Ribamar Oliveira
no Estado de São Paulo

Além de reduzir os recursos destinados à construção e reforma de prédios pelo Poder Judiciário, a tesoura do relator da proposta orçamentária para 2008, José Pimentel (PT-CE), deverá atingir a criação de varas federais. O projeto de Orçamento encaminhado ao Congresso prevê a instalação de 230 varas da Justiça Federal, um acréscimo de 30,1% em relação às atualmente existentes.O relator já fez chegar ao governo sua intenção de adiar a criação dessas varas ou de fazê-la de forma escalonada, como parte do ajuste que se tornou necessário com a perda dos R$ 40 bilhões da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Nesta fase do processo orçamentário, apenas o relator pode fazer cortes.A criação das varas faz parte de um programa de interiorização da Justiça, cujo objetivo é evitar os longos deslocamentos do cidadão que busca seus direitos. Atualmente existem 743 varas federais.Para o funcionamento das 230 novas varas, a Justiça terá de abrir concursos para a contratação de 460 juízes (2 para cada vara), 2.070 analistas judiciários e 2.530 técnicos judiciários, um total de 5.060 novos servidores.
CUSTOS
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não quis informar ontem o valor que será gasto com a implantação das varas. Além dos gastos com pessoal, a medida implica construção ou aluguel de prédios onde elas funcionarão e demais despesas de custeio, como luz, água e telefone.A contratação dos juízes e dos demais servidores das novas varas é apenas uma parte do previsto pelo Judiciário para este ano. O projeto de lei encaminhado ao Congresso prevê a realização de concursos para o preenchimento de 12.604 vagas no Poder.Segundo as informações complementares à proposta orçamentária, encaminhadas pelo governo ao Congresso, o custo das novas contratações pelo Judiciário foi estimado em R$ 647,2 milhões, dos quais R$ 209,4 milhões apenas na Justiça Federal. O Ministério Público da União prevê realizar concursos para a contratação de 2.295 servidores, com custo de R$ 111,3 milhões.O maior número de novas contratações seria do Executivo - se o projeto de Orçamento fosse aprovado como está: 40.032, por meio de concurso. Caberia ao Legislativo contratar 1.417.Ao todo, o Judiciário, o Legislativo e o Executivo programavam contratar 56.348 servidores. Desse total, 28.979 se destinariam ao preenchimento de novos cargos. Os demais seriam para a ocupação de postos já existentes que ficarão vagos por aposentadoria e pela substituição de pessoal terceirizado, entre outros motivos. O governo já anunciou sua intenção de suspender novos concursos até que seja obtido o equilíbrio do Orçamento.A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, deverá marcar uma reunião com os presidentes dos tribunais superiores para discutir os cortes no orçamento do Judiciário, segundo fontes da área.

Polícia investiga saques de empresas e da família Sarney

Na Folha de São Paulo

A Polícia Federal investiga saques em dinheiro vivo de R$ 3,5 milhões ligados a empresas e a uma pessoa da família Sarney no período eleitoral de 2006. O Ministério Público Federal também apura o caso.Foram sacados R$ 2 milhões por Fernando, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), nos dias 25 e 26 de outubro (R$ 1 milhão em cada dia). Entre o final de setembro e outubro daquele ano, foram sacados mais de R$ 1 milhão da conta do Sistema Mirante de Comunicação, afiliada da Globo e principal empresa da família Sarney, da qual Fernando é um dos dirigentes. O segundo turno da eleição foi no dia 29 de outubro.Investigadores ouvidos pela Folha dizem suspeitar de financiamento ilegal de campanha. O inquérito aberto pela PF está sendo conduzido pela sede do órgão em Brasília. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) gerou um relatório sobre as transações.Fernando Sarney nega qualquer irregularidade ou que as transações tenham conexão com campanha política e diz que tantos os saques feitos por ele quanto os do Sistema Mirante foram devidamente registrados e lançados no seu Imposto de Renda ou na contabilidade da empresa. Ele não foi candidato a nada em 2006.A PF investiga três grupos de transações. Em 24 de outubro, o empresário Eduardo Carvalho Lago fez transferência de R$ 2 milhões para a Gráfica Escolar, da qual Fernando é sócio. No mesmo dia, a gráfica fez um depósito no mesmo valor para Eduardo. No dia seguinte E- duardo fez nova transferência de R$ 2 milhões, desta vez para a conta pessoal de Fernando, que sacou todo o dinheiro naquele dia e no dia seguinte.Paralelamente a essas operações, entre o final de setembro e o final de outubro foram feitos saques superiores a R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, da conta da TV Mirante por Tereza Cristina Ferreira Lopes e Carlos Henrique. Segundo Fernando Sarney, ambos são funcionários do Sistema Mirante.O último saque da conta da empresa coincidiu com uma retirada de R$ 100 mil da conta da São Luiz Factoring e Fomento Mercantil, que pertence a Tereza Murad, mulher de Fernando Sarney. O saque também foi feito por Tereza Cristina Ferreira Lopes.Os investigadores apuraram que o empresário que emprestou os R$ 2 milhões a Fernando Sarney, Eduardo Carvalho Lago, responde a processos por não-recolhimento de contribuição previdenciária ao INSS, negociação de títulos sem lastro, formação de quadrilha e estelionato. A PF confirma que há inquérito, mas que não pode dar esclarecimentos porque ele corre em segredo de Justiça. A explicação foi repetida pelo Ministério Público Federal no Maranhão e pelo Coaf.Não é a primeira vez que a família Sarney é envolvida em movimentação de dinheiro vivo. Em 2002, a PF encontrou R$ 1,34 milhão na Lunus, empresa de Roseana, irmã de Fernando e então pré-candidata à Presidência, e Jorge Murad, irmão de Tereza, mulher de Fernando. O dinheiro foi devolvido à família porque a PF não provou nenhuma ilegalidade no caso.

Cotado para ministério é investigado no STF

Por Leonardo Souza
na Folha de São Paulo

O senador Edison Lobão (PMDB-MA), cotado para assumir o Ministério de Minas e Energia, é alvo de investigação da Procuradoria Geral da República por suspeita de ter ordenado desmatamento em área de preservação ambiental em Brasília. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, e a tramitação ocorre no Supremo Tribunal Federal. Ele nega ter ordenado o desmatamento de sua propriedade. "Se há uma pessoa incomodada com isso sou eu, pois sujeitos estranhos estão entrando ali todo o dia, andando para lá e para cá de automóvel. E eu que sou processado", disse. Segundo parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, foram desmatados 700 metros quadrados de área que integra um terreno do senador e que está inserida na Área de Preservação Permanente do Lago Paranoá. "Justifica-se a permanência dos autos nesse STF, já que, em princípio, o delito ambiental investigado teria ocorrido em área que parece pertencer ao parlamentar", escreveu. De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Civil, a limpeza do terreno, no Lago Norte, região nobre de Brasília, foi ordenada por José Bina, servidor do gabinete do senador. Bina afirmou à polícia que estava presente quando o serviço foi executado, limitando-se ao interior do terreno. Acrescentou que a limpeza havia sido determinada pela administração do Lago Norte, subordinada ao governo do Distrito Federal. "De fato, a Administração Regional do Lago Norte orienta os proprietários de lotes não edificados a conservá-los limpos, sob pena de multa. Isso não significa que os responsáveis pelos lotes estejam livres para desrespeitar as normas de proteção ao meio ambiente", disse Antonio Fernando. Ele afirmou que é preciso averiguar se Lobão soube do crime. Bina disse à Folha que mandou limpar o terreno porque pessoas desconhecidas teriam jogado entulho na área verde da propriedade. "O pessoal toca fogo na área verde lá, faz o diabo e ninguém faz nada. Só porque um pedaço, que estava com entulho... Aí vêm [as autoridades] com essa palhaçada." Bina disse que foi dele a iniciativa de limpar o terreno, pois é sua atribuição cuidar da propriedade, mesmo sendo funcionário do gabinete. "Comprei há 30 anos o terreno. Pescadores de fim de semana entraram e iam pescar no lago e aquilo foi fazendo um caminho de automóveis. Mandei cercar o terreno. Como não vai ninguém lá nunca, derrubaram a cerca e continuaram a entrar. Daí, alguém denunciou e disse que estava havendo um atentado ao meio ambiente", disse o senador. "Estão invadindo o meu terreno. Eu é que sou o ofendido. É uma completa bobagem. Estou inclusive esperando terminar essa coisa para ver o que tenho de fazer."

