sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A irresistível atração da insensatez, por Roberto Pompeu de Toledo

Se o leitor pensa que um país próspero, bem aquinhoado pela natureza, com problemas sociais bem encaminhados e de povo educado está livre de crises de irracionalidade, atente para o caso da Espanha. A Espanha é um dos melhores países para se estar, no momento. É bonito, rico em monumentos históricos de variadas épocas e culturas, rivaliza nas artes com o que há de melhor no mundo, as cidades são animadas, o clima é agradável, o povo é simpático, a comida é boa, o vinho idem e o pão, esse primordial indicador do bom trato dispensado por um povo a si próprio, é de primeira qualidade. A isso se somam as conquistas, recentes, de uma democracia impecável e de uma prosperidade que, in loco, salta à vista, e à distância, da perspectiva destes Brasis, se mede pelo avanço dos investimentos da pátria que outrora foi de Dom Quixote e que hoje é do Banco Santander, da editora Santillana, da Telefónica e da administradora de rodovias OHL.
Não era para estar satisfeito? Normalmente era, mas o que é "normalmente", na vida de uma nação (ou na vida em geral)? A velha questão do separatismo ferve. A Constituição de 1978, que enterrou a ditadura franquista, garante às regiões alto grau de independência. "Comunidades autônomas" é como elas são chamadas, e o nome faz jus à coisa. O estatuto compensa com largueza o sufoco do período franquista, em que o poder central caía sem dó até sobre o direito de a Catalunha, o País Basco e a Galícia se expressarem em seus idiomas. Passados trinta anos de liberdade, governos autônomos e uso e abuso das línguas locais, era para todo mundo estar satisfeito. Em setembro, no entanto, o lehendakari (presidente) do País Basco, em desafio a Madri, marcou um plebiscito sobre a independência para o ano que vem. Na cidade de Girona, na Catalunha, o rei Juan Carlos foi recebido com apupos e desordens, episódio a que se seguiu, nas semanas seguintes, a queima de retratos do rei em várias localidades catalãs.
O separatismo do País Basco, por ter no terrorismo uma de suas expressões, é o mais conhecido mundo afora. O da Catalunha é para um estrangeiro mais surpreendente, por sua extensão, e mais incompreensível, por se manifestar na região mais rica e historicamente mais cosmopolita da Espanha. Merece um brinde com a melhor cava (o espumante catalão) quem descobrir em Barcelona mais de uma bandeira espanhola para cada cinqüenta da Catalunha, e merece outro quem achar mais de uma referência, nos monumentos ou nomes de ruas, a fatos da história da Espanha, contra outros cinqüenta referentes à história regional – perdão: "nacional" é a palavra correta – da Catalunha. O jornalista brasileiro Ricardo A. Setti, que visita Barcelona com freqüência, contou num artigo que placas de automóvel têm o "E" de Espanha substituído por seus proprietários por um "CAT" de Catalunha, "sob a cumplicidade da polícia local".
É no culto à língua que mais se manifesta o nacionalismo local. O povo é bilíngüe, e nenhum catalão deixará de falar espanhol com um estrangeiro, mas a Cataluña oficial cada vez mais deixa de sê-lo. Nomes de ruas e de estações de metrô só se vêem em catalão. Menos mau, para o estrangeiro de língua latina, que dá para entender. É até pitoresco saber que se está circulando pela "Avinguda Diagonal" e ler num bar o aviso de que não se vendem "begudes alcohòliques a menors de 18 anys". Mas há na insistência pela exclusividade da língua um traço que, fácil, fácil, descamba para a intolerância. A Generalitat (governo local) expediu, semanas atrás, instrução aos professores para que vigiem se, no recreio, as crianças continuam falando catalão. Uma escritora uruguaia radicada em Barcelona, Cristina Peri Rossi, foi excluída do programa de que participava na Rádio da Catalunha por se expressar em castelhano.
As relações entre o governo espanhol e a Catalunha são como entre um pai que se arma de paciência para não brigar e um filho que não se cansa de provocar. A chantagem está implícita no discurso do filho: "Olha que eu me separo, hein?". O catalanismo não se contenta em se afirmar dentro da Espanha; só tem graça fazê-lo contra a Espanha. E aqui chegamos ao centro da questão. País Basco e Catalunha, como partes da Espanha, integram um dos maiores países da Europa, dos mais prósperos do mundo e que tem como língua franca uma das mais faladas do planeta. Caso o País Basco se separe, encolherá às proporções de pouco mais que um Luxemburgo. A Catalunha virará quando muito uma Bélgica. É isso que querem? A pura racionalidade não o aconselharia. Mas, como se sabe, não é a racionalidade que move as nações (nem as vidas).

Outro assunto: Néstor é como Perón, mas melhor, para o gosto vigente. Cristina é como Evita, mas melhor, para o gosto vigente. A Argentina promove o aggiornamento do atraso. Outro ainda: Verônica, mulher do senador Renan Calheiros, revelou à Folha de S.Paulo que faz tratamento para engravidar. Quer dar uma filha ao marido. Será lindo se tudo terminar com uma visita da cegonha.

A imundície continua lá, por Diogo Mainardi

A Telecom Italia pagou propina no Brasil. Já leu isso em algum lugar? Sim: na coluna do autoproclamado Oráculo de Ipanema. A primeira vez em fevereiro de 2006, a segunda vez em outubro do mesmo ano, a terceira vez – chega, Diogo, chega – na semana seguinte.
O caso da Telecom Italia, apesar de tratado insistentemente na coluna, nunca rendeu nada de bom: só o enfado dos leitores e um processo judicial contra mim. Mas todos sabem que eu sou um renomado parajornalista, e o que mais aborrece um renomado parajornalista é isto: uma trama em que as pontas permanecem soltas. Nos últimos tempos, a Justiça italiana finalmente conseguiu juntar algumas dessas pontas. Depois de passar oito meses na cadeia, um dos diretores da Telecom Italia, Giuliano Tavaroli, admitiu ao juiz Giuseppe Gennari o que eu e meus leitores menos avoados já sabíamos: em 2003, nos primeiros meses do reinado lulista, a Telecom Italia pagou propina no Brasil. O fato foi confirmado por outras duas testemunhas: o diretor financeiro da sucursal brasileira, Marco Girardi, e o chefe de segurança institucional da empresa, Marco Bonera.
A revista italiana Panorama acaba de publicar uma reportagem reconstruindo todos os eventos. Em 8 de abril de 2003, Marco Bonera foi encarregado de transportar 300 000 dólares a Brasília. De acordo com seu depoimento, ele alugou um helicóptero, voou à capital e entregou o malote de dinheiro a duas pessoas num quarto do hotel Blue Tree. Sucessivamente, segundo ele, essas duas pessoas distribuiriam a propina a uma série de políticos relacionados numa lista.
Alguns dias depois, em 30 de abril, a Telecom Italia assinou um contrato de consultoria de 3,25 milhões de reais com o empresário Naji Nahas. Recebi uma cópia desse contrato em janeiro de 2006, assim como o comprovante de que o pagamento havia sido feito em dinheiro vivo. Passei todo o material a VEJA. A reportagem descobriu que parte do montante fora entregue a Ludgero Pattaro, uma das pessoas que – cito a matéria – "apareceram em relatórios da agência Kroll como sendo responsável por pagamento de propina da Telecom Italia a dirigentes do PT". Ludgero Pattaro enfiou o dinheiro numa maleta e, acompanhado por guarda-costas, levou-o a uma saleta do hotel Renaissance, em São Paulo. Até agora ninguém podia apontar com certeza o destinatário do pagamento. Aos juízes milaneses, Giuliano Tavaroli afirmou tratar-se da segunda parcela de uma propina destinada aos membros da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.
Propina, propina, propina. Eu sei que o assunto se esgotou. Pode parar de bocejar. Isso tudo é velharia. Isso tudo pertence a um tempo em que a gente ainda tinha o ímpeto de espernear contra a imundície na política. O ímpeto passou. A imundície continua lá.

71 deputados desistiram da CPI do Corinthians, diz senador

por Roberto Maltchik
no site G1

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos autores da proposta de criação da CPI do Corinthians, disse nesta quinta-feira (1) que 71 deputados e 3 senadores já retiraram apoio à investigação. Se esse balanço for confirmado, a CPI fica com menos assinaturas do que o necessário para ser criada. No dia 30 de outubro, logo depois de o Brasil ser anunciado como sede da Copa de 2014, o requerimento para criar a CPI foi protocolado no Senado com as assinaturas de 209 deputados e 38 senadores. Para uma CPI mista (Senado e Câmara) ser criada, ela precisa do apoio de ao menos 171 deputados e 27 senadores. Segundo Álvaro Dias, o objetivo da CPI é investigar crimes contra o sistema financeiro decorrentes de contratos entre empresários e clubes de futebol. Dias afirma ter assinaturas de outros deputados para compensar as que foram retiradas. A sessão do Congresso Nacional em que o requerimento deve ser lido foi marcada para a próxima terça-feira (6). Segundo o senador, os parlamentares retiraram as assinaturas após sofrer pressão da CBF, a entidade que organiza o futebol no Brasil e que apresentou a candidatura do Brasil à Copa. "É uma interferência indevida que afronta o Congresso Nacional", disse Dias. A investigação tem duração prevista de 120 dias, prorrogáveis por mais 60, e pode investigar supostas irregularidades entre 2000 e 2007.

Segundo notícia publicada no Globo Online,
entre os desistentes, estão 17 deputados mineiros.
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Problemas com gás? Pergunte a Evo Morales

O índio de araque e presidente da Bolívia Evo Morales decretou no dia 1º de maio do ano passado que as empresas que exploravam gás natural da Bolívia seriam nacionalizadas. A Petrobrás estava na lista do índio cocaleiro. Ele colocou o exército na porta da estatal brasileira. O que o nosso governo fez? O que Lula fez? Deram razão para Evo Morales. Ora, dane-se o Brasil e Viva a Bolívia!
Hoje, mais de um ano depois da trapaça cocaleira, eis que nós vemos a Petrobrás tendo problemas com a distribuição do gás.
O que a Petrobrás tem que fazer? Ora, pergunte ao Evo Morales. Não é ele que tem razão? Dane-se o Brasil e Viva a Bolívia!

Ainda sobre o terceiro mandato

É preciso sempre ter cuidado com a petêzada. Esse negócio de terceiro mandato está prosperando. Em 2010 não teremos Lula nas eleições presidenciais pela primeira vez desde a redemocratização do país em 1985. Imagine se os petistas vão querer desgrudar das tetas estatais? Os lulistas bolivarianos vão fazer de tudo para Lula disputar mais uma eleição presidencial em 2010.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

E no país de Ricardo Teixeira?

Até hoje os ingleses ainda investigam a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes. Relatórios mostram que a polícia britânica errou. O brasileiro foi confundido com um terrorista e, por isso, perseguido por policiais até a estação de um metrô em Londres onde levou sete tiros na cabeça. Isso tudo há dois anos atrás. Até hoje o caso ainda é investigado pela justiça britânica.
No evento que confirmou o Brasil como sede da Copa de 2014, o presidente da CBF Ricardo Teixeira foi questionado por uma jornalista canadense sobre a violência no Brasil. Ele disse que a violência não existia só no Brasil, que era um problema mundial. Ricardo Teixeira falou até dos brasileiros que morreram no exterior. Pois é. Jean Charles morreu no exterior, na Inglaterra. Até hoje os ingleses ainda investigam o caso.
E no país de Ricardo Teixeira? Quando um estrangeiro é morto aqui o caso não é investigado, não vai para frente, acaba arquivado e esquecido pela opinião pública. No país de Ricardo Teixeira a corrupção e a impunidade rolam soltas assim como a violência cresce a cada dia. Não só Ricardo Teixeira ficou sem resposta quando o assunto mudou da Copa de 2014 para a violência. Lula e o bonde dos governadores se calaram mostrando para o mundo inteiro que no país de Ricardo Teixeira a violência não é combatida seriamente. O país de Ricardo Teixeira vai sediar a Copa do Mundo de 2014. Até lá muitas coisas vão acontecer. Escândalos, desvios de verbas, assassinatos, a violência crescendo mais e mais, a cada dia. É bem capaz dos ingleses resolverem o caso Jean Charles de Menezes bem antes do Brasil começar a pensar em fazer alguma coisa para acabar com a violência. Até lá a Copa já vai ter passado por aqui e é bem capaz de Ricardo Teixeira nem estar mais no seu país para responder perguntas tão constrangedoras.