Na 1ª viagem do ano, Lula vai a Cuba e Guatemala

Por Letícia Sander
na Folha de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurará a temporada de viagens ao exterior em 2008 na próxima semana, com visitas à Guatemala e a Cuba. Ele estará na Guatemala na segunda-feira, para a posse do presidente Álvaro Colom. De lá, seguirá para Havana, onde cumpre agenda na terça-feira.Lula tinha planejado ir a Havana em novembro passado, mas a viagem acabou cancelada na última hora porque alguns acordos previstos não estavam prontos para serem firmados.Agora, Lula aproveita a posse na Guatemala para esticar a viagem e reencontrar Fidel Castro, afastado do poder há mais de 15 meses por motivos médicos. Desde que assumiu a Presidência, Lula foi uma vez a Cuba, em setembro de 2003.Fidel foi internado em julho de 2006 e, desde então, seu estado de saúde é mantido sob sigilo. Ele entregou o comando ao irmão Raúl e fez raríssimas aparições públicas. Em novembro, Lula afirmou que recebeu de Cuba uma extensa pauta de interesse de cooperação entre os dois países, e que por isso, necessitava de mais tempo para preparar a visita.Até então, a viagem estava ancorada em dois objetivos principais: um acordo para aumentar o volume de crédito para que Cuba possa comprar alimentos do Brasil e uma aproximação da Petrobras, para que a estatal possa fazer prospecção de petróleo no golfo cubano.Os cubanos também querem cooperação brasileira na área de vacinas e aleitamento materno, além de voltar a discutir a validação de diplomas aos alunos de medicina no país caribenho. O Brasil também poderá anunciar investimentos em estradas cubanas.No ano passado, dois boxeadores cubanos foram deportados pelo governo brasileiro, numa operação que despertou interesse da imprensa mundial. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara vieram ao Brasil participar dos jogos Pan-Americanos. Em menos de 48 horas, os atletas foram detidos pela Polícia Federal na Região dos Lagos, no Rio, interrogados duas vezes e embarcados rumo a Cuba em um jato executivo de prefixo venezuelano.

Garibaldi impede convocação de comissão para analisar projeto que barra IOF maior

Na Folha de São Paulo

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), barrou ontem a possibilidade de ser convocada a Comissão Representativa do Congresso, que iria analisar dois projetos de decreto legislativo apresentados na Casa, entre eles o que tentava barrar a elevação das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).O aumento do imposto é uma das medidas apresentadas pelo governo na semana passada para compensar o fim da CPMF.O segundo projeto, do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), pedia o fim de uma medida da Receita que exige dos bancos o repasse de informações ao Fisco em movimentações semestrais que superam R$ 5.000, para pessoas físicas, e R$ 10 mil, para pessoas jurídicas.Garibaldi, que também preside a Comissão Representativa do Congresso, disse que é mais "democrático" esperar a volta dos trabalhos para que a discussão seja ampliada. Quanto ao projeto de Jardim, ele justificou que a medida da Receita só começa a vigorar em junho, "inexistindo [sic] a urgência que justifique a convocação".Se a comissão fosse convocada, o governo não teria problemas em barrar os decretos, pois tem a maioria na comissão -formada por 17 deputados (11 governistas) e oito senadores (cinco aliados ao governo).O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do decreto que tenta barrar o aumento do IOF, afirmou achar "estranha" a não convocação. O tucano protocolou na Secretaria Geral do Senado dois projetos, com o mesmo teor, para que o segundo comece a tramitar ao final do recesso parlamentar. Jardim prometeu apresentar hoje requerimento para que a comissão ouça o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre as medidas anunciadas pelo governo e a instrução da Receita.

Fim da CPMF faz governo barrar reajuste a militares

Por Leila Suwwan e Letícia Sander
na Folha de São Paulo

O corte orçamentário de R$ 20 bilhões para compensar parcialmente a perda de arrecadação da CPMF levou o governo federal a suspender as negociações sobre o reajuste salarial dos militares, conforme havia prometido o ministro Nelson Jobim (Defesa) para 2008. Em nota, a Defesa culpou a extinção da contribuição no Congresso pela suspensão da negociação do reajuste e "eventuais ajustes" nos investimentos e custeios do ministério.As definições, segundo o ministro, só irão ocorrer a partir da segunda quinzena deste mês. "As conversas estavam avançadas em dezembro, mas foram suspensas em função das mudanças no Orçamento de 2008, geradas pela extinção da cobrança da CPMF, que frustrou receita de R$ 40 bilhões", diz a nota divulgada pela Defesa ontem, depois de uma reunião de menos de meia hora entre Jobim e o ministro Paulo Bernardo (Planejamento)."Ainda não é possível avançar os estudos sobre os salários ou sobre eventuais ajustes nos investimentos e custeio da Defesa enquanto não forem concluídas as definições em relação ao Orçamento como um todo", conclui o texto.Além do risco de enterrar de vez o reajuste, a Defesa pode ser uma das pastas mais afetadas pelos cortes. Na Esplanada, é a terceira colocada em despesas para custeio de viagens (diárias, passagens e locomoção). E também teria R$ 10 bilhões no Orçamento de 2008, R$ 3,5 bilhões a mais que 2007.Ao contrário do habitual, Jobim evitou a imprensa ontem depois da reunião no Planejamento. O ministro, filiado ao PMDB, tomou posse em julho de 2007, cacifado por carta branca presidencial e promessa de orçamento robusto, o que agradou militares normalmente reticentes com um civil.Apesar da indefinição, Jobim afirmou que as negociações salariais estão "asseguradas". Setores militares vêem essa promessa com ceticismo.No final do ano passado, a Defesa trabalhava com um estudo técnico para conceder um reajuste total de cerca de 27%. O ministro havia defendido, em audiência na Câmara no dia 31 de outubro, o reajuste como "uma questão de emergência que tem de ser solucionada".O reaparelhamento das Forças depende da definição orçamentária, e as compras deveriam começar em setembro, a partir da conclusão do estudo estratégico de defesa nacional.
Reunião ministerial
Criticado pelas medidas para compensar a perda da CPMF e enfrentando um momento de desgaste na relação com os aliados no Congresso, Luiz Inácio Lula da Silva marcou para 21 de janeiro a primeira reunião ministerial do ano. Até lá, espera já ter encaminhado soluções para boa parte das pendências com os partidos, principalmente a nomeação de cargos.O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, não quis confirmar que apenas 3% dos cargos reivindicados por partidos aliados foram atendidos, mas admitiu que até agora "muito pouco" foi acertado.A cúpula do governo começou ontem a mapear os cargos nos ministérios pretendidos por aliados. Em 2007, Lula prometera negociar as nomeações ainda em janeiro para evitar novas derrotas no Congresso.

Hillary ganhou

Hillary Clinton conseguiu dar a volta por cima e venceu as prévias de New Hampshire. Quem diria... As pesquisas indicavam que Barack Obama venceria facilmente. John Edwards acabou em terceiro lugar.

Projeções apontam vitória de Hillary

Preparem os lenços! Projeções feitas pela NBC e Associated Press indicam vitória de Hillary Clinton em New Hampshire. Ela tem 39% dos votos e Barack Obama aparece com 36%. Tudo por causa das lágrimas na cafeteria. Depois de New Hampshire, preparem os lenços porque veremos muitos candidatos chorando por aí.