Se a reforma não funcionar

A Assembléia Legislativa autorizou o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, fazer a reforma administrativa do jeito que ele quiser. Como disse num posto passado: é o Rei Cid em ação.
Se a reforma não funcionar e o estado continuar paquidérmico vou culpar não somente o nosso rei, mas seus súditos que assinaram um papel em branco mesmo sabendo as prováveis conseqüências.

Dulci falou, Lula não

O secretário geral da Presidência Luiz Dulci, numa entrevista à Rádio Itatiaia, disse que Lula desautorizou qualquer iniciativa para um possível terceiro mandato. Sim, Dulce falou, Dulce avisou que Lula desautorizou. Lula não. Luiz Inácio não falou nada. Luiz Inácio não avisou nada. Será que algum petista vai acreditar no que Dulci disse? Lula nega a possibilidade de um terceiro mandato, mas ele mesmo, em pessoa, da sua própria boca, desautorizar a cupanherada até agora não aconteceu.

As duas caras do PSDB

O governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho vai prestar depoimento a favor de Renan Calheiros no Conselho de Ética do Senado no terceiro processo contra o Rei do Gado que se refere ao uso de “laranjas” para comprar um grupo de comunicação alagoana. O governador é do PSDB, partido de oposição e um dos principais que pediram a saída de Renan da cadeira de presidente do Senado. Como é que o partido faz críticas à Renan se um dos seus componentes vai testemunhar a favor de Renan? Que “banho de ética” é esse? A cada dia que passa os tucanos mostram que não aprenderam a lição da campanha eleitoral do ano passado. Esse negócio de ter duas caras não dá certo. Esse negócio de ser oposição, mas almoçar com o governo não é uma boa. Cada partido segue o seu caminho. O PSDB prefere não fazer nada com Teotônio Vilela Filho. Depois não reclamem se alguém questionar o “banho de ética”, se o partido pediu a saída de Renan e, ao mesmo tempo, tem integrante do próprio partido prestando depoimento a favor de Renan.

Liberdade para se expressar e indignar

É preciso sempre manter a liberdade. É preciso sempre manter a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão. Leiam o post abaixo. A Folha online mostra que integrantes da CPI do Apagão Aéreo foram assistir o espetáculo do Cirque du Soleil com ingressos bancados pela TAM, um dos objetos de investigação da CPI. Como diria Boris Casoy: “Isto é uma vergonha”. A CPI entregou um relatório pífio, que não investigou as falcatruas da Infraero e nem colaborou no esclarecimento dos dois acidentes aéreos que mataram 354 pessoas num intervalo de 10 meses.
É uma vergonha ver políticos sendo mimados por empresas investigadas em comissão de inquérito. A Polícia Federal desencadeou a Operação Navalha que mostrou para o país inteiro que empreiteiras fajutas mimavam parlamentares para que dinheiro público fosse liberado para obras inacabadas.
É por isso que este governo teme tanto a imprensa. É por isso que este governo quer uma TV pública que só passe a visão governista das coisas. O PT sempre se aproveitou das denúncias da imprensa quando era oposição. Agora que é governo, os petistas querem censurá-la.
É preciso sempre manter a liberdade. É preciso sempre manter a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão. Que possamos saber das falcatruas desses políticos sem vergonha e que possamos também expressar todo o nosso desprezo por essa gente mimada.

Integrantes de CPI vão de graça a show pago pela TAM


da Folha online

Uma semana antes da votação do relatório final da CPI do Apagão Aéreo no Senado, a TAM, um dos objetos da investigação, distribuiu 400 ingressos do espetáculo "Alegría", do Cirque du Soleil, a congressistas e autoridades em Brasília, entre eles o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, o presidente da CPI, Tião Viana (PT-AC) --hoje presidente interino do Senado--, e mais quatro integrantes da comissão.
Todos eles compareceram ao espetáculo, fechado pela TAM só para convidados --cerca de 1.600, entre eles clientes, jornalistas e beneficiários de entidades assistenciais. O evento ocorreu na noite de quarta-feira da semana passada.
O relatório aprovado ontem pela comissão sugere que as empresas aéreas sejam auditadas por conta da crise aérea.
Anteontem, o Cirque du Soleil apresentou o "Alegría" em sessão fechada, dessa vez bancada pela TV Globo, para funcionários, deputados, senadores e autoridades convidadas, como o ministro do STF Marco Aurélio Mello, que "bailou" com uma cantora do espetáculo, e Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete de Lula.
"Recebi um convite de amigos, não levei em conta essa questão. Nunca saio do Palácio, não tomei ciência do preço do ingresso. De fato, há um código de ética, deveria ter tomado esse cuidado", disse Gilberto.
"Demos lá umas rodadas. Estranhei um pouco porque geralmente nós conduzimos a dama. E ela, talvez por ser uma atriz, procurou conduzir. Depende da platéia avaliar, mas acho que não fui tão mal", disse Marco Aurélio, que não vê inconveniente no convite.
O Bradesco também realizou três sessões fechadas para convidados, entre eles congressistas e autoridades.
Os políticos e as autoridades que foram de graça ao espetáculo e as empresas que distribuíram os ingressos disseram não ver conflito de interesse na situação. Elas não forneceram as listas dos convidados.
O grupo canadense Cirque du Soleil está em turnê pelo Brasil e estreou na capital federal em 19 de outubro. Os ingressos vão de R$ 150 a R$ 450, e as autoridades foram colocadas, geralmente, nos lugares cujos ingressos são os mais caros.
"Não vejo qualquer relação com a CPI. É vínculo zero, não houve nenhum contato com diretor", argumentou Tião Viana. "Ali dava quórum para votação no plenário", brincou Ideli Salvatti (SC), líder do PT e também membro da CPI.
A Folha confirmou que os outros três integrantes da comissão que assistiram ao espetáculo na quarta da semana passada são Romero Jucá (PMDB-RR), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Inácio Arruda (PC do B-CE).
Vários outros senadores também foram ao evento, como José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) --que disse ter sido convidado pela "produção do evento"--, Augusto Botelho (PT-RR), Marco Maciel (DEM-PE), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Pedro Simon (PMDB-RS). "O que a gente comentou lá é que eles poderiam melhorar um pouco o atendimento do passageiro em vez de gastar aquela montanha de dinheiro", disse Simon.
Alguns senadores convidados pela TAM disseram ter recusado. "Comprei ingresso e fui com minha família outro dia. Deu R$ 1.037. Não aceitei os convites, até porque eu estou batendo muito nisso [crise aérea]", disse Mário Couto (PSDB-PA), da CPI. Outros lamentaram não terem sido convidados. "Me deixaram de fora dessa. Queria ir, mas fui olhar o preço dos ingressos e dava R$ 1.000", disse Sibá Machado (PT-AC), também da CPI.
"Comprei ingresso para 9 de novembro. Não posso fazer prejulgamento. Você tem os camarotes de empresa no Carnaval, na festa de Parintins [AM]. Soube que a TAM convidou, que a Globo convidou, mas não aceitei porque já havia comprado", disse o senador José Agripino (DEM-RN). "Eu não, que convite o quê? Comprei ingresso e fui na sexta. Vocês da Folha me amam, hein?", reagiu Wellington Salgado (PMDB-MG), membro da CPI.
Criado em comemoração ao décimo ano do Cirque du Soleil, em 1994, o "Alegría" é o segundo espetáculo do grupo --que já havia vindo ao Brasil.

Começou o golpe

Pronto! O Congresso Nacional já começa a se movimentar para dar à Lula o direito de disputar um terceiro mandato. Já disse isso aqui e volto a repetir: Lula nega que irá disputar um terceiro mandato em 2010, mas ele não desautoriza integrantes do seu partido de defender tal idéia. Ou seja, Lula nega o terceiro mandato e deixa que os petistas defendam esta tese.
O golpe já está sendo arquitetado. O lulismo bolivariano quer repetir aqui no Brasil a balburdia que o ditadorzinho Hugo Chávez está fazendo na Venezuela. É preciso ficar atento, com os olhos bem abertos porque o golpe petista já está em curso.

Proposta sobre terceiro mandato é desarquivada

da Folha online

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), mandou desarquivar em abril deste ano uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que permite a reeleição sem limites para cargos majoritários --o que abriria caminho para a aprovação de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informa reportagem publicada nesta quinta-feira pela Folha.
O pedido, feito em fevereiro, partiu do deputado petista Fernando Ferro (PE). Ele solicitou o desarquivamento de propostas sobre a reeleição.
O movimento petista pode acelerar a discussão levantada pelos deputados Devanir Ribeiro (PT-SP) e Carlos Willian (PTC-MG), que defendem a possibilidade de um terceiro mandato para Lula, uma vez que a emenda já foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara em 2000.
O relator na comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), considerou, na época, a proposta constitucional. O próximo passo é a discussão em comissão especial, que depende do presidente da Câmara para ser instalada.
De autoria do ex-deputado Inaldo Leitão (PR-PB), a proposição permite ao presidente da República, prefeitos e governadores concorrerem a infinitas reeleições, desde que se licenciem do cargo seis meses antes da disputa.
2010
No início desta semana, o presidente Lula negou a intenção de disputar um terceiro mandato presidencial em 2010. "Democracia é bom demais. E a gente não pode brincar com democracia nos países da América Latina. Nós já sabemos a experiência das coisas na América Latina. A Constituição estabelece que pode ter mandato de quatro anos e uma reeleição."
Lula disse que ele, pessoalmente, é favorável a um mandato de cinco anos e sem reeleição. "Se o Congresso quiser fazer reforma política, todo mundo conhece minha tese: sou favorável a um mandato maior do que quatro anos e sem reeleição. Estou quase proibido de tocar nesse assunto porque não vou dar palpite no mandato do meu sucessor. O Congresso é que tem autoridade para fazer as mudanças que vão fazer."
O presidente afirmou que o importante, neste momento, não é discutir o terceiro mandato. "Não precisa mexer em coisa que não é prioridade. A prioridade não é terceiro mandato. A prioridade é consolidar crescimento internamente e no mundo, o Brasil se consolidar como grande nação."

Governadores tentam derrubar CPI

por Martin Fernandes
no Estado de São Paulo

Já começa a fazer efeito a pressão do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, contra a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que pretende investigar o Corinthians e a MSI. Até ontem, os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Adelmir Santana (DEM-DF), Mão Santa (PMDB-PI) e Papaléo Paes (PSDB-AP) haviam informado intenção de retirar suas assinaturas do pedido de instalação da CPI. O requerimento de criação da comissão foi protocolado na terça-feira à noite pelo senador Alvaro Dias (PDT-PR) e pelo deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), no mesmo dia em que o Brasil foi anunciado como sede da Copa de 2014. Mas, para que a CPI mista seja efetivamente instalada, é preciso que o requerimento seja lido em sessão conjunta das duas casas, o que deve acontecer na próxima semana, segundo as previsões otimistas de Torres. Até lá, porém, deputados e senadores que endossaram o pedido de criação da comissão podem retirar as assinaturas. Torres e Dias conseguiram o apoio de 209 deputados e 38 senadores - o mínimo necessário era de 171 e 27, respectivamente.A movimentação para o esvaziamento começou na Suíça, onde estavam até ontem Ricardo Teixeira e uma dúzia de governadores - que viajaram a Zurique para acompanhar a cerimônia da Fifa e tentar fazer lobby para seus respectivos Estados.Assim funciona: Teixeira pressiona os governadores, que pressionam os deputados e senadores. A moeda de troca é a possibilidade de organizar jogos da Copa em 2014. Quem quer partidas em seus estados deve ser contra a CPI. Segundo o Estado apurou, os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Pará, Ana Júlia Carepa (PT) e Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSDB), seriam os mais empenhados em derrubar a CPI. Os três estiveram em Zurique a convite de Teixeira.O senador Álvaro Dias, um dos articuladores da CPI, diz que a pressão externa “diminui o parlamento” e que seus colegas devem ter “independência”. A intenção inicial da CPI é apurar irregularidades na parceria entre Corinthians e MSI, já alvo de duas investigações por parte da Polícia Federal. “Mas as investigações podem ficar mais amplas, contra qualquer crime de lavagem de dinheiro que envolva o futebol do Brasil”, observa Silvio Torres.A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), líder do bloco de apoio ao governo, também é contra a criação da CPI. “Não acrescenta nada às investigações que já estão em curso”, justifica. Ideli disse ainda que desconhece a pressão de Teixeira sobre os governadores. “Se isso acontece, só posso lamentar”, diz. “Duvido que ele consiga constranger a Polícia Federal.”

Greve branca causa filas em Cumbica; crise aérea vai até março, diz Jobim

por Tânia Monteiro e Camilla Rigi
no Estado de São Paulo

A operação padrão de servidores da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), iniciada na manhã de ontem no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, levou o governo e as autoridades aeronáuticas entrarem em alerta para o risco de um novo apagão aéreo. Para se precaver contra uma eventual paralisação dos controladores da torre de Cumbica, o comando da Aeronáutica colocou sargentos e técnicos de sobreaviso para assumir o trabalho na véspera do feriado de Finados. Os transtornos começaram pouco antes de o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarar que a crise aérea só terminará em março.“Se houver paralisação em Guarulhos nós vamos colocar militares na torre de controle”, disse o diretor do Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Cardoso. Na terça-feira, diante da ameaça de paralisação, o comando da Aeronáutica convocou uma reunião para definir como poderia ajudar a Infraero a evitar novos tumultos nos aeroportos. “Está todo mundo de sobreaviso”, informou Cardoso. “Se eles entrarem em greve, nosso pessoal entra. Mas, em caso de operação padrão, não.”Em assembléia, os funcionários decidiram não fazer mais horas extras até que a empresa cumpra uma das cláusulas do acordo trabalhista que previa promoção dos funcionários a partir de outubro. “Esse item equivale a um reajuste de 6,5% nos salário. Agora, a Infraero diz que não tem dinheiro”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos. Os servidores de Cumbica e de Congonhas ameaçam cruzar de vez os braços caso a Infraero não apresente uma proposta até terça-feira.Segundo o sindicato, a partir de hoje os funcionários dos aeroportos de Campinas, Santos Dumont e Galeão, no Rio, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Recife também devem aderir à operação padrão. Servidores de outros terminais ainda vão realizar assembléias nos próximos dias. O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, garantiu ontem que dará a promoção aos funcionários, mas o sindicato manteve o estado de greve.A falta de funcionários teve reflexo nas áreas de embarque de Guarulhos. No Terminal 1, entre 8h30 e 9h40, a fila de passageiros chegou à Asa A, pois havia funcionários para operar apenas dois dos seis aparelhos de raio X. Quem tentava embarcar à noite enfrentava filas que ultrapassam duas asas do aeroporto. “Vamos embarcar às 22h05 para Nova York, e a previsão de espera até o raio X é de uma hora”, disse o engenheiro Jacyr Quadros.Jobim, por sua vez, admitiu que até março os passageiros poderão enfrentar problemas, “de conforto, mas não de segurança”. Para Jobim, as empresas precisam fazer sua parte em casos de problemas “previsíveis”. “Se vamos ter problema tal dia, com fechamento de aeroportos por causa de mau tempo, precisamos montar desde já uma forma de que os passageiros fiquem sabendo.”

A carta branca não é de graça

Vixe, os deputados goianos estão cobrando do Rei Cid. Depois de dar carta branca para o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, fazer a reforma administrativa do jeito que achar que tem que ser feita, os deputados não dariam tanto apoio de graça. Eles cobram emendas no orçamento, afinal, ano que vem tem eleição e as bases eleitorais precisam de obras agora para serem inauguradas num período próximo da eleição.
Nada é de graça, tudo tem o seu preço. Num estado paquiderme será que o Rei Cid vai ter dinheiro para entregar aos seus súditos? Se não tiver as conseqüências serão vistas em outubro do ano que vem. Se tem dinheiro para ir até a Suíça ver o Brasil, candidato único, ganhar a Copa de 2014 será que não tem nenhuma grana para os deputados tão fiéis ao Palácio das Esmeraldas?

Deputados querem R$ 16,4 milhões para emendas

por Venceslau Pimentel
no Hoje

A exemplo do Congresso Nacional, a Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa vai acatar pedido dos 41 deputados, de adotar o sistema de cotas individuais, em forma de emendas, ao Orçamento do Estado de 2008. O valor pode chegar a R$ 16,4 milhões.O deputado Daniel Goulart (PSDB), presidente da Comissão, comprometeu-se ontem a negociar com o governo estadual em estabelecer em R$ 400 mil o valor das emendas individuais, em atendimento a reivindicações dos deputados. As chamadas emendas individuais são utilizadas pelos parlamentares na destinação de recursos para obras e serviços em suas bases eleitorais. Eles atendem a solicitações de prefeitos e vereadores e da comunidade que o parlamentar representa.No Congresso e nas Assembléias Legislativas que adotam esse sistema de cotas, é permitida a apresentação de emendas com previsão de investimentos na construção de escolas, postos de saúde, ginásios de esportes, obras de infra-estrutura, compra de ambulâncias, como também para obras de manutenção, restauração de rodovias, reformas de escolas, postos de saúde e outros. Presente à audiência pública realizada ontem à tarde, na Assembléia, o secretário estadual de Planejamento, José Carlos Siqueira, jogou um balde de água fria nas pretensões dos deputados. Ele lembra que as emendas apresentadas pelos deputados, e aprovadas pela Assembléia, serão avaliadas à luz de todo o contexto orçamentário, financeiro e fiscal do Estado. “Não podemos, por exemplo, e essa é a minha visão, acatar uma emenda que atenda uma demanda pontual, mas que constrange o atendimento de uma demanda de interesse público”, avaliou o secretário. “Não podemos trabalhar com a visão do individual se sobrepondo ao público e sim o contrário”, disse. José Siqueira ponderou que a reivindicação pode ser considerada, mas que está fora de sua atribuição como secretário de Planejamento. “Eu acredito mais nas emendas que possam qualificar a proposta orçamentária e que tenham conteúdo de interesse público”, disse ele. A partir do ano que vem, cada um dos 594 deputados e senadores terão direito a R$ 7 milhões do Orçamento para suas emendas. Com a medida, o montante das emendas individuais cresce R$ 594 milhões, passando de R$ 3,564 bilhões para R$ 4,158 bilhões.

O Pedrinho motoqueiro ou do dossiê?

Ulisses Aesse escreve na sua coluna de hoje no Diário da Manhã que o ex-deputado federal e ex-gordo Pedrinho Abrão é um apaixonado por motos. Com sua Harley Davidson Pedrinho sai por aí buscando seu caminho ou como diria o mago e agora integrante da comissão organizadora da Copa de 2014 Paulo Coelho “buscando sua lenda pessoal”.
Pouco me importa a paixão que Pedrinho possui. O que eu realmente quero saber é o seu envolvimento com aquele dossiê encomendado por Renan Calheiros para flagrar os senadores goianos Marconi Perillo e Demóstenes Torres usando aviões do ex- deputado federal e ex-gordo Pedrinho Abrão.

Petrobrás não tem como atender à alta na demanda de gás

por Kelly Lima, Irany Tereza e Nicola Pamplona
no Estado de São Paulo

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, admitiu ontem, em entrevista em Londres, que a companhia não tem como atender ao crescimento da demanda por gás natural no curto prazo e disse que vem alertando as distribuidoras desde o início da crise da Bolívia. “Hoje, se tivermos de manter o crescimento no consumo de gás, vamos ter algumas dificuldades em entregar o volume além do contrato. A indústria de gás não é como um supermercado em que você vai lá e compra.” Em entrevista à BBC de Londres, Gabrielli mais uma vez reconheceu que a tendência, a médio e longo prazos, será que o consumidor pague mais caro pelo gás natural. No Rio, a diretora de Gás e Energia da estatal, Maria das Graças Foster, seguiu a mesma linha, ao afirmar que o “preço do gás tem de pagar o custo de exploração e produção” do produto. Segundo ela, a Petrobrás já vem adotando uma estratégia de elevar o preço, ao reajustar trimestralmente seus contratos, após dois anos de descontos. Para o consumidor final, porém, o preço é fixado pelas distribuidoras.Os dois executivos criticaram também o preço do gás natural veicular (GNV) no País. “Para mim é absolutamente claro que o preço do GNV nas bombas não corresponde à realidade”, disse Graça. Ontem, a oferta do combustível nos postos do Rio foi retomada por força de liminar. Para Graça, a opção da CEG de cortar o GNV em 89 postos, em vez de negociar a substituição do combustível com seus clientes, como fez a Comgás, é “incompreensível”. “É razoável se pensarmos que o GNV pode ser substituído tanto por álcool quanto por gasolina, mas nos parece mais difícil fazer o corte em tantos pontos, em vez de fazê-lo em apenas um ou dois clientes.” Segundo ela, CEG e Comgás foram avisadas ao mesmo tempo, mas a distribuidora carioca não adotou um plano de contingência.Gabrielli também afirmou que as distribuidoras não foram surpreendidas pela medida. “Essa discussão não é nova. Ela tem sido feita há muito tempo, pelo menos um ano e meio. Desde que começou a crise com a Bolívia essa discussão ocorre com as indústrias e as distribuidoras do Rio e de São Paulo.”A Petrobrás decidiu recorrer da decisão judicial que a obrigou a retomar os volumes anteriores de fornecimento à CEG. Segundo Gabrielli, as negociações com as distribuidoras estavam ocorrendo há quatro meses, com necessidade de ajuste do volume de gás contratado. “Eles (CEG e Comgás) estavam tirando mais gás do que o previsto no contrato com a Petrobrás. Estávamos discutindo contratos mais flexíveis, com planos alternativos para os consumidores. Mas isso não depende da Petrobrás. Não temos como administrar a entrega do gás até o consumidor final. Isso é responsabilidade da distribuidora estadual.”

'Brasil não é a Venezuela', diz Aécio sobre 3º mandato

por Eduardo Kattah
no Estado de São Paulo

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que não acredita na possibilidade de uma mudança constitucional que permita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar um terceiro mandato. “O Brasil não é a Venezuela. Acho que temos instituições muito sólidas”, afirmou Aécio em entrevista à Rádio Bandeirantes, de Zurique, na Suíça, onde participou da solenidade oficial de anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.Segundo ele, o próprio Lula não deve ter interesse num terceiro mandato. “Faço até justiça ao presidente. Pode até ser que em seu entorno alguns áulicos ainda alimentem esse sonho. Mas não é bom para o Brasil, não é bom para o presidente Lula e não acredito que ele pessoalmente tenha esse interesse.”Aécio observou que considera “até legítimo” que o presidente volte a se candidatar no futuro, pois “terá, provavelmente, idade para isso”. “Mas mudar a Constituição neste instante é um desserviço à democracia e o Brasil não aceitaria isso de forma alguma”, salientou.De acordo com o governador, a disputa presidencial de 2010 será a primeira eleição direta nos últimos 40 anos “sem o Lula na chapa”. “A última eleição presidencial que nós tivemos foi com Jânio Quadros, obviamente, antes da revolução, antes do golpe de Estado, e depois todas as outras eleições nós tivemos Lula na cédula. Isso por si só já é um fator que mudará e muito a própria percepção das pessoas em relação à disputa”, argumentou. Aécio é um dos principais aspirantes à candidatura presidencial na eleição de 2010.Questionado sobre uma nova “política do café com leite” e se estaria na hora de Minas voltar ao poder - numa referência à sua eventual candidatura -, o tucano esquivou-se e disse que São Paulo e Minas “sempre terão um papel muito importante na vida” do País. Aproveitou, porém, para defender a construção de “um projeto de Brasil”, dissociado de questões partidárias.“É um projeto que seja aprovado nas eleições e permita que a gente supere estes últimos tempos em que se elege um presidente da República e não se sabe quais são os compromissos do presidente da República, qual o compromisso com a reforma previdenciária, com a reforma tributária, trabalhista”, defendeu.