As lágrimas de Hillary

Alguns democratas justificam este “retorno” de Hillary Clinton às disputas eleitorais pela emoção que ela expressou anteontem numa cafeteria em Portsmouth, New Hampshire, quando uma eleitora lhe perguntou como ela conseguia “sair da cama e batalhar todos os dias”. Hillary, com os olhos marejados e a voz embargada, disse que não era fácil e completou: “Eu não poderia fazê-lo se eu não acreditasse apaixonadamente que é a coisa certa a ser feita. É muito pessoal para mim”. Alguns apoiadores de Hillary acreditam que, neste momento, os eleitores viram o lado humano da candidata. Será que, se confirmar a vitória de Hillary, todos os candidatos vão chorar em público? Quando Obama ganhou em Iowa por causa do seu discurso de mudança todos os outros candidatos também falaram de mudança. Se Hillary vencer em New Hampshire, preparem os lenços.

Pau-a-pau

Os Democratas assistem a luta entre Hillary Clinton e Barack Obama. Ela tem 39% dos votos e ele 36%. John Edwards aparece em terceiro com 17%. Ainda não dá para saber quem vai sair vitorioso de New Hampshire. Mas a ressurreição de Hillary vai dar o que falar. Deve dar um novo ânimo para sua campanha. Agora resta saber se a “Obamania” continuará forte como se dizia até ontem.

McCain ganhou

John McCain ganhou as prévias republicanas de New Hampshire. Há alguns meses atrás sua campanha presidencial era considerada morta. McCain comemorou seu “retorno” junto com simpatizantes.

A recuperação das telas e a segurança

Bem, como ainda estão contando os votos lá em New Hampshire vamos voltar a falar sobre o Brasil. A Polícia Civil de São Paulo conseguiu recuperar as duas telas roubadas do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Uma tela é de Cândido Portinari chamada “O Lavrador de Café” e outra de Pablo Picasso chamada “O retrato de Suzanne Bloch”. A Polícia Civil paulista está de parabéns. Além de recuperar as telas intactas, prenderam os ladrões. É preciso que os administradores do museu tomem o máximo de cuidado com as telas recuperadas e melhorem a segurança para que estas e outras obras abrigadas ali não sejam alvos de ladrões. E, é claro, é preciso sempre fiscalizar, ficar de olho naqueles que tomam conta do museu.

Lula me persegue

Cá estou eu tentando acompanhar as prévias presidenciais americanas de New Hampshire quando leio a notícia de que o governo admite que neste ano poderemos ter um racionamento de energia semelhante ao que aconteceu em 2001. Eu tento me afastar de Lula, mas Lula me persegue. Eu tento entender e dar os meus pitacos sobre as eleições americanas e Lula aparece na tela do computador. Racionamento de energia na era lulista? Ué, não eram eles que iam consertar os erros que os tucanos cometeram em 2001? A cada dia que passa nós vemos a incompetência do lulismo.
Bem, o dia só está começando e ainda temos muitos posts para atacar a incapacidade de Lula. Vamos voltar à New Hampshire e a ressurreição de Hillary Clinton.

Resultado parcial

Resultado parcial das prévias de New Hampshire segundo The New York Times mostra Hillary Clinton liderando com 40% dos votos seguido por Barack Obama que alcançou até agora 36%. Do lado Republicano, John McCain tem 37% dos votos enquanto que Mitt Romney tem 30%. Projeções feitas pela CNN mostram que McCain ganhou as prévias de New Hampshire pelo lado Republicano. Já do lado Democrata, mesmo estando na frente, ninguém ainda arrisca dizer que Hillary ganha de Obama. Será que a “Obamania” está perdendo o fôlego?

E quem disse que Hillary estava acabada?

Pois é. Os Estados Unidos estão vivendo a “Obamania”. Pelas notícias que chegam da terra do Tio Sam, as prévias de New Hampshire mostram que Hillary não acabou depois da derrota em Iowa. Vemos a ex-primeira dama disputando pau-a-pau a liderança com Barack Obama. Se era cedo demais afirmar que a candidatura de Hillary Clinton estava por um fio, seria correto dizer que a “Obamania” está perdendo fôlego?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Primeiros resultados

Segundo projeções da rede americana CNN, do lado republicano o presidenciável John McCain está na frente e ganharia as prévias de New Hampshire. Do lado Democrata, a liderança está sendo disputada, como se diz no bom português, pau-a-pau entre Barack Obama e Hillary Clinton.

Recorde de público

As primárias de New Hampshire já têm pelo menos um resultado concreto: recorde de eleitores. Resta saber se este amontoado de gente vai confirmar a “Obamania” que está se espalhando pelos Estados Unidos. Meu Deus, isso me faz lembrar as eleições presidenciais de 2002. Ops, aqui é o Brasil, lá são os Estados Unidos.

MP que estende o Bolsa-Família é inconstitucional, diz TSE

No Estadão online

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, disse nesta terça-feira, 8, que é inconstitucional a medida provisória que estende o programa Bolsa-Família para jovens de 16 e 17 anos, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 28 de dezembro. Segundo ele, a afirmação se baseia na Lei Eleitoral que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2008.

A norma proíbe a administração pública de distribuir bens, valores ou benefícios, exceto em casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no ano anterior. De acordo com Mello, a lei garante equilíbrio nas eleições.

Segundo o presidente do TSE, os programas sociais não podem ter alterações nos valores previstos no Orçamento de 2007. "Se no final do ano anterior houve a edição da MP alterando os programas e alargando, assim, (a faixa dos) beneficiários do programa social Bolsa-Família, evidentemente está escancarada a violência à norma legal."

Na última segunda, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse que a extensão do programa foi totalmente legal. "Considerando a lei, aquilo que ela diz, a Medida Provisória foi enviada no tempo estabelecido pela lei e, portanto, ao meu ver, falo como advogado, como professor de direito, rigorosamente legal. Qualquer outra interpretação é colocar a lei no campo das interpretações pessoais, subjetivas".

Para o presidente do TSE, a modificação no programa tem que ser "guardada" para 2009. "As regras foram feitas para reger a vida em sociedade. No Brasil não precisamos de mais leis e sim de homens públicos que observem a legislação existente".

Pô, ninguém vai chamar o bispo de direitista?

Para os lulistas bolivarianos todo mundo que critica Lula é direitista. Para eles a elite quer derrubar Lula, por isso eles o defendem com unhas e dentes. O bispo Dom Luiz Cappio criticou Lula hoje por conta das obras de transposição do Rio São Francisco continuarem depois das festas de final de ano. O bispo disse que Lula se recusa a ouvir a sociedade e que o governo traiu quem o apoiou. Pobre, bispo. Será que só agora ele percebeu que Lula é traíra? E com estas críticas os lulistas bolivarianos vão chamar o bispo de direitista ou um marionete utilizado pela elite para derrubar Lula? Vamos esperar por Paulo Henrique Amorim e ver que intensidade as críticas do bispo alcança no “Índice Vamos Derrubar o Lula”.

Meu Deus! Lá vem aquele troço de Big Brother

Meu Deus! Lá vem aquele troço de Big Brother Brasil. Não sei qual edição o programa está. Como diz a galera do Pânico na TV o programa vai expelir pelo globo terrestre mais uma leva de candidatos a celebridades. Meu Deus! Lá vem aquele troço do Big Brother Brasil.
O único reality show que eu assisti foi o Casa dos Artistas. Claro que estou falando da primeira edição. Sílvio Santos plagiou a Globo sim. Até então o Big Brother estava na geladeira global. O sucesso do Casa dos Artistas foi tanto que até desbancou a liderança do Fantástico nas noites de domingo. Saudades das risadas do Silvio Santos curtindo com a cara dos artistas. Saudades do Silvio Santos interrompendo tudo de uma hora para outra para chamar os comerciais porque a Globo também tinha chamado os comerciais. Depois do sucesso do programa Casa dos Artistas a Globo tirou logo o Big Brother da geladeira e o programa está aí, nesta mesmice, nesta chatice, expelindo pelo globo terrestre mais pseudo-celebridades, mais pseudo-apresentadores de TV, mais pseudo-atrizes e atores. Meu Deus! Lá vem aquele troço de Big Brother Brasil.

O único bom de corte é o churrasqueiro do Lula

Lula disse ontem que o país “terá que cortar na veia outra vez”. Não é a primeira vez que Lula fala em corte. Na época do mensalão ele disse que o governo teria que cortar na própria carne para tirar os mensaleiros de perto de si. Que nada! Alguns mensaleiros estão livres, outros voltaram para o Congresso e tem gente do mensalão que ainda se reúne com o chefe da quadrilha. Lula não vai cortar nada. Ele vai aumentar os impostos, vai meter a mão no bolso do brasileiro. O único bom de corte no governo é Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro oficial de Lula e que esteve envolvido com o dossiê anti-tucano.

O que estão fazendo com Caldas Novas

Caldas Novas é a principal cidade turística de Goiás. Todos os anos milhares de turistas banham nas águas quentes da cidade. Em 2004 teve eleições municipais, certo? Certo! A vencedora em Caldas Novas foi Magda Molfato. Porém, seu mandato e da sua vice foram cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral por irregularidades na campanha eleitoral. Desde então, Caldas Novas não tem um comandante fixo. Alguém que solucione os problemas da cidade turística e desenvolva obras que atraiam mais turistas. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a programação das novas eleições para um mandato tampão até outubro. De 2004 até 2008 descuidaram de Caldas Novas, o principal ponto turístico de Goiás. Imagine o que ocorre nos outros municípios.

Até agora a reforma não anda

A reforma administrativa do governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, ainda está no papel. No papel? A reforma ainda está sendo discutida. Ninguém sabe o que Cidinho vai fazer para conter o déficit mensal de R$ 100 milhões. Ninguém sabe quais servidores comissionados serão exonerados e se tem gente pronta para assumir o posto. É a falência do Tempo Novo que virou tempo comum. O tartaruga lá do Palácio das Esmeraldas continua lento, tão lento como a sua reforma administrativa.

E Dirceu critica a imprensa

José Dirceu criticou a imprensa. Que novidade! Desde que o PT chegou ao poder ele sempre alfineta a imprensa quando é publicada alguma vagabundagem petista. Quando o Zé era da oposição ele aplaudia as denúncias que a imprensa publicava sobre os políticos governistas.
O ex-guerrilheiro, ex-presidente do PT, ex-ministro da Casa Civil, ex-deputado federal e atual consultor de empresas achou que a imprensa só quis polemizar. Ora, quem disse os podres do petismo gaúcho foi ele. Quem disse que o PT construiu sua sede em Porto Alegre com caixa 2 foi ele. Repare que Dirceu não nega o que disse. Ele critica a forma como a imprensa focou a reportagem da revista Piauí. Dirceu quer pautar a imprensa mais uma vez e mais uma vez não consegue. Ele queria que fosse focado o seu sucesso como consultor de empresas. Dane-se o que Dirceu faz com as empresas privadas. Eu quero saber do dinheiro de caixa 2 que o PT usou para construir a sua sede em Porto Alegre. Dirceu só pauta mesmo os jornalistas que estão lá no site do IG, a Imprensa Governista. Estes sim conseguem enxergar o lado “consultor de empresas” do chefe da quadrilha do mensalão.

Lula e os bancos

Os lulistas acusaram a oposição ontem de defender os bancos. Pois é. Não se pode acreditar no que os petistas falam. Não se pode acreditar no que os neolulistas falam. Não se pode acreditar no que os jornalistas puxa-saco do lulismo escrevem. Como é que é? Os lulistas falam que a oposição está defendendo os bancos. Vamos ver o que Lula dizia sobre o lucro recorde dos bancos numa reportagem publicada na Folha de São Paulo do dia 09 de agosto de 2007 assinada por Letícia Sander:

Ao comentar ontem na Nicarágua os lucros recordes obtidos pelos bancos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao dizer que "mais impressionante é o dia que os bancos derem prejuízo e que o governo tiver de criar um Proer para ajudá-los". "Aí, o prejuízo é total."

FHC socorreu bancos privados em 1995 via Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro). De 1995 e 2001, o governo gastou R$ 20 bilhões para ajudar bancos que acumularam prejuízos.

Lula indicou que a lucratividade dos bancos decorre do crescimento do crédito no país. "Vocês vão perceber que o crédito cresceu, mais que quadruplicou, desde o consignado ao crédito para as empresas."

O Itaú, segundo maior banco privado brasileiro, anunciou na terça o maior lucro semestral já registrado por bancos brasileiros -R$ 4,016 bilhões. Um dia antes, o Bradesco havia anunciado um ganho de R$ 4,007 bilhões no mesmo período.

No caso do Itaú, a carteira de crédito atingiu R$ 104,82 bilhões no final do primeiro semestre --alta de 40,2%.

Lula ainda disse que este é o momento ideal para que todo mundo possa ganhar um pouco mais no Brasil. "Eu sonho com o dia em que todos possam ganhar no Brasil. Todos, empresários, trabalhadores, bancos, a imprensa possa ganhar um pouco mais. Este é o momento ideal. O que eu não quero é que ninguém tenha prejuízo, porque, na hora que um tem prejuízo, tenta jogar nas costas do povo pobre. Eu não quero que o povo mais pobre perca", disse.

Recentemente, em reposta às vaias que recebeu em eventos públicos, Lula reclamou que os que vaiam são os que mais deveriam estar aplaudindo, por que foram os que mais ganharam dinheiro no país.

Lula esteve ontem na Nicarágua, terceiro destino de um giro pela região. Hoje, ainda visita a Jamaica e sexta, o Panamá.

Em Brasília, o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) disse que os bilhões dos bancos também são resultado do maior crescimento econômico do Brasil. Ao rejeitar críticas, o ministro prefere ver a situação com ponto de vista diferente e lembra que esses resultados representam maior arrecadação de tributos.

"Não [incomoda] porque eles ganham muito, mas também pagam muito IR", disse.

Anteontem, em São Paulo, o ministro Guido Mantega (Fazenda) também disse que o lucros dos bancos vai contribuir para aumentar a arrecadação. "Alguns argumentam que o governo está arrecadando mais, e é verdade. O aumento veio do maior número de contribuintes do INSS, devido ao aumento de emprego, ou da formalização, e do aumento do lucro das empresas, como o Bradesco, do meu caro Márcio Cypriano, e o Itaú, do Roberto Setubal. Eles tiveram o maior lucro da história neste primeiro semestre."

Jucá e os bancos

Romero Jucá é líder do governo no Senado. Hoje ele é lulista. Há um tempo atrás era da base do governo Fernando Henrique Cardoso. Esta, como posso dizer, mobilidade política já dá uma base da atuação do determinado político.
O senador reconheceu que o governo não cumpriu o acordo feito com a oposição. Mas uma frase dele dita ontem e publicada na imprensa hoje me chamou atenção: O DEM é oposição e está aí para atrapalhar mesmo. Acho estranho agora aparecer gente defendendo os bancos. Desde a época da discussão sobre a CPMF que os petistas acusavam a oposição de querer favorecer os bancos. Jucá, para mostrar que é governista fiel, segue o mesmo discurso. Algo me dizia que Romero Jucá e os bancos tinham algo em comum. E não é que minha intuição estava certa? Achei uma reportagem do site G1 que mostra que o senador estava sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal por denúncias feitas na época em que Jucá era ministro da Previdência de Lula e por irregularidades em empréstimos feitos pelo Banco da Amazônia para a empresa Frangonorte, em 1995, quando Jucá era sócio da empresa. Abaixo copio e colo a reportagem do site G1 do dia 17 de julho de 2007 e assinada por Maria Angélica Oliveira:

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é investigado nos inquéritos 2221 e 2116, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), ambos sob segredo de Justiça.

O primeiro processo corre em segredo de Justiça e apura denúncias feitas quando Jucá era ministro da Previdência Social, em 2005.

Ele é investigado por suspeita de irregularidades em empréstimos feitos pelo Banco da Amazônia (Basa) para a empresa Frangonorte entre 1995 e 1996. À época, Jucá era sócio da empresa.