Um campeão com cinco estrelas

por Juca Kfouri

O gol do São Paulo era só uma questão de tempo.
Quase saiu diversas vezes, em bola dividida entre o goleiro americano e Jorge Wagner, numa bola tirada na linha fatal pelo zagueiro potiguar, e absoluto domínio tricolor.
Até que o menino Hernanes, uma das revelações do campeonato, fez um golaço de fora da área, aos 38, para explodir o Morumbi lotado por 69.874 torcedores pagantes, recorde do Brasileirão.
Em seguida, Rogério Ceni bateu falta na trave e o primeiro tempo terminou.
Nem bem começou o segundo e o goleiro Sérvulo salvou mais um gol que seria de Jorge Wagner.
Mas Miranda, de cabeça, em cobrança de escanteio pelo mesmo Jorge Wagner, tratou de fazer 2 a 0, aos 4.
Pintava uma goleada para coroar o pentacampeonato.
Que nem precisava, diga-se de passagem, tamanha a superioridade são paulina no Brasileirão, campeão a quatro rodadas do fim do campeonato.
Dagoberto, no entanto, discordava e queria sim a goleada e, aos 32, Souza cruzou para ele enfiar a cabeça e fazer 3 a 0.
Estava de bom tamanho.
Pensando bem, agora que acabou, foi o pentacampeonato mais fácil da história.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

SÃO PAULO PENTACAMPEÃO

Acabou o jogo!!!!
São Paulo é pentacampeão brasileiro!
SALVE O TRICOLOR PAULISTA
NÃO DUVIDEM DO MURICY RAMALHO!!!

GOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

Outro gol do São Paulo!
Dagoberto amplia para 3 x 0 o baile sãopaulino!

A TAÇA DO BRASILEIRÃO É NOSSA
COM O SÃO PAULO NÃO HÁ QUEM POSSA!!!

Mais um

Miranda aumenta pro São Paulo.
Pronto!
O PENTA É NOSSO

GOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

Goooooooooooollllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
Hernanes faz o gol do São Paulo
O título é nosso!!!
Como a televisão não está transmitindo, estou ouvindo o jogo pela Rádio Eldorado - ESPN.
O pentacampeonato é nosso!

É hoje!!!

Hoje é o grande dia! O São Paulo será pentacampeão brasileiro jogando contra o já rebaixado América-RN. Vai lá de coração! Vamos, São Paulo! Vamos São Paulo! Vamos ser campeão!

Deputado da PB renuncia às vésperas de julgamento no STF

do Estadão online

O deputado federal Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) entregou nesta quarta-feira, 31, pedido de renúncia do seu mandato em caráter irrevogável. O pedido foi entregue ao deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), que presidia a sessão plenária.

Cunha Lima seria julgado na próxima semana no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de homicídio. Com a renúncia, o deputado deverá perder seu foro privilegiado e o processo deverá ser remetido para a Justiça comum, o que dará tempo ao deputado paraibano.



Na carta de renúncia, porém, Cunha Lima alega que desistiu do mandato por outro motivo: para ser julgado como cidadão comum e supostamente não querer se aproveitar do direito ao foro privilegiado. "Quero ser julgado sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui", afirmou.


Ele é acusado de balear o ex-governador paraibano Tarcísio Buriti, seu inimigo político, em 5 de dezembro de 1993, em um restaurante.
O processo está no STF desde 1995. Cunha Lima é pai do atual governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB).

Íntegra da renúncia


Sr. Presidente, nesta data e por este instrumento, em caráter irrevogável e irretratável, renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui.
Requeiro a leitura em plenário desta renúncia, a respectiva publicação e a comunicação dela a S.Exa, à presidenta do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie.

Fiesp entrega abaixo-assinado contra a CPMF no Senado




por Cida Fontes
no Estadão online


BRASÍLIA - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, encerrou sua exposição hoje, em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com a entrega de um abaixo-assinado com cerca de 1,3 milhão de assinaturas contra a CPMF. As folhas com as assinaturas chegaram ao plenário da CCJ em carrinhos de supermercados e ficaram sobre as mesas dos senadores dificultando, inclusive, que os parlamentares presentes pudessem acompanhar a sessão.Skaf defendeu, diante dos senadores, o fim da cobrança da CPMF argumentando que em 11 anos de existência arrecadou R$ 200 bilhões, mas a saúde se encontra em "um verdadeiro caos". Ele comentou que como o País está vivendo um momento de aumento de arrecadação de R$ 70 bilhões, seria importante acabar agora com a CPMF. Afirmou que os projetos de reforma tributária até agora anunciados pelo governo não prevêem desoneração."A única chance que temos desonerar é rejeitar a CPMF. Que esperança temos em desonerar outros impostos que não implicam mudanças na Constituição?", disse. Skaf insistiu na tese do crescimento excessivo de gastos do governo.O representante da Federação Nacional dos Bancos, Gabriel Jorge Ferreira, classificou a CPMF como "um imposto ruim e perverso sobre vários aspectos, incide em cascata, é regressivo e atinge mais os pobres. Tem uma natureza mais confiscatória", disse ele.

Zuanazzi é um fanfarrão e um trapalhão

Adeus, sem até breve. Vai embora e nunca mais volte! Milton Zuanazzi renunciou ao cargo de presidente da ANAC. Só faltava ele. Os outros diretores já tinham pedido o boné. Zuanazzi pediu hoje. Mas, ele não ia embora sem fazer suas críticas. Para o ex-dirigente da ANAC, existe uma “agenda oculta” que quer impedir que pobre ande de avião.
Zuanazzi também criticou o ministro da Defesa Nelson Jobim. Disse que o ministro age como se “não tivesse a lei” dentro da Agência Nacional de Aviação Civil. Jobim reagiu às críticas dizendo que Zuanazzi é “página virada”. (Ver post abaixo)
Até hoje a ANAC não explicou para o Brasil a crise aérea e muito menos os dois acidentes aéreos que mataram 354 pessoas num intervalo de 10 meses. Zuanazzi diz que a agência não tem nada a ver com a crise aérea. Ué, se não tinha nada a ver então por que o digníssimo concedia entrevistas na televisão dizendo que no Natal e no Ano Novo passados não teríamos caos nos aeroportos? E não é que, a cada dia que Zuanazzi botava a cara na TV, a crise piorava? Só para ver a incompetência desse sujeito. Só para ver o quanto o nosso Senado não sabe fazer sabatina para analisar se fulano tem ou não capacidade para ocupar algum tipo de direção em algum órgão público.
O lulismo é isso: tudo o que é bom é deles, tudo que é ruim é causa da “agenda oculta”.
Agora, esse negócio de que gente não quer que pobre voe de avião é conversa pra boi dormir. Será que Zuanazzi quer que cada passageiro mostre seu comprovante de renda antes de entrar num avião? Se na concepção “zuanazzística” a renda do passageiro for x, ele é pobre, se for y ele é rico. Ainda bem que não teremos esta medida porque Zuanazzi já está fora da Anac. Será que ele pensava nos pobres destêpaiz todas as vezes que viajava de avião? Muitas dessas viagens eram cortesias de empresas aéreas que não eram fiscalizadas pela Anac.
Zuanazzi é um fanfarrão. Ele merece um lugar em algum circo. Com tantas trapalhadas à frente da Agência Nacional de Aviação Civil é bem capaz de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias ficarem no chinelo com um concorrente tão atrapalhado.

Presidente da Anac confirma renúncia e critica ministro

da Folha online

O diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, confirmou nesta quarta-feira que deixa o cargo, conforme antecipou ontem a colunista da Folha Eliane Cantanhêde.
Desde o dia 24 de agosto, os outro quatro diretores que integravam a diretoria da Anac renunciaram aos cargos. Da cúpula da agência, restava só Zuanazzi.
Ao anunciar sua saída, ele criticou o ministro da Defesa, Nelson Jobim. "Estou saindo porque não quero trabalhar com ele [Jobim]", afirmou. O ministro já havia declarado abertamente que esperava a renúncia.
Zuanazzi disse que não deixou o cargo antes porque queria prestar contas à sociedade. Ele também fez um balanço de sua gestão --que durou um ano e sete meses-- e afirmou que a crise aérea que atingiu o país já acabou.

Críticas

Zuanazzi, que disse não concordar com as idéias de Jobim, afirmou que o ministro estaria indicando nomes para a presidência da agência antes mesmo da aprovação pelo Senado. "O ministro age como se não tivesse a lei, não dá muita bola para a questão da autonomia e independência das agências."
Jobim reagiu com ironia aos ataques, tratou Zuanazzi como "página virada" e evitou polêmicas.
Sem citar nomes, Zuanazzi disse ter recebido manifestações contra a popularização do setor aéreo e que "várias pessoas" não querem que "pobre ande de avião". "Tem uma agenda oculta que não aparece na sociedade. Tem que debater com o cidadão. Você que nunca voou: tem gente que não quer que você voe", disse.
Ele também criticou um "certo movimento" --em referência ao Cansei, movimento que realizou protestos contra a crise aérea-- e disse ter ouvido de muitas pessoas que, atualmente, os aeroportos parecem rodoviária. "É quem não gosta de pobre", afirmou.
Ao confirmar a renúncia, Zuanazzi disse que, agora, vai procurar emprego na iniciativa privada na área de turismo e que voltará a lecionar.

Renúncias

Denise Abreu foi a primeira diretora a renunciar, em agosto. Depois, caíram Jorge Luiz Brito Velozo, Leur Lomanto e Josef Barat.
Ontem (30), Zuanazzi telefonou para o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) comunicando a decisão de deixar o cargo.
A cúpula da Anac viveu um processo de desgaste desde a tragédia com o vôo 3054 da TAM, em Congonhas (zona sul de São Paulo), no último dia 17 de julho. O acidente matou 199 pessoas.
O acidente levou a juíza Cecília Marcondes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, a acusar Denise de ter entregue a ela uma norma sem validade para garantir a liberação do funcionamento da pista principal de Congonhas, pouco antes do acidente.

CPI pede indiciamento de ex-diretora da Anac e livra ex-dirigentes da Infraero

por Gabriela Guerreiro
na Folha online

Sem a presença de senadores da oposição, a CPI do Apagão Aéreo do Senado aprovou nesta quarta-feira --por seis votos a um-- o relatório paralelo dos governistas elaborado pelo senador João Pedro (PT-AM). O relatório pede o indiciamento da ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu e de mais 15 pessoas.
A oposição se recusou a participar da votação depois que os governistas decidiram apresentar um texto paralelo para derrotar aquele que foi elaborado pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO) --que pedia o indiciamento de 23 pessoas por fraudes cometidas na Infraero (estatal que administra os aeroportos).
No texto paralelo, os governistas retiraram nomes de nove autoridades do sistema aéreo nacional que tiveram o indiciamento recomendado por Demóstenes, o que gerou protestos da oposição. O relatório dos governistas exclui da lista de indiciados o ex-presidente da Infraero Carlos Wilson, além de servidores da estatal como Eleuza Terezinha (ex-diretora de engenharia), Fernanda Brendaglia (ex-diretora comercial), José Wellington Moura (ex-diretor comercial) e Marco Antonio Oliveira (ex-superintendente da região Centro Oeste).
Por outro lado, o texto paralelo sugeriu o indiciamento de duas pessoas que não constavam do relatório de Demóstenes: a empresária Sílvia Pfeifer, dona da Aeromídia, e José Oliveira Sobrinho, representante da Associação Brasileira de Mídia Aeroportuária
No voto em separado, Pedro argumenta que os critérios usados para exclusão dos nomes foi baseado em documentos e depoimentos colhidos pela CPI e por investigações da CGU (Controladoria Geral da União).
O petista afirma que o seu texto não cometeu os mesmos "erros" de Demóstenes, com o argumento de que não que transformar a CPI em duelo entre governo versus oposição. O democrata reagiu às acusações ao argumentar que efetivamente havia uma "quadrilha" que operava na Infraero sob o comando de Wilson.
"Vocês têm maioria para ganhar, mas tenho consciência que meu trabalho não foi político. Eu não conheço o senhor Carlos Wilson, o respeitei para não ser convocado. Mas os indícios contra ele são contundentes. Mantenho o voto que proferi", disse Demóstenes.
Além de excluir indiciados, o relatório de Pedro inclui recomendações à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para garantir aos vôos comerciais as mesmas normas de segurança do avião presidencial. Os governistas também pedem a realização de auditorias pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e CGU (Controladoria Geral da União) par apurar a venda de espaços publicitários nos aeroportos brasileiros.
Com a aprovação do relatório paralelo, a CPI do Apagão do Senado encerrou seus trabalhos.

Acidente TAM

Assim como no relatório final de Demóstenes, o voto em separado dos governistas afirma que ainda é precário apontar causas para o acidente com o Airbus-A320 da TAM.
João Pedro afirma, no texto, que antes da conclusão das investigações do Cenipa (Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes) não é possível apontar o que provocou o choque da aeronave com o hangar da TAM no aeroporto de Congonhas (SP).
Os governistas sugerem alteração na legislação brasileira para obrigar as companhias aéreas a divulgarem "imediatamente após um acidente aéreo" a lista de passageiros que estavam no vôo.

E ninguém vai falar dos custos da viagem

Olhei nos jornais goianienses e não vi nenhum integrante da oposição criticar a viagem do governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Como pode uma máquina paquiderme financiar a viagem de um governador para assistir um evento que anunciaria um fato que todos já esperavam? Nem o digníssimo José Nelton comentou a viagem do Rei Cid...

Rei Cid

O governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, conseguiu o que tanto queria. Não, não é o Serra Dourada que vai abrigar alguns jogos da Copa de 2014 não. É que a Assembléia Legislativa assinou embaixo a reforma administrativa feita da maneira que Cidinho quer, via decreto, sem nenhum impedimento. Cidinho tá podendo, hein? Não é mais um governador do Tempo Novo. É Rei. Se o Rei não estava presente lá na sede da Fifa ontem outro Rei estava. O Rei Cid. Enquanto Rei Cid estava na Suíça, seus súditos na Assembléia Legislativa abaixavam as cabeças para o decreto real. Ninguém sabe o que contém nesta reforma. Só se sabe que Rei Cid tem a obediência dos seus funcionários lá na Assembléia.

Nunca antes na história da Fifa

Editorial do Estado de São Paulo

Nada a opor - muito pelo contrário - ao empenho do governo do Brasil e ao de seus Estados mais importantes em tentar mostrar à Fifa e à comunidade internacional de investidores que nós temos - ou melhor, teremos - plenas condições de sediar a Copa do Mundo de 2014. Afinal, é justo que o único pentacampeão mundial de futebol, o maior fornecedor de craques aos melhores times estrangeiros, que estará em 2014 completando 64 anos da maior frustração da história do futebol brasileiro - a “perda” dramática da Copa de 1950 no “maior estádio do mundo” - única vez em que foi sede da competição esportiva mais importante do planeta -, seja escolhido, como candidato único, país anfitrião da Copa, daqui a sete anos. O empenho de nossos governantes se justifica, sobretudo, pela oportunidade de desenvolvimento turístico, criação de empregos, investimentos em infra-estrutura e demais benefícios que uma megaprodução desse quilate abre para o País. No entanto, est modus in rebus, como diziam os romanos. Há uma medida nas coisas, existem certos limites - especialmente para os que governam, diríamos. Eis por que chega a beirar o ridículo - para dizer o menos - a revoada governamental brasileira, de 1 presidente da República, 12 governadores de Estado e 2 ministros, transportando-se todos para a Suíça, no momento em que a Fifa oficializa o Brasil como sede da Copa de 2014. Certamente, nunca antes na história da Fifa houve algo parecido. A reunião da entidade internacional que comanda o futebol, em Zurique, para a escolha do país-sede da Copa de 2014 seria para a apresentação de cada candidato, caso o Brasil não fosse o candidato único. Assim, o que poderia ser uma competição, com cada qual mostrando os seus trunfos, tornou-se apenas uma cerimônia homologatória. Nem por isso, no entanto, deixou de tornar-se uma “jogada ensaiada” política, em que no tempo reservado à “defesa” da candidatura do Brasil a CBF exibiu, para os 22 membros do comitê executivo da Fifa, um vídeo exaltando o País e os feitos do governo Lula, destacando as ações federais de combate à pobreza e os investimentos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).Entre os governadores, como era de esperar, estavam os mais fortes presidenciáveis tucanos - o governador paulista José Serra e o governador mineiro Aécio Neves -, que levaram para território suíço a que provavelmente será a disputa mais acirrada pela cadeira presidencial. Mas é claro que houve também uma disputa por interesses regionais, visto que o governador paulista pretende que seja no estádio do Morumbi a abertura da Copa - já que concorda que cabe ao Maracanã o direito de encerramento -, enquanto o governador mineiro alimenta a mesma pretensão em relação ao Mineirão. Forçoso é reconhecer (sem bairrismos) que em São Paulo está a melhor infra-estrutura de transportes, a melhor rede hoteleira, a melhor rede hospitalar, o melhor e mais diversificado padrão gastronômico, a maior movimentação econômica e tudo o mais que possa garantir pleno êxito a um evento dessa magnitude - considerando-se, ademais, o fato de sediar a mais bem-sucedida agremiação futebolística do País, única a conquistar o pentacampeonato brasileiro. Nem por isso o interesse regional dos dois governadores, o paulista e o mineiro, deveria levá-los a perpetrar suas disputas (político-esportivas, digamos) em território estrangeiro, fazendo passar para a comunidade internacional uma imagem assaz provinciana (sempre para dizer o menos). Também há que se reconhecer, por outro lado, que um grande esforço deve ser feito, nesses sete anos que nos separam da Copa que sediaremos - esforço esse, do poder público, que sem dúvida resultará em benefício permanente para a população brasileira -, especialmente nos campos da infra-estrutura (como transportes e saneamento) e da segurança pública. Bem é de ver que investigações que se façam em torno dos eventuais desmandos da cartolagem futebolística cabocla - o que já leva a propostas de instalação de CPI, com essa finalidade -, ao contrário de “espantar” investidores esportivos, poderão ter efeito positivo. A limpeza que se faça, nestes próximos 7 anos, de tudo o que exista de carcomido em nosso meio esportivo, e, particularmente, no meio futebolístico, só haverá de melhorar a imagem do pentacampeão mundial de futebol.

Zeca do PT desviou R$ 1 de cada R$ 2 aplicados em publicidade, diz promotoria

por Fausto Macedo
no Estado de São Paulo

O ex-governador Zeca do PT pagou R$ 56,8 milhões a 13 agências de publicidade em apenas dois anos, 2005 e 2006, os últimos de seu governo em Mato Grosso do Sul. Ele autorizou desembolso de R$ 33,54 milhões em 2005 e de R$ 23,26 milhões em 2006. O Ministério Público Estadual suspeita que R$ 30 milhões desse montante teriam sido desviados por meio de “grandioso esquema” de peculato e atribui a Zeca o papel mais importante no organograma da organização que teria sido montada para tal fim.Formalmente, a promotoria acusa Zeca do PT por suposto desvio de recursos do Tesouro do Estado e uso de documento falso. A fraude era realizada por meio do uso de notas fiscais frias, sustentam os seis promotores de Justiça que compõem a força-tarefa que o Ministério Público criou para esmiuçar os dois governos de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, entre 1999 e 2006.Os promotores argumentam que os contratos de publicidade teriam sido eleitos para fraudes porque os serviços de propaganda são de difícil aferição ou comparação. Isso, segundo eles, dificulta uma eventual constatação de superfaturamento.A investigação levou a promotoria a uma gráfica, com sede declarada em Uberaba (MG), por onde eram emitidas as notas inidôneas para cobrir despesas que, de fato, não existiram. Os documentos fiscais, acusam os promotores, eram arrumados pela Sergraph - Gráfica e Editora Quatro Cores Ltda., do empresário Hugo Sérgio Siqueira Borges.O Ministério Público alega que Borges vendia notas fiscais de serviços fictícios ou realizados, porém superfaturados. A parte destinada à Sergraph, estima a promotoria, girava em torno de 17% do valor da nota. “A agência ganhava de graça, já que não prestava qualquer serviço, tendo apenas o seu contrato utilizado para maquiagem da operação publicitária”, afirmam os promotores.
SAQUE
Eles calculam que cada agência ficava com 15% de comissão. “Para atingir o objetivo final, qual seja, o saque dos recursos do erário, a agência apresentava orçamentos falsos para cumprir item contratual que exigia a apresentação de pelo menos três propostas dos serviços que seriam, em tese, prestados.”A promotoria já apresentou à Justiça de Campo Grande duas denúncias criminais contra Zeca do PT, assessores do ex-governador e duas agências, a 2000 Publicidade e Comunicação e a Agilitá Propaganda.A 2000 Publicidade faturou R$ 5,083 milhões entre 2005 e 2006. A Agilitá recebeu no mesmo período R$ 11,446 milhões. O Ministério Público argumenta que Zeca integrava a “cúpula do esquema” e indica que ele e os outros denunciados “agiram em unidade de desígnios”.Geraldo Palhano Maiolino, dono da 2000 Publicidade, e Hugo Borges, da Sergraph, foram denunciados pela promotoria. “Mesmo não sendo funcionários públicos, tinham conhecimento do ardil montado para desvio de dinheiro público, participavam ativamente do esquema, além de também serem dele beneficiários”, afirma o Ministério Público.Mapa obtido pela promotoria revela que Zeca liberou recursos para outras 11 agências - Art & Traço, BW 3, Cabral Comunicação, Compettence, Futura Comunicação, NDEC, Novagência Comunicação, Qualitas, RPS, Slogan e ZN Marketing. Todos os contratos estão sob investigação, mas contra essas 11 agências o Ministério Público ainda não encontrou provas de irregularidades.
TESTEMUNHA
Os inquéritos foram abertos com base na denúncia feita por Ivanete Leite Martins, ex-assessora da Coordenação-Geral do governo. Ela declarou que inicialmente as agências de propaganda tinham que pagar comissão de 10%. Sentindo-se explorados, empresários do setor teriam exigido um desconto.A testemunha-chave do Ministério Público afirmou que o ex-governador sabia das operações. Segundo ela, Zeca do PT teria participado de reunião com dirigentes do Sindicato das Agências de Propaganda de Mato Grosso do Sul para tratar da redução da comissão para 5%.Newley Amarilla, advogado de Zeca do PT, diz que ele não cometeu peculato nem nenhum outro crime, muito menos desvio de verba de publicidade em sua gestão. No Tribunal de Justiça o ex-governador já conseguiu suspender, até o julgamento de mérito, uma das denúncias.O advogado protesta contra o fato de seu cliente “jamais ter sido convidado, notificado, ou de qualquer modo comunicado pelo Ministério Público para apresentar-se e dar a sua versão dos fatos”.Para Newley, o ex-governador “é alvo de um processo espetáculo e midiático patrocinado pelo Ministério Público”. Ele argumenta ainda que a promotoria não tem atribuição constitucional para fazer investigação de ordem criminal.