As suspeitas se referem a alterações contratuais na empresa e a empréstimos no total de R$ 1,5 milhão feitos pelo Basa mesmo com a Frangonorte estando registrada no Cadastro de Inadimplentes (Cadin).

Já o outro inquérito investiga o senador por suspeita de desvio de verbas federais para obras no município de Cantá (RR).

Segundo informações do site do STF, Jucá seria citado em gravações telefônicas entre o prefeito da cidade à época e um empreiteiro como sendo beneficiário de uma parte da propina que a empresa teria que pagar ao município para conseguir o contrato da obra.

O caso foi denunciado pela Central dos Assentados de Roraima, que entregou a fita com a conversa.

Outro lado

O advogado Leandro Benfica Rodrigues, que defende o senador, afirma que Jucá não é citado nominalmente no diálogo gravado entre o prefeito do município de Cantá e um empreiteiro. "Eles se referem a apenas um senador", disse ao G1.

Rodrigues atribui as denúncias à disputa política em Roraima, mas não soube informar se, à época, o senador havia destinado verbas para o munícipio por meio de emendas parlamentares. Disse que a pergunta não era "pertinente em relação ao fato".

"O senador agora, como líder do governo, e antes, do Senado, capitaneia sim algumas emendas, não só para municípios de Roraima, mas para diversos outros, inclusive a pedido do governo. Uma das funções dele é essa, sem qualquer envolvimento pessoal".

A respeito do caso envolvendo a Frangonorte, o advogado afirma que o senador foi sócio cotista da empresa, mas não figurava como gerente da empresa na época em que o empréstimo foi tomado.

Segundo Rodrigues, ao contrário de ser beneficiário, Jucá foi avalista do empréstimo, colocando bens em garantia para o banco.

Questionado então sobre o porquê de o senador ter sido avalista, o advogado respondeu que "não é justo que se pergunte a alguém os motivos pelos quais ele exerce um direito. É direito dele. E ele não recebeu dinheiro do banco. Ao contrário, ele garante uma dívida para o banco".


Jucá acha estranho aparecer gente defendendo os bancos. Eu também. Acho estranho num governo petista, que se dizia inimigo mortal dos banqueiros, deixar que o lucro dos bancos batesse recorde atrás de recorde. Numa entrevista à Caros Amigos em 2000, o então falastrão de honra do PT dizia que os banqueiros deveriam temer o PT. Que nada! O PT é amigo, é companheiro dos banqueiros. Tão companheiro como o senador Romero Jucá.

Bush parte para Oriente Médio em busca de acordo

No Estado de São Paulo

O presidente dos EUA, George W. Bush, deixa hoje Washington para uma viagem de oito dias por seis países do Oriente Médio. A prioridade na agenda do presidente - que visitará Israel (e territórios palestinos), Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Egito - será a negociação de um acordo para o conflito entre israelenses e palestinos. “É uma região de grande importância estratégica para os Estados Unidos”, disse Bush recentemente. A Casa Branca afirmou ontem que apesar de o presidente ter sido ameaçado pela rede terrorista Al-Qaeda, Bush não vai alterar os planos de sua viagem. No domingo, o americano Adam Gadahn, que atua como porta-voz da Al-Qaeda, pediu a militantes que recebam o presidente dos EUA no Oriente Médio com “bombas em vez de flores ou aplausos”.Durante os dias que passará em Israel, Bush deve tentar consolidar os compromissos alcançados na conferência de paz de novembro, em Annapolis, a 50 quilômetros de Washington. Na reunião, israelenses e palestinos anunciaram a criação de uma comissão de coordenação das negociações de paz, liderada pelos dois lados e supervisionada pelos EUA. Amanhã, Bush se reunirá com o premiê israelense, Ehud Olmert, e com o presidente de Israel, Shimon Peres.Na quinta-feira, Bush encontrará o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. Antes de partir para o Kuwait, na sexta-feira, Bush vai reunir-se com o ex-premiê britânico Tony Blair, atual enviado de paz do Quarteto para o Oriente Médio, grupo formado pelos EUA, Rússia, União Européia e ONU.
ASSENTAMENTOS ILEGAIS
Outro tema que será bastante presente na viagem de Bush a Israel é o dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. O porta-voz de Olmert, Mark Regev, afirmou ontem que, durante a visita de Bush à região, o governo israelense se comprometerá a desmantelar os assentamentos ilegais.Segundo o jornal israelense Haaretz, as autoridades do país negam-se a publicar um relatório oficial sobre os assentamentos na Cisjordânia por temer que seus resultados tenham um efeito negativo nas relações internacionais.Na semana passada, o Ministério da Defesa israelense pediu ao tribunal de Tel-Aviv que dê respaldo à decisão de não tornar público o relatório que, em sua opinião, pode causar danos “à segurança do Estado”.Para a comunidade internacional, todos os assentamentos israelenses em territórios ocupados desde junho de 1967 são ilegais - mesmo os que tiveram aprovação oficial do governo de Israel.

Derrota hoje em New Hampshire pode enterrar pretensão de Hillary

Por Patrícia Campos Mello
no Estado de São Paulo

Uma derrota na primária de hoje em New Hampshire deve ter um alto custo para a senadora democrata Hillary Clinton, na opinião de especialistas em pesquisas. A média das últimas sondagens feitas pelos dez principais institutos de pesquisa dos EUA dá a vitória ao também senador democrata Barack Obama, que teria 37% das intenções de voto. Hillary aparece em segundo, com 29%.Na última sondagem realizada pela emissora de TV CNN/WMUR, Obama tem vantagem de 9 pontos sobre Hillary: 39% a 30%. John Edwards tem 16% e Bill Richardson, 7%. Andrew Smith, diretor do Centro de Pesquisas da Universidade de New Hampshire e responsável pelas sondagens, disse ao Estado que uma derrota por 10 pontos ou mais “enterraria” a candidatura de Hillary. Isso porque uma vitória em New Hampshire e Iowa normalmente leva a um salto de 15 a 20 pontos porcentuais nas pesquisas. “Seria um impacto muito grande, do qual dificilmente Hillary se recuperaria.” Com duas derrotas seguidas, sua aura de “inevitabilidade” e “elegibilidade” se enfraqueceria muito. Antes de Iowa, muita gente não votava em Obama porque não acreditava que ele pudesse vencer. E pensavam: “Eu não gosto muito da Hillary, mas ela consegue vencer os republicanos”, diz Smith. Se Obama vencer, a tese da inelegibilidade de Obama cai por terra de vez. Para Smith, Obama facilmente conseguirá arrebanhar 40% dos votos hoje. Ele não acredita que Hillary possa repetir a história de “comeback kid” de seu marido, Bill Clinton. Clinton foi o último candidato democrata a ganhar a indicação do partido mesmo depois de perder tanto em Iowa como em New Hampshire. Mas, segundo Smith, há muita diferença entre os dois. Clinton contava com o apoio da mídia, para começar. “Hillary, em contrapartida, tem a antipatia da mídia, depois de várias ligações ameaçadoras de integrantes de sua campanha, no meio da noite, para repórteres”, diz. Para ele, tudo depende de como uma eventual derrota de Hillary será percebida pela mídia. “Se ela perder por 8 pontos e isso for encarado como uma lavada, ela está acabada”, diz. “Se sua campanha conseguir transformar isso em uma recuperação, pode haver salvação para a candidatura; mas eu não acho que a imprensa vá dar colher de chá para ela.” Obama, assim como Howard Dean e Bill Clinton, é o candidato que personifica mudança. Normalmente, quem leva a indicação do partido é o candidato do establishment e não da mudança, porque tem mais dinheiro e mais apoio institucional. “Mas o candidato da mudança pode ganhar quando o do establishment não consegue angariar apoio suficiente - isso aconteceu na indicação de Bill Clinton.”Ontem, durante um comício em Portsmouth, Hillary indicou que, mesmo que saia derrotada por ampla margem nas primárias de hoje, seguirá em frente com a campanha. No comício, a senadora se emocionou quase até as lágrimas ao falar sobre seus motivos para buscar a presidência: “Fazemos isto porque nos importamos com nosso país.”