Péres reage e diz que não é 'chantageável'

por Rosa Costa
no Estado de São Paulo

O senador Jefferson Péres (PDT-AM) disse ontem que não é “chantageável” e que não tem “esqueletos no armário”. “Canalhas de todos os matizes, eu não sou como vocês: ética, para mim, não é pose, não é bandeira eleitoral, não é construção artificial de imagem para uso externo”, avisou, ao comentar reportagem publicada pela revista Veja no final de semana, segundo a qual ele estaria sendo vítima de chantagem por ter aceitado relatar a mais documentada denúncia contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - a de que ele usou laranjas na compra de duas rádios e um jornal em Alagoas. Renan nega. A publicação cita dossiê contra Péres que, entre outros itens, traz DVD apontando o seu “indiciamento” no processo que há 30 anos existiu contra a Siderama (Siderurgia da Amazônia S.A.), onde o senador foi diretor administrativo. Em discurso no plenário, o próprio Péres deixou claro não acreditar no envolvimento de Renan na divulgação da suspeita, por entender tratar-se de um procedimento pautado por seus desafetos políticos em seu Estado. O mesmo entendimento têm os senadores que há meses - e não só agora, por causa da relatoria - receberam o DVD no gabinete. “Se São Francisco de Assis e Jesus Cristo fossem diretores da Siderama, também teriam sido arrolados ao inquérito”, afirmou o senador.Segundo Péres, a Siderama, em dificuldades financeiras, foi acusada de não repassar descontos do Imposto de Renda feitos dos empregados. Mais tarde, a Justiça inocentou os diretores, alegando que a Sudam, que encampara a siderúrgica, devia à Superintendência da Zona Franca de Manaus em incentivos fiscais retidos - o que ela não repassava - “cinco vezes mais do que a Siderama devia ao fisco”, contou.“Quem são os autores dessa ignomínia?”, questionou Péres. “Imagino alguns, mas não vou apontar o dedo: primeiro, porque não tenho provas e, segundo, porque não cruzo minha espada com facão de bandido, como diria um político lá do Amazonas”, completou o relator de um dos quatro processos contra Renan no Conselho de Ética.O senador voltou a negar que sua mulher tenha sido ou seja funcionária em seu gabinete. Ele leu texto do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, negando que tenha pedido passagens extras para uma suposta amante. Renan lhe mandou uma carta negando participação no procedimento. Também leu trechos do ofício em que a Agência Brasileira de Inteligência nega ter investigado sua vida.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Lula e seu bonde ficaram quietos

Uma jornalista estrangeira perguntou para Ricardo Teixeira o que seria feito para evitar que a violência ameaçasse a realização da Copa de 2014 no Brasil. O presidente da CBF ficou irritado. Ao invés de responder a pergunta preferiu generalizar, falar que esse negócio de violência é um “mal da humanidade”. Fez uma comparação até com os Estados Unidos. Ricardo Teixeira disse que nas escolas americanas existem alunos que entram atirando e matando pessoas. Só faltou o digníssimo dizer que aqui no Brasil escolas são fechadas por causa da troca de tiros entre policiais e traficantes. O presidente da CBF também falou que brasileiros morrem no exterior. Sim, isso é um fato. Jean Charles de Menezes foi assassinado por policiais ingleses há dois anos. Até hoje o caso ainda está em investigação e ficou provado que a polícia britânica falhou, confundiu Jean Charles com um terrorista. Poderíamos perguntar para Mr. Teixeira se ele sabe se algum caso de algum turista morto ou mesmo assaltado aqui no Brasil foi concluído.
Lula e o bonde de governadores que acompanharam o evento na sede da Fifa se calaram. Nenhum governante se levantou e disse, em alto e bom som, que no seu estado está se fazendo tal coisa para acabar com a violência e garantir a segurança dos jogadores e dos torcedores no decorrer da Copa. Ninguém! Nem mesmo Lula que fala que o seu governo nunca fez tanto na história destêpaiz se manifestou. O bonde deixou a batata quente nas mãos de Ricardo Teixeira.
Os nossos governantes querem a Copa de 2014 aqui no Brasil. Conseguiram. O que eles não conseguiram até agora é encontrar uma maneira de combater a violência e garantir a segurança tanto da população como dos turistas antes, durante e depois da Copa. Aquele silêncio no auditório da Fifa só confirmou que o bonde comandado por Lula quer só a farra da Copa. Suar a camisa para garantir o que eles tanto prometeram ninguém quer, ninguém fala. A pergunta da jornalista estrangeira deixa claro uma coisa: o mundo não vê com tanto entusiasmo a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

O capita tem razão

O capitão da seleção brasileira no tricampeonato Carlos Alberto Torres está participando do programa Tá na área do Sportv. Ele criticou a postura do presidente da CBF Ricardo Teixeira sobre a ausência de Pelé no evento que confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. Como é que o Brasil vai à Fifa receber a “responsabilidade”, como disse Joseph Blatter, presidente da entidade, de sediar uma Copa e não levar na delegação o atleta do século, o maior jogador de todos os tempos? Só uma delegação chefiada por Ricardo Teixeira poderia fazer tal coisa. Ainda bem que os jornalistas estrangeiros não deixaram passar a ausência do Rei e perguntaram se Ricardo Teixeira sabia onde estava Pelé. A crítica do capita é válida. Graças a Deus o mundo inteiro sabe que Pelé é o maior jogador de todos os tempos e muito melhor que Romário e Dunga juntos.

O que Cidinho vai trazer da Suíça?

Uma das primeiras imagens que eu vi lá da Suíça pela televisão foi o grupo de governadores que estava posando para fotos dentro da luxuosa sede da Fifa. No meio deste bolo de governadores lá estava Alcides Rodrigues, o popular Cidinho. Será que ele acredita que Goiânia vai realmente sediar alguma coisa em 2014?
Acabada a cerimônia que anunciou o que todo mundo já sabia, o que será que Cidinho vai trazer da Suíça para Goiás? Seria a reforma administrativa? Não sei não. Sexta feira já é outro feriado... Assim como Ricardo Teixeira não sabe cadê Pelé, Cidinho não sabe cadê a reforma.

O que valeu mesmo foi a coletiva de imprensa

No evento que oficializou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, o melhor foi a coletiva de imprensa que aconteceu depois do tão esperado e já sabido anúncio. Duas perguntas feitas por jornalistas estrangeiros deixaram o presidente da CBF Ricardo Teixeira irritado. Uma foi sobre a violência no Brasil e outra sobre a ausência de Pelé naquele evento. Ricardo Teixeira não soube responder nenhuma das duas questões. A cada dia que passa a violência cresce mais. Como mostrou Diogo Mainardi na sua coluna na revista Veja desta semana, mata-se mais no Brasil do que no Iraque.
Sobre Pelé, fiquei impressionado com o fato de nenhum integrante da comissão organizadora da Copa falar sobre o maior jogador de futebol de todos os tempos. Foi necessário um jornalista estrangeiro perguntar para Ricardo Teixeira onde estava Pelé. Não, o presidente da CBF não sabia onde estava o atleta do século. Que vergonha, Mr. Teixeira...
O melhor do evento que confirmou o que todo mundo já sabia ficou para o final. A irritação de Ricardo Teixeira é uma pequena amostra do que esperar nestes sete anos que faltam para a Copa do Mundo chegar ao Brasil. A maquiagem que a CBF deu no país está começando a descolar e o mundo não está tão empolgado assim como dizem Ricardo Teixeira e sua comissão que não sabem onde está e nem falam do maior jogador de futebol de todos os tempos, um cara chamado Pelé.

Em tom irônico, Teixeira desdenha da violência brasileira para 2014

por Leandro Canôncio
no UOL Esportes

Na entrevista coletiva logo após o anúncio da decisão da Fifa, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, principal responsável da candidatura à Copa do Mundo de 2014, se irritou ao falar da violência das cidades brasileiras candidatas à sede do Mundial.
"Eu acredito que o problema da violência é um problema internacional (...). Eu vejo nos EUA, garotos atirando nas escolas. Pelo menos no Brasil não temos isso. (...) Ainda mais há países supostamente muito seguros onde a polícia assassina inocentes [em referência ao caso do brasileiro Jean Charles de Menezes morto no metrô de Londres em 2005]", declarou o dirigente, que foi questionado por um repórter canadense. Depois de dizer que o "problema da violência não é um privilégio brasileiro", Teixeira atacou, em tom irônico, o país do jornalista. "Inclusive recentemente tivemos um caso da delegação que foi ao Canadá, que foram agredidos pela polícia canadense também, mas eu tenho convicção absoluta que isso é algo que poderia ter acontecido em qualquer outro país", rebateu ele, que fez também referência ao aparato de segurança montado o Pan como exemplo da capacidade brasileira de diminuir a violência."No Pan, tivemos um exemplo disso. Não tivemos nenhum acontecimento no Rio de Janeiro. Tivemos uma Força [Força Nacional] que não tivemos nenhuma violência contra ninguém no Pan", respondeu. A violência foi um ponto praticamente ignorado pela Fifa no seu relatório após inspeções no território brasileiro. Logo após a fala do presidente da CBF até Joseph Blatter, comandante da Fifa, interveio e pediu a palavra. "Fizeram-me a mesma pergunta quando decidimos pela Copa na África do Sul. Agora fazem de novo na vez do Brasil. Um pouco de respeito ao futebol, às instituições, à casa da Fifa, muito obrigado", atacou o suíço.Teixeira ainda passou por outro apuro ao ser questionado da ausência de Pelé na candidatura brasileira na Suíça. "Eu não sei onde o Pelé está. Sei que chamei dois jogadores que foram destaque durante minha passagem na CBF: Dunga e Romário", disse.

O que Paulo Coelho está fazendo lá?

Começamos bem a Copa de 2014. Já que Pelé não está presente temos a presença de Paulo Coelho. Todo povo sabe o que Paulo Coelho fez pelo futebol brasileiro. Pelé? Ninguém está sentindo falta dele. Todo mundo quer que Paulo Coelho explique esta relação entre a duração de uma discussão sobre o futebol e uma relação sexual. Quem sabe isso não seja a linha para o próximo livro de Paulo Coelho? Começamos tão bem a Copa de 2014 que deixamos de lado o artista do século, o melhor jogador de todos os tempos para dar ouvidos ao mago Paulo Coelho.