Planalto apressa partilha de cargos para impedir derrubada de pacote

Por Vera Rosa, Fábio Graner e Ana Paula Scinocca
no Estado de São Paulo

O governo começará a pagar neste mês a fatura referente à distribuição de cargos para pedir novo apoio da base aliada contra as investidas dos adversários, que ameaçam não votar o Orçamento-Geral da União e derrubar o pacote tributário com elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Informado de que deputados e senadores aliados podem se juntar à oposição se houver tesourada nas emendas de bancada para compensar a perda de R$ 40 bilhões da Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu sinal verde para o preenchimento dos postos.“Precisamos chegar em fevereiro com todas as nuvens dissipadas”, afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que ontem conversou com Lula. “Nosso universo é curtíssimo para a execução do Orçamento e qualquer ameaça tem de ser levada em conta. Agora é hora de usar as duas orelhas: vamos ouvir os líderes, ver em que áreas é possível cortar R$ 20 bilhões e tentar resolver as demandas reprimidas nos Estados.”Lula pretende nomear nos próximos dias o senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o Ministério das Minas e Energia. Desde maio, quando o então ministro Silas Rondeau foi abatido pela Operação Navalha, da Polícia Federal, a cadeira é ocupada por Nelson Hubner. Depois desse anúncio, o governo preencherá as diretorias da Eletrobrás, da Eletronorte e da Eletrosul. Há, ainda, cerca de 300 cargos regionais vagos em diversas áreas, como transportes e saúde, reclamados por 9 entre 10 partidos aliados.
'NINHARIA'
Em mais uma tentativa de resolver o imbróglio, Múcio e os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, vão se debruçar hoje sobre o mapa dos cargos nos Estados.“Se o governo vai cortar emendas, tem de liberar os cargos”, insistiu o deputado Luciano Castro (RR), líder do PR na Câmara. “Passar a tesoura nas emendas é arrumar encrenca com o Congresso. Será que vão brigar com a Casa, num ano eleitoral, por causa de ninharia?”A “ninharia” mencionada por Castro é de aproximadamente R$ 9 bilhões. Trata-se do valor que pode ser cortado dos R$ 12,9 bilhões previstos para as emendas parlamentares de bancada. Apenas os R$ 4,8 bilhões referentes a emendas individuais devem ser preservados para ações nos municípios.O PR protesta, também, porque até hoje o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara não foi nomeado para uma diretoria da Eletrobrás, como havia prometido Lula. O partido reivindica, ainda, o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a partir de fevereiro. Já a grita do PMDB é por um naco mais robusto do setor elétrico, a começar pelo Ministério de Minas e Energia.
INSATISFAÇÃO
Empenhado em encontrar alternativas, Múcio almoçou ontem em seu gabinete com Bernardo e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Na conversa, Jucá afirmou que o estoque de insatisfações da base aliada com o Planalto está abarrotado. Bernardo, por sua vez, disse que a tesourada nas emendas coletivas é inevitável. “Não podemos fazer só coisas simpáticas”, comentou o ministro. “Todo mundo acha que é preciso cortar, mas não no seu setor.”Ao confirmar que o governo será mesmo obrigado a reduzir as despesas em R$ 20 bilhões, Bernardo disse esperar que o Congresso entenda a “dimensão do problema” e vote a proposta de Orçamento da União, já que dele dependem os repasses para os Estados e municípios. “Uma perda de R$ 40 bilhões é grande em qualquer lugar do planeta”, argumentou.Tanto Bernardo como Múcio e Jucá admitiram que o clima ficou tenso no Congresso depois do anúncio do aumento das alíquotas do IOF e da CSLL. Em conversas reservadas, auxiliares de Lula falaram até mesmo em “ruído” de comunicação no anúncio das medidas.Depois do encontro com Bernardo, Jucá criticou a resistência e as reclamações da oposição. Apesar disso, disse que o governo procurará a “convergência” e, ao contrário de Lula, não descartou cortes nos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Após falar em caixa 2 no PT, Dirceu faz crítica à imprensa

Por Clarissa Oliveira e Eugênia Lopes
no Estado de São Paulo

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu atacou ontem a imprensa pelo tratamento dado à entrevista concedida por ele à revista Piauí deste mês. Em seu blog na internet, o deputado cassado disse que a mídia empenhou-se em explorar apenas as informações que permitissem gerar “intensa polêmica”, apesar de a matéria ser um “simples, bem feito e, no geral, correto relato” de seu trabalho atual como consultor de empresas. Segundo reportagem da revista, Dirceu afirmou que a sede do PT em Porto Alegre foi feita com recursos de caixa 2. Além disso, traz menções ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis Lula da Silva, e críticas a petistas gaúchos e a senadores da base. “A reportagem da Piauí tem nada menos que 11 páginas, mas como sempre o que interessou foi um único trecho sobre o PT gaúcho que possibilitou à mídia explorar as divergências internas no nosso partido e desencadear intensa polêmica”, registra o blog. Ele voltou a dizer que a reportagem contém algumas “imprecisões”, apontadas por ele em nota distribuída na semana passada. Repetiu que não fez nenhum tipo de denúncia ao falar sobre caixa 2 no Rio Grande do Sul e disse que apenas mencionou acusações da oposição durante o governo do também petista Olívio Dutra. Dirceu também reiterou sua versão sobre a menção ao filho do presidente, ao afirmar que se referia ao jornalista Luiz Costa Pinto, apelidado de Lula. Fábio Luis ganhou espaço no noticiário quando a empresa da qual é sócio, a Gamecorp, recebeu investimentos da Telemar.
CPI
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), anunciou ontem que o partido começará a recolher assinaturas para criação de CPI que investigue a declaração de Dirceu sobre caixa 2 no PT gaúcho. O deputado informou ainda que o partido deve encaminhar ao Ministério Público Federal cópia da entrevista para que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, inclua no inquérito do mensalão que está no Supremo Tribunal Federal.

Tribunal vê irregularidades em terras de irmão de Renan

Por Silvia Freire
na Folha de São Paulo

A Corregedoria do Tribunal de Justiça de Alagoas encontrou irregularidades no registro de imóveis pelo cartório de Murici (60 km de Maceió) e que podem ter beneficiado o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do senador Renan Calheiros (PMDB).A tabeliã Maria de Lourdes Ferreira Moura foi investigada em dois processos administrativos por possível grilagem de terras (posse de terras alheias mediante escrituras falsas de propriedade). Em um deles, é suspeita de ter incorporado uma área a uma das fazendas do deputado no município.O Ministério Público Federal em Alagoas também fez uma representação na qual relatava ter tido dificuldade em obter certidões de propriedades rurais no município, além de ter reunido relatos de prática de grilagem de terras na cidade.O técnico agrícola Genival Mendes fez uma representação à Corregedoria do TJ-AL acusando Olavo de ter grilado, com ajuda da tabeliã, terras que lhe pertenceriam. Ele afirma que a fazenda São Bernardo, comprada por ele em leilão judicial, foi incorporada à fazenda Capoeirão, de Olavo Calheiros.Na semana passada, o corregedor do TJ-AL, desembargador Sebastião Costa Filho, encaminhou ao tribunal a conclusão referente ao processo em que recomenda a exoneração da tabeliã. O relatório será analisado pelos 11 desembargadores do TJ-AL, que decidirão se acatam ou não a recomendação.Moura tem a concessão do cartório de Murici desde 1973 e estava afastada do cargo desde julho de 2007. A corregedoria indicou um interventor para o cartório até que as investigações fossem concluídas. Ontem, a reportagem não conseguiu localizá-la. Em julho passado, ela negou participação em grilagem. A Folha também não conseguiu, ontem, contato com Calheiros.