Mensalão de Zeca do PT tinha dois deputados federais, diz promotoria

por Fausto Macedo e João Naves
no Estado de São Paulo

Mais quatro deputados, dois estaduais e dois federais do PT de Mato Grosso do Sul, além de um ex-deputado da mesma legenda, aparecem no livro-caixa que o Ministério Público rotulou de mensalão do Zeca do PT, como é conhecido o ex-governador do Estado José Orcírio Miranda dos Santos (1999-2006).Os nomes dos parlamentares foram divulgados ontem, em Campo Grande, pela força-tarefa formada por seis promotores de Justiça. O grupo investiga suposto esquema de corrupção, peculato e improbidade nos dois governos de Zeca do PT.Um dos deputados federais citados é Vander Loubet, sobrinho do ex-governador e integrante da Comissão de Educação da Câmara. O outro é Antônio Carlos Biffi, titular da mesma comissão e ex-vice-líder do PT na Casa.O livro-caixa indica que, entre agosto de 2004 e março de 2005, Loubet e Biffi teriam recebido R$ 25 mil mensais cada um. Os lançamentos mostram que Loubet pode ter recebido mais R$ 150 mil, em três parcelas, naquele período.De acordo com as investigações do Ministério Público, João Grandão, ex-deputado do PT, teria ficado com R$ 100 mil. Ele já é acusado pela Procuradoria da República por envolvimento com a máfia dos sanguessugas - o esquema de desvio de recursos da União por meio de fraude em licitações para compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares para prefeituras com recursos de emendas ao Orçamento.
LEVANTAMENTO
Os deputados estaduais apontados no diário são Paulo Correia e Antonio Carlos Arroyo, ambos do PR. O Ministério Público está fazendo um levantamento sobre o total que os dois teriam recebido. Outro integrante da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul também consta do livro: é Ary Artuzzi, do PMDB, conforme o Estado revelou ontem.O documento, de capa preta, foi localizado na residência de Salete Terezinha de Luca, ex-ordenadora de despesa da Secretaria de Coordenação-Geral do Governo. Ela admitiu ter preenchido de punho próprio as 100 páginas do livro que a promotoria considera como prova da existência do mensalão de Zeca do PT.Os promotores suspeitam que deputados, vereadores, secretários de Estado, presidentes de autarquias e servidores estaduais e municipais eram contemplados com verbas “por fora” - ou seja, desviadas de transações com dinheiro do Tesouro, principalmente da área de publicidade. A contrapartida, presume o Ministério Público, era o apoio dos políticos a projetos de interesse do ex-governador no Legislativo.ORDEMSalete de Luca era assessora do então secretário Raufi Antônio Jaccoud Marques (Coordenação-Geral). Ela declarou que fazia tudo o que era determinado por ele, inclusive as anotações no livro. “Apenas cumpri a ordem do meu chefe.” Afirmou que se limitava a copiar no livro dados repassados por Raufi.Na semana passada, Salete deu dois depoimentos na promotoria. São 10 páginas de relato. Ela disse que não recebia nenhuma quantia para pagar parlamentares e autoridades. Os promotores a questionaram sobre os nomes da agenda, um a um, exceto os dos deputados federais, porque eles têm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF).Salete disse que Alex, Almi, Ribeiro e Pérsio são vereadores em Campo Grande, os três primeiros do PT. O documento guarda nomes de funcionários do Diretório Estadual do PT em Mato Grosso do Sul.
LAUDO
Raufi Marques, ex-homem forte do governo Zeca do PT, será chamado para depor na investigação. No início de outubro, a promotoria o denunciou criminalmente à Justiça por peculato - desvio de recursos por meio de contratos fraudulentos com agências de propaganda, que faturaram R$ 122 milhões entre 2005 e 2006, dois últimos anos de Zeca do PT no governo.A base da investigação é o depoimento de Ivanete Leite Martins, ex-assessora da Secretaria de Coordenação-Geral. Ela denunciou operações no setor de publicidade - as agências ficavam com 15% do valor contratado, a gráfica que providenciava notas frias embolsava comissão de 12% a 17% e o restante voltava para o caixa 2 do governo.As revelações de Ivanete foram gravadas em áudio e vídeo pelo jornalista Adair Martins, proprietário do Diário do Pantanal. A entrevista durou 55 minutos e 50 segundos e foi degravada pela Polícia Federal. O laudo 1.325/07 contém todas as informações de Ivanete. Ela afirma que Zeca sabia do esquema.

Brasil assume conta bilionária para se arrumar para a Copa-2014

da Folha online

Quando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciar ao meio-dia desta terça-feira o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, o país assumirá uma dívida de no mínimo US$ 10 bilhões para modernizar seus estádios e levantar a infra-estrutura necessária para um Mundial nos moldes atuais.
Nenhum estádio do país tem hoje condições de receber uma partida de Copa do Mundo, segundo relatório de inspeção da Fifa publicado na semana passada, e aspectos fundamentais como segurança, transporte e acomodação também foram abordados como carentes de investimentos.
"O Brasil hoje está muito despreparado se comparar com outros países neste momento, mas pode ser que daqui a sete anos esteja melhor", disse à Reuters o economista Luiz Gonzaga Belluzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo José Sarney (1985-87).
"Em um evento como a F-1 em São Paulo, fica evidente que a cidade não tem infra-estrutura. As cidades brasileiras vão precisar se adequar."
A CBF estima que US$ 1,1 bilhão será gasto nos estádios, seja em reformas e adequações ou na construção de novas arenas. Das 18 cidades pré-candidatas a sedes do Mundial, quatro têm projetos de novos estádios --Recife, Salvador, Maceió e Natal.
As outras cidades, incluindo as praticamente confirmadas Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Alegre, já apresentaram projetos de reformas em seus palcos. Entre oito e 12 cidades serão escolhidas em 2009 como sedes dos jogos do Mundial.
O custo com os estádios --quase o mesmo das Copas da Alemanha (2006) e África do Sul (2010)--, que a CBF afirma que será financiado pela iniciativa privada, é questão considerada mais simples entre os desafios futuros do país.
"Vale desde que a gente tenha os pés no chão. A Copa de 1994 nos EUA foi toda em estádios adaptados", disse à Reuters o especialista em marketing esportivo José Carlos Brunoro.

Quem pagou a viagem de Cidinho?

O governo de Goiás vive uma crise financeira. Este ano nós soubemos que aquele estado próspero, com um futuro brilhante pela frente, na verdade, é um estado quebrado, paquiderme como disse o nosso governador Alcides Rodrigues, o popular Cidinho.
Mas, mesmo com o estado devendo até as calças que veste, mesmo não sabendo fazer e muito menos divulgar uma reforma administrativa que dê um jeito no caos financeiro que assola o estado, Cidinho viaja. Ele segue os passos de Lula, que segue os passos de FHC. Quando a coisa ta ruim por aqui, nada melhor do que viajar. Quando era oposição, Lula dizia que, quando o Brasil entrava numa crise, Fernando Henrique Cardoso viajava para Paris. Lula presidente é a mesma coisa. Quando o Brasil entra numa crise Lula viaja para os países africanos dominados por ditaduras sanguinárias. Cidinho não faz feio. Quando Goiás precisa de uma reforma administrativa urgente ele viaja para a Suíça para assistir a Fifa anunciar o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. Detalhe: o Brasil é candidato único! Mesmo assim Cidinho e mais onze governadores deixam seus estados e Lula deixa o seu país para acompanha de perto este anúncio cujo resultado todo mundo já sabe.
Mas, com um estado quebrado, com uma máquina paquiderme, com uma reforma administrativa que ninguém sabe o que ela contém e como ela será executada, quem pagou a viagem de Cidinho para a Suíça? Se eu olhar no espelho hoje vou sentir uma dor no bolso...

Mantegamed é contra

O terrorista e nas horas vagas ministro da fazenda Guidoin Mantegamed disse ontem que R$ 20 bilhões a mais para a saúde “seria um grande desequilíbrio”. Um petista contra um aumento de recursos para a saúde... Imagine a gritaria que o PT faria se o governo Fernando Henrique Cardoso cortasse gastos com a saúde. Pois é. Tudo aquilo que o PT criticou com veemência está fazendo sem nenhum pingo de vergonha.
Enquanto o terrorista Mantegamed quer cortar os gastos com a saúde, a nossa gloriosa oposição está caladinha.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"Nova Evita" ou "Nova Rosinha?

Cristina Kirchiner é a mais nova presidente da Argentina. Ela é esposa do atual presidente Nestor Kirchiner. Muita gente diz que ela é a “nova Evita” relembrando a esposa do ex-presidente Juan Perón. Ninguém sabe o que esperar de Cristina não mais como primeira dama, mas como presidente da Argentina. Ninguém sabe o que Nestor irá fazer depois que sua esposa ocupar sua cadeira na Casa Rosada em Buenos Aires.
Ela se torna a primeira mulher eleita presidente da Argentina. Será que isso poderá motivar Hillary Clinton? Assim como Cristina, Hillary é esposa de ex-presidente e candidata à Casa Branca. Mas, vamos deixar a Casa Branca de lado. Lá as eleições ocorrem no ano que vem. No momento o rosa está mais em evidência do que o branco.
Entre os analistas políticos fica a pergunta: Será que Cristina Kirchiner será a nova Evita Perón? Eu já faço outra pergunta: Será que Cristina Kirchiner é a Rosinha Garotinho da Argentina? Rosinha assumiu o comando do governo do Rio de Janeiro com uma grande ajuda do seu marido Antony que também comandou o governo carioca. Quando Rosinha assumiu muitos perguntavam se seria ela ou seu marido que comandariam o governo. Esta pergunta pode se fazer agora: Será Cristina Kirchiner ou Nestor que comandará a Argentina nos próximos quatro anos? O jornal inglês Times entrevistou um analista político argentino que questionou o que Nestor Kirchiner fará quando deixar o cargo para sua esposa. Você, caro leitor, acredita que ele vai vestir o pijama e esperar Cristina na cama à noite e perguntar: “Querida, como foi seu dia?” Num post cheio de perguntas deixo mais uma: Seria Cristina a “nova Evita” ou a “nova Rosinha”? Eu, um latino americano brasileiro do pé rachado estou mais acreditando que Cristina será a “nova Rosinha”.

E o Cidinho?

O governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, está na Suíça. Ele vai acompanhar de perto, juntamente com a delegação de autoridades capitaneadas por Lula, a confirmação da Fifa de que o Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014. Quanta alegria, quanta emoção. O Brasil foi o único candidato. Amanhã é o dia: ou é o Brasil, ou é o Brasil.
Acabei de assistir o programa Bate Bola da ESPN Brasil. O enviado especial da Folha de São Paulo Clóvis Rossi deu uma entrevista para o programa falando sobre as propostas de alguns governadores que desejam que seus estados ou hospedem a delegação da seleção brasileira, ou abram ou encerrem o torneio. O jornalista citou as propostas dos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e até do Mato Grosso. E Goiás? O que Cidinho terá a oferecer para que Goiânia hospede alguma delegação? Num governo que não dá conta nem de fazer uma reforma administrativa transparente você acha que tem algum projeto para 2014? É bem capaz de Brasília sediar alguma coisa na Copa e Goiânia ficar chupando o dedo.
Será que os ares suíços vão inspirar Cidinho para anunciar a tão esperada e tão falada reforma administrativa ou ele vai voltar de lá confiante que Goiânia será palco de algum evento da Copa? Para Cidinho esta viagem apareceu no momento certo. Pelo menos ele se esquece do estado paquidérmico que necessita de uma reforma administrativa há muito tempo e que ele não sabe nem por onde começá-la.

Lula não manda recado para a cupanherada

Hoje, mais uma vez, Lula negou a possibilidade de um terceiro mandato. Claro que ele nega, mas vontade não falta. Reparem que Lula não manda nenhum recado repreendendo seus cupanheros que desejam sim e muito que ele dispute um terceiro mandato. Lula nega para os jornalistas. Lula não repreende os petistas que tornam público a vontade de que o chefe se candidate à presidência outra vez em 2010. Assim como Renan Canalheiros o PT não tem limites e Lula não quer colocar nenhuma rédea no seu partido. Cuidado com Lula e com o PT!