Severino Cavalcanti pode voltar à Câmara após decisão do TSE

Por Maria Clara Cabral
na Folha de São Paulo

O ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou ao cargo após ser acusado de recebimento de propina, pode retornar à Casa.Sua volta acontecerá caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) casse o mandato do deputado Marcos Antônio da Hora (PRB-PE), por infidelidade partidária, e entenda que seu posto cabe à coligação que o elegeu.O pedido de cassação de Hora, no entanto, foi feito pelo suplente de deputado federal Fernando Antônio Rodovalho (PSC-PE) que entende que, com a perda de mandato, quem assume é o suplente do antigo partido do parlamentar. Severino é o primeiro suplente da coligação, portanto, cabe ao tribunal decidir com quem fica o eventual posto.Ao receber a notícia, ele disse que está pronto para voltar à Câmara e que, caso isso ocorra, trabalhará sem ressentimentos e com a mesma linha política. "Se acontecer de o Tribunal entender que o cargo cabe a mim, vou tomar posse, pois este é o meu lugar. E voltarei adotando a mesma linha de sempre e com a minha consciência tranqüila", disse.O deputado Marcos Antônio da Hora foi eleito pelo PSC e mudou para o PAN em fevereiro de 2007. Depois da troca, o PAN se fundiu ao PTB e o parlamentar seguiu então para o PRB. Sua assessoria disse acreditar que o TSE entenderá a mudança de sigla como justa causa, já que o PAN deixou de existir.A Justiça Eleitoral terá que apreciar neste ano milhares de casos de infidelidade partidária. Levantamento feito junto aos Tribunais Regionais Eleitorais mostra que já há quase cinco mil processos neste sentido. O TSE ainda não divulgou o número oficial.

STF nega liminar para Delúbio em ação sobre empréstimos do BMG

Na Folha de São Paulo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou liminar em habeas corpus do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que pedia a suspensão de uma ação penal que trata de "empréstimos fraudulentos" concedidos pelo Banco BMG para o PT no período do mensalão.Além de Delúbio, outras dez pessoas são denunciadas, entre eles o ex-presidente do PT, o deputado José Genoino (SP).Neste processo, Delúbio responde por gestão fraudulenta e falsidade ideológica, diferentemente da ação principal do mensalão, aceita pelo STF em agosto do ano passado, na qual ele responde por formação de quadrilha e corrupção ativa.Ela foi recebida pela 4ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, um dia antes da diplomação do deputado José Genoino como deputado federal. Após a diplomação do deputado, a ação foi enviada ao STF.Os advogados de Delúbio argumentaram que ele só poderia ser denunciado como autor de delito de gestão fraudulenta se tivesse, de alguma forma, exercido administração financeira, "função que nunca exerceu". Quanto à falsidade ideológica, ele alegou que tal fato "não se apoia em nenhum fato plausível ou concreto".Ao negar a liminar, Mendes argumentou que a denúncia descreve, "em tese", a prática de condutas descritas em lei. "Indicando as circunstâncias em que [Delúbio] teria participado para a consumação dos atos supostamente ilícitos". O habeas corpus ainda será julgado no plenário do Supremo.

Corte em emendas atingiria áreas sociais

Por Fábio Zanini
na Folha de São Paulo

Se o governo realmente fizer um corte profundo nas emendas coletivas ao Orçamento para compensar a perda da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), como vem prometendo, será obrigado a atingir a área social.Isso contraria o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de vários ministros desde que o chamado imposto do cheque foi derrubado no Senado, de que pastas sociais seriam preservadas.A pasta da Saúde, por exemplo, recebeu na proposta em tramitação de Orçamento para 2008 cerca de R$ 1,1 bilhão em emendas coletivas, somando as apresentadas conjuntamente pelos parlamentares de um determinado Estado e as propostas feitas por comissões temáticas do Congresso Nacional.Para o desenvolvimento urbano, que inclui ações sociais como saneamento e habitação, o Orçamento recebeu um valor ainda maior: R$ 1,25 bilhão. Ações nas áreas de educação, cultura, ciência e tecnologia e esporte somam R$ 764 milhões em emendas coletivas, enquanto a Integração Nacional ficou com R$ 740 milhões. Programas relacionados a trabalho e assistência social contam com R$ 138 milhões.As emendas coletivas são suprapartidárias, propostas por deputados e senadores para projetos que, em tese, têm impactos em regiões mais amplas. Por isso, prefeitos e governadores de grandes cidades estimulam parlamentares a apresentar esse tipo de emendas.O Planejamento avalia que o corte dessas emendas é politicamente mais palatável do que no caso das individuais, justamente por terem sua autoria diluída entre dezenas de parlamentares. Mas, por serem mais amplas, seu represamento pelo Executivo prejudicaria mais a população.Quando o Orçamento começou a tramitar, no segundo semestre do ano passado, foram apresentadas R$ 57,39 bilhões em emendas coletivas. Desde então, elas já passaram por uma forte peneira em dezembro, quando foram votados relatórios setoriais de cada área.Foram incluídas nos relatórios setoriais R$ 7,18 bilhões em emendas coletivas. A expectativa é que mais R$ 4,7 bilhões sejam acrescentados em janeiro, quando ficar pronta a reestimativa de receita preparada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), um dos integrantes da Comissão Mista de Orçamento.Todas estão sob risco de serem cortadas quando a versão final do Orçamento for aprovada, embora o governo venha dizendo que pode preservar até 30% das emendas coletivas."Tudo vai ser atingido. Não existe a possibilidade de algum ministério ser totalmente poupado enquanto outros sofrem cortes, até porque os partidos políticos prejudicados não aceitariam isso", disse Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.
Objetivos
As emendas coletivas têm propósitos variados. Na Saúde, por exemplo, a maior emenda é de R$ 130 milhões, proposta pela bancada paulista genericamente para "aquisição de equipamentos em unidades de saúde". No outro extremo, a bancada de Tocantins reservou R$ 5 milhões para construção do Hospital Geral no município de Araguaína.Na educação, há, por exemplo, emendas de R$ 20 milhões para transporte escolar em Minas Gerais, R$ 10 milhões para a construção de uma biblioteca em Campina Grande (PB) e R$ 6,3 milhões para compra de aparelhos de pesquisa na Universidade Federal da Bahia.Para a oposição, o governo deveria promover os cortes em emendas que têm características "eleitoreiras", como as de infra-estrutura. "Espero que na medida do possível seja preservado o investimento nas áreas mais sensíveis à população, principalmente educação e saúde", disse o deputado ACM Neto (DEM-BA).

Pressionado, governo agora admite fazer cortes no PAC

Por Adriano Ceolin
na Folha de São Paulo

Com receio de inviabilizar suas relações com o Congresso, o governo já admite cortar recursos de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em vez de mexer nas emendas parlamentares para compensar o rombo no Orçamento deste ano provocado pelo fim da CPMF.Depois de reunião no Palácio do Planalto, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que "o PAC não é intocável" e que vai retomar as conversas com a base aliada e com a oposição.A possibilidade de cortes no PAC contraria a previsão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de poupar seu principal programa de investimentos no ano em que haverá eleições municipais. O PAC completa um ano no próximo dia 22.Jucá reuniu-se no Planalto com os ministros José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Paulo Bernardo (Planejamento). "É possível que determinada obra do PAC possa ter corte se não estiver andando direito", disse Jucá. "A prioridade é preservar o PAC, mas eventualmente pode ter corte como qualquer outra área. Nada é intocável", completou.Jucá insistiu ainda que a decisão final será do Congresso. "O governo e o Paulo Bernardo podem sugerir, mas quem vai mexer no Orçamento não é ele. É o Congresso", disse.O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), afirmou que há dificuldades para fazer cortes em emendas parlamentares. Antes mesmo da reunião de Jucá no Palácio do Planalto, Maranhão também já admitia cortes no PAC."Não pode ter imunidade absoluta no Orçamento. Há sim possibilidade de o PAC sofrer cortes", disse ele.Na reunião de Jucá com os ministros também ficou acertado que é preciso resolver pendências, como indicações de cargos e pedidos de parlamentares integrantes da base. Segundo Jucá, hoje os ministros Múcio e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) deverão se reunir para discutir "assuntos que estão represados".Jucá contou ainda que marcará para quinta-feira uma outra reunião, desta vez com líderes dos partidos que integram a base aliada ao governo. "Vamos discutir com eles como encaminhar as propostas de cortes."O líder do governo afirmou que pretende retomar as conversas com a oposição. Ontem seu primeiro passo foi reconhecer que o Planalto quebrou um acordo firmado com o PSDB e o DEM ao anunciar, na semana passada, medidas para compensar a perda da CPMF. No fim do ano passado, ficou acertado que isso só deveria ocorrer a partir de fevereiro."Mesmo que a oposição se sinta machucada pela quebra de acordo, eu vou continuar conversando com ela", disse. Jucá, porém, não deixou de criticar o DEM. "O DEM é oposição e está aí para atrapalhar mesmo. Acho estranho agora aparecer gente defendendo os bancos", afirmou, referindo-se à ação do partido no Supremo Tribunal Federal contra o aumento da CSLL e do IOF.Jucá afirmou que não deverá haver corte nas emendas individuais, mas apenas nas apresentadas pelas bancadas. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), defendeu que essas emendas têm de ser preservadas. "Elas são de uma magnitude importante", disse.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Caindo na mesma besteira

Será que os democratas vão acreditar no discurso auto-ajuda do Barack Obama? Será que os democratas vão acreditar neste discurso de mudança, de união, de força e outras palavras de incentivo ditas por Obama? Aqui no Brasil nós já passamos por esta experiência. Em 2002 acreditamos que um metalúrgico iria mudar, unir, fortalecer o país. Caímos no conto do marqueteiro. Será que os democratas, e depois os americanos, vão cair na mesma besteira que nós caímos? Será que eles acreditam que o Obama tem superpoderes para trazer as tropas americanas do Iraque na maior tranqüilidade e fazer com que a economia cresça pra valer?

E ele ainda atrapalha o trabalho da imprensa

Não poderia deixar passar uma nota que saiu hoje no Diário da Manhã na coluna “Café da Manhã” assinada por Deusmar Barreto. O governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, não deixou que a imprensa registrasse a assinatura de convênios com o Incra no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Aliás, este evento era o primeiro do ano de 2008. Cidinho tem medo dos jornalistas perguntarem sobre o andamento da reforma administrativa. Não sei por que, até agora, a imprensa goiana não lança um manifesto contra estas atitudes de Cidinho. Ou será que eles são coniventes com o Palácio das Esmeraldas? Este é o Tempo Novo de Marconi Perillo e que Cidinho foi reeleito para dar continuidade.

Cidinho, a tartaruga

O governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, continua na mesma, lerdo como sempre. Até agora não assinou nenhum decreto, nenhum documento, nenhum mísero papel confirmando a demissão dos servidores comissionados ou a permanência dos mesmos nos seus cargos. O jornal O Popular de hoje traz na primeira página a angústia dos comissionados que não sabem qual será a decisão do lerdo governo de Goiás. Devemos deixar claro uma coisa: quem é servidor comissionado deve saber que, a qualquer momento, pode perder o emprego. Porém, a lerdeza do governo em definir a situação dos mesmos é simplesmente lamentável. Caso os comissionados sejam demitidos tem gente a disposição para ocupar o lugar? Talvez Cidinho esteja esperando passar as eleições de outubro próximo e colocar na máquina os novos aliados e aqueles que perderam as eleições. É este o estado que Marconi Perillo entregou para Cidinho no dia 1º de abril de 2006. É este o estado que Cidinho disse ser fruto das melhorias do Tempo Novo. Cidinho não é a sombra de Marconi. É a tartaruga, a lesma que abunda a cadeira de governador do Estado de Goiás.

Este governo é uma mentira - Parte 2

Lula aumentou os impostos, não é mesmo? Ele dizia que, isso não ocorreria como mostra a reportagem abaixo da Folha online assinada por Renata Giraldi do dia 19 de dezembro de 2007. Prova-se, mais uma vez, que este governo é uma mentira.

Lula descarta aumento de impostos e pacote de medidas, mas exige cortes
Por Renata Giraldi
Na Folha online do dia 19.12.2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta quarta-feira o aumento de impostos e o lançamento de um pacote de medidas compensatórias como alternativas para o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Sem o "imposto do cheque", o governo deixará de arrecadar R$ 40 bilhões no ano que vem. A idéia é cortar gastos para garantir o equilíbrio das contas públicas.

Lula determinou que os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) preparem um estudo detalhado sobre os eventuais cortes que devem ser efetuados na proposta orçamentária de 2008. Os cortes deverão ser anunciados até fevereiro --quando o Orçamento Geral da União deve ser votado no Congresso.

"Teremos um final de ano tranqüilo, sem sobressaltos, sem pacote e sem medidas de corte", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), após reunião do presidente com integrantes da equipe econômica. "O empresariado pode aproveitar tranqüilo o Natal e o Ano Novo", ressaltou.

Por cerca de duas horas, o presidente se reuniu com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Mantega, Paulo Bernardo e Miguel Jorge (Desenvolvimento), além de Jucá, no Palácio do Planalto.

Sem sustos

Jucá disse que Lula dividiu a reunião em duas etapas: na primeira, fez uma análise sobre o cenário positivo da economia nacional. Na segunda, deu as orientações aos ministro Mantega e Paulo Bernardo. Também reiterou que não haveria elevação de impostos nem surpresas para este ano.

"O corte deverá ocorrer em toda a proposta orçamentária. Vamos cortar, mas discutindo com os três Poderes [Executivo, Legislativo e Judiciário]", disse Jucá, ao final do encontro. "O governo estará com a proposta pronta até fevereiro", reiterou.

De acordo com o líder, depois de definidos os setores que sofrerão os cortes, as propostas serão remetidas ao Senado para uma nova rodada de discussões. "Trabalhamos com ampliação da base de cobrança e também com a redução da carga tributária", disse Jucá.

Em relação aos gastos com saúde, Jucá afirmou que o governo cumprirá os preceitos constitucionais que determinam que as despesas devem obedecer o aumento do valor do PIB (Produto Interno Bruto) nominal. Também assegurou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será preservado.

Votação

Após a reunião, Jucá afirmou também que ainda hoje será votada, em segundo turno, a proposta de prorrogação da DRU (Desvinculação de Receitas da União). Com ela, o governo poderá gastar livremente 20% do orçamento --cerca de R$ 90 bilhões. "Vamos votar hoje e eu espero que seja o primeiro item da pauta [de votações]", afirmou.

As negociações em busca de um acordo com a oposição para votar a DRU foram intensificadas nos últimos dias. A oposição pediu ao governo, como garantia para apoiar a proposta, não haver aumento da carga tributária nem a criação de uma nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Este governo é uma mentira

O governo Lula é só mentira. José Dirceu confirmou isso na reportagem publicada na revista Piauí deste mês. Ele confirmou todas as acusações que foram feitas contra o governo em 2005. Hoje, Romero Jucá, líder do governo no Senado, confirma mais uma vez que o governo Lula é só mentira. Ele disse que o pacote anunciado pelo governo quebrou o acordo feito com a oposição. Este governo só quebra acordos. Este governo mente demais. Lula mentiu. Lula disse que não haveria pacote. Temos um pacote aí que vai arrancar mais dinheiro do nosso bolso. Este governo é uma mentira. Lula, Dirceu e Jucá só confirmam.

É melhor comprar a "Piauí"

No Diário da Manhã de hoje tem uma matéria que faz um apanhado da reportagem publicada pela revista Piauí com José Dirceu. Ao contrário do que diz o jornal Dirceu não tem uma boa relação com o PSDB. Sim, ele elogia Aécio Neves e José Serra, mas depois fala que, se Hillary Clinton vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos, seria “pior para nós” porque os democratas são “ligados historicamente ao tucanato”. Que boa relação, hein?
Ao invés de ler o que o Diário da Manhã apresenta sobre a reportagem da Piauí deste mês é melhor ir até a banca e comprar a revista.