Fifa pede a governadores que evitem problemas para CBF

por Jamil Chade e Lenonencio Nossa
no Estado de São Paulo

A cúpula da Fifa vai cobrar hoje de 11 governadores que participam da festa de anúncio do país-sede da Copa de 2014 empenho para impedir “hostilidades políticas” e “exposições negativas” na Câmara e no Senado. O presidente da entidade, Joseph Blatter, deixou claro, em conversas com dirigentes esportivos brasileiros, que a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito, por exemplo, criaria um clima desfavorável aos investimentos estrangeiros.O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, jantou ontem à noite com os governadores que querem sediar jogos da Copa, num hotel de Zurique, para antecipar as condições impostas pela Fifa. Os governadores, que tentam agradar a entidade com promessas de investimentos em infra-estrutura, serão orientados a comandar as bancadas de seus Estados no trabalho de “prevenção” à abertura de CPIs.Em conversas na tarde de ontem com jornalistas, Ricardo Teixeira se queixou de declarações do deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), um dos parlamentares que querem investigar, na Câmara, denúncias contra clubes brasileiros e a CBF. Teixeira disse que também tem dossiê contra o deputado. Em 2001, Torres foi o relator da CPI da CBF/Nike.Ainda neste ano, a Fifa instala no Rio o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. Segundo duas autoridades brasileiras, a comissão terá funções de regular e monitorar os projetos das sedes do torneio. Joseph Blatter disse, em conversas formais com dirigentes da CBF, que a Fifa não pode correr riscos de ser relacionada a qualquer denúncia envolvendo o futebol brasileiro. Para obter o “benefício” da Copa, o Brasil não pode instalar CPIs. Nenhum país é obrigado a sediar o evento, costuma dizer Blatter. Uma vez decidido a realizar a Copa, o candidato tem de se comprometer a seguir regras de entidade que não é pública e que tem sede na Suíça, uma das mecas do capitalismo.A instalação de CPIs, na avaliação da Fifa, também seria um entrave à entrada de recursos privados estrangeiros no País. Uma Comissão Parlamentar, observa um dos governadores que vieram para a festa, expõe facilmente movimentações bancárias e fiscais de uma empresa ao quebrar sigilos comerciais.O jantar oferecido pela CBF ontem em Zurique contaria com a presença da maioria dos 11 governadores que devem comparecer à cerimônia de amanhã. Pela previsão, participam do evento os governadores José Serra (São Paulo), Sérgio Cabral (Rio), Aécio Neves (Minas), Eduardo Braga (Amazonas), Jacques Wagner (Bahia), Eduardo Campos (Pernambuco), Alcides Rodrigues (Goiás), Binho Marques (Acre), Cid Gomes (Ceará), José Roberto Arruda (Distrito Federal) e Blairo Maggi (Mato Grosso). Wagner e Campos devem viajar hoje para a Suíça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Também foram ao jantar o escritor Paulo Coelho, o técnico Dunga, da seleção, e representantes do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. Tudo pelo “bom andamento” dos trabalhos.Em tom conciliador, o ministro do Esporte, Orlando Silva, chegou ontem a Zurique. Quando um agente de controle de imigração que lhe perguntou o que tinha ido fazer na Suíça, o ministro brincou: “Vim buscar a Copa”, avisou. “O anúncio amanhã aumenta a responsabilidade do País em relação à Copa”, avaliou Silva. “De qualquer forma, o anúncio vai coroar um esforço que ocorreu até agora para o País mostrar que tem capacidade de organizar o torneio.”

Para FHC, terceiro mandato de Lula é 'grande insensatez'

por Daniela Kresch
no Estado de São Paulo

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) classificou de “grande insensatez” a idéia de um terceiro mandato para o seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na opinião do tucano, que desembarcou ontem em Israel para ministrar uma palestra sobre cenário político e econômico brasileiro na Universidade de Tel Aviv, um novo mandato seria “antidemocrático”. “Acho isso uma insensatez tão grande... O presidente Lula queria tanto a reeleição e conseguiu: foi reeleito. Imagina se ele agora vai entrar nessa de terceiro mandato? Duvido. Seria um absurdo”, afirmou FHC, presidente por dois mandatos, de 1995 a 2002. “Uma questão é a reeleição, que é uma coisa normal, existe na maioria dos países. Outra questão é a extensão do mandato. Iria no caminho de um mandato indeterminado, o que é antidemocrático.”A posição de Fernando Henrique parece coincidir com a do próprio Lula, que no último sábado rejeitou proposta de terceiro mandato sugerida por seus aliados políticos. O presidente alegou ser favorável à “alternância do poder” e afirmou que não há “pessoas insubstituíveis na política”. Apesar da objeção ao terceiro mandato, FHC ponderou que a questão não deve entrar na negociação entre o PSDB no Senado e o Palácio do Planalto para a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Para o ex-presidente, a bancada tucana na Casa não deveria ameaçar interromper a negociação caso os aliados de Lula insistam nessa articulação, como chegou a defender o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). “Eu não acho que o PSDB tem que colocar isso como uma questão de ‘só voto se...’. Afinal, há outras razões para se discutir a CPMF, não só a reeleição”, explicou Fernando Henrique. De acordo com o ex-presidente, o PSDB precisa continuar negociando um eventual apoio à emenda da CPMF.“Temos que examinar. Precisamos mesmo da CPMF? No passado, precisávamos. Não posso ser incoerente quanto a isso. Mostramos que era necessário. Mas, de lá para cá, a situação fiscal melhorou. A arrecadação aumentou muito. Então, o governo precisa dar sinais de que vai reduzir (a carga tributária)”, defendeu o ex-presidente. Em sua viagem a Israel, Fernando Henrique está acompanhado de sua mulher, a ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Antes da palestra na Universidade de Tel Aviv, que o convidou para o evento, o tucano teve um encontro com o presidente israelense, Shimon Peres, com quem tomou café da manhã em Jerusalém.

Livro-caixa aponta mensalão de Zeca do PT, diz Ministério Público

por Fausto Macedo
no Estado de São Paulo

Cópia de livro-caixa em poder do Ministério Público de Mato Grosso do Sul indica suposto pagamento de mensalão pelo ex-governador do Estado José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. O documento - com cerca de 100 nomes de deputados, vereadores e servidores municipais e estaduais, de escalões diversos - foi localizado e apreendido na residência de Salete Terezinha de Luca, técnica contábil e ex-ordenadora de despesa da Secretaria de Coordenação-Geral de Governo.O Ministério Público suspeita que parlamentares recebiam valores em troca de apoio à gestão Zeca do PT. Ele foi governador duas vezes, entre 1999 e 2006. Salete teria exercido o papel de pagadora do mensalão.Uma força-tarefa composta por seis promotores de Justiça investiga o petista e o acusa pelos crimes de peculato e uso de documento falso, além de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.Os seis promotores que esmiúçam a vida de Zeca do PT são: Marcos Antonio Martins Sottoriva, Silvio Amaral Nogueira de Lima, Marcos Fernandes Sisti, Jiskia Sandri Trentin, Clóvis Amauri Smaniotto e Gilberto Robalinho da Silva.A promotoria requereu judicialmente, no início de outubro, a condenação do ex-governador, a quem acusa formalmente por meio de duas denúncias, acolhidas pela 2ª Vara Criminal. Na última sexta-feira, no entanto, o desembargador João Batista da Costa Marques, do Tribunal de Justiça, mandou suspender uma das ações contra Zeca do PT.Em outras duas ações, de caráter civil, a promotoria pediu, liminarmente, a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis do ex-governador. Também foi solicitada a quebra do sigilo bancário de Zeca no período entre 2004 e 2006. A Justiça ainda não decidiu a respeito.Os promotores suspeitam que as benesses concedidas em dinheiro vivo não ficavam restritas só ao Legislativo e que o suposto esquema mantinha ramificações dentro do próprio governo de Mato Grosso do Sul.
ROTEIRO
O livro-caixa, com quase 80 páginas, é um roteiro de pagamentos “por fora” que teriam sido realizados durante os dois mandatos de Zeca, avalia o Ministério Público. Os promotores sustentam que o diário apreendido representa “forte indício” da existência de um mensalão nos moldes daquele que o PT promoveu na esfera federal, descoberto em 2005, e que a CPI dos Correios desmontou.O dinheiro do mensalão de Zeca teria origem em desvios na área de publicidade, presumem os promotores. Ainda segundo as investigações, o rombo pode ter atingido R$ 30 milhões. A devassa mostra também que transações com agências de publicidade abriram caminho para “grandioso esquema de corrupção”.Os promotores alegam que o governo contratava as agências, que nem sequer realizavam os serviços. A contabilidade era feita com notas fiscais frias. Uma gráfica, a Sergrapf, cobrava entre 12% e 17% do valor de nota. Desse montante, 15% ficava com a agência e o restante voltava ao governo para a distribuição “a servidores públicos envolvidos no ilícito”.As anotações manuscritas no livro-caixa apontam nomes ao lado de valores e das letras “PG”. Um dos nomes que aparecem na lista é o do deputado estadual Ari Artuzzi (PMDB).São dois lançamentos que fazem referência ao parlamentar. Apesar de negar ter recebido propinas, ele admite que conhece Salete. Na página 19 do livro são citados quatro vereadores de Campo Grande, cada um associado a R$ 5 mil. Na mesma página, abaixo das palavras “complementação/suprimento”, aparece uma anotação: “Lista Brasília”.Balanço parcial revela pagamentos que podem ter somado R$ 584,44 mil em um único mês de 2005. Em outro trecho do volume surgem14 nomes ligados a secretarias do Estado e autarquias. Pelo menos três coronéis aparecem com freqüência no caderno, assim como três letras maiúsculas: “MST”.A blitz na casa de Salete ocorreu em agosto. As despesas eram autorizadas por ela, asseguram os promotores, e pagas por ordem bancária às agências de publicidade. O objetivo seria dar aparência de legalidade às fases de execução da despesa pública - empenho, liquidação e pagamento. “A conduta de José Orcírio feriu princípios essenciais da administração pública”, acusam os promotores.Apresentado à Justiça na sexta, o caderno foi anexado pelos promotores aos autos das duas ações penais e das duas ações civis propostas contra o ex-governador. Na quinta, a promotoria mandou fazer perícia no livro e exames grafotécnicos.“Entre janeiro de 2005 e dezembro de 2006, o governador José Orcírio Miranda dos Santos e o secretário de Coordenação-Geral de Governo, Raufi Antonio Jaccoud Marques, em estratagema gerado no âmbito desta secretaria, valeram-se reiteradamente dos contratos celebrados com as agências de publicidade para desviar recursos públicos por meio de notas frias apresentadas como serviços de impressão, reimpressão e criações diversas”, afirmam os promotores.
AGÊNCIAS
O Ministério Público também diz ter encontrado documento com assinatura de Zeca, que autorizou pagamentos a agências de publicidade em 28 de dezembro de 2006, a três dias do encerramento de seu segundo mandato.Nesse documento, que os promotores anexaram a uma das denúncias criminais contra Zeca, a então subsecretária de Comunicação Ivanete Leite Martins solicita à superintendente de Administração e Finanças, Rosely de Barros Lavarda Dallamico, a divisão dos números de programação de desembolsos (PDs) de 2006 “a pedido do Tesouro pela indisponibilidade de recurso financeiro para a quitação total das despesas”.Ivanete é testemunha-chave do Ministério Público. Apontada como elo do governo com empresários de publicidade, ela acusa o ex-governador de “participar diretamente” de reuniões para acertar comissões.O valor que Zeca liberou para três agências ao fim de sua gestão chegou a R$ 257,4 mil. Entre 2005 e 2006, ele mandou pagar R$ 122 milhões às agências que contratou.

A Suiça é muito melhor do que um estado paquiderme

Mais uma vez o governador de Goiás Alcides Rodrigues, o popular Cidinho, adiou o anúncio da tão falada e esperada reforma administrativa. De acordo com o jornal O Popular de ontem, Cidinho só vai anunciar a reforma depois da sua viagem à Suíça onde acompanhará o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. Para o nosso governador a Suíça é bem melhor do que um estado paquiderme chamado Goiás. Cidinho acha melhor assistir de perto o anúncio do nome do Brasil como sede da Copa a enxugar a máquina que, há muito tempo e ele sabe disso, está gorda demais para o seu tamanho.
O Brasil é o único candidato à sede da Copa de 2014. Mesmo assim Cidinho quer estar lá na sede da Fifa para acompanhar este momento histórico. É bem capaz dos ares suíços mudarem a mente de Cidinho e adiar a reforma para Deus sabe quando. Afinal, cá entre nós, a Suíça é muito melhor do que um estado paquiderme como Goiás